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  • December 27, 2015
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    2016

    Eu nunca fui daquelas pessoas que faz lista de pedidos para o próximo ano ou metas para cumprir. Eu prefiro deixar algumas coisas acontecerem, mas pela primeira vez para o próximo ano eu realmente quero tentar alcançar alguns objetivos especiais, como por exemplo arranjar um primeiro emprego e passar no vestibular. Esse último eu não sei se vai acontecer; tenho minhas dúvidas! Se ele não se concretizar, eu vou tentar mais uma vez e estudar o ano inteiro novamente. Eu não quero desistir de primeira, mas sei que vai rolar aquele sofrimento básico se eu não passar, porque todo o meu ano de 2015 foi praticamente escola, aulas, revisar matéria… e casa. Uma rotina que a maioria das pessoas com 17 anos, provavelmente já passou (ou vai passar).

    Esse ano foi ótimo para o meu crescimento pessoal. Eu enfrentei mais uma mudança (a segunda em menos de dois anos) e consegui lidar bem com a situação – na medida do possível – o que me fez, cada vez mais, começar a odiar mudanças um pouco menos. Depois de passar tantas vezes por elas, eu aprendi a me adaptar aos lugares mais rapidamente e percebi que nem é tão difícil assim começar a se acostumar com um lugar, por mais que o inicio sempre seja meio difícil. Mas é sempre bom descobrir que todos os lugares são um pouco maiores do que a gente imagina, e que em cada lugar podem existir pessoas diferentes, ou até mesmo bem parecidas, com aquelas que você já conheceu.

    Por mais que 2015 tenha sido bem mais tranquilo que em 2014, ele também foi estressante. Eu nunca me senti tão ansiosa na vida antes e tive que aprender a contornar a situação. Quem é ansioso sabe como isso pode ser horrível em alguns momentos, principalmente quando você não consegue controlar. É como uma prova de fogo: parece que estão testando todos os seus limites ao mesmo tempo.

    Mas o ano também me guardou boas surpresas, e se eu fosse pedir algo para os próximos 12 meses, seria mais viagens legais como as que eu consegui realizar nesse ano e também shows. O melhor momento do ano foi poder ver a minha banda favorita ao vivo e ir ao Rock in Rio como presente de formatura. Juro que não me arrependi nem por um segundo pela troca, e percebi que mesmo sendo péssima em Matemática, até que eu não sou ruim em organizar o meu próprio dinheiro. Planejamento e organização podem te fazer realizar algumas coisas que você sempre quis.

    Em 2016 eu só quero mais tranquilidade (mesmo que eu ache difícil que isso vá acontecer!) confiança, novas oportunidades e conhecer pessoas que tenham personalidades e gostos um pouco mais parecidos com os meus. Eu sei que é importante conhecer quem é bem diferente de você (por que querendo ou não, isso acrescenta bastante), mas dessa vez eu queria achar algum lugar no qual as pessoas, mesmo tendo opiniões divergentes, se respeitam mais. Mas talvez isso seja pedir muito, vamos encarar a realidade.

    E que o próximo ano seja incrível para o feminismo, para o empoderamento, e que as pessoas deixem os seus preconceitos de lado e aprendam a enxergar o mundo de outra maneira. Acho que já foi possível fazer algumas mudanças em 2015, graças a alguns meios de comunicação, mas muita coisa ainda tem que mudar. Então, não deixem de discutir e falar a sua opinião quando você ouve alguém falando uma besteira gigante. Chega de ficar calado e achar que uma conversa não muda nada; a pessoa pode não aceitar a sua visão de primeira, mas talvez ela crie consciência e pense mais sobre o assunto (eu já usei esse método e ele funciona em algumas ocasiões, prometo).

    November 9, 2015
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    Ilustração no weheartit

    Chegando no meu último ano do ensino médio, eu cheguei à conclusão de que a escola – além de ser o local “óbvio” para aprendermos – também é aquele onde a gente é obrigado (tipo, na marra mesmo) a lidar com pessoas muito diferentes de nós. Algumas, de modo surpreendente, são bem parecidas conosco, o que pode gerar amizades maravilhosas. Não importa se elas vão durar só os três anos de ensino médio, ou a sua vida inteira. Mas outras são o oposto da nossa personalidade; o que é totalmente comum na vida real. Afinal, nem todo mundo vai ter os mesmos ideais, objetivos e pensamentos que você. E para quem é meio cabeça dura e controlador, como eu, é sempre meio difícil aceitar isso.

    Mas eu já passei dessa fase da aceitação; e acredito que estou naquela em que temos que lidar com a situação, sabe? Mas preciso confessar que às vezes é bem complicado. Principalmente quando a gente ouve tanta bobagem em um tempo curto de quatro horas e meia (desde piadas machistas, até outras homofóbicas. E não tem nada no mundo que eu odeie mais do que isso, do fundo do meu coração). Mas eu sei, nem todo mundo pensa como nós. Ás vezes alguém me diz: “você tem que entender que as pessoas são educadas de formas diferentes.” E eu entendo isso, mas como jovens e pessoas que estão (tecnicamente) amadurecendo, é interessante dispor um pouco do seu tempo para pesquisar, se informar, correr atrás, se “educar” mesmo, sabe? Pode ser mais fácil continuar com aquela ideia que seus pais te ensinaram na infância pelo resto da vida, mas o mundo muda o tempo inteiro, e a internet está aí, te dando a chance de rever seus conceitos e aprender mais (em um mar de absurdos, tem também coisas interessantes).

    Eu tive a sorte de ter dois pais que sempre me incentivaram a debater assuntos, ler e pesquisar, sair da minha zona de conforto. Mas sei que muitas famílias são diferentes; por isso mesmo acho que a gente deve procurar mais informação por aí. E tentar aprender com as outras pessoas também. E não só com os mais velhos: muitas meninas da minha idade me ensinaram muitas coisas, principalmente sobre feminismo. O tempo todo somos bombardeados com milhares de opiniões, e pode ser complicado formular a sua própria no meio de tantas pessoas falando ao mesmo tempo. Mas acho que é importante não engolir tudo “mastigado”, pronto, enlatado e simplesmente concordar. Afinal, estamos sempre buscando evoluir, não é?

    É super maçante quando você entra numa sala de aula e algum professor passa 10 minutos da aula fazendo comentários preconceituosos e piadas machistas. É algo que, sinceramente, me entristece. Porque no papel de um educador, ele poderia usar a oportunidade para tentar ensinar alguma coisa legal para os jovens presentes na sala. Isso me leva a crer que temos que aprender a questionar o tempo todo; não dá pra aceitar tudo e ponto.

    Opiniões divergentes sempre vão existir. Mas é preciso aprender a ter respeito pelas outras pessoas; o preconceito ainda está, infelizmente, muito presente na sociedade. Nas salas de aula, no trabalho, em casa, na internet. E por isso que eu tento tirar a minha própria conclusão, formular a minha opinião. Não se deixe levar por tudo que as outras pessoas falam, pelo senso comum, por aquela ideia que te ensinam desde que você é pequeno e que você se acostumou tanto, que esqueceu de questioná-la. Ignore quando alguém te falar que as coisas são desse jeito, porque simplesmente são. Desconstruir valores e ideias que te ensinaram por anos é difícil; mas se você quiser crescer, é mais que necessário.

    September 26, 2015
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    Eu acho que toda essa confusão acabou com a minha criatividade. Ou foi levando todas as minhas ideias e a vontade de fazer coisas novas junto com a pressão, os dias lotados de compromissos (que eu não tenho o menor prazer de fazer), e as aulas que demoram mil horas para passar. Eu me pergunto, muitas vezes, se alguém não atrasou o relógio. Ás vezes, parece brincadeira. Mas é complicado tentar aceitar que algumas coisas levem tanto tempo; principalmente aquelas que a gente não gosta nem um pouco. Parece injusto ter que ser obrigado a fazer algo que não te agrada todos os dias, por horas intermináveis (literalmente), mas eu me lembro que é assim que o mundo funciona: nós crescemos e sem nem mesmo perceber, estamos fazendo que os outros querem.

    Talvez você nem quisesse mesmo aquele curso, ou talvez você nem estivesse fazendo planos para o ano seguinte, mas o mundo te convence que se você não alcançar o objetivo X, nunca vai ser feliz. Se você não fizer planos, muitos planos, tudo vai dar errado e você não vai usar o seu tempo com utilidade. Aliás, eu desenvolvi um problema grande com essa história de ter que usar o seu tempo para algo produtivo. Quando a tão sonhada sexta chega, eu não tenho nem forças para querer fazer algo. É mais fácil dar o play no meu disco favorito e deixar o tempo passar. Eu desenvolvi o péssimo hábito de não ficar confortável com a simples situação de não fazer nada. E o engraçado é que eu fico literalmente cinco dias da semana tendo que fazer um milhão de coisas, e quando eu finalmente posso ter um tempo livre, entro numa paranoia terrível de simplesmente não conseguir aproveitar aquele tempo para fazer algo que eu gosto.

    E aí está uma coisa perigosa. Viver nesse ciclo vicioso de que precisamos chegar no dia seguinte, na próxima semana, aguardar por algo, esperar o ano que vem. É triste e não é tão fácil quanto parece sair dessa sensação de que só precisamos que o momento a seguir, aconteça logo. Acho que eu só percebi que me faltava empolgação na vida quando assisti ao vivo minha banda favorita pela primeira vez neste ano. Fazia meses que eu não sentia uma alegria grande por alguma coisa. E acabei me lembrando, naquele momento, o quanto a gente deveria poder passar a vida inteira (ou pelo menos uma boa parte dela) fazendo o que realmente te deixa feliz. E não seguindo o caminho que todo mundo acha que você deveria seguir.

    Eu já tive épocas de ansiedade bem maiores, mas é só alguém citar a palavra vestibular que já dá vontade de sair correndo. E é meio cômico o fato de que todo mundo no planeta parece dizer que é apenas uma fase do qual todo mundo passa jura? e que “difícil mesmo vai ser quando você se tornar adulto.” Poxa, obrigada pelo conselho! Ajudou bastante, então se agora tudo já é um tédio enorme eu posso ficar feliz porque o pior ainda vai chegar na idade adulta (?).

    Não vou dizer que toda essa situação não me faz crescer. A pressão gigante que eu (e milhares de pessoas por aí, independentemente da idade ou do que elas fazem, ou planejam fazer) recebemos todos os dias, nos torna um pouco mais duros, afinal das contas. Mas não é a coisa mais legal do mundo enfrentar todos os dias com uma rotina extremamente maçante, sabendo que o seu dia vai ser igual aos outros sete da semana passada. E olha que eu nunca fui fã número um de mudanças, mas ultimamente quando algo diferente acontece, parece que é o universo querendo me lembrar o que eu realmente quero na vida. E com certeza, não é viver sob os olhos ou a expectativa de outras pessoas.

    Me pergunto: porque, se no fundo nós sabemos o que queremos (ou não, afinal, quem sabe isso aos 17 anos?) é tão difícil seguir o que você quer e ponto? Levamos em conta a opinião de muitas pessoas, quando no fundo talvez nós devêssemos acreditar na nossa. Talvez em algum momento a única pessoa que saiba o que é melhor para você, seja você mesmo. Dai bate aquela questão: eu tenho segurança o suficiente para bancar todas as minhas decisões? Eu posso encarar isso sozinho?

    August 9, 2015
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    “A minha ansiedade não me define.”

    Ilustração de autoria de Ambivalently Yours.

    Confesso, eu queria muito saber a resposta da pergunta que dá título a esse post. Eu sempre fui uma pessoa ansiosa, desde criança. Não era só o primeiro dia de aula ou o passeio da escola que me deixavam sem dormir; coisas meio clichês para todo mundo no ensino fundamental. Mas sim outras situações relativamente normais, como ir à algum lugar aleatório, ir na casa de um amigo, e quando fui crescendo só ficou pior. O que é compreensível, porque aos 13 e 14 anos você tem aquela sensação de que os seus problemas são gigantes, e que se eles não forem resolvidos, sua vida não vai ter solução nunca mais (ok, ou talvez eu era extremamente dramática, porém melhorei nesse aspecto) Eu era mais emotiva no passado, mas com o tempo fui ficando mais racional. Aprendi a tentar “controlar” mais as coisas, com muito treino, é claro. Não foi nada fácil.

    Mas tem épocas do ano em que a ansiedade volta a bater. Eu sempre tive uma característica forte de imaginar as situações na minha cabeça, querer planejar tudo, e sempre esperar, aguardar, e inventar mil coisas que poderiam acontecer. Na maioria das vezes, elas não se concretizavam. Eu sou meio pessimista, então sempre criava uma situação ruim que eu achava que aconteceria. Resultado? Mais ansiedade, nervosismo, o que resultava em situações chatas.

    A ansiedade se manifesta de maneiras diferentes para muitas pessoas. Algumas não conseguem se expressar direito, outras acabam com dores físicas (meu caso) como dor de cabeça, ou sei lá, ficam paralisadas. Sem saber o que dizer. E é bem complicado aprender a contornar a situação, a confiar em você (por quê quase tudo está muito ligado à insegurança que sentimos), a tentar entender essa sensação que quando nos invade, parece muito complicado de superar. Cada um tem a sua própria maneira de tentar enfrentar isso.

    Eu acredito que a ansiedade pode ser dividida em boa e ruim. Quando eu estou esperando um acontecimento legal, algo que eu sei que vai ser positivo (como por exemplo, o show que eu fui) eu encaro as coisas com uma positividade bem maior. Ou seja, tem aquele frio na barriga, mas ele não é ruim: pode trazer uma felicidade junto, uma expectativa, de algo que você sabe que vai valer a pena. Agora, quando é uma situação que você já não está encarando com bons olhos… Como por exemplo, vestibular. Minha ansiedade anda a mil. O motivo? O último ano da escola já me cansou muito, o Enem tá chegando, eu preciso passar, e mais outras milhares de questões que ficam batendo na nossa cabeça o dia inteiro, e nos atormentando.

    Muito disso tem relação do lugar em que estamos. Se eu estou confortável com a situação, com as pessoas, com o local, a ansiedade pode até estar ali, mas ela não se manifesta de um jeito que me atrapalhe. Mas quando você está insatisfeito com muitas variáveis, é quase impossível fugir dela. E é fato: se você é ansioso (a) como eu, não dá para fingir que a ansiedade não existe. Ela vai aparecer, uma hora ou outra. E se você, como eu, às vezes não sabe como agir, talvez o primeiro passo para melhorá-la seja começar a falar dela. E é fundamental estar ao lado de pessoas que te ajudem. Às vezes nós achamos que os problemas de todo mundo são bobos, e estar ao lado de quem não tenta te entender nem um pouco, só deixa tudo pior.

    Eu já descobri os motivos que me deixam ansiosa. Normalmente, eles não variam. Se passam anos, e continuam quase os mesmos. Mas daqui a algum tempo o cenário pode mudar, mas as razões não. Por isso é importante tentar enxergá-las, saber quais são. Eu já compreendi que fugir não adianta nada (por mais que em momentos de extremo nervosismo, isso seja o que a gente mais quer fazer. Sair correndo mesmo). E sempre vai ter alguma coisa na vida que vai tentar nos desestabilizar. Eu já fiz a primeira ação que precisava para tentar resolver esse problema: escrever sobre ele, para que nem tudo exista só na minha cabeça.

    August 3, 2015
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    Queria falar com vocês sobre um assunto que muitas pessoas não conhecem. Se você é uma delas, a chance para se informar é agora! Apropriação Cultural, segundo o nosso amigo Wikipedia:

    Apropriação cultural é a adoção de alguns elementos específicos de uma cultura por um grupo cultural diferente. Ela descreve aculturação ou assimilação, mas pode implicar uma visão negativa em relação a aculturação de uma cultura minoritária por uma cultura dominante. Ela pode incluir a introdução de formas de vestir ou adorno pessoal, música e arte, religião, língua, ou comportamento social.

    Apropriação Cultural seria o ato, por exemplo, de usar roupas específicas e com um significado mais complexo por trás delas, e torná-las uma tendência, uma “moda passageira”, ou até mesmo fantasias de Halloween ou Carnaval (como tentar imitar a cultura indiana, árabe, indígena, e que são chamadas de “exóticas” apenas porque não participam do modelo estereotipado, de cultura branca e norte-americana, que é nos imposto hoje). Usar ideias ou tradições de outra cultura e se apossar dela, como se fossem suas.

    Esse tema tem aparecido ainda mais na mídia nos últimos anos, pois podemos ver exemplos claros de apropriação cultural sendo praticadas por celebridades. A Zendaya Coleman, neste ano, usou dreads no red carpet do Oscar; isso faz parte da cultura dela. Porém, a apresentadora do programa Fashion Police da E!, disse que o cabelo dela estaria cheirando à maconha (???) ou patchouli. Por outro lado, quando Kylie Jenner usou dreads para a capa da Teen Vogue e usou penteados da cultura negra, ela não foi criticada. A maioria das publicações disse que ela estava lançando uma tendência. Mas pera aí… isso já é algo que as mulheres negras fazem há muito tempo. Então por quê elas não foram admiradas antes por isso? O fato é que quando uma garota branca usou esse penteado, ela foi chamada de “cool” e “edgy.” Mas quando Zendaya o usou, ela foi criticada.

    O vídeo que a Amandla Stenberg publicou no Youtube há alguns meses vai fazer vocês entenderem melhor sobre o assunto. Amandla é uma atriz (ela interpretou a Rue em Hunger Games) e ativista. Ela tem 16 anos e sempre fala nas suas redes sociais sobre movimentos e causas importantes.

    Quer aprender mais? Esses links vão te ajudar!
    Revista Capitolina
    Lugar de Mulher
    Blogueiras Negras

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