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  • Setembro 2, 2018
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    Charlotte-Perkins-Gilman

    Charlotte Perkins Gilman é uma das maiores romancistas norte-americanas; apesar dos seus livros não serem tão conhecidos no Brasil, Charlotte tem renome no mundo por ser uma das primeiras autoras a abordar o feminismo nos EUA, no início dos anos 1900. Ela nasceu em Connecticut em 1860, e faleceu na década de 30 na Califórnia. Foi reconhecida pela sua escrita durante a sua vida, e obteve sucesso com as suas publicações. Ela também escreveu livros sociólogicos – com viés econômico -, poemas e contos.

    Criticou a arquitetura – que aumenta as restrições às mulheres no século 19 -, o modelo de casamento burguês (um dos principais tópicos de “O Papel de Parede Amarelo”), e outros temas que ganharam destaque no movimento feminista nos anos 60. Ela foi pioneira ao debater, em livros de sucesso, demandas das mulheres na época que nunca haviam sido colocadas em pauta.

    Design sem nome

    Eu tive a oportunidade de ler dois livros da autora (ganhei os dois de presente). O primeiro é o conto “O papel de parede amarelo”, publicado no Brasil pela editora José Olympio. Classificado como uma história “assustadora e de terror” em meados do século 19, ele ganhou uma nova roupagem e visão após a onda feminista; críticos começaram a enxergar o que estava por trás da história do livro, que trás como protagonista uma esposa que enlouquece e vive sob os cuidados do marido, que é medico, em uma casa no interior.

    Um clássico da literatura feminista pela primeira vez no Brasil. Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releitura, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.

    A mulher está em constante domínio pelas ordens e recomendações do seu cônjuge – que acredita que sabe o que é o melhor para ela -, enquanto passa os seus dias praticamente presa naquela casa, e no seu novo quarto, que possui um papel de parede amarelo que ela odeia. É durante o processo de rasgar o papel, que chega a libertação, a raiva e o sentimento de se desprender daquela pessoa – e do casamento – que a mantêm como refém. A história possui pinceladas autobiográficas, pois acredita-se que Charlotte não foi feliz no casamento.

    Já o segundo livro que eu li foi “Herland”, que ganhou o título no Brasil de “A Terra Das Mulheres”. Não se sabe ao certo em que década o livro se passa, mas Charlotte, durante sua carreira, percorreu diversos gêneros, e distopia também foi um deles. Neste romance, conhecemos três homens jovens e que trabalham como exploradores; Van – o narrador -, embarca com seus colegas Terry e Jeff em uma expedição para uma ilha desconhecida, em que acredita-se que só vivem mulheres. Porém, há pouquíssimos relatos sobre o lugar.

    Publicado pela primeira vez em 1915, Herland – A Terra das Mulheres é uma novela que coloca os holofotes sobre a questão de gênero. Escrito pela feminista Charlotte Perkins Gilman, o livro descreve uma sociedade formada unicamente por mulheres que vivem livres de conflitos e de dominação. A história é narrada por um estudante de sociologia que, junto a dois companheiros, chega ao lendário país ocupado por mulheres. As diferentes visões dos três exploradores geram um choque cultural com a organização social utópica que terão de confrontar. Herland subverte questões como a definição de gênero, a maternidade e o senso de individualidade. Gilman, nesta obra, cria uma história revolucionária e dá uma importante contribuição às discussões sociológicas sobre os papéis masculino e feminino em sociedades de qualquer época.

    Herland é um país habitado somente por mulheres. Não há guerra, conflitos, fome ou pobreza. A maternidade é um dos maiores trunfos do local; os papéis de gênero são totalmente invertidos. Já que não conhecem a opressão, todas as mulheres exercem seus trabalhos e tarefas sem acreditar que há qualquer tipo de diferença entre elas e o outro sexo. São questionadas o tempo todo pelos visitantes, que não conseguem acreditar que não há homens no país.

    Apesar de abordar diferentes temas feministas, Charlotte é criticada justamente em um ensaio escrito por Lindy West, na edição atual de Herland, sobre a falta de interseccionalidade no livro. A autora peca, pois só representa, em suas histórias, mulheres brancas, o que se torna ainda mais contraditório ao criar um país somente habitado por mulheres (onde não são citadas mulheres negras).

    Agosto 11, 2018
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    Eu sou a minha própria artista. Dentro dos livros de história sobre a minha vida, eu criei arte para tentar explicar o furacão de sentimentos que ecoam no meu coração.

    As palavras existem dentro de mim porque eu sinto muito de uma forma que não consigo fazer com que eu seja entendida.

    Eu enxergo o mundo de cabeça para baixo. As estrelas do céu são os pedaços de chão que eu piso todos os dias. As calçadas servem como iluminação na minha jornada e eu me vejo capaz de nadar em um oceano onde as águas são os astros e a poeira cósmica do universo.

    Eu enxergo o mundo com os olhos cegos. Penetro o meu olhar nas pessoas que mais sorriem, pois elas são as que mais sofrem. Durmo pensando em como gostaria de extinguir a dor e injetar pelo menos cinco segundos de felicidade real, mas, novamente, o que seria da arte senão uma válvula de escape para toda a dor da humanidade?

    Eu enxergo o mundo com as tintas mais sensíveis. Encaro o quadro vazio e permito que a minha alma grite alto o suficiente para sair de mim e expressar o que sinto. Se cada um de nós pararmos para pensar, não existe uma definição exata para o que é o mundo. Nós temos apenas uma ideia individual e ilusória sobre o que ele é.

    Eu enxergo o silêncio do mundo. Enxergo o escuro, o quieto, as meias palavras, a boca entreaberta, o olhar vago… Eu não gosto de deixar nada passar despercebido, mas eu sou uma desconhecida para os outros e, principalmente, para mim. Quem sou eu, além de alguém que cria a própria arte para não enlouquecer?

    Quem sou eu, além de alguém que está constantemente quebrada e nunca inteira?

    Eu sou a minha própria artista, porque se não for eu, quem será por mim? Todo mundo está ocupado com a própria loucura. Não cabe a mim pedir que alguém me salve de mim.

    Minha essência jorra em cada pedaço de arte que eu crio em meus momentos de solidão, e se sentes que o teu mundo está prestes a explodir, saiba: eu renasço a cada extinção. Você também.

    Se chegar a hora em que o teu coração berrar por uma liberdade que você não consegue explicar, saiba: você é o artista da sua própria vida. Você é o fogo no centro do frio e um mar de emoções durante uma tempestade de rasos.

    Eu renasço a cada extinção porque eu preciso carregar a minha alma para onde ela pertence, que é um lugar que ainda não conheço. A minha casa é o lugar nenhum, e eu sinto a necessidade de continuar criando arte até descobrir o caminho para lá.

     

    Maio 30, 2017
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    A autora que eu quero apresentar para vocês essa semana é a Jennifer Niven. Norte-americana nascida em Charlotte, na Carolina do Norte, ela despontou de vez no mundo do gênero Young Adult em 2015, quando lançou “All The Bright Places” (Por Lugares Incríveis), o seu livro mais reconhecido até então, que ganhou diversos prêmios. A autora, além de ser muito talentosa, tem uma preferência por abordar temas difíceis. Jennifer escreve livros para jovens, mas eles não são romantizados. Os temas abordados passam entre depressão, suícidio, transtorno bipolar, gordofobia e prosopagnosia. Eles são retratados a partir dos seus personagens, que são na maioria das vezes adolescentes.

    Os protagonistas de Jennifer são complexos e bem trabalhados durante toda a leitura, e acima de tudo, são humanos. Uma das características dela é de realmente tocar o leitor: ela consegue te sensibilizar durante toda a leitura, nos fazendo refletir sobre tudo o que os personagens passam e nós realmente nos apegamos a eles, desenvolvendo a nossa empatia. Além de entender a importância de falar sobre os transtornos mentais, Jennifer já enfrentou muitos deles durante a sua vida. Alguns personagens tem inspiração em pessoas que ela conheceu na vida real, e isso fica claro na parte dos agradecimentos no final de cada livro.

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    O meu livro favorito (olha, é complicado escolher, mas esse está em primeiro lugar) se tornou Por Lugares Incríveis. Violet Theodore Finch são dois jovens muito diferentes. Porém, eles tem em comum o fato de estarem passando por um momento bem difícil em suas vidas. Eles se conhecem quando estão quase desistindo da própria vida, mas encontram um no outro uma maneira de continuar. No inicio, eles não se dão muito bem. Afinal, ambos tem poucas coisas em comum. Mas um trabalho da escola os une e eles descobrem diversos lugares novos juntos; e vão aprendendo a lidar mais com a vida. Finch ajuda Violet, que ainda não havia conseguido superar a morte da irmã.

    O livro aborda muito os transtornos psicológicos de Finch, que não tem consciência total sobre eles. Ele sofre de ansiedade, depressão e possívelmente transtorno bipolar. Mas ele não tem o apoio da família e possui poucos amigos na escola. Violet é a pessoa que tenta entendê-lo. Jennifer consegue trabalhar bem o personagem, apesar dele ter uma grande complexidade. Nós terminamos o livro sentindo que queríamos ter feito algo por ele, e a autora consegue nos ensinar a lição do quanto nós devemos prestar a atenção nas pessoas, mesmo que um ser humano, sozinho, não consiga salvar o outro.

    https://thatldiotfranklin.tumblr.com

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    “Juntando os Pedaços”, lançado em 2016, se tornou best seller do The New York Times e abordou um tema até então desconhecido do grande público: a prosopagnosia, uma doença rara que faz com que o cérebro não seja capaz de identificar rostos. Jack vive grande parte da sua vida baseado na mentira em que ele não reconhece ninguém, até mesmo a namorada, os familiares e os seus melhores amigos. Ele passa pelo ensino médio tentando não se destacar demais – ao mesmo tempo que tem um círculo grande de amigos -, porque o seu maior medo é que descubram a sua doença.

    Libby ganhou as manchetes dos jornais por ter que ser resgatada da sua casa após atingir um peso em que não conseguia fazer mais nada sozinha, e vivia em casa apenas com a companhia do pai. Depois de anos tentando se recuperar ela tenta voltar à escola, algo difícil, pois ela tem um medo constante do bullying e das críticas sobre o seu peso. A gordofobia que ela sofre no dia-dia e principalmente no ambiente escolar são intensos. O livro aborda muito esse assunto, que está extremamente presente na nossa sociedade, principalmente em locais ambientados pelos jovens.

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    “Por Lugares Incríveis” vai virar filme e a Violet será interpretada por ninguém menos que Elle Fanning. Eu amei a decisão e acho que ela pode ficar ótima no papel, já que a Elle atua muito bem. O roteiro do filme está sendo escrito pela própria Jennifer, e a direção ficará por conta do porto-riquenho Miguel Arteta. Porém, o Finch ainda não foi escolhido, e a autora está em busca do ator ideal para o papel. Toda semana, ela posta no Instagram uma lista de possíveis atores, e pede a opinião dos fãs. Estão presentes na lista o Freddie Highmore, Cole Sprouse, Asa Butterfield, Miles Heizer, e outros.

    Na minha opinião, o Freddie e o Asa se parecem muito fisicamente com o Finch e eu acho que os dois são ótimos atores (o Freddie simplesmente arrasa em Bates Motel). E vocês, o que acham?

    Abril 27, 2017
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    Faz um tempão que eu não atualizo essa tag, mas hoje eu vim falar sobre uma das minhas autoras favoritas: Jenny Han. Uma das autoras mais reconhecidas do gênero Young Adult. Ela nasceu em Richmond, na Virgínia. Jenny cursou a faculdade na Carolina do Norte e atualmente vive no Brooklyn, em Nova Iorque. Ela escreveu o seu primeiro livro enquanto ainda estava no college, intitulado de “Shug”.

    O primeiro sucesso da autora surgiu mesmo em 2009, quando ela lançou o primeiro livro – de três – que nos conta a história da protagonista Belly, de apenas 15 anos, que sempre passa os seus verões no mesmo lugar: uma casa em Cousins, que divide com a mãe, a melhor amiga dela, e os seus dois filhos: Conrad e Jeremiah. O primeiro sempre foi a paixão secreta dela, e o segundo, o seu melhor amigo. “The Summer I Turned Pretty” nos mostra bem o tom que a autora gosta de seguir: histórias de romance, com protagonistas mais inocentes (que vão se desenvolvendo e amadurecendo ao longo do livro) e personagens que tem como função prender a atenção do leitor, nos fazendo também ser conquistados por eles. “It’s Not Summer Without You” e “We’ll Always Have Summer” entraram na lista dos mais vendidos do The New York Times.

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    Mas não só de sucessos próprios que Jenny construiu sua carreira: ela se uniu com a também autora e sua melhor amiga, Siobhan Vivian, e as duas criaram a trilogia “Burn for Burn”, que possui mais dois livros. Me arrisco dizer que é com essas três obras que Jenny foge mais da sua escrita habitual: o tema dos livros é a vingança de três garotas que se unem por um ideal, mas que possuem motivos diferentes. Lilia, Mary e Kat não tem muitas coisas em comum, mas acabam se aproximando. Aqui, vale a máxima de “os fins justificam os meios”. O enredo mistura elementos de suspense que nos causam curiosidade, e tem espaço até para algumas situações sobrenaturais. Ou seja, se você não é muito do romance, essa é uma boa pedida para conhecer os livros da autora.

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    Mas eu tenho que ser sincera: foi com essa série de livros que eu me apaixonei de verdade pela autora. É difícil não se deixar levar totalmente pela Lara Jean, a protagonista de “Para Todos Os Garotos Que Já Amei” e “P.S: Eu Ainda Te Amo”. O livro é rechado de momentos sensíveis, algumas brigas famíliares, e o jeito de Lara ver o mundo, que confesso, é bem diferente do meu, mas conseguiu me encantar. O primeiro livro nos apresenta ao relacionamento de Lara com Peter, o seu primeiro (e inesperado) namorado. Já o segundo mostra o desenrolar dessa história e de como qualquer experiência nunca é tão simples como a gente imagina – muito menos para a protagonista, que sempre romantizou tudo -. O segundo terminou com uma sensação enorme de final sem término de verdade, e ano passado a autora revelou que estava escrevendo o terceiro (e último) livro.

    Eu confesso que amei a notícia, pois eu senti que a personagem ainda precisava de um final definitivo, que algumas coisas ainda tinham que ser resolvidas, sabe? “Always and Forever, Lara Jean” vai ser lançado em 5 de Maio, e aqui no Brasil, em 12 de Junho.

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    Na aguardada conclusão da série Para todos os garotos que já amei, Lara Jean vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida. Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?
    Eu estou super na expectativa para ler o livro. A série é uma das que eu mais gostei de acompanhar, e foi depois dela que eu procurei por mais livros da Jenny. Vocês também gostam da autora? Qual é o seu livro favorito dela?
    Outubro 17, 2015
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    Eu queria voltar com a tag aqui no blog que fala um pouco sobre os meus autores favoritos (e provavelmente, os de vocês também!), e não havia jeito melhor do que fazê-lo com uma das minhas favoritas atualmente, a Rainbow Rowell. Ela é uma norte-americana de 42 anos que mora em Omaha, no estado de Nebraska (quem já leu Ligações, sabe que a cidade ganha um destaque grande na obra!). Ela publicou o seu primeiro livro, Anexos, em 2011. Em 2013, vieram os seus dois principais sucessos: Eleanor & Park, que a fez despontar de vez no mundo literário no gênero YA (Young Adult), e Fangirl. O seu último lançamento foi o Ligações, em 2014.

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    Esses são os meus dois livros favoritos da autora, e também estão na lista dos melhores que eu já li em 2014. Nessas duas obras ela mostra como é difícil não se apaixonar completamente pelos personagens, e os enredos.

    Fangirl traz como protagonista Cath, uma garota que está entrando na faculdade e tem uma irmã gêmea, a Wren. As duas sempre foram próximas, mas desta vez Wren decide que elas precisam conhecer novas pessoas, viver experiências, e que essa nova fase é o momento perfeito para isso, por isso decide que elas não irão ficar no mesmo dormitório na faculdade. Porém, Cath nunca foi muito boa em fazer amigos, e sempre se manteve ocupada escrevendo a sua fanfic de sucesso, sobre o bruxo Simon Snow (sim, rola uma inspiração em Harry Potter aí!). A autora aborda bastante sobre como é ser uma fangirl, e é legal poder se identificar com a personagem, que ama escrever. E é claro, acontece um romance muito cativante no livro.

    Eleanor & Park é um livro dramático que explora de maneira perfeita os seus personagens. Eleanor é uma garota que não se encaixa em nenhum lugar; ela mora com a mãe, os irmãos e um padrasto que odeia. A sua família não possui nenhuma estabilidade emocional, o que a faz ter crescido sem realmente saber o que era ter um local seguro para ficar. Ela também sofre bullying na escola, e tenta sempre passar despercebida. Já Park também não possui um grande número de amigos, mas ele consegue ficar fora da “zona de perigo” no ensino médio. Eles se conhecem, e mesmo possuindo vidas diferentes, se tornam amigos. O livro se passa nos anos 80, e é recheado de referências musicais e cultura pop. A história se desenrola mais devagar, o que te faz ir se viciando aos poucos. É leitura indicada para todo mundo, e prepare os lencinhos, porque é emocionante.

    O sucesso foi tão grande, que a DreamWorks comprou os direitos autoriais para transformá-lo em filme. Porém, o projeto ainda caminha em passos lentos: a produção está escolhendo o diretor e o futuro elenco. A autora revelou em Abril que já escreveu o primeiro rascunho do roteiro.

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    A autora possui dois livros que trazem um lado diferente da sua escrita. Anexos e Ligações trazem protagonistas adultos, e os problemas abordados aqui são diferentes. Se você ler Fangirl ou Eleanor & Park e logo depois um dos dois, vai ver o quanto eles são bem distintos.

    Anexos, o seu livro de estréia, é o único da autora (até agora) que traz um personagem masculino como protagonista. Lincoln O’Neill tem 29 anos, ainda mora com a sua mãe e guarda mágoas de um relacionamento do passado, que ele viveu na época da faculdade. Após um tempo, Lincoln consegue um novo trabalho. O turno dele é de madrugada, e ele foi contratado por uma empresa para monitorar o e-mail dos funcionários, que se distraiam das suas tarefas e tinham conversas “inapropriadas” no horário do expediente. Ele acaba lendo, por acaso, a conversa de duas melhores amigas que trabalham lá: Beth e Jennifer. E de repente, ele vai se envolvendo com a vida delas, de um jeito virtual, e criando um vínculo, principalmente com Beth. Os dois nunca se aproximaram na vida real, mas ele começa a criar sentimentos por ela. O desenrolar da história é bem interessante.

    Ligações foi o último que eu li, há pouco tempo atrás. A protagonista é a engraçada George McCool, uma roteirista que escreve junto com o seu melhor amigo, um programa de comédia de sucesso na televisão. Porém, o sonho dos dois era poder colocar ao ar uma série criada por ambos quando eram jovens, que mistura drama e comédia. Ela é bem dedicada ao trabalho, o que causa alguns problemas no seu relacionamento com Neal. Ela não tem muito tempo para o marido e os filhos. George não sabe bem o que fazer, pois a chance de realizar o maior sonho da sua carreira está prestes a acontecer, quando produtores querem investir no seu seriado. A história mistura volta ao tempo, romance, divórcio, e drama familiar. 

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    “Carry On” é o seu mais novo livro, lançado em 6 de Outubro nos Estados Unidos. O lançamento é na verdade um spin-off de Fangirl. O livro é como se fosse a fanfic escrita por Cath sobre o Simon Snow. Eu achei a ideia bem legal e vou querer lê-lo. Dessa vez, ela apostou em um gênero diferente do qual está acostumada: o de fantasia. Eu adoro quando os autores saem da zona de conforto, então estou bem ansiosa.

    Novo Século já confirmou que o livro chegará ao Brasil no primeiro semestre de 2016!

    “Simon Snow só quer relaxar e saborear o seu último ano na Escola Watford Magicks, mas ninguém vai deixar isso acontecer. Sua namorada terminou com ele, seu melhor amigo é uma peste, e seu mentor continua tentando se esconder nas montanhas, bem longe, onde talvez ele estará seguro. Simon não pode sequer apreciar o fato de que seu companheiro de quarto e de longa data Nemesis está desaparecido, porque ele não pode parar de se preocupar com o malvado garoto. Além disso, há fantasmas. E vampiros. E coisas realmente ruins tentando acabar com Simon. Quando você é o mago mais poderoso que o mundo já conheceu, você nunca consegue relaxar e saborear nada. “Carry On” é uma história de fantasma, amor, mistério e um melodrama. Há todos os beijos e conversas que se espera de uma história de Rainbow Rowell – mas com muito, muitos mais monstros.”

    Confira as resenhas dos livros no blog!

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