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  • Março 9, 2015
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    Como vocês já sabem, no dia 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher. É uma data comemorativa pra celebrar o sexo feminino falei o óbvio e também quando somos obrigados a ler na internet frases do tipo: “feliz dia para pra quem passa 3 horas se arrumando”, “feliz dia da mulher, para quem é mulher de verdade”. Essa última é a pior. Da vontade de chegar e perguntar: amigo, mas o que afinal você acha que é ‘mulher de verdade’?

    Na minha opinião o mais legal de ver esse ano, foi a força do feminismo ainda maior em todas as redes sociais, nas ruas (em Portugal rolou um protesto, já que o país é um dos que mais possui desigualdade salarial entre homens e mulheres) e muitas pessoas falando do tema, e finalmente entendendo o que ele significa. Eu não queria deixar esse dia passar em branco de jeito nenhum, e hoje trago uma ideia que está entre uma das várias vertentes do feminismo: o famoso “apoie as irmãs!”.

    Ilustração postada no Tumblr

    Vou dar uma explicação rápida dessa ilustração: nela, vemos duas garotas. Uma que se veste de modo mais básico e a outra é girlie. Em um dos lados está escrito: “Boa música”, “Eu gosto das minhas roupas”, “Eu tenho sentimentos” e “Eu quero ser respeitada.” E no outro, exatamente a mesma coisa, mas mudando o pronome eu para ela. O que isso significa? Que as duas garotas, que tem estilos pessoais diferentes, devem ser tratadas de forma igual. E que não rola uma garota ter preconceito com a outra. Para ser feminista, você não precisa ser de um determinado jeito. Você pode amar make, ao mesmo tempo que pode preferir sair com a cara limpa. Pode amar o seu tênis, e ao mesmo tempo nunca abandonar o salto. Ou a calça jeans comprida, ou a saia. Você pode ser o que quiser e usar o que quiser na hora que bem entender. E ninguém vai te julgar; é exatamente por isso que as mulheres tem que se apoiar.

    Quando eu tinha 13/14 anos, eu estava numa época da vida em que a maioria das pessoas ao meu redor começou a namorar, a ficar, enfim, a entrar em relacionamentos. E eu me lembro de quantas vezes ouvi dos outros que homem “não queria garota que ficava com muitos.” Eu vivia com o rosto nos livros (essa foi uma das épocas em que eu mais lia) e me falavam que eu deveria me orgulhar que eu preferia ficar lendo do que sair ou namorar. E eu ouvi tanto essas frases prontas que aquilo entrou na minha cabeça; é difícil romper conceitos que criamos quando ainda somos novos, que os outros nos ensinam, que a sociedade nos diz. E eu acreditei naquilo.

    Até crescer, chegar aos meus 16 anos e perceber que aquela foi uma das piores besteiras que alguém já me disse na vida. Primeiro, porque ler livros ao invés de namorar não me tornava melhor do que nenhuma outra garota. Assim como aquela que já estava tendo experiências amorosas também não era superior à mim. Nós éramos iguais. E não precisávamos competir, não precisávamos entrar em conflito. O tempo todo, tentam incentivar a competição feminina. Querem que a gente veja umas às outras como rivais. É por isso que te dizem durante a infância que “amizade de mulher não é sincera igual à de homem”. Ou seja, antes mesmo de você aprender a desenvolver suas próprias opiniões, já tem alguém tentando te fazer acreditar que você não deve confiar na sua amiga, na sua prima, na sua irmã. Esses conceitos ridículos infelizmente ganharam popularidade e muitas garotas podem já ter acredito nisso alguma vez na vida. Mas é um momento lindo, eu garanto, quando você descobre o feminismo e destrói todos esses conceitos dentro de si pra sempre.

    É claro que a desconstrução de algumas ideias não acontecem do dia para a noite. Pode levar um tempo, mas quando você compreender que nós mulheres não precisamos ser rivais em nenhum momento da nossa vida, e sim confidentes, amigas, companheiras, parece que o mundo vai ganhar um sentido diferente. E acredite, se cada uma de nós se esforçar todo os dias para ver o que há de melhor na outra (não deixe ninguém te convencer que todo mundo é “inimiga, “recalcada”, “invejosa” dentre outros adjetivos blé) todas nós vamos ficar mais fortes, por que estaremos juntas.

    Tente o exercício de sempre ver algo de legal na outra. Seja uma roupa, um traço da personalidade, o cabelo, uma característica. Não veja alguém e olhe imediatamente para os defeitos da pessoa. Tente quebrar aquele julgamento instantâneo do qual estamos acostumados à fazer. Vamos quebrar essas barreiras. Durante essa jornada, você provavelmente vai encontrar alguma garota que não conhece muito bem o feminismo, que talvez não o entenda (ainda!) mas lembre-se: ninguém “nasce” pronto. É bem complicado acabar com alguns “valores” que colocaram na nossa cabeça, desde sempre. Eu admito que ainda acho dificuldades às vezes; mas não desisto, nunca! Então, se você tiver alguma conhecida que ainda não tenha sido apresentada à todas essas ideias, mostre pra ela. Tome essa iniciativa!

    Março 1, 2015
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    Algumas pessoas dizem que o tempo pode curar muita coisa. Eu não acho que ele seja milagroso. As suas decepções não vão sumir em questão de meses. Na verdade, eu sinceramente acho que o que mais contribui pra que a gente supere alguma coisa é a nossa força de vontade, no final das contas. Também é nossa decisão se quisermos guardar mágoas. Eu confesso que sou daquelas pessoas que não apaga quase nada da memória. Então, sim, eu provavelmente lembro o que você fez há uns quatro/três anos atrás (eu sei, isso não é a coisa mais saudável do mundo. Não recomendo).

    Eu andei pensando se o tempo realmente pode deixar as pessoas um pouco mais amargas. Pode te fazer mudar radicalmente algumas ideias que você possuía. Acabar, mesmo que aos poucos, com algumas das fantasias que você alimentava quando era mais novo, e tinha certeza que elas poderiam um dia serem reais. E por fim, também te fazer acreditar (muito) menos em tudo e nas pessoas ao seu redor.

    Mas talvez não seja culpa dele. E sim de algumas decepções que você teve; que no fim, eu acho que são muito úteis. Eu sei que é ruim, mas não tenha medo de se decepcionar. De acreditar muito em alguma coisa para depois perceber que ou você era ingênuo demais, ou esqueceu de colocar os seus pés no chão. É bom levar alguns tapas na cara de vez em quando pra voltar à realidade. Depois que isso acontece com muita frequência, começamos a ser mais realistas. Não estou dizendo pessimista. Isso é outra história. É aprender a enxergar as coisas como elas são bem mais rapidamente.

    Eu ando numa fase meio desacreditada com tudo ao meu redor (já comentei isso há um tempo aqui) e acho que é consequência de algumas coisas que sempre fizeram parte da minha personalidade. Eu acreditava em tudo de primeira. Se tinha uma situação que eu sabia que não podia acabar muito bem, eu não ligava; ia lá e apostava tudo, mesmo assim. Mesmo que a minha intuição me alertasse. Mas a gente nunca sabe né? Algumas coisas valem o risco no final. Outras não. Mas eu ainda acredito naquela filosofia que se jogar no desconhecido às vezes pode trazer um bom resultado.

    Vamos aprendendo, aos poucos, que em muitos momentos a sua companhia ideal vai ser você mesmo. E ponto. E que ninguém é obrigado a te entender. E que é bom ser cuidadoso. Eu sei, todo mundo diz que a gente tem que fazer o que der na telha, que temos que apostar em coisas malucas de vez em quando, que se a gente tentar nunca vai saber… Eu sei de tudo isso. E concordo com alguns pontos. Mas a realidade é que é bom ter um pouco de segurança sim.

    É impressionante como os nossos valores podem mudar bastante em alguns meses. Nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo. Olhamos pra trás e pensamos, às vezes: “como eu era bobo.” E eu tenho certeza que daqui a algum tempo podemos nos ver agora e pensar algo semelhante. Mas as experiências são fundamentais pra tudo isso. Todas aquelas situações que te machucaram servem pra algo depois. E te tornam mais resistente também.

    Pela primeira vez, posso afirmar que eu ando aprendendo a levar tudo menos a sério. Principalmente as pessoas. Algumas coisas que os outros dizem, literalmente, entram por um ouvido e saem pelo outro. Tem coisas que a gente ouve e simplesmente não vão afetar a nossa vida.

    Acho que devemos saber nos virar sozinhos, sempre. E isso é algo que eu ando fazendo ainda mais nos últimos tempos. Seja independente. Não deposite nas mãos de ninguém a responsabilidade de qualquer coisa na sua vida. Quer ser feliz? Faça isso por si mesmo. Busque coisas que te tragam felicidade. Quer gostar mais de si mesmo? Então não espere que isso aconteça só quando você estiver em um relacionamento. Tente diminuir as expectativas que você tem pelos outros.

    Lembrando que isso é só um ponto de vista. Se você quer se jogar em todas as coisas sem medo mesmo, viver os seus sentimentos ao máximo e não tem receio (de verdade!) de qualquer decepção ou realidade dura que possa vir (porque a vida nos prega peças) eu apoio. Porque eu já fiz isso muitas vezes. Talvez esse momento que eu esteja vivendo seja apenas uma fase. E ela acabe daqui a um ou dois meses. Não posso prever o futuro.

    Há alguns dias alguém me falou que eu estava diferente. Que eu era uma pessoa bem menos empolgada hoje em dia. E sabe quando a gente não encontra nenhuma explicação? Não sabe muito bem o que anda acontecendo (aliás, ultimamente, eu quase nunca sei o que anda acontecendo). Percebi que eu não preciso ter sempre uma resposta na ponta da língua. Que não preciso saber tudo agora, nesse momento. Nem sempre dá pra entender essa confusão que acontece dentro de todos nós.

    Dezembro 30, 2014
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    Hoje uma história, a da adolescente de 17 anos Leelah Alcorn, movimentou a internet e os principais meios da imprensa internacional. Leelah foi uma garota transgênera que, desde os 4 anos de idade, sentiu que era uma garota presa num corpo de um garoto, e aos 14 anos, aprendeu o que significava a palavra transgênero, e sentiu que finalmente tinha entendido o que ela realmente era. Leelah mantinha o seu tumblr, onde postava algumas ilustrações que ela fazia e podia compartilhar um pouco da sua opinião.

    Ela viveu em Kings Mill, cidade pequena de Ohio, nos Estados Unidos, e cometeu suicídio ao ir na frente de um caminhão numa rodovia perto da sua casa. O motivo, é que ela não era aceita pelos próprios pais – que eram cristãos e não a entendiam – e ela não tinha mais amigos, e a sua vida piorava cada vez mais. O que realmente chocou muitas pessoas, foi como a sociedade ainda é tão intolerante e como os pais não aceitavam a sua própria filha, quem ela era, como ela queria ser. Leelah sonhava em poder fazer a cirurgia da mudança de sexo, mas seus pais não aceitavam.

    Ela publicou uma carta no Tumblr, antes de cometer o suicídio, explicando todos os seus motivos, e dizendo que não quer que a sua morte seja em vão, que realmente represente alguma diferença para os transgêneros do mundo todo e pede que os pais aceitem seus filhos, e nunca os digam que o que eles são, é errado. Você pode conferir o post completo aqui.

    Eu tentei traduzir todo o texto; o meu inglês não é perfeito, não sou profissional, e provavelmente tem alguns erros, mas postei aqui para vocês poderem ler a carta e realmente entender tudo isso.

    Por favor não fique triste, é para o melhor. A vida que eu vivia, não é a vida que vale a pena se viver… porque eu sou transgênero. Eu poderia entrar em detalhes para explicar porque eu me sinto desse jeito, mas essa nota será provavelmente longa o suficiente. Para simplificar, eu me sentia uma garota presa em um corpo de um garoto, e eu me senti desse jeito desde que eu tinha 4. Eu nunca soube que havia uma palavra para esse sentimento, nem que era possível para um garoto se tornar uma garota, então eu nunca contei à ninguém e só continuei a fazer tradicionais coisas de garoto para tentar me ajustar.

    Quando eu tinha 14, eu aprendi o que transgênero significava e chorei de felicidade. Após 10 anos de confusão, eu finalmente entendi o que eu era. Eu imediatamente contei à minha mãe, e ela reagiu de modo extremamente negativo, me dizendo que era uma fase, que eu nunca seria uma garota de verdade, que Deus não cometia erros, que eu estava errada. Se você está lendo isso, pais, por favor nunca digam isso aos seus filhos. Mesmo se você for cristão ou contra pessoas transgêneras, nunca diga isso à ninguém, especialmente aos seus filhos. Isso não fará nada além de fazê-los odiar a si mesmos. E foi exatamente o que fez comigo.

    Minha mãe começou a me levar ao terapeuta, mas ela apenas me levou a terapeutas cristãos, que eram preconceituosos, então eu nunca realmente tive a terapia que eu precisava para curar a minha depressão. Eu só tive mais cristãos me dizendo que eu era egoísta, errado, e deveria olhar para Deus para procurar ajuda.

    Quando eu tinha 16, percebi que meus pais nunca me aceitariam, e que eu teria que esperar até 18 para começar qualquer tipo de tratamento transgênero, o que absolutamente quebrou o meu coração. O quanto mais você espera, mais longa é a transição. Eu me senti sem esperanças, que eu iria só parecer um homem pelo resto da minha vida. No meu aniversário de 16, quando eu não recebi o consentimento dos meus pais para começar a minha transição, eu chorei até dormir.

    Eu tomei uma espécie de atitude de “foda-se” em torno dos meus pais e me assumi gay na escola, pensando que depois, para se assumir como trans seria um choque menor. Mesmo que a reação dos meus amigos tenha sido positiva, meus pais ficaram bravos. Eles sentiram que eu estava atacando a imagem deles, e que eu era uma vergonha para eles. Eles queriam que eu fosse o perfeito hétero filho cristão, e isso era obviamente o que eu não queria.

    Então eles me tiraram da escola pública, tiraram meu laptop e o meu telefone, e me proibiram de ter qualquer rede social, me isolando completamente dos meus amigos. Essa provavelmente foi a parte da minha vida do qual eu mais fiquei depressivo, e eu estou surpreso que eu não tentei me matar. Eu fiquei completamente sozinho por 5 meses. Sem amigos, sem suporte, sem amor. Só o desapontamento dos meus pais e a crueldade da solidão.

    No final do ano escolar, meus pais finalmente voltaram atrás e me deram o meu telefone, e me deixaram ter redes sociais. Eu estava animado, eu finalmente tinha os meus amigos de volta. Eles estavam extremamente animados para me ver e falar comigo, mas só em um primeiro momento. Eventualmente, eu percebi que eles não davam a mínima para mim, e eu me senti mais solitário do que eu já me sentia antes. Os únicos amigos que eu achei que tinha, só gostavam de mim porque me viam cinco vezes na semana [na escola].

    Após um verão sem ter quase nenhum amigo, mais o pensamento de ter que pensar sobre a faculdade, guardar dinheiro para me mudar, manter as minhas notas altas, ir para a igreja toda semana me sentindo como uma merda porque todo mundo lá era contra tudo o que eu vivia para [o que ele era], eu decidi que eu tive o suficiente. Eu nunca vou poder fazer a minha transição com sucesso, nem quando eu me mudar. Eu nunca vou ser feliz com o jeito que eu pareço ou minha voz [no caso, ele diz “the way I sound”, não há uma tradução literal]. Eu nunca vou ter amigos o suficiente, que me satisfaçam. Eu nunca vou ter amor o suficiente para me satisfazer. Eu nunca vou achar um homem que me ame. Eu nunca vou ser feliz. Ou eu vivo uma vida inteira como um homem solitário que deseja que ele fosse uma mulher ou eu vivo a minha vida como uma mulher que odeia a si mesma. Não há ganho. Não há saída. Eu já estou triste o suficiente, eu não preciso que minha vida fique pior. As pessoas dizem “as coisas melhoram”, mas isso não é verdade no meu caso. Só piora. Todo dia, só piora.

    É essa a essência disso, é por isso que eu sinto que quero me matar. Me desculpe se essa não é uma razão suficiente para você, mas é o suficiente para mim. Por mim, eu quero que 100% das coisas que eu tenho legalmente sejam vendidas e o dinheiro (mais o dinheiro que eu possuo no banco) seja dado para direitos civis trans e grupos de suporte, eu não dou a mínima para qual. O único jeito de eu descansar em paz é se um dia, as pessoas transgênicas não sejam tratadas do jeito que eu fui, que eles sejam tratados como humanos, com sentimentos verdadeiros e direitos humanos. Gêneros precisam ser ensinados nas escolas, quando mais cedo, melhor. A minha morte precisa significar algo. Minha morte precisa ser contada no número de pessoas transgênicas que cometeram suicídio neste ano. Eu quero que alguém olhe para esses números e diga “isso está ferrado” e conserte. Conserte a sociedade.

    Por favor.

    Leelah Alcorn.

    São acontecimentos assim, que nos fazem perceber que ainda precisamos lutar por muitas coisas. Precisamos lutar pelos direitos LGBT, pelo feminismo, pelos trans, tentar de todos os modos acabar com o preconceito. Somos nós que fazemos a diferença no mundo. A Leelah não era aceita pelos próprios pais. Que mundo é esse? Em que os próprios país não aceitam os filhos? O detalhe é que a mãe e o pai dela, ainda postaram no Facebook que ela morreu atingida pelo caminhão; eles não mencionaram suicídio, e ainda fingiram que eles não tinham nenhuma culpa em tudo que aconteceu.

    Não adianta fingir que não temos um papel nisso tudo. Tem muita coisa errada que precisamos mudar, e o nosso pensamento é a primeira delas. Pais, ensinem seus filhos. Nós, jovens, ensinamos nossos amigos. A maior prova de que tudo tá errado? O Bolsonaro – que foi o deputado com o maior número de votos no Rio de Janeiro – disse para a deputada Maria do Rosário que só “não a estuprava, porque ela não merecia.” Quem vocês acham que votou nele? O povo, com certeza, que ou concorda com um absurdo desses, ou não se informa sobre nada que acontece ao seu redor.

    Vamos começar 2015 com outros propósitos, e tentar fazer alguma diferença.

    Julho 4, 2014
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    De vez em quando eu tenho muito medo do futuro e em outros momentos, só quero que ele chegue o mais rápido possível. Mas as pessoas dizem que temos que aproveitar o presente, então é isso que a gente tenta fazer. Aproveitar as coisas que acontecem agora, porque é delas que vamos sentir saudades no futuro. E eu achei que isso fosse mentira, até passar por isso. Sabe quando você larga tudo e quer começar de novo? E mal pode esperar pra deixar tudo pra trás, subitamente. Mas alguns meses depois, uma das coisas que você mais queria era aqueles momentos de novo e todas as coisas do qual mal pode esperar pra se livrar.

    É muito difícil caminhar sozinho. Às vezes os seus amigos buscam coisas diferentes, tem outros objetivos, vivem coisas distintas, e você se sente solitário numa situação que ninguém pode te ajudar. Sabe que, se precisar, você pode ligar para eles e pedir ajuda. Mas há um certo orgulho em aprender a se virar sozinho. É necessário. E eu sempre via as pessoas ao meu lado fazendo isso, conseguindo. Então, eu tinha que conseguir também.

    Mas descobri que as coisas são mais complicadas do que eu imaginava. Que lidar com os seus temores, com os seus problemas, sem outras pessoas por perto é desafiador. É como se houvesse alguém distante falando: “bota mais um probleminha ai! Quero ver se ela consegue superar esse.” E desbravar coisas novas nem sempre te traz um final feliz. As pessoas dizem que mudanças são boas, e tudo bem, elas podem ser, mas acho que até chegar a parte positiva, a gente tem que ralar muito. Só pode.

    Eu sinto falta de muitas coisas antigas. Saudades, uma vontade de resgatar o passado. E então me lembro que o que eu mais queria era sair dele; e eu consegui, então tenho que provar se agora dá certo ou não. Se eu desisto, ou continuo. Mas é necessário um gás, uma motivação, que não se acha em qualquer esquina. Sempre tem alguém pra te derrubar, sempre há alguma coisa pra te fazer querer ficar na cama e não sair dali nunca mais. Porque tem vezes que acontecem coisas cruéis e não é fácil lidar com isso.

    As pessoas se aproveitam do mais fraco. Ou de quem aparenta ser o mais fraco. E não é uma tarefa pra qualquer um se provar forte, de verdade. Não ser o alvo, sabe? É preciso coragem, força, uma segurança grande dentro de si mesmo que às vezes eu procuro, mas não acho em lugar algum. E então me lembro que eu conheço pessoas que não tem medo de (quase) nada e nunca deixam ninguém pisar nelas.

    Eu quero mesmo ser essa pessoa. Talvez um dia eu consiga me tornar ela. Mas há um longo caminho a percorrer até lá… e me recordo que sempre existe um longo caminho até chegar em qualquer lugar.

    Dezembro 22, 2013
    postado por

    Imagem: Reprodução

    Mão suando, frio na barriga, vontade de sair correndo, voltar para debaixo das cobertas e o estômago parece que acabou de ser atingido por um caminhão. Os especialistas nomeiam isso de ansiedade, e eu de neura. Seja lá o que for, é uma coisa que atrapalha constantemente todo mundo (inclusive eu). A definição de ansiedade segundo a ciência é: “A ansiedade é uma excitação do sistema nervoso central, que acelera o funcionamento do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa excitação. É um processo que pode ser tanto hereditário como adquirido através das experiências que temos nos ambientes mais hostis.”

    Com certeza eu não devo ser a única pessoa que sofre desse mal, que é irritante e beira ao insuportável em muitos momentos. E o pior é que é bem complicado controlá-lo: você só consegue depois de muito treino e bons conselhos para se sentir mais confiante. Lidar com situações diferentes, ir para lugares novos, não esquecer de um compromisso ou até mesmo ter que enfrentar uma briga e uma situação complicada, ou acordar cedo: tudo isso é motivo de ansiedade para mim. Parece uma coisa simples, fácil de lidar, mas eu garanto, não é! Ela também pode provocar outras doenças, como gastrite. Não, não quero deixar ninguém (mais) nervoso falando sobre as consequências que algo que parece inofensivo pode causar.

    É uma vontade de compartilhar isso com pessoas que também tem que passar por essas situações. É complicado não ficar nervoso com coisas que você sabe que vai ter que enfrentar, e isso acontece com todo mundo. Mas saber amenizar a situação só vem com o tempo. Como? Enfrentando as coisas que te deixam com medo. Pode parecer muito complicado, mas a sensação no final de que você conseguiu ultrapassar aquela situação só vai te deixar mais feliz, com uma sensação de dever cumprido.

    Os graus de ansiedade são bem diferentes. Algumas pessoas tem um grau mais avançado, que as impedem de fazer coisas simples no dia-dia. Dai, é caso de visitar um especialista para se informar e procurar ajuda, pois curar-se sozinho de uma ansiedade de nível mais alto sem a ajuda de um médico não é indicado. Mas a que eu falo aqui, é sobre aquela que algumas pessoas sofrem e é mais leve, mas mesmo assim nos faz ficar com medo, bate aquele nervosismo, e pensamos em desistir.

    Eu confesso que antes era mais complicado lidar com isso. Agora, se tornou mais fácil, depois de muito treino, conversas e frases de efeito que eu digo para mim mesma quando estou prestes a ter que enfrentar algo. Muitas vezes nós já pensamos na pior hipótese, e pensamos logo de um jeito negativo. Eu admito que fico olhando só o lado ruim, e não enxergo as possibilidades boas que poderiam acontecer. O que é péssimo. Olhar pelo lado bom das coisas é algo que todo mundo precisa aprender a fazer. Pensar que coisas legais podem acontecer também. E é algo que eu sempre tento desenvolver: ser mais positiva.

    Com o tempo nós vamos aprender a lidar com isso, porém o melhor remédio para resolver a ansiedade é a autoconfiança. Essa é a melhor resposta: estar seguro de si mesmo. Saber o que você vai fazer, o que você quer fazer, e que desafios só nos fazem crescer. E que problemas estão ai para serem resolvidos, mesmo que nunca seja simples. Quando você não se importa com o que os outros vão pensar, com o que vai acontecer, com o rumo que as coisas podem tomar, as coisas fluem bem mais fácil, eu garanto.

    Resolver essa dificuldade não é a coisa mais simples do mundo: eu sei bem disso. Mas aos poucos, confiando em si mesmo, a gente consegue. Conseguindo enxergar coisas boas no futuro e nas situações que teremos que passar. E superando aquele maldito frio na barriga!

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