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    Séries

    “Coisa Mais Linda” abre espaço para debates importantes

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    Para as almas livres – #PoemaDeQuinta

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    Textos

    Pequeno poema

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  • Março 10, 2019
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    Esse post é um pouco diferente dos que eu costumo fazer aqui no blog, mas vamos lá: há um ano eu entrei na faculdade no curso de Administração Pública. Durante meus anos de ensino médio ou cursinho eu não imaginei que essa seria a minha graduação (jornalismo, relações internacionais, direito, todos esses cursos passaram pela minha cabeça). Eu fiquei um bom tempo tentando tomar uma decisão; entrar na faculdade pública não era fácil e eu já havia me formado faz dois anos. O curso acabou caindo como uma luva, e aqui estou eu, tendo algumas disciplinas administrativas e outras com pegada política.

    Apesar de nunca ter me imaginado cursando Pública, eu descobri um caminho que me proporcionou muitas coisas diferentes, e várias delas relacionadas com uma área que eu sempre fui apaixonada: a Comunicação. Escrever sempre foi parte da minha vida. Eu escrevo no Elas Disseram desde 2011, e desde então engatei em outros projetos paralelos. Na faculdade, fui bolsista justamente nessa área. Aprendi muito com um chefe formado em Jornalismo (fotografia, técnicas de escrita), e também embarquei na área do marketing (outra que eu nunca havia imaginado trabalhar!).

    Todo esse contexto inicial é para chegar no ponto de contar um pouco sobre a minha experiência trabalhando em uma start up. Para quem não sabe, esses são modelos de empresas desenvolvidos para solucionar determinado problema de um consumidor; elas trazem a proposta de serem diferentes das empresas tradicionais (mais dinâmicas e muito mais tecnológicas). Após um bom tempo procurando estágio, eu encontrei a minha primeira experiência após a entrada na faculdade (real oficial, mesmo já tendo trabalhado em anos anteriores).


    Foi aí que eu dei de cara com a tecnologia, ao ser contratada na área de Marketing e Comunicação em uma empresa que fabrica placas eletrônicas PCB (é um assunto meio complexo, mas bem interessante!). Durante toda minha rotina eu ouço o vocabulário sobre programação, software, SEO, dentre outros. É um mundo novo, mas muito interessante. E o que mais me incentivou a mergulhar de cabeça em tudo isso é o envolvimento das mulheres na área da tecnologia. Sim, nós ainda somos minorias. Mas aos poucos, elas dominam diversas áreas. A programação, por exemplo, ainda é muito representada pelos homens, mas iniciativas incríveis como o PrograMaria, PyLadies, Anitas, Girls Who Code, dentre muitas outras, constroem uma comunidade forte e potente para que nós nos sintamos mais incluídas nesse mundo.

    Parte disso é também responsabilidade de trabalhar com mulheres esforçadas. A CEO da empresa é uma mulher, que nos incentiva todos dias (a aprender mais e fortalecer a rotina de quem está nessa área). Claro, não dá para romantizar: é muito trabalho duro o tempo todo. Além dos cinco dias na semana, os sábados da minha chefe e das outras coworkers são dedicados a projetos, palestras e eventos importantes. É suor e esforço. Nada vem fácil, e eu já percebi que somos mais testadas e cobradas do que os homens.


    O mercado de trabalho não é fácil pra quase ninguém. A faculdade também não. E o tempo todo alguns caras tentam nos explicar o nosso trabalho. Insistem que sabem mais que você, querem tentar te ensinar o que você sabe fazer de melhor. Aconteceu comigo, acontece com a minha discente de Teoria Econômica. E o tempo todo, eu vejo que os homens que estão na mesma posição não são questionados como nós somos. Manterrupting, mansplaining, os termos são muitos. A verdade é que vamos experienciar isso quase o tempo todo.

    A luta pela inclusão ainda é longa. Algumas empresas apostam nisso, outras só levam como aparência, mas ainda temos muito pela frente. Quantas mulheres negras programadoras você conhece? Ou criadoras de startups? A internet é um espaço incrível para podermos fazer uma conexão e entrar em contato com outras pessoas; temos muitos exemplos, como a Ana Paula Xongani. É preciso observar o nosso local de trabalho, nossas salas de aulas, os espaços de reuniões, e se questionar: quais mulheres não estão aqui e o que eu posso fazer para ajudá-las a também ocupar esse lugar?

    Com essas últimas experiências eu pude conhecer diversas mulheres incríveis, que empreenderam, criaram seus negócios a partir de ideias diferentes, que buscam alterar o sistema de onde trabalham, e outras que seguem na luta para tirar suas ideias do papel. Essas conexões são importantes e é muito legal fazer parte de iniciativas que querem mudar esse cenário (foi assim que eu passei o meu 8 de Março!).

    Novembro 27, 2018
    postado por

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    Para todos os cidadãos do mundo,

    eu quero que vocês saibam que eu entendo.

    Eu entendo esse sentimento de acolhimento que vocês sentem quando o vento bagunça os cabelos e o primeiro pensamento é “eu estou, finalmente, em casa.”

    E eu entendo que por um milésimo de segundo, esse pensamento é real, mas assim como o tempo, nada dura. A sensação de ter encontrado o seu lugar no mundo é viciante a ponto de, diferente de outros tipos de dependência, você desejar que não seja infinita, porque a procura é quase tão instigante quanto o encontro.

    Eu sei que as células do nosso corpo se renovam milhares de vezes durante a vida e isso significa que a pele que um dia morou nos lugares que vocês pisaram já não existe mais. Mesmo que voltássemos para cada pedaço de cidade que já desbravamos, nada seria igual, porque nós já morremos e renascemos muitas vezes em todos esses anos.

    Mas podem ter certeza: o mundo nos ensina diariamente sobre a selvageria que é dançar no meio da tempestade. Não importa o tamanho do oceano e nem a maneira que ele intimida o resto do planeta – de qualquer forma, ele continua sozinho, perdido dentro da sua própria intensidade.

    Os seus sonhos são mais profundos do que o universo, e é por isso que nós nos perdemos nas curvas das cidades durante a noite, observando os bares cheios e os ônibus apressados correndo pelas avenidas. Se você algum dia já se perguntou onde diabos estava o mapa, saiba: você é o mapa e a sua missão é se encontrar.

    Nós somos aquelas pessoas que já atravessaram o céu inteiro e puderam enxergar de longe as veias que interligavam uma cidade a outra. Como almas livres que somos, sentimos o desejo de aproximar a visão e nadar com as estrelas que brilham nas entranhas das cidades.

    No ato de liberdade mais corajoso, vimos que, assim como todos os lugares do mundo, existem veias dentro de nós que pulsam tão intensamente quanto.

    Para todos os cidadãos do mundo,

    quero que vocês saibam: eu nunca vou descansar a minha alma. Para sempre serei o ser mais inquieto do planeta que possui mistérios que lugar nenhum será capaz de desvendar, mas que jamais vai perder o interesse pela tentativa.

    Cada centímetro de mim tem um pouco de vocês, porque nós somos os mesmos, apesar de não sermos.

    Para todos os cidadãos do mundo,

    quando vocês estiverem beijando os lábios de uma cidade e pensando em outra, que não esqueçam: o passado é o motivo da nossa nostalgia. No exato agora, somos as almas que se abrem para as veias que ainda não foram descobertas. Jamais seremos inteiros novamente, pois deixamos pedaço de nós em todos os cantos que já passamos. Esse é o preço que se paga por amar tão intensamente todos os lugares do mundo.

    Setembro 30, 2018
    postado por
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    Ontem (29/09) foi o dia escolhido por todas as mulheres e brasileiros que lutam contra o fascismo, machismo, racismo e homofobia irem às ruas contra o candidato Bolsonaro, que fere os Direitos Humanos e no momento, está com 28% nas pesquisas para presidente do Brasil. Esse foi um dia emocionante pra mim (e para milhares de pessoas), que se reúniram com amigos, famíliares e desconhecidos para ecoar #EleNão pelo Brasil inteiro. Mais de 12 capitais receberam a manifestação, assim como outras cidades menores.

    Essa primeira foto que ilustra o post foi tirada de mim na manifestação pelo meu amigo, e o trecho escrito no cartaz é de um poema do @Realismo.Poetico no Instagram! Com a repercussão da imagem ele acabou me achando pela internet.

    A previsão do número de pessoas em Floripa foi de 15 mil (segundo a PM), mas nós que estávamos lá podemos afirmar que provavelmente passou dos 20 mil. Milhares de pessoas preencheram as rodovias da cidade, até seguir para um dos pontos mais conhecidos, a Beira Mar. Foi uma sensação revigorante e de justiça gritar contra o fascismo, se unir com as pessoas que possuem os mesmos ideais que você. Caminhamos mais de 7km. O mais incrível foi ver uma diversidade enorme na manifestação. Pessoas de todas as etnias, idades, famílias inteiras, mães levando crianças, pai… Dá aquela sensação de alegria saber que você não está sozinho nessa luta.

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    Gritos de #MariellePresente também estiveram presentes na manifestação, em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada brutalmente em Março deste ano. Após mais de seis meses do crime, não temos respostas de quem matou Marielle e Anderson.

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    Foi inspirador, foi incrível. Também foi maravilhoso ver as manifestações em todo o país, lotado no Largo da Batata em SP, a multidão se encontrando no metrô do Rio; nos lembrando que se nós se unirmos, temos uma força poderosa para lutar contra a regressão, contra a perda dos nossos direitos, e  por aqueles que já resistiram por nós.


    Visualizar esta foto no Instagram.

    #EleNão em Vitória (ES) Fotos de Bárbara Bragato

    Uma publicação compartilhada por Mídia NINJA (@midianinja) em

    Também foi uma surpresa ver que o Quebrando o Tabu, uma das minhas páginas favoritas no Facebook, compartilhou a minha foto em um post no qual postou algumas imagens das Manifestações no Brasil todo!

    #EleNão #EleNunca!

    Agosto 11, 2018
    postado por

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    Eu sou a minha própria artista. Dentro dos livros de história sobre a minha vida, eu criei arte para tentar explicar o furacão de sentimentos que ecoam no meu coração.

    As palavras existem dentro de mim porque eu sinto muito de uma forma que não consigo fazer com que eu seja entendida.

    Eu enxergo o mundo de cabeça para baixo. As estrelas do céu são os pedaços de chão que eu piso todos os dias. As calçadas servem como iluminação na minha jornada e eu me vejo capaz de nadar em um oceano onde as águas são os astros e a poeira cósmica do universo.

    Eu enxergo o mundo com os olhos cegos. Penetro o meu olhar nas pessoas que mais sorriem, pois elas são as que mais sofrem. Durmo pensando em como gostaria de extinguir a dor e injetar pelo menos cinco segundos de felicidade real, mas, novamente, o que seria da arte senão uma válvula de escape para toda a dor da humanidade?

    Eu enxergo o mundo com as tintas mais sensíveis. Encaro o quadro vazio e permito que a minha alma grite alto o suficiente para sair de mim e expressar o que sinto. Se cada um de nós pararmos para pensar, não existe uma definição exata para o que é o mundo. Nós temos apenas uma ideia individual e ilusória sobre o que ele é.

    Eu enxergo o silêncio do mundo. Enxergo o escuro, o quieto, as meias palavras, a boca entreaberta, o olhar vago… Eu não gosto de deixar nada passar despercebido, mas eu sou uma desconhecida para os outros e, principalmente, para mim. Quem sou eu, além de alguém que cria a própria arte para não enlouquecer?

    Quem sou eu, além de alguém que está constantemente quebrada e nunca inteira?

    Eu sou a minha própria artista, porque se não for eu, quem será por mim? Todo mundo está ocupado com a própria loucura. Não cabe a mim pedir que alguém me salve de mim.

    Minha essência jorra em cada pedaço de arte que eu crio em meus momentos de solidão, e se sentes que o teu mundo está prestes a explodir, saiba: eu renasço a cada extinção. Você também.

    Se chegar a hora em que o teu coração berrar por uma liberdade que você não consegue explicar, saiba: você é o artista da sua própria vida. Você é o fogo no centro do frio e um mar de emoções durante uma tempestade de rasos.

    Eu renasço a cada extinção porque eu preciso carregar a minha alma para onde ela pertence, que é um lugar que ainda não conheço. A minha casa é o lugar nenhum, e eu sinto a necessidade de continuar criando arte até descobrir o caminho para lá.

     

    Junho 24, 2018
    postado por

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    Em dias como esse, chuvosos na alma e quentes no coração, eu me pergunto onde estou.

    Mas não fisicamente.

    Onde os meus pensamentos estão? Será que o meu corpo cansado ainda consegue caminhar mais alguns quilômetros até o auge da minha sensibilidade? Será que eu tenho coragem o suficiente para mergulhar dentro de mim e responder às minhas próprias perguntas?

    A questão é que eu sei as perguntas e sei as respostas.

    Eu sei o que se passa aqui e acolá. Eu não sei é admitir que sei.

    É aterrorizante perceber que nas minhas mãos cabem o meu destino e parte do destino das pessoas ao meu redor.

    E se eu não quiser mais a companhia de ninguém, o que devo fazer? Apenas jogar as memórias no fundo do oceano e tentar nadar para o raso?

    Eu sou um oceano e eu não sei lidar com rasos.

    Eu sou o fundo do oceano e só sei lidar com fundos.

    Talvez, em dias como esse, eu deva apenas afundar no fundo das palavras e vomitar os sentimentos que engoli.

    Se os meus olhos, sóbrios ou não, enxergam a abundância no lugar da escassez, isso significa que eu posso nadar contra a correnteza que grita dentro de mim?

    Talvez.

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