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    Série: Dark

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    Filme: Extraordinário

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    Playlist: Dezembro

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    Série: Atlanta

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  • April 8, 2017
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    Título: A Rainha Vermelha

    Editora: Seguinte

    Autor(a): Victoria Aveyard

    Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

    Fazia um bom tempo em que eu não lia um livro com o tema de distopia. Esse gênero literário pode estar meio batido, mas The Red Queen foi uma surpresa agradável que me cativou bastante. Eu comecei a leitura com expectativas, afinal, ele havia ganhado o prêmio de melhor estréia de autor do Goodreads em 2015, e também ficou em primeiro lugar na lista do The New York Times.

    A protagonista desta história é Mare, uma garota de 17 anos que vive junto com a sua família – e mais milhares de pessoas – em extrema pobreza. Eles estão acostumados a lutar por suas vidas todos os dias, simplesmente porque possuem sangue vermelho, o que significa que eles fazem parte da população que é separada dos prateados, que possuem poderes e uma vida de luxo. Só o que essas pessoas conhecem é o medo, a fome e a impotência. Qualquer pessoa que se atreva a questionar esse sistema não sobrevive.

    Algumas pessoas são contra a segregação que impera nesta sociedade distópica, mas eles vivem às espreitas e poucos realmente sabem que esse grupo existe. A Guarda Escarlate é uma organização que luta contra a corte, e Mare toma conhecimento deles aos poucos. Ela vive momentos de conflito com a sua família. O seu irmão mais velho foi para a guerra – assim como todos os outros garotos jovens – e nunca mais retornou. Ela não sabe se ele está vivo ou morto.

    A sua vida muda de cabeça para baixo quando Mare é colocada em situações de perigo e descobre que ela não é quem imaginava ser. A personagem também possui poderes: ela pode controlar a eletricidade. Mas como isso é possível, se os vermelhos não tem poderes? Existem mais pessoas como ela? Mare, que sempre viveu com muito pouco, se vê de uma hora para a outra no meio da família real e dos prateados, tendo que esconder a sua identidade como uma peça no jogo da rainha Elara, e sendo noiva de Maven, o filho mais novo do rei Tiberias VI. Essas são as pessoas que ela mais odiou durante a sua vida inteira; sendo manipulada por eles e com todos os seus passos sendo observados, Mare não sabe como agir.

    O livro é repleto de ação e capítulos que nos deixam super curioso para saber o que vai acontecer em seguida. A autora sabe colocar diversos elementos surpresa ao longo da história, e por mais que o livro seja grande, a sua narrativa é rápida. Mare Barrow é super bem trabalhada durante cada parte do enredo, e temos uma heroína forte, corajosa e muito teimosa. A minha característica favorita das distopias são as protagonistas poderosas. Por mais que ela passe por milhares de dúvidas e momentos em que sua vida é colocada em jogo, Mare não deixa ninguém domina-la.

    O romance é desenvolvido aos poucos, e temos uma rivalidade acirrada entre dois irmãos que são muito diferentes: Maven tem todas as qualidades que um próximo rei precisa, mas quem realmente é o sucessor do trono é Cal, seu irmão mais velho. Mare se torna próxima de ambos, e cada um deles desperta um lado diferente nela. Apesar de incrementar a história e Maven e Cal serem ótimos personagens, o foco aqui não é o romance.

    O elemento sobrenatural é um dos pontos chave. Cada prateado possui um poder: há até mesmo uma hierarquia entre eles. Alguns poderes e algumas famílias são mais valorizadas do que outras, e entre este povo – que se acha tão melhor que os vermelhos – também existem disputas acirradas e muitas mentiras. É interessante ver como a autora trabalha com tudo isso. Temos muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas ela consegue equilibrar bem isso durante a leitura. Só resta ler a sequencia para saber quais focos serão mais explorados no segundo livro.

    O livro me conquistou muito, e eu me empolguei com a história rapidamente. É uma indicação certeira, e quem é fã de A Seleção e Jogos Vorazes, por exemplo, vai curtir.

    March 4, 2017
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    jenny han

    Título: The Summer I Turned Pretty – O Verão Que Mudou A Minha Vida

    Autor (a): Jenny Han

    Editora: Galera Record

    Gênero: Young Adult

    Sinopse: A vida de Belly é medida em férias de verão. Para ela, todas as coisas boas só acontecem entre os meses de junho e agosto, quando está na casa de praia junto a Susannah, única e melhor amiga de sua mãe e uma espécie de tia, e seus dois filhos, Jeremiah e Conrad. Mais do que irmãos postiços e companheiros de férias, os filhos de Susannah tornaram-se o centro das suas emoções. A véspera do aniversário de 16 anos de Belly marca também o fim daquele que parece ser o último verão onde estarão todos reunidos em Cousins Beach. A partir do ano seguinte todos estarão ocupados demais e talvez algum deles já nem esteja mais entre nós…

    A Jenny Han é uma das minhas autoras favoritas, e eu sempre tive vontade de ler essa série, que é uma das mais famosas dela. Um livro que mistura romance, amizade, e te envolve de uma maneira que só essa autora sabe fazer, “The Summer I Turned Pretty” traz como protagonista Belly, uma garota prestes a fazer 16 anos. Ela sempre passa as suas férias de verão na praia. Jeremiah e Conrad são seus amigos de infância, e desde os onze anos de idade, ela possui uma paixão (quase) platônica por um dos irmãos, que nunca a correspondeu, e sempre a viu como uma menina mais nova.

    Enquanto Conrad é mais tímido e fechado – e também o mais velho -, Jeremiah é alguém com quem Belly sempre pode contar nos momentos de companheirismo. Ele é engraçado e tem uma conexão especial com ela. Os dois a encantam de uma maneira diferente. Apesar do triângulo amoroso ser o ponto chave do livro, as relações familiares e o amadurecimento são os protagonistas da história. 

    A personagem ainda é uma adolescente, mas ela tem que crescer e entender que nem tudo é do jeito que a gente quer. Belly é mimada demais no início do enredo, e aos poucos ela vai aprendendo a respeitar mais os rumos que as outras pessoas escolhem, mesmo que ela não tenha as mesmas vontades. Eu confesso que me vi um pouco nela em alguns momentos. Quando nós temos 15 ou 16 anos, parece que aquelas paixões são definitivas e que vão definir muita coisa na nossa vida. Mas, mais tarde, a gente descobre que não é bem assim. 

    É um livro super envolvente e eu com certeza quero terminar a série. No final da história, eu já sentia que conhecia muito bem os personagens.

     sarah dessen

    Título: Aquele Verão

    Autor (a): Sarah Dessen

    Editora: iD

    Gênero: Young Adult

    Sinopse: Há muita coisa acontecendo na vida de Haven… Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a “Mulher do Tempo” da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum. Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo. Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar. Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito… ou pelo menos assim parecia.

    Aquele Verão é o livro de estreia de Sarah Dessen, publicado em 1996. Mesmo sendo apenas o seu primeiro livro, nós já temos um gostinho enorme do seu estilo, sempre tão próprio: suas personagens estão constantemente lidando com a família. Seja com o pai, em “O Que Aconteceu Com o Adeus“, ou com o irmão, em “Bons Segredos“. Haven é uma adolescente que passa por momentos confusos. A sua vida mudou completamente após a separação dos seus pais, e o ideal de “família feliz” terminou em poucos meses, quando o seu pai traiu sua mãe. Após pouco tempo, ele está casando novamente. Lorna Queen, sua colega de trabalho – ambos são jornalistas – é a sua noiva, e Haven não consegue lidar com ela. A ideia de outro casamento a assusta, mesmo que sua irmã mais velha, Ashley, pareça estar aceitando tudo tão bem, ela não sente o mesmo.

    Casamentos são uma grande questão na vida da protagonista: sua irmã também está prestes a pisar no altar, e agora será apenas Haven e a mãe morando em casa. Apesar dela e de Ashley serem próximas, a relação entre as duas nunca foi das melhores. Um misto de admiração e ciúmes sempre esteve presente. Haven é mais tímida, e Ashley é o destaque da família, seja com os seus namorados, o noivo e a cerimônia chegando.

    As coisas começam a mudar quando Sumner Lee, ex-namorado de Ashley, reaparece na cidade. Haven mantinha uma boa relação de amizade com ele, mas que chegou ao fim após ele e Ashley terminarem, há alguns anos. Sumner encanta todos ao seu redor. Ele é comunicativo, divertido, e consegue trazer o melhor de Haven vir à tona. Porém, ele é mais velho que ela, e sempre a enxergou como uma “irmã mais nova”, mesmo que agora Haven tenha crescido, e ela mesma não consiga mais se reconhecer ao se olhar no espelho.

    O enredo toma rumos inesperados, e a Sarah Dessen sempre gosta de fazer reviravoltas: eu desejava um final para a personagem, mas ela conseguiu fazer algo diferente e realista. Para os fãs da autora, essa leitura é muito legal para perceber o quanto ela evoluiu no seu trabalho, mas sempre soube fazer histórias especiais.

    January 15, 2017
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    Título: Juntando Os Pedaços – Holding Up The Universe

    Autor (a): Jennifer Niven

    Editora: Seguinte

    Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

    Uma das minhas primeiras leituras de 2017 é o livro da minha nova autora favorita, Jennifer Niven. Os temas escolhidos por ela fizeram eu me apaixonar pelas suas histórias, como aconteceu com “Por Lugares Incríveis.”  E dessa vez eu também consegui me identificar com os personagens. Os dois protagonistas possuem as suas próprias dificuldades: Jack tem 17 anos e sofre de uma doença que o faz não lembrar de nenhum rosto, inclusive o dos familiares e das pessoas que ele mais ama. Mas, apesar de sofrer com isso há um tempo, ele nunca revelou para ninguém, e acaba levando uma vida superficial no ensino médio, com a esperança de agradar a todos para que não descubram a sua doença e ele não seja excluído.

    Libby recebeu o título de “a adolescente mais gorda dos Estados Unidos” quando, após a morte da mãe, atingiu o limite e descontou toda a sua raiva, frustração e tristeza na comida. Ela teve que ser retirada de casa com ajuda médica, pois precisava se tratar. Além dos problemas com ansiedade e depressão, ela sofreu bullying na infância, o que dificultou ainda mais a sua jornada. Mas depois de passar anos se recuperando em casa, ela decide ir para a escola novamente.

    Os dois, mesmo sendo diferentes, tem os seus caminhos cruzados na escola. Jack faz parte do grupo de meninos que zoa Libby por causa do seu peso, e uma situação infeliz logo no primeiro dia de aula dela, faz com que os dois se conheçam, mas não de uma maneira favorável. Libby perde as esperanças de ter o ano letivo que ela esperava, ao ser vítima novamente de bullying.

    Os dois personagens são profundamente trabalhados e dividem a narração do livro. Ao mesmo tempo que o leitor começa a entendê-los, eles também vão amadurecendo e encontrando a si mesmos. Jack e Libby são de mundos opostos, mas tem muito mais em comum do que eles imaginam. Os dois são muito solitários e tem medo de mostrar quem são – seja pela opinião alheia, ou porque não querem se magoar – e carregam questões importantes dentro de si. Libby precisa vencer a sua insegurança enorme, e Jack, o fato de que possui uma doença incurável e que modifica toda a sua vida.

    A autora consegue mostrar de maneira honesta como os padrões sociais e os preconceitos que acompanham a vida dos jovens podem afetar alguém de maneira muito séria. Libby é rejeitada por muitos dos seus colegas, e pessoas enviam mensagens anônimas para ela a ofendendo, e questionando o motivo dela ser gorda. Achei importante a Jennifer Niven tocar no assunto da gordofobia – apesar de não ter utilizado a palavra –  e mostrar como a sociedade acha que é errado alguém ser acima do peso, ao invés de enxergá-la pelo que ela é. E não pela sua aparência. O tempo todo, os rótulos são questionados no decorrer dos capítulos.

    O romance dos protagonistas serve de pano de fundo para problemas complexos que eles possuem em suas vidas. Eu também achei interessante conhecer mais sobre a prosopagnosia, uma doença que atinge milhares de pessoas no mundo todo: e muitas delas nem sabem disso. A narração acompanha a luta de dois jovens que precisam se encontrar, e se aceitarem pelo que eles são. E também se permitirem apaixonar-se e amar de verdade pela primeira vez.

    December 17, 2016
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    Titulo: Depois de Você

    Autor (a): Jojo Moyes

    Editora: Intrínseca

    Preço Sugerido:R$19,90 na Saraiva

    Sinopse: Quando uma história termina, outra tem que começar. Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

    O livro retoma a vida de Louisa Clark um tempo depois da morte de Will. Ela viajou por diversos lugares do mundo, conheceu novos países, e fez tudo aquilo que havia prometido para si mesma que iria fazer, após ler a carta deixada por Will. Mas mesmo tentando se arriscar, Lou ainda está com um sentimento de luto enorme no seu coração. Por mais que tente, ela sempre sente falta dele, em todos os momentos. E fica mais difícil ainda seguir em frente. Lou compra um apartamento em Londres, e agora ela vive sozinha. Apesar de ter dito para si mesma que sua vida não iria continuar pacata, ela se contenta com um trabalho em um bar no aeroporto, onde é importunada pelo chefe e observa, todos os dias, pessoas se encontrarem e se despedirem.

    É aí que ela começa a frequentar um grupo de apoio para pessoas que perderam alguém que elas amavam. Lou conhece pessoas que ficaram viúvas, outras que tiveram que enfrentar a morte de um parente próximo de anos, ou no caso dela, um homem que ela conviveu por seis meses, mas que fez toda a diferença em sua vida. Ela conhece Jake, um adolescente que perdeu a mãe e tem que superar a perda ao mesmo tempo que lida com os romances frustrados do pai; e também se aproxima do suposto “pai” dele, Sam, um paramédico que acaba cruzando o seu caminho quando ela mais precisa.

    Louisa também tem uma surpresa reveladora, e que resgata um pedaço enorme de Will para a sua vida: ele tem uma filha com uma mulher que era a sua namorada na época da faculdade, mas nunca teve contato com a garota – ou sabia que ela existia, já que a mãe preferiu esconder o fato que estava grávida por não confiar nele -, e então conhecemos Lily. Ela é uma adolescente rebelde, que não se dá bem com a família e odeia o padrasto. Lily tem poucos amigos e não sabe para onde ir, e quando conhece Louisa, as duas se aproximam logo de cara, mesmo que os conflitos entre ambas sejam enormes.

    Nessa sequência vemos não só a evolução de Lou, mas sim a do pai e da mãe de Will. O Sr. e a Sra. Traynor estão em momentos diferentes da vida: ele vai ter o terceiro filho, após se casar novamente, e ela mora sozinha. Os dois tem interesse em conhecer Lily e poder se aproximar de uma parte da vida do filho que ninguém, até aquele momento, tinha conhecimento.

    A protagonista continua a nos cativar, e Jojo Moyes não deixa de lado as suas características que os leitores amam tanto: o fato de nos fazer gostar dos personagens e as reviravoltas no enredo, que te deixam surpreso e emocionado ao mesmo tempo. Na minha opinião, o segundo livro é um amadurecimento ainda maior de Louisa, que é – e sempre foi – a grande protagonista desta história. Ela se apaixona novamente, se decepciona, mas aprende a reencontrar o seu caminho, levando consigo todas as coisas positivas que Will deixou.

    October 27, 2016
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    Outubro foi um ótimo mês para adiantar as minhas leituras. Os meus dias andam super corridos e por isso às vezes a leitura fica de lado, mas eu consegui retomar o meu hábito aos poucos em Agosto e li alguns livros que já entraram para a lista dos meus favoritos de 2016. Todas as sugestões aqui foram obras que me fizeram rir, se emocionar, e acreditem, chorar muito também (acho que esse foi um mês emotivo gente). 

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    Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven – Editora: Seguinte

    Este livro pode ganhar o título de o melhor que eu já li em 2016. Eu sei, talvez eu diga isso em muitos posts aqui do blog, mas eu nunca havia me envolvido tanto com os personagens como aconteceu em “Por Lugares Incríveis.” Violet Markey é uma menina de 17 anos que perdeu a irmã mais velha em um acidente de carro já faz algum tempo. Mas ela ainda não conseguiu superar a morte da irmã, e agora é uma pessoa muito diferente do que ela era antes do acidente. Theodore Finch tem poucos amigos, sofre bullying na escola, lida com a rejeição do pai – que agora possui outro filho e uma nova família – e vive na inconstância. Um dia ele está feliz, e no outro, profundamente triste.

    Os dois se conhecem e vão despertar um no outro sentimentos que muda a vida dos dois drasticamente, de uma hora para a outra. O tema principal do livro são as doenças mentais, como depressão, transtorno bipolar e ansiedade. A autora trata de temas complexos de maneira mais aprofundada, e acredite, você vai se emocionar e entender um pouco mais sobre a luta das pessoas (e na história, dos jovens, principalmente) que lidam com isso. O livro, de certa maneira, também pode ser levado como um alerta: os nossos problemas e os das outras pessoas devem ser reconhecidos e validados, e não ignorados. Eu senti uma conexão enorme com essa história e me apeguei muito aos personagens. Sabe aquele livro que você termina e parece que te deixa um aprendizado? Foi exatamente assim comigo. Indico para todo mundo ler. Mas se prepare, porque ele mexe com o seu emocional de verdade!

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    Harry Potter and The Cursed Child – J.K Rowling, John Tiffany e Jack Thorne 

    Foi emocionante para mim visitar o mundo criado por J.K Rowling outra vez. Não quero dar spoilers, mas se você é fã da série, não deixe de ler o livro: você não vai se arrepender. Além de saber mais sobre o futuro de personagens queridos, acompanhamos uma história praticamente protagonizada por Albus Potter, que desafia Harry constantemente. O personagem agora já tem 40 anos e é pai de três filhos. Ele trabalha no Ministério da Magia e conhecemos uma versão bem mais madura do antigo protagonista. O melhor amigo de Albus é Scorpius Malfoy, que possui poucas semelhanças com o pai. Os dois se dão bem logo de cara e desenvolvem uma forte amizade.

    A história é instigante, e você não vai ficar satisfeito até chegar na última página. Eu li apenas em dois dias: o enredo é extremamente envolvente e cheio de surpresas para os fãs da série. Não deixa nada a desejar, e o formato de peça dá um tom diferente para essa série de livros tão consagrada. Eu li a versão em inglês, mas foi tranquilo, pois o vocabulário não é difícil. A versão em português será lançada pela Rocco no dia 31 em todo o Brasil.

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    Uma Canção de Ninar – Sarah Dessen – Editora: Seguinte

    Sarah Dessen é uma das minhas escritoras favoritas de livros Young Adult. “Uma Canção de Ninar” é romântico, envolvente, mas com alguns toques de realidade. Ele não cai nos clichês e traz uma protagonista cética: Remy não acredita no amor. Sempre que está próxima de se envolver muito com alguém ela termina tudo. Ela tem medo de se magoar, principalmente após ver a mãe se casando e logo depois se divorciando, como se fosse quase um hábito, ano após ano. Com o fim do colégio e o início da faculdade em outro estado se aproximando, Remy quer aproveitar o seu último verão em casa. É aí que ela conhece Dexter, vocalista de uma banda que está fazendo shows na cidade. E ela tem uma regra bem clara: nada de músicos.

    Mas Dexter é muito diferente de qualquer outro cara que Remy já ficou. A começar pelas manias irritantes dele, e o seu jeito atrapalhado e nada perfeccionista. Ele não tem nada a ver com ela, mas por insistência do próprio Dexter, os dois se aproximam, e de maneira surpreendente, eles dão muito certo juntos. O livro fala sobre diversas formas de amor e de como as pessoas o visualizam de maneira diferente. Cada personagem lida com esse sentimento de uma maneira muito distinta, e isso foi o mais legal de perceber durante a leitura.

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