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    Filme: A Morte Te Dá Parabéns

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  • October 19, 2017
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    Título: A Morte Te Dá Parabéns (Happy Death Day)

    Diretor (a): Christopher B. Landon

    Gênero: Suspense, terror

    Elenco: Jessica Rothe, Israel Broussard, Ruby Modine, Charles Aitken, Rachel Matthews.

    Sinopse: Uma mulher é assassinada e fica presa entre vida e morte. Ela deve resolver o mistério de seu próprio assassinato, ressucitando várias vezes até descobrir quem foi o responsável pelo crime. Só quando ela compreender o que causou sua morte, pode conseguir escapar de seu destino trágico.

    Quando eu assisti o trailer de A Morte te Dá Parabéns, confesso que o longa não me chamou muito a atenção. O gênero de suspense não é o meu favorito, e eu quase nunca assisto filmes desse estilo no cinema. Mas após ler as críticas positivas sobre ele, eu resolvi apostar. O filme é uma boa pedida para quem quer assistir algo com os amigos que seja engraçado, leve, mas uma boa escolha para assistir em Outubro, mês em que as estreias de terror dominam os cinemas.

    Eu usei a palavra “leve”, porque esse não é um filme de terror que aposta em cenas sangrentas que vão deixar o telespectador chocado. Ele segue a vibe de “It”, com um suspense inteligente, que te deixa curioso e sim, provoca vários sustos no cimema. Um dos trunfos mais legais do filme está na protagonista, Tree (interpretada pela atriz relativamente desconhecida, Jessica Rothe) uma universitária que, apesar de ser irritante e prepotente, tem carisma suficiente para fazer com que o público torça por ela. O dia do aniversário de Tree é um momento que a personagem, desde a morte da sua mãe – que também comemorava o aniversário no mesmo dia que a filha -, prefere esquecer.

    Porém as coisas mudam de rumo quando ela é assassinada, de maneira misteriosa, no dia do seu aniversário. Tree acorda no dia seguinte com a certeza de que teve um dejá vú, mas ela só está repetindo novamente o fatídico momento da sua morte. O filme mistura uma boa trilha sonora com momentos engraçados – e assustadores – em que a personagem tenta descobrir o que está acontecendo e quem é o seu assassino. O problema é que desmascará-lo não é uma tarefa fácil, já que Tree tinha uma legião de pessoas que tinham diversos motivos para se vingar dela.

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    A única pessoa que parece disposta a ajudá-la é Carter (Israel Broussard), que esteve com ela na noite anterior do seu aniversário. Por mais que Tree o rejeite no início, o personagem de Carter é como se fosse uma representação da redenção que ela precisa alcançar, até descobrir definitivamente quem está matando-a.

    As sequencias em que Tree está prestes a perder a vida são bem cativantes. Ela morre de diversas formas diferentes (e algumas, bem surpreendentes), e as cenas cumprem a proposta de deixar quem está assistindo ao filme com os olhos grudados na tela. Uma das melhores cenas acontece no hospital – quando as suspeitas de quem é o seu assassino começam a crescer -, quando ela é perseguida no estacionamento pelo assassino, e posteriormente, em plena rodovia. A cena é de tirar o fôlego e uma das melhores do filme.

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    O que eu também achei interessante no filme foi a forma como a protagonista é conduzida. No inicio, nós só vemos a superficialidade dela. Mas posteriormente, após as suas experiências horrorosas com a morte, as outras camadas da personagem começam a ser reveladas. A atriz também sustenta bem o papel, convencendo tanto nas cenas de alivio cômico, quanto nas de suspense. A personagem também é irônica, corajosa e engraçada. Ou seja: ela passa longe do clichê de mocinha em apuros, tão comum nos filmes de terror (e que ninguém aguenta mais ver).

    Destaque também para os plot twist que ocorrem durante o enredo, que conseguem nos convencer (e mudar de ideia logo depois!). Apesar de alguns erros, como uma saída um pouco previsível para o motivo do assassino estar atrás de Tree, e uma fórmula que já está batida no cinema, “A Morte Te Dá Parabéns” é o longa ideal para assistir com os amigos nas vésperas do dia 31.

    September 25, 2017
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    “Gaga: Five Foot Two”, foi lançado na Netflix em 22 de Setembro, na última Sexta-Feira. A proposta do documentário, que possui uma hora e quarenta minutos de duração, é mostrar a trajetória de Stefani Joanne Angelina Germanotta, mais conhecida como Lady Gaga, no último ano. A cantora de 30 anos, durante a época em que tudo foi filmado, estava nas gravações do seu quinto álbum, Joanne, lançado em 2016.

    Essa nova fase de Gaga é bem diferente da que a cantora seguia no início da sua carreira, ou pelo menos até em 2013, com o Artpop. Ela se tornou mundialmente famosa pelo seu talento e pelas suas excentricidades. As roupas, a maquiagem, as performances peculiares e de cair o queixo: tudo isso ajudou Lady Gaga a se tornar uma das maiores cantoras pop da década, mas também auxiliou para que o público tivesse uma imagem mais distante de quem ela era por trás da câmera. E é isso que ela quis mostrar na era Joanne. O figurino principal do CD é o chapéu rosa – que a cantora usa em diversas apresentações -, mas fora isso, Stefani abandonou os vestidos de carne para vestir jeans preto rasgado e blusa branca.

    Não que a sua fase antiga seja motivo de reclamação: cada personalidade que a cantora incorporou teve seu próprio valor e a ajudou a se tornar a artista que é hoje. Isso fica claro, em uma das primeiras cenas do documentário, em que ela revela que uma das maneiras de sentir que ela ainda estava no controle –  enquanto era rodeada por produtores musicais machistas – era, ao invés de apenas fazer uma performance sexy, aparecer sangrando, como uma maneira de lembrar às pessoas o que a fama fazia com os artistas (essa apresentação aconteceu no VMA de 2009).

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    Dirigido por Chris Moukarbel, o documentário escolhe mostrar um lado da vida da cantora que a maioria de nós não conhece. É um tom sensível, que explora diversos momentos da vida de Gaga que foram complicados. Em meio à tudo isso, ela também prepara o novo disco (trabalhando incansalvemente no estúdio), grava a sexta temporada de American Horror Story e espera pela resposta se ela irá ou não se apresentar no Super Bowl (que ocorreu em Fevereiro deste ano).

    Ela é uma pessoa extremamente perfeccionista e a impressão que temos é que Gaga dá o seu melhor em tudo que faz, chegando até mesmo ao seu limite. É possível ver como a fibromialgia (doença que a impediu de se apresentar no Rock in Rio) é algo muito presente na sua vida, a impedindo de muitas coisas. Mesmo contando com um time de médicos e profissionais especializados – segundo ela própria -, a doença é um desafio enorme, causando dores intensas na cantora durante as turnês e os seus compromissos de trabalho. Em um momento de crises agudas de dores, Gaga se pergunta como as pessoas que não possuem os privilégios que ela tem – de ter uma equipe à sua disposição – conseguem enfrentar a doença.

    Seguindo a linha de explorar temas muito pessoais da vida da cantora, nós conhecemos um pouco mais sobre a Joanne, mulher que levou o nome do disco da cantora. Joanne é tia de Gaga, e faleceu aos 19 anos por consequência do lúpus nos anos 80, quando ainda não se sabia praticamente nada sobre a doença (que a cantora também possui, e luta contra faz alguns anos). Joanne também foi uma artista. Ela escreveu poemas, fez desenhos, e influenciou toda a carreira de Lady Gaga, mesmo que a mesma não tenha chegado a conhecer a tia. A canção Joanne é em homenagem à avô de Gaga e ao seu pai. A cena em que ela apresenta para eles a canção finalizada é emocionante.

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    Acompanhamos de perto o lançamento do clipe de Perfect Illusion, a preparação e o lançamento do Joanne (produzido por Mark Rownson, que é figura sempre presente nas cenas do documentário) e os ensaios para o Super Bowl. Para GaGa, esse foi o momento mais importante da sua carreira. Nas suas palavras, não havia algo maior após isso. São horas e horas intensas de ensaio e prepações para todos os detalhes; e é aí que também fica explícito a autoridade da cantora sob os seus projetos. Ela sabe o que faz, tem segurança na sua arte – e no seu talento -, e é extremamente apegada à tudo de suas performances, pois ela não quer fazer nada “mais ou menos”.

    O perfeccionismo de Lady Gaga tem presença forte em todas as cenas. Ela sempre se esforça para que as coisas saíam do jeito que ela planejou, o que também leva a grande estresse e ansiedade, afinal, ela faz diversos projetos ao mesmo tempo, sempre tentando dar o máximo em todos eles, sobrando pouco para a sua vida pessoal. Ela diz que os seus últimos relacionamentos não acabaram bem, e que a fama e o sucesso tiveram influência forte nisso.

    É um documentário honesto, extremamente pessoal, com uma carga dramática e cenas que mostram todas as nuances da cantora e da sua música. Gaga é cantora, atriz, melhor amiga, exigente, líder, e uma mulher que busca fazer o que ama, apesar de tantos tropeços e dificuldades no seu caminho.

    July 31, 2017
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    Título: O Mínimo Para Viver (“To The Bone”)

    Diretor (a): Marti Noxon

    Lançamento: 14 de Julho (Disponível na Netflix)

    Elenco: Lily Collins, Liana Liberato, Keanu Reeves, Ziah Colon, Alex Sharp, Retta, e mais

    Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

    ATENÇÃO: SE OS TEMAS QUE ENVOLVEM DISTÚRBIOS ALIMENTARES SÃO UM GATILHO PARA VOCÊ, NÃO RECOMENDAMOS QUE ASSISTA AO FILME.

    Produzido pela Netflix, o “Mínimo para Viver” causou polêmica antes mesmo de sua estréia. Muitas pessoas criticaram a Netflix por lançar um filme que abordasse a anorexia de maneira gráfica, o que poderia gerar trigger warnings (os gatilhos). Sim, eles estão presentes no filme – do início ao fim – o que é avisado logo antes da primeira cena, mas o filme consegue abordar de maneira justa e fiel um distúrbio que atinge mais de 150 mil pessoas por ano, somente no Brasil. O longa é baseado em fatos que ocorreram na vida da própria diretora, Marti Noxon. A norte-americana de 52 anos lutou para desenvolver o filme, que foi negado por muitos produtores homens. O intuito, segundo ela, não era falar somente de anorexia e bulimia, mas sim abrir uma discussão sobre imagem corporal e transtornos alimentares.

    Ellen (Lily Collins) tem 20 anos e batalha contra a anorexia há muito tempo. A doença tomou grande parte da vida dela – e dos seus famíliares – e ela já passou por diversos tratamentos. Nenhum deles pareceu funcionar. É como se ela estivesse perdendo a esperança e não soubesse mais como virar o jogo. Do outro lado, também está uma complicada relação famíliar com a mãe, a madrasta, e o pai que nunca está presente. A pessoa que ela mais se dá bem é a sua irmã postiça, Kelly (Liana Liberato).

    Após ser mandada para casa no centro de treinamento que participava – por ser uma “má influência” para os outros pacientes -, a sua madrasta recorre a outra esperança de que Ellen consiga se tratar: Dr. Beckham (Keanu Reeves) representa um ponto de esperança para todos eles. Ele é conhecido por seus métodos diferentes, e por ser extremamente sincero com os seus pacientes. É assim que Ellen descobre que se ela não melhorar logo, a sua vida vai chegar ao fim.

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    É então com uma nova proposta de tratamento que Ellen vai parar em um casa – que é uma espécia de clínica – onde vai dividir o teto com outros seis pacientes, que também sofrem de transtornos alimentares. Eles não são muito explorados – a ótica principal do filme sempre foca na protagonista – mas também podemos entender um pouco mais sobre eles. Não sabemos os motivos que levaram os seis jovens a estar ali, mas todos eles possuem suas próprias batalhas diárias.

    Luke (Alex Sharp) é um ex dançarino de Londres que machucou o joelho. Ele está na clínica há seis meses, e está, aos poucos, superando a doença e carrega consigo um ar positivo e piadista, em que tenta, ao mesmo tempo, cuidar dos outros colegas. O seu sonho é ficar saudável novamente para voltar a dançar. Megan (Leslie Bibb) também ganha mais espaço na tela, pois a personagem – contra todas as possibilidades – desenvolve uma gravidez.

    Todos os personagens possuem uma carga dramática. Lily Collins consegue, de maneira célebre, nos emocionar com os constantes conflitos que Ellen tem que encarar. Ao mesmo tempo que ela quer sobreviver, a protagonista também quer achar um motivo para continuar vivendo. Afinal, ela precisa avançar no tratamento para garantir a sua própria vida. Ellen é sensível, mas guarda tudo para si mesma. Ela carrega uma aura de mistério consigo mesma, e é díficil para ela deixar que outras pessoas entrem na sua vida.

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    Apesar das dificuldades, Ellen e Luke desenvolvem uma amizade, e até mesmo um romance delicado, aos trancos e barrancos. Luke possui uma visão muito diferente da vida que a de Ellen. Ao mesmo tempo que ele quer seguir em frente, ela ainda não encontrou a força necessária para fazer isso. É em meio a reflexões e bons diálogos que Ellen questiona Dr. Beckham qual o motivo que ela teria para viver. E ele responde que não existem motivos específicos; mas se ela quiser, ela pode virar o jogo.

    Obviamente, a superação da doença está longe de ser fácil. E o tempo todo as cenas do longa nos mostram isso. São momentos de questionamento, tristeza e dúvidas que levam Ellen e alguns pacientes a quase desistir da superação da doença. Alguns fatores poderiam ter sido mais explorados. Senti falta de saber do passado dos personagens e o que levou cada um até ali; e de que maneira eles encontrariam uma forma de superar a doença, que é complexa, e precisa de muito mais que 1h35 para ser verdadeiramente explorada.

    O filme abre uma porta importante para os debates dos transtornos alimentares. Nós vemos muito pouco o tema sendo abordado na mídia: e quando isso acontece, é sempre de maneira discreta. A Netflix é uma plataforma com milhões de usuários, o que significa que muitas pessoas terão a oportunidade de ver o filme, e podem tentar compreender a doença – e por que tantas pessoas tem que enfrentá-la – e, posteriormente, discutir o assunto.

    June 4, 2017
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    Título: Wonder Woman (Mulher-Maravilha)

    Lançamento: 1 de junho

    Direção: Patty Jenkins

    Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, David Thewlis, Danny Huston, Elena Anaya

    Sinopse: Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

    Não é exagero dizer que Mulher-Maravilha é um dos filmes mais aguardados de 2017. Criando expectativas desde o ano passado, o longa dirigido pela californiana Patty Jenkins pode ser considerado uma das melhores estréias do ano. A protagonista Diana (Gal Gadot) foi criada desde criança em uma ilha, vivendo cercada pelas Amazonas. Para quem não as conhece, essas são as mulheres – na mitologia grega – participantes de uma nação de guerreiras. Elas vivem em comunidades exclusivamente femininas. Diana é filha da rainha das Amazonas, e ela sempre teve interesse em aprender a lutar e a se defender.

    Mesmo criança, ela queria fazer parte daquele grupo de mulheres poderosas e que eram mestres no arco e flecha e na luta. Desde as suas primeiras cenas, o filme já nos dá um banho de girl power. São personagens independentes e interessantes a cada cena nova; desde a mãe de Diana, até a guerreira Antiope que a ensina a lutar. Ou seja: em cinco minutos de filme, ele já cumpre a sua proposta de colocar os personagens femininos em uma visão totalmente diferente do qual elas são mostradas em filmes de super-heróis. Elas não estão ali para figuração ou ser alvo de piadinhas.

    Diana cresce e com o tempo adquire as habilidades das suas companheiras, se tornando uma das melhores Amazonas. Tudo ocorria relativamente bem – a paz estava instaurada – até a chegada dos soldados alemães na ilha, e de um soldado britânico em especial, Steve (Chris Pine) que era um espião. O longa se passa durante a primeira guerra mundial, e Diana não tinha nenhuma noção de que uma guerra enorme matava milhares de pessoas no mundo dos humanos; ela, instantaneamente, quer sair da ilha para lutar. As amazonas acreditam que a única pessoa que pode destruir Ares – o deus da Guerra, na mitologia – o homem responsável por influenciar os seres humanos a serem ao egoístas e fazer a guerra, seria uma amazona, que nesse caso, é Diana.

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    Mesmo com o medo da sua mãe, Hipólita, de perdê-la, Diana parte para a primeira guerra mundial na companhia de Steve. A guerra não é apenas um pano de fundo para a história da protagonista: ela é um dos arcos principais da história, motivando a indignação da personagem e a sua força, que a tornam uma super-heroína. As cores utilizadas nessa parte do filme, diferente das do início, são frias e cinzas, representando o terror das cidades da Europa durante a guerra. Detalhes são mostrados, como as lutas das tropas alemãs e britânicas nas trincheiras, assim como uma representação plausível de todo o sofrimento que a população sofria, ao morrer de fome e violência durante a guerra.

    Diana acredita que o responsável por tudo isso é Ares, que motivou os homens a agirem dessa forma, numa tentativa de mostrar aos Deuses do Olímpo que Zeus havia errado ao criar os humanos. Mas enquanto age, ela precisa se adaptar também à realidade de Londres: as cenas em que o machismo fica explícito são muitas. O tema é abordado o tempo todo durante o longa, quando a personagem é constantemente descreditada da sua inteligência, tirada do seu lugar de fala e excluída pelos homens. Diana é inteligente, sabe falar diversas línguas e tem um senso de estratégia enorme: mesmo assim, os personagens masculinos só compreendem o seu valor quando ela demonstra a sua força física, ao derrotar e impedir milhares de mortes.

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    As cenas de ação merecem um destaque à mais. As lutas foram perfeitamente orquestradas e a Gal Gadot rouba todos os minutos de tela. Ela se encaixou perfeitamente na personagem, e acreditamos na sua força e torcemos por ela a todo momento. É impressionante como as cenas em que Diana luta foram muito bem feitas; é incrível poder ver finalmente uma super-heroína no cinema tendo esse espaço para mostrar que elas também são capazes. Grande parte da simpatia que temos pela protagonista se deve à atriz, que nos conquista desde o primeiro momento.

    Diversos nuances de Diana são mostrados: ela também tem um lado ingênuo, que não conhece muito do mundo dos humanos, ao mesmo tempo que aprende tudo rapidamente, e não deixa que ninguém a diga o que fazer. Sempre que é questionada sobre as suas convicções, ela insiste e não desiste das suas ideias e dos seus conceitos.

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    O elenco está afiadíssimo e o filme reúne tudo de interessante que um longa pode ter: uma trama bem trabalhada – aos seu detalhes, sem nada feito às pressas -, momentos irônicos e alfinetadas (feitos com maestria por Gal Gadot, quando a personagem afirma que uma mulher não precisa de um homem para satisfazer o seu próprio prazer), romance, cenas de luta empolgantes e uma trilha sonora bem feita.

    Um dos trunfos do filme é a luta da Mulher-Maravilha com o Ares. Também rolam alguns plots twists bem legais, que deixam o telespectador surpreso. Eu confesso que eu saí do cinema super feliz, porque o filme foi ainda melhor do que eu esperava. Dá uma alegria enorme ver um longa tão bem feito que representa as super-heroínas e as mulheres de uma maneira honesta e importante. Representatividade importa sim, e fica claro que a visão do mundo feminino fica bem diferente quando o filme é dirigido por uma mulher (é algo óbvio, mas constantemente ignorado na indústria cinematográfica).

    Concluindo: chama as amigas, a família inteira, e vá assistir ao filme, porque você não vai se arrepender!

    March 21, 2017
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    Título: Beauty and the Beast (A Bela E A Fera)

    Diretor: Bill Condon

    Cast: Emma Watson, Luke Evans, Dan Stevens, Josh Gad, Kevin Kline, Ian McKellen, e mais.

    Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

    Sabe aquele filme que você sai do cinema apaixonado? Pois é assim com “A Bela e a Fera” um dos lançamentos mais aguardados do ano, e que não decepciona. A versão atual dessa história tão conhecida traz Emma Watson como Bela, uma garota que foi criada apenas pelo pai, ama ler e vive em uma aldeia pequena e monótona. Lá é tudo sempre igual, e Bela deseja mais. Ela quer conhecer outros lugares, e tem um pensamento mais a frente do seu tempo. A personagem é corajosa, inteligente e quer escrever a sua própria história.

    Esses é um dos motivos, por exemplo, de que ela não cai na lábia do Gastão (interpretado brilhantemente pelo Luke Evans), que quer se casar com Bela de qualquer jeito. Ele é egoísta, orgulhoso e e um dos vilões da história, mas mesmo sendo vilão, é impossível não rir com algumas das atitudes dos personagens, que é um retrato de muitos homens que a gente conhece no nosso dia-dia, que tem certeza que o mundo gira em torno de si mesmo.

    O pai de Bela é capturado pela fera (não vou dar spoilers) e acaba preso no castelo, que um dia foi de uma família real. Porém, atualmente o lugar é evitado por todos da aldeia e a fera não passa de uma lenda; ninguém tem certeza da sua existência, e quando Bela troca a sua segurança pela do seu pai, se tornando prisioneira, ele é ignorado quando busca ajuda, pois ninguém do vilarejo acredita na sua palavra.

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    No início, Bela e a Fera se odeiam com todas as forças. Um não aceita o outro; Bela está decidida a fugir do castelo, mas é convencida do contrário por Lumiére (Ewan McGregor), Cogsworth (Ian McKellen), Chip (Nathan Mack), Madame Garderobe (Audra McDonald) e os outros objetos falantes, que são um dos pontos altos da história. Essa sempre foi uma das minhas partes favoritas. Eles tentam reverter o feitiço que assolou a todos os moderadores do lugar, e para isso, a Bela precisa se aproximar da Fera, para que eles se apaixonem.

    O relacionamento dos dois é desenvolvido aos poucos e super bem explorado no filme, o que eu achei bem interessante. Nada acontece da noite para o dia: eles descobrem coisas em comum, como o fato de adorarem livros e serem curiosos sobre o mundo. Eles vivem momentos honestos juntos, e a Bela começa a vê-lo de uma maneira muito diferente. A Fera possui um lado sensível que ninguém nunca conheceu.

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    Um dos pontos altos do filme também é a trilha sonora, que ficou impecável e muito bem feita. Não dá para faltar os momentos musicais nos filmes da Disney, e aqui eles complementam a história. Os números musicais são bem especiais, e o grande destaque fica para “Beauty and The Beast”, a música principal, que aparece em versões diferentes.

    O romance entre os protagonistas é crível e deixa a gente emocionado e torcendo por ambos. No final do filme conhecemos o príncipe, mas rola até uma saudade da Fera. Eu também achei que todo o elenco fez um trabalho incrível, e a Emma Watson mais uma vez mostrou o quanto ela é uma atriz que mergulha nos seus personagens e também coloca um pouco dela mesma neles. Bela é muito destemida!

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