Porque praticar yoga?
14/04/2017 | Categoria: Comportamento, Diversão

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Eu já falei algumas vezes aqui no blog que eu enfrento problemas com ansiedade, e tenho certeza que eu não sou a única. A ansiedade se tornou uma doença que ganhou mais atenção nos últimos anos, portanto, mais pessoas foram diagnosticadas. Mas ela sempre existiu na nossa sociedade. E eu sempre tento melhorar o meu estado mental praticando exercícios. Comecei a caminhada faz mais de um ano, e mais recentemente, o yoga.

O yoga, muito mais do que apenas uma prática, é uma filosofia de vida. Em algumas culturas ele é extremamente valorizado. Na Índia, por exemplo, com o hinduísmo, no Tibete, na Indonésia, dentre outros. A verdade é que a gente ouve falar pouco sobre o yoga (pelo menos, era isso que acontecia comigo!). Eu não sou nenhuma expert no assunto, mas a impressão que eu tenho, desde que comecei a prática-lo, é que ele nos ensina a desapegar dos estímulos externos. Limpar a nossa mente (de verdade!) e aprender a viver mais o presente.

Na teoria, você pode até pensar que isso parece simples. Mas é bem mais difícil do que parece! Nós somos cobrados constantemente na sociedade em que vivemos. Eu me formei no ensino médio, e já tinha que ir para a faculdade. Não passei no vestibular, e estudei um ano no cursinho. Não passei, de novo. E fiquei sem rumo. Eu não sabia o que eu ia fazer, qual seria o meu futuro, e a minha ansiedade atingiu o ápice. E então eu percebi que eu nunca vivia o agora. E isso é algo que a gente faz e nem percebe: vivemos sempre o amanhã, a semana que vem, o ano que vem. E isso causa estresse, dúvidas, doenças mentais, enfim, diversos problemas.

Me indicaram o yoga, e eu pensei: “por quê não tentar?”. No início a gente acha a prática bem diferente. Até mesmo estranha. Afinal, ficamos um tempo em uma mesma posição, são vários exercícios de respiração, coisas que te fazem criar consciência corporal. Existe algum momento do seu dia que você para de pensar em um turbilhão de atividades que precisa fazer? Ou planos? O yoga é o momento em que a gente para, se foca, e tenta se concentrar apenas naquele momento. O meu professor sempre diz que a posição corporal é importante, mas a externa é mais ainda, para que exista o equilíbrio.

Vale a pena fazer?

Varia de pessoa para pessoa, mas o yoga é a atividade ideal para mim. Eu sou um tipo de pessoa que é bem sensível ao que acontece no meu redor, e me focar, prestar a atenção no que eu faço, nunca foi algo simples. Eu sempre estou pensando lá na frente, imaginando um monte de coisas. E isso faz com que eu viva em uma constante batalha interna. O yoga te ajuda a prestar mais a atenção no que está ao seu redor. E cada aula te traz um ensinamento diferente. As posturas exigem força (esqueçam esse papo de que você fica parado no yoga: a aula é bem desafiadora!), e concentração naquilo que você está fazendo. Não no futuro.

A minha mãe, que é mega agitada, não curtiu muito (ela só fez uma aula). Algumas pessoas reclamam que não conseguem se focar, mas isso é super comum. Eu tenho dificuldades também para esvaziar os meus pensamentos. Mas com o tempo nós vamos exercitando o corpo e a mente, aprendendo a nos respeitar mais. Algo que eu achei curioso, é que a gente mal conhece nosso próprio corpo. Eu convivo com ele há 18 anos e tenho dificuldade em algumas posturas, porque não sei como me posicionar do jeito correto.

Yoga no cotidiano

Outro aprendizado legal do yoga é que você é incentivado o tempo todo a colocá-lo em prática durante a sua rotina. É o chamado “estado de yoga”, ou seja, mesmo que a aula tenha terminado, você continua naquela tranquilidade e calmaria, presente no que está fazendo naquele momento. O yoga me ajuda bastante. Por exemplo: quando você tem um dia estressante, e bate aquela ansiedade (ou é complicado lidar com uma situação), fazer uma postura por 5 minutos ou um exercício de respiração já faz uma mega diferença. Não é preciso muito tempo de prática. Depois de algumas aulas você já se acostuma a se concentrar muito mais.

Eu ainda estou aprendendo mais, a cada dia, sobre o yoga. Eu realmente queria compartilhar com vocês essa ideia, que vai do contrário a absolutamente tudo que nós somos ensinados. Você não precisa fazer tudo ao mesmo tempo, você não precisa ser o melhor em 50 tarefas ou se ocupar com várias atividades ao longo do dia, só para provar ao mundo que é capaz. E muito menos cobrar coisas de si mesmo. Conforme eu vou fazendo mais aulas, contarei um pouco mais sobre. Se você tiver vontade, e quiser mudar pelo menos um pouquinho o seu estado de espírito, eu super recomendo.


Sites com conteúdo feminista
16/03/2017 | Categoria: Blogs, Comportamento, Textos

Blogs e sites comconteúdofeminista

Quando eu conheci a palavra “feminismo”, eu sabia muito pouco sobre ela. Na verdade, eu quase não a ouvia na rua, e também não tinha ninguém próximo de mim que falasse: “eu sou feminista.” Eu não me lembro exatamente quando a ouvi pela primeira vez, mas eu tenho certeza que eu descobri sobre ela por meio da internet. Foi por meio de sites e blogs que eu aprendi sobre o que era a luta por igualdade de gênero, e de direitos das minorias, como as mulheres negras, trans, e a comunidade LGBTQ+.

Eu li muitos textos, artigos, e matérias de revistas para poder me informar sobre o que era esse movimento. E nos primeiros momentos, eu já me identifiquei. Hoje, eu continuo sempre tentado me informar e saber mais sobre esse assunto e diversos outros que também estão incluídos na luta do feminismo, e os meus grandes aliados são esses sites que eu cito aqui no post, que além de falar sobre o movimento, também enaltecem e divulgam o trabalho de mulheres, de maneira diferente do que já foi feito antes.

Arte da designer e ilustradora Amanda Gotsfritz

Arte da designer e ilustradora Amanda Gotsfritz

  • THINK OLGAO site é um dos mais reconhecidos do Brasil quando se fala de campanhas feministas e informação para empoderar mulheres, que é um dos lemas do portal criado pela jornalista Juliana de Faria em 2013. Além dos posts que falam sobre mulheres inspiradoras, direitos da mulher negra e violência doméstica, a Olga é responsável pela campanha Chega de Fiu Fiu, que fez uma pesquisa extensa sobre o assédio no Brasil, e que em breve, vai virar filme. Leia: “Por Um Jornalismo Não Sexista”, e “Homens Famosos Não Pagam Por Seus Crimes“.

 

  • GIRLS WITH STYLEO GWS, comandado por Nuta Vasconcellos e Marie Victorino, fala sobre moda de uma maneira diferente. Além de conteúdo sobre auto estima, e de como usar tendências ao seu favor (e não de maneira que elas te deixem insegura), o site aposta nos movimentos do slow fashion e divulga produtos veganos e eco-friendly. O que eu mais gosto no blog é de como as autoras conseguem captar as novidades do mundo fashion, sem ser artificial, e sim incentivando as mulheres a amarem a si mesmas. Tem muito texto reflexivo também! Ah, e elas promovem oficinas e workshops no espaço GWS. Leia: O Que É Empreender?” e “Nem Gorda, Nem Magra.”

 

 

  • REVISTA CAPITOLINA: Uma revista independente feita para garotas jovens, a Capitolina tem como intuito principal abordar temas de interesse do público feminino, mas de uma forma que não é encontrada facilmente por aí. Tem espaço para colunas de games, tecnologia, cinema & tv, fotografia, dentre outros. Ela possui diversas edições, cada uma com um tema específico. A nova edição saiu neste mês, com o tema “luta.” A partir daí, os posts são baseados neste tema. Os textos, além de muito bem feitos, ainda trazem diversas informações interessantes (ótimo para aprender mais). Leia: “Quem foi Harriet Tubman?“, e “Sertanejo e sofrência: o que as mulheres estão cantando?”

Sintam-se livres nos comentários para deixar sugestões de blogs que vocês conhecem, gostam e acompanhem também! E vai rolar outros posts como esse ainda!


Padrão Kylie Jenner
09/03/2017 | Categoria: Comportamento

largeEsse texto não é sobre a Kylie Jenner. É sobre um padrão de beleza, de moda, de rosto, de cabelo e de roupas que é determinado para nós, mulheres, todos os anos. Em 2017 é o corpo e o rosto da Kylie, mas ano passado foi de outra mulher, e em 2018 será de outra pessoa, e por aí vai. E isso não tem nada a ver com elas: tem a ver com a mídia, com as revistas e com a infinidade de redes sociais voltadas justamente para te convencer que você tem que ter um bocão, fazer contorno e usar roupas tendência para se sentir bonita. Se sentir valorizada, bem consigo mesma.

Mas tudo isso é muito contraditório: ao mesmo tempo que eu amo maquiagem, eu sei que tudo ao meu redor me influencia para que eu só me sinta bem quando estiver usando-a. Para que eu só esteja feliz quando estiver com uma roupa parecida com a que eu vi em um site da internet. E isso nos leva a crer em metas impossíveis, e naquele pensamento doloroso de que só estaremos satisfeitas quando formos de um determinado jeito. Eu percebi isso quando, olhando pelo Instagram (que pode ser uma ótima rede social às vezes, mas também mentirosa em outros momentos) notei que o ideal de beleza estava impregnado em diversas fotos. Parecia que muitas de nós queríamos ser a Kylie. Ser vestir como ela, parecer com ela. Mas, novamente, não é sobre a pessoa. É sobre um padrão cruel que tentam nos fazer engolir.

Lutar contra isso é necessário, mas não é a coisa mais simples do mundo. São forças externas que te influenciam o tempo todo. Opiniões que estão nos sites que você lê e nas fotos que alguém te manda. É triste porque tentam fazer com que sejamos todos iguais para sermos aceitas. Como se todas as mulheres tivessem que ser semelhantes, ter o mesmo cabelo, a mesma roupa, a mesma maquiagem. E se você não for desse jeito, você está errada. “Você tem que mudar”, o mundo te diz. Você tem que fazer de tudo pra se encaixar no padrão.

Felizmente, algumas coisas estão sendo alteradas, aos poucos. Mas ainda falta uma representação enorme na mídia, no dia-dia. Uma representação de alguém que se pareça conosco, que você possa se inspirar, se espelhar, mas não desejar ser igual. Porque, por mais que todo mundo tente te convencer do contrário, você pode ser a melhor versão de você. E não precisa ser a cópia de mais ninguém. A gente é o suficiente. Sempre fomos, e sempre seremos. Só que entender isso é muito difícil. Eu demorei anos, e às vezes ainda existem dias que eu me questiono. Que eu me olho no espelho, que eu vejo uma foto no Instagram, e algo faz com que eu goste menos de mim mesma. É uma voz inaudível que fala “você ainda precisa melhorar.” Em algumas semanas, isso acontece com frequência. Em outras, não.

É sempre uma constante batalha para nós, mulheres. Desde o momento em que nos levantamos da cama, que pegamos o celular, ligamos a televisão, lemos uma revista, saímos na rua, estamos no ônibus, até a hora de se deitar de novo. Por isso que nesse 8 de Março eu não aguento ler textos clichês que alguém me envia no Whatsapp. Eu quero ver mais pessoas falando da nossa luta. Aquela que a gente tem que enfrentar todos os dias, para tentar amar a nós mesmas.


Por todas nós, mulheres.
29/05/2016 | Categoria: Comportamento, Textos

large (1)“Não” significa NÃO.

Nos últimos três dias, eu fiquei meio paralisada. Não sabia o que dizer. Porém, três sentimentos me dominaram enquanto eu lia outras notícias sobre o caso da garota de 16 anos que foi alvo de um estupro coletivo no Rio de Janeiro: revolta, desprezo e nojo. E depois, senti impotência. Porque eu só queria, de alguma forma, poder ajudar essa menina. E acho que todas nós, mulheres e feministas, sentimos isso. É uma luta diária e constante. Em alguns momentos, sentimos que estamos avançando. Que o pensamento de muitas pessoas está mudando e que, quem sabe, a igualdade pode estar aí, presente no futuro. Mas então, casos como esse acontecem e somos obrigados a nos perguntar se um dia vai ser possível que as minorias alcancem o seu espaço. E também me fazem questionar os limites do ser humano. A capacidade que muitos tem de cometerem barbáries e nem por um momento, se colocarem no lugar do outro.

Precisamos falar sobre a cultura do estupro. Precisamos falar sobre como todos os estupradores não podem sair impunes. Precisamos falar e repetir que a culpa NUNCA é da vítima. É preciso propagar, falar, discutir e debater todos os dias sobre o machismo. Não tolere piadas e difamações de ninguém: quando alguém fizer isso, chame a atenção dessas pessoas. Logo depois de conhecer o feminismo, comecei a perceber como nós, mulheres, somos ridicularizadas o tempo inteiro. Na escola, na balada, no ponto de ônibus. São “brincadeiras” que acontecem o e que não são nada engraçadas: são mais um ato de perpetuar a cultura que normaliza o abuso contra a mulher.

Às vezes eu sinto que quero fazer mais. Que palavras e atitudes não são só o suficiente, mas precisamos, de todos os modos que nós tivermos, nos expressar e nunca nos calar. Apoiar umas às outras é a etapa mais importante disso tudo. Todos esses crimes contra a mulher, que tanto nos aterrorizam e machucam todas nós, devem nos lembrar que devemos estar juntas sempre. A sociedade impõe uma rivalidade entre nós: recuse-a. Nós não somos inimigas. Vamos reafirmar as nossas relações, nos unir, nos apoiar, afinal, estamos enfrentando os mesmos problemas. Se você vê que outra garota precisa de ajuda – pode ser algo simples, ou mais complicado – não tenha medo ou vergonha. Quantas vezes a gente não presencia uma menina sendo agarrada numa festa sem ser por vontade própria? É triste dizer, mas são muitas. E acontece toda hora. É nosso papel ajudá-la. O movimento “Vamos Juntas?” incentiva justamente isso.

Eu gostaria de poder tirar um pouco da dor que todas as vítimas sentiram ou irão sentir. De todos os traumas que ficarão guardados dentro delas.

O nosso sistema de justiça, como nós sabemos, falha muitas vezes e oferece poucas proteções às vitimas. São inúmeros os casos em que os criminosos saem impunes, são pouquíssimas as vezes que as mulheres acham apoio nas delegacias de polícia e que elas não são desacreditadas. Isso contribui para que mais abusos aconteçam, pois não temos leis e o amparo necessário.

Por isso, devemos continuar lutando e dizendo às nossas opiniões. Comece em casa, na escola, em qualquer lugar: nossas atitudes e nossas vozes são algumas das maneiras que temos para acabar com essa cultura que tanto nos oprime. 


#FreeKesha
17/04/2016 | Categoria: Comportamento

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Você provavelmente já ouviu falar, nos últimos meses, do que está acontecendo com a Kesha. A cantora norte-americana de 29 anos está passando por um dos momentos mais difíceis de sua vida: em 2014, a cantora iniciou um processo contra o produtor Dr.Luke, que administra a sua carreira e também é o dono da gravadora responsável pelos lançamentos da cantora, a Kemosabe Records (em parceria com a Sony). No processo, Kesha o acusa de abuso sexual, mental e físico. Ela também alegou que não possuía liberdade criativa na sua carreira (ou seja, era controlada pelo produtor e pela gravadora). Essa situação traumática também levou Kesha a desenvolver bulimia (ela foi internada em 2014), e diversos problemas psicológicos.

A primeira liminar do julgamento aconteceu em 19 de Fevereiro deste ano, e a vitória inicial foi dada ao produtor. A justificativa do Supremo Tribunal nos EUA, é que o processo envolvia contratos milionários e “comuns” para a indústria musical. E o pior: ela teria que continuar a sua carreira, gravando mais seis álbuns, que seriam chefiados pelo Dr. Luke. A cantora tentou se libertar do contrato, mas até agora, ela ainda não conseguiu. Ou seja: a carreira de Kesha está completamente parada. Ela não pode gravar singles, álbuns ou nenhuma música nova. E a sua situação econômica também se encontra complicada, já que um processo como este é extremamente caro.

Esse acontecimento invadiu as redes sociais e a cantora está recebendo um apoio incondicional dos fãs e de outros artistas. Impossibilitada de se expressar artisticamente, Kesha continua presa ao seu abusador. Esse caso nos leva a debater e refletir sobre como a mulher ainda sofre com a injustiça das leis e como o abuso, de todas as formas, ainda não é reconhecido, e sim desvalidado. A mulher precisa passar por uma guerra para prová-lo. No final de Fevereiro, a cantora disse, em um post no Facebook: “Infelizmente, eu acredito que o meu caso não esteja dando às pessoas que sofreram abusos a confiança necessária para que eles possam denunciar, e isso é um problema. Mas eu só queria dizer que, se você já sofreu algum abuso, por favor, não tenha medo de falar sobre isso. Existem lugares onde você pode se sentir segura e existem pessoas que vão te ajudar.”

Kesha é conhecida no mundo inteiro e já possui uma carreira consolidada. Mesmo assim, a cantora não conseguiu provar perante à lei o que sofreu. Se até mesmo as acusações de alguém que possui uma grande voz na mídia são ignoradas, o que acontece com todas as outras mulheres? Aquelas que não possuem dinheiro para iniciar um processo e contratar um advogado, para as que não tem apoio de ninguém – pois, muitas vezes, nem a família ou os amigos reconhece ou acredita na pessoa que sofreu um abuso -, e as que precisam viver, todos os dias, com o seu abusador?

Diversas artistas deram declarações em apoio à cantora. No BRIT Awards, Adele, quando levou uma das principais categorias da noite, dedicou o primeiro a Kesha. Ariana Grande, em entrevista, disse que um artista masculino não estaria naquela posição: “Os diferentes padrões que temos que enfrentar no mundo são chocantes.” A manifestação feita por Kelly Clarkson reafirmou o que muitos já desconfiavam: Kesha não foi a única a ser controlada por Dr. Luke. Ela revelou que foi chantageada pela gravadora para trabalhar com ele. Se ela não o fizesse, eles não lançariam o seu álbum. “Eu fugi de diversas situações realmente ruins, musicalmente. É realmente difícil porque ele só vai mentir para as pessoas e isso faz com que o artista fique mal. Ele é difícil de trabalhar, foi humilhante.”

No inicio de Abril, Dr. Luke venceu o processo e as acusações foram retiradas. A juíza da corte de Nova York disse que as agressões não foram comprovadas, e que o “estupro não seria um crime de ódio motivado pelo sexo” (oi???). A sentença final causou repúdio na mídia, entre os fãs da cantora, e todos aqueles que apoiaram Kesha durante tudo isso. Por enquanto, o processo encontra-se fechado, e não há possibilidade futura de uma reabertura do mesmo.

A sentença injusta e que deixou muitas pessoas inconformadas, é um exemplo de como a cultura do estupro está presente em todos os âmbitos da sociedade. Nós ainda precisamos conquistar e lutar por muitas coisas. Kesha passou por inúmeras situações de abuso e experiências traumáticas na sua vida, e sua luta ainda não terminou, assim como a de muitas mulheres, que continuam tendo suas vozes silenciadas.


Vem assistir o “Essa É A Minha Vez – O Filme”
02/02/2016 | Categoria: Comportamento, Videos

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Eu descobri por meio do Twitter da Clara Averbuck, autora do incrível Lugar de Mulher  (o blog que praticamente me ensinou o que é feminismo!) sobre a realização do projeto feito pela Plan International Brasil – uma organização sem fins lucrativos que atua no pais há 18 anos – “Essa É A Minha Vez”, que tem o intuito de dar voz a diversas meninas de regiões, idades e vidas diferentes. Reunidas, elas participaram de debates e oficinas para contribuir com os objetivos definidos pela ONU, chamados de ODS’S: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O projeto Essa É Minha Vez configurou-se um marco importante na agenda que envolve a pauta de gênero e incidência política no Brasil. Desenvolver ações que incluem meninas de diferentes regiões com realidades distintas, demandas e perspectivas diferentes sobre o mundo e a vida foi um desafio para a Plan Brasil. No país, o projeto foi realizado nas cinco regiões sendo escolhido um estado por região para atuação do projeto. Essa escolha teve como principal base, a pesquisa Por Ser Menina realizada pela Plan Brasil em 2013.

Você pode conferir tudo no site oficial da ONG. 

A estréia do filme-documentário aconteceu nesta última Sexta-Feira (29/01) em São Paulo. Eu vi as fotos no Facebook e pareceu ter sido uma experiência maravilhosa. No final da exibição, as meninas participantes e a equipe também conversaram com quem estava por lá. Acredito que outros eventos como esse devem rolar, e se você mora nas capitais, incentivo todo mundo a ir!

Eu me emocionei bastante assistindo ao vídeo. Primeiramente, porque é muito importante, na minha opinião, poder ver como há realidades e vidas muito diferentes da sua. E ver como tem milhares de garotas lutando por aí todos os dias. Essas meninas estão fazendo a diferença e tomando atitudes. Isso me inspira a também fazer o mesmo, e acredito que quem assistir ao filme vai ter a mesma sensação. Se nós tivermos oportunidades e a chance de sermos ouvidas, podemos fazer mudanças concretas. Elas se juntaram com garotas de outros países para trazer os problemas que muitas meninas e mulheres enfrentam, como a questão da falta de oportunidade de educação: lembrando que 62 milhões de pessoas do sexo feminino no mundo todo não tem acesso a educação.

Também achei muito legal o fato de elas poderem ter assistido o discurso da Malala ao vivo. Com certeza, uma experiência inesquecível. Ter lido o livro dela no ano passado mudou a minha percepção sobre muitas coisas.

Sem mais delongas, não deixem de assistir!


Amandla Stenberg na capa da Teen Vogue
13/01/2016 | Categoria: Comportamento, It Girl, Moda

Amandla Stenberg

Eu falei bem recentemente da Amandla Stenberg no post das It Girls de 2015, e não é que ela já começou 2016 roubando a cena e trazendo atenção para assuntos que devem ser discutidos (e que merecem muita atenção)? Amandla é a capa de Fevereiro da Teen Vogue norte-americana; ela ganhou um ensaio fotográfico incrível e a sua entrevista foi feita por ninguém menos que Solange Knowles! Amandla, que tem 17 anos, falou sobre muitos temas: o sucesso do seu vídeo sobre Apropriação Cultural – que virou viral -, sobre aceitar a si mesma e aprender a amar o seu cabelo, feminismo e girl power, suas melhores amigas (um time composto por Willow Smith, Tavi Gevinson, Lorde e Kiernan Shipka!) e seus projetos futuros.

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Solange questionou Amandla se ela sentiu algum medo antes de publicar o seu vídeo sobre Apropriação Cultural, que na verdade começou como um trabalho para a escola. Ela disse que não esperava que fosse visto de forma polêmica: “Eu não esperava que fosse ser tão controverso [polêmico]. E ter o rótulo de ‘revolucionário’ preso em você logo depois foi muito intimidante. Eu meio que tive um momento comigo mesma em que eu pensei, tipo: ‘OK. É isso que você quer fazer? Você realmente quer falar sobre esses problemas? Vai valer a pena?’, e ainda há momentos que eu fico: ‘Uau, isso é muita pressão.’ Mas vale a pena porque quando as pessoas vem até mim e dizem: ‘Eu estou mais confortável com a minha identidade por causa de você’ ou ‘Eu sinto que você me deu uma voz’, é a coisa mais poderosa de todas.”

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Um dos assuntos que a atriz mais debate é sobre o seu cabelo, a aceitação e o preconceito com o cabelo afro. Ela revelou que não está cansada de falar sobre o tema como uma forma de empoderamento: “Eu sei que quando eu usei química para alisar o meu cabelo, eu o fiz por que que não estava confortável com o meu cabelo natural. Eu achava que ele era muito frisado. [aqui, ela usa o termo “poofy” e “kinky“, que poderiam significar ‘frisado’ e ‘retorcido’]. Então para mim, pessoalmente, quando eu comecei a usar o meu cabelo ao natural, foi como desabrochar, porque eu estava deixando ir todo o cabelo morto e toda a parte de mim que havia rejeitado o meu estado natural. Mas você sabe que não é assim para todas as garotas negras. Algumas tem cabelo liso porque é assim que elas gostam, e isso não significa que elas aceitam menos a si mesmas.”

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Ela também disse que, nos dias de hoje, é mais fácil encontrar garotas que sejam parecidas com você, que possam te representar, nas redes sociais, e que antes não era fácil encontrar essa representação: “Eu acho que, honestamente, as mídias sociais mudaram isso de vários modos porque no passado você só poderia olhar para filmes, ou TV, ou música ou celebridades para sentir que você tivesse alguma representação. Agora você pode ir no Instagram e ver uma garota que parece como você e que está arrasando (‘killing the game‘) e expressando a si mesma. Só por poder ver isso, já é algo tão afirmativo.”

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Sobre as suas melhores amigas (o seu #squadgoals), Amandla revelou que um dos seus amigos tem uma teoria de que quando você se torna amigo de outras pessoas poderosas e que possuam opiniões parecidas, o grupo de amigos brilha mais: “Kiernan [Shipka] está do meu lado desde o inicio. Willow é incrível. Eu sinto que nós somos destinadas a ser amigas. Nós estamos meio que na mesma vibe de longe, e então ela me manda uma mensagem do tipo: ‘Vamos sair’. Ela tem a maior energia atraente e radiante de todas. Sempre que nós saímos juntas, nós só rimos e dançamos, e vamos fazer caminhadas. E tem a Tavi – eu sou a maior fã do Rookie desde sempre. Eu checava o site todo dia, toda hora. Então o Rookie me chamou para fazer uma entrevista, e agora a Tavi é uma das minhas amigas mais próximas. Nós falamos sobre tudo e trocamos ideias entre nós; eu a mando alguns scripts, e ela os manda de volta.”

Sem título

Em parceria com a Teen Vogue e colaboradoras, Amandla também lançou três vídeos especiais no Youtube: “Black Womens Share Their Hair Stories”, “Why Black is Beautiful and Powerful” e “Things Black Girls are Tired of Hearing”, os vídeos são maravilhosos e vale muito a pena assisti-los. Eu não achei os vídeos legendados, mas se eu achar algum com legenda atualizarei aqui.



  • Você pode conferir a entrevista completa em inglês aqui. Lembrando que a tradução postada no blog não é literal.

Vem 2016!
27/12/2015 | Categoria: Comportamento

2016

Eu nunca fui daquelas pessoas que faz lista de pedidos para o próximo ano ou metas para cumprir. Eu prefiro deixar algumas coisas acontecerem, mas pela primeira vez para o próximo ano eu realmente quero tentar alcançar alguns objetivos especiais, como por exemplo arranjar um primeiro emprego e passar no vestibular. Esse último eu não sei se vai acontecer; tenho minhas dúvidas! Se ele não se concretizar, eu vou tentar mais uma vez e estudar o ano inteiro novamente. Eu não quero desistir de primeira, mas sei que vai rolar aquele sofrimento básico se eu não passar, porque todo o meu ano de 2015 foi praticamente escola, aulas, revisar matéria… e casa. Uma rotina que a maioria das pessoas com 17 anos, provavelmente já passou (ou vai passar).

Esse ano foi ótimo para o meu crescimento pessoal. Eu enfrentei mais uma mudança (a segunda em menos de dois anos) e consegui lidar bem com a situação – na medida do possível – o que me fez, cada vez mais, começar a odiar mudanças um pouco menos. Depois de passar tantas vezes por elas, eu aprendi a me adaptar aos lugares mais rapidamente e percebi que nem é tão difícil assim começar a se acostumar com um lugar, por mais que o inicio sempre seja meio difícil. Mas é sempre bom descobrir que todos os lugares são um pouco maiores do que a gente imagina, e que em cada lugar podem existir pessoas diferentes, ou até mesmo bem parecidas, com aquelas que você já conheceu.

Por mais que 2015 tenha sido bem mais tranquilo que em 2014, ele também foi estressante. Eu nunca me senti tão ansiosa na vida antes e tive que aprender a contornar a situação. Quem é ansioso sabe como isso pode ser horrível em alguns momentos, principalmente quando você não consegue controlar. É como uma prova de fogo: parece que estão testando todos os seus limites ao mesmo tempo.

Mas o ano também me guardou boas surpresas, e se eu fosse pedir algo para os próximos 12 meses, seria mais viagens legais como as que eu consegui realizar nesse ano e também shows. O melhor momento do ano foi poder ver a minha banda favorita ao vivo e ir ao Rock in Rio como presente de formatura. Juro que não me arrependi nem por um segundo pela troca, e percebi que mesmo sendo péssima em Matemática, até que eu não sou ruim em organizar o meu próprio dinheiro. Planejamento e organização podem te fazer realizar algumas coisas que você sempre quis.

Em 2016 eu só quero mais tranquilidade (mesmo que eu ache difícil que isso vá acontecer!) confiança, novas oportunidades e conhecer pessoas que tenham personalidades e gostos um pouco mais parecidos com os meus. Eu sei que é importante conhecer quem é bem diferente de você (por que querendo ou não, isso acrescenta bastante), mas dessa vez eu queria achar algum lugar no qual as pessoas, mesmo tendo opiniões divergentes, se respeitam mais. Mas talvez isso seja pedir muito, vamos encarar a realidade.

E que o próximo ano seja incrível para o feminismo, para o empoderamento, e que as pessoas deixem os seus preconceitos de lado e aprendam a enxergar o mundo de outra maneira. Acho que já foi possível fazer algumas mudanças em 2015, graças a alguns meios de comunicação, mas muita coisa ainda tem que mudar. Então, não deixem de discutir e falar a sua opinião quando você ouve alguém falando uma besteira gigante. Chega de ficar calado e achar que uma conversa não muda nada; a pessoa pode não aceitar a sua visão de primeira, mas talvez ela crie consciência e pense mais sobre o assunto (eu já usei esse método e ele funciona em algumas ocasiões, prometo).


Escola, opiniões próprias e machistas
09/11/2015 | Categoria: Comportamento, Textos

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Ilustração no weheartit

Chegando no meu último ano do ensino médio, eu cheguei à conclusão de que a escola – além de ser o local “óbvio” para aprendermos – também é aquele onde a gente é obrigado (tipo, na marra mesmo) a lidar com pessoas muito diferentes de nós. Algumas, de modo surpreendente, são bem parecidas conosco, o que pode gerar amizades maravilhosas. Não importa se elas vão durar só os três anos de ensino médio, ou a sua vida inteira. Mas outras são o oposto da nossa personalidade; o que é totalmente comum na vida real. Afinal, nem todo mundo vai ter os mesmos ideais, objetivos e pensamentos que você. E para quem é meio cabeça dura e controlador, como eu, é sempre meio difícil aceitar isso.

Mas eu já passei dessa fase da aceitação; e acredito que estou naquela em que temos que lidar com a situação, sabe? Mas preciso confessar que às vezes é bem complicado. Principalmente quando a gente ouve tanta bobagem em um tempo curto de quatro horas e meia (desde piadas machistas, até outras homofóbicas. E não tem nada no mundo que eu odeie mais do que isso, do fundo do meu coração). Mas eu sei, nem todo mundo pensa como nós. Ás vezes alguém me diz: “você tem que entender que as pessoas são educadas de formas diferentes.” E eu entendo isso, mas como jovens e pessoas que estão (tecnicamente) amadurecendo, é interessante dispor um pouco do seu tempo para pesquisar, se informar, correr atrás, se “educar” mesmo, sabe? Pode ser mais fácil continuar com aquela ideia que seus pais te ensinaram na infância pelo resto da vida, mas o mundo muda o tempo inteiro, e a internet está aí, te dando a chance de rever seus conceitos e aprender mais (em um mar de absurdos, tem também coisas interessantes).

Eu tive a sorte de ter dois pais que sempre me incentivaram a debater assuntos, ler e pesquisar, sair da minha zona de conforto. Mas sei que muitas famílias são diferentes; por isso mesmo acho que a gente deve procurar mais informação por aí. E tentar aprender com as outras pessoas também. E não só com os mais velhos: muitas meninas da minha idade me ensinaram muitas coisas, principalmente sobre feminismo. O tempo todo somos bombardeados com milhares de opiniões, e pode ser complicado formular a sua própria no meio de tantas pessoas falando ao mesmo tempo. Mas acho que é importante não engolir tudo “mastigado”, pronto, enlatado e simplesmente concordar. Afinal, estamos sempre buscando evoluir, não é?

É super maçante quando você entra numa sala de aula e algum professor passa 10 minutos da aula fazendo comentários preconceituosos e piadas machistas. É algo que, sinceramente, me entristece. Porque no papel de um educador, ele poderia usar a oportunidade para tentar ensinar alguma coisa legal para os jovens presentes na sala. Isso me leva a crer que temos que aprender a questionar o tempo todo; não dá pra aceitar tudo e ponto.

Opiniões divergentes sempre vão existir. Mas é preciso aprender a ter respeito pelas outras pessoas; o preconceito ainda está, infelizmente, muito presente na sociedade. Nas salas de aula, no trabalho, em casa, na internet. E por isso que eu tento tirar a minha própria conclusão, formular a minha opinião. Não se deixe levar por tudo que as outras pessoas falam, pelo senso comum, por aquela ideia que te ensinam desde que você é pequeno e que você se acostumou tanto, que esqueceu de questioná-la. Ignore quando alguém te falar que as coisas são desse jeito, porque simplesmente são. Desconstruir valores e ideias que te ensinaram por anos é difícil; mas se você quiser crescer, é mais que necessário.


Rascunhos
26/09/2015 | Categoria: Comportamento, Textos

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Eu acho que toda essa confusão acabou com a minha criatividade. Ou foi levando todas as minhas ideias e a vontade de fazer coisas novas junto com a pressão, os dias lotados de compromissos (que eu não tenho o menor prazer de fazer), e as aulas que demoram mil horas para passar. Eu me pergunto, muitas vezes, se alguém não atrasou o relógio. Ás vezes, parece brincadeira. Mas é complicado tentar aceitar que algumas coisas levem tanto tempo; principalmente aquelas que a gente não gosta nem um pouco. Parece injusto ter que ser obrigado a fazer algo que não te agrada todos os dias, por horas intermináveis (literalmente), mas eu me lembro que é assim que o mundo funciona: nós crescemos e sem nem mesmo perceber, estamos fazendo que os outros querem.

Talvez você nem quisesse mesmo aquele curso, ou talvez você nem estivesse fazendo planos para o ano seguinte, mas o mundo te convence que se você não alcançar o objetivo X, nunca vai ser feliz. Se você não fizer planos, muitos planos, tudo vai dar errado e você não vai usar o seu tempo com utilidade. Aliás, eu desenvolvi um problema grande com essa história de ter que usar o seu tempo para algo produtivo. Quando a tão sonhada sexta chega, eu não tenho nem forças para querer fazer algo. É mais fácil dar o play no meu disco favorito e deixar o tempo passar. Eu desenvolvi o péssimo hábito de não ficar confortável com a simples situação de não fazer nada. E o engraçado é que eu fico literalmente cinco dias da semana tendo que fazer um milhão de coisas, e quando eu finalmente posso ter um tempo livre, entro numa paranoia terrível de simplesmente não conseguir aproveitar aquele tempo para fazer algo que eu gosto.

E aí está uma coisa perigosa. Viver nesse ciclo vicioso de que precisamos chegar no dia seguinte, na próxima semana, aguardar por algo, esperar o ano que vem. É triste e não é tão fácil quanto parece sair dessa sensação de que só precisamos que o momento a seguir, aconteça logo. Acho que eu só percebi que me faltava empolgação na vida quando assisti ao vivo minha banda favorita pela primeira vez neste ano. Fazia meses que eu não sentia uma alegria grande por alguma coisa. E acabei me lembrando, naquele momento, o quanto a gente deveria poder passar a vida inteira (ou pelo menos uma boa parte dela) fazendo o que realmente te deixa feliz. E não seguindo o caminho que todo mundo acha que você deveria seguir.

Eu já tive épocas de ansiedade bem maiores, mas é só alguém citar a palavra vestibular que já dá vontade de sair correndo. E é meio cômico o fato de que todo mundo no planeta parece dizer que é apenas uma fase do qual todo mundo passa jura? e que “difícil mesmo vai ser quando você se tornar adulto.” Poxa, obrigada pelo conselho! Ajudou bastante, então se agora tudo já é um tédio enorme eu posso ficar feliz porque o pior ainda vai chegar na idade adulta (?).

Não vou dizer que toda essa situação não me faz crescer. A pressão gigante que eu (e milhares de pessoas por aí, independentemente da idade ou do que elas fazem, ou planejam fazer) recebemos todos os dias, nos torna um pouco mais duros, afinal das contas. Mas não é a coisa mais legal do mundo enfrentar todos os dias com uma rotina extremamente maçante, sabendo que o seu dia vai ser igual aos outros sete da semana passada. E olha que eu nunca fui fã número um de mudanças, mas ultimamente quando algo diferente acontece, parece que é o universo querendo me lembrar o que eu realmente quero na vida. E com certeza, não é viver sob os olhos ou a expectativa de outras pessoas.

Me pergunto: porque, se no fundo nós sabemos o que queremos (ou não, afinal, quem sabe isso aos 17 anos?) é tão difícil seguir o que você quer e ponto? Levamos em conta a opinião de muitas pessoas, quando no fundo talvez nós devêssemos acreditar na nossa. Talvez em algum momento a única pessoa que saiba o que é melhor para você, seja você mesmo. Dai bate aquela questão: eu tenho segurança o suficiente para bancar todas as minhas decisões? Eu posso encarar isso sozinho?