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  • April 17, 2016
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    Você provavelmente já ouviu falar, nos últimos meses, do que está acontecendo com a Kesha. A cantora norte-americana de 29 anos está passando por um dos momentos mais difíceis de sua vida: em 2014, a cantora iniciou um processo contra o produtor Dr.Luke, que administra a sua carreira e também é o dono da gravadora responsável pelos lançamentos da cantora, a Kemosabe Records (em parceria com a Sony). No processo, Kesha o acusa de abuso sexual, mental e físico. Ela também alegou que não possuía liberdade criativa na sua carreira (ou seja, era controlada pelo produtor e pela gravadora). Essa situação traumática também levou Kesha a desenvolver bulimia (ela foi internada em 2014), e diversos problemas psicológicos.

    A primeira liminar do julgamento aconteceu em 19 de Fevereiro deste ano, e a vitória inicial foi dada ao produtor. A justificativa do Supremo Tribunal nos EUA, é que o processo envolvia contratos milionários e “comuns” para a indústria musical. E o pior: ela teria que continuar a sua carreira, gravando mais seis álbuns, que seriam chefiados pelo Dr. Luke. A cantora tentou se libertar do contrato, mas até agora, ela ainda não conseguiu. Ou seja: a carreira de Kesha está completamente parada. Ela não pode gravar singles, álbuns ou nenhuma música nova. E a sua situação econômica também se encontra complicada, já que um processo como este é extremamente caro.

    Esse acontecimento invadiu as redes sociais e a cantora está recebendo um apoio incondicional dos fãs e de outros artistas. Impossibilitada de se expressar artisticamente, Kesha continua presa ao seu abusador. Esse caso nos leva a debater e refletir sobre como a mulher ainda sofre com a injustiça das leis e como o abuso, de todas as formas, ainda não é reconhecido, e sim desvalidado. A mulher precisa passar por uma guerra para prová-lo. No final de Fevereiro, a cantora disse, em um post no Facebook: “Infelizmente, eu acredito que o meu caso não esteja dando às pessoas que sofreram abusos a confiança necessária para que eles possam denunciar, e isso é um problema. Mas eu só queria dizer que, se você já sofreu algum abuso, por favor, não tenha medo de falar sobre isso. Existem lugares onde você pode se sentir segura e existem pessoas que vão te ajudar.”

    Kesha é conhecida no mundo inteiro e já possui uma carreira consolidada. Mesmo assim, a cantora não conseguiu provar perante à lei o que sofreu. Se até mesmo as acusações de alguém que possui uma grande voz na mídia são ignoradas, o que acontece com todas as outras mulheres? Aquelas que não possuem dinheiro para iniciar um processo e contratar um advogado, para as que não tem apoio de ninguém – pois, muitas vezes, nem a família ou os amigos reconhece ou acredita na pessoa que sofreu um abuso -, e as que precisam viver, todos os dias, com o seu abusador?

    Diversas artistas deram declarações em apoio à cantora. No BRIT Awards, Adele, quando levou uma das principais categorias da noite, dedicou o primeiro a Kesha. Ariana Grande, em entrevista, disse que um artista masculino não estaria naquela posição: “Os diferentes padrões que temos que enfrentar no mundo são chocantes.” A manifestação feita por Kelly Clarkson reafirmou o que muitos já desconfiavam: Kesha não foi a única a ser controlada por Dr. Luke. Ela revelou que foi chantageada pela gravadora para trabalhar com ele. Se ela não o fizesse, eles não lançariam o seu álbum. “Eu fugi de diversas situações realmente ruins, musicalmente. É realmente difícil porque ele só vai mentir para as pessoas e isso faz com que o artista fique mal. Ele é difícil de trabalhar, foi humilhante.”

    No inicio de Abril, Dr. Luke venceu o processo e as acusações foram retiradas. A juíza da corte de Nova York disse que as agressões não foram comprovadas, e que o “estupro não seria um crime de ódio motivado pelo sexo” (oi???). A sentença final causou repúdio na mídia, entre os fãs da cantora, e todos aqueles que apoiaram Kesha durante tudo isso. Por enquanto, o processo encontra-se fechado, e não há possibilidade futura de uma reabertura do mesmo.

    A sentença injusta e que deixou muitas pessoas inconformadas, é um exemplo de como a cultura do estupro está presente em todos os âmbitos da sociedade. Nós ainda precisamos conquistar e lutar por muitas coisas. Kesha passou por inúmeras situações de abuso e experiências traumáticas na sua vida, e sua luta ainda não terminou, assim como a de muitas mulheres, que continuam tendo suas vozes silenciadas.

    February 2, 2016
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    Eu descobri por meio do Twitter da Clara Averbuck, autora do incrível Lugar de Mulher  (o blog que praticamente me ensinou o que é feminismo!) sobre a realização do projeto feito pela Plan International Brasil – uma organização sem fins lucrativos que atua no pais há 18 anos – “Essa É A Minha Vez”, que tem o intuito de dar voz a diversas meninas de regiões, idades e vidas diferentes. Reunidas, elas participaram de debates e oficinas para contribuir com os objetivos definidos pela ONU, chamados de ODS’S: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

    O projeto Essa É Minha Vez configurou-se um marco importante na agenda que envolve a pauta de gênero e incidência política no Brasil. Desenvolver ações que incluem meninas de diferentes regiões com realidades distintas, demandas e perspectivas diferentes sobre o mundo e a vida foi um desafio para a Plan Brasil. No país, o projeto foi realizado nas cinco regiões sendo escolhido um estado por região para atuação do projeto. Essa escolha teve como principal base, a pesquisa Por Ser Menina realizada pela Plan Brasil em 2013.

    Você pode conferir tudo no site oficial da ONG. 

    A estréia do filme-documentário aconteceu nesta última Sexta-Feira (29/01) em São Paulo. Eu vi as fotos no Facebook e pareceu ter sido uma experiência maravilhosa. No final da exibição, as meninas participantes e a equipe também conversaram com quem estava por lá. Acredito que outros eventos como esse devem rolar, e se você mora nas capitais, incentivo todo mundo a ir!

    Eu me emocionei bastante assistindo ao vídeo. Primeiramente, porque é muito importante, na minha opinião, poder ver como há realidades e vidas muito diferentes da sua. E ver como tem milhares de garotas lutando por aí todos os dias. Essas meninas estão fazendo a diferença e tomando atitudes. Isso me inspira a também fazer o mesmo, e acredito que quem assistir ao filme vai ter a mesma sensação. Se nós tivermos oportunidades e a chance de sermos ouvidas, podemos fazer mudanças concretas. Elas se juntaram com garotas de outros países para trazer os problemas que muitas meninas e mulheres enfrentam, como a questão da falta de oportunidade de educação: lembrando que 62 milhões de pessoas do sexo feminino no mundo todo não tem acesso a educação.

    Também achei muito legal o fato de elas poderem ter assistido o discurso da Malala ao vivo. Com certeza, uma experiência inesquecível. Ter lido o livro dela no ano passado mudou a minha percepção sobre muitas coisas.

    Sem mais delongas, não deixem de assistir!

    January 13, 2016
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    Amandla Stenberg

    Eu falei bem recentemente da Amandla Stenberg no post das It Girls de 2015, e não é que ela já começou 2016 roubando a cena e trazendo atenção para assuntos que devem ser discutidos (e que merecem muita atenção)? Amandla é a capa de Fevereiro da Teen Vogue norte-americana; ela ganhou um ensaio fotográfico incrível e a sua entrevista foi feita por ninguém menos que Solange Knowles! Amandla, que tem 17 anos, falou sobre muitos temas: o sucesso do seu vídeo sobre Apropriação Cultural – que virou viral -, sobre aceitar a si mesma e aprender a amar o seu cabelo, feminismo e girl power, suas melhores amigas (um time composto por Willow Smith, Tavi Gevinson, Lorde e Kiernan Shipka!) e seus projetos futuros.

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    Solange questionou Amandla se ela sentiu algum medo antes de publicar o seu vídeo sobre Apropriação Cultural, que na verdade começou como um trabalho para a escola. Ela disse que não esperava que fosse visto de forma polêmica: “Eu não esperava que fosse ser tão controverso [polêmico]. E ter o rótulo de ‘revolucionário’ preso em você logo depois foi muito intimidante. Eu meio que tive um momento comigo mesma em que eu pensei, tipo: ‘OK. É isso que você quer fazer? Você realmente quer falar sobre esses problemas? Vai valer a pena?’, e ainda há momentos que eu fico: ‘Uau, isso é muita pressão.’ Mas vale a pena porque quando as pessoas vem até mim e dizem: ‘Eu estou mais confortável com a minha identidade por causa de você’ ou ‘Eu sinto que você me deu uma voz’, é a coisa mais poderosa de todas.”

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    Um dos assuntos que a atriz mais debate é sobre o seu cabelo, a aceitação e o preconceito com o cabelo afro. Ela revelou que não está cansada de falar sobre o tema como uma forma de empoderamento: “Eu sei que quando eu usei química para alisar o meu cabelo, eu o fiz por que que não estava confortável com o meu cabelo natural. Eu achava que ele era muito frisado. [aqui, ela usa o termo “poofy” e “kinky“, que poderiam significar ‘frisado’ e ‘retorcido’]. Então para mim, pessoalmente, quando eu comecei a usar o meu cabelo ao natural, foi como desabrochar, porque eu estava deixando ir todo o cabelo morto e toda a parte de mim que havia rejeitado o meu estado natural. Mas você sabe que não é assim para todas as garotas negras. Algumas tem cabelo liso porque é assim que elas gostam, e isso não significa que elas aceitam menos a si mesmas.”

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    Ela também disse que, nos dias de hoje, é mais fácil encontrar garotas que sejam parecidas com você, que possam te representar, nas redes sociais, e que antes não era fácil encontrar essa representação: “Eu acho que, honestamente, as mídias sociais mudaram isso de vários modos porque no passado você só poderia olhar para filmes, ou TV, ou música ou celebridades para sentir que você tivesse alguma representação. Agora você pode ir no Instagram e ver uma garota que parece como você e que está arrasando (‘killing the game‘) e expressando a si mesma. Só por poder ver isso, já é algo tão afirmativo.”

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    Sobre as suas melhores amigas (o seu #squadgoals), Amandla revelou que um dos seus amigos tem uma teoria de que quando você se torna amigo de outras pessoas poderosas e que possuam opiniões parecidas, o grupo de amigos brilha mais: “Kiernan [Shipka] está do meu lado desde o inicio. Willow é incrível. Eu sinto que nós somos destinadas a ser amigas. Nós estamos meio que na mesma vibe de longe, e então ela me manda uma mensagem do tipo: ‘Vamos sair’. Ela tem a maior energia atraente e radiante de todas. Sempre que nós saímos juntas, nós só rimos e dançamos, e vamos fazer caminhadas. E tem a Tavi – eu sou a maior fã do Rookie desde sempre. Eu checava o site todo dia, toda hora. Então o Rookie me chamou para fazer uma entrevista, e agora a Tavi é uma das minhas amigas mais próximas. Nós falamos sobre tudo e trocamos ideias entre nós; eu a mando alguns scripts, e ela os manda de volta.”

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    Em parceria com a Teen Vogue e colaboradoras, Amandla também lançou três vídeos especiais no Youtube: “Black Womens Share Their Hair Stories”, “Why Black is Beautiful and Powerful” e “Things Black Girls are Tired of Hearing”, os vídeos são maravilhosos e vale muito a pena assisti-los. Eu não achei os vídeos legendados, mas se eu achar algum com legenda atualizarei aqui.



    • Você pode conferir a entrevista completa em inglês aqui. Lembrando que a tradução postada no blog não é literal.
    December 27, 2015
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    2016

    Eu nunca fui daquelas pessoas que faz lista de pedidos para o próximo ano ou metas para cumprir. Eu prefiro deixar algumas coisas acontecerem, mas pela primeira vez para o próximo ano eu realmente quero tentar alcançar alguns objetivos especiais, como por exemplo arranjar um primeiro emprego e passar no vestibular. Esse último eu não sei se vai acontecer; tenho minhas dúvidas! Se ele não se concretizar, eu vou tentar mais uma vez e estudar o ano inteiro novamente. Eu não quero desistir de primeira, mas sei que vai rolar aquele sofrimento básico se eu não passar, porque todo o meu ano de 2015 foi praticamente escola, aulas, revisar matéria… e casa. Uma rotina que a maioria das pessoas com 17 anos, provavelmente já passou (ou vai passar).

    Esse ano foi ótimo para o meu crescimento pessoal. Eu enfrentei mais uma mudança (a segunda em menos de dois anos) e consegui lidar bem com a situação – na medida do possível – o que me fez, cada vez mais, começar a odiar mudanças um pouco menos. Depois de passar tantas vezes por elas, eu aprendi a me adaptar aos lugares mais rapidamente e percebi que nem é tão difícil assim começar a se acostumar com um lugar, por mais que o inicio sempre seja meio difícil. Mas é sempre bom descobrir que todos os lugares são um pouco maiores do que a gente imagina, e que em cada lugar podem existir pessoas diferentes, ou até mesmo bem parecidas, com aquelas que você já conheceu.

    Por mais que 2015 tenha sido bem mais tranquilo que em 2014, ele também foi estressante. Eu nunca me senti tão ansiosa na vida antes e tive que aprender a contornar a situação. Quem é ansioso sabe como isso pode ser horrível em alguns momentos, principalmente quando você não consegue controlar. É como uma prova de fogo: parece que estão testando todos os seus limites ao mesmo tempo.

    Mas o ano também me guardou boas surpresas, e se eu fosse pedir algo para os próximos 12 meses, seria mais viagens legais como as que eu consegui realizar nesse ano e também shows. O melhor momento do ano foi poder ver a minha banda favorita ao vivo e ir ao Rock in Rio como presente de formatura. Juro que não me arrependi nem por um segundo pela troca, e percebi que mesmo sendo péssima em Matemática, até que eu não sou ruim em organizar o meu próprio dinheiro. Planejamento e organização podem te fazer realizar algumas coisas que você sempre quis.

    Em 2016 eu só quero mais tranquilidade (mesmo que eu ache difícil que isso vá acontecer!) confiança, novas oportunidades e conhecer pessoas que tenham personalidades e gostos um pouco mais parecidos com os meus. Eu sei que é importante conhecer quem é bem diferente de você (por que querendo ou não, isso acrescenta bastante), mas dessa vez eu queria achar algum lugar no qual as pessoas, mesmo tendo opiniões divergentes, se respeitam mais. Mas talvez isso seja pedir muito, vamos encarar a realidade.

    E que o próximo ano seja incrível para o feminismo, para o empoderamento, e que as pessoas deixem os seus preconceitos de lado e aprendam a enxergar o mundo de outra maneira. Acho que já foi possível fazer algumas mudanças em 2015, graças a alguns meios de comunicação, mas muita coisa ainda tem que mudar. Então, não deixem de discutir e falar a sua opinião quando você ouve alguém falando uma besteira gigante. Chega de ficar calado e achar que uma conversa não muda nada; a pessoa pode não aceitar a sua visão de primeira, mas talvez ela crie consciência e pense mais sobre o assunto (eu já usei esse método e ele funciona em algumas ocasiões, prometo).

    November 9, 2015
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    Ilustração no weheartit

    Chegando no meu último ano do ensino médio, eu cheguei à conclusão de que a escola – além de ser o local “óbvio” para aprendermos – também é aquele onde a gente é obrigado (tipo, na marra mesmo) a lidar com pessoas muito diferentes de nós. Algumas, de modo surpreendente, são bem parecidas conosco, o que pode gerar amizades maravilhosas. Não importa se elas vão durar só os três anos de ensino médio, ou a sua vida inteira. Mas outras são o oposto da nossa personalidade; o que é totalmente comum na vida real. Afinal, nem todo mundo vai ter os mesmos ideais, objetivos e pensamentos que você. E para quem é meio cabeça dura e controlador, como eu, é sempre meio difícil aceitar isso.

    Mas eu já passei dessa fase da aceitação; e acredito que estou naquela em que temos que lidar com a situação, sabe? Mas preciso confessar que às vezes é bem complicado. Principalmente quando a gente ouve tanta bobagem em um tempo curto de quatro horas e meia (desde piadas machistas, até outras homofóbicas. E não tem nada no mundo que eu odeie mais do que isso, do fundo do meu coração). Mas eu sei, nem todo mundo pensa como nós. Ás vezes alguém me diz: “você tem que entender que as pessoas são educadas de formas diferentes.” E eu entendo isso, mas como jovens e pessoas que estão (tecnicamente) amadurecendo, é interessante dispor um pouco do seu tempo para pesquisar, se informar, correr atrás, se “educar” mesmo, sabe? Pode ser mais fácil continuar com aquela ideia que seus pais te ensinaram na infância pelo resto da vida, mas o mundo muda o tempo inteiro, e a internet está aí, te dando a chance de rever seus conceitos e aprender mais (em um mar de absurdos, tem também coisas interessantes).

    Eu tive a sorte de ter dois pais que sempre me incentivaram a debater assuntos, ler e pesquisar, sair da minha zona de conforto. Mas sei que muitas famílias são diferentes; por isso mesmo acho que a gente deve procurar mais informação por aí. E tentar aprender com as outras pessoas também. E não só com os mais velhos: muitas meninas da minha idade me ensinaram muitas coisas, principalmente sobre feminismo. O tempo todo somos bombardeados com milhares de opiniões, e pode ser complicado formular a sua própria no meio de tantas pessoas falando ao mesmo tempo. Mas acho que é importante não engolir tudo “mastigado”, pronto, enlatado e simplesmente concordar. Afinal, estamos sempre buscando evoluir, não é?

    É super maçante quando você entra numa sala de aula e algum professor passa 10 minutos da aula fazendo comentários preconceituosos e piadas machistas. É algo que, sinceramente, me entristece. Porque no papel de um educador, ele poderia usar a oportunidade para tentar ensinar alguma coisa legal para os jovens presentes na sala. Isso me leva a crer que temos que aprender a questionar o tempo todo; não dá pra aceitar tudo e ponto.

    Opiniões divergentes sempre vão existir. Mas é preciso aprender a ter respeito pelas outras pessoas; o preconceito ainda está, infelizmente, muito presente na sociedade. Nas salas de aula, no trabalho, em casa, na internet. E por isso que eu tento tirar a minha própria conclusão, formular a minha opinião. Não se deixe levar por tudo que as outras pessoas falam, pelo senso comum, por aquela ideia que te ensinam desde que você é pequeno e que você se acostumou tanto, que esqueceu de questioná-la. Ignore quando alguém te falar que as coisas são desse jeito, porque simplesmente são. Desconstruir valores e ideias que te ensinaram por anos é difícil; mas se você quiser crescer, é mais que necessário.

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