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    Eu renasço a cada extinção

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  • Julho 1, 2018
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    Título: #GIRLBOSS

    Autor (a): Sophia Amoruso

    Editora: Seoman

    Sinopse: Sophia Amoruso passou a adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo. Aos 22 anos ela havia se conformado em ter um emprego, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que Sophia decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade; o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso.

    Desde que #GIRLBOSS, escrito por Sophia Amoruso – criadora da Nasty Gal – foi lançado há dois anos atrás, eu fiquei empolgada para ler o livro. Como ele saiu de estoque rápido, acabei não comprando. Em Junho, finalmente pude lê-lo. É uma leitura que apareceu justamente quando eu estava precisando de inspiração e no final do meu primeiro semestre na faculdade de Administração Pública. Talvez se eu tivesse lido quando ele foi lançado, não teria compreendido alguns temas que Sophia debate, como o empreendedorismo, o que é complicado em montar o seu próprio negócio, os erros que ela cometeu em empregos anteriores, e até questões como demissão.

    São assuntos que se tornam comuns na nossa vida, principalmente na faixa etária dos 20 anos. Quando entramos na faculdade (ainda mais na área dos cursos de Administração) ouvimos as palavras empreender, marketing e liderança umas 20 vezes durante a semana. Sophia trata de tudo isso de maneira divertida, objetiva e sincera. Apesar de os capítulos carregarem frases inspiradoras que já ouvimos algumas vezes, elas realmente nos convencem: afinal, ela conseguiu se tornar CEO e alcançar o sucesso com a sua marca, tudo antes dos 30. Mas nada aconteceu milagrosamente, e ela conta em detalhes sua jornada (que começou no Ebay) até abrir a sua primeira loja física na California.

    Em meio aos capítulos, Sophia também encontra espaço para falar sobre moda. Onde nasceu sua inspiração para trabalhar no meio e como ela sempre gostou de criar suas próprias roupas, e como transitou entre diversos estilos, sendo o punk a sua grande paixão na adolescência.

    O livro não nos traz respostas exatas ou soluções mágicas, mas é uma boa leitura para quem gosta de falar, entender e compreender mais sobre moda e negócios por uma visão feminina (algo que nós sabemos que o mercado ainda carece). Atualmente, Sophia não é mais a CEO da Nasty Gal, e investe em outra marca: a Girl Boss Media.

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    Filme: Com Amor, Simon (Love Simon)

    Diretor (a): Greg Berlanti

    Elenco: Nick Robinson, Jennifer Garner, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Logan Miller, Jorge Lendeborg Jr, Josh Duhamel

    Sinopse: Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: nunca revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de escola, anônimo, com quem troca confidências diariamente via internet.

    Baseado no livro de Becky Albertalli, “Love, Simon” foi aguardado pelos fãs com muita expectativa, principalmente pela comunidade LGBTQ+. Apesar de vários progressos estarem sendo feitos, é fato que a juventude queer ganha pouco espaço na televisão e nos cinemas. Ter um filme que trás um personagem gay adolescente como protagonista sendo produzido por um grande estúdio e exibido em diversos países é um grande passo. Simon está no último ano do ensino médio. Ele tem uma família que o apoia e amigos fieis; mas se sente vazio porque ele ainda não assumiu que é gay, e essa é a questão mais complicada em sua vida: como se assumir? E quando? As pessoas vão o enxergar de maneira diferente?

    Ele começa a adentrar mais fundo nos seus próprios sentimentos quando conhece outro menino gay da escola – Blue -, e eles se correspondem anonimamente por e-mails. Aos poucos, criam uma relação especial e também são como uma rede de apoio um para o outro. Afinal, ambos ainda não se assumiram. O assunto é tratado de maneira honesta e delicada, e mostra também a visão dos amigos de Simon, que assim como no livro, ganham um espaço considerável na tela para desenvolver suas próprias histórias. Nick Robinson está ótimo no papel e ele incorporou o personagem e deu vida ao Simon, de uma maneira bem semelhante ao do livro.

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    Mikaela Straus – conhecida pelo nome artístico de King Princess – lançou o seu primeiro EP, “Make My Bed”, produzido por Mark Ronson, no início do mês. A cantora e produtora, que viveu no Brooklyn por boa parte da sua vida – e agora mora em Los Angeles -, tem 19 anos e conquistou o público ao cantar a sua verdade, trazendo a visão queer para o pop atual – algo que Troye Sivan, Hayley Kyoko e Kehlani também estão fazendo -. Com 19 anos, suas músicas falam sobre amor e coração partido, usando apenas pronomes femininos. 1950, seu primeiro single, faz referência a época em a comunidade LGBTQ+ ainda tinha que se esconder em público.

    O EP, que contém cinco faixas, trás canções que misturam guitarras com pegada radiofônica. Segundo a Pitchfork, King Princess acerta em cheio ao trazer para suas letras vulnerabilidade, e comparam 1950 com o impacto que “Royals”, da Lorde, teve no início da carreira da neozelandesa.

    Abril 9, 2018
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    Tom of Finland (2017) – Dirigido por Dome Karukoski

    Produzido pela Finlândia, Tom of Finland foi um daqueles filmes que se tornou uma surpresa agradável e que em uma hora e cinquenta minutos me ensinou sobre cultura, arte e direitos LGBTQ+ que eu ainda desconhecia. Protagonizado por Pekka Strang (Tom) o longa conta a trajetória de Touko Valio, nascido em 1920 na Finlândia. É durante a Segunda Guerra Mundial que Tom começa a explorar a sua sexualidade. Ele cresceu em um ambiente artístico, e por isso, desenha e produz desde jovem. Os seus desenhos possuem caráter homoerótico, e é por meio deles que ele explora os seus desejos e o seu talento.

    Na época, era proíbido na Europa qualquer tipo de manifestação e prática homossexual. Ou seja, os desenhos que Tom produzia de cenas eróticas eram ilegais e ele estava em constante risco de ser preso pelas leis do seu país. Por mais que sofresse preconceito da sociedade e da própria família, a sua arte alcança níveis inesperados (na época, nos Estados Unidos, a cultura gay ganhava ainda mais força, principalmente na Califórnia). Ele se torna ídolo para milhares de pessoas no mundo inteiro, e ninguém pode mais impedir os seus desenhos de ganharem vida própria.

    O filme carrega uma atmosfera pesada em alguns momentos – como quando trata de temas como a AIDS e a perseguição aos gays na Europa -, mas também trás cenas de esperança e união, quando Tom encontra pessoas que o apoiam e acreditam no que ele faz. A história é baseada na vida do artista que faleceu em 1991.

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    Capitão Fantástico (2016) – Dirigido por Matt Ross

    Um dos melhores filmes que assisti este ano: é assim que defino Capitão Fantástico. Com uma história elaborada e cheia de nuances, o filme de Matt Ross (e também com roteiro feito por ele), trás o pai de família Ben (Viggo Morten) que cria os seus seis filhos de uma maneira totalmente diferente do resto da sociedade. Eles vivem em uma floresta próximo de Washington, aprendendo a caçar e a viver da terra. Porém, apesar desse estilo de vida, as crianças são educadas com afinco e possuem conhecimento tanto prático quanto acadêmico. Tudo estaria ótimo se a mãe deles não estivesse longe há meses: ela sofre de Transtorno Bipolar, e precisa se tratar em uma cliníca. Os filhos sentem a sua falta e o que eles mais querem é ver a mãe.

    A família embarca em uma jornada que possui relação com a figura materna. É difícil, doído, emocionante e todos eles aprendem muito sobre si mesmos. Afinal, eles foram ensinados a viver de uma maneira diferente, mas não sabem lidar, por exemplo, com pessoas da sua idade, relacionamentos e convivío social. O filme tem uma forte pegada política e questionadora, que critica duramente o capitalismo e o status quo, mas sempre com uma mensagem de que fica à cargo do telespectador tirar as suas próprias conclusões. Destaque para a cena final ao som de “Sweet Child O’Mine”, sendo o momento mais bonito do filme.

    O longa rendeu uma indicação ao Oscar, Bafta e Globo de Ouro para o protagonista Viggo Morten.

    Março 25, 2018
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    Black Panther (Pantera Negra) – Dirigido por Ryan Coogler

    Falar sobre Pantera Negra é falar sobre um filme político, importante e que pode ser considerado um dos melhores de 2018; além de um marco nos filmes sobre super-heróis. Aguardado com ansiedade desde o seu anúncio, o longa trás no elenco nomes como Lupita Nyong’o (Nakia), Chadwick Boseman (T’Challa), Michael B. Jordan (Erik), Daniel Kaluuya (W’Kabi), Letitia Wright (Shuri), e diversos outros que já possuem peso na indústria cinematográfica, ou que despontaram no filme. Com uma trilha sonora impecável, figurinos, cenários e cenas de ação de tirar o fôlego, as quase duas horas de filme passam voando.

    Se você ainda não assistiu – ou sabe pouco sobre a história, o que é quase impossível! -, Black Panther percorre a famosa trajetória do herói com o personagem T’Challa, futuro rei de Wakanda, um país africano rico e com tecnologias avançadas. Wakanda não interage com o resto do mundo, pois quer presevar a sua riqueza. O antagonista aparece no personagem de Eric, provavelmente um dos “vilões” mais carismáticos do cinema nos últimos anos. Interpretado com maestria por Michael B Jordan, o filme explora as diversas camadas dos personagem. Diferente de outros filmes de heróis, o vilão aqui possui motivos convincentes para se opor ao protagonista.

    Um dos trunfos do filme é dar espaço e destaque para todos os seus personagens, principalmente às mulheres, que são representadas de diversas formas no longa, seja pela sua força e inteligência. Destaque também para a trilha sonora sensacional produzida inteiramente por Kendrick Lamar.

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    Coco (Viva – A Vida É Uma Festa) – Dirigido por Lee Unkrich e Adrian Molina

    Vencedor na categoria Melhor Animação no Oscar, Coco é um daqueles filmes que não importa a idade que você tiver, vai ser difícil não se encantar e se apaixonar pelos personagens e pela história. O enredo é uma homenagem ao Dia de Los Muertos, um dos feriados mais importantes do México e que ocorre em 2 de novembro. Na cultura mexicana, o feriado é uma oportunidade de comemorar a vida daqueles que já se foram. Miguel (Anthony Gonzalez) tem o sonho de se tornar músico, algo que é reprovado pela sua família, principalmente pela avó, Abuelita (Reene Victor). Ele acredita ser parente de Ernesto De La Cruz, um dos maiores músicos mexicanos e o seu grande ídolo.

    O filme é inspirador e cheio de referências a cultura mexicana, que é com certeza o parte mais interessante de Coco. Ele também trás diversos números musicais, e “Remember Me”, um dos mais especiais, ficará grudado na sua cabeça. É um filme fofo: mesmo se você não gosta de animações, vale a pena assistir.

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    Tomb Raider (A Origem) – Dirigido por Roar Uthaug

    Quando os dois primeiros filmes de Tomb Raider foram lançados em 2000 com Angelina Jolie, eu ainda era uma criança. Me lembro que assisti os filmes milhares de vezes até uns dez anos de idade. Naquela época, eu obviamente não sabia nada sobre feminismo (afinal, nem se falava sobre o assunto), e apesar da sexualização desnecessária que se fazia com a personagem de Jolie, eu já via um exemplo de girl power na televisão sem nem ao menos saber. Por isso, fiquei bem empolgada quando soube que ia rolar um prequel da série baseada no jogo, e com a maravilhosa Alivia Vikander como protagonista.

    O filme trás Lara Croft na busca pelo seu pai, que a deixou quando era criança. Ela embarca numa jornada atrás dele em companhia de Lu Ren (Daniel Wu), numa pequena ilha localizada no Japão. Ao encontrar anotações deixadas pelo seu pai – de maneira proposital -, ela decide procurá-lo. As cenas de ação foram muito bem elaboradas, e mesmo que Lara pratique artes marciais e seja ágil e corajosa, o filme destaca o lado humano da personagem. Ela sofre, se machuca, geme, e os closes não focam em nenhuma parte do seu corpo (algo extremamente comum em filmes com protagonistas mulheres).

    Março 5, 2018
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    Sempre quando chega a época das premiações de filmes eu me empolgo para assistir mais longas, e esse ano a emoção foi ainda maior (eu assisti a maioria dos indicados do Oscar desse ano das principais categorias). Já falei de Lady Bird (definitivamente um dos que eu mais amei), Call Me By Your Name e Loving Vincent.

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    Molly’s Game

    Dirigido por Aaron Sorkin (de “A Rede Social”) o filme protagonizado por Jessica Chastain levou uma indicação em Melhor Roteiro Adaptado. O enredo trata da história real de Molly Bloom, uma norte-americana que começou a vida na carreira esportiva, mas um acidente a forçou a parar de praticar o esporte, que era quase uma obrigação na sua família supostamente perfeita. Quando entra na fase de jovem adulta, Molly está sem emprego e sem muita dignidade. Ela acaba se tornando secretária de um homem – insuportável – que organiza jogos de poker. Com o tempo, ela se torna ainda melhor que o próprio chefe no ramo, e cria os seus próprios jogos, que são frequentados por celebridades de Hollywood e movimentam milhões.

    O roteiro foi baseado no livro autobiógrafico lançado pela própria Molly em meados de 2013, quando perdeu todo o dinheiro que tinha e começou a ser perseguida pelo FBI, principalmente por ter se envolvido – supostamente -, com a máfia russa. Os diálogos trazem a característica dos filmes que são dirigidos por Aaron: rápidos, engraçados e carregados de irônia, o que torna o filme de duas horas rápido de assistir. Destaque também para a atuação de Idris Elba, que interpreta Charlie, o advogado de Molly. Eu ainda acho que o filme merecia uma indicação para a principal categoria da noite.


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    The Big Sick

    O filme pode ser classificado como um romance, mas ele está longe de ser apenas isso. Com roteiro criado por Kumail Nanjiani (de Silicon Valley) e Emily V. GordonThe Big Sick aborda o relacionamento de Kumail e Emily (Zoe Kazan), que são duas pessoas com gostos em comum, mas com origens bem diferentes. Kumail vem de uma família paquistanesa bem tradicional, que espera que ele case com uma mulher do Paquistão (assim como ocorreu com o seu irmão). Porém, ele cresceu nos Estados Unidos e não se identifica com a cultura do país em que nasceu. Emily não sabe de toda essa história, e se decepciona quando descobre que os dois não teriam grandes chances de levar o relacionamento para a frente.

    O roteiro fala sobre culturas diferentes – e seus respectivos questionamentos -, e como desafiar os seus pais radicalmente, mesmo sem querer quebrar o forte laço familiar. Relações são o foco do filme, e não apenas a dos protagonistas. Também conhecemos a mãe e o pai de Emily, que são tão complicados quanto os de Kumail: mas tudo isso sem os personagem perderem a sua essência e humanização. As cenas dramáticas estão presentes, assim como as engraçadas. O que eu mais gostei no filme é que o namoro de Emily e Kumail não é um conto de fadas: é complicado, sincero, doído, apesar de ainda valer a pena. As cenas do casal são bem condizentes com a realidade do que nós passamos no dia-dia. A indicação é para Melhor Roteiro Original.

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    Eu, Tonya

    Colecionando três indicações ao Oscar (Melhor Atriz para Margot Robbie, Melhor Atriz Coadjuvante para Allison Janney e Melhor Montagem para Tatiana Riegel), Eu, Tonya é um dos mais fortes nessa temporada de premiações. O filme, que é cheio de momentos carregados de drama e até pitadas de comédia, trás como protagonista Tonya Harding, interpretado brilhantemente por Margot. Esse é um papel difícil, mas a atriz segura-o de maneira eficiente: ele é baseado na trajetória de uma patinadora no gelo dos anos 90 que foi a primeira mulher norte-americana a completar o difícil salto triple axel em 1991.

    Tonya poderia ter tido uma carreira memorável na patinação, se não fosse o acidente que ocorreu nas vésperas das Olímpiadas na Noruega. A personagem é complexa e tem uma vida difícil; ela sofre abuso verbal e físico da mãe, que sempre a bate e exige mais de Tonya do que ela pode fazer. Assim, ela cresce achando que a violência sempre deve fazer parte da sua vida. O abuso continua quando ela se casa e passa a sofrer de violência doméstica. Nada para Tonya era fácil: sua vida pessoal e muito menos a profissional. Ela tentava se provar constantemente, pois os juízes da patinação não a aprovavam, já que ela fugia dos padrões de garota com a família ideal (o que os EUA buscava na época para representá-los).

    Janeiro 27, 2018
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    Nas férias eu sempre faço maratonas de séries. Apesar de amar filmes, as produções da Netflix sempre ganharam um espaço maior no meu coração. Mas sempre quando chega a temporada das premiações (Oscar, Globo de Ouro…) eu começo a assistir os filmes que foram indicados. E é sempre uma boa surpresa: alguns se tornam os meus favoritos, como Lady Bird, Call Me By Your Name e Loving Vincent.

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    Com direção de Luca Guadagnino e 4 nominações ao Oscar, “Me Chame Pelo Seu Nome” é aqueles filmes mágicos, que misturam elementos que vão atrair o telespectador a se emocionar e se apaixonar pelo romance mostrado na tela. Me lembrou um pouco o francês “Azul É A Cor Mais Quente”, por mostrar o primeiro amor de uma forma honesta, vulnerável, bonita e dolorosa, como muitas vezes é também na vida real. O protagonista é Elio (Timothée Chalamet), que está passando o verão na sua casa de praia com os pais na Itália dos anos 80.

    Todos os anos o seu pai, que é professor, convida um aluno ou colega de trabalho para se hospedar na casa. É assim que Elio conhece Oliver (Armie Hammer) um cara mais velho, inteligente e instigante. O amor dos dois acontece de forma natural e aos poucos: nada é forçado no longa, e você sente a paixão crescer durante as cenas. Os cenários são impecáveis, e as cenas não possuem pudores. O mais interessante também é que não há rótulos e nem definições de sexualidade: Ollio e Oliver querem experimentar. O filme trás como tema principal um relacionamento entre duas pessoas. E é difícil ver no cinema atual filmes LGBTQ+ que não possuem tragédias ou mortes.

    Call Me By Your Name se destaca pelo elenco incrível, pelas cenas lindas e a delicadeza do qual narra uma história de amor.


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    E o título de filme mais criativo e emocionante que eu vi esse ano vai para Loving Vincent, que levou 7 anos para ficar pronto, desde o momento de sua pré-produção. O longa, dirigido por Dorota Kobiela Hugh Welchman, fala sobre a história após a morte de Van Gogh na França em 1890, e a última carta que ele escreveu para o seu irmão Theo, que deve ser entregue por Armand (Douglas Booth). O filme ganha um tom investigativo, já que o protagonista tenta entender o que levou Vincent ao suícidio.

    Levou mais de dois anos para que as pinturas e animações do filme ficassem prontas. Diversos artistas participaram do processo, e os atores gravaram basicamente tudo em telas verdes e alguns cenários. O filme relata passagens do artista após ele começar a pintar. Sua relação com a família, com as pessoas dos lugares em que ele morou (e como eles não o recebiam bem, principalmente após Vincent cortar a sua orelha), os anseios e as complexidades que o personagem enfrentou. Porém, toda essa visão é externa, já que descobrimos os fatos por relatos dados ao personagem de Douglas Booth. Para quem gosta de Van Gogh e quer saber mais sobre ele, esse filme é essencial.

    O cast também conta com Saoiorse Ronan (Marguerite Gachet), Eleanor Tomlinson (Adeline Ravoux), e o ótimo Robert Gulaczyk como Van Gogh. É uma obra de arte na tela grande, vale muito a pena assistir, e torcer para que ele leve o prêmio de Melhor Animação no Oscar!

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