Livro: Extraordinário
15/08/2014 | Categoria: Livros

Título: Extraordinário

Autor (a): R.J. Palacio

Editora: Intrínseca

Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Preço: R$11,50 na Saraiva

Mais um livro riscado da wishlist! Eu ando me interessando bastante por livros que não tem continuações, que possuem só um volume mesmo, e histórias que fogem dos clichês. E comprei Extraordinário pelo site da Saraiva, que olha, anda com uns preços incríveis. Não, ninguém tá me pagando pra fazer a propaganda viu, mas 11 reais em um livro que está fazendo sucesso, com capa linda, diagramação mais ainda, é praticamente imperdível né? Amei a ilustração de capa e as duas páginas de desenho representando o personagem que estão no livro.

O protagonista da história é August Pullman, um menino que tem 10 anos. Ele é como qualquer outro garoto; adora fazer coisas que todo menino mais novo faz. E é apaixonado por Star Wars. A diferença é que ele tem uma doença rara e o seu rosto é extremamente deformado. Logo quando sua mãe estava no período de gestação, as mudanças no seu rosto já aconteciam. Ele passou por diversas cirurgias e passou muito tempo em hospitais quando mais novo, por isso sua saúde é delicada. Ele possui alguns problemas físicos também, como precisar usar um aparelho nos ouvidos para ter uma boa audição.

Auggie nunca foi para escola, já que de algum modo, seus pais temiam o que podia acontecer quando ele frequentasse o mesmo lugar que tantas outras crianças. A narração é em primeira pessoa, e nós conseguimos nos colocar na pele do personagem, quando ele conta do preconceito que sofre pela sua aparência, e de como já se acostumou com isso, e que não liga mais quando as pessoas se assustam, fogem ou viram o rosto quando ele está por perto. É emocionante, e ao mesmo tempo, doloroso acompanhar a jornada do personagem, que com uma narração ingênua (já que ele é novinho) e sensível, te conquista logo de primeira.

As mudanças acontecem quando ele começa a ir para às aulas, numa escola bem concorrida. Lá, ele conhece alguns amigos novos, como o Jack, mas é bem complicado lidar com os outros alunos, que tem preconceito. E é claro que ele tem que enfrentar o bullying daqueles que não o conhecem realmente, e só levam sua aparência em conta. Auggie cresce muito de um capítulo para o outro, porque ele nunca conheceu o mundo de verdade, por medo e também pela proteção – necessária, na minha opinião – dos pais em todos esses anos. E agora ele começa a descobrir muitas coisas e tem que aprender a lidar com alguns problemas sozinho.

Uma das coisas mais legais no livro é que ele é narrado por vários personagens. Assim, o leitor consegue ter uma visão grande de toda a história e dos acontecimentos, não só do Auggie. A irmã dele e o namorado dela, os pais, uma das amigas, o melhor amigo, todos ganham capítulos em que também narram, e é incrível ver a perspectiva dos outros que também participam do enredo e como eles lidam com a doença de August.

Confesso que em alguns momentos eu praticamente chorei durante a leitura. Pode ser porque eu estava bem emocional na época que eu li (não faz muito tempo) mas é bem difícil não se relacionar tanto com a história. Aposto que você vai terminar esse livro com uma lição na cabeça: que nós precisamos levar em conta o que está por trás da aparência. Existem pessoas que valem muito a pena. E que é preciso dar uma chance a todos. As pessoas tem muito mais o que mostrar, e talvez a gente nem perceba.

P.S: A autora, J.R. Palacio, já ganhou um espaço especial no meu coração. Quero ler outros livros dela já!


O preconceito na leitura, e com o que é “moda”
10/08/2014 | Categoria: Livros, Textos

Minha paixão por livros começou quando eu tinha… acho que nem lembro mais! Oito anos? Nove? Foi mais ou menos nessa época. Eu me lembro direitinho do primeiro livro que eu li na vida. Foi da Ruth Rocha, era o “Rei Que Não Sabia de Nada.” Na época eu deveria ter sete anos. Demorei pra me alfabetizar, por alguns problemas na escola, mas graças à uma professora muito querida, aprendi rápido e eu não imaginava que a leitura – e a escrita – teriam uma importância tão grande pra mim. Tenho um orgulho infinito pela minha estante!

Como vocês já devem ter percebido aqui no blog, eu amo ler. Por diversos motivos. Mas eles, eu deixo pra explicar em outro post. O assunto aqui de hoje é algo que eu sempre me deparo nas redes sociais ou durante o dia-dia. Todo mundo já sabe que o termo “modinha” surgiu lá na época de RBD e feelings, e que ele não saiu da boca de muita gente desde então. Tivemos muitas febres no caminho. Harry Potter (que pra mim vai ser sempre eterna), Twilight e recentemente o sucesso de The Fault In Our Stars e da litetura YA (Young Adult) que vem ganhando um espaço enorme. Os livros pra adolescentes sempre foram destaque, mas recentemente ganharam as livrarias, se vocês forem perceber.

O fato é que o preconceito se torna maior a cada dia. As pessoas tem preconceito com opção sexual, cor de pele, escolha de roupa, de estilo, e agora também com livros. É, infelizmente o preconceito também invadiu o mundo da leitura faz tempo. Costumamos avaliar algo pela opinião alheia e sempre tem a galera que quer ser cult e dizer insistentemente que odeia algo, só pra não ser “a maioria.” É óbvio que muitas vezes a opinião é sincera. Eu, por exemplo, li os dois volumes de Fifty Shades of Grey e não gostei. Mas antes de criticar, li e fiz a minha avaliação. E essa foi a minha opinião. Não me sinto em nenhum momento superior a nenhuma pessoa por não curtir algo que fez tanto sucesso.

Ler clássicos é maravilhoso, é claro! E muitas pessoas preferem abranger os seus gêneros de leitura, e ter todo tipo de livro em cada. Mas gosto é gosto. Só porque uma garota só lê YA ou chick lit, não a torna alguém menos leitora, menos inteligente, ou “menos” qualquer coisa. É questão de preferência, de estilo. Eu gosto de muitos tipos de livro, mas confesso que os YA ocupam metade da minha estante (na verdade, 98% dela!). Já minha mãe tem desde Dom Casmurro até Beijada por um Anjo na sua lista de leituras.

Já perdi a conta de quantas vezes li que o John Green é ruim porque “A Culpa É Das Estrelas” é só mais um clichê. Tipo, oi? Não acho que a maioria das pessoas tenham lido pelo menos alguma obra do John. Ele tem livros muito bem escritos, reflexivos e interessantes sim. E é um dos caras que mais sabe escrever livros para jovens que fogem dos clichês (mesmo que eles possuam uma estrutura semelhante). John Green apresenta obras bem inteligentes (na minha opinião). TFIOS não é o meu favorito dele, mas é incrível como todo mundo julga pela capa, ou pelo o que a mídia diz.

Vamos ter mais personalidade! Existem pessoas que simplesmente não gostam de livros voltados para o público adolescente, mas eu conheço muitos adultos que gostam e não possuem preconceitos. É normal a gente preferir alguma coisa à outra. Eu, por exemplo, quase nunca leio livros de investigação policial. Mas ainda pretendo me aventurar no gênero. Como eu sou muito curiosa, acho que posso gostar.

A gente tem tanto pé atrás com um milhão de coisas na vida, mas que tal a leitura não ser uma dessas? Afinal, os livros são um dos únicos lugares do mundo do qual podemos viajar sem sair de casa, nos apaixonar por personagens fictícios e sair um pouco da realidade, nem que seja por alguns minutos, entre um capítulo e outro.


Livro: Deixe A Neve Cair
20/07/2014 | Categoria: Livros

Título: Deixe A Neve Cair

Autores (as): John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle

Editora: Rocco Jovens Leitores

Preço Sugerido: R$29,50

Sinopse: Na noite de Natal, uma tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para encontros românticos. Em “Deixe a Neve Cair”, bem sucedida parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destino e beijos de tirar o fôlego. E provam que o amor verdadeiro pode acontecer quando e onde menos se espera.

E eu finalmente, consegui cumprir a minha promessa de ter lido todos os livros do John Green! Conclui a promessa ganhando Let It Snow de aniversário. Já faz um tempo que eu li, mas só agora trago a resenha para vocês. Eu já havia lido um outro conto da Lauren Myracle, faz um tempão, na série Formaturas Infernais, mas de Maureen Johnson eu não conhecia nada. Todos os contos se passam no Natal; é um livro romântico, divertido, fofo, encantador mas que não cai no clichê em nenhum momento. As histórias são ótimas. Ah, e todos os contos se interligam entre si de algum modo (é muito legal perceber isso).

O primeiro conto é o Expresso de Jubileu, que leva o nome da protagonista. Jubileu é uma garota que é apaixonada pelo Natal. Essa é a sua época do ano favorita e ela está feliz porque agora tem um namorado mais do que especial, o Noah, que é um dos garotos mais populares da sua escola e é adorado por todos. Noah está envolvido em muitas atividades extracurriculares, é um líder, pode ser considerado o “namorado perfeito.” Jubileu se sente sortuda por ter ele ao seu lado, mas percebe com o tempo que ela se importa muito mais com ele, do que ele com ela. E é justamente quando seus pais são presos em uma situação cômica numa loja (o livro é cheio de humor!) que ela tem que viajar para outra cidade, e acaba ficando presa em Gracetown, um lugar super pacato.

Prestes a entrar em crise porque o seu Natal – e o seu namoro – estão completamente arruinados, ela conhece Stuart na Wafle House. O garoto, solidário, a convida para ficar na casa dele durante a data. Jubileu, meio em dúvida, acaba aceitando. E ela tem uma conexão imediata com Stuart, que é mais simples e gentil que Noah. Ele foi traído pela ex namorada e também teve o coração partido, e eu juro que até eu gostei do Stuart. Desejei muito que esse conto virasse um livro de verdade!

O conto do John Green, chamado de O Milagre da Torcida de Natal é bem empolgante. Aliás, quem é fã dele já consegue perceber as características do autor logo de cara. Começando pelos três protagonistas, que são melhores amigos. Tobin, Duke – uma garota – e JP estão em casa, presos na nevasca, assistindo a filmes do James Bond. Quando um amigo de Tobin liga avisando que um bando de líderes de torcida que tiveram o trem preso na neve – o mesmo de Jubileu – estão na Wafle House, ele e JP querem ir correndo pra lá. Duke é a única que não aceita muito a ideia, mas vai mesmo assim.

Tobin e Duke são melhores amigos faz muito tempo, e é no Natal que o Tobin realmente tem a chance de perceber que a amiga, além de ser uma garota (dã!) tem personalidade forte, não segue padrões de moda, é diferente das outras garotas… ela não liga para coisas bobas ou feminilidade. E é isso que a torna tão atraente. JP é um personagem hilário, é o amigo engraçado que está sempre presente em todos os livros do John. Me apaixonei pela história. O final foi muito satisfatório.

Já o último conto recebe o nome de O Santo Padroeiro dos Porcos e é o escrito pela Lauren Miracle. A protagonista é Addie, uma garota egoísta, meio chata e fútil em alguns momentos, que acabou de terminar o namoro com Jeb, e por isso, está desesperada, querendo o namorado de volta. O término deles, na verdade, teve uma boa parcela de culpa dela mesma, já que ela praticamente traiu Jeb. Porém, Addie não é de todo mal. Ela é sincera, se importa com os outros, mas tem um probleminha de achar que é o centro do mundo.

Suas duas melhores amigas, Dorrie e Tegan, tentam fazê-la perceber isso e mudar sua atitude na véspera do Natal, a data que ela mais gosta, e talvez tentar reconquistar Jeb. A autora tenta dar lições sobre lealdade, ajudar o outro e pensar menos em si mesmo, mas o que não sustenta é a protagonista, que não convence muito. Porém, eu sei que a autora em si é boa, pois o meu conto favorito de Formaturas Infernais foi o dela. Addie precisa aprender, de modo árduo, a superar os seus defeitos e colocar os outros um pouco a frente de si, em vez de pensar sempre só nela.

Eu adorei Deixe A Neve Cair ao todo. É um livro que dá muito certo porque os autores tem uma certa semelhança entre si. Desejei muito que os dois primeiros contos tivessem continuação!


Livro: Eleanor & Park
12/07/2014 | Categoria: Livros

Título: Eleanor & Park

Autor (a): Rainbow Rowell

Editora: Novo Século

Preço: Nas livrarias é R$39,90, mas no site da Saraiva eu paguei R$20 e agora tá R$14!

Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Eu já estava namorando esse livro há um tempão, vamos assim por dizer. E quando minha amiga do inglês trouxe ele para a aula, a vontade de ler só aumentou. A capa é linda e me conquistou, sem falar nas críticas elogiando muito o livro. E eu adoro histórias assim, um pouquinho mais alternativas. E a proposta do assunto música também estar presente no enredo chamou a minha atenção. Ele me lembra o jeito diferente de “As Vantagens de Ser Invisível” de contar histórias adolescentes, mas eu gostei ainda mais de Eleanor & Park.

Se você já comprou e vai ler, não esqueça de ter o seu iPod ou celular ao seu lado. Ou qualquer fone de ouvido! Sério, esse é exatamente o tipo de livro que você precisa ler com uma playlist rolando, isso só deixa a leitura ainda melhor, e se você apostar nas diversas referências musicais dos personagens – The Smiths, Joy Division ou um mix no 8 tracks – a experiência só vai ser melhor. Aqui a música faz parte do livro (a autora já me conquistou eternamente só por esse motivo!).

Os dois protagonistas são dois jovens de 16 anos. Eleanor, uma ruiva que adora usar roupas largas, bem chamativas e tem os cabelos cacheados e vermelhos como fogo, e vive numa família completamente desestruturada, chefiada pelo seu padrasto cruel e a mãe submissa, e os os seus cinco irmãos. E o coreano Park, que tem pais estáveis, uma família praticamente exemplar, mas ele vive com o medo de fazer as suas vontades; de ser quem é, e está sempre querendo ser invisível, pra não correr o risco de sofrer bullying na escola. Resumindo: ele não assume suas vontades. Park é apaixonado por quadrinhos e boa música.

Primeiramente, os dois se conhecem no ônibus escolar e não querem assunto um com o outro. Eleanor, porque tem medo de ser zoada, e Park, por que não quer ser um alvo e ela por si só se destaca demais, o que poderia estragar todos os seus planos de não ser notado. Com o tempo, eles vão se aproximando, com medo e insegurança, aos poucos. Mas as HQs de Park e as mixtapes dele acabam conquistando Eleanor, que acaba achando um pequeno refúgio em todas essas coisas, para tentar suportar a vida insuportável que tem em casa, sempre temendo o padrasto e sem poder pedir ajuda à mãe.

Eles começam uma amizade sincera, que demora para se desenvolver, e Park começa a perceber todas as qualidades de Eleanor, todas as coisas interessantes que ela possui e mais ninguém quer enxergar. Ao mesmo tempo, se revolta com tudo o que ela sofre na escola, todas as provocações dos colegas, e começa até a gostar do estilo muito peculiar que ela possui. Os personagens funcionam tão bem juntos que é impossível não criar uma afeição por eles. Os dois são honestos, ingênuos, nunca se apaixonaram de verdade e encontram muitas coisas em comum. Eles se entendem.

O amor de Eleanor e de Park passa por muitas fases. É difícil para Eleanor se entregar, já que ela tem medo de que ele nem goste dela de verdade. E Park não consegue mais pensar ou dar bola pra mais nada, além dela. E Eleanor de certa forma o influência a ser mais corajoso e bater de frente com o pai quando necessário. Prepare-se para muitos quotes sensacionais e declarações de amor lindas de deixar qualquer um suspirando. Ao mesmo tempo, o livro tem uma atmosfera triste. Eu me emocionei muito enquanto lia!

Algumas pessoas não tiveram a mesma opinião que eu, pelo que eu conferi. Alguns acharam que era só mais um romance, mas a diferença na minha opinião é que o livro traz um aprofundamento grande dos personagens, das suas personalidades, e do crescimento grande  que é possível observar neles do inicio ao fim do livro. É uma história sobre descobertas e momentos difíceis. E se tudo isso vem junto com uma trilha sonora maravilhosa, então seria muito impossível não amar.

P.S: E eu chorei muito no final. Não é nada estilo The Fault In Our Stars, mas talvez seja porque eu estava emocionada no dia, ou sei lá… Mas não me segurei, nas últimas folhas foram só lágrimas.


Livro: Will & Will
15/06/2014 | Categoria: Livros

Título: Will & Will

Autores (as): John Green e David Levithan

Editora: Galera Record – Jovens Leitores

Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra… Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

CONTÉM SPOILERS!

O motivo inicial pelo qual eu comprei esse livro foi, eu admito, o nome John Green na capa. O segundo é que eu queria completar a coleção de livros do autor, e só faltava esse. Então, eu realizei o meu desejo e agora tenho todos os livros do John aqui em casa! Porém, não posso deixar de lado o fato de eu ter conhecido um outro autor com essa obra: o David Levithan. Eu já tinha ouvido falar dele, mas nunca havia lido nada de fato do David. Confesso que quando eu li a sinopse, acreditava que o enredo era sobre um casal homossexual. Mas, até a metade da história, descobri que não, os dois Will’s, personagens principais, não iniciam nenhum relacionamento no livro.

Conhecemos o primeiro Will Grayson, um adolescente que tem como melhor amigo um cara – literalmente – gigante, forte, brincalhão, dramático e gay, o Tiny, que é um dos personagens mais importantes de toda a história. A amizade dos dois é de anos, eles se conhecem muito bem, mas também brigam bastante. No meio dessa dupla, também está Jane, uma garota inteligente e cheia de personalidade, que encanta o Will, mas ele tem como filosofia de vida nunca se envolver muito com as pessoas ou não se arriscar demais, por isso, no início, ele se esforça muito pra não começar a gostar dela.

o segundo Will, é talvez o que eu mais tenha gostado. Eu não tenho um preferido, mas a carga emocional deste, que é gay assumido, me interessou muito mais. Ele é tímido, pequeno, quieto e anti-social. Vive apenas com o mãe, já que o seu pai foi embora, tem uma melhor amiga – que ele não gosta muito – e um namorado virtual, chamado Isaac. Ele se sente meio deprimido e também enfrenta vários problemas consigo mesmo, mas alivia tudo isso ao conversar com Isaac, praticamente todos os dias.

Após o segundo Will marcar um encontro com o Isaac em Chicago, ele acaba conhecendo, meio sem querer, o o.w.g, também conhecido como Outro Will Grayson. O momento que eles se conhecem é bem engraçado e inusitado! E dá para perceber como os dois personagens são extremamente diferentes, e lidam com as coisas de modo bem distinto. Ele acaba descobrindo também que o seu namorado virtual era uma farsa feita pela sua amiga, que era meio afim dele. E então é ai que ele é obrigado a reconstruir a sua vida de volta, que era baseada em alguém que ele nem ao menos conhecia de verdade.

Tiny entra na história, e é um personagem bem cativante, hilário, que não tem medo de ser quem é, e que acaba conquistando todos aos poucos. Ele vai fazer uma peça de teatro – que está sendo super aguardada na escola – sobre a história dele, de como foi se assumir gay, e todos os momentos complicados que ele passou. No meio disso tudo, ele acaba conhecendo o outro Will, que mora numa cidade diferente, e começa a gostar dele. É muito fofo ver os dois juntos. Até porque, eles não são nem um pouco parecidos, mas Tiny vai ensinar Will Grayson a se aceitar.

O livro tem piadinhas, momentos engraçados e as referências que não podem faltar em livros do John. O David também me conquistou muito; e para você não se confundir, os capítulos narrados pelos Will’s são escritos um em letra normal, e o outro somente em letra maiúscula. Mas a diferença na narração dos dois é muito perceptível. Foi delicioso ler esse livro. E emocionante ao mesmo tempo!


Livro: Quem É Você, Alasca?
22/04/2014 | Categoria: Livros

Título: Quem É Você, Alasca?

Autor: John Green

Editora: Martins Fontes

Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

Quem É Você, Alasca? foi um dos primeiros sucessos de John Green e também um dos primeiros livros seus que foi publicado aqui no Brasil. Eu me lembro que há um tempão atrás sempre o via nas livrarias; mas só agora fui lê-lo, depois de já ter comprado muitos títulos do autor. Depois de ler milhões de quotes no Tumblr e muitas resenhas o elogiando, eu tinha expectativas bem altas para a leitura. E é claro que elas foram supridas, afinal, estamos falando de um autor que sabe encantar bem o leitor. O único livro dele que eu não amei de paixão foi O Teorema Katherine.

Nesse livro temos como protagonista Miles, que decide abandonar sua vida sem graça e vai para o mesmo prestigiado internato que seu pai estudou quando adolescente. Ele nunca teve muitos amigos, sempre foi meio solitário e excluído, característica que vemos em 90% dos personagens masculinos do autor. O que para alguns, torna a identificação (bem) mais fácil, afinal ele não traz aqueles personagens norte-americanos caricatos e temas que já cansamos de ler, sobre romance e popularidade.

Miles encontra, depois de um tempo, amigos que são parecidos com ele. Pessoas engraçadas, inteligentes, como Coronel (seu colega de quarto), Takumi, Lara, todos diferentes entre si porém com muitas coisas em comum, e uma garota enigmática, que conquista sua atenção já de primeira: Alasca Young, que é misteriosa, com personalidade e um tanto quanto contraditória e muito impulsiva.

Se vocês repararem, as personagens femininas de Green sempre trazem um toque de mistério. Cativam o personagem e o leitor ao mesmo tempo. Além de nos fazer se interessar por Alasca, também ficamos com raiva dela, das suas atitudes, da sua maneira de brincar com os sentimentos de Miles de vez em quando, porém admiramos o jeito dela de ver a vida. Ela se torna o primeiro amor de Miles, que fica até mesmo um pouco obcecado pelo seu comportamento e tenta se provar constantemente para ela, mesmo que ela tenha um namorado mais velho que mora em outra cidade, o Jake.

Ele também é doido por últimas palavras e nos fala constantemente sobre “o grande talvez.” Vários temas são abordados no livro, e eles conduzem o leitor à várias reflexões o tempo inteiro. Nós não sabemos o que nos espera depois da morte, e provavelmente nunca iremos descobrir isso. E tentamos constantemente sair “do labirinto” do sofrimento, que às vezes, parece não ter fim.

Na minha opinião, Alasca é uma personagem mais complexa. Finalizamos o livro sem nem ao menos conhecê-la de verdade, assim como o Miles, e só sabemos a parte que ela quer mostrar.

Uma reviravolta bem surpreendente acontece no enredo, e eu fiquei super surpresa por nunca ter lido nenhum spoiler sobre isso, principalmente quando se fala de um livro tão famoso como esse, que muitas pessoas já leram. Só sei que eu fiquei realmente chocada.

Abaixo, confiram meus quotes favoritos:

Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha um namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuvas, eu era a garoa e ela, um furacão.

Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.

O que estava sentindo não era bem tristeza, era dor. Aquilo doía, e não é um eufemismo. Doía como uma surra.

Eu queria ser seu último amor. Mas sabia que não era. Sabia e a odiava por isso. Eu a odiava por não se importar comigo. Eu a odiava por ter me deixado naquela noite. E odiava a mim mesmo por tê-la deixado ir embora, porque, se eu tivesse sido suficiente, ela não teria querido ir embora.”


Tá chegando o lançamento de “The One”
20/04/2014 | Categoria: Livros

Finalmente a espera está acabando e o lançamento de The One, último livro da série incrível “A Seleção” de Kiera Cass, vai ser lançado no dia 6 de Maio, e a melhor notícia é que o Brasil vai recebê-lo ao mesmo tempo que os EUA. Não podia ser melhor, né? Eu já resenhei o primeiro e o segundo livro aqui no blog.

A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante … Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois da última página é virada.

Vamos descobrir se ela vai escolher Aspen ou Maxon! E o motivo pelo qual o castelo sofre constantemente ataques dos rebeldes. Na minha opinião, ela deveria ficar com o Maxon, mas isso varia durante o livro. Só sei que “A Elite” pra mim foi um turbilhão de emoções até o final da leitura, e eu tenho certeza que esse último também será assim. Um book trailer maravilhoso também foi lançado, só para deixar os fãs ainda mais empolgados.


A Culpa é das Estrelas e mais John Green no cinema
27/03/2014 | Categoria: Filmes, Livros

Após o sucesso dos livros de John Green, veio uma boa notícia: um de seus livros mais famosos A Culpa é das Estrelas viraria livros. Foi uma loucura só quando os fãs do livro ficaram sabendo, logo começaram a surgir fotos dos bastidores e a ansiedade aumentava cada vez mais. Quando o trailer vazou, só se falava nele nas redes sociais . Não sei vocês, mas eu sou apaixonada por esse livro e estou muito ansiosa para a estreia do filme aqui no Brasil e olha só, uma notícia boa: A estreia do filme foi antecipada aqui no Brasil novamente, será no dia 05 de junho e podem comemorar mais ainda, um dia antes de estrear lá nos Estados Unidos. o/

O próprio John Green revelou a nova data no Facebook, juntamente com as datas de outros países.

Uma outra notícia, que trouxe felicidades aos fãs desse autor, conta que outro livro dele terá adaptação cinematográfica. E advinha qual é? Cidade de Papel. Isso mesmo, a Culpa é das Estrelas nem chegou ao cinema ainda e já temos que esperar por outro filme do mais novo autor preferido. O filme contará com as mesmas direções de A Culpa é das Estrelas e há boatos que o ator Nat Wolff, que interpreta Isaac de A Culpa é das Estrelas e chegou a ser cotado para o papel de Gus, que ficou com Ansel Elgort, deverá ser o protagonista Quentin Jacobsen, de Cidades de Papel.

O livro Cidades de Papel conta a história de Quentin, um adolescente que é apaixonado por sua vizinha Margo, considerada uma menina um pouco estranha. Até aí tudo bem, mas ela some do nada e a vida de Quentin vira de ponta-cabeça.

Gostaria de pedir desculpas pelo meu sumiço, as coisas  estão muito corridas esse ano e meu computador havia estragado também, mas consegui concertá-lo e voltarei a postar com mais frequência.


Livro: Hush, Hush – Silêncio
08/02/2014 | Categoria: Livros

Título: Hush, Hush – Silêncio

Autor (a): Becca Fitzpatrick

Editora: Intrínseca

Sinopse: Nora Grey não consegue se lembrar dos últimos cinco meses. Depois do choque inicial de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas, ela precisa retomar sua rotina, voltar à escola, reencontrar a melhor amiga, Vee, e ainda aprender a conviver com o novo namorado da mãe. Em meio a tudo isso, Nora é assombrada por constantes pensamentos com a cor preta, que surge em sua mente nos momentos mais improváveis e parece conversar com ela. Alucinações, visões de anjos, criaturas sobrenaturais. Aparentemente, nada disso tem a ver com sua antiga vida. A sensação é de que parte dela se perdeu. É então que o caminho de Nora cruza o de um sexy desconhecido, a quem ela se sente estranhamente ligada. Ele parece saber todas as respostas… e também o caminho até o coração de Nora. Cada minuto a seu lado confirma isso, até que Nora se dá conta de que pode estar apaixonada. De novo.

Faz praticamente dois anos que eu li o segundo livro da série, “Crescendo” e não havia lido a continuação e o terceiro volume até Janeiro de 2014. Por tanto, eu não me lembrava de muita coisa da história. Só algumas passagens, e óbvio, o romance de Nora e Patch (fica meio difícil de esquecer, né?). No terceiro livro, Nora perde boa parte da sua memória e não consegue se lembrar de nada. Ela acorda em um cemitério e cinco meses da sua vida não passam de um borrão. Por isso, ao longo dos capítulos, eu até fui descobrindo alguns pontos da história com a protagonista, que eu não me recordava mais.

Quando ela volta para casa, acaba tendo que encarar o novo namorado da sua mãe: Hank Millar, e também pai da sua arqui-inimiga do ensino médio, Marcie. E depois, ela acaba descobrindo que um dos homens que ela mais odeia é também o seu pai biológico (mesmo que ela não o considere como seu pai de verdade) e que ele é o temido Mão Negra, e foi ele que provocou o seu sequestro e a sua (quase) morte. Ele é líder do grupo dos nefilins na luta contra os anjos caídos e quer provocar uma guerra entre ambos.

O livro é bem intrigante, carrega vários mistérios e o que chama atenção é também o momento que Nora encontra Jev, que na verdade é Patch – sob o seu verdadeiro nome – e revive todas aquelas sensações de quando ela se apaixonou por ele, lá no primeiro livro. Ela não se lembra exatamente da relação que eles tiveram, mas se recorda que eles viveram coisas muito fortes juntos. Patch é o típico bad boy com alma de mocinho e personagem dos livros sobrenaturais que a gente adora amar.

E nem o Scott, amigo de Nora, que está foragido e tem uma queda por ela, fica páreo com o anjo caído. Os dois se encaixam melhor como amigos, e acho que a tentativa da autora de fazer rolar um triângulo amoroso não vingou nesse volume, e eu prefiro assim. Histórias que a protagonista sempre fica dividida entre dois caras já caíram no clichê.

Os capítulos são recheados de ação e cenas eletrizantes. Quem não gosta de leituras paradas, vai se agradar com essa história, que entra no ritmo dos outros livros rapidamente. Em alguns momentos ele pode cair um pouco na monotonia, mas logo depois ele já está cativando o leitor novamente.

A Nora me agradou muito por estar mais decidida, forte e corajosa também. Ela não é do tipo fraca, que depende sempre do par romântico pra ser salva e consegue se resolver sozinha, sem medo de enfrentar alguns nefilins pelo caminho. Agora, prometo que vou agilizar a leitura e ler o mais recente, “Finale” o mais cedo que eu puder!


Livro: Dente por Dente
14/01/2014 | Categoria: Livros

Título: Dente por Dente – Volume 2

Autores (a): Jenny Han e Siobhan Vivian

Editora: Grupo Novo Conceito

Preço Sugerido: R$34,90

Páginas: 512

Sinopse: Depois dos acontecimentos do homecoming, Reeve foi parar no hospital, com uma perna quebrada, e seu futuro como atleta está ameaçado. As meninas se sentem culpadas por toda a situação. Não esperavam que as consequências do plano fossem tão graves. Quase perderam o controle. Já que Reeve está mais arrogante do que nunca, o jeito será aplicar nele uma dose do seu próprio veneno e esperar que aprenda a lição. O acidente no baile deixou marcas profundas na consciência de Lillia, Kat e Mary. Sentimentos como amizade, lealdade e ódio se misturam, questionamentos sobre limites… Alguns segredos são mais difíceis de guardar. Aliás, o que são essas coisas estranhas que estão acontecendo com Mary? À medida que Lillia, Kat e Mary descobrem verdades incômodas sobre os moradores da ilha, percebem também que não se conheciam como pensavam. Cada vez mais elas lidarão com o sentimento de que talvez tenham ido longe demais…

Se você quer ler um livro que te deixe sem fôlego e não consiga descansar até virar a última página, eu te indico esse! Seqüência do ótimo “Olho por Olho”, lançado em 2013 e que eu já resenhei aqui no blog, ele é o segundo volume dessa história eletrizante (literalmente) que já é uma das minhas séries favoritas dos últimos meses. No inicio do livro, Mary, Kat e Lillia estão enfrentando as consequências  das atitudes que elas cometeram no homecoming, planejadas cuidadosamente entre elas. Porém, as proporções das coisas que elas fizeram para se vingar de Reeve, o atleta mais popular da escola – e possivelmente um dos mais mesquinhos também – fugiu dos limites. Ele quebrou a perna, está no hospital e poderá perder até mesmo a bolsa para a universidade. E ninguém pode descobrir que as três garotas armaram tudo, e que Lillia colocou uma droga no copo dele antes das coisas acontecerem.

Para quem não se lembra, no final do primeiro volume o elemento sobrenatural começa a ser introduzido no enredo. Mary, na maior pegada de Carrie – A Estranha, apresenta ter verdadeiros dons sobrenaturais. Conhecemos um pouco mais deles em Dente por Dente e eu confesso que não sabia se as autoras iriam introduzir esse elemento na história, já que eu achei que elas não colocariam nada envolvendo isso, mas elas apostam – e forte – nos supostos poderes da personagem, que aparecem quando ela está com raiva ou nervosa (coisa que acontece muito, já que, vamos admitir, ela é a que mais sofre no livro).

Lillia e Rennie não são mais melhores amigas. Todas as brigas que aconteceram entre elas se tornam cada vez piores, e a relação das duas vai para o fundo do poço. Elas tentam prejudicar uma à outra e é bem difícil para Lillia lidar com tudo isso, já que Rennie sabe segredos sobre ela que aconteceram no último verão, quando ela perdeu sua virgindade com um garoto mais velho (e turista) de uma faculdade que estava na Ilha Jar, sem estar consciente de nada do que fazia. Kat levanta até mesmo a suspeita na história de que ela teria sido abusada.

Porém, mesmo que todos os problemas estejam vindo à tona, as três garotas se tornam mais próximas e cúmplices. A relação delas se desenvolve e elas se tornam realmente amigas, mas Mary ainda assim se sente sozinha em muitos momentos. Ela não sabe lidar com a sua Tia Bette, que aparenta estar super estranha e querendo o mal dela, e com o seu ódio mortal por Reeve, misturado com paixão, que só se tornam ainda mais intensos enquanto ela não consegue se livrar de todo o sofrimento que o bullying dele causou para ela quando mais nova.

Impulsionada por mais uma tentativa de vingança, Lillia aceita se relacionar com Reeve e fingir que está apaixonada por ele. A partir dai, conhecemos uma faceta totalmente diferente do personagem, fugindo da visão da qual Mary tinha dele. Ele se torna mais “gostável”, digamos assim, e mesmo que tudo seja supostamente só um fingimento, Lillia não consegue deixar de se envolver. Será que ela trairia a si mesma, e principalmente à Mary, que ainda não superou tudo o que aconteceu no passado?

O final do livro é bombástico. Apenas digo isso. É torcer para chegar logo o volume 3 (já que uma continuação foi confirmada) e o enredo deixado nos últimos capítulos é de realmente surpreender qualquer um. Achei uma jogada parecida com o que as autoras fizeram no volume 1, mas não estou reclamando, por quê ela foi boa mesmo e vai instigar a curiosidade de todo mundo. Eu mesma, já estou morrendo de ansiedade. A história flui rápida e eu li em uns três dias.