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  • October 27, 2016
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    Outubro foi um ótimo mês para adiantar as minhas leituras. Os meus dias andam super corridos e por isso às vezes a leitura fica de lado, mas eu consegui retomar o meu hábito aos poucos em Agosto e li alguns livros que já entraram para a lista dos meus favoritos de 2016. Todas as sugestões aqui foram obras que me fizeram rir, se emocionar, e acreditem, chorar muito também (acho que esse foi um mês emotivo gente). 

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    Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven – Editora: Seguinte

    Este livro pode ganhar o título de o melhor que eu já li em 2016. Eu sei, talvez eu diga isso em muitos posts aqui do blog, mas eu nunca havia me envolvido tanto com os personagens como aconteceu em “Por Lugares Incríveis.” Violet Markey é uma menina de 17 anos que perdeu a irmã mais velha em um acidente de carro já faz algum tempo. Mas ela ainda não conseguiu superar a morte da irmã, e agora é uma pessoa muito diferente do que ela era antes do acidente. Theodore Finch tem poucos amigos, sofre bullying na escola, lida com a rejeição do pai – que agora possui outro filho e uma nova família – e vive na inconstância. Um dia ele está feliz, e no outro, profundamente triste.

    Os dois se conhecem e vão despertar um no outro sentimentos que muda a vida dos dois drasticamente, de uma hora para a outra. O tema principal do livro são as doenças mentais, como depressão, transtorno bipolar e ansiedade. A autora trata de temas complexos de maneira mais aprofundada, e acredite, você vai se emocionar e entender um pouco mais sobre a luta das pessoas (e na história, dos jovens, principalmente) que lidam com isso. O livro, de certa maneira, também pode ser levado como um alerta: os nossos problemas e os das outras pessoas devem ser reconhecidos e validados, e não ignorados. Eu senti uma conexão enorme com essa história e me apeguei muito aos personagens. Sabe aquele livro que você termina e parece que te deixa um aprendizado? Foi exatamente assim comigo. Indico para todo mundo ler. Mas se prepare, porque ele mexe com o seu emocional de verdade!

    harry-potter

    Harry Potter and The Cursed Child – J.K Rowling, John Tiffany e Jack Thorne 

    Foi emocionante para mim visitar o mundo criado por J.K Rowling outra vez. Não quero dar spoilers, mas se você é fã da série, não deixe de ler o livro: você não vai se arrepender. Além de saber mais sobre o futuro de personagens queridos, acompanhamos uma história praticamente protagonizada por Albus Potter, que desafia Harry constantemente. O personagem agora já tem 40 anos e é pai de três filhos. Ele trabalha no Ministério da Magia e conhecemos uma versão bem mais madura do antigo protagonista. O melhor amigo de Albus é Scorpius Malfoy, que possui poucas semelhanças com o pai. Os dois se dão bem logo de cara e desenvolvem uma forte amizade.

    A história é instigante, e você não vai ficar satisfeito até chegar na última página. Eu li apenas em dois dias: o enredo é extremamente envolvente e cheio de surpresas para os fãs da série. Não deixa nada a desejar, e o formato de peça dá um tom diferente para essa série de livros tão consagrada. Eu li a versão em inglês, mas foi tranquilo, pois o vocabulário não é difícil. A versão em português será lançada pela Rocco no dia 31 em todo o Brasil.

    sarah-dessen

    Uma Canção de Ninar – Sarah Dessen – Editora: Seguinte

    Sarah Dessen é uma das minhas escritoras favoritas de livros Young Adult. “Uma Canção de Ninar” é romântico, envolvente, mas com alguns toques de realidade. Ele não cai nos clichês e traz uma protagonista cética: Remy não acredita no amor. Sempre que está próxima de se envolver muito com alguém ela termina tudo. Ela tem medo de se magoar, principalmente após ver a mãe se casando e logo depois se divorciando, como se fosse quase um hábito, ano após ano. Com o fim do colégio e o início da faculdade em outro estado se aproximando, Remy quer aproveitar o seu último verão em casa. É aí que ela conhece Dexter, vocalista de uma banda que está fazendo shows na cidade. E ela tem uma regra bem clara: nada de músicos.

    Mas Dexter é muito diferente de qualquer outro cara que Remy já ficou. A começar pelas manias irritantes dele, e o seu jeito atrapalhado e nada perfeccionista. Ele não tem nada a ver com ela, mas por insistência do próprio Dexter, os dois se aproximam, e de maneira surpreendente, eles dão muito certo juntos. O livro fala sobre diversas formas de amor e de como as pessoas o visualizam de maneira diferente. Cada personagem lida com esse sentimento de uma maneira muito distinta, e isso foi o mais legal de perceber durante a leitura.

    September 25, 2016
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    Título: O Livro de Memórias

    Autor (a): Lara Avery

    Editora: Seguinte

    Gênero: Young Adult

    Sinopse: Sammie sempre teve um plano: se formar no ensino médio como a melhor aluna da classe e sair da cidade pequena onde mora o mais rápido possível. E nada vai ficar em seu caminho — nem mesmo uma rara doença genética que aos poucos vai apagar sua memória e acabar com sua saúde física. Ela só precisa de um novo plano. É assim que Sammie começa a escrever “o livro de memórias”: anotações para ela mesma poder ler no futuro e jamais esquecer. Ali, a garota registra cada detalhe de seu primeiro encontro perfeito com Stuart, um jovem escritor por quem sempre foi apaixonada, e admite o quanto sente falta de Cooper, seu melhor amigo de infância de quem acabou se afastando. Porém, mesmo com esse registro diário, manter suas lembranças e conquistar seus sonhos pode ser mais difícil do que ela esperava.

    Quando me deparei com a capa maravilhosa do “O Livro de Memórias”, da autora norte-americana Lara Avery, eu me apaixonei na hora e fiquei louca para comprá-lo. Mas eu não fazia a menor ideia de que a história iria me impactar tanto! A protagonista é Sammie, uma menina que está prestes a se formar no colégio e embarcar no próximo ano para a NYU, sua faculdade dos sonhos em Nova York. Ela trabalhou durante quatro anos da sua vida para conquistar esse objetivo, dando atenção total aos seus estudos.

    Sammie sempre teve muitos planos e ela quer fazer algo de diferente para a sociedade e ter uma carreira de sucesso. Com poucos amigos, a sua única companheira na escola é Maddie, que é sua parceria no Clube de Debate, e a acompanha até a final nacional. A sua vida é planejada em detalhes, mas quando ela descobre que possuí uma doença genética incurável, a NPC (Niemann Pick Type C), conhecida popularmente como uma “Alzheimer de jovens”, todo o seu futuro parece estar em risco. A NPC é uma doença real e muito rara em jovens: apresenta inúmeros efeitos, entre eles a demência, a perda das habilidades motoras, expectativa de vida reduzida, e a perda de memória.

    Ela não suporta a ideia de se esquecer de tudo que planejou, e por isso, tem a ideia de iniciar um diário em seu notebook para lembrar de todos os momentos importantes de sua vida e as experiências recentes que ela passou. Dentre elas, está o seu primeiro romance. Sammie teve, por anos, uma paixão platônica por Stuart Shah, um menino inteligente e mais velho da sua escola, que estava tentando a vida de escritor em Nova York. Quando ele volta para a cidade, é a sua chance de tentar se aproximar dele.

    O romance está muito presente no livro, de forma delicada e empolgante. Ele é intercalado com os capítulos mais sérios, em que a doença começa a progredir com mais rapidez na personagem. É um livro que te faz embarcar na história. Encontrei na Sammie algumas características semelhantes às minhas, e outras muito diferentes. Mas mesmo assim, você se apega a personagem e a luta diária dela. A presença da mãe e do pai, e o envolvimento da família com a doença também abala o leitor. Sammie possui irmãos mais novos, e eles também vão ter que lidar com as inconstâncias da doença.

    Um dos meus personagens favoritos foi o Cooper, o amigo de infância da personagem. Eles eram muito próximos quando novos, mas o ensino médio e suas transformações inevitáveis entraram no caminho. Porém, com a descoberta da doença, os dois se aproximam de novo, e Sammie encontra naquele garoto – que aparentemente não tem nada a ver com ela – uma pessoa que consegue mudar a sua vida para melhor.

    Eu confesso que eu não esperava me envolver tanto com essa leitura. Não sei é porque eu ando meio emocional nos últimos dias, mas o enredo me pegou de jeito. E depois de algumas pesquisas, eu achei o Tumblr criado pela Laura Avery, em que famílias reais contam suas experiências dolorosas com a NPC. Mais do que apenas um livro jovem adulto, ele me fez refletir muito sobre o quanto algumas pessoas tem que lutar para sobreviver todos os dias, e como nós devemos dar atenção e visibilidade para doenças que muitas vezes, não vemos na mídia. E a autora conseguiu fazer isso com maestria neste livro.

    August 27, 2016
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    Título: Olhos D’água

    Autor (a): Conceição Evaristo

    Editora: Pallas

    Preço Sugerido: R$17,90 na Saraiva

    Sinopse: Em Olhos d’água, Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem.

    Mês passado eu fiz um post contando sobre os últimos livros que eu havia lido, e vocês puderam perceber pela lista que a vez era dos autores brasileiros. E seguindo essa linha, eu li uma das obras mais emocionante a qual me deparei neste ano: Olhos D’água, de autoria de Conceição Evaristo, fez eu refletir, chorar, e questionar cada vez mais a desigualdade social, o preconceito e o racismo presentes no Brasil.

    A autora tem 69 anos e é mineira, nascida em Belo Horizonte. Seus livros abordam a condição do negro, com foco especial na mulher. Olhos D’água ganhou o Prêmio Jabuti em 2015 na categoria Contos. “Minha literatura não é pior nem melhor do que qualquer outra, só nasce de uma experiência diferente da qual eu me orgulho e que não quero camuflar”, revelou, em entrevista para O GLOBO.

    O livro possui diversos contos, e todos eles trazem como protagonistas afro-descendentes. O primeiro leva o título da obra, e já nos dá uma experiência de como será as outras histórias. A protagonista relembra as lutas de sua mãe, enquanto questiona-se qual seria a verdadeira cor dos olhos dela. Ele é seguido por “Ana Davenga”, um dos que mais me impactou. A escrita da autora faz o leitor se sentir um observador, e ele fica apreensivo e aflito com os acontecimentos. Ana é uma mulher que leva o sobrenome do seu parceiro, o Davenga, que é o amor de sua vida. Porém, ele é um criminoso e ela nunca sabe se ele vai voltar em segurança para casa ou não, apesar de já estar acostumada com essa sensação.

    Você vai sentir vários baques de realidade enquanto lê o livro. As histórias só são “ficção” na teoria, pois tudo o que acontece na obra é uma reflexão da nossa sociedade e da realidade que muitos de nós sabe que existe, mas ignora, porque não vive nela. Mas ela está ali, presente, todos os dias: um exemplo disso é “Duzu-Querença”, e “Di Lixão”, que retratam moradores de rua e suas trajetórias. Nós vemos mendigos todos os dias. Mas esquecemos que eles possuem uma trajetória, uma história de vida e são seres humanos. Assim como eu e você, que possuem uma situação social e financeira muito melhor.

    Temas como a homossexualidade e a sensualidade também estão muito presentes na obra. “Luamanda”, traz como protagonista uma mulher de 50 anos que já teve diversas experiências amorosas e sexuais na sua vida, e que mesmo sendo considerada pela sociedade uma mulher “mais velha”, ela ainda tem encontros, e neste conto, encara-se no espelho relembrando o seu passado, antes de um deles. O amor entre duas mulheres marca “Beijo na Face”, que é narrado em terceira pessoa. Nele conhecemos Salinda, uma mulher que sofre com o ciúme desenfreado e as ameaças violentas do marido. Ela possui uma amiga que é a sua verdadeira paixão, porém o relacionamento é secreto.

    Também acompanhamos a vida complicada daqueles que vivem na favela e as diferenças sociais, tão presentes no livro, citadas e exploradas em “Zaíta esqueceu de guardar os brinquedos”, “Lumbiá”, “Os Amores de Kimbá”, e outros contos. A violência é um tema muito presente. Grande parte da família e dos protagonistas do livro tem que lidar com a inconstância, o medo e as consequências de viver no morro.

    Posso dizer que Conceição Evaristo consegue abordar todos esses temas com maestria. Alguns contos são curtos e o livro pode ser lido em poucos dias, mas não se engane: a profundidade dele é enorme, mesmo com poucas páginas. É uma leitura que deve ser feita devagar, para que você possa compreender de verdade as histórias e os personagens fortes presentes nele. Com certeza, um dos melhores livros que li em 2016 e essencial para se ter na cabeceira e realmente te fazer pensar sobre a sociedade em que nós vivemos, e suas injustiças. 

    July 16, 2016
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    Enquanto eu estava dando uma olhada na lista dos últimos livros que eu havia lido lá no Goodreads, percebi que todos eles eram brasileiros! Eu sempre gostei de literatura nacional, mas nos últimos meses os autores brasileiros tem sido o meu foco principal (e não só pela lista do vestibular!). A verdade é que temos autores incríveis e talentosos aqui: alguns já são conhecidos do público, outros nem tanto, e também há os mais novos. E eu acho importante a gente dar o nosso apoio lendo e comprando esses livros para valorar a profissão dos autores e a importância da literatura no país.

    40 dias

    Título: Quarenta Dias

    Autor (a): Maria Valéria Rezende

    Editora: Alfaguara

    Sinopse: “Quarenta dias no deserto, quarenta anos.” É o que diz (ou escreve) Alice, a narradora de Quarenta dias, romance magistral de Maria Valéria Rezende, ao anotar num caderno escolar pautado, com a imagem da boneca Barbie na capa, seu mergulho gradual em dias de desespero, perdida numa periferia empobrecida que ela não conhece, à procura de um rapaz que ela não sabe ao certo se existe. Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar a Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ao saber que Cícero Araújo, filho de uma conhecida da Paraíba, desapareceu em algum lugar dali, ela se lança numa busca frenética, que a levará às raias da insanidade.

    Este livro é o vencedor da categoria “melhor livro de romance” da 57ª edição do Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. A autora nos leva para uma jornada com a protagonista da história, a professora Alice, que levava uma vida confortável em João Pessoa. Alcançando a meia-idade, ela é obrigada pela única filha, Norinha, a se mudar para Porto Alegre, para cuidar do futuro neto. Vítima do egoísmo da primogênita, ela se muda para o Sul e tem que deixar tudo o que era dela para trás.

    Em meio a tantos conflitos e tentando se ajustar em uma realidade que não tem nada a ver com o qual ela tinha anteriormente, Alice, após ser enganada pela filha e o genro, decide abandonar o novo apartamento e embarcar em uma busca por Cícero Araújo, o filho desaparecido de uma amiga da Paraíba. Cícero pode ser um pretexto para ela escapar de tudo, mas Alice vai se arriscar a conhecer pessoas e um mundo diferente do qual ela nunca esperaria achar naquela nova cidade. O livro aborda diversos temas, e o foco principal deles é as minorias. Os negros, os pobres e os moradores de rua ganham um espaço fundamental nessa obra, que relaciona também com tudo isso o modo como a sociedade ignora os idosos e os moradores das periferias.

    poética

    Título: Poética

    Autor (a): Ana Cristina Cesar

    Editora: Companhia Das Letras

    Sinopse: Ana Cristina Cesar deixou em sua breve passagem pela literatura brasileira do século XX uma marca indelével. Tornou-se um dos mais importantes representantes da poesia marginal que florescia na década de 1970, justamente pela singularidade que a distanciava das “leis do grupo”. Criou uma dicção muito própria, que conjugava a prosa e a poesia, o pop e a alta literatura, o íntimo e o universal, o masculino e o feminino — pois a mulher moderna e liberta, capaz de falar abertamente de seu corpo e de sua sexualidade, derramava-se numa delicadeza que podia conflitar, na visão dos desavisados, com o feminismo enérgico, característico da época. Entre fragmentos de diário, cartas fictícias, cadernos de viagem, sumários arrojados, textos em prosa e poemas líricos, Ana Cristina fascinava e seduzia seus interlocutores, num permanente jogo de velar e desvelar. Cenas de abril, Correspondência completa, Luvas de pelica, A teus pés, Inéditos e dispersos, Antigos e soltos: livros fora de catálogo há décadas estão agora novamente disponíveis ao público leitor.

    Ana Cristina Cesar é uma das poetas brasileiras mais importantes que o país já teve. Carioca, formada na PUC-RJ e com um mestrado em tradução literária na Universidade de Essex, na Inglaterra, ela produziu boa parte do seu material nos anos 70. Eu conheci o seu trabalho completo por meio dessa edição especial, que traz todas as suas obras, além de críticas importantes sobre os seus trabalhos. Este ano, ela foi escolhida para ser homenageada pela Flip na Festa Literária Internacional de Paraty.

    Quando eu comecei o livro, achei que ele possuía uma compreensão bem difícil. O que é um fato: é bem complicado tentar “decifrar” os poemas da autora, mas depois que você ler mais sobre a vida dela e os temas que ela costumava abordar, vai poder compreendê-los melhor. Ana escreve sobre o amor, desejos, representação feminina e dores de um jeito único que eu nunca havia lido antes. Eu havia conhecido outros poemas dela em 2015 quando li uma coletânea com os poetas marginais, mas só pude realmente ver a sua essência depois da leitura do Poética. É imperdível: o livro divide muitas opiniões, mas ela conseguiu me conquistar.

    1808

    Título: 1808

    Autor (a): Laurentino Gomes

    Editora: Planeta

    Sinopse: Considerada por muitos historiadores como a mais importante decisão tomada pelo príncipe regente e futuro rei Dom João VI durante os treze anos de permanência da corte portuguesa no Rio de Janeiro, a efetivação do Reino Unido colocou um ponto final no período colonial brasileiro e deu início de fato ao processo de Independência do país. “A criação do Reino Unido foi decidida em meados de 2014 no Congresso de Viena, que reuniu na Áustria as potências vencedoras de Napoleão”, explica Laurentino Gomes. “Foi uma decisão tomada praticamente à revelia da corte portuguesa no Rio de Janeiro e anunciada na Europa muito antes de que os próprios brasileiros e portugueses tomassem conhecimento dela.” Lançado originalmente na Bienal do Rio de Janeiro de 2007, 1808 permanece há sete anos consecutivos na lista dos livros mais vendidos, um recorde no mercado editorial brasileiro na categoria não-ficção. Publicado em português e inglês, atualmente suas edições internacionais estão disponíveis em mais de vinte países, incluindo Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, Índia e África do Sul.

    Se você, assim como eu, é apaixonado por História, eu super indico a leitura do 1808, um dos livros mais aclamados do país. Escrito pelo jornalista paranaense Laurentino Gomes, o livro conta com detalhes a chegada da família real portuguesa ao Brasil e as suas consequências, que ainda são refletidas na sociedade brasileira até a atualidade. A obra é um aprendizado e tanto para aqueles que desejam saber como era a vida não só da corte, mas sim dos escravos e da população, que não tinha acesso ao mínimo de educação ou hábitos de higiene, e também possuía pouca noção do que estava ocorrendo ao seu redor.

    Além de ajudar a entender muito sobre o desenvolvimento do Brasil, ele também auxilia bastante nos conhecimentos de História do Brasil que vivem caindo no vestibular. Eu já quero ler as duas sequências: 1822 e 1889.

    May 29, 2016
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    Thalita

    Título: Confissões de Uma Garota excluída, Mal-Amada e (um pouco) dramática.

    Autor (a): Thalita Rebouças

    Editora: Arqueiro

    Preço Sugerido: R$29,90

    Sinopse: Tetê acaba de se mudar com a família toda para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lindo e espaçoso apartamento da Barra da Tijuca em que morava teve que ser vendido, pois com a crise o pai foi demitido, e o resultado é que a vida dela virou de cabeça para baixo. Além de perder a privacidade, tendo que dividir o espaço com cinco parentes malucos que brigam o tempo todo, ela perdeu todas as suas referências. A única coisa que a deixa feliz é cozinhar. E, claro, comer as delícias que faz. O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa… O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes… Pelo jeito, tudo vai mudar, e para melhor.

    Ai, que saudade de ler um livro da Thalita! Para quem não sabe, ela é uma das minhas autoras brasileiras favoritas. Eu já li a maioria das suas obras, e estava super ansiosa para esse novo lançamento. A capa me conquistou de primeira: simplesmente fiquei apaixonada. O design do livro não deixa nada a desejar. As ilustrações são fofas e combinam com a paixão da protagonista, que é cozinhar.

    A personagem da vez é a Teanira (sim, a Thalita tem um talento incrível para dar nomes engraçados) uma garota de 15 anos que é tímida, nerd, apaixonada por leitura e tem uma auto estima lá no pé. Ela não curte cuidar muito da sua aparência (até porquê, não gosta nem um pouco dela) e possuí muitas inseguranças: o seu peso, o cabelo, a pele, tudo! E a maioria delas foram originadas pelo bullying que sofreu durante anos na escola anterior. Tetê recebeu milhares de apelidos e foi alvo de muitas zoações, e tudo isso deixou marcas grandes na personalidade dela.

    A identificação com a personagem é muito fácil, porque é difícil não possuir pelo menos uma insegurança. Se você já foi alvo de bullying, vai conseguir entender o lado dela. É algo complicado de esquecer e de superar, principalmente na adolescência. O legal é que a autora consegue falar sobre temas delicados de um modo muito engraçado. Ao mesmo tempo que ela desenvolve a personagem e nos faz refletir, você dá muitas risadas durante a leitura. Tá de TPM ou de mau humor? Esse livro é a sua solução. Eu tinha lido umas vinte páginas e já não conseguia mais parar de rir.

    Tetê mora com o pai, a mãe, os avós e o seu biso. A família tem uma participação importante no enredo e garante a parte cômica, sempre presente em qualquer livro da Thalita. Após a mudança, ela começa o primeiro ano do ensino médio em uma escola nova. No início, ela fica com muito medo de tantas coisas novas estarem acontecendo (quem não ficaria?), mas logo percebe que isso pode ser uma ótima oportunidade para recomeçar, e quem sabe, fazer amigos.

    Além de experiências novas e alguns momentos turbulentos, a escola nova traz amigos que ela não esperava fazer: o quieto Davi e o extrovertido Zeca também são meio excluídos, e se dão bem com Tetê logo de cara. Ela fica feliz e surpresa por finalmente estar fazendo amizades, e até tendo novas paixões: rola quase um amor à primeira vista com Erick, o seu colega de sala (paixão platônica… quem nunca, né?).

    Infelizmente, Erick tem namorada: Valentina, uma garota que implica com Tetê logo de cara. Ela entra em crise, pois não quer sofrer bullying outra fez, e tenta resolver a situação de todas as maneiras possíveis. A história tem muitas reviravoltas, confusões, e o livro é cheio de capítulos que você vai devorando, e fica desesperado para saber o que acontece a seguir.

    É claro que não dava para faltar romance também, né? O Dudu é um dos personagens mais fofos que a Thalita já criou (e dizem que é inspirado em alguém da vida dela) e eu gostei de ver como ele foi introduzido aos poucos no enredo. Nada acontece de maneira instantânea, até porque, Teanira tem zero experiência no campo amoroso (Teanira é praticamente a minha gêmea, gente).

    Esse livro já entrou para a minha lista dos favoritos do ano: eu li em dois dias, e olha que faz tempo que isso não acontecia! É um dos melhores da autora, sem dúvidas. Se você já é fã dela, vai amar. Se ainda não conhece o seu trabalho, essa é a oportunidade perfeita, e você não vai se arrepender. Juro!

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