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  • July 18, 2015
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    Conhecer um lugar novo traz uma das melhores sensações, na minha opinião: aquela que você tem quando descobre que o mundo é muito grande. Surpresa, talvez? Ou ansiedade, ao pensar que o futuro pode nos aguardar coisas que a gente nem espera? Eu não sei dizer exatamente, mas acho que ando deixando para trás uma característica que sempre esteve na minha personalidade: eu nunca gostei de mudanças. Mas já faz uns dois anos que eu percebi o quanto é importante deixar a sua zona de conforto, às vezes arriscar em situações que você não sabe se vão dar certo ou não, e dizer mais “sim” ao invés de “não.”

    Meu primeiro instinto quando surge uma oportunidade que eu não planejei é a negação. O motivo? Eu sempre fui aquela pessoa que vai planejando as coisas na cabeça: detalhe por detalhe. É por isso que eu também sempre criei muitas expectativas (outra coisa que estou conseguindo controlar. Ainda bem!). Confesso que ainda tenho medo de coisas que surgem do nada. De uma situação que eu não esperava, uma viagem que eu não tinha me preparado. Isso acontece até em situações simples; se alguém me chama para ir à algum lugar e eu não tinha pensado em fazer aquilo naquele dia, minha reação imediata é não querer. Mas eu vi que vale muito mais a pena aceitar mais as coisas que fogem do roteiro que você tinha planejado. E arriscar.

    Isso não quer dizer que todos os riscos vão dar certo, é claro. Já mergulhei de cabeça em situações imprevisíveis, achando que tudo iria se acertar, e as coisas se tornaram uma bagunça. Mas tudo que deu errado acabou ajudando a me tornar a pessoa que eu sou hoje: mais experiente. E valeu a pena, mesmo que no momento eu estivesse carregando aquele sentimento de culpa, pensando que eu devia ter ouvido os conselhos que ignorei.

    A rotina faz parte da nossa vida, mas é chato demais viver sempre sabendo tudo o que vai acontecer no seu dia. Ou quase tudo. É mais divertido encarar coisas novas, diferentes, e que talvez você nunca tenha gostado muito, mas que podem não ter nada a ver com o que você imaginava. E te surpreenderem de um modo positivo. Até por quê, não é para isso que serve a vida? Eu não consigo me imaginar fazendo as mesmas coisas sempre. Frio na barriga dá um nervoso horrível, eu sei, mas é meio emocionante ao mesmo tempo.

    Gosto de descobrir uma cidade nova. De conhecer alguém que não tem a ver comigo, mas mesmo assim encontrar algumas coisas em comum. Ouvir uma banda nova, ler um livro de gênero que eu nunca comprei antes.

    Quando faço pequenas ou grandes coisas que me tiram daquele lugar conhecido, que eu já sei tudo, eu noto como é importante tentar conhecer sempre mais. Conhecer outros lugares, viajar. Sair da onde você sempre está, da onde as coisas são daquele jeitinho que você gosta, mas elas nunca vão mudar. Vão estar sempre ali, exatamente iguais. Então, se um dia você quiser voltar, elas estarão lá. Mas por enquanto, eu quero mesmo é conhecer o meu futuro, e explorar o que é desconhecido.

    May 24, 2015
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    Odeio quando não consigo escrever. Quando não consigo me expressar, colocar no papel (ou na pasta do computador) os sentimentos. A raiva, a insegurança, a vontade de sair correndo que de vez em sempre, aparece no meu dia. Ou aquela sensação estranha de que algumas coisas que no passado significavam muito para você, agora simplesmente não tem a menor importância. Parecem algo que saiu do lugar, que não se encaixa mais ali. E de repente, você cresceu sem perceber. E não consegue mais levar nas costas algumas coisas que antes eram tão fácil de serem suportadas.

    É difícil se sentir sozinho. As pessoas mudam, você também. Ainda bem, né? Porque eu não acho que conseguiria continuar sempre seguindo em frente se não acontecessem mudanças dentro de mim; mesmo que elas demorem, às vezes, alguns meses. Ou em outros momentos, apenas semanas.

    Não há sentimento pior que a frustração, eu arrisco dizer. Ou quando você cria teorias pessimistas na sua cabeça só para vê-las se provarem pouco tempo depois. É como se uma voz falasse que as coisas são assim e ponto. E elas não vão mudar. O jeito seria se conformar.

    Se sentir preso pode ser aterrorizante. Na sua própria cidade, no seu bairro. O local mais confortável seria o seu quarto; mas eu sei, melhor do que ninguém, que nada acontece na zona de conforto. Que as coisas permanecem exatamente do jeito que estão quando não nos arriscamos, quando não arranjamos coragem e enfrentamos o mundo.

    Nada parece certo. Ao contrário: tudo parece meio sem rumo. Esperar os dias passarem é sempre muito entediante. Aguardar pelo final de semana, ou pela noite, quando você pode dormir e se desligar de tudo por algumas (poucas) horas.

    É engraçado, porque até alguns meses atrás eu tinha muita certeza das coisas que queria, e fazia mil esforços para alcançá-las. Até a gente conseguir o que quer e perceber que aquilo que tanto desejávamos não passava de uma ilusão da nossa cabeça, de uma fantasia criada por nós mesmos. A realidade é sempre mais dura. E eu sempre tive essa mania de romantizar tudo, criar uma versão mais especial das pessoas. Até conhecê-las de verdade e perceber como podemos ser ingênuos e bobos de vez em quando.

    E a realidade me chamou de verdade dessa vez. Me deu um pontapé para me mostrar que grande parte das coisas não são nada como a gente imagina. Continuo distraída, mas não escapo mais de tudo tão rapidamente como antes.

    É desconfortável perceber que cada vez mais, você não acha nenhum lugar do qual realmente pertença. Mas eu me prendo ao futuro. Ao fato de que talvez um dia eu possa buscar as coisas que eu desejo, ter chances de viajar, conhecer muitas pessoas, viver experiências.

    Enfrento tudo de boca calada. Sempre fui assim. E é por isso que eu prefiro escrever, ao invés de falar. Mas guardo tanta coisa dentro de mim que uma hora, elas vão explodir. Não tenho mais paciência para falta de honestidade e companheirismo. Acho que minha tolerância com sacanagem acabou, sabe? E eu sempre fui uma pessoa paciente. Compreensiva até dizer chega. Até entender que, se você releva tudo, as pessoas irão continuar te decepcionando.

    Confesso que eu não tenho ideia de onde os meus caminhos vão me levar. Só quero me sentir um pouco menos perdida.

    May 7, 2015
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    Eu sou uma pessoa muito observadora. Tenho esse costume de prestar a atenção no comportamento dos outros, nas manias, e sempre vejo os detalhes em praticamente tudo. Às vezes, não sei se isso é bom ou ruim (é mais uma característica que me faz ser muito avoada no dia-dia, e acabo me esquecendo do mundo real de vez em quando).

    Mas ultimamente, o que eu mais tenho notado – e acho que outras pessoas também, provavelmente – é como o ser humano está ficando cada vez mais egoísta. Eu sei, na sociedade em que vivemos somos ensinados a ser sempre individualistas, afinal, vivemos no capitalismo. Pensamos no futuro, em executar nossa rotina todos os dias e depois voltar para casa, dormir, e na manhã seguinte começar tudo de novo. Todos nós temos problemas, e tem dias que eles não são poucos, então não é a coisa mais simples do mundo deixar um pouco isso de lado e prestar mais atenção nos outros.

    Porém, existem momentos em que isso é necessário. Todo mundo conhece algumas pessoas que tem certeza que o mundo gira em torno delas; em algum momento da vida, todos nós já fomos assim. Quando eu tinha uns treze, eu tinha certeza que o mundo estava conspirando contra mim. E não, isso não acontece só quando você tem essa idade; pode ser aos 10, 20 aos 30 anos.

    Mas uma hora o ser humano cresce. E eu não sei se isso já aconteceu com você, mas se ainda não, provavelmente ainda vai, pelo menos alguma vez. Você vai ter que enfrentar experiências difíceis, vai ter dúvidas consigo mesmo e vai precisar de verdade amadurecer, nem que o mundo ao seu redor acabe te obrigando. E vai ser nesse momento que você vai notar que todas as outras milhares de pessoas que estão ai também tem inseguranças enormes. Tem medos, defeitos e que ninguém sabe com certeza absoluta o que fará nos próximos cinco anos.

    E que não é tão complicado assim tentar compreender o outro. Tentar ajudar às pessoas, sem julgar tudo e todos instantaneamente. É meio triste notar isso, mas todo mundo tem a sua opinião pronta para jogar na cara dos outros. Sem pensar, nem por dois segundos, se eles vão se machucar ou não com isso.

    Olha ai, te trago uma novidade: não é só você que tem sentimentos. Não é só você que se magoa e não quer sair da cama em alguns dias. O seu melhor amigo, os seus pais, e aquela pessoa que você não conhece muito bem, também passam por isso.

    Às vezes é bom fazer esse exercício de tentar se colocar no lugar dos outros. Uma coisa que quase ninguém faz hoje em dia. Nunca tentamos ver o outro lado da história, só o nosso. Só levamos nossa vontade em conta; ignoramos a dos outros. Pode ser uma fase que o ser humano passa ao longo da vida, mas não dá pra achar que o sofrimento do outro nunca é válido.

    Não dá pra saber o que uma pessoa sente de verdade, se você não for ela. Tentamos entender, mas é complicado. Quando nos decepcionamos e parece que tudo sai do lugar, temos a sensação de que não tem ninguém no mundo que compreenda isso. E talvez não tenha mesmo alguém que tenha sentido algo semelhante, mas com certeza, outra pessoa também já passou por isso.

    O que eu estou tentando dizer é que eu sinto que nós precisamos tentar entender melhor as pessoas. Tentar ser mais compreensivo, sabe? Todo mundo sente falta de uma pessoa assim em alguns momentos; alguém que realmente tente te entender, e não só questione, coloque mais dúvidas na sua cabeça, ache que você só está sempre dramatizando tudo.

    E por mais que a gente espere que não, ainda vamos encontrar por ai muitas pessoas que são extremamente frias. E quando eu digo frio, não quero dizer aquela pessoa que não se apaixona, que não se apega aos outros, que não demonstra tanto empolgação. Eu quero dizer o tipo de pessoa que simplesmente não liga para os sentimentos dos outros. Que é totalmente alheio à isso. Ela não se importa se vai te machucar ou não, se os outros tem problemas e precisam de ajuda, de uma mão. Elas apenas ignoram.

    E não dá para fugir disso; mas cabe a nós tentar fazer alguma coisa diferente. Tentar ajudar, pensar por alguns minutos em como seria ruim se você estivesse naquela situação, ou precisasse de ajuda e ninguém te desse uma mão.

    Compaixão. É isso que as pessoas precisam ter mais.

    May 3, 2015
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    Eu cansei de me sentir sozinha. Não de estar sozinha. São coisas muito diferentes, dependendo do seu ponto de vista. Eu sei gostar da minha própria companhia; aliás, sou boa nisso, e sei que muitas pessoas não conseguem ficar um tempo sem outros ao seu lado. Eu até prefiro, às vezes, fazer meus compromissos e minhas coisas favoritas sem ninguém por perto. Depois que conquistei a minha independência – que pode ser pequena, por enquanto, mas já é algo grande para quem, até um ano atrás, não conseguia enfrentar nada sem apoio – percebi que podemos fazer milhares de coisas sem precisar que os outros estejam te acompanhando.

    É óbvio que é bom ter alguém ali para você segurar a mão quando for precisar, mas não é sempre que isso acontece. Quando você cresce, isso se torna algo raro. E é legal saber que você tem coragem e liberdade para tomar decisões e enfrentar o que antes achava ser impossível, de maneira totalmente só.

    Não que isso não exija uma dose enorme de confiança que pode durar só alguns segundos, mas que em alguma situações é o suficiente para que você faça o que realmente quer. E isso também não significa que a nossa mente não crie mil versões assustadoras do que pode acontecer; um problema que os ansiosos sempre são obrigados a enfrentar.

    A solidão (segundo o próprio dicionário online, “estado de quem está só, retirado do mundo; isolamento: os encantos da solidão) vai te cansando aos poucos. Ou vai deixando as coisas mais cinzas. Sem graça. É que, com o tempo, você sente falta de companheirismo. De poder sentir que realmente pode contar mais com as pessoas, confessar medos, falar sobre o mundo, falar sobre tudo, suas vontades. Não, não estou dizendo que eu quero ficar falando sobre mim mesma por 30 minutos seguidos para alguém. É só que de vez em quando, faz falta não poder compartilhar algumas coisas.

    A gente vai se refugindo aos poucos. Sem perceber muito. E de repente, o seu quarto parece o lugar mais confortável do mundo no Sábado a noite. E acredite, não dá nenhuma vontade de sair de lá. É meio agoniante esse sentimento de se sentir fora do contexto. Você tenta ir se encaixando em alguns lugares pelo caminho, mas não consegue.

    Acredito que eu não sou a única que tem aquela sensação de que quer enfrentar o mundo mas ao mesmo tempo, quando está fora de casa, quer voltar desesperadamente para lá.

    Ou talvez seja só a acomodação, a zona-de-conforto. Eu não sou muito fã de lugares do qual eu já conheço e sei tudo; que eu sei que quase nada vai me surpreender mais. E é exatamente onde eu estou agora.

    Tem dias que você quer ir ao cinema acompanhado, quer falar sobre suas bandas favoritas, quer poder saber que é só surgir com alguma proposta aleatória em um final de semana para alguém que essa pessoa vai topar na hora, quer respostas imediatas no celular quando você só quer conversar sobre o nada.

    É muito possível, sim, fazer algumas coisas por ai sem precisar dos outros. Mas, vou confessar que nas últimas semanas pareceu mais difícil. Pareceu mais solitário enfrentar as coisas sozinha. E lidar com tudo, guardar coisas amargas para si mesmo. E não poder contá-las a ninguém, a não ser para você mesmo.

    April 16, 2015
    postado por

    Ilustração via WeHeartIt

    Sabe aqueles dias em que você acorda sem saber muito o que esperar de tudo? Mas já sabe exatamente como vai ser a sua rotina. Levantar. Ônibus. Escola. Estudar. Música. E vai dormir à noite e tudo recomeça de novo. Um ciclo exatamente igual; de vez em quando, uma coisa ou outra surpreendente acontece. Mas é raro, vale dizer. As surpresas são poucas. Você vive pensando no futuro, ansiando por ele. Desejando que algo especial aconteça. Porque vamos confessar, é meio desanimador a mesmice.

    Eu sempre disse que tenho medo de mudanças. Mas acho que no fundo, comecei a gostar muito delas. Gosto da empolgação, do frio (absurdo) que eu sinto na barriga quando algo novo vai acontecer. E aprendi a enfrentar muitas situações sozinha; e isso é algo do qual eu me orgulho. No passado, eu sempre precisava de uma mão para me ajudar, encarar às coisas. E agora não. Eu consigo ir para lugares inesperados, sem que outra pessoa tenha que me apoiar para eu não surtar. É a coisa mais fácil do mundo? Não. Especialmente porque eu sou muito ansiosa, mas isso só nos faz crescer.

    Por isso, quando nada de desafiador acontece, eu fico meio sem saber o que fazer. Gosto de planejar e esperar por algumas coisas que vão acontecer. E descobri também que no futuro quero conhecer muitos lugares novos. Não há nada melhor do que conhecer coisas diferentes, que sejam legais, e tenham a ver com você. Eu tenho é pânico de viver a minha vida inteira no mesmo lugar, e tendo como alegria um shopping no final de semana pra sempre. Ok, eu só tenho 16, mas sim, os anos passam muito rápido. Não dá para esperar demais, sabe?

    Até porquê, as pessoas sempre te pressionam enquanto você cresce. Para entrar na faculdade, para arrumar um emprego, decidir o que quer fazer da vida, namorar, dentre outras coisas que você não percebe porque já acha normal. Mas repare: as pessoas sugerem, mesmo que de modo discreto, que é isso que você tem que fazer da vida. E ponto. Mas, cadê a liberdade nisso tudo? A vontade de sair um pouco do caminho de sempre?

    Parece que todos os detalhes tem que estar no papel. E você tem que segui-los à risca. E eu nunca gostei que outras pessoas mandassem em mim. Costumo dizer que eu penso grande. E sim, é verdade. Eu penso mesmo! Sonho, crio objetivos. Mas eu não quero ficar só imaginando eles. Pretendo fazer todas essas coisas acontecerem; morar fora, conhecer gente nova e surpreendente, ir em mais shows, me divertir. Um dos meus pensamentos é esse: às vezes, o dia-dia é sempre meio tedioso. E eu sou obrigada a fazer tudo igual sempre.

    Então, quando eu for independente financeiramente, quando poder me virar, quero me divertir demais. Em todos os momentos. E me arriscar no desconhecido, porque é o que vale a pena. Mas nada disso é super simples de fazer. E não tem nada, nada nessa vida que seja extremamente fácil (só ficar sentado no computador mesmo).

    E um dia, quando a gente parar para pensar, vamos estar em um estágio bem mais avançado da vida. Acredite, nem tudo passa dão devagar assim. Eu não quero me arrepender de não ter feito coisas por medo. Só quero me lembrar que sim, eu me joguei, mas pode ter valido a pena (ou não) no final. Mas é aquela história: tem que tentar pra saber, né?

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