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  • April 16, 2015
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    Ilustração via WeHeartIt

    Sabe aqueles dias em que você acorda sem saber muito o que esperar de tudo? Mas já sabe exatamente como vai ser a sua rotina. Levantar. Ônibus. Escola. Estudar. Música. E vai dormir à noite e tudo recomeça de novo. Um ciclo exatamente igual; de vez em quando, uma coisa ou outra surpreendente acontece. Mas é raro, vale dizer. As surpresas são poucas. Você vive pensando no futuro, ansiando por ele. Desejando que algo especial aconteça. Porque vamos confessar, é meio desanimador a mesmice.

    Eu sempre disse que tenho medo de mudanças. Mas acho que no fundo, comecei a gostar muito delas. Gosto da empolgação, do frio (absurdo) que eu sinto na barriga quando algo novo vai acontecer. E aprendi a enfrentar muitas situações sozinha; e isso é algo do qual eu me orgulho. No passado, eu sempre precisava de uma mão para me ajudar, encarar às coisas. E agora não. Eu consigo ir para lugares inesperados, sem que outra pessoa tenha que me apoiar para eu não surtar. É a coisa mais fácil do mundo? Não. Especialmente porque eu sou muito ansiosa, mas isso só nos faz crescer.

    Por isso, quando nada de desafiador acontece, eu fico meio sem saber o que fazer. Gosto de planejar e esperar por algumas coisas que vão acontecer. E descobri também que no futuro quero conhecer muitos lugares novos. Não há nada melhor do que conhecer coisas diferentes, que sejam legais, e tenham a ver com você. Eu tenho é pânico de viver a minha vida inteira no mesmo lugar, e tendo como alegria um shopping no final de semana pra sempre. Ok, eu só tenho 16, mas sim, os anos passam muito rápido. Não dá para esperar demais, sabe?

    Até porquê, as pessoas sempre te pressionam enquanto você cresce. Para entrar na faculdade, para arrumar um emprego, decidir o que quer fazer da vida, namorar, dentre outras coisas que você não percebe porque já acha normal. Mas repare: as pessoas sugerem, mesmo que de modo discreto, que é isso que você tem que fazer da vida. E ponto. Mas, cadê a liberdade nisso tudo? A vontade de sair um pouco do caminho de sempre?

    Parece que todos os detalhes tem que estar no papel. E você tem que segui-los à risca. E eu nunca gostei que outras pessoas mandassem em mim. Costumo dizer que eu penso grande. E sim, é verdade. Eu penso mesmo! Sonho, crio objetivos. Mas eu não quero ficar só imaginando eles. Pretendo fazer todas essas coisas acontecerem; morar fora, conhecer gente nova e surpreendente, ir em mais shows, me divertir. Um dos meus pensamentos é esse: às vezes, o dia-dia é sempre meio tedioso. E eu sou obrigada a fazer tudo igual sempre.

    Então, quando eu for independente financeiramente, quando poder me virar, quero me divertir demais. Em todos os momentos. E me arriscar no desconhecido, porque é o que vale a pena. Mas nada disso é super simples de fazer. E não tem nada, nada nessa vida que seja extremamente fácil (só ficar sentado no computador mesmo).

    E um dia, quando a gente parar para pensar, vamos estar em um estágio bem mais avançado da vida. Acredite, nem tudo passa dão devagar assim. Eu não quero me arrepender de não ter feito coisas por medo. Só quero me lembrar que sim, eu me joguei, mas pode ter valido a pena (ou não) no final. Mas é aquela história: tem que tentar pra saber, né?

    March 28, 2015
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    Eu nunca estive em muitos relacionamentos. Só de amizades. Amorosos? Acho que se me perguntarem, eu nem sei explicar direito o que é isso; afinal, não dá pra gente fingir que sabe tudo sobre algo que mal conhece. Mas o que eu entendi, nesses poucos quase dezessete anos de vida, é como o ser humano é extremamente confuso em 90% do tempo. Possessivo, inseguro, e quer ser dono – além de si mesmo, é claro – um pouco dos outros também. Eu sempre fui controladora, mesmo que nos últimos anos essa característica em mim tenha diminuído de modo significativo. Então, por isso, posso compreender um pouco o fato das pessoas verem nas relações uma ótima forma de poder sentir aquela falsa sensação de que estão conseguindo controlar tudo ao seu redor. Seja o namorado, os amigos, algum parente. Mesmo que seja uma mentira deslavada (que nós alimentamos), porque ninguém pertence ao outro. Só a si mesmo.

    Não nascemos com o objetivo de “pertencer à alguém” e eu também sinceramente não acredito na ideia de que alguma pessoa está aí vivendo o seu dia, apenas esperando pelo dia que ela será “sua” e todo esse papo que parece que acabou de sair das páginas de um livro do Nicholas Sparks. Já tentei, muitas vezes, compreender porque apostamos tanto no ciúmes. Ou porque algumas pessoas possuem um sentimento tão grande de posse. Pode ser difícil entender, caso você tenha sempre acreditado nessa ideia de que precisamos de outra pessoa para sermos completos (não!!!), mas eventualmente temos que aprender a lidar com o fato que não dá pra decidir o que os outros vão sentir, falar, e muito menos se um dia elas vão nos corresponder.

    Demorou um tempão, mas eu me orgulho de dizer que eu consegui aceitar isso. E ah, que alivio que dá, hein? Deixei pra trás um monte de incomodações. Parece que há uma grande preocupação em entrar em relacionamentos. Em encontrar uma pessoa, em ter uma companhia; e podem dizer que não, mas existe sim. As pessoas cobram, mesmo sem perceber, isso dos outros.

    Na minha opinião, antes de embarcar em qualquer relação, é melhor entender a si mesmo. E não estou falando só de namoro. Amizades também. Há milhares de relacionamentos tóxicos por ai. Muitos de nós já podemos ter enfrentado um. Mas insistimos, não saímos do lugar. Ficamos com medo de perder as pessoas. Mas quer saber a real? Quando você finalmente consegue deixar para trás as coisas que te fazem mal, você percebe o quanto é melhor, sim, estar sozinho do que lidar com coisas que te decepcionam e te fazem perder qualquer vontade de sair da cama de manhã.

    Eu confesso, tenho um pouco de preguiça de lidar com algumas coisas. Por isso, continuo as evitando. E não sinto muita falta, não. Afinal, tô aqui, viva e bem, viu gente? Não temos que perder tempo com o que no final, não nos ensina muita coisa e só faz a gente carregar aquele peso nas costas. E se você tem alguma dúvida sobre se deve ou não continuar onde está, eu te encorajo à seguir em frente. Às vezes, é preciso deixar para trás o que te entristece, e finalmente apostar em novos caminhos. Não tenha, nunca, medo de se sentir solitário. Eu juro que não incomoda!

    March 9, 2015
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    Como vocês já sabem, no dia 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher. É uma data comemorativa pra celebrar o sexo feminino falei o óbvio e também quando somos obrigados a ler na internet frases do tipo: “feliz dia para pra quem passa 3 horas se arrumando”, “feliz dia da mulher, para quem é mulher de verdade”. Essa última é a pior. Da vontade de chegar e perguntar: amigo, mas o que afinal você acha que é ‘mulher de verdade’?

    Na minha opinião o mais legal de ver esse ano, foi a força do feminismo ainda maior em todas as redes sociais, nas ruas (em Portugal rolou um protesto, já que o país é um dos que mais possui desigualdade salarial entre homens e mulheres) e muitas pessoas falando do tema, e finalmente entendendo o que ele significa. Eu não queria deixar esse dia passar em branco de jeito nenhum, e hoje trago uma ideia que está entre uma das várias vertentes do feminismo: o famoso “apoie as irmãs!”.

    Ilustração postada no Tumblr

    Vou dar uma explicação rápida dessa ilustração: nela, vemos duas garotas. Uma que se veste de modo mais básico e a outra é girlie. Em um dos lados está escrito: “Boa música”, “Eu gosto das minhas roupas”, “Eu tenho sentimentos” e “Eu quero ser respeitada.” E no outro, exatamente a mesma coisa, mas mudando o pronome eu para ela. O que isso significa? Que as duas garotas, que tem estilos pessoais diferentes, devem ser tratadas de forma igual. E que não rola uma garota ter preconceito com a outra. Para ser feminista, você não precisa ser de um determinado jeito. Você pode amar make, ao mesmo tempo que pode preferir sair com a cara limpa. Pode amar o seu tênis, e ao mesmo tempo nunca abandonar o salto. Ou a calça jeans comprida, ou a saia. Você pode ser o que quiser e usar o que quiser na hora que bem entender. E ninguém vai te julgar; é exatamente por isso que as mulheres tem que se apoiar.

    Quando eu tinha 13/14 anos, eu estava numa época da vida em que a maioria das pessoas ao meu redor começou a namorar, a ficar, enfim, a entrar em relacionamentos. E eu me lembro de quantas vezes ouvi dos outros que homem “não queria garota que ficava com muitos.” Eu vivia com o rosto nos livros (essa foi uma das épocas em que eu mais lia) e me falavam que eu deveria me orgulhar que eu preferia ficar lendo do que sair ou namorar. E eu ouvi tanto essas frases prontas que aquilo entrou na minha cabeça; é difícil romper conceitos que criamos quando ainda somos novos, que os outros nos ensinam, que a sociedade nos diz. E eu acreditei naquilo.

    Até crescer, chegar aos meus 16 anos e perceber que aquela foi uma das piores besteiras que alguém já me disse na vida. Primeiro, porque ler livros ao invés de namorar não me tornava melhor do que nenhuma outra garota. Assim como aquela que já estava tendo experiências amorosas também não era superior à mim. Nós éramos iguais. E não precisávamos competir, não precisávamos entrar em conflito. O tempo todo, tentam incentivar a competição feminina. Querem que a gente veja umas às outras como rivais. É por isso que te dizem durante a infância que “amizade de mulher não é sincera igual à de homem”. Ou seja, antes mesmo de você aprender a desenvolver suas próprias opiniões, já tem alguém tentando te fazer acreditar que você não deve confiar na sua amiga, na sua prima, na sua irmã. Esses conceitos ridículos infelizmente ganharam popularidade e muitas garotas podem já ter acredito nisso alguma vez na vida. Mas é um momento lindo, eu garanto, quando você descobre o feminismo e destrói todos esses conceitos dentro de si pra sempre.

    É claro que a desconstrução de algumas ideias não acontecem do dia para a noite. Pode levar um tempo, mas quando você compreender que nós mulheres não precisamos ser rivais em nenhum momento da nossa vida, e sim confidentes, amigas, companheiras, parece que o mundo vai ganhar um sentido diferente. E acredite, se cada uma de nós se esforçar todo os dias para ver o que há de melhor na outra (não deixe ninguém te convencer que todo mundo é “inimiga, “recalcada”, “invejosa” dentre outros adjetivos blé) todas nós vamos ficar mais fortes, por que estaremos juntas.

    Tente o exercício de sempre ver algo de legal na outra. Seja uma roupa, um traço da personalidade, o cabelo, uma característica. Não veja alguém e olhe imediatamente para os defeitos da pessoa. Tente quebrar aquele julgamento instantâneo do qual estamos acostumados à fazer. Vamos quebrar essas barreiras. Durante essa jornada, você provavelmente vai encontrar alguma garota que não conhece muito bem o feminismo, que talvez não o entenda (ainda!) mas lembre-se: ninguém “nasce” pronto. É bem complicado acabar com alguns “valores” que colocaram na nossa cabeça, desde sempre. Eu admito que ainda acho dificuldades às vezes; mas não desisto, nunca! Então, se você tiver alguma conhecida que ainda não tenha sido apresentada à todas essas ideias, mostre pra ela. Tome essa iniciativa!

    March 5, 2015
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    Uma das coisas que eu ando refletindo nos últimos tempos é como a gente vai amadurecendo e também, ao mesmo tempo, aprendendo a lidar mais com as pessoas. E com as diferenças enormes que às vezes existem entre um ser humano e outro. A realidade é meio dura e o fato é: você não vai poder conviver só com aquele seu grupo de amigos, do qual você já conhece muito bem. Durante a vida, vai encontrar milhares de pessoas com personalidades que não tem nada a ver com a sua. E isso pode ser ótimo, porque acrescenta muito conviver com alguém que te ensina valores que você não conhecia, ou um outro jeito de ver a vida, de pensar. Isso só nos torna mais experientes.

    Mas é óbvio que não é só com gente legal que você vai esbarrar por ai. Não mesmo. A vida também coloca algumas pessoas que te fazem questionar algumas coisas. Uma delas, é porque o ser humano de vez em quando consegue ser extremamente cruel e não levar em consideração nem por dois segundos os sentimentos alheios. É triste, mas muita gente ainda não acredita naquela filosofia de que é bom sempre tentar achar pontos positivos nos outros. E elas simplesmente não ligam se a outra pessoa vai ficar magoado ou não. Porque palavras, acreditem, marcam mais do que qualquer coisa.

    O melhor exemplo de local onde você tem que aprender a conviver na marra com todo os tipos de pessoa? A escola. Claro que é um dos lugares onde a maioria das pessoas faz amizades que marcam a sua vida por muito tempo (é onde eu encontrei os meus melhores amigos) mas eu reparei que a escola é quase uma preparação para a vida real, pós terceiro ano, quando você é obrigado à crescer, querendo ou não. Eu fiz uma comparação de como eu lidava com pessoas do qual não me identificava nem um pouco (tenho tolerância zero pra quem faz a) piadinhas com os outros b) acha que é engraçado zoar as pessoas c) divide/coloca esterótipos nos outros baseado na aparência delas) há alguns anos atrás. E me lembro que eu ficava irritada. E queria brigar, ou deixava aquilo definir a minha vida. Hoje percebo que a opinião dos outros sobre você não é quem você é.

    Eu costumava pensar que mal podia esperar por uma nova etapa da vida onde beleza, roupa e balada não importassem tanto. Mas eu sei, estava sendo ingênua. Reparei algum tempo demais que a vida adulta também é assim. E que sempre vão existir rótulos, e pessoas que quase te fazem perder a fé na humanidade em alguns momentos. Mas que a gente tem que enfrentar isso. E de algum jeito, continuar sempre vivendo. Não dá pra parar pelos outros.

    Aos poucos vamos aprendendo formas distintas de não deixar isso te afetar. É difícil, eu sei. Eu sou daquelas pessoas que leva quase tudo à sério, mas percebi que quando você conhece a si mesmo, e sabe quem é, não há dúvidas: não se deixa incomodar pelo que os outros dizem. E sim, sempre vão existir mil pessoas idiotas por ai. Estamos cansados de saber disso. A solução? Não deixá-las entrar nem por um momento na sua vida (ou na sua cabeça!).

    March 1, 2015
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    Algumas pessoas dizem que o tempo pode curar muita coisa. Eu não acho que ele seja milagroso. As suas decepções não vão sumir em questão de meses. Na verdade, eu sinceramente acho que o que mais contribui pra que a gente supere alguma coisa é a nossa força de vontade, no final das contas. Também é nossa decisão se quisermos guardar mágoas. Eu confesso que sou daquelas pessoas que não apaga quase nada da memória. Então, sim, eu provavelmente lembro o que você fez há uns quatro/três anos atrás (eu sei, isso não é a coisa mais saudável do mundo. Não recomendo).

    Eu andei pensando se o tempo realmente pode deixar as pessoas um pouco mais amargas. Pode te fazer mudar radicalmente algumas ideias que você possuía. Acabar, mesmo que aos poucos, com algumas das fantasias que você alimentava quando era mais novo, e tinha certeza que elas poderiam um dia serem reais. E por fim, também te fazer acreditar (muito) menos em tudo e nas pessoas ao seu redor.

    Mas talvez não seja culpa dele. E sim de algumas decepções que você teve; que no fim, eu acho que são muito úteis. Eu sei que é ruim, mas não tenha medo de se decepcionar. De acreditar muito em alguma coisa para depois perceber que ou você era ingênuo demais, ou esqueceu de colocar os seus pés no chão. É bom levar alguns tapas na cara de vez em quando pra voltar à realidade. Depois que isso acontece com muita frequência, começamos a ser mais realistas. Não estou dizendo pessimista. Isso é outra história. É aprender a enxergar as coisas como elas são bem mais rapidamente.

    Eu ando numa fase meio desacreditada com tudo ao meu redor (já comentei isso há um tempo aqui) e acho que é consequência de algumas coisas que sempre fizeram parte da minha personalidade. Eu acreditava em tudo de primeira. Se tinha uma situação que eu sabia que não podia acabar muito bem, eu não ligava; ia lá e apostava tudo, mesmo assim. Mesmo que a minha intuição me alertasse. Mas a gente nunca sabe né? Algumas coisas valem o risco no final. Outras não. Mas eu ainda acredito naquela filosofia que se jogar no desconhecido às vezes pode trazer um bom resultado.

    Vamos aprendendo, aos poucos, que em muitos momentos a sua companhia ideal vai ser você mesmo. E ponto. E que ninguém é obrigado a te entender. E que é bom ser cuidadoso. Eu sei, todo mundo diz que a gente tem que fazer o que der na telha, que temos que apostar em coisas malucas de vez em quando, que se a gente tentar nunca vai saber… Eu sei de tudo isso. E concordo com alguns pontos. Mas a realidade é que é bom ter um pouco de segurança sim.

    É impressionante como os nossos valores podem mudar bastante em alguns meses. Nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo. Olhamos pra trás e pensamos, às vezes: “como eu era bobo.” E eu tenho certeza que daqui a algum tempo podemos nos ver agora e pensar algo semelhante. Mas as experiências são fundamentais pra tudo isso. Todas aquelas situações que te machucaram servem pra algo depois. E te tornam mais resistente também.

    Pela primeira vez, posso afirmar que eu ando aprendendo a levar tudo menos a sério. Principalmente as pessoas. Algumas coisas que os outros dizem, literalmente, entram por um ouvido e saem pelo outro. Tem coisas que a gente ouve e simplesmente não vão afetar a nossa vida.

    Acho que devemos saber nos virar sozinhos, sempre. E isso é algo que eu ando fazendo ainda mais nos últimos tempos. Seja independente. Não deposite nas mãos de ninguém a responsabilidade de qualquer coisa na sua vida. Quer ser feliz? Faça isso por si mesmo. Busque coisas que te tragam felicidade. Quer gostar mais de si mesmo? Então não espere que isso aconteça só quando você estiver em um relacionamento. Tente diminuir as expectativas que você tem pelos outros.

    Lembrando que isso é só um ponto de vista. Se você quer se jogar em todas as coisas sem medo mesmo, viver os seus sentimentos ao máximo e não tem receio (de verdade!) de qualquer decepção ou realidade dura que possa vir (porque a vida nos prega peças) eu apoio. Porque eu já fiz isso muitas vezes. Talvez esse momento que eu esteja vivendo seja apenas uma fase. E ela acabe daqui a um ou dois meses. Não posso prever o futuro.

    Há alguns dias alguém me falou que eu estava diferente. Que eu era uma pessoa bem menos empolgada hoje em dia. E sabe quando a gente não encontra nenhuma explicação? Não sabe muito bem o que anda acontecendo (aliás, ultimamente, eu quase nunca sei o que anda acontecendo). Percebi que eu não preciso ter sempre uma resposta na ponta da língua. Que não preciso saber tudo agora, nesse momento. Nem sempre dá pra entender essa confusão que acontece dentro de todos nós.

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