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    Bandas que vale a pena ouvir

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  • May 20, 2013
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    (…)

    “Eu lembro, amor. De tudo, cada passo que a gente deu para as diversas direções que já fomos. Lembro das brigas também. Lembro de pensar que o amor é perfeito, que bobeira, o amor é pura imperfeição. Perfeitos só os casais do comercial da Becel (sem sal), te disse isso ontem enquanto estávamos deitados, com os olhos vermelhos de chorar por um desentendimento bobo. A maioria deles foram bobos, parte deles virou piada. Lembro da gente não deixar o silêncio e o mal resolvido virarem mágoas e rancores. Lembro de esquecer tudo com um abraço. Lembro de uma vez te dizer pra pensar em como seria a vida sem mim. Lembro de ter ouvido que a situação foi pensada. Lembro disso ter me doído, porque essas coisas machucam fundo a gente. Lembro de ter me arrependido de coisas que eu disse, lembro de pedir desculpas, lembro que algumas coisas a gente não esquece, amor.

    Lembro de já ter ficado triste por te deixar triste. Lembro de me sentir mal com isso. Lembro dos momentos em que a gente foi bobo e feliz. Lembro que sou feliz a maior parte do tempo, pelo simples fato de você existir em mim. Lembro de descobrir que um sentimento não serve para ser dito, como coisa que fica bem em filme ou texto, ele tem que ser vivido de forma plena. Lembro de não conseguir me permitir sentir tanta felicidade assim. Lembro da tua mão, que sempre acha a minha. Lembro dos teus dedos, que sempre me fazem carinho. Lembro da tua boca, que sempre me acalma. Lembro do teu rosto de menino, que me olha como se ainda fosse aquela primeira vez. Lembro de cada coisa que descubro, manias, gestos, pensamentos.”

    April 28, 2013
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    Vivemos em um país monopolizado pela cultura internacional. Um Brazil onde falar inglês é mais importante do que o próprio português. Let’s go, babies! A gente devemos falar o inglês corretamente, mas o português que é bom, nada, porque a gente somos mais descolados falando língua estrangeira, não importa que a gente sejamos estúpidos em nosso próprio dialeto. Vivemos em um país onde Iphone, Ipod e Idetodososdiabos são mais importantes que um bom livro. E não podemos nos esquecer: esses aparelhos ficam ainda mais legais quando enfeitados com a bandeira do Reino Unido (que inteligentemente o adolescente “descolado” que pensa que sabe falar inglês, chama de bandeira da Inglaterra) e usado para tirar fotos em frente ao espelho fazendo bocas de todos os jeitos. Vivemos em um país onde o “Harlem Shake”, “Gangnan Style” e “Heart Attack” têm mais letra que “Garota de Ipanema”, “Construção” ou “O tempo não para”. A cultura na qual fomos criados prega que Beatles, Queen e Nirvana são mais importantes que Cazuza, Caetano Veloso e Tom Jobim. Aposto que encontro em um Brasil como o nosso muitas pessoas alienadas pela cultura estrangeira e que nem sabem quem são os gênios de nossa terra. Luiz Gonzaga, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Cartola, Noel Rosa, José de Alencar, Jorge Amado, Elis Regina, Renato Russo. Aposto que das muitas pessoas que se dizem “brasileiras” nunca ouviram falar de pelo menos um desses nomes citados. O Brazil não conhece o Brasil, como cantou Elis, o Brasil nunca foi ao Brazil, cantado mais a frente. O Brasil não merece alguns brasileiros que tem. O povo está deitado eternamente em berço esplêndido feito com a madeira extraída na África, coberto com o cobertor fabricado na Europa, encostado com a cabeça no travesseiro produzido na Argentina e com pijama desenvolvido nos Estados Unidos. O coração brasileiro não é verde e amarelo. Nas veias pulsa o sangue diluído nas milhares de coisas oriundas de outros países. O Brasil desconhece sua própria cultura e o povo brasileiro nem mesmo se lembra ou se importa com isso. Oh, God! Save the queen! Hey! Ho! Let’s Go! Help! As rosas não falam, meu Brasil. Não mais. Porque o tempo de Cazuza parou e virou os olhos pro estrangeirismo. O povo não ouve mais o grito do Ipiranga. Agora só tem ouvidos pro grito do cantor americano em seu show há muito esperado. O Brasil desconhece o Brazil, mas conhece de cabo a rabo o EUA, a Espanha, o Canadá… o mundo.”

    Quem escreveu? Este texto foi escrito por Filipe, de 17 anos, do Ceará. Ele é dono do tumblr Anarquismos, onde foi publicado este texto. Os créditos são totalmente dados ao autor.

    December 1, 2012
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    Pensava que escrevia por timidez, por não saber falar, pelas dificuldades de encarar a verdade enquanto ardia, arvorava, arfava. Há muitos que ainda acreditam que começaram a escrever pela covardia de abrir a boca. Nas cartas de amor, por exemplo, eu me declarava para quem gostava pelo papel, e não pela pele, ainda que o caderno seja pele de um figo. O figo, assim como a literatura, é descascado com as unhas, dispensando facas e canivetes. Não sei descascar laranjas e olhos com as unhas, e sim com os dentes. Com as mãos, sei descascar a boca do figo e o figo da boca, mais nada. Acreditei mesmo que escrever era uma fuga, pedra ignorada, silêncio espalhado, um subterfúgio, que não estava assumindo uma atitude e buscava me esconder, me retrair, me diminuir. Mas não. Escrever é queimar o papel de qualquer forma. Desde o princípio, foi a maior coragem, nunca uma desistência, nunca um recuo, e sim avanço e aceitação. Deixar de falar de si para falar como se fosse o outro. Deixar a solidão da voz para fazer letra acompanhada, emendada, uma dependendo da próxima garfada para alongar a respiração. Baixa-se o rosto para levantar o verbo. É necessário mais coragem para escrever do que falar, porque a escrita não depende só de ti. Nasce no momento em que será lida.

    Quem é: Fabrício Carpinejar é um autor brasileiro mestre em literatura pela UFRGS, é poeta, jornalista, já escreveu 17 livros e seu nome é muito popular na internet. Fez ainda mais sucesso depois que os seus textos começaram a ser lidos por um grande número de jovens nas redes sociais. Nasceu em Caxias do Sul, em 23 de Outubro de 1972 e possui seu site oficial.

    November 18, 2012
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    “Sentir-se amado.”

    O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

    Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

    Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

    A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

    Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

    Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.

    Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.”

    Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

    Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

    November 6, 2012
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    Eu amo você e não sei expressar isso de uma outra forma que não soe como a fala de protagonistas no último capítulo de uma novela ruim. Eu sei que você não me vê pelo mesmo ângulo e eu tentei aceitar isso. Não suporto mais ser considerado seu amigo. Não porque eu não goste, ou porque não seja o bastante pra mim. Mas porque as coisas não têm sido como antes, depois que deixei escapar algumas coisas. Você sabe disso. É porque, deus, odeio ler nos seus olhos que as coisas estão mudando, essa sensação de que com o tempo ninguém pode.

    Eu sei, eu sei, que isso tudo nunca foi uma opção, que isso tudo dilacera com o nosso acordo e blablablá. E sei também que você deve estar pensando se isso não é uma reles atração passageira. Não é. Eu passei meses me testando, me contorcendo ao ouvir você falar dos seus encontros fracassados com sósias do Mark Ruffalo e o escambau, me segurando pra não aninhar seu pavor no meu abraço já na terceira cena de “Jogos Mortais”. Eu não aguento mais. Não vou esconder meu desejo por você só porque hoje em dia isso parece uma fraqueza. Aposto que um aneurisma estaria agora bem próximo se eu passasse mais um dia sem deixar as coisas claras, como a gente ingenuamente sempre achou que fosse o melhor. Nossa amizade já foi pro saco, estamos rodando no olho do furacão e acredito que só vamos seguir nos vendo se pularmos algumas etapas. É o que estou tentando fazer, mesmo sem sua ajuda.

    Eu quero uma coisa constante, eu quero você comigo. Eu queria que esses meus dois quereres entrassem num acordo. Nos beijamos esses dias, você deve lembrar. Sei que eu não me esqueci. Sabe, rabisquei seu rosto no bloquinho ao lado do telefone, esperando você atender. Ficou perfeito, no papel: você olhando pra mim. O que estou tentando dizer é que aquele foi o beijo que, em tempos, me fez sentir algo. Vai ver por isso me perdi completamente na sequência do roteiro das coisas. Eu não sei em qual fase estamos, se entre nós existe aqueles protocolos que se lê em manchetes de revistas comportamentais. Seu rosto parece contrariado como se eu fosse mais um daqueles a te dar uma bola nas costas. É o que estou sentindo agora, o que vou fazer?

    Aconteceu. E a culpa também é sua. Da pele macia nas suas canelas. Da vez que você me telefonou chorando porque era aniversário de morte da sua mãe. Porque você esquece que eu existo e acaba trocando de blusa na minha frente. Porque você escolhe canções difíceis pra cantar em karaokês, se perde na letra e acaba avermelhada e tímida no meio do palco. Porque você me cegou para tudo que não é você ou sobre você.”

    Autor: Gabito Nunes nasceu em Porto Alegre – RS, fevereiro de 1982. É escritor e escreve prosa de ficção. Já colaborou para as revistas Gloss e Ragga e ganhou o prêmio Top Blog 2010 com o extinto Caras Como Eu. Publicou os livros: A Manhã Seguinte Sempre Chega e Não Sou Mulher de Rosas, e o e-book de crônicas O Tudo Que Sobrou. Para mais informações seu facebook é Gabito Nunes e seu twitter: @GabitoNunes.

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