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    Bandas que vale a pena ouvir

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  • July 22, 2012
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    Iremos continuar com a sua tag de “Contos”, após o sucesso que alguns fizeram. Hoje começaremos a postar a história escrita por um dos nossos leitores, o Vitor, que também faz parte do mundo dos blogueiros. Ele já trabalhou em seu próprio site e também design e layout. Você pode segui-lo no Twitter (que tem várias frases engraçadas!). Ele adora séries de TV, como The Secret Circle, e é fã da cantora Megan Nicole.

    A família toda estava reunida, mais de trinta pessoas em torno de uma frágil mesa de madeira, os tempos não eram os melhores, aquele tinha sido um ano difícil, para uma família que tira seu sustento do comércio as guerras não eram um bom negócio. Estávamos todos conversando, rindo, espantando todos os males que nos cercavam, eis que meu avô, praticamente o chefe de toda a família levanta-se e pede silêncio, era o momento do discurso de fim de ano, eis que meu avô, praticamente o chefe de toda a família levanta-se e pede silêncio. Era o momento do discurso de fim de ano, discurso chato, e igual todos os anos:

    — Meus caros familiares. Estão aqui para celebrar mais um ano que se passa, mais uma vez cá estou eu diante de todos vocês para lembrar os valores de nossa família, o quanto temos a celebrar…

    — E o que temos a celebrar? — As palavras saíram de minha boca involuntariamente. Eu já estava cheio de todos fingindo que estávamos em uma ótima situação. Não tínhamos absolutamente nada a comemorar: a família estava falida, o reino estava em guerra, em alguns dias chegávamos a passar fome por não ter conseguido vender nada e com isso ficar sem dinheiro para trazer comida para o castelo.

    — O que foi que disse Ethan? — Perguntou meu avô assustado.

    Eu pude ver o como os olhos dele sabiam o que eu havia dito e sabia o porquê, afinal ingenuidade não era uma coisa que meu avô possuía, mas também pude ver quase que uma lágrima tentando descer de seus olhos. Eu sei que não deveria ter dito isto em meio a toda a família, principalmente em pleno ano novo, mas era impossível agüentar aquela falsidade ecoando por todos os cômodos do castelo, castelo este que em muito em breve não será mais nosso, é mais do que óbvio que precisaremos vendê-lo para continuar sobrevivendo.

    — Eu disse que não temos motivos para comemorar, olhe para nossa família, falida, não temos motivos para comemorar, além do mais somos a família mais odiada de toda a terra!

    — Família mais odiada, de onde tirou isso Ethan? — Perguntou meu pai Anthony que se levantava da mesa partindo em minha direção.

    — Por quê? Porque nós somos bruxos pai, bruxos! E nos tempos em que vivemos bruxos não são bem-vindos, ou você acha que nossas vendas não estão boas só por causa da guerra? Além do mais, vivemos neste projétil de castelo por termos de nos camuflar para não sermos todos enviados para o inferno! — Berrei, passando o braço direito em cima da mesa derrubando copos, pratos, talheres e outras coisas que estavam sob a mesa.

    — Cale a boca! — Berrou um garoto no outro canto da mesa, devia ter entre quatorze, quinze anos, eu nunca o vira, devia ser mais um primo de último grau.

    Eis que o garoto levanta-se e com um aceno de mão me faz voar contra a parede, caio inconformado sob o olhar de todos, eis que ergo minha mão também.

    Ethan, não!

    July 11, 2012
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    Amo o verão. É calor, férias, e de repente, os garotos estão tirando a camisa. Na adolescência, eu amava ficar na piscina com um bom livro… Meu problema era que, quando vinha um desses garotos até minha amiga Julia e eu, ele era tão…imaturo. Não tinha nada a ver com aqueles que apareciam nos livros que eu lia.

    A Julia falava que eu não estava sendo realista. “Então eu não posso esperar que me liguem quando eles me dizem que vão ligar ?”, perguntava. “Os caras dos livros são inventados”, ela respondia. “Não espere esse tipo de perfeição na vida real”. Percebi que a Julia estava certa. Os garotos dos livros eram inventados. “Sabe o que eu devia fazer”, disse, inspirada. “Sempre amei escrever: Por que não criar meu garoto perfeito e colocá-lo na minha história e tentar publicá-la?” “Você é louca”, disse Julia. “Suas notas em inglês são horríveis. E você só tem 16 anos. Jamais iriam publicar um livro seu.” Era verdade, minhas notas em inglês eram péssimas. Não sabia o que era gerúndio e Julia era muito melhor que eu em análise sintática. Julia tirava As, enquanto eu, Bs. E mais : minha família não tinha PC ( naqueles dias, era muito caro, poucas casas tinham).

    Eu sabia que, para ser uma autora, eu teria que digitar meu manuscrito, enviar nos editores ( que provavelmente o rejeitariam), antes de achar aquele que pagaria pela minha obra.. Só porque meus pais acreditavam que dar o básico a seus filhos (comida, casa, educação) bastava, eu ia ter que ganhar meu próprio dinheiro para comprar meu PC (ou uma máquina de escrever elétrica). “O que você vai fazer ?”, Julia debochou, espalhando bronzeador. “Parar de vir à piscina, arrumar um emprego e começar a escrever seu romance bobo?”

    Eu consegui um emprego no dia seguinte. Ia cuidar de duas garotas o dia inteiro, enquanto os pais delas trabalhavam. Elas eram umas fofas. Amavam brincar de Barbie e isso me ajudava a trabalhar nos trechos do meu livro em que eu estava bloqueada…Ainda que isso rendesse perguntas estranhas dos pais delas, tipo: “Por que a minha filha está falando que o Ken é um fantasma chamado Jesse e que a Barbie é uma médium?”

    Ops. A briga que Julia e eu tivemos quando parei de ir à piscina todo dia (exceto nos fins de semana) foi épica. “Por que você está fazendo isso”, ela ficava perguntando. “É irreal, você nunca vai ganhar dinheiro para comprar um computador e ninguém vai publicar seu livro. E você não vai arrumar um namorado andando com duas crianças o dia todo.” Nossa briga durou para sempre. Ficamos brigadas na escola e nos verões seguintes. (Peguei o mesmo emprego, todo verão, por seis anos.) Não culpo Julia por ficar brava, mas ela estava errada:

    • Arrumei um namorado. Ele era engraçado e cuidava de mim.
    • Eu ganhei dinheiro o suficiente para comprar meu PC. Mas meus pais ficaram tão impressionados com meu esforço que me deram um…
    • Sim, publicaram meu trabalho. 75 livros e ainda estou contando…
    • Nem todos os caras perfeitos são inventados. Às vezes, eles são apenas muito tímidos para tirar a camisa.
    • Para compensar todos os verões que eu passei trabalhando, comprei uma casa com piscina na Flórida, onde o verão nunca acaba.

    E a Julia, bom, ela leu todos os livros que eu escrevi.

    Sobre o autor: Meggin Patrícia Cabot, mas conhecida como Meg, é mundialmente conhecida por ser autora de mais de 60 livros, onde seu maior bestseller é a série “Diário de Uma Princesa” contendo dez volumes. Nasceu em Bloomington, Indiana nos EUA, no dia 1 de fevereiro de 1967. Já teve alguns textos publicados na revista Capricho, onde tinha sua própria coluna “Diário da Meg”. Escreve praticamente para o público jovem. A editora Record é responsável pelas traduções de seus livros.

    June 29, 2012
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    Antes de qualquer coisa, penso mil vezes, analiso como foram os dois anos que se passaram e se realmente vale a pena discar aquele numero que apesar dos anos continuam gravados em minha memória. Tentava tirá-lo da cabeça, mas era impossível. Parece cômico, mas eu que nunca conseguia decorar nem mesmo o numero da minha casa, estava obcecado por um há anos.

    Peguei meu celular, disquei facilmente, sem parar para consultar uma caderneta ou pensar qual seria o próximo numero. Percebi meus dedos trêmulos e antes que apertasse o botão “ligar”, respirei profundamente…

    Desliguei antes mesmo de dar o primeiro toque, fechei os olhos, pensei por um instante e disquei novamente e mais uma vez desliguei antes do sinal. Repeti essa ação durante varias vezes ao dia e em nenhuma delas tive coragem de ouvir o primeiro toque.

    Já estava anoitecendo, nem percebi que o dia estava acabando. Tomei coragem mais uma vez e disquei. Dessa vez dando a chance do telefone tocar.

    – Alô?… Alô?… Quem “ta” falando?…

    Desliguei! Entrei em choque porque não cogitei a possibilidade dela ter se casado, mas foi o que acontecera. Ela se casou!

    June 25, 2012
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    Karma

    O choro vinha de dentro. Mas ela insistiu consigo mesma que não iria derramar uma lágrima sequer. Tudo estava ficando escuro. Ela sabia que em algum lugar atrás dos prédios o Sol estava se pondo, mas só podia ver o trecho entre um quarteirão e outro, e na parte do céu que lhe pertencia, já era noite.

    Entrou num bar que já conhecia, e que mesmo que fosse chamado assim, se aproximava mais de um café.

    ~

    Certa vez, quando tinha 6 anos sua melhor amiga descobriu que seu nome significava Pérola. Sua memória era ruim, mas tinha plena certeza que de jamais havia visto alguém tão feliz. Passou dois dias com um sorriso no rosto, e sempre achava um jeito de dizer que se chamava pérola dali pra frente. Então, Ameli passou a procurar, em todo lugar, qual seu nome.

    Pearl vinha do inglês, então, durante várias semanas, saía na rua procurando por alguém que falasse outra língua, e lhe dissesse se sabia qual era seu nome nesta outra língua.

    Até que depois de já ter esquecido disso, uma ou duas semanas depois, sua mãe chegou em casa com um presente. Na ida para o trabalho viu um livrinho pequeno, que tinha escrito em sua capa “Significado dos nomes”, e resolveu levá-lo para Ameli na volta. Se apressaria na saída do escritório, onde trabalhava como advogada, para que sobrasse tempo antes de pegar o trem na volta pra casa, e ela pudesse comprá-lo.

    Ao chegar em casa, chamou a menina e lhe deu o livro, que de tão fino parecia uma revista, e podia nem ter o nome de Ameli em sua lista de significados, mas aquilo prenderia sua atenção por pelo menos alguns minutos. Foi aprontar o jantar, deixou sua filha entretida na sala procurando entre os nomes com A onde estaria o seu.

    Ficou quieta por cerca de 20 minutos.

    Quando a fome começou a bater, a menina pensou em desistir, mas logo tirou a ideia da cabeça quando lembrou que teria que recomeçar a procurar do início da lista de nomes.

    Se enganou com um nome parecido com o seu, e foi feliz por pouco tempo, mas logo seu coração começou a bater forte de novo quando avistou seu nome logo abaixo. Seus olhos diziam “alegria”, e foi pulando alegre até a cozinha, gritando para sua mãe, e logo para o seu pai, que decia as escadas, que havia finalmente encontrado o significado do seu nome. E não deixou que ninguém lesse, ela mesmo queria descobrir.

    Tinha o pai e a mãe como plateia durante os instantes em que tentava, com sucesso, juntar as letras das palavras que podiam ser consideradas difíceis para uma criança com a sua idade.

    Logo que começou, o rosto da mãe, com aquela falsa ansiedade de quando prestamos atenção numa criança que nos conta algo que é para ela muito interessante, ficou tenso e preocupado quando espiou nas letras miúdas do papel o que sua filha tentava descobrir, ainda, com tanta determinação. Mesmo assim deu um sorriso quando a menina a olhou enquanto terminava de ler “aquela” no significado.

    Até que, facilmente, terminou a última palavra, quando olhou para sua mãe, que não sabia o que dizer, e o rosto desolado de seu pai, que não tinha tido tempo de fingir, e que até então mantinha a expressão de falso interesse. Livie já tirava a revista das mãos da pequena, e Charlie lhe dava um beijo carinhoso, os dois lhe chamando para jantar, ignorando – porque não havia outra coisa a fazer – a lágrima solitária e silenciosa que caía no rosto de Ameli, ou, segundo o livro, “aquela que sofre”.

    A tristeza em seu rosto durou até a noite, e voltou pela manhã quando se lembrou da chamada, quando sabia que Pearl seria chama de “minha pérola” e ela só poderia ser chamada de “minha sofredora” pela professora. Mas depois, como toda criança, esqueceu daquilo com facilidade.

    Porém, quando pensou no porque de tanto azar, de ter sido tantas vezes amada apenas superficialmente, lembrou daquela história que tinha guardado a tanto tempo na memória, e agora era essa única resposta que podia encontrar, mesmo que não fosse lógica.

    Suspirou e afundou na cadeira como quem desistia.

    – Olá, meu nome é Angeline, e vou te servir hoje – um sorriso sincero deu um susto em sua tristeza, e lhe pareceu também ter rompido a melancolia do dia.

    – Boa tarde, eu gostaria de um café bem forte.

    – Claro! Vou te trazer já!

    E por um instante foi interrompida pela alegria, mesmo que por pouquíssimo tempo. Olhou para a janela à sua frente e foi surpreendida por um raio, entre duas nuvens que podiam ser vistas na brecha entre prédios, viu um pedaço do pôr-do-sol em seus últimos minutos.

    Sentia que a noite estava chamando-a.

    Mas ela sabia que, por esta noite, quem quer que ela conhecesse, não saberia seu nome.

    ~

    Leu o nome na camisa – Você gosta de Kooks?

    – Muito!

    – Eu também – respondeu, mesmo não conhecendo nenhuma música deles.

    – E do que mais você gosta?

    Pensou um pouco e falou o que lhe veio a cabeça. – De saias jeans – passou a mão na saia.

    – Eu também, que coincidência – ele falaria isto para qualquer resposta dela. – Mas… qual seu nome?

    Olhou para a rua do primeiro andar, e aquele era o único lugar onde ela queria estar, amava aquela cidade. – Berlim.

    – Oh, vejamos! Você tem o mesmo nome que nossa cidade! É sério?

    – Não.

    – Então, prazer em conhecê-la, Bérlim!

    Espero que tenham gostado!

    May 6, 2012
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    – Que bom que você está aqui! Fico angustiado quando estou longe de você. – o Nicky me deu um abraço de urso.

    – Não fique! – falei.

    – Prometo que não. – percebi que ele gostava de tocar meu rosto. – Você está linda, você é linda, mas hoje você está mais linda.

    – Obrigada! – eu ainda ficava sem graça quando ele me fazia esses elogios.

    – Sua bochecha está rosa, não precisa ficar com vergonha! – ele sorriu.

    – Não consigo evitar. – abaixei a cabeça.

    – É a culpa não é sua! – ele brincou.

    – Mas é sua! – acusei-o.

    – Certo! A culpa é minha… – ele se interrompeu, pois o sinal tocou. – Temos que ir!

    – Gostaria de não ir à aula hoje. – fiquei triste quando me lembrei que tínhamos que nos separarmos.

    – Podemos fugir! – ele sugeriu.

    – Há claro, e depois eu perder matéria de prova, boa idéia! – falei com sarcasmo.

    – Fui uma péssima idéia! Confesso! – ele pegou minha mão e fomos para minha sala. – Você conhece minha irmã a Alice? Ela também estuda aqui!

    – Já ouvi falar nela, mas eu nunca a vi… Por quê? – por que ele estava falando dela?

    – Ela gostaria muito de ti conhecer… Quero dizer conhecer pessoalmente, por que ela já ti viu de longe inclusive ela veio comigo só para te conhecer. – a irmã do Nicky querendo me conhecer?

    – Você contou de mim para ela? – perguntei.

    – É claro! Por quê? Não era para contar? – ele ficou ofendido.

    – Não é isso! É que eu não imaginei que você ia contar pra alguém da sua família. – confessei.

    – E por que não? Toda a minha familia sabe de você! – ele estava tranqüilo.

    – Serio? O que eles falaram? – fiquei nervosa.

    – Eles querem te conhecer! – ele ainda estava bem relaxado.

    – O que eu faço? – fiquei muito mais nervosa.

    – Não se preocupe! Esse encontro só vai acontecer quando você estiver preparada. – ele me acalmou.

    – Assim espero! – já estávamos na minha sala.

    – Não gosto nem um pouco disso! – ele mudou de assunto.

    – Disso o que? – perguntei.

    – Eu quis dizer que não gosto nem um pouco dessa parte de deixar você! – acho que não era isso.

    – Eu também não gosto de deixar você, mas é preciso!…

    – Fica bem! – ele segurou meu rosto e me deu um beijo na testa.

    – Tchau! – me virei para entrar na sala. Levei o maior susto, lá estava o Phelyp, na porta da sala olhando para mim e de repente entendi do que o Nicky falava, olhei para trás, mas ele não estava lá, eu ri sozinha.

    – Do que você está rindo? – perguntou-me o Phelyp.

    – Lembrei de uma coisa! – falei, entrando na sala, ele veio atrás de mim.

    – Posso saber o que é? – ele estava me irritando.

    – Não é do seu interesse… – peguei meus materiais e o ignorei.

    Eu não queria fazer isso com ele, mas ultimamente ele queria saber tudo o que eu faço e isso me deixava muito irritada. Fiquei com pena dele quando ele saiu, ele estava todo sem graça, mas eu não podia fazer nada, até as coisas que eu pensava ele queria saber, ele estava me deixando sufocada.

    Não consegui prestar atenção em nenhuma aula, minha cabeça estava na família do Nicky, o que eles pensariam de mim quando me conhecessem? Será que eles gostariam de mim? O que eu devia fazer? Eu tremia só de pensar nesse encontro.

    A segunda aula acabou e enquanto a Sra. Collp não chegava fui conversar com as meninas, contar a elas o que o Nicky e eu conversamos, eu precisava compartilhar isso com alguém se não eu ia explodir.

    – Preciso conversar com vocês! – me sentei ao lado delas.

    Contei a elas, confessei que não sabia o que fazer, ainda estava confusa, eu o conhecia há três dias e a familia dele já queria me conhecer, não estava preparada, elas questinoram disseram que eu iria conhecer apenas a familia de um amigo, mas claro discordei, do jeito que as coisas andavam não seria consideravel dizer que o Nicky era apenas meu amigo, nisso elas concordaram comigo, mas no final, elas acabaram me convencendo que era besteira, mas mesmo assim, sentia calafrios só de pensar.

    A Sra. Collp já estava na sala, então tive de voltar para meu lugar, ainda bem que essa era a ultima aula antes do intervalo e isso me alegrava muito, pois faltava pouco tempo para que eu visse o Nicky, só ele conseguia me distrair, me tirar da cabeça o que eu não queria pensar.

    Mesmo ficando nervosa só de pensar no assunto, eu gostaria muito de conhecer a irmã dele, claro que a família também, mas a Alice estava mais fácil, qualquer dia desses nós poderíamos nos conhecer, já que estudávamos na mesma escola.

    Eu sei que só tem três dias que o Nicky e eu nos conhecemos, mas desde o primeiro dia até hoje, nossa relação mudou muito, estamos mais próximos um do outro, criamos uma intimidade grande para quem se conhecem há pouco tempo.

    Mas tem um lado ruim da historia, quanto mais eu me aproximava do Nicky mais eu me distanciava da Amy e da Ana, até dos meus outros amigos como, por exemplo, o Phelyp, eu contava tudo a ele antes de conhecer o Nicky, mas agora eu só o ignorava, só dava más respostas. Eu preciso fazer alguma coisa, não quero perder meus amigos, mas também não quero deixar o Nicky, eu tenho que encontrar uma saída.

    Tentei fugir dos meus pensamentos um pouco para prestar atenção na matéria que a Sra. Collp estava explicando, mas foi tarde demais, o sinal tocou bem na hora em que consegui me concentrar, pelo menos eu ia encontrar com o Nicky.

    Ele estava encostado na parede perto da porta me esperando, as meninas deviam ter o visto e por isso não me esperaram.

    – Aconteceu alguma coisa? – foi o que ele me perguntou quando me viu.

    – Não, por quê? – perguntei confusa.

    – Você está com uma cara…

    – Pra falar a verdade, não consegui prestar atenção em nenhuma aula, fiquei pensando como seria conhecer sua família, não consigo imaginar! – porque eu não conseguia mentir para ele?

    – Não fique pensando nisso, eu ti disse que você só vai conhecer minha família quando você estiver preparada, amor! – uma carga elétrica veio quando ele me chamou de amor.

    – Está bem! – ele viu minha reação e apenas sorriu.

    – O que quer fazer hoje? – o assunto se encerrou.

    – Acho que quero ir para a biblioteca! – eu queria ficar em um lugar bem calmo.

    – Então vamos! – ele concordou.

    Ele pegou minha mão e nós fomos para a biblioteca. Eu sabia que as meninas estariam lá, elas sempre reservavam um dia para passar na biblioteca, e essa semana elas não foram nenhuma vez.

    O Nicky e eu fomos nos sentar com elas, o Phelyp, o Pietro a Clarissa, a Gabriela o Thiago e até mesmo o Emm, meu irmão, estavam juntos delas, de longe pareciam que eles estavam jogando alguma coisa.

    – Estamos jogando de verdade ou conseqüência, vocês querem entrar na brincadeira? – perguntou-nos o Phelyp.

    – Claro! – disse o Nicky.

    Nós dois nos sentamos enquanto o Pietro rodava uma caneta e por azar meu a caneta parou entre mim e a Gabriela, ela perguntava. Olhei para as meninas e que olharam entre si, já sabíamos o que vinha pela frente, eu queria sair correndo dali, mas se fizesse isso, concerteza me arrependeria depois.

    – Que rápido, já é sua vez! – comentou o Nicky, ele provavelmente não sabia o que aconteceria.

    Continuação proxima semana

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