Filme: A Bela e A Fera (2017)
21/03/2017 | Categoria: Atriz/Ator, Filmes

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Título: Beauty and the Beast (A Bela E A Fera)

Diretor: Bill Condon

Cast: Emma Watson, Luke Evans, Dan Stevens, Josh Gad, Kevin Kline, Ian McKellen, e mais.

Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Sabe aquele filme que você sai do cinema apaixonado? Pois é assim com “A Bela e a Fera” um dos lançamentos mais aguardados do ano, e que não decepciona. A versão atual dessa história tão conhecida traz Emma Watson como Bela, uma garota que foi criada apenas pelo pai, ama ler e vive em uma aldeia pequena e monótona. Lá é tudo sempre igual, e Bela deseja mais. Ela quer conhecer outros lugares, e tem um pensamento mais a frente do seu tempo. A personagem é corajosa, inteligente e quer escrever a sua própria história.

Esses é um dos motivos, por exemplo, de que ela não cai na lábia do Gastão (interpretado brilhantemente pelo Luke Evans), que quer se casar com Bela de qualquer jeito. Ele é egoísta, orgulhoso e e um dos vilões da história, mas mesmo sendo vilão, é impossível não rir com algumas das atitudes dos personagens, que é um retrato de muitos homens que a gente conhece no nosso dia-dia, que tem certeza que o mundo gira em torno de si mesmo.

O pai de Bela é capturado pela fera (não vou dar spoilers) e acaba preso no castelo, que um dia foi de uma família real. Porém, atualmente o lugar é evitado por todos da aldeia e a fera não passa de uma lenda; ninguém tem certeza da sua existência, e quando Bela troca a sua segurança pela do seu pai, se tornando prisioneira, ele é ignorado quando busca ajuda, pois ninguém do vilarejo acredita na sua palavra.

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No início, Bela e a Fera se odeiam com todas as forças. Um não aceita o outro; Bela está decidida a fugir do castelo, mas é convencida do contrário por Lumiére (Ewan McGregor), Cogsworth (Ian McKellen), Chip (Nathan Mack), Madame Garderobe (Audra McDonald) e os outros objetos falantes, que são um dos pontos altos da história. Essa sempre foi uma das minhas partes favoritas. Eles tentam reverter o feitiço que assolou a todos os moderadores do lugar, e para isso, a Bela precisa se aproximar da Fera, para que eles se apaixonem.

O relacionamento dos dois é desenvolvido aos poucos e super bem explorado no filme, o que eu achei bem interessante. Nada acontece da noite para o dia: eles descobrem coisas em comum, como o fato de adorarem livros e serem curiosos sobre o mundo. Eles vivem momentos honestos juntos, e a Bela começa a vê-lo de uma maneira muito diferente. A Fera possui um lado sensível que ninguém nunca conheceu.

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Um dos pontos altos do filme também é a trilha sonora, que ficou impecável e muito bem feita. Não dá para faltar os momentos musicais nos filmes da Disney, e aqui eles complementam a história. Os números musicais são bem especiais, e o grande destaque fica para “Beauty and The Beast”, a música principal, que aparece em versões diferentes.

O romance entre os protagonistas é crível e deixa a gente emocionado e torcendo por ambos. No final do filme conhecemos o príncipe, mas rola até uma saudade da Fera. Eu também achei que todo o elenco fez um trabalho incrível, e a Emma Watson mais uma vez mostrou o quanto ela é uma atriz que mergulha nos seus personagens e também coloca um pouco dela mesma neles. Bela é muito destemida!


La La Land e The Edge Of Seventeen
17/02/2017 | Categoria: Filmes

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La La Land – Cantando Estações (2017) – Damien Chazelle

La La Land é um daqueles filmes que te faz sair do cinema com um sorriso. É um romance diferente e criativo do que os filmes que nós estamos acostumados: tudo começa com o fato de que o longa é um musical, mas isso não significa que o enredo não vai ser explorado de maneira convincente. Mia (Emma Stone) é uma atriz que busca pela realização do seu sonho em Los Angeles, encarando audição atrás de audição todos os dias. Sebastian (Ryan Gosling) foi demitido do seu trabalho de pianista, e desiludido, só o que ele ainda possui é a sua paixão pelo jazz.

Os dois se conhecem e encontram várias coisas em comum: ambos são artistas e estão tentando achar o seu caminho na cidade, que tem a indústria do entretenimento como o grande objetivo da maioria das pessoas. O filme me encantou. Os diálogos são ótimos, e o soundtrack é maravilhoso. “City Of Stars” é a melhor música do filme, mostrando que Emma Stone e Ryan Gosling, além de ótimos atores, também cantam bem.

O filme tem participação do John Legend, mostrando o contraponto entre conquistar o sucesso e abandonar as suas paixões verdadeiras. O filme é um dos mais cotados para levar um troféu do Oscar para casa, e eu aposto forte também. Download.

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The Edge Of Seventeen (2016) – Kelly Fremon Craig

Hailee Steinfeld é uma das atrizes mais legais da geração atual de Hollywood. E ela só confirma isso, mais uma vez, neste filme, em que interpreta Nadine, uma menina de 17 anos que está completamente perdida. Desde a morte do pai, ela não encontra muitas coisas positivas na sua vida. Uma das poucas é Krista, sua melhor amiga. Mas isso muda quando ela descobre que Krista e o seu irmão (que ela detesta) estão ficando.

Nadine não tem amigos e nem consegue lidar com todos os seus problemas e sentimentos. A personagem traz um retrato honesto de como é a vida de muitos jovens, que não conseguem descobrir quem são e muito menos como agir nos relacionamentos, com os pais e com as pessoas da escola. A estreia do diretor Kelly Fremon não deixa nada a desejar, e é um dos filmes mais sinceros, desde “As Vantagens De Ser Invisível”, que eu já vi sobre ensino médio.

Apesar de mesclar humor e uma incrível trilha sonora, o filme traz uma carga dramática bem grande. A atuação da Hailee é o grande trunfo do longa: não é por acaso que ela foi indicada ao Oscar com apenas 14 anos. Quem também merece destaque é Woody Harrelson, o professor Mr. Bruner, que se torna um aliado inesperado para Nadine.


Filme: Barry
21/12/2016 | Categoria: Filmes

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Título: Barry

Gênero: Drama, Biografia

Diretor (a): Vikram Gandhi

Roteiro: Adam Mansbach

Sinopse: Muito antes dele fazer história ao ser eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, ele era apenas “Barry”. Inspirado na vida real, este filme retrata Barack Obama durante a faculdade, quando começava a tentar entender questões raciais, culturais e pessoais.

O presidente Obama sempre atraiu atenção do público: seja dos norte-americanos ou de pessoas do mundo todo. E diferente da maioria dos ex presidentes dos Estados Unidos, ele conquistou isso por motivos positivos. Com todo esse clima de eleição nos EUA que aconteceu nos últimos meses, o Netflix lançou em um boa época um filme baseado na história real de Barack Obama, quando ele era apenas um estudante da Universidade da Columbia em Nova York.

Eu gosto muito de assuntos políticos, e isso atraiu a minha atenção para assistir ao filme e tentar conhecer mais um pouco sobre esse presidente. O enredo é focado na transição dele de jovem para adulto, quando Barack ainda possuía poucas aspirações na política e muitas dúvidas sobre em qual lugar ele se encaixava. Nos anos 80 em NY, ele era um dos poucos – se não o único – negro na maioria das suas aulas na faculdade. O filme trata o tempo todo das questões raciais e do preconceito – muitas vezes velado – que ele sofria, seja no campus (quando o policial pede identificação somente para ele), ao conhecer a família da namorada, e dos próprios amigos, que dizem que ele não deveria se preocupar tanto pois ele “não era tão negro”.

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Durante a sua trajetória tentando descobrir quem ele realmente era, o personagem enfrenta diversos conflitos. Barack foi criado pela mãe e nunca conheceu verdadeiramente o seu pai, que nasceu na Quênia. Os dois mantinham pouco contato e parte dele se sentia culpado por isso: ele queria descobrir mais sobre as suas raízes. Ele nasceu no Havaí, morou na Indonésia, passou um tempo na Califórnia, até por fim, fazer faculdade em Nova York.

O protagonista é interpretado pelo ator australiano de 24 anos, Devon Terrell. Ele se destaca e cumpre bem o seu papel, nos familiarizando até o final da história com o personagem. Charlotte, sua colega de sala e namorada, ganha destaque pela atuação de Anya Taylor-Joy, de 20 anos. 

Eu fiquei impressionada com a fotografia do filme, que é maravilhosa. Espere por muitas cenas e ângulos incríveis de NY. O filme mostra os locais bonitos da cidade e também a diferença entre os bairros de classe alta e baixa; ele faz críticas a marginalização dos negros na sociedade estadunidense de maneira clara.

O filme já está disponível na Netflix faz alguns dias, que aliás, fez pouca propaganda do longa (com exceção do trailer). Poucos amigos meus sabiam desse lançamento, que vale super a pena assistir, se você é interessado nos temas citados aqui na resenha, e também nas discussões sociais que andam tão presentes na mídia atualmente.


Filme: Como Eu Era Antes de Você
19/06/2016 | Categoria: Filmes

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Título: Me Before You (Como Eu Era Antes de Você)

Diretor (a): Thea Sharrock

Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet Mcteer, Jenna Coleman, Matthew Lewis, Charles Dance

Me Before You foi uma das estreias mais aguardadas do ano, e eu preciso confessar que fui assistir o filme com grandes expectativas. Eu me apaixonei pela história em Janeiro, quando li o livro da britânica Jojo Moyes. Desde então, a espera para assistir o enredo nos cinemas só aumentou.

A protagonista é Louisa Clark, uma mulher de 26 anos que mora em uma cidade pequena com a família. Ela nunca foi uma pessoa com grandes ambições, e se sente satisfeita (na medida do possível) com a vida que leva. Lou é despedida do café em que ela trabalha há seis anos, e ela não sabe muito o que fazer, pois os pais tem problemas financeiros e ela era a única que possuía um emprego.

Quando está buscando por um trabalho, surge a oportunidade de ser a cuidadora de um homem que ficou tetraplégico. Ela não possuí nenhuma experiência, mas como precisa urgentemente ajudar a família, ela aceita o emprego. É então que Louisa conhece Will Traynor. Ele sofreu um acidente e precisou recomeçar toda a sua vida, de um jeito que nunca o agradou.

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Will é uma pessoa amarga. Ele já aceitou a sua situação, mas não consegue se conformar com a vida que deixou para trás. Ele era um empresário bem sucedido, que adorava praticar esportes e viajar pelo mundo. Os seus dias são marcados por dores, remédios e o tédio. Quando ele conhece Lou, se fecha. Mas logo depois o jeito dela consegue conquistá-lo, ou pelo menos, animá-lo.

Quem leu o livro não vai se decepcionar e vai encontrar uma adaptação fiel dos personagens. Eles são exatamente como os da obra, e Emilia Clark Sam Claflin simplesmente dominaram os personagens e trouxeram todas as nuances deles para a tela. Emilia interpreta de um jeito impecável o jeito extrovertido de Lou, e os figurinos dela são destaque no filme (a paixão por roupas peculiares da personagem está muito presente!). As expressões dela são sensacionais. Já Sam traz uma performance surpreendente. Eu sempre achei que ele fosse um bom ator, mas neste filme ele se superou! O ator realmente se tornou o Will, nos convencendo de toda a mágoa que ele sente, mas mostrando que também possui outros lados.

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O filme é romântico e apaixonante, mas sem cair nos clichês. Boa parte disso é responsabilidade de Jojo Moyes, que trabalhou no roteiro, e da diretora, que teve a ajuda da autora em todos os momentos da adaptação. É uma história sobre amor, sobre recomeços e aceitar escolhas. E nem tudo se foca apenas em Will e Lou: o Patrick, interpretado muito bem pelo Matthew Lewis, é responsável por boa parte dos momentos cômicos do filme. A essência do personagem está ali. Aliás, você não vai só se emocionar, mas também vai rir muitas vezes.

Outro destaque é a trilha sonora. Prepare-se para ouvir muito Ed Sheeran! Se você não deixou cair nenhuma lágrima até a metade do filme, fica difícil resistir quando as cenas são embaladas por “Thinking Out Loud” e “Photograph.” Tem até The 1975 com “The Sound” e Imagine Dragons, que fecha o filme com louvor, com o single “Not Today”, feito para a trilha do longa.

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Se você ainda não assistiu, espere por uma adaptação super fiel! Se você não leu o livro, tenho certeza que o filme vai te conquistar também. Ele nos faz refletir e também se envolver com a história e com os personagens, que evoluem em cada cena e te conquistam rapidamente. É impossível não amar a Lou e admirar o Will. É aquele tipo de longa que traz uma bela mensagem; qualquer pessoa que for assisti-lo vai conseguir tirar algo legal dessa experiência.



Primeiro trailer de Me Before You
03/02/2016 | Categoria: Filmes

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E finalmente a divulgação do tão aguardado filme “Me Before You”, adaptação do livro da autora britânica Jojo Moyes “Como Eu Era Antes de Você” (que eu li nessas férias e simplesmente me apaixonei), está começando. Ontem a autora divulgou no seu Twitter o primeiro pôster oficial, que traz Louisa Clark (Emilia Clark) e Will Traynor (Sam Claflin). Eu estou super ansiosa porque simplesmente amei a escolha do elenco e acredito que o filme vai ser um sucesso; os dois atores são experientes e já provaram que brilham muito na TV e no cinema.

USA Today também liberou as primeiras imagens do filme, para já dar um gostinho especial antes da estreia do trailer, que aconteceu nesta Quarta-Feira (2/02).

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A história é sobre a Lou, uma mulher que divide uma casa pequena com a família: os pais, a irmã mais velha e o sobrinho pequeno. Após perder o seu emprego de anos em um café, ela precisa achar outro urgentemente: Louisa se torna então cuidadora de Will Traynor, um homem que após um grave acidente, ficou tetraplégico. Mesmo não tendo experiência nenhuma com a profissão, ela precisa aprender a ajudá-lo e também tenta se tornar amiga dele. O enredo é emocionante, dramático e se você ainda não leu o livro, corre para fazer isso antes do filme!

Jenna Coleman, de Doctor Who, e Matthew Lewis, de Harry Potter, também estão no elenco.

Assista ao trailer!


Filme: Joy – O Nome do Sucesso (2015)
25/01/2016 | Categoria: Filmes

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“Joy” (na versão brasileira do titulo “Joy: O Nome Do Sucesso”) é a nova parceria cinematográfica do diretor David O. Russell (de “O Lado Bom Da Vida” e “Trapaça”) junto com os atores Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro. Os três atuaram juntos nos últimos três longas do diretor, que foram sucesso da crítica e renderam indicações ao Oscar (Jennifer está indicada como Melhor Atriz e Joy como Melhor Filme).

O longa, adaptado do roteiro original de Annie Mumolo (Missão Madrinha de Casamento) conta a história real da inventora Joy Mangano (Lawrence), uma mãe solteira que acaba inventando o “Magic Mop” (“esfregão mágico”) para driblar dificuldades financeiras, em 1990. Após o sucesso do produto, ela emenda uma carreira de invenção e registro de patentes, até acabar vendendo sua marca por um contrato milionário. (Omelete).

Eu estava super curiosa para assistir o Joy: não posso negar que um dos maiores motivos foram as indicações que ele recebeu ao Oscar e os prêmios ao Globo de Ouro. Vi alguns comentários na internet que não elogiavam o filme – nem um pouco – mas mesmo assim resolvi seguir o meu instinto e não me arrependi. O longa, que é estrelado por Jennifer Lawrence, tem como protagonista uma mulher independente e que é praticamente a única responsável pela sua família disfuncional. Joy é uma mãe solteira, que precisa cuidar dos seus dois filhos. Ela não tem o emprego mais lucrativo do mundo e luta com uma instabilidade financeira enorme, enquanto precisa amparar o pai e a mãe divorciados, que mesmo tendo se separado há anos, não possuem uma relação nada amigável.

O filme se inicia mostrando a infância da personagem e de como ela sempre foi uma pessoa criativa, inteligente e que gostava de desenvolver as suas ideias. Fossem coisas pequenas, como construir castelos com papel, ou outras mais complexas, a única pessoa que incentivava o seu talento era a sua avó. O longa se passa no meio dos anos 80 e no inicio dos 90, e também aborda o machismo evidente que a personagem sofreu. Ela queria criar e investir na sua habilidade de construir coisas novas, mas o tempo todo boa parte da família insistia que ela devia buscar por um marido e casamento, e só depois tentar realizar os seus sonhos.

Depois que o pai abandona o lar, ela precisa cuidar da sua família. Quando chega na idade adulta, é praticamente obrigada a pausar os seus objetivos e ter que lidar com milhares de problemas, sendo o dinheiro o maior deles. As coisas começam a virar de cabeça para baixo de vez quando o pai volta para casa e divide o porão com o seu ex-marido (apesar dos dois terem se separado, eles continuam amigos, e é legal a relação de amizade entre os dois abordada ao longo do filme).

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Depois de muitos anos sem ter desenvolvido as suas ideias, Joy consegue por em prática uma das suas criações: um esfregão totalmente inovador no mercado, que ainda não havia sido comercializado. Começa aí a sua luta enorme para tentar conseguir investimento para o produto, conseguir a patente (o direito de exclusividade da sua criação) e provar para a sua família que apostar no produto seria algo certeiro. A personagem é muito bem desenvolvida e também carrega uma personalidade forte. É interessante ver como ela é explorada no enredo e também possui uma carga dramática grande. JLaw consegue, mais uma vez, fazer uma atuação sólida e convencer a quem está assistindo que o sofrimento e as ambições de Joy são reais.

Ela precisa passar por diversos problemas para fazer o seu produto ter sucesso, e ela não desiste até o fim. Temos também a participação do Bradley Cooper como um executivo de um programa de TV que comercializa produtos, o Neil, uma das poucas pessoas que resolve dar uma chance para ela. A relação dos dois personagens é interessante e flui bem. Os dois atores já tem um histórico enorme de trabalhos juntos e passam muita naturalidade na tela quando dividem a cena.

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Todos os atores estão bem nos papéis, e quem se destacou para mim também foi a Dascha Polanco (de “Orange Is The New Black”) que interpreta a Jackie, melhor amiga da personagem. O longa retrata muitos dramas familiares e também o poder feminino. Joy tenta de todas as maneiras mostrar do que ela é capaz e precisa lutar constantemente para provar o seu potencial, pois os empresários, advogados (enfim, a maioria das figuras masculinas) e até a própria irmã, duvidam que ela consiga mesmo realizar o seu objetivo e obter sucesso com a sua invenção.

O filme é baseado numa história real e também é uma cinebiografia. Joy Mangano é uma norte-americana de 59 anos e presidente de uma empresa de design de invenções.


Sugestões do mês
02/12/2015 | Categoria: Filmes, Séries

A maioria das pessoas já está entrando de férias no inicio de Dezembro (finalmente!) e essa é aquela época que a gente só quer se jogar no sofá e descansar pelos próximos dois – ou três – meses. Falta pouco para as minhas férias, que só vão chegar depois do vestibular (dia 12, 13 e 14) e depois disso eu quero passar um bom tempo sem ver qualquer material de estudo na minha frente, rs. Mas para quem já tá entrando no clima ou definitivamente já está sem aulas, fiz uma seleção de dois filmes e séries que eu assisti/estou vendo e curti.

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A Esperança – Parte II

Eu sei, já faz um tempinho que estreou o último filme da saga Jogos Vorazes (uma das minhas favoritas), mas eu só consegui assistir o desfecho da história nos cinemas recentemente. Katniss decide enfrentar Snow de vez, e a guerra só se torna ainda mais intensa; Gale, Finnick, Cressida e Pollux são personagens que ganham mais destaque. Eu achei o filme extremamente fiel ao livro (e olha que eu nem lembrava todos os detalhes!). Eles seguiram muitas coisas à risca – para a felicidade dos fãs – e o desfecho foi digno. Todo mundo já sabe, mas vou repetir: a atuação do cast está ainda mais impecável neste longa final. Jennifer Lawrence mais uma vez mostra que é perfeita para o papel de Katniss. Os momentos de tensão são muitos: você não vai desgrudar os olhos da tela do cinema. E é claro, tem espaço para drama e cenas que dão aquela tristeza ao pensar em se despedir da série, pelo menos nos cinemas.

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Me and Earl and The Dying Girl – 2015

Esse filme é indicado para quem gosta de produções mais indie (no estilo de As Vantagens de Ser Invisível), com referências a cultura pop, temas que te fazem refletir sobre o enredo, e diálogos e cenas mais lentas. “Me and Earl and The Dying Girl” que estréia em 25 de Janeiro no Brasil, traz como protagonista o Greg. Ele está terminando o ensino médio e sempre conseguiu viver na neutralidade: não fazia muitos amigos, mas também não tinha problemas com ninguém. Não sabe muito bem o quer fazer da vida, e tem um melhor amigo, o Earl (o personagem mais legal do filme na minha opinião), que é o parceiro dele na produção de filmes caseiros. Porém, a sua rotina é alterada quando a sua mãe o obriga a fazer amizade com a Rachel, uma colega de escola que está com câncer. Ele começa a dedicar um bom tempo da sua vida à ela, e os dois desenvolvem uma amizade inesperada.

O elenco do filme é ótimo. Rachel é interpretada pela Olivia Cooke, a Emma de Bates Motel. A atriz consegue transmitir o sofrimento e a angústia da personagem muito bem; o ator Thomas Mann nos convence bastante na pele de um garoto confuso e inseguro, e RJ Cyler rouba a cena como Earl. E para completar, como os pais de Greg, estão Nick Offerman (famoso pelo seu papel em Parks and Recreation) e a Connie Britton (quem lembra dela na season 1 de AHS?).

Na internet tem vários links para download.

Jessica Jones

Jessica Jones

Acho que antes de assistir a nova série do Netflix, baseada em uma das personagens da Marvel, “Jessica Jones”, a minha vida não tinha sentido e eu só fui descobrir isso agora. Se você tem o serviço de streaming, corra para assistir todos os episódios, porque vale a pena. Ou, faça o download. Jessica tem poderes, mas ela não é uma super-heroína: aliás, ela foge constantemente desse rótulo, e vive despercebida em um bairro de Nova York, enquanto trabalha como investigadora. Mas ela possui traumas do passado do qual precisa lidar. Jessica foi uma das vítimas de Kilgrave: ele possui o poder de influenciar as pessoas a agirem do modo como ele quiser. Ele é obcecado por Jessica, e quando ela acha que se livrou dele, ele tenta voltar para a sua vida.

A série é uma das melhores estreias do ano, e a roteirista, Melissa Rosenberg, revelou que um dos objetivos dela era mudar a forma como as mulheres são representadas nas histórias de super-heróis: “Esse sempre foi o meu objetivo durante a minha doída e longa carreira (…). Aparentemente as únicas pessoas que podem ter personagens obscuros, complexos e interessantes são os caras brancos. Quando será a hora das mulheres de interpretar esses personagens? Quando nós vamos poder mostrar as mulheres como seres humanos como quaisquer outros?” ela disse, em entrevista a Rolling Stone. O enredo também aborda temas como relacionamentos abusivos e estupro.

O cast é super competente e os atores trazem performances incríveis: Krysten Ritter interpreta Jessica e eu não poderia imaginar outra atriz no seu lugar. A atuação de David Tennant como Kilgrave é de tirar o fôlego. Você vai odiar o vilão, acredite. Destaque também para Mike Colter como Luke Cage, Eka Darville como o Malcom e a Rachel Taylor no papel de Trish.


Sugestões de Domingo
23/08/2015 | Categoria: Filmes, Música

Como eu sou um pessoa muito criativa, acho que o título do post já demonstra bem qual é o meu intuito, né? Tenho algumas sugestões interessantes de filme e música para vocês assistirem/ouvirem. E também quero comentar um livro que eu tô muito, mas muito ansiosa para ler!

Filme

Ponte Aérea (2015)

Já fazia um tempão que eu queria assistir esse filme brasileiro, mas ainda não tinha conseguido. Finalmente assisti nesse final de semana, e gostei bastante. Indico para todo mundo que gosta de romances, mas sem aquela coisa melosa e clichê, sabe? Com a direção de Julia Rezende, o filme conta a história de Amanda (Letícia Colin), que vive em São Paulo, e Bruno (Caio Blat), que mora no Rio de Janeiro. Os dois se conhecem quando o voo que eles estavam precisa mudar de curso por causa de um temporal, e eles vão parar em Belo Horizonte. Os personagens são bem diferentes entre si. Um dos pontos fortes é ver a dinâmica da diferença do Rio e de SP: cada um tem as características mais presentes em sua cidade natal. Assista o trailer aqui.

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Conheça a Alessia Cara

Nada melhor do que estar navegando pela internet e conhecer um artista incrível. Mas dessa vez eu não descobri sozinha; quem me “apresentou” a canadense de 19 anos Alessia Cara foi a Taylor Swift, ao postar o vídeo dela do cover da sua música Bad Blood (é sensacional, ouçam!). A voz dela é incrível, e após ser descoberta por um produtor que assistiu os seus covers no Youtube, ela entrou em estúdio no seu último ano de escola para gravar algumas músicas. O primeiro álbum, intitulado de “Four Pink Walls” vai ser lançado no dia 28 de Agosto. Ela é uma das novas promessas para este segundo semestre. Você vai se impressionar com a voz dela. O seu primeiro single liberado é a faixa “Here”, que fala sobre estar em um lugar (no caso, uma festa) e você ter a sensação de que não se encaixa lá quem nunca.


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Um Ano Inesquecível –  Bruna Vieira, Thalita Rebouças, Babi Dewet e Paula Pimenta.

Se você ainda não tinha ficado sabendo dessa novidade maravilhosa, já pode surtar. Um dos lançamentos mais aguardados do mês no mundo literário foi “Um Ano Inesquecível”, que reúne autoras que nós amamos, todas no mesmo livro! Socorro cada uma delas escreveu um conto diferente, que corresponde à uma estação do ano. Eu estou com uma expectativa gigante (mesmo) para lê-lo. E assim que eu comprar e fizer isso, postarei a resenha. Ah, e vale lembrar que elas estão fazendo uma turnê de lançamento pelo Brasil. Elas passaram por SP, Salvador e Recife até agora. Os próximos lugares são: Araxá (27/08), Belo Horizonte (28/08), e Brasília (29/08). O último local será na Bienal, no Rio de Janeiro, em Setembro. 

Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas… E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar. Este é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre!


Filme: Cidades de Papel
10/07/2015 | Categoria: Filmes

Estreou ontem no Brasil o filme Cidades de Papel (Paper Towns) segunda adaptação de uma obra literária do John Green para os cinemas! Eu estava na expectativa para assistir o filme pois esse é o livro mais legal do autor, na minha opinião. A maioria de vocês conhece a sinopse, mas para quem ainda não está ligado: o Quentin, mais conhecido como “Q.”, (interpretado pelo Nat Wolff) é um garoto nerd, responsável e que se preocupa com o futuro. Ele tem dois melhores amigos, o Ben e o Radar, que também seguem a mesma linha. É o trio de melhores amigos que sempre está presente nas histórias do John Green! O Q. é vizinho de Margo Roth Spiegelman, uma garota que na infância foi sua amiga, mas na adolescência eles tomaram rumos totalmente distintos. Porém, ele sempre nutriu uma paixão platônica por ela, sempre a viu como uma pessoa misteriosa e diferente de todos os outros.

Depois que ele é chamado pela Margo para uma missão especial – e totalmente inesperada – no meio da noite, Quentin espera que tudo mude no dia seguinte. Eles estão no final do ensino médio e ele nunca teve a chance de se aproximar dela, e esta seria a grande chance de tudo mudar. Mas ela acaba sumindo no dia seguinte não é spoiler, tá na sinopse  e ele começa a ficar desesperado para procurá-la. Afinal, ele não pode deixar a sua paixão de anos ir embora, né?

Por mais que o marketing do filme dê a entender que essa história é um romance, para mim ela sempre foi sobre amizade, e questões filosóficas da vida (sim!). O Quentin não tem dúvidas sobre o futuro e quer se prender ao “sonho americano”: casar, ter filhos, um emprego estável e ser feliz assim. Já a Margo é diferente; ela busca por aventuras e novas experiências. E não quer se prender à nada.

Um dos grandes trunfos do longa é a amizade de Ben, Radar e o Q. Os três são extremamente engraçados, garantindo toda a parte divertida do filme, com tiradas sarcásticas, muitas piadas boas e referências (tem até de Game Of Thrones!). Austin Abrams e Justice Smith roubam a cena em muitos momentos. O enredo mostra como o companheirismo e a confiança são importantes; tudo com um toque de nostalgia, já que eles estão se despedindo da escola. Quem também está vai poder se identificar. Sempre tem aquela dúvida se os melhores amigos vão continuar juntos ou não.

O elenco está impecável. Todos te convencem muito e realmente se tornam os personagens. A road trip que rola no filme garante os melhores momentos e mostra a química do cast. Desde que o Nat Wolff havia sido anunciado como o protagonista, eu comecei a acreditar na ideia do filme, por quê para mim ele é um dos melhores atores jovens do momento. A sua atuação é muito natural. Cara Delevingne também me convenceu e ela não decepciona nem um pouco. Sim, Cara tem muito talento para modelo e atriz também! Ela entendeu a essência da personagem, e consegue trazer a aura aventureira da Margo, e reparem que ela não deu sinal do sotaque britânico em nenhum momento.

Destaque também para Halson Stage, que interpreta a Lacey, a melhor amiga de Margo, que também sai à procura dela (a atriz é uma das apostas para o próximo ano!) e a Jaz Sinclair como Angela, a namorada do Radar, que é uma das personagens mais cativantes.

O filme também traz uma surpresa bem legal, com uma participação especial inesperada. Não vou contar quem é! Eu não tinha nem ideia e por isso foi surpreendente (aliás, para todo o cinema!). O final do longa é um pouco diferente do livro; faz tanto tempo que eu li que eu nem me lembro exatamente, mas eu gostei do desfecho. Cidades de Papel é o tipo de filme que vai te fazer sair do cinema refletindo sobre as várias questões que foram abordadas: amor platônico, expectativas da sociedade sobre o futuro, criar uma visão das pessoas que simplesmente não existe, ilusões, dentre outros.

A trilha sonora também é bem legal. Não tem uma presença tão forte como em TFIOS, mas as músicas são bem escolhidas. Tem Vance Joy, Grouplove, Mikky Ekko, Santigold, e na cena final tem uma música do HAIM! (Amei, amei).

As alterações que aconteceram se encaixaram super bem e tudo ornou no filme. Vale super a pena assistir e só traz mais expectativas para as próximas adaptações do autor ao cinema. Já tá sabendo qual vai ser? Looking for Alaska vai sair do papel e também chegar às telas!


Primeiro trailer de Paper Towns
19/03/2015 | Categoria: Filmes

A espera acabou! Foi liberado o primeiro trailer de Cidades de Papel, mais nova adaptação de uma das obras literárias do John Green para o cinema. Nat Wolff está no papel principal como o Quentin, e a Cara Delevingne, como Margo. Alguns stills também foram liberados.

Eu fiquei empolgada pelo trailer e acho que veremos ai um filme meio que na vibe de As Vantagens de Ser Invisível (ou estou viajando, hehe?). Quem já leu o livro sabe que a história está longe de ser um romance que nem TFIOS, e fala sobre temas diferentes, então não estou esperando muito açúcar. Mas não sei bem qual vai ser o foco dos produtores, se eles vão mudar coisas do livro… Enfim, confiram!

Confira o pôster oficial aqui.