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  • Setembro 30, 2018
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    Ontem (29/09) foi o dia escolhido por todas as mulheres e brasileiros que lutam contra o fascismo, machismo, racismo e homofobia irem às ruas contra o candidato Bolsonaro, que fere os Direitos Humanos e no momento, está com 28% nas pesquisas para presidente do Brasil. Esse foi um dia emocionante pra mim (e para milhares de pessoas), que se reúniram com amigos, famíliares e desconhecidos para ecoar #EleNão pelo Brasil inteiro. Mais de 12 capitais receberam a manifestação, assim como outras cidades menores.

    Essa primeira foto que ilustra o post foi tirada de mim na manifestação pelo meu amigo, e o trecho escrito no cartaz é de um poema do @Realismo.Poetico no Instagram! Com a repercussão da imagem ele acabou me achando pela internet.

    A previsão do número de pessoas em Floripa foi de 15 mil (segundo a PM), mas nós que estávamos lá podemos afirmar que provavelmente passou dos 20 mil. Milhares de pessoas preencheram as rodovias da cidade, até seguir para um dos pontos mais conhecidos, a Beira Mar. Foi uma sensação revigorante e de justiça gritar contra o fascismo, se unir com as pessoas que possuem os mesmos ideais que você. Caminhamos mais de 7km. O mais incrível foi ver uma diversidade enorme na manifestação. Pessoas de todas as etnias, idades, famílias inteiras, mães levando crianças, pai… Dá aquela sensação de alegria saber que você não está sozinho nessa luta.

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    Gritos de #MariellePresente também estiveram presentes na manifestação, em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada brutalmente em Março deste ano. Após mais de seis meses do crime, não temos respostas de quem matou Marielle e Anderson.

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    Foi inspirador, foi incrível. Também foi maravilhoso ver as manifestações em todo o país, lotado no Largo da Batata em SP, a multidão se encontrando no metrô do Rio; nos lembrando que se nós se unirmos, temos uma força poderosa para lutar contra a regressão, contra a perda dos nossos direitos, e  por aqueles que já resistiram por nós.


    Visualizar esta foto no Instagram.

    #EleNão em Vitória (ES) Fotos de Bárbara Bragato

    Uma publicação compartilhada por Mídia NINJA (@midianinja) em

    Também foi uma surpresa ver que o Quebrando o Tabu, uma das minhas páginas favoritas no Facebook, compartilhou a minha foto em um post no qual postou algumas imagens das Manifestações no Brasil todo!

    #EleNão #EleNunca!

    Agosto 11, 2018
    postado por

    pexels-photo-934718

    Eu sou a minha própria artista. Dentro dos livros de história sobre a minha vida, eu criei arte para tentar explicar o furacão de sentimentos que ecoam no meu coração.

    As palavras existem dentro de mim porque eu sinto muito de uma forma que não consigo fazer com que eu seja entendida.

    Eu enxergo o mundo de cabeça para baixo. As estrelas do céu são os pedaços de chão que eu piso todos os dias. As calçadas servem como iluminação na minha jornada e eu me vejo capaz de nadar em um oceano onde as águas são os astros e a poeira cósmica do universo.

    Eu enxergo o mundo com os olhos cegos. Penetro o meu olhar nas pessoas que mais sorriem, pois elas são as que mais sofrem. Durmo pensando em como gostaria de extinguir a dor e injetar pelo menos cinco segundos de felicidade real, mas, novamente, o que seria da arte senão uma válvula de escape para toda a dor da humanidade?

    Eu enxergo o mundo com as tintas mais sensíveis. Encaro o quadro vazio e permito que a minha alma grite alto o suficiente para sair de mim e expressar o que sinto. Se cada um de nós pararmos para pensar, não existe uma definição exata para o que é o mundo. Nós temos apenas uma ideia individual e ilusória sobre o que ele é.

    Eu enxergo o silêncio do mundo. Enxergo o escuro, o quieto, as meias palavras, a boca entreaberta, o olhar vago… Eu não gosto de deixar nada passar despercebido, mas eu sou uma desconhecida para os outros e, principalmente, para mim. Quem sou eu, além de alguém que cria a própria arte para não enlouquecer?

    Quem sou eu, além de alguém que está constantemente quebrada e nunca inteira?

    Eu sou a minha própria artista, porque se não for eu, quem será por mim? Todo mundo está ocupado com a própria loucura. Não cabe a mim pedir que alguém me salve de mim.

    Minha essência jorra em cada pedaço de arte que eu crio em meus momentos de solidão, e se sentes que o teu mundo está prestes a explodir, saiba: eu renasço a cada extinção. Você também.

    Se chegar a hora em que o teu coração berrar por uma liberdade que você não consegue explicar, saiba: você é o artista da sua própria vida. Você é o fogo no centro do frio e um mar de emoções durante uma tempestade de rasos.

    Eu renasço a cada extinção porque eu preciso carregar a minha alma para onde ela pertence, que é um lugar que ainda não conheço. A minha casa é o lugar nenhum, e eu sinto a necessidade de continuar criando arte até descobrir o caminho para lá.

     

    Junho 24, 2018
    postado por

    pexels-photo-382167

    Em dias como esse, chuvosos na alma e quentes no coração, eu me pergunto onde estou.

    Mas não fisicamente.

    Onde os meus pensamentos estão? Será que o meu corpo cansado ainda consegue caminhar mais alguns quilômetros até o auge da minha sensibilidade? Será que eu tenho coragem o suficiente para mergulhar dentro de mim e responder às minhas próprias perguntas?

    A questão é que eu sei as perguntas e sei as respostas.

    Eu sei o que se passa aqui e acolá. Eu não sei é admitir que sei.

    É aterrorizante perceber que nas minhas mãos cabem o meu destino e parte do destino das pessoas ao meu redor.

    E se eu não quiser mais a companhia de ninguém, o que devo fazer? Apenas jogar as memórias no fundo do oceano e tentar nadar para o raso?

    Eu sou um oceano e eu não sei lidar com rasos.

    Eu sou o fundo do oceano e só sei lidar com fundos.

    Talvez, em dias como esse, eu deva apenas afundar no fundo das palavras e vomitar os sentimentos que engoli.

    Se os meus olhos, sóbrios ou não, enxergam a abundância no lugar da escassez, isso significa que eu posso nadar contra a correnteza que grita dentro de mim?

    Talvez.

    Maio 29, 2018
    postado por

    pexels-photo-681794

    Para todas as almas perdidas, escrevo de coração:

    eu espero que você saiba que eu entendo a sua necessidade de continuar fugindo de si mesmo. Eu entendo que você precisa morar em lugar nenhum, porque é lá que todos nós habitamos e pertencemos. Nossas mentes são tão cheias de pensamentos que não conseguimos nos concentrar nas coisas mais básicas da vida. Mas me responda: o que é básico? Respirar é algo básico?

    Respirar é difícil e trabalhoso, você me diz. Eu escuto e concordo. Nós somos almas perdidas, nós temos flores que não param de crescer em nossos corações. Apesar de serem bonitas, elas nos impedem de respirar. Não mate as flores. De alguma maneira misteriosa, a sua essência conseguirá emergir e você irá aparecer novamente.

    Você é um oceano de sentimentos e o ato de respirar, às vezes, é um tornado aquático atrapalhando a sua existência no mapa.

    Mas quando você estiver no auge da sua bagunça, você irá olhar para o céu roxo e perceber que o universo é tão grande que é capaz de aguentar todos os seus pesos. A partir disso, você não estará mais sozinho – existe uma constelação inteira aguardando o melhor momento para intervir e trazer a calmaria para as suas águas confusas.

    Não continue tentando se encontrar – as respostas virão. E mais perguntas. E mais respostas. E mais perguntas. E mais vida e mais morte. E tristeza e vazio. E felicidade e intensidade. Apenas continue.

    E quando você estiver continuando e tentarem te arrancar a liberdade ao perguntarem o que você quer ser quando crescer,

    que você tenha forças para levantar a mão o mais alto que puder e diga “eu não quero crescer.”

    Eventualmente o seu corpo vai crescer, mas isso não significa que você vai, de fato, crescer. Não é preciso envelhecer a alma para envelhecer o corpo.

    Maio 10, 2018
    postado por

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    Caro amigo,

    eu me sinto como uma viajante embarcando em um trem com destino à lugar nenhum.

    Gostaria de voltar para as noites em que eu corria pelas montanhas e sentia-me à vontade com os meus pensamentos explodindo sem medo das reações externas. Eu vivo dentro de um mundo cercado pela minha alma inquieta, o que significa que não estou nem um pouco acostumada com o mundo exterior. Sei até onde a minha inquietude vai, mas não faço a menor ideia até onde o mundo exterior rasga a pele das pessoas para conseguir o que quer. Isso é assustador.

    Pego minhas malas e subo no trem com o coração na mão – será que estou tomando a decisão certa? Não estou gostando muito das minhas companhias. Preciso de um mergulho em mim. Os meus sentimentos estão prestes a voar quilômetros para longe de mim e eu não sei onde estou nesse exato momento. O trem está parando em uma estação lotada de seres que morrem, mas que não vivem. Deveria descer aqui? Eu realmente só queria que minha cabeça fizesse sentido.

    Escrevo esta carta porque você me escuta e não precisa forçar palavras exageradas para me consolar. Não quero um ombro-amigo, só quero um amigo. Eu sei que você entende o que sinto, mesmo estando tão cansado quanto eu. A estrada é cansativa, não é? A minha sensibilidade me faz sentir como um fardo na minha própria vida. Não entendo o por quê de eu me machucar com coisas que ninguém jamais pensaria duas vezes. Os olhares costumam arder, enquanto o meu medo me engole nas menores situações diárias.

    Minha essência derrete pelos outros, o que é bom a partir do momento em que me coloco no lugar deles para entendê-los e ajudá-los, mas acaba com a minha saúde quando eu estou em qualquer outro local. A maior parte do meu verão tem sido nadar na minha cama e ficar confortável com o vazio. Eu não deveria fazer isso. Você não deveria fazer isso. Sei que estou sendo confusa, é só que é exatamente assim que me sinto. Sou uma pessoa sensível com muito amor para dar, mas não dou amor à pessoa que está do meu lado o tempo inteiro: eu.

    Nós vivemos em um universo de estrelas partidas ao meio, onde somos ensinados a odiar a própria pele e invejar as demais. Eu quero que saiba que eu não invejo você, tampouco odeio você. Quero que pegue a minha mão e caminhe pela areia movediça chamada sensibilidade. Não iremos afundar, apenas tropeçar e levantar, tropeçar e levantar, tropeçar e… Renascer. Não posso deixar o mundo exterior matar a minha alma sensível. Sou uma poeta de palavras tortas, mas intenções boas. Eu tenho medo de ser machucada mais uma vez, mas honestamente, é o que irá acontecer. Só preciso me manter forte, afinal, a tempestade traz a purificação dos corpos.

    P.S Não ceda à dor deste mundo, amigo, a sua sensibilidade vale a pena.

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