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    Filme: A Morte Te Dá Parabéns

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    Playlist: Outubro

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    O estilo da Noora Sætre de Skam

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  • March 4, 2014
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    Saio de casa com o intuito de achar algo que me inspire a escrever. Estou numa caçada do irrisório cotidiano. Motivado a encontrar algo circunstancial e poder relatar o comportamento humano. Seja em um jovem bêbado saindo de uma festa, numa criança fazendo birra ou num adulto desinteressado que só pensa em poder colocar a cabeça no travesseiro e descansar. Torno-me um simples observador, alheio ao tempo e espaço. Chove. Mas eu não me preocupo em estar molhado, é só uma pequena garoa e a aceito de bom grado.

    Ando sem direção pelas ruas escuras e movimentadas do bairro desconhecido do qual fui parar. Mais a frente encontro um café. Resolvo entrar, talvez tire a sorte grande. Sento-me no balcão localizado ao fundo do local. Tiro da bolsa meu caderno e uma caneta. Peço um cappuccino e ponho a me observar o ambiente. Rústico e acolhedor. Passo os olhos ao redor, há pessoas de todos os tipos aqui, mas não posso absorver histórias delas. Todas agem da mesma forma. Conversam, alimentam-se, agem naturalmente. Não há mistério nisso.

    Meu cappuccino chega, tomo um gole e continuo a observar. Meu olhar encontra um casal com atitudes diferentes e por isso destacam-se entre todos ali. Ao contrário de muitos, eles não estão se divertindo, trocando carinhos e muito menos apreciando a companhia do outro. Não sei o que conversam, mas a discussão é obvia entre eles.

    O rapaz está de cabeça baixa, tem o semblante triste e decepcionado. A moça, com um olhar firme e acusador, parece determinada e enquanto esta fala o moço só balança a cabeça concordando seja lá com o que ela diz. Apesar da discussão desse casal, ambos continuam sentados próximos. Movem-se em sintonia, o que na minha visão representa o quão importantes são na vida um do outro.

    O moço levanta a cabeça e olha firmemente nos olhos da companheira. Noto dessa vez uma suplica oculta nesse gesto simples. Fico perguntando-me o que ele fez, ou será que foi ela? Não sei. Mas concluo que eles vão se resolver e, se não, fico a imaginar como será a vida deles dali para frente. Há amor em volta desse casal, mas só isso não basta.

    A moça percebe meu olhar e sustenta-o, o rapaz acompanha seu gesto. Logo estou sendo encarado pelos dois e entendo que estou invadindo a privacidade deste casal. Por fim, sinto que está na minha hora. Desvio o olhar, guardo meu caderno e caneta, tomo o ultimo gole do meu cappuccino já frio, deixo o dinheiro em cima da mesa e saio do café para entrar na fria e solitária noite.

    January 16, 2014
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    Provavelmente você já se deparou com uma imagem como essa e se perguntou o que realmente significa esse objeto, qual o seu nome e o porque das pessoas estarem usando-o tanto. Até tempo atrás eu não sabia o que significa isso, mas achava lindo de qualquer jeito, então resolvi pesquisar e encontrei várias histórias e descobri até o nome.

    Conhecido como apanhador ou filtro dos sonhos, este é objeto indígena nativo da America do Norte. Foi nos anos 60 e 70 que os Filtro dos Sonhos se tornaram conhecidos, quando houve uma tentativa de resgatar os costumes dos índios americanos.

    Uma das versões sobre eles conta que o povo Ojibwe acreditava que quando a noite vinha, o ar se enchia de sonhos bons e ruins, alguns deles mesmo sendo pesadelos, podem conter uma importante mensagem, outros porém contém energias ruins que flutuam à nossa volta e que não são nossos. O filtro, que na verdade é uma grande teia, tem a função de separar os sonhos bons e importantes das energias ruins, que podem nos fazer mal. Os sonhos ruins ficam presos nas teias até o nascer do sol e desaparecem logo em seguida. Já os sonhos bons sabem o caminho para passar pela teia, assim as boas vibrações chegam a quem o possuir.

    Outra velha história conta que em um tempo onde havia só escuridão no mundo, o xamã Sioux subiu no alto de uma montanha e lá ele se comunicou com um espírito mágico em formato de aranha, chamado Iktomi. Conta a lenda que a aranha pegou um cipó e teceu uma teia em volta dele com cabelo de cavalo. O espírito Iktomi teria ensinado ao xamã sobre o nascimento, a morte e as forças boas e ruins que influenciam os homens. A força do Filtro dos Sonhos faria sua vida seguir de acordo com o que você deseja no seu interior. A aranha ensinou então ao xamã que: “Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios”. A aranha ainda aconselhou o xamã a usar a teia central para ajudar o seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Para o xamanismo essa mandala tem a função de inspirar criatividade, imaginação, clarear sua visão sobre a teia da vida, transformar seus sonhos em realidade e muitas outras boas energias para quem o possuir.

    Os filtros dos sonhos devem ser colocados onde a luz bate de manhã, na janela, para que os maus sonhos sejam destruídos e ele possa funcionar normalmente na noite seguinte. No filtro dos sonhos, o círculo representa o ciclo da vida, a teia os sonhos que construímos ao decorrer de nossas vidas e os adereços como penas ou pedras representam o ar ou a respiração. Ele ainda inspira a visão de mundo e o nosso poder de ir atrás do que queremos, alcançando nossos objetivos.

    O Filtro dos Sonhos ganhou várias versões, podemos encontrá-los em formas de colares, brincos, da forma tradicional e tatuagens. As tatuagens de Filtro dos Sonhos servem para quem busca proteção, deixando só que boas energias e bons sonhos cheguem. Comenta-se que ele te ajudará a conseguir independência e coragem.

    October 29, 2013
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    Mas um dia a gente se encontra em uma rua qualquer e você me convida para um café que fica na próxima esquina no qual costumávamos nos encontrar. Pedimos o de sempre e o clima de nostalgia nos acompanha. Você me observa enquanto mexo o saquinho de chá dentro da xícara e isso é sinal de que a vergonha passou por mim e ficou. E percebemos que nada mudou, quero dizer, eu e você mudamos, mas o nós de nós dois juntos, isso não mudou nada. E de repente começamos a rir porque estamos pensando exatamente sobre isso e estamos nervosos. Mordo os lábios. Mais um sinal o que indica meu nervosismo por estarmos ambos calados. E você coloca sua mão em meu queixo fazendo com que meus dentes soltem meu lábio inferior, como fez inúmeras vezes antes.

    E de repente começamos uma conversa desenfreada por lembranças que somente nós conhecemos. E já não falamos mais do passado, mas o que queremos do futuro. Percebo que continua querendo formar em engenharia e você ri por eu ainda sonhar em ter meus livros nas prateleiras das bibliotecas e livrarias. Isso te faz lembrar da promessa que fiz sobre escrever nossa história e confesso que falta apenas alguns capítulos, mas terei de acrescentar mais um para contar esse encontro inesperado que tivemos.

    Depois de outros dois anos, estamos aqui. Queria acreditar que as coisas não mudaram tanto, mas mudaram e mesmo parecendo o contrário somos pessoas diferentes agora. Temos os mesmos planos, mas de uma forma mais madura. O silencio paira sobre a gente e ao te olhar encontro em seu pescoço a corrente que te dei de presente no seu aniversário. Você afirma que nunca a tirou desde nossa ultima conversa e sempre que te perguntam dela você diz apenas que é algo especial. Não sei como reagir quanto a isso e tentando mudar de assunto pergunto sobre sua mãe. Você diz que ainda continua citando meu nome a toda discussão que vocês têm e que talvez até hoje ela não tenha aceitado nosso fim. Eu dou risada disso, porque só ela agiria assim. Você entorta a cabeça para o lado e dá um sorriso, dizendo que esse som é o mais lindo que já ouviu. Volto a mexer meu chá.

    Te pergunto sobre as garotas e você diz que namorou uma, mas não durou três meses, ao questionar o porque, você apenas me responde que não era ela. Tenho a impressão que sua resposta quer dizer mais do que aparenta, mas não digo nada. Você continua contando que ficou com muitas meninas depois que terminamos, mas com o tempo tudo foi perdendo a graça. Já eu conto que fiquei na minha durante um tempo, tentando me adaptar a nova rotina, mas depois comecei a sair com algumas amigas e encontrei uma nova forma de encarar a vida. Digo sobre os caras, que não namorei outro e nem quero por agora, brinco que estou na lei do desapego, só para não confessar que não quero correr o risco de me machucar novamente, porque as feridas antigas ainda estão abertas.

    Olho o relógio, vejo que já se passaram duas horas e meia e realmente preciso ir. Você me passa seu numero e eu o meu a você. Agradeço pelo chá, pela tarde e pela conversa. Antes de ir, você me compra um bombom, o de sempre de alguns anos atrás, agradeço mais uma vez. Nos despedimos, você me acompanha até a porta do café e eu vou embora sem olhar para trás.

    Enquanto caminho ouço meu celular tocar indicando uma nova mensagem. Ao olhar sorrio: “A melhor tarde que tive desses dois anos, obrigado. Podemos repetir?”.

    October 12, 2013
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    Um dia a gente já brincou na lama, teve medo de monstro, acreditou no Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa, na Fada do Dente. Fez perguntas indiscretas para os adultos, bagunçou o quarto, se divertiu assistindo desenho animado. Bebeu suco de maracujá, comeu biscoito recheado, bolo de cenoura, sorvete e chocolate até dizer chega. Fez castelo de areia na praia, acampou com os amigos, dormiu na casa dos avós. Fez festa de  aniversário de boneca, princesa, fada.

    Levou bronca do pai, da mãe, do irmão mais velho, da professora. Ficou de castigo por semanas e semanas, e quase sempre foi perdoado antes do prazo. Gastou todo o dinheiro da mesada com chiclete, e levou mais uma bronca por isso. Caiu de bicicleta, patins, skate. Ralou o joelho, quebrou o braço, tem quatro pontos debaixo do queixo. Brincou de pique-esconde, pique-pega, pique-tudo-que-se-possa-imaginar. Imaginou um mundo onde todas as pessoas eram felizes e tinham o poder de voar. Vestiu uma capa feita de lençol e tentou voar. Inventou um amigo imaginário, mudou o nome dele.

    Quis mudar nosso próprio nome. Jogou video-game até cansar. Fez aula de karatê, natação, balé. Calçou o sapato da mãe, andou pela casa toda borrada de batom, querendo ser adulto por um dia.Mal sabíamos o que era, na verdade, crescer. Ter responsabilidades, horários, prazos. Pensar na vida, resolver problemas. Problemas muito mais complicados do que a matemática, que parecia ser o pior dilema do mundo, na quinta série. Me faz lembrar da história de Peter Pan, o menino que vivia na Terra do Nunca, e nunca crescia. Quem fosse com ele, seria criança para sempre, imagine só? Uma vida inteira só de chiclete, brinquedos, sonhos. Uma vida em que o único problema fosse o da matemática. Seria pedir demais, não é? Sim. Só crescendo vivemos coisas diferentes, conhecemos pessoas, erramos – muito, aprendemos – muito, vivemos. É o ciclo da vida, não se pode querer mudá-lo. É o que precisamos. Mesmo assim, posso apostar que qualquer um de nós, desde os que acabaram de sair da infância até os que quase não se lembram dela, gostaríamos de pedir, pelo menos por um dia: Peter Pan, ainda dá tempo de ir com você?

    Entrando no clipe do dia das crianças trouxe um texto da Maju Sonali que escreve no blog Depois dos Quinze

    September 12, 2013
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    Dizemos adeus e partimos. Dali pra frente seria cada um para um lado, por si. Não carregaríamos mais um ao outro, não compartilharíamos mais nenhuma história, e tudo o que passamos ficaria no passado. Acontece que levamos um pedaço de todo relacionamento que temos, e do nosso peguei uma bagagem um tanto pesada.

    Levei um pouco de nós. De certos momentos que seriam uma pena jogar fora, então também coloquei na mala para quando tivesse coragem deixasse em algum lugar por aí. Trouxe comigo nossas músicas e juntamente nossa primeira dança. Foi impossível também esquecer nossos beijos… Foi só o que deu para levar de nós.

    Já de você, trouxe tudo. Não pude jogar nada fora, e confesso a parte mais difícil foi ter que guardar tudo, sabendo que carregaria algo que não poderia abrir mais tarde, a não ser para jogar fora depois.

    Levei comigo seu abraço que por muito me protegeu de inúmeros perigos. Seu toque que por sempre me trouxe a sensação de paz. Suas manias e seus gostos. Trouxe comigo a sua voz e o som da sua risada que possuíam o dom de me acalmar. O seu sorriso e seu olhar que por serem os mais sinceros me traziam a mais pura felicidade. Levei sua leveza e espontaneidade de encarar a vida.

    Levei comigo também seus conselhos que sempre me guiaram para o lado bom da vida. Suas palavras de conforto quando tudo estava desabando, para que lembrasse nos momentos ruins que sempre a um caminho a seguir. Coloquei na bagagem todo o seu encanto, para que às vezes eu recordasse todos os motivos que me fizeram ficar com você e a raiva de você não me dominasse. Tudo o que aprendi com a sua presença, também trouxe comigo.

    Não abandonei nada de você, porque sabia que ainda precisaria dessas coisas comigo que me fizeram e que me construíram. Não pude deixar parte da minha história para trás, porque elas se tornaram minhas partes. Talvez um dia eu me torne outro alguém, construído por outras partes e deixasse essas de uma vez por todas. Mas isso não é assunto para agora, seria mais para frente, quando eu estivesse acostumado com sua falta e finalmente não precisar mais dessa bagagem.

    Nada disso pesou tanto quanto a saudade e o amor que levei de você. Ah, esses dois não pude me separar, mesmo querendo. E eu queria! Mas foi impossível separar dessas duas bagagens que pesarão por uma longa caminhada. Eu fui e comigo levei a saudade da sua presença, da sua proteção, do seu carinho, do seu afago… Saudade de você! Você foi e me deixou seu amor e levei comigo, o seu e o meu.

    E à medida que perceber que não preciso de certas bagagens vou me desfazendo de cada uma delas, deixando pelo caminho até no final não ter mais nada de você, mas por enquanto: o que levei de você, foi você!

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