Autor (a): Jenny Han
27/04/2017 | Categoria: Autores

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Faz um tempão que eu não atualizo essa tag, mas hoje eu vim falar sobre uma das minhas autoras favoritas: Jenny Han. Uma das autoras mais reconhecidas do gênero Young Adult. Ela nasceu em Richmond, na Virgínia. Jenny cursou a faculdade na Carolina do Norte e atualmente vive no Brooklyn, em Nova Iorque. Ela escreveu o seu primeiro livro enquanto ainda estava no college, intitulado de “Shug”.

O primeiro sucesso da autora surgiu mesmo em 2009, quando ela lançou o primeiro livro – de três – que nos conta a história da protagonista Belly, de apenas 15 anos, que sempre passa os seus verões no mesmo lugar: uma casa em Cousins, que divide com a mãe, a melhor amiga dela, e os seus dois filhos: Conrad e Jeremiah. O primeiro sempre foi a paixão secreta dela, e o segundo, o seu melhor amigo. “The Summer I Turned Pretty” nos mostra bem o tom que a autora gosta de seguir: histórias de romance, com protagonistas mais inocentes (que vão se desenvolvendo e amadurecendo ao longo do livro) e personagens que tem como função prender a atenção do leitor, nos fazendo também ser conquistados por eles. “It’s Not Summer Without You” e “We’ll Always Have Summer” entraram na lista dos mais vendidos do The New York Times.

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Mas não só de sucessos próprios que Jenny construiu sua carreira: ela se uniu com a também autora e sua melhor amiga, Siobhan Vivian, e as duas criaram a trilogia “Burn for Burn”, que possui mais dois livros. Me arrisco dizer que é com essas três obras que Jenny foge mais da sua escrita habitual: o tema dos livros é a vingança de três garotas que se unem por um ideal, mas que possuem motivos diferentes. Lilia, Mary e Kat não tem muitas coisas em comum, mas acabam se aproximando. Aqui, vale a máxima de “os fins justificam os meios”. O enredo mistura elementos de suspense que nos causam curiosidade, e tem espaço até para algumas situações sobrenaturais. Ou seja, se você não é muito do romance, essa é uma boa pedida para conhecer os livros da autora.

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Mas eu tenho que ser sincera: foi com essa série de livros que eu me apaixonei de verdade pela autora. É difícil não se deixar levar totalmente pela Lara Jean, a protagonista de “Para Todos Os Garotos Que Já Amei” e “P.S: Eu Ainda Te Amo”. O livro é rechado de momentos sensíveis, algumas brigas famíliares, e o jeito de Lara ver o mundo, que confesso, é bem diferente do meu, mas conseguiu me encantar. O primeiro livro nos apresenta ao relacionamento de Lara com Peter, o seu primeiro (e inesperado) namorado. Já o segundo mostra o desenrolar dessa história e de como qualquer experiência nunca é tão simples como a gente imagina – muito menos para a protagonista, que sempre romantizou tudo -. O segundo terminou com uma sensação enorme de final sem término de verdade, e ano passado a autora revelou que estava escrevendo o terceiro (e último) livro.

Eu confesso que amei a notícia, pois eu senti que a personagem ainda precisava de um final definitivo, que algumas coisas ainda tinham que ser resolvidas, sabe? “Always and Forever, Lara Jean” vai ser lançado em 5 de Maio, e aqui no Brasil, em 12 de Junho.

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Na aguardada conclusão da série Para todos os garotos que já amei, Lara Jean vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida. Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?
Eu estou super na expectativa para ler o livro. A série é uma das que eu mais gostei de acompanhar, e foi depois dela que eu procurei por mais livros da Jenny. Vocês também gostam da autora? Qual é o seu livro favorito dela?

Autor (a): Rainbow Rowell
17/10/2015 | Categoria: Autores

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Eu queria voltar com a tag aqui no blog que fala um pouco sobre os meus autores favoritos (e provavelmente, os de vocês também!), e não havia jeito melhor do que fazê-lo com uma das minhas favoritas atualmente, a Rainbow Rowell. Ela é uma norte-americana de 42 anos que mora em Omaha, no estado de Nebraska (quem já leu Ligações, sabe que a cidade ganha um destaque grande na obra!). Ela publicou o seu primeiro livro, Anexos, em 2011. Em 2013, vieram os seus dois principais sucessos: Eleanor & Park, que a fez despontar de vez no mundo literário no gênero YA (Young Adult), e Fangirl. O seu último lançamento foi o Ligações, em 2014.

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Esses são os meus dois livros favoritos da autora, e também estão na lista dos melhores que eu já li em 2014. Nessas duas obras ela mostra como é difícil não se apaixonar completamente pelos personagens, e os enredos.

Fangirl traz como protagonista Cath, uma garota que está entrando na faculdade e tem uma irmã gêmea, a Wren. As duas sempre foram próximas, mas desta vez Wren decide que elas precisam conhecer novas pessoas, viver experiências, e que essa nova fase é o momento perfeito para isso, por isso decide que elas não irão ficar no mesmo dormitório na faculdade. Porém, Cath nunca foi muito boa em fazer amigos, e sempre se manteve ocupada escrevendo a sua fanfic de sucesso, sobre o bruxo Simon Snow (sim, rola uma inspiração em Harry Potter aí!). A autora aborda bastante sobre como é ser uma fangirl, e é legal poder se identificar com a personagem, que ama escrever. E é claro, acontece um romance muito cativante no livro.

Eleanor & Park é um livro dramático que explora de maneira perfeita os seus personagens. Eleanor é uma garota que não se encaixa em nenhum lugar; ela mora com a mãe, os irmãos e um padrasto que odeia. A sua família não possui nenhuma estabilidade emocional, o que a faz ter crescido sem realmente saber o que era ter um local seguro para ficar. Ela também sofre bullying na escola, e tenta sempre passar despercebida. Já Park também não possui um grande número de amigos, mas ele consegue ficar fora da “zona de perigo” no ensino médio. Eles se conhecem, e mesmo possuindo vidas diferentes, se tornam amigos. O livro se passa nos anos 80, e é recheado de referências musicais e cultura pop. A história se desenrola mais devagar, o que te faz ir se viciando aos poucos. É leitura indicada para todo mundo, e prepare os lencinhos, porque é emocionante.

O sucesso foi tão grande, que a DreamWorks comprou os direitos autoriais para transformá-lo em filme. Porém, o projeto ainda caminha em passos lentos: a produção está escolhendo o diretor e o futuro elenco. A autora revelou em Abril que já escreveu o primeiro rascunho do roteiro.

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A autora possui dois livros que trazem um lado diferente da sua escrita. Anexos e Ligações trazem protagonistas adultos, e os problemas abordados aqui são diferentes. Se você ler Fangirl ou Eleanor & Park e logo depois um dos dois, vai ver o quanto eles são bem distintos.

Anexos, o seu livro de estréia, é o único da autora (até agora) que traz um personagem masculino como protagonista. Lincoln O’Neill tem 29 anos, ainda mora com a sua mãe e guarda mágoas de um relacionamento do passado, que ele viveu na época da faculdade. Após um tempo, Lincoln consegue um novo trabalho. O turno dele é de madrugada, e ele foi contratado por uma empresa para monitorar o e-mail dos funcionários, que se distraiam das suas tarefas e tinham conversas “inapropriadas” no horário do expediente. Ele acaba lendo, por acaso, a conversa de duas melhores amigas que trabalham lá: Beth e Jennifer. E de repente, ele vai se envolvendo com a vida delas, de um jeito virtual, e criando um vínculo, principalmente com Beth. Os dois nunca se aproximaram na vida real, mas ele começa a criar sentimentos por ela. O desenrolar da história é bem interessante.

Ligações foi o último que eu li, há pouco tempo atrás. A protagonista é a engraçada George McCool, uma roteirista que escreve junto com o seu melhor amigo, um programa de comédia de sucesso na televisão. Porém, o sonho dos dois era poder colocar ao ar uma série criada por ambos quando eram jovens, que mistura drama e comédia. Ela é bem dedicada ao trabalho, o que causa alguns problemas no seu relacionamento com Neal. Ela não tem muito tempo para o marido e os filhos. George não sabe bem o que fazer, pois a chance de realizar o maior sonho da sua carreira está prestes a acontecer, quando produtores querem investir no seu seriado. A história mistura volta ao tempo, romance, divórcio, e drama familiar. 

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“Carry On” é o seu mais novo livro, lançado em 6 de Outubro nos Estados Unidos. O lançamento é na verdade um spin-off de Fangirl. O livro é como se fosse a fanfic escrita por Cath sobre o Simon Snow. Eu achei a ideia bem legal e vou querer lê-lo. Dessa vez, ela apostou em um gênero diferente do qual está acostumada: o de fantasia. Eu adoro quando os autores saem da zona de conforto, então estou bem ansiosa.

Novo Século já confirmou que o livro chegará ao Brasil no primeiro semestre de 2016!

“Simon Snow só quer relaxar e saborear o seu último ano na Escola Watford Magicks, mas ninguém vai deixar isso acontecer. Sua namorada terminou com ele, seu melhor amigo é uma peste, e seu mentor continua tentando se esconder nas montanhas, bem longe, onde talvez ele estará seguro. Simon não pode sequer apreciar o fato de que seu companheiro de quarto e de longa data Nemesis está desaparecido, porque ele não pode parar de se preocupar com o malvado garoto. Além disso, há fantasmas. E vampiros. E coisas realmente ruins tentando acabar com Simon. Quando você é o mago mais poderoso que o mundo já conheceu, você nunca consegue relaxar e saborear nada. “Carry On” é uma história de fantasma, amor, mistério e um melodrama. Há todos os beijos e conversas que se espera de uma história de Rainbow Rowell – mas com muito, muitos mais monstros.”

Confira as resenhas dos livros no blog!


Frases: Daniel Bovolento
15/06/2014 | Categoria: Autores, Frases

“Portos seguros, geralmente, não têm a mesma graça que uma boa tempestade.”

“Em terra de indireta, quem não veste a carapuça é rei.”

“Na verdade, não acredita em nada disso e só vive por aí porque não sabe desistir. Mas tenta. Sempre tentou.”

“Acho que você consegue acreditar em amores que não se realizaram, mas foram amores.”

“Amor se torna angústia quando a gente guarda só pra gente.”

“Talvez eu busque uma pergunta que ainda não me fizeram e que eu esteja doido pra responder, uma coisa que vai ser reconhecida assim que eu puser os olhos nela e isso pode ser tanta coisa que eu continuo vasculhando o mundo. E eu não tô falando sobre relacionamentos.”

“Diz pra ela que cabem sempre dois no mesmo espaço e que as leis da física se enganam quando desconsideram abraços.”

“Ela não fala pra você, mas ela sente.”

“E foi um baque descobrir que tem ferida que abre e inflama, tem ferida que abre e corta tanto que leva um pedaço da gente, tem ferida de todo tipo e tanta gente ferida por baixo da roupa que nem dá pra perceber quando se esbarra numa delas pela rua.”

“Você nunca foi feita de estar. Você é feita de ir.”

“Ela e sua tendência de se achar no desequilíbrio. (…)Ela vai se achando em suas dúvidas. Se encontrando nos detalhes e se descobrindo nas filosofias.”

“Corações partidos são reparados com o tempo, com o acaso, com técnicas que a gente nem sabe se funcionam, mas tenta. Acho que na verdade eles se curam da tentativa. Ou nunca curam, a gente que consegue mentir bem pra gente e acredita.”

“Dia desses você volta e redescobre esperança no meio da dor.”

“Não vale a pena, no sentido mais realista da coisa, se importar com quem não gosta da gente.”

“O que eu ando procurando sou eu. Talvez você também esteja.”

“Não tem como tratar como desconhecido quem um dia já foi alvo das suas cócegas, a tua ligação na madrugada ou o teu pedido de socorro. Não tem como passar uma borracha e seguir em frente por inteiro. Superar é uma coisa, esquecer é outra e apagar é um processo completamente impossível.”

Sobre o autor: Daniel Bovolento é colunista de alguns sites e blogs e também redator publicitário. Está no twitter @danielbovolento e escreve em seu site, sempre atualizado Entre todas as coisas.


Autor (a): Martha Medeiros
14/05/2014 | Categoria: Autores

Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.

A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: “Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes”. É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.

Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonitee não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.

Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.

Sobre a autora: Martha Medeiros (Porto Alegre, 20 de agosto de 1961) é uma jornalista e escritora brasileira. Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e Isabel Mattos de Medeiros, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro


Autores (as): Isabela Freitas
02/05/2014 | Categoria: Autores, Escrita, Textos

Resolva seu amor mal resolvido

É de conhecimento geral da nação que manter contato depois que o relacionamento acaba não é sadio. Fala sério. Como manter amizade com uma pessoa que você já trocou saliva? Ops, beijos? “E aí ex namorado, quem você vai pegar hoje?” “Fala linda, hoje vou finalizar aquela sua colega de sala.” “Beleza, boa sorte amigo!”. Exageros à parte, vocês entenderam o que quis dizer.

Experiência própria, não dá certo. Lembro que quando era mais nova tinha um amigo de que gostava muito, gostava tanto que achei que ”fosse dar certo”. Digo, deu certo, só que não para sempre. Daí terminamos e tentamos reatar a amizade. Resultado? Eu morrendo de ciúme da nova namorada dele, a namorada morrendo de ciúme de mim e ele confuso com ciúme das duas. Eu não via motivos para me afastar dele e foi necessário que a vida me mostrasse na marra, que essa amizade não seria possível.

Claro que também não estou dizendo pra você passar do lado do seu ex companheiro e cuspir na cara dele, convenhamos. Respeito e consideração eu acho que nós devemos ter por todas pessoas que já passaram por nossas vidas, o que infelizmente, não é tão fácil na prática. Vai dizer que você nunca virou a cara pra nenhum ex namorado? Ou falou mal dele quando teve oportunidade? É claro que já. Somos seres humanos. Nos magoamos fácil e dificilmente superamos em tão pouco espaço de tempo. Mas chega um dia que a maturidade fala “Alô, hora de crescer”. E a gente cresce, a gente esquece. O tempo passa e ele vira apenas um pontinho na linha cronológica da nossa vida.

O que é difícil mesmo é o tal do amor mal resolvido. Todo mundo já teve – ou vai ter – um amor mal resolvido. Daqueles que por mais que se passem anos, toda vez que você o encontra em algum lugar, o seu coração dispara. Não se sabe devido a que, amor ou ódio, mas o coração reage sempre que chega perto. Isso é culpa da mágoa, sabia? Pois é. Vamos imaginar a mágoa como uma camada de poeira em uma estante. A cada ano que se passa, mais poeira é acumulada. Um ano, dois anos, três anos. E a poeira continua a acumular. Depois que se passam muitos anos, essa crosta de poeira passa a pertencer à tal estante, tornando impossível que ela seja limpa um dia. Não dá mais pra separar poeira e estante, elas são uma só. É isso que acontece quando guardamos mágoa de alguém, quando não damos um fim à história ou melhor dizendo, quando não resolvemos o que se era pra resolver. Uma coisa que aprendi é que por mais que um livro tenha muitos pontos finais, o que conta mesmo, é o ponto final da última página. Você não pode simplesmente virar as costas para os problemas e fugir deles tão facilmente, quem dera. Tudo que você deixa para depois, te consome por dentro. Aquele trabalho que você deixa pra fazer de última hora, o relatório que o chefe pediu, aquela conversa séria com a sua mãe, aquela mágoa do ex namorado… Não tem jeito. Você só vai conseguir seguir em frente quando resolver o passado.

Então não faça isso com seu coração. Abra a gaveta, pegue todas as histórias inacabadas e dê um fim a elas. Não necessariamente feliz, mas fim.

Sobre a autora: Isabela Freitas, 23 anos é blogueira e escritora, terá seu primeiro livro Não se apega, não lançado esse ano pela edita Intrínseca. Conheça mais do seu trabalho aqui


Autora: Siobhan Vivian
29/01/2014 | Categoria: Autores

Siobhan Vivian é uma autora norte-americana que nasceu na cidade de Nova York em 1979. Porém, ela cresceu em Nova Jersey e viveu lá durante a sua adolescência. Ela estudou na universidade de Artes, sendo graduada em escrita para filmes e televisão. Aliás, a autora já escreveu diversos roteiros para a Disney, trabalhou como editora no New York Times e nos dias de hoje é professora na Universidade de Pittsburgh.

O seu gênero principal de livros é o teen e o Young Adult, do qual ela vem apostando nos últimos lançamentos. Sua lista de livros lançados no Brasil não é tão grande, mas todos eles são um absoluto sucesso. O primeiro que eu li da Siobhan foi o apaixonante “Não Sou Este Tipo de Garota” em 2011, e comecei a admirá-la muito depois que terminei a leitura. Sua escrita é super cativante, e ela consegue envolver completamente o leitor, com histórias que podem até parecer já caídas no clichê, mas os personagens da autora são ótimos.

A editora que lança os seus livros aqui no país é a Novo Conceito que sempre capricha nas capas do livro (querendo ou não, quando ele é voltado para jovens, uma linda capa sempre chama mais a nossa atenção né?). Em seguida veio “Conselho de Amiga”, que eu ainda não li – mas tô na vontade! – e o grande sucesso Olho por Olho, e a continuação Dente por Dente, que são dois livros de tirar o fôlego, em parceria com a autora Jenny Han, que é uma das suas melhores amigas.

Esses são os quatro dela já lançados por aqui. Burn for Burn é uma trilogia, e o terceiro será lançado em breve e eu estou super ansiosa. O número de páginas do segundo volume me surpreendeu positivamente, por ele ter em torno de 500 páginas. Sem falar que a história evoluiu muito. Um dos próximos lançamentos é “The List” que vai chegar nas livrarias em breve também pela Novo Conceito. Ele recebeu reviews super positivas nos EUA, e a autora foi muito elogiada. A história fala sobre uma lista que é publicada todos os anos em um colégio, mas o autor há anos é anônimo e ela é praticamente uma tradição. Ela possui 8 nomes: 4 meninas que recebem o título de as mais bonitas, e as outras 4, de feias. A personagem principal é a Ruby. O enredo fala como as garotas lidam com a repercussão da lista.

Ela mantém contato com os fãs pelo Twitter e também sempre responde os leitores! Siobhan é uma das autoras americanas que andou ganhando reconhecimento que eu mais gosto. Quem gosta de Sarah Dessen, Elizabeth Eulberg e Stephanie Perkins vai amar os livros dela!


Autor(a): Martha Medeiros
28/12/2013 | Categoria: Amizade, Autores, Textos

O MELHOR DA AMIZADE

Outro dia participei de uma mesa-redonda que propunha uma discussão sobre amizade feminina. Existe mesmo? Há quem acredite que as mulheres são eternas concorrentes e, portanto, muito pouco leais.

Existe amizade feminina, sim. Amizade real, sólida e vitalícia. O que acontece é que as mulheres se envolvem muito na vida umas das outras, e isso, como em qualquer relação, gera alguns mal-entendidos, ciúmes e até brigas feias, o que faz parecer que amizade entre mulheres é frágil. Os homens são menos invasivos, não se envolvem tanto com a intimidade dos amigos. Por isso, atritam-se menos e passam a idéia de serem mais estáveis.

A amizade é o melhor – e provavelmente – o único antídoto contra a solidão. E não precisa ser uma amizade grandiloquente, do tipo grude 24 horas e sem segredos. Uma amizade pode ser forte e leve ao mesmo tempo. E melhor ainda se forem amizades variadas. Uma boa amiga para ser sua sócia, outra para dar dicas de viagens, uma amiga especial para conversar sobre sentimentos escusos, outra amiga fantástica para falar sobre livros e filmes, uma amiga indispensável para lhe dar um ombro quando você está caidaça. Nenhum problema em departamentalizar. Ao menos nas amizades, viva a poligamia.

Amigos homens são igualmente imprescindíveis. Quando ouço que não existe amizade entre homem e mulher por causa da possibilidade de um envolvimento amoroso, pergunto: e daí? Qual o problema de haver uma sensualidade no ar? Todas as relações incluem alguma espécie de sedução – todas.

Amigo homem é bom porque eles não falam toda hora sobre filhos, empregadas, liquidações, esses papos xaropes. Amigo homem não faz drama, ri das nossas manias, traz novos pontos de vista sobre as coisas que nos angustiam, não pede nossas roupas emprestadas e, o que é melhor, comenta sobre suas ex-namoradas e com isso acaba nos dando dicas muito úteis para enfrentar esta tal guerra dos sexos.

Amiga de infância, amiga irmã, amigo homem, amigo gay, amigos virtuais, amigos inteligentes, amigos engraçados, amigos que não cobram, que não são rancorosos, amigos gentis, amigos que se mantêm amigos na distância e no silêncio, todos eles ajudam a formar nossa identidade e a nos sentir protegidos nesta sociedade cada vez mais bruta e individualista. E não posso esquecer do melhor amigo de todos, e não é seu cachorro, seu gato ou seu hamster: estou falando daquele ser humano com quem a gente casou, aquela pessoa que convive conosco dia e noite, numa promiscuidade escandalosa, e cujo vínculo se mantém com muita paciência, humor, respeito e solidariedade, tal qual acontece entre os verdadeiros amigos do peito.

Sobre a autora: Martha Medeiros (Porto Alegre, 20 de agosto de 1961) é uma jornalista e escritora brasileira. Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e Isabel Mattos de Medeiros, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro


Autor: Augusto Cury
19/12/2013 | Categoria: Autores

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…

E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Sobre o autor: Augusto Jorge Cury tem 55 anos e é brasileiro. Além de ser psiquiatra, médico e escritor, já vendeu mais de 16 milhões de livros. Também foi considerado pela Folha de São Paulo o autor brasileiro que mais foi lido na década. Tem mais de 30 livros publicados ao todo.


Crônicas digitais de Fernanda Mello
| Categoria: Autores, Crônicas, Videos

A escritora mineira de BH, Fernanda Mello decidiu deixar suas crônicas mais dinâmicas e expressar seus pensamentos sobre relacionamentos de uma forma diferente. É que ela transformou seus textos em videos recheados de poesia. Com seu carisma e sotaque envolve quem a ouve em suas crônicas digitais. Penso que aqui o objetivo é estimular e encorajar as pessoas a debaterem sobre este tipo de assunto: relacionamento e comportamento, tornando mais fácil cada um deixar sua opinião em claro, tirar seus modo de pensar do papel.

Quer mais um motivo para conferir seu trabalho? Além de escrever crônicas, ela já compôs músicas para alguns artistas famosos, como Wanessa Camargo e Jota Quest, inclusive a letra de Só Hoje, é dela. Deixo abaixo uma das minhas crônicas digitais preferidas e sua transcrição. Para conhecer melhor seu trabalho, visite seu blog.

ENCONTROS E DESENCONTROS

Percebo que, hoje em dia, as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor.  Qualquer passo em falso: Adeus!  Não aceitamos erros alheios. Não aceitamos qualidades no outro que, pra nós, sejam defeitos. Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas, que estão altíssimas e não param de crescer. O que nos é possível, não nos interessa. Almejamos o perfeito. O irreal. O ilusório. Queremos sempre o melhor, mesmo que o “melhor” não se adéque à nossa vida.

Vivemos – na verdade – na era da Intolerância. Do imediatismo.  Da falta de paciência. Seja com downloads lentos, celulares fora de serviço. Ou pessoas que não seguem o nosso ritmo.

No meio do caos,  esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo.  Tolerância. E uma boa dose de bom senso. Não, pessoas não são descartáveis. Não existe manual, nem informações no rótulo.  Quer saber? Todo mundo tem lá seus “defeitos”. Mas, nessas horas, não existe “loja autorizada”, nem garantia. No máximo, uma terapia ou um bom ombro amigo pra se reajustar.

Agora, minha pergunta: porque andamos, assim, tão exigentes? Será culpa da tecnologia e sua crescente evolução? Será falta de auto-conhecimento e amor próprio? Será que, no fundo, temos medo de amar e nos autoboicotamos com situações que nunca vão dar em nada?

Pode ser um pouco de cada coisa. Outro dia, ouvi uma frase interessante de uma amiga: o dilema da mulher moderna é saber, ao certo, o que ela procura. Porque, se ela procurar, vai achar! Achei de uma sabedoria incrível. E pensei: ao dizer isso, sei que muita gente vai me criticar. Mas pense comigo: será que estou, de fato, errada?

Não, não vamos colocar a culpa no outro. Se as coisas não estão dando certo, temos grande responsabilidade sobre elas.  Não vamos começar nosso discurso manjado que queremos viver o amor, quando, na verdade, atraímos pessoas problemáticas, instáveis e avessas a compromisso. Se isso acontece uma vez ou outra, tudo bem. Do azar no amor, ninguém foge.

Mas se o padrão prevalece, então, está na hora revermos nossos conceitos. A gente acha o que – na verdade –  procura. Se encontramos pessoas (e amores) que só nos trazem infelicidade, angústia e ansiedade, o melhor a fazer é nos voltarmos para dentro. E repensarmos quem somos.  E o que realmente queremos.

Olha, eu não sou psicóloga, nem dona de nenhuma verdade. Adoro lugar comum, gosto de escrever sobre o que meu coração dita. Sei que ninguém gosta de aceitar suas culpas, muito menos admitir quando faz escolhas erradas. Mas, se estou aqui hoje, dando a cara à tapa, é porque descobri que me boicotei durante muitos anos. É, fugi do amor com medo de perder minha liberdade. Ou com medo de perceber que ter um relacionamento não traz garantia nenhuma de felicidade.  (Adeus sonhos de adolescente!).

Agora, eu vejo que viver o amor nada mais é do que conhecer a si mesmo profundamente e entender quem a gente é. E o que nos faz bem. Portanto, antes de colocar a culpa da sua vida amorosa no outro. No destino. Em algum karma. Ou em qualquer lugar fora de você, pense bem. Nós encontramos fora o que – na verdade – mora aqui dentro.


Autor: Cecily Von Ziegesar
18/12/2013 | Categoria: Autores

Provavelmente se você é fã de literatura teen já ouviu falar de Cecily Von Ziegesar, uma autora nova-iorquina de 43 anos, famosa principalmente por ter escrito a série de livros Gossip Girl, os seus livros mais conhecidos até hoje, que viraram um fenômeno no mundo todo, ainda maior impulsionado pela série de televisão de mesmo nome, exibido pela CW nos Estados Unidos de 2007 até 2012. Ela nasceu em uma familia tradicional de aristocracia germânica, e também era do Upper East Side, e frequentou uma escola elitizada, o que acabou fazendo-a tirar inspiração para escrever sua história mais famosa.

O primeiro livro, intitulado de “As Delícias da Fofoca” foi publicado em 2002, e a autora conta que retratou (com alguns exageros, claros) os amigos que ela tinha na época de escola, e muitos personagens são baseados em pessoas que ela realmente conheceu. Na época em que estava na escola a internet e a tecnologia ainda não eram comuns e que um acontecimento em especial inspirou a ideia da “blogueira” Gossip Girl. “Tive a ideia quando estava lendo uma matéria no “New York Times” sobre uma garota que criou uma página na internet para falar mal da amiga e isso foi um escândalo na época.”

Os livros possuem treze volumes atualmente, sendo dois deles um prequel que conta a história antes do primeiro volume, de Blair e Serena na oitava série, como começou o triângulo amoroso com Nate e também Dan conhecendo Serena (é bem interessante, um dos mais legais e quem é fã vai gostar!). O mais novo é Gossip Girl: Psycho Killer, um spin-off do volume 1. A autora inclusive veio ao Brasil lançá-lo.

Essa foi a primeira série de livros que eu li depois de ter começado a me interessar por Harry Potter. Comecei a leitura lá por 2008, depois que assisti a alguns episódios da primeira temporada, em 2007, e adorei a história. Então fui comprando a maioria dos volumes (quase todo mês era um!) até dar uma pausa, quando cheguei no volume 8 da história. Uma pausa, que aliás, durou praticamente dois anos. Recentemente li o volume 9, e agora estou pronta pra terminar o 10, 11 e o 12. Acho que a maioria conhece as diferenças dos livros e da série, né? Jenny e Vanessa são (bem!) diferentes, e Blair e Chuck não existe; os dois são só amigos e ela tem um namoro instável com Nate.

Já a série It Girl, que tem o mesmo padrão de GG, a protagonista é Jenny Humphrey. Na história, ela vai frequentar o mesmo internato que Serena já estudou, a Waverly Academy. O enredo também fala sobre fofocas, brigas, e intrigas. O primeiro volume foi publicado em 2005, e até lá já foram muitos outros publicados pelo Brasil, possuindo mais de nove livros. Eu já li o primeiro pela internet, futuramente pretendo continuar os outros.

Ela também tem no currículo Os Carlyle, com quatro volumes publicados. Os boatos é que a verdadeira autora dessa série seria Annabelle Sacristia, embora o nome de Cecily vá na capa. Ela também tem o livro “Class”, lançado, que foi publicado no Brasil pelo título de “Com Louvor” sobre uma garota que vai para a faculdade.

Em entrevistas, ela já polemizou dizendo que caiu na risada quando assistiu Crepúsculo no cinema, mas que achou a história um bom romance, e disse que não é fã de enredos sobrenaturais. E também admitiu ter adorado “A Culpa É Das Estrelas” de John Green.

E vocês, já leram algum livro dela?