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    Big Little Lies: o livro e a série

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  • June 19, 2016
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    me before you

    Título: Me Before You (Como Eu Era Antes de Você)

    Diretor (a): Thea Sharrock

    Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet Mcteer, Jenna Coleman, Matthew Lewis, Charles Dance

    Me Before You foi uma das estreias mais aguardadas do ano, e eu preciso confessar que fui assistir o filme com grandes expectativas. Eu me apaixonei pela história em Janeiro, quando li o livro da britânica Jojo Moyes. Desde então, a espera para assistir o enredo nos cinemas só aumentou.

    A protagonista é Louisa Clark, uma mulher de 26 anos que mora em uma cidade pequena com a família. Ela nunca foi uma pessoa com grandes ambições, e se sente satisfeita (na medida do possível) com a vida que leva. Lou é despedida do café em que ela trabalha há seis anos, e ela não sabe muito o que fazer, pois os pais tem problemas financeiros e ela era a única que possuía um emprego.

    Quando está buscando por um trabalho, surge a oportunidade de ser a cuidadora de um homem que ficou tetraplégico. Ela não possuí nenhuma experiência, mas como precisa urgentemente ajudar a família, ela aceita o emprego. É então que Louisa conhece Will Traynor. Ele sofreu um acidente e precisou recomeçar toda a sua vida, de um jeito que nunca o agradou.

    me before you

    Will é uma pessoa amarga. Ele já aceitou a sua situação, mas não consegue se conformar com a vida que deixou para trás. Ele era um empresário bem sucedido, que adorava praticar esportes e viajar pelo mundo. Os seus dias são marcados por dores, remédios e o tédio. Quando ele conhece Lou, se fecha. Mas logo depois o jeito dela consegue conquistá-lo, ou pelo menos, animá-lo.

    Quem leu o livro não vai se decepcionar e vai encontrar uma adaptação fiel dos personagens. Eles são exatamente como os da obra, e Emilia Clark Sam Claflin simplesmente dominaram os personagens e trouxeram todas as nuances deles para a tela. Emilia interpreta de um jeito impecável o jeito extrovertido de Lou, e os figurinos dela são destaque no filme (a paixão por roupas peculiares da personagem está muito presente!). As expressões dela são sensacionais. Já Sam traz uma performance surpreendente. Eu sempre achei que ele fosse um bom ator, mas neste filme ele se superou! O ator realmente se tornou o Will, nos convencendo de toda a mágoa que ele sente, mas mostrando que também possui outros lados.

    me before you 2

    O filme é romântico e apaixonante, mas sem cair nos clichês. Boa parte disso é responsabilidade de Jojo Moyes, que trabalhou no roteiro, e da diretora, que teve a ajuda da autora em todos os momentos da adaptação. É uma história sobre amor, sobre recomeços e aceitar escolhas. E nem tudo se foca apenas em Will e Lou: o Patrick, interpretado muito bem pelo Matthew Lewis, é responsável por boa parte dos momentos cômicos do filme. A essência do personagem está ali. Aliás, você não vai só se emocionar, mas também vai rir muitas vezes.

    Outro destaque é a trilha sonora. Prepare-se para ouvir muito Ed Sheeran! Se você não deixou cair nenhuma lágrima até a metade do filme, fica difícil resistir quando as cenas são embaladas por “Thinking Out Loud” e “Photograph.” Tem até The 1975 com “The Sound” e Imagine Dragons, que fecha o filme com louvor, com o single “Not Today”, feito para a trilha do longa.

    me before you 3

    Se você ainda não assistiu, espere por uma adaptação super fiel! Se você não leu o livro, tenho certeza que o filme vai te conquistar também. Ele nos faz refletir e também se envolver com a história e com os personagens, que evoluem em cada cena e te conquistam rapidamente. É impossível não amar a Lou e admirar o Will. É aquele tipo de longa que traz uma bela mensagem; qualquer pessoa que for assisti-lo vai conseguir tirar algo legal dessa experiência.

     

    January 25, 2016
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    JOY

    “Joy” (na versão brasileira do titulo “Joy: O Nome Do Sucesso”) é a nova parceria cinematográfica do diretor David O. Russell (de “O Lado Bom Da Vida” e “Trapaça”) junto com os atores Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro. Os três atuaram juntos nos últimos três longas do diretor, que foram sucesso da crítica e renderam indicações ao Oscar (Jennifer está indicada como Melhor Atriz e Joy como Melhor Filme).

    O longa, adaptado do roteiro original de Annie Mumolo (Missão Madrinha de Casamento) conta a história real da inventora Joy Mangano (Lawrence), uma mãe solteira que acaba inventando o “Magic Mop” (“esfregão mágico”) para driblar dificuldades financeiras, em 1990. Após o sucesso do produto, ela emenda uma carreira de invenção e registro de patentes, até acabar vendendo sua marca por um contrato milionário. (Omelete).

    Eu estava super curiosa para assistir o Joy: não posso negar que um dos maiores motivos foram as indicações que ele recebeu ao Oscar e os prêmios ao Globo de Ouro. Vi alguns comentários na internet que não elogiavam o filme – nem um pouco – mas mesmo assim resolvi seguir o meu instinto e não me arrependi. O longa, que é estrelado por Jennifer Lawrence, tem como protagonista uma mulher independente e que é praticamente a única responsável pela sua família disfuncional. Joy é uma mãe solteira, que precisa cuidar dos seus dois filhos. Ela não tem o emprego mais lucrativo do mundo e luta com uma instabilidade financeira enorme, enquanto precisa amparar o pai e a mãe divorciados, que mesmo tendo se separado há anos, não possuem uma relação nada amigável.

    O filme se inicia mostrando a infância da personagem e de como ela sempre foi uma pessoa criativa, inteligente e que gostava de desenvolver as suas ideias. Fossem coisas pequenas, como construir castelos com papel, ou outras mais complexas, a única pessoa que incentivava o seu talento era a sua avó. O longa se passa no meio dos anos 80 e no inicio dos 90, e também aborda o machismo evidente que a personagem sofreu. Ela queria criar e investir na sua habilidade de construir coisas novas, mas o tempo todo boa parte da família insistia que ela devia buscar por um marido e casamento, e só depois tentar realizar os seus sonhos.

    Depois que o pai abandona o lar, ela precisa cuidar da sua família. Quando chega na idade adulta, é praticamente obrigada a pausar os seus objetivos e ter que lidar com milhares de problemas, sendo o dinheiro o maior deles. As coisas começam a virar de cabeça para baixo de vez quando o pai volta para casa e divide o porão com o seu ex-marido (apesar dos dois terem se separado, eles continuam amigos, e é legal a relação de amizade entre os dois abordada ao longo do filme).

    JOY1

    Depois de muitos anos sem ter desenvolvido as suas ideias, Joy consegue por em prática uma das suas criações: um esfregão totalmente inovador no mercado, que ainda não havia sido comercializado. Começa aí a sua luta enorme para tentar conseguir investimento para o produto, conseguir a patente (o direito de exclusividade da sua criação) e provar para a sua família que apostar no produto seria algo certeiro. A personagem é muito bem desenvolvida e também carrega uma personalidade forte. É interessante ver como ela é explorada no enredo e também possui uma carga dramática grande. JLaw consegue, mais uma vez, fazer uma atuação sólida e convencer a quem está assistindo que o sofrimento e as ambições de Joy são reais.

    Ela precisa passar por diversos problemas para fazer o seu produto ter sucesso, e ela não desiste até o fim. Temos também a participação do Bradley Cooper como um executivo de um programa de TV que comercializa produtos, o Neil, uma das poucas pessoas que resolve dar uma chance para ela. A relação dos dois personagens é interessante e flui bem. Os dois atores já tem um histórico enorme de trabalhos juntos e passam muita naturalidade na tela quando dividem a cena.

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    Todos os atores estão bem nos papéis, e quem se destacou para mim também foi a Dascha Polanco (de “Orange Is The New Black”) que interpreta a Jackie, melhor amiga da personagem. O longa retrata muitos dramas familiares e também o poder feminino. Joy tenta de todas as maneiras mostrar do que ela é capaz e precisa lutar constantemente para provar o seu potencial, pois os empresários, advogados (enfim, a maioria das figuras masculinas) e até a própria irmã, duvidam que ela consiga mesmo realizar o seu objetivo e obter sucesso com a sua invenção.

    O filme é baseado numa história real e também é uma cinebiografia. Joy Mangano é uma norte-americana de 59 anos e presidente de uma empresa de design de invenções.

    July 10, 2015
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    Estreou ontem no Brasil o filme Cidades de Papel (Paper Towns) segunda adaptação de uma obra literária do John Green para os cinemas! Eu estava na expectativa para assistir o filme pois esse é o livro mais legal do autor, na minha opinião. A maioria de vocês conhece a sinopse, mas para quem ainda não está ligado: o Quentin, mais conhecido como “Q.”, (interpretado pelo Nat Wolff) é um garoto nerd, responsável e que se preocupa com o futuro. Ele tem dois melhores amigos, o Ben e o Radar, que também seguem a mesma linha. É o trio de melhores amigos que sempre está presente nas histórias do John Green! O Q. é vizinho de Margo Roth Spiegelman, uma garota que na infância foi sua amiga, mas na adolescência eles tomaram rumos totalmente distintos. Porém, ele sempre nutriu uma paixão platônica por ela, sempre a viu como uma pessoa misteriosa e diferente de todos os outros.

    Depois que ele é chamado pela Margo para uma missão especial – e totalmente inesperada – no meio da noite, Quentin espera que tudo mude no dia seguinte. Eles estão no final do ensino médio e ele nunca teve a chance de se aproximar dela, e esta seria a grande chance de tudo mudar. Mas ela acaba sumindo no dia seguinte não é spoiler, tá na sinopse  e ele começa a ficar desesperado para procurá-la. Afinal, ele não pode deixar a sua paixão de anos ir embora, né?

    Por mais que o marketing do filme dê a entender que essa história é um romance, para mim ela sempre foi sobre amizade, e questões filosóficas da vida (sim!). O Quentin não tem dúvidas sobre o futuro e quer se prender ao “sonho americano”: casar, ter filhos, um emprego estável e ser feliz assim. Já a Margo é diferente; ela busca por aventuras e novas experiências. E não quer se prender à nada.

    Um dos grandes trunfos do longa é a amizade de Ben, Radar e o Q. Os três são extremamente engraçados, garantindo toda a parte divertida do filme, com tiradas sarcásticas, muitas piadas boas e referências (tem até de Game Of Thrones!). Austin Abrams e Justice Smith roubam a cena em muitos momentos. O enredo mostra como o companheirismo e a confiança são importantes; tudo com um toque de nostalgia, já que eles estão se despedindo da escola. Quem também está vai poder se identificar. Sempre tem aquela dúvida se os melhores amigos vão continuar juntos ou não.

    O elenco está impecável. Todos te convencem muito e realmente se tornam os personagens. A road trip que rola no filme garante os melhores momentos e mostra a química do cast. Desde que o Nat Wolff havia sido anunciado como o protagonista, eu comecei a acreditar na ideia do filme, por quê para mim ele é um dos melhores atores jovens do momento. A sua atuação é muito natural. Cara Delevingne também me convenceu e ela não decepciona nem um pouco. Sim, Cara tem muito talento para modelo e atriz também! Ela entendeu a essência da personagem, e consegue trazer a aura aventureira da Margo, e reparem que ela não deu sinal do sotaque britânico em nenhum momento.

    Destaque também para Halson Stage, que interpreta a Lacey, a melhor amiga de Margo, que também sai à procura dela (a atriz é uma das apostas para o próximo ano!) e a Jaz Sinclair como Angela, a namorada do Radar, que é uma das personagens mais cativantes.

    O filme também traz uma surpresa bem legal, com uma participação especial inesperada. Não vou contar quem é! Eu não tinha nem ideia e por isso foi surpreendente (aliás, para todo o cinema!). O final do longa é um pouco diferente do livro; faz tanto tempo que eu li que eu nem me lembro exatamente, mas eu gostei do desfecho. Cidades de Papel é o tipo de filme que vai te fazer sair do cinema refletindo sobre as várias questões que foram abordadas: amor platônico, expectativas da sociedade sobre o futuro, criar uma visão das pessoas que simplesmente não existe, ilusões, dentre outros.

    A trilha sonora também é bem legal. Não tem uma presença tão forte como em TFIOS, mas as músicas são bem escolhidas. Tem Vance Joy, Grouplove, Mikky Ekko, Santigold, e na cena final tem uma música do HAIM! (Amei, amei).

    As alterações que aconteceram se encaixaram super bem e tudo ornou no filme. Vale super a pena assistir e só traz mais expectativas para as próximas adaptações do autor ao cinema. Já tá sabendo qual vai ser? Looking for Alaska vai sair do papel e também chegar às telas!

    November 24, 2014
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    Estreou faz alguns dias aqui no Brasil (e no mundo inteiro também, mas antes no nosso país!) A Esperança – Parte 1, penúltimo filme da saga Jogos Vorazes. Eu li todos os livros e quando vi a notícia de que o último seria dividido em duas partes, confesso que não achei tão necessário, porque o último volume é mais lento que os outros, foca mais no psicológico dos personagens e não tem tanta ação. Porém, não dá pra subestimar a equipe e o elenco incrível de Hunger Games, e eles me surpreenderam, conseguindo transformar essa parte do livro que não empolgou tanto assim a minha leitura, em um filme intrigante, e muito bom. Pra não sair do costume, né?

    Depois de ser resgatada do Massacre Quaternário, e descobrir que ela ser salva fazia parte de um plano, Katniss vive agora no Distrito 13 (que ela só descobre depois que existia, quando durante todo esse tempo sua existência era mantida em segredo, todos pensavam que ele havia acabado após ser bombardeado pela capital). Sua mãe, Prim, e Gale também estão lá, assim como Finnick, que conseguiu sair da arena com ela. Porém, a Capital pegou Peeta, Johanna e Annie.

    É nesse filme também que conhecemos a presidente Alma Coin, interpretada super bem pela Julianne Moore (não podíamos esperar menos dela). Alma é quem comanda o Distrito 13 e dá voz também à revolução e a guerra contra Snow. Ela e Plutarch precisam que Katniss seja o tordo. No inicio, ela reluta, principalmente depois de tudo que passou e por que Peeta está com a Capital, sendo preso e torturado, mas ela sabe que precisa fazer isso.

    Um dos temas mais abordados no filme é a manipulação. A capital tenta manipular as pessoas de Panem e de certo modo, Coin também. A sutileza na primeira parte do longa está aqui, mas quem já leu o livro sabe o que rola no final da história. Querendo usar Katniss para ser o tordo, eles também querem tentar passar uma imagem – mesmo não se importando com a instabilidade dela, já que no inicio do filme a personagem ainda está bem traumatizada com os últimos acontecimentos -, e o diretor, Francis Lawrence, consegue dar um tom ainda mais político à história.

    Jennifer Lawrence apresenta uma das suas melhores performances até aqui. Em algumas cenas ela quase não tem falas, mas nem precisa, pois consegue expressar todas as suas emoções só pelo rosto. E são poucos os atores jovens em Hollywood que conseguem convencer tão bem como ela. O mesmo para Josh Hutcherson, que precisa mostrar uma nova faceta do Peeta nesse filme, bem diferente daquela que já havíamos visto. Sam Clafin também convence, e podemos ver um amadurecimento da Prim também (e da atriz).

    O cast é sempre impecável, então não dá pra deixar de dizer que Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks e Philip Seymour brilharam (e muito).

    Destaque também para a música que a Jennifer canta no filme, que faz parte de uma cena super emocionante (e eu estava ansiosa pra ver isso nas telas). E o tema oficial do filme fica por conta da Lorde, inclusive ela apresentou Yelllow Flicker Beat ontem no American Music Awards.

    A parte final estréia no dia 20 de Novembro de 2015. Falta muuuito ainda. Quem aguenta até lá?

    September 22, 2013
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    Depois de muita expectativa e meses de espera para poder assistir, finalmente consegui ver ao tão esperado (por mim, pelo menos) The Bling Ring, filme dirigido por Sofia Coppola. Eu assisti há algumas semanas atrás Maria Antonieta, um dos filmes mais famosos dela e gostei do trabalho da diretora, então, já estava louca para ver esse. De inicio, foi vendido pelos trailers e fotos de divulgação do filme que a protagonista seria Emma Watson, mas na verdade os personagens principais são Katie Chang, que interpreta Rebecca, e Israel Broussard, no papel de Marc. A gangue fica completa com Nicki (Emma Watson), Chloe (Claire Julien), e Sam (Taissa Farmiga), que já trabalhou em American Horror Story.

    O enredo já é bem conhecido: baseado em fatos reais, que aconteceram em 2009 nos Estados Unidos, o filme fala sobre jovens que eram de classe média alta e viviam muito bem. Obcecados por baladas e toda a cultura das celebridades instantâneas e socialites, como Paris Hilton e Audrina Patridge, eles frequentam festas, gostam de roupas carésimas – Chanel, Miau Miau e Louboutin – e acompanham frequentemente a vida dessas celebridades. Os personagens também usam drogas e a vida deles não tem, na verdade, muitos limites nem regras.

    Nicki e Sam são praticamente duas irmãs educadas em casa que vivem sob uma casa onde a mãe, meio alienada, mal sabe o que elas fazem de suas vidas. O mais certinho de todos é Marc, que entra no grupo de pára quedas, mas acaba gostando desse estilo de vida que o grupo acaba levando. São jovens com dinheiro e fúteis, que descobrem como é fácil acessar a casa de pessoas como Paris, Audrina, Orlando Bloom, Rachel Bilson, e por isso, fazem disso um hábito, e sempre que saem de lá, levam jóias e roupas caras. O valor estimado de tudo que eles roubaram na vida real foi três milhões de dólares.

    Taissa Farmiga e Emma Watson

    Além de roubarem as casas sempre que podem, eles também frequentam os lugares mais populares de L.A, vendendo as coisas que pegaram nas casas, usando as roupas de grife, tudo sem quase levantar suspeitas. Depois de um tempo, as histórias acabam se espalhando. Por fora, a história parece ser superficial, mas para entendê-la, é preciso fazer uma análise um pouco mais profunda. O desenrolar do filme é exatamente sobre a cultura das sub-celebridades, e o que mais existe em Hollywood: jovens tentando fazer parte do lifestyle dos ricos e famosos por motivos inúteis. Isso se deixa claro na cena em que Marc confessa que não gosta da ideia de ter uma fã page no Facebook e admiradores por causas das suas atitudes, que no caso, foram roubar. Ele gostaria da ideia se tivesse realmente feito algo de bom para merecer isso.

    Quem hoje em dia não conhece os Kardashian’s ou nunca viu The Hills? São os famosos derivados de reality’s. Alguns deles tem a fama sustentada por capas de revistas de fofocas e programas polêmicos na TV. O motivo pelo qual jovens da classe média alta terem feito tudo o que fizeram, é apenas o grande desejo de poder fazer parte do meio do luxo, da riqueza e das roupas de grife que cercam a fama. Emma Watson está ótima no papel, representando uma adolescente que só pensa nisso.

    O filme tem um tom de independente, já que várias cenas concentram-se mais no pensamento de alguns personagens ou nos diálogos. Quem narra a história é Marc, enquanto conta a história para uma jornalista. As cenas vão se desenrolando e ele é um dos atores que acabam roubando a cena por isso. Alguns podem achar o filme meio parado em alguns momentos, mas essas cenas não me incomodaram. A diretora Sofia revelou que a escolha de atores novos foi porque ela não queria escalar um elenco só de atores já conhecidos.

    Destaque para a ótima trilha sonora também, que conta com Azealia Banks, MIA, Sleigh Bells, hits famosos e muitas músicas de rap e de baladas. Prato cheio pra quem curte esse gênero. Quem também mais tem músicas no longa é Kanye West e Jay-Z.

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