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  • June 14, 2015
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    Título: Eu sou Malala

    Autor (a): Malla Yousafzai e Christina Lamb

    Editora: Companhia das Letras

    Preço Sugerido: R$21,80

    Sinopse: Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.

    Eu estava bem ansiosa para ler “Eu sou Malala” desde que conheci a história da garota – que agora tem 17 anos – que luta pelo direito das mulheres de terem acesso à educação. Essa iniciativa começou no Paquistão, onde fica o vale do Swat, onde ela nasceu, e agora se expandiu para o mundo inteiro. Ela é a pessoa mais jovem a ter ganhado o Prêmio Nobel da Paz, em 2014. Malala, que é da religião islâmica, narra sua vida (bem diferente da nossa, que vivemos no Ocidente) no Paquistão; também explica mais sobre a sua religião – sempre afirmando que o Alcorão, o livro sagrado do Islã, prega a paz e a educação – e desmistifica mitos sobre a cultura do Oriente Médio. É difícil entender tudo o que acontecem nestes países (a mídia, normalmente, apresenta tudo de maneira superficial) e esse livro também me ajudou a compreender muito mais sobre o assunto.

    Malala nasceu em uma família um tanto diferente quanto às outras do seu vale. O seu pai é um ativista, apoia a educação e sempre sonhou em ter uma escola. Ela conta, em detalhes, as dificuldades que ele passou até conseguir fundar sua própria escola, que abrangia turmas mistas, para que os meninos e as meninas do Paquistão tivessem a oportunidade de aprender. A região do Vale do Swat, apesar de ser descrita por ela como um paraíso – pelas suas belas paisagens – tem um índice de pobreza muito alto. Grande parte da população, principalmente a feminina, não sabe ler nem escrever. São poucas as famílias que não moram em casas pequenas, passam fome e tem que enfrentar a falta de segurança e saúde, que é extremamente forte por lá. Sem falar que a região é um local de conflito e possui a presença do grupo terrorista Talibã.

    O talibã é um grupo de extremistas que age em algumas regiões, como o Afeganistão. Eles são contra o ocidente e principalmente, à educação. Tomaram conta do Vale em 2007 e muitas pessoas os seguiram, acreditando que eles haviam surgido com o intuito de estabelecer uma ordem no Vale. Logo após o seu domínio, que só ficava maior, eles proibiram às escolas (inclusive, destruíram muitas). Malala e seu pai, e um grupo de ativistas, não desistiram. Eles continuaram levantando a sua voz, falando em público – na época, ela escreveu diários para a BBC para contar tudo o que acontecia, anonimamente – e lutando pelos seus direitos. Malala sempre foi apaixonada pelos livros e acredita que a única maneira de colocar um fim nas guerras, é com a educação.

    O livro tem algumas passagens fortes, e nos mostra também como a mulher é tratada em algumas culturas. Ela diz que elas são ensinadas, desde cedo, que precisam aprender a cozinhar, agradar aos homens e se casar, ainda no início da adolescência. O Talibã considerava um erro elas estudarem, e inclusive ela conta que quando as ameaças contra ela e seu pai ficaram maiores, ela tinha medo de que enquanto estivesse andando na rua, um deles jogasse ácido no seu rosto; isso acontecia com muitas meninas que não seguiam “às regras”. Coisas simples, como andar na rua, eram consideradas uma blasfêmia: elas só podiam sair de casa acompanhadas do marido, ou de um irmão.

    Em 2009, quando estava voltando da escola em um ônibus escolar, dois homens do Talibã invadiram o ônibus, procurando por ela. E sem pensar duas vezes, atiraram. A bala pegou na sua cabeça e foi quase fatal; também atingiu duas amigas dela, que estavam ao seu lado. Ela foi levada às pressas ao hospital e sobreviveu por pouco. Ela foi tratada por especialistas em Birmingham, na Inglaterra, e sua recuperação foi longa. Mesmo com o grande susto, ela não desistiu dos seus objetivos: pelo contrário, só se tornou ainda mais forte. Nove meses depois, fez o seu célebre discurso na ONU, no seu aniversário de 16 anos, e disse que uma caneta, um papel e um professor poderiam mudar o mundo.

    Apoiada por diversas mídias, o seu caso ganhou repercussão mundial e ela é uma das ativistas reconhecidas pela ONU. Possui a sua fundação, a Malala Fund, que apoia escolas no Paquistão financeiramente e inclusive também já abriu outras instituições no país, porém, seus nomes não podem ser revelados por questão de segurança (ela ainda não pode voltar para o seu país de origem, pelas constantes ameaças). Ela também investe em outras organizações, e oferece todo o apoio para: garotas afetadas pelo Ebola em Serra Leoa, as que foram raptadas na Síria, as raptadas pelo Boko Haram na Nigéria, e incentivando campanhas que levam tecnologia e ensinam novas habilidades às garotas.

    Por mais que o seu foco sejam as mulheres, ela já firmou que acredita em educação para todos os gêneros, sempre. Meninos e meninas devem caminhar juntos e apoiar uns aos outros, para se tornarem mais fortes. Eu achei o livro incrível e nos faz ter vontade de mudar o mundo, mesmo que começando aos poucos. E me fez pensar o quanto eu sou sortuda por ter a oportunidade de estudar, de ter tido educação. 62 milhões de crianças do sexo feminino no mundo inteiro não tem essa oportunidade e sofrem repressão e preconceito todos os dias. Por isso, eu valorizei ainda mais os meus livros e cadernos.

    May 24, 2015
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    Título: A Seleção – A Herdeira

    Autor (a): Kiera Cass

    Editora: SEGUINTE (Companhia das Letras)

    Preço Sugerido: R$29,90

    Sinopse: No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

    Eu sei que o quarto livro da série “A Seleção” não estava no meu post de livros do mês, mas quando tive a oportunidade de lê-lo não resisti. Eu não sou muito fã de várias continuações de séries; mas essa foi uma que eu li nos últimos dois anos e me apaixonei. Mesmo que o final do terceiro (e que eu acreditava que seria o último) livro não me satisfez muito, resolvi dar uma chance à esse quarto volume, narrado pela princesa Eadlyn, a filha mais velha de Maxon e America.

    Este livro se passa muitos anos depois do fim do último volume, e é narrado por Eadlyn. A personagem é independente, segura e foi ensinada durante toda a sua vida (ela tem dezoito anos) a cumprir o seu papel de princesa e futura rainha de Illéia. Teimosa – assim como a mãe – ela é grata por todos os seus privilégios, mas em alguns momentos preferia não sentir o peso de ser a próxima líder da nação. Eadlyn tem um irmão gêmeo, Ahren, que é a sua outra metade. Também possui dois irmãos mais novos, Kaden e Osten.

    Mesmo com o final das castas, terminado há algumas décadas atrás pelos seus pais, a população do país ainda não está totalmente satisfeita com a monarquia. Muitas pessoas passam fome, e o preconceito com as castas sete, seis e cinco ainda existe. As pessoas se dividem, e os que nasceram “livres” não enxergam como viver naquela época era muito difícil.

    Com o objetivo de tentar distrair o povo e achar uma solução para tudo isso, Maxon e America propõem a Eadlyn que haja uma nova seleção. Trinta e cinco pretendentes seriam escolhidos e viveriam três meses no palácio. A seleção não acontecia faz um bom tempo – desde que America venceu – e Eadlyn detesta totalmente a ideia. Ela nunca se apaixonou e definitivamente não acha que precisa de um homem ao seu lado para governar. Esses foram pontos interessantes da história; a personagem é bem firme (mesmo que ela seja meio egoísta e irritante em alguns momentos) e não acredita que precisa de um príncipe para ajudá-la. E como eu adoro personagens femininas assim, achei que foi um ponto positivo.

    O livro se desenvolve rapidamente (eu li em um dia!) e eu adoro a forma como a autora conduz o enredo. A cada capítulo, novas coisas vão acontecendo e você nunca fica no tédio durante a leitura. Essa é uma característica forte da Kiera Cass. 

    Se tem romance na história? Tem sim, é claro! Mas ele acontece aos poucos. O meu personagem favorito (e que entrou na seleção por acaso) é o Kile. Ele é interessante e cativante, e faz o leitor gostar dele rapidamente. Também adorei o Erik e o Henri.

    No inicio, eu achei que a autora só queria dar uma enrolada à mais com outro livro estendendo a história. Mas vale a pena ler sim, porque eu fiquei instigada do inicio até o final. Só senti falta de um aprofundamento maior na America, mas eu entendo que ela não é a protagonista dessa vez; só que a personagem sempre se destacou muito e me pareceu estranho vê-la de um jeito mais superficial.

    Foi legal também rever outros personagens, como o Aspen, Lucy e a May. E a conexão de Eadlyn com o seu gêmeo Ahren ganha destaque.

    O livro vai ter continuação (como fica bem claro para o final) e eu fiquei muito curiosa. Foi um final bem surpreendente – do jeito que a autora ama fazer – e vou acabar me rendendo e lendo toda essa nova coleção. O quinto ainda não tem previsão de lançamento, mas a autora já está escrevendo-o.

    May 17, 2015
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    Eu sei, faz um tempinho que eu não publico resenhas ou wishlist de livros aqui no blog. Mas é que o terceiro ano está me deixando ainda mais ocupada que o ano passado – e olha que eu não achava que isso fosse possível! – e fica mais complicado terminar todas as leituras. No momento, estou lendo Morte Súbita, da J.K Rowling. Vai ter resenha aqui no blog, mas talvez demore um pouco, porque o livro em si é bem lento (mas eu estou gostando).

    Com o meu aniversário chegando (é amanhã, 18 de Maio!) eu escolhi alguns livros que irei ganhar de presente. E vocês vão conferi-los aqui nos posts muito em breve.

    malala

    Eu Sou Malala

    Confesso que estou um pouco atrasada e muitas pessoas que eu conheço já leram o livro que conta a história da menina mais jovem a ganhar um prêmio Nobel, aos 16 anos, a Malala Yousafzai. Ela lutou pelo seu direito de estudar no Talibã: lá, as meninas são proibidas de irem à escola. Ela também defende o feminismo e é uma ativista, com o apoio da ONU. Eu estou super interessada em ler essa história. Toda a situação que rola no Oriente Médio é bem difícil de entender, mas eu estou tentando, aos poucos. É ano de vestibular, e depois de ler muito sobre o assunto, consegui compreender mais. Ela também figura na lista da Time de pessoas mais influentes do mundo.

    Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens.

     paula pimenta

    Minha Vida Fora de Série: Terceira Temporada

    Paula Pimenta é uma das minhas autoras brasileiras favoritas. Já li todas as séries dela, e é com muita expectativa que espero o lançamento do terceiro livro da jornada de Priscila, que tem lançamento marcado para 9 de Julho. O livro já está em pré-venda em várias livrarias de todo o Brasil (no site da Saraiva está custando R$30). O que eu mais curto na autora é o fato de ela te surpreender a cada página. Emocionar o leitor, deixá-lo ansioso, e também conseguir fazer você se apegar muito pelos personagens. Saudades Fani e Leo.

    Três anos se passaram desde a 2ª temporada de “Minha vida fora de série”. Priscila, agora com 19 anos, percebe que tem que deixar a adolescência para trás e começar a lidar com as responsabilidades da vida adulta: o namoro com Rodrigo, cada vez mais sério; o início da faculdade, que ela ainda tem dúvidas se escolheu a certa; as novidades na família, que mais uma vez transformam seu cotidiano. Mas, como nos seriados que tanto ama, ela também vai passar por muitas reviravoltas e confusões, e descobrir que alguns acontecimentos de episódios passados podem afetar os atuais. Não perca mais esta temporada imperdível da vida fora de série de Priscila.

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    Ligações

    Bora completar a coleção de livros da Rainbow Rowell? Após ter me apaixonado pela autora quando li Eleanor & Park e Fangirl, eu decidi que gostaria de ter todos os lançamentos dela. Eu não me empolguei muito com o Anexos – o primeiro que ela lançou – mas isso não foi motivo para não comprar o Ligações, um dos seus livros que ganhou o prêmio de melhor ficção de 2014 no Goodreads. E olha, isso é pra poucos, viu? O Goodreads é o Skoob gringo; leitores do mundo inteiro debatem sua opinião sobre livros, autores, histórias, e eles não tem medo de criticar. Até os autores famosos estão por lá, falando com os fãs e fazendo reviews de livros!

    Georgie Mccool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura. Talvez sempre esteve em segundo plano. Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças. Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo. Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer… Será que é isso mesmo o que ela deve fazer? Ou ambos estariam melhor se o seu casamento jamais tivesse acontecido?

    February 16, 2015
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    Título: Maze Runner  – Prova de Fogo

    Autor (a): James Dashner

    Editora: V&R Editoras

    Preço Sugerido: R$23,90

    Sinopse: Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos. Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo. Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar. Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.

    Eu li o primeiro livro da série perto do filme estrear – em Outubro de 2014 – e como eu havia comprado o volume 1 e o 2 juntos no site da Saraiva, agora no final das férias arrumei um tempo para ler o Scorch Trials, ou em título brasileiro, Prova de Fogo. Nesta continuação, após apenas alguns dos clareanos e Thomas conseguirem escapar do terrível labirinto, o pior ainda estava guardado para eles. O CRUEL – algo que ainda é misterioso para eles, e os  responsáveis por terem os feito passar por tudo aquilo – os coloca na segunda fase do experimento, a etapa 2.

    Nesta nova situação que eles serão obrigados a enfrentar, às emoções dos personagens ficam ainda mais constantes, assim como o suspense no livro, que aumenta consideravelmente. Vários personagens novos também são adicionados, como o grupo B, que também passou pela experiência do labirinto. A diferença é que este grupo é composto todo por garotas, o contrário do grupo A. Conhecemos também os Cranks, que são as pessoas que também foram enviados pelo CRUEL para o deserto, e que já estão contaminados pelo Fulgor, a doença que disseminou toda a população mundial. Aos poucos, o contaminado corre o risco de ficar louco, insano e perder completamente o controle do seu lado humano, se não usar a cura.

    Logo de inicio Teresa e Thomas, que possuem uma ligação forte (além da telepatia) são separados. Isso é o necessário para deixar o personagem nervoso, já que os dois aprenderam a lidar com quase tudo juntos. Porém, ele se aproxima ainda mais de Newt (meu personagem favorito) e Minho. E Thomas também tem que superar a raiva que ainda está sentindo pela morte de um dos seus melhores amigos, o Chuck.

    Muitos momentos de tirar o fôlego e surpreendentes acontecem. Além de estarem sem água, comida, ou abrigo, eles precisam explorar o deserto e tem somente quinze dias até chegar em um local determinado pelo CRUEL, para conseguir a suposta cura do fulgor e estarem à salvo. Mas é claro que surgem várias surpresas pelo caminho. Thomas também conhece Brenda, uma crank que ainda não foi dominada completamente pela doença, e que vai se tornar uma nova amiga para ele.

    Finalmente temos algumas respostas, mas muitas outras surgem durante a leitura. Eu pessoalmente achei o Prova de Fogo bem melhor que o Correr ou Morrer. Ele é mais intenso, emocionante, e eu também li bem mais rápido (em dois dias, o outro demorou mais de uma semana!). O livro tem um final angustiante e eu já quero comprar logo o volume 3, e também o último. Espero que o autor capriche no final pra justificar tanta coisa que rolou sem motivos aparentes nos dois primeiros livros.

    Ah, e a adaptação cinematográfica do Scorch Trials vai ser lançada em 17 de Setembro aqui no Brasil.

    January 30, 2015
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    Título: O Doador de Memórias

    Autor (a): Lois Lowry

    Editora: Arqueiro

    Preço Sugerido: R$16,10

    Sinopse: A premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente – o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo
    nunca mais será o mesmo.

    Para quem não sabe, esse livro foi originalmente publicado em 1993. E a adaptação de Hollywood da história foi lançada ano passado (aquela que tem até a Taylor Swift no elenco). A minha prima ganhou de presente e eu peguei para lê-lo antes da viagem acabar. A história traz o tema de distopia – que nunca esteve tão em alta ultimamente – mas na minha opinião aqui o autor já ganha vários pontos por trazer uma história bem original, antes de tantas séries de distopia terem sido lançadas, como nos dias de hoje.

    O protagonista é Jonas, um menino de 12 anos, que vive em uma comunidade utópica. Todos os seres humanos de lá foram de alguma forma modificados. Eles não tem profundidade nos seus sentimentos e uma suposta paz está instaurada. Ou seja, não existe mais guerra. Não há ciúmes, inveja, competição, e nem amor de verdade. Ou música, cores. Ou seja, eles não possuem sensações, veem o mundo apenas de uma forma simples, como se fosse no preto e branco.

    Cada jovem e adulto é dividido em áreas diferentes para se trabalhar, onde acham que eles se enquadram mais, no que levam aptidão para fazer. Alguns cuidam dos idosos, outras mulheres tem os filhos (cada marido e esposa só tem direito há dois filhos, uma menina e um menino, que não são deles realmente). O papel mais importante é o de Doador, uma pessoa que só é escolhida anos após muitos anos, e é o cargo máximo na comunidade. O Doador fica responsável por receber as lembranças para que um equilíbrio exista nessa nova sociedade. Porém, ele tem acesso à tudo que os outros não tem (sensações, senso de justiça, emoções, cores, etc).

    Quando completa 12, Jonas já sabe que o que ele fará pelo resto da vida será escolhido em uma das cerimônias que acontecem todos os anos. Mas para a sua surpresa maior, ele é o escolhido como o próximo Doador, o que o pega desprevenido, já que isso nem havia passado pela sua cabeça. A partir dai, ele será ensinado pelo novo Doador tudo o que precisa saber. E é uma tarefa difícil, no qual ele precisa receber também o sofrimento e conhecer todos os lados da vida. Antes, era tudo simples.

    A história vai se desenvolvendo e ele descobre que a sua comunidade não é a única. Há outra em que as pessoas podem ser como ele. Então, ele precisa ir em busca deles e durante o enredo descobre que nada do que ele vivia era tão perfeito como parecia. Muitas pessoas – inclusive os seus pais – guardavam segredos.

    O livro acaba sem ter exatamente um final. Eu pesquisei, e não tinha achado uma continuação da história, até ver que “A Escolhida” era uma suposta sequencia, mas vários blogs afirmaram nas resenhas que não é exatamente isso. Dai fiquei na dúvida. A história me interessou bastante a partir da metade. Aliás, ela é muito rápida de ler. São só 192 páginas, quem lê rápido consegue devorar tudo em um dia (ou dois, que foi o meu caso).

    Também fiquei sabendo que o livro é mega popular nos EUA, inclusive os adolescentes tem que lê-lo no ensino médio. Eu gostei bastante e indico pra quem quer matar o tempo nas férias. A escrita dele é ágil, bem fácil de ler também (não cansa!) e empolga o leitor.

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