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    Livros que eu li na faculdade #1

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  • Arte: Henn Kim @henn_kim
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  • Agosto 9, 2015
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    “A minha ansiedade não me define.”

    Ilustração de autoria de Ambivalently Yours.

    Confesso, eu queria muito saber a resposta da pergunta que dá título a esse post. Eu sempre fui uma pessoa ansiosa, desde criança. Não era só o primeiro dia de aula ou o passeio da escola que me deixavam sem dormir; coisas meio clichês para todo mundo no ensino fundamental. Mas sim outras situações relativamente normais, como ir à algum lugar aleatório, ir na casa de um amigo, e quando fui crescendo só ficou pior. O que é compreensível, porque aos 13 e 14 anos você tem aquela sensação de que os seus problemas são gigantes, e que se eles não forem resolvidos, sua vida não vai ter solução nunca mais (ok, ou talvez eu era extremamente dramática, porém melhorei nesse aspecto) Eu era mais emotiva no passado, mas com o tempo fui ficando mais racional. Aprendi a tentar “controlar” mais as coisas, com muito treino, é claro. Não foi nada fácil.

    Mas tem épocas do ano em que a ansiedade volta a bater. Eu sempre tive uma característica forte de imaginar as situações na minha cabeça, querer planejar tudo, e sempre esperar, aguardar, e inventar mil coisas que poderiam acontecer. Na maioria das vezes, elas não se concretizavam. Eu sou meio pessimista, então sempre criava uma situação ruim que eu achava que aconteceria. Resultado? Mais ansiedade, nervosismo, o que resultava em situações chatas.

    A ansiedade se manifesta de maneiras diferentes para muitas pessoas. Algumas não conseguem se expressar direito, outras acabam com dores físicas (meu caso) como dor de cabeça, ou sei lá, ficam paralisadas. Sem saber o que dizer. E é bem complicado aprender a contornar a situação, a confiar em você (por quê quase tudo está muito ligado à insegurança que sentimos), a tentar entender essa sensação que quando nos invade, parece muito complicado de superar. Cada um tem a sua própria maneira de tentar enfrentar isso.

    Eu acredito que a ansiedade pode ser dividida em boa e ruim. Quando eu estou esperando um acontecimento legal, algo que eu sei que vai ser positivo (como por exemplo, o show que eu fui) eu encaro as coisas com uma positividade bem maior. Ou seja, tem aquele frio na barriga, mas ele não é ruim: pode trazer uma felicidade junto, uma expectativa, de algo que você sabe que vai valer a pena. Agora, quando é uma situação que você já não está encarando com bons olhos… Como por exemplo, vestibular. Minha ansiedade anda a mil. O motivo? O último ano da escola já me cansou muito, o Enem tá chegando, eu preciso passar, e mais outras milhares de questões que ficam batendo na nossa cabeça o dia inteiro, e nos atormentando.

    Muito disso tem relação do lugar em que estamos. Se eu estou confortável com a situação, com as pessoas, com o local, a ansiedade pode até estar ali, mas ela não se manifesta de um jeito que me atrapalhe. Mas quando você está insatisfeito com muitas variáveis, é quase impossível fugir dela. E é fato: se você é ansioso (a) como eu, não dá para fingir que a ansiedade não existe. Ela vai aparecer, uma hora ou outra. E se você, como eu, às vezes não sabe como agir, talvez o primeiro passo para melhorá-la seja começar a falar dela. E é fundamental estar ao lado de pessoas que te ajudem. Às vezes nós achamos que os problemas de todo mundo são bobos, e estar ao lado de quem não tenta te entender nem um pouco, só deixa tudo pior.

    Eu já descobri os motivos que me deixam ansiosa. Normalmente, eles não variam. Se passam anos, e continuam quase os mesmos. Mas daqui a algum tempo o cenário pode mudar, mas as razões não. Por isso é importante tentar enxergá-las, saber quais são. Eu já compreendi que fugir não adianta nada (por mais que em momentos de extremo nervosismo, isso seja o que a gente mais quer fazer. Sair correndo mesmo). E sempre vai ter alguma coisa na vida que vai tentar nos desestabilizar. Eu já fiz a primeira ação que precisava para tentar resolver esse problema: escrever sobre ele, para que nem tudo exista só na minha cabeça.

    Agosto 3, 2015
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    Queria falar com vocês sobre um assunto que muitas pessoas não conhecem. Se você é uma delas, a chance para se informar é agora! Apropriação Cultural, segundo o nosso amigo Wikipedia:

    Apropriação cultural é a adoção de alguns elementos específicos de uma cultura por um grupo cultural diferente. Ela descreve aculturação ou assimilação, mas pode implicar uma visão negativa em relação a aculturação de uma cultura minoritária por uma cultura dominante. Ela pode incluir a introdução de formas de vestir ou adorno pessoal, música e arte, religião, língua, ou comportamento social.

    Apropriação Cultural seria o ato, por exemplo, de usar roupas específicas e com um significado mais complexo por trás delas, e torná-las uma tendência, uma “moda passageira”, ou até mesmo fantasias de Halloween ou Carnaval (como tentar imitar a cultura indiana, árabe, indígena, e que são chamadas de “exóticas” apenas porque não participam do modelo estereotipado, de cultura branca e norte-americana, que é nos imposto hoje). Usar ideias ou tradições de outra cultura e se apossar dela, como se fossem suas.

    Esse tema tem aparecido ainda mais na mídia nos últimos anos, pois podemos ver exemplos claros de apropriação cultural sendo praticadas por celebridades. A Zendaya Coleman, neste ano, usou dreads no red carpet do Oscar; isso faz parte da cultura dela. Porém, a apresentadora do programa Fashion Police da E!, disse que o cabelo dela estaria cheirando à maconha (???) ou patchouli. Por outro lado, quando Kylie Jenner usou dreads para a capa da Teen Vogue e usou penteados da cultura negra, ela não foi criticada. A maioria das publicações disse que ela estava lançando uma tendência. Mas pera aí… isso já é algo que as mulheres negras fazem há muito tempo. Então por quê elas não foram admiradas antes por isso? O fato é que quando uma garota branca usou esse penteado, ela foi chamada de “cool” e “edgy.” Mas quando Zendaya o usou, ela foi criticada.

    O vídeo que a Amandla Stenberg publicou no Youtube há alguns meses vai fazer vocês entenderem melhor sobre o assunto. Amandla é uma atriz (ela interpretou a Rue em Hunger Games) e ativista. Ela tem 16 anos e sempre fala nas suas redes sociais sobre movimentos e causas importantes.

    Quer aprender mais? Esses links vão te ajudar!
    Revista Capitolina
    Lugar de Mulher
    Blogueiras Negras

    Julho 18, 2015
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    Conhecer um lugar novo traz uma das melhores sensações, na minha opinião: aquela que você tem quando descobre que o mundo é muito grande. Surpresa, talvez? Ou ansiedade, ao pensar que o futuro pode nos aguardar coisas que a gente nem espera? Eu não sei dizer exatamente, mas acho que ando deixando para trás uma característica que sempre esteve na minha personalidade: eu nunca gostei de mudanças. Mas já faz uns dois anos que eu percebi o quanto é importante deixar a sua zona de conforto, às vezes arriscar em situações que você não sabe se vão dar certo ou não, e dizer mais “sim” ao invés de “não.”

    Meu primeiro instinto quando surge uma oportunidade que eu não planejei é a negação. O motivo? Eu sempre fui aquela pessoa que vai planejando as coisas na cabeça: detalhe por detalhe. É por isso que eu também sempre criei muitas expectativas (outra coisa que estou conseguindo controlar. Ainda bem!). Confesso que ainda tenho medo de coisas que surgem do nada. De uma situação que eu não esperava, uma viagem que eu não tinha me preparado. Isso acontece até em situações simples; se alguém me chama para ir à algum lugar e eu não tinha pensado em fazer aquilo naquele dia, minha reação imediata é não querer. Mas eu vi que vale muito mais a pena aceitar mais as coisas que fogem do roteiro que você tinha planejado. E arriscar.

    Isso não quer dizer que todos os riscos vão dar certo, é claro. Já mergulhei de cabeça em situações imprevisíveis, achando que tudo iria se acertar, e as coisas se tornaram uma bagunça. Mas tudo que deu errado acabou ajudando a me tornar a pessoa que eu sou hoje: mais experiente. E valeu a pena, mesmo que no momento eu estivesse carregando aquele sentimento de culpa, pensando que eu devia ter ouvido os conselhos que ignorei.

    A rotina faz parte da nossa vida, mas é chato demais viver sempre sabendo tudo o que vai acontecer no seu dia. Ou quase tudo. É mais divertido encarar coisas novas, diferentes, e que talvez você nunca tenha gostado muito, mas que podem não ter nada a ver com o que você imaginava. E te surpreenderem de um modo positivo. Até por quê, não é para isso que serve a vida? Eu não consigo me imaginar fazendo as mesmas coisas sempre. Frio na barriga dá um nervoso horrível, eu sei, mas é meio emocionante ao mesmo tempo.

    Gosto de descobrir uma cidade nova. De conhecer alguém que não tem a ver comigo, mas mesmo assim encontrar algumas coisas em comum. Ouvir uma banda nova, ler um livro de gênero que eu nunca comprei antes.

    Quando faço pequenas ou grandes coisas que me tiram daquele lugar conhecido, que eu já sei tudo, eu noto como é importante tentar conhecer sempre mais. Conhecer outros lugares, viajar. Sair da onde você sempre está, da onde as coisas são daquele jeitinho que você gosta, mas elas nunca vão mudar. Vão estar sempre ali, exatamente iguais. Então, se um dia você quiser voltar, elas estarão lá. Mas por enquanto, eu quero mesmo é conhecer o meu futuro, e explorar o que é desconhecido.

    Março 9, 2015
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    Como vocês já sabem, no dia 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher. É uma data comemorativa pra celebrar o sexo feminino falei o óbvio e também quando somos obrigados a ler na internet frases do tipo: “feliz dia para pra quem passa 3 horas se arrumando”, “feliz dia da mulher, para quem é mulher de verdade”. Essa última é a pior. Da vontade de chegar e perguntar: amigo, mas o que afinal você acha que é ‘mulher de verdade’?

    Na minha opinião o mais legal de ver esse ano, foi a força do feminismo ainda maior em todas as redes sociais, nas ruas (em Portugal rolou um protesto, já que o país é um dos que mais possui desigualdade salarial entre homens e mulheres) e muitas pessoas falando do tema, e finalmente entendendo o que ele significa. Eu não queria deixar esse dia passar em branco de jeito nenhum, e hoje trago uma ideia que está entre uma das várias vertentes do feminismo: o famoso “apoie as irmãs!”.

    Ilustração postada no Tumblr

    Vou dar uma explicação rápida dessa ilustração: nela, vemos duas garotas. Uma que se veste de modo mais básico e a outra é girlie. Em um dos lados está escrito: “Boa música”, “Eu gosto das minhas roupas”, “Eu tenho sentimentos” e “Eu quero ser respeitada.” E no outro, exatamente a mesma coisa, mas mudando o pronome eu para ela. O que isso significa? Que as duas garotas, que tem estilos pessoais diferentes, devem ser tratadas de forma igual. E que não rola uma garota ter preconceito com a outra. Para ser feminista, você não precisa ser de um determinado jeito. Você pode amar make, ao mesmo tempo que pode preferir sair com a cara limpa. Pode amar o seu tênis, e ao mesmo tempo nunca abandonar o salto. Ou a calça jeans comprida, ou a saia. Você pode ser o que quiser e usar o que quiser na hora que bem entender. E ninguém vai te julgar; é exatamente por isso que as mulheres tem que se apoiar.

    Quando eu tinha 13/14 anos, eu estava numa época da vida em que a maioria das pessoas ao meu redor começou a namorar, a ficar, enfim, a entrar em relacionamentos. E eu me lembro de quantas vezes ouvi dos outros que homem “não queria garota que ficava com muitos.” Eu vivia com o rosto nos livros (essa foi uma das épocas em que eu mais lia) e me falavam que eu deveria me orgulhar que eu preferia ficar lendo do que sair ou namorar. E eu ouvi tanto essas frases prontas que aquilo entrou na minha cabeça; é difícil romper conceitos que criamos quando ainda somos novos, que os outros nos ensinam, que a sociedade nos diz. E eu acreditei naquilo.

    Até crescer, chegar aos meus 16 anos e perceber que aquela foi uma das piores besteiras que alguém já me disse na vida. Primeiro, porque ler livros ao invés de namorar não me tornava melhor do que nenhuma outra garota. Assim como aquela que já estava tendo experiências amorosas também não era superior à mim. Nós éramos iguais. E não precisávamos competir, não precisávamos entrar em conflito. O tempo todo, tentam incentivar a competição feminina. Querem que a gente veja umas às outras como rivais. É por isso que te dizem durante a infância que “amizade de mulher não é sincera igual à de homem”. Ou seja, antes mesmo de você aprender a desenvolver suas próprias opiniões, já tem alguém tentando te fazer acreditar que você não deve confiar na sua amiga, na sua prima, na sua irmã. Esses conceitos ridículos infelizmente ganharam popularidade e muitas garotas podem já ter acredito nisso alguma vez na vida. Mas é um momento lindo, eu garanto, quando você descobre o feminismo e destrói todos esses conceitos dentro de si pra sempre.

    É claro que a desconstrução de algumas ideias não acontecem do dia para a noite. Pode levar um tempo, mas quando você compreender que nós mulheres não precisamos ser rivais em nenhum momento da nossa vida, e sim confidentes, amigas, companheiras, parece que o mundo vai ganhar um sentido diferente. E acredite, se cada uma de nós se esforçar todo os dias para ver o que há de melhor na outra (não deixe ninguém te convencer que todo mundo é “inimiga, “recalcada”, “invejosa” dentre outros adjetivos blé) todas nós vamos ficar mais fortes, por que estaremos juntas.

    Tente o exercício de sempre ver algo de legal na outra. Seja uma roupa, um traço da personalidade, o cabelo, uma característica. Não veja alguém e olhe imediatamente para os defeitos da pessoa. Tente quebrar aquele julgamento instantâneo do qual estamos acostumados à fazer. Vamos quebrar essas barreiras. Durante essa jornada, você provavelmente vai encontrar alguma garota que não conhece muito bem o feminismo, que talvez não o entenda (ainda!) mas lembre-se: ninguém “nasce” pronto. É bem complicado acabar com alguns “valores” que colocaram na nossa cabeça, desde sempre. Eu admito que ainda acho dificuldades às vezes; mas não desisto, nunca! Então, se você tiver alguma conhecida que ainda não tenha sido apresentada à todas essas ideias, mostre pra ela. Tome essa iniciativa!

    Março 1, 2015
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    Algumas pessoas dizem que o tempo pode curar muita coisa. Eu não acho que ele seja milagroso. As suas decepções não vão sumir em questão de meses. Na verdade, eu sinceramente acho que o que mais contribui pra que a gente supere alguma coisa é a nossa força de vontade, no final das contas. Também é nossa decisão se quisermos guardar mágoas. Eu confesso que sou daquelas pessoas que não apaga quase nada da memória. Então, sim, eu provavelmente lembro o que você fez há uns quatro/três anos atrás (eu sei, isso não é a coisa mais saudável do mundo. Não recomendo).

    Eu andei pensando se o tempo realmente pode deixar as pessoas um pouco mais amargas. Pode te fazer mudar radicalmente algumas ideias que você possuía. Acabar, mesmo que aos poucos, com algumas das fantasias que você alimentava quando era mais novo, e tinha certeza que elas poderiam um dia serem reais. E por fim, também te fazer acreditar (muito) menos em tudo e nas pessoas ao seu redor.

    Mas talvez não seja culpa dele. E sim de algumas decepções que você teve; que no fim, eu acho que são muito úteis. Eu sei que é ruim, mas não tenha medo de se decepcionar. De acreditar muito em alguma coisa para depois perceber que ou você era ingênuo demais, ou esqueceu de colocar os seus pés no chão. É bom levar alguns tapas na cara de vez em quando pra voltar à realidade. Depois que isso acontece com muita frequência, começamos a ser mais realistas. Não estou dizendo pessimista. Isso é outra história. É aprender a enxergar as coisas como elas são bem mais rapidamente.

    Eu ando numa fase meio desacreditada com tudo ao meu redor (já comentei isso há um tempo aqui) e acho que é consequência de algumas coisas que sempre fizeram parte da minha personalidade. Eu acreditava em tudo de primeira. Se tinha uma situação que eu sabia que não podia acabar muito bem, eu não ligava; ia lá e apostava tudo, mesmo assim. Mesmo que a minha intuição me alertasse. Mas a gente nunca sabe né? Algumas coisas valem o risco no final. Outras não. Mas eu ainda acredito naquela filosofia que se jogar no desconhecido às vezes pode trazer um bom resultado.

    Vamos aprendendo, aos poucos, que em muitos momentos a sua companhia ideal vai ser você mesmo. E ponto. E que ninguém é obrigado a te entender. E que é bom ser cuidadoso. Eu sei, todo mundo diz que a gente tem que fazer o que der na telha, que temos que apostar em coisas malucas de vez em quando, que se a gente tentar nunca vai saber… Eu sei de tudo isso. E concordo com alguns pontos. Mas a realidade é que é bom ter um pouco de segurança sim.

    É impressionante como os nossos valores podem mudar bastante em alguns meses. Nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo. Olhamos pra trás e pensamos, às vezes: “como eu era bobo.” E eu tenho certeza que daqui a algum tempo podemos nos ver agora e pensar algo semelhante. Mas as experiências são fundamentais pra tudo isso. Todas aquelas situações que te machucaram servem pra algo depois. E te tornam mais resistente também.

    Pela primeira vez, posso afirmar que eu ando aprendendo a levar tudo menos a sério. Principalmente as pessoas. Algumas coisas que os outros dizem, literalmente, entram por um ouvido e saem pelo outro. Tem coisas que a gente ouve e simplesmente não vão afetar a nossa vida.

    Acho que devemos saber nos virar sozinhos, sempre. E isso é algo que eu ando fazendo ainda mais nos últimos tempos. Seja independente. Não deposite nas mãos de ninguém a responsabilidade de qualquer coisa na sua vida. Quer ser feliz? Faça isso por si mesmo. Busque coisas que te tragam felicidade. Quer gostar mais de si mesmo? Então não espere que isso aconteça só quando você estiver em um relacionamento. Tente diminuir as expectativas que você tem pelos outros.

    Lembrando que isso é só um ponto de vista. Se você quer se jogar em todas as coisas sem medo mesmo, viver os seus sentimentos ao máximo e não tem receio (de verdade!) de qualquer decepção ou realidade dura que possa vir (porque a vida nos prega peças) eu apoio. Porque eu já fiz isso muitas vezes. Talvez esse momento que eu esteja vivendo seja apenas uma fase. E ela acabe daqui a um ou dois meses. Não posso prever o futuro.

    Há alguns dias alguém me falou que eu estava diferente. Que eu era uma pessoa bem menos empolgada hoje em dia. E sabe quando a gente não encontra nenhuma explicação? Não sabe muito bem o que anda acontecendo (aliás, ultimamente, eu quase nunca sei o que anda acontecendo). Percebi que eu não preciso ter sempre uma resposta na ponta da língua. Que não preciso saber tudo agora, nesse momento. Nem sempre dá pra entender essa confusão que acontece dentro de todos nós.

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