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  • Agosto 19, 2015
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    Título: Minha Vida Fora de Série –  3ª Temporada

    Autor (a): Paula Pimenta

    Editora: Gutenberg

    Páginas: 400

    Sinopse: Três anos se passaram desde a 2ª temporada de “Minha vida fora de série”. Priscila, agora com 19 anos, percebe que tem que deixar a adolescência para trás e começar a lidar com as responsabilidades da vida adulta: o namoro com Rodrigo, cada vez mais sério; o início da faculdade, que ela ainda tem dúvidas se escolheu a certa; as novidades na família, que mais uma vez transformam seu cotidiano. Mas, como nos seriados que tanto ama, ela também vai passar por muitas reviravoltas e confusões, e descobrir que alguns acontecimentos de episódios passados podem afetar os atuais. Não perca mais esta temporada imperdível da vida fora de série de Priscila.

    Este texto pode conter spoilers sobre a história.

    E depois de muita espera e expectativa, saiu o terceiro livro de “Minha Vida Fora de Série”, e eu acho que eu não era a única esperando ansiosamente, não é? A Paula Pimenta é uma das minhas autoras nacionais favoritas. A característica que eu mais gosto dela, é que ela consegue te fazer grudar no livro e só largar até terminar. Um dos maiores motivos é porque a narrativa flui rapidamente, os personagens te cativam e a história sempre tem mil reviravoltas, surpreendendo o leitor a cada capítulo.

    Neste terceiro volume, nós já sentimos que a Priscila é uma amiga próxima e que sabemos praticamente tudo sobre a vida dela: ela é completamente viciada em seriados, apaixonada por animais (cachorros, gatos, papagaios, e outras espécies) e ama o seu namorado de anos, o Rodrigo. Porém, dessa vez ela está bem mais madura, tem 19 anos e está estudando para o vestibular. O sonho dela é cursar veterinária na PUC de BH, mas os seus planos mudam bastante quando os seus pais – que agora estão juntos novamente, depois de muito tempo separados – anunciam que eles querem se mudar de volta para São Paulo, sua cidade natal que ela tanto amava quando criança. Mas depois de passar a adolescência inteira em Belo Horizonte, ela não quer se mudar novamente de jeito nenhum, já que toda sua vida está ali.

    Por isso, ela tenta de tudo para evitar a mudança, inclusive um trato com os seus pais. No meio de toda essa história, a personagem também viaja para Los Angeles para visitar a Fani. Eu adoro como o tópico viagens sempre está presente nos livros da Paula. É muito interessante ver a personagem em outro ambiente, vivendo uma experiência nova, e fica claro como isso a mudou, a tornou uma pessoa diferente e também mais adulta. Dá vontade de comprar uma passagem e ir para a Califórnia, já que as protagonistas (tanto em FMF como nesta série) estão sempre conhecendo o mundo.

    Não vou contar os detalhes para não perder a graça, mas quando uma novidade incrível a convence a finalmente se mudar para São Paulo, tudo parece se alterar. Espere por uma transformação legal nos personagens, e também em como a família da Priscila está muito mais presente neste livro; vamos poder conhecê-los bem melhor, e eles vão representar um papel importante no desenrolar do enredo. Assim como as amigas antigas, que também vão voltar.

    O romance dela com o Rodrigo enfrenta muitos problemas. A distância no início até atrapalha bastante, mas são outras questões, que aconteceram lá no passado, que voltam a aparecer apenas para atrapalhar o relacionamento dos dois. Por isso, espere por uma boa dose de drama, lágrimas, e aquela agonia de saber como tudo vai terminar. Eu gosto muito da dinâmica dos dois personagens juntos, acho eles mais maduros que a Fani e o Leo, por exemplo.

    Falando neste último casal… Eu não sei se foi intencional, mas eu percebi algumas semelhanças entre o conflito que rolou com a Priscila e o Rodrigo também. Não que isso tenha me incomodado, mas eu esperava que fosse um pouco diferente, sabe? Eu sempre vi os quatro personagens de modo bem distintos. 

    O romance ganha um espaço bem grande nesta continuação. Não que ele também não tivesse ganhado destaque nos dois livros anteriores, mas agora ele é bem mais explorado e também vários capítulos são dedicados para deixar o leitor roendo as unhas (praticamente), para saber o que vai acontecer com os dois. O final me deixou com o coração meio apertado, e aposto que deixará vocês assim também. É muita emoção! Foi uma leitura cheia de surpresas; eu li rapidamente, por motivos que já falei aqui no post.

    O quarto livro já foi confirmado, mas tem previsão de lançamento só para 2017 socorro  segundo o que a própria Paula postou no site dela. Vai ser bem difícil aguardar!

    Julho 13, 2015
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    Título: Para Todos Os Garotos Que Já Amei

    Autor (a): Jenny Han

    Editora: Intrínseca

    Preço Sugerido: R$34,90

    Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

    Primeiramente, esse livro me chamou a atenção por quê algumas blogueiras já leram e haviam elogiado bastante. Segundo, essa capa é muito amor! É linda e a versão brasileira também é igual à original. Eu li outros dois livros da Jenny Han (a série de vingança que ela e a Siobhan Vivian escreveram juntas, tem resenha aqui e aqui) e eles me agradaram muito. Então, quis apostar nessa nova leitura para as férias, e não me arrependi. Sabe aqueles livros românticos, com reviravoltas, com açúcar e que você não consegue parar de ler até chegar na última página? E tenta até desacelerar a leitura, para ele não acabar tão rápido! É esse o caso de To All The Boys I’ve Loved Before, lançado nos EUA em 2014.

    A protagonista do livro é a Lara Jean, de 16 anos, a irmã do meio de uma família composta pelo pai e pelas três filhas: ela, Margo – a mais velha – e Kitty, a caçula de dez anos. Elas perderam a mãe faz alguns anos, por isso, a família ficou praticamente sob o comando de Margo, que é dois anos mais velha que ela, sua melhor amiga e maior exemplo à ser seguido. A família tem em comum um vizinho em especial: Josh, que mora na casa da frente faz anos, e é adorado pelas três irmãs.

    Lara Jean sempre teve uma paixão secreta por ele desde quando era mais nova, mas quando sua irmã começou a namorá-lo, ela deu um jeito de esquecer o passado e tentar deixar tudo para trás. Uma das formas que ela faz isso é escrevendo cartas, que nunca são enviadas, para os garotos do qual ela já se apaixonou. Ela as guarda em uma caixa que foi dada pela sua mãe quando mais nova.

    Mas as coisas começam a mudar quando, sem explicações, uma das cartas é enviada. O garoto é uma das suas primeiras paixões do ensino fundamental, Peter Kavinsky, que agora é um dos jogadores de futebol da escola. Os dois possuem turmas completamente diferentes, e não tem muito a ver um com o outro. Mas eles se reaproximam depois que ele recebe a carta.

    Quem também recebe a sua é Josh. Margo foi embora de casa – deixando Lara Jean cuidando de tudo – e foi para a Escócia cursar o primeiro ano da faculdade. O vizinho agora é o seu ex-namorado, mas ela nem sonha que a irmã e ele já gostaram um do outro no passado. Por isso, as coisas ficam muito complicadas quando ele lê a sua carta, já que Josh nunca teve ideia de que os sentimentos dela eram recíprocos. 

    O enredo vai se desenvolvendo aos poucos, mas o que eu achei interessante é que os personagens crescem ao longo da história. Suas visões mudam, assim como os relacionamentos. Todos são obrigados a amadurecer diante dos problemas. Questões familiares também são muito abordadas, e vemos como a relação das duas irmãs, que sempre foram muito próximas, pode se tornar frágil com tantas mudanças.

    Lara Jean e Peter fingem um namoro: ela, por que quer que sua relação com Josh volte ao normal, e ele, porque quer fazer ciúme na ex namorada, a Genevive, que é uma garota meio cruel que havia sido amiga da protagonista quando elas eram mais novas. No início, as coisas eram apenas para consertar os problemas deles, até que tudo fosse resolvido. Mas eles descobrem que na verdade não conheciam um ao outro, e Peter é muito mais do que aparenta ser.

    Se você procura um livro de romance, sugiro esse. A personagem vive várias questões amorosas durante a história, com os seus amores antigos e com o fato de que pode estar se apaixonando por Peter, quando tudo era para ser apenas uma farsa. Assim como Lara Jean, o leitor vai gostando aos poucos dele, até que no final, você já está totalmente convencido e torcendo pelo mesmo. Adoro quando o autor tem essa capacidade de te envolver muito com a história!

    A questão das cartas não é o foco principal do livro, e sim as relações, sejam amorosas ou entre irmãs, pai e filhas. A leitura é leve (perfeita para ler nas férias de Julho, que são rápidas) a linguagem é super fácil e não te exige tanta atenção. Você vai se encantar com a história.

    O segundo volume (ainda bem!) já foi confirmado e será lançado em 2016 pela Intrínseca no Brasil. Mas nos Estados Unidos ele já saiu, em Maio deste ano. Eu não resisti e pedi para uma amiga que está viajando comprar para mim, porque preciso muito saber o que vai acontecer em seguida. Ou seja: já podem esperar pela resenha!

    Junho 20, 2015
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    Título: Cinderela Pop

    Autor (a): Paula Pimenta

    Editora: Galera Record

    Preço Sugerido: R$20,00

    Sinopse: A versão estendida do conto publicado em O livro Das Princesas!
    Cintia é uma princesa dos dias atuais: antenada, com opiniões próprias, decidida e adora música. Essa princesa pop morava com os pais em um castelo enorme de onde via toda a cidade. Todas as noites, ela olhava pela janela, de onde ficava admirando a vista e sonhando com um príncipe que ainda não conhecia. Porém, um dia, o castelo de Cintia desmoronou e com ele tudo à sua volta. Com a separação dos pais, ela vai morar com a tia, se afasta do pai e, principalmente, deixa de acreditar no amor. Ela só não contava com um detalhe… Havia mesmo um belo príncipe encantando em sua história. E tudo o que ele mais queria era descongelar o coração da nossa gata (nada) borralheira!

    Em Janeiro do ano passado eu publiquei aqui no blog a resenha de “O Livro das Princesas” que reuniu várias autoras incríveis em contos modernos, baseados nas princesas da Disney. O conto da Paula Pimenta, intitulado de “Cinderela Pop” foi um dos favoritos de todos os leitores – e o meu também, claro! – e o sucesso foi tanto que ele acabou se tornando um livro neste ano, em uma versão estendida, apesar do livro ter em torno de 156 páginas.

    É um livro bem leve, perfeito para quem é fã da autora e gosta de histórias românticas (com muito açúcar) e algumas passagens engraçadas também. A protagonista é a Cíntia, uma menina de 17 anos que passou recentemente pela separação dos país. O seu pai, que sempre foi um exemplo para ela, traiu a sua mãe; e quem descobriu tudo foi ela mesma. Por isso, quando o casamento acabou, ela foi morar com a tia, e a sua mãe, trabalhar no Japão. Ela não tem mais uma relação boa com o seu pai, que está prestes a se casar novamente e ganhou duas meias-irmãs (que a odeiam).

    Cíntia acabou perdendo toda a sua fé no amor. Ela não acredita mais em romance e também não procura mais nenhum interesse amoroso na sua vida; ela focou nos estudos, pois quer passar no vestibular, e nos finais de semana, até à meia noite, ela trabalha como DJ em algumas festas. Uma das suas maiores paixões é a música.

    A sua maior forma de comunicação com a mãe é o Skype, no intervalo das aulas (por causa do fuso horário), então quando a diretora proíbe o uso de celulares em ambiente escolar, ela fica desesperada, e precisa pedir ajuda para o pai. O trato para ele ajudá-la? Só se ela for ao aniversário de quinze anos das suas duas “irmãs” gêmeas, que será uma das maiores festas da cidade. Só que, posteriormente, Cíntia descobre que era justamente naquela festa que ela iria ser DJ, mas o seu pai nunca permitira caso ele descobrisse!

    Não vou contar a história toda, mas a parte mais interessante é o romance dela com o Freddy Prince, um cantor pop famoso que Cíntia nunca gostou, mas quando ela conhece-o de perto, acaba vendo como os dois tem muitas coisas em comum. É legal também perceber o paralelo que a Paula fez com a história da Cinderela; ficou ótimo, na minha opinião!

     É fofo acompanhar a história de amor dos dois, que é óbvio, tem muitas reviravoltas. Até por quê, o que a autora ama mais do que momentos surpreendentes nos seus livros? Eu li rapidamente, em um dia. Se você já leu os outros livros dela, certamente vai aprovar este também.

    Foi um aquecimento para o seu grande e próximo lançamento, “Minha Vida Fora de Série 3″, que será lançado no dia 9 de Julho!

    Junho 14, 2015
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    Título: Eu sou Malala

    Autor (a): Malla Yousafzai e Christina Lamb

    Editora: Companhia das Letras

    Preço Sugerido: R$21,80

    Sinopse: Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.

    Eu estava bem ansiosa para ler “Eu sou Malala” desde que conheci a história da garota – que agora tem 17 anos – que luta pelo direito das mulheres de terem acesso à educação. Essa iniciativa começou no Paquistão, onde fica o vale do Swat, onde ela nasceu, e agora se expandiu para o mundo inteiro. Ela é a pessoa mais jovem a ter ganhado o Prêmio Nobel da Paz, em 2014. Malala, que é da religião islâmica, narra sua vida (bem diferente da nossa, que vivemos no Ocidente) no Paquistão; também explica mais sobre a sua religião – sempre afirmando que o Alcorão, o livro sagrado do Islã, prega a paz e a educação – e desmistifica mitos sobre a cultura do Oriente Médio. É difícil entender tudo o que acontecem nestes países (a mídia, normalmente, apresenta tudo de maneira superficial) e esse livro também me ajudou a compreender muito mais sobre o assunto.

    Malala nasceu em uma família um tanto diferente quanto às outras do seu vale. O seu pai é um ativista, apoia a educação e sempre sonhou em ter uma escola. Ela conta, em detalhes, as dificuldades que ele passou até conseguir fundar sua própria escola, que abrangia turmas mistas, para que os meninos e as meninas do Paquistão tivessem a oportunidade de aprender. A região do Vale do Swat, apesar de ser descrita por ela como um paraíso – pelas suas belas paisagens – tem um índice de pobreza muito alto. Grande parte da população, principalmente a feminina, não sabe ler nem escrever. São poucas as famílias que não moram em casas pequenas, passam fome e tem que enfrentar a falta de segurança e saúde, que é extremamente forte por lá. Sem falar que a região é um local de conflito e possui a presença do grupo terrorista Talibã.

    O talibã é um grupo de extremistas que age em algumas regiões, como o Afeganistão. Eles são contra o ocidente e principalmente, à educação. Tomaram conta do Vale em 2007 e muitas pessoas os seguiram, acreditando que eles haviam surgido com o intuito de estabelecer uma ordem no Vale. Logo após o seu domínio, que só ficava maior, eles proibiram às escolas (inclusive, destruíram muitas). Malala e seu pai, e um grupo de ativistas, não desistiram. Eles continuaram levantando a sua voz, falando em público – na época, ela escreveu diários para a BBC para contar tudo o que acontecia, anonimamente – e lutando pelos seus direitos. Malala sempre foi apaixonada pelos livros e acredita que a única maneira de colocar um fim nas guerras, é com a educação.

    O livro tem algumas passagens fortes, e nos mostra também como a mulher é tratada em algumas culturas. Ela diz que elas são ensinadas, desde cedo, que precisam aprender a cozinhar, agradar aos homens e se casar, ainda no início da adolescência. O Talibã considerava um erro elas estudarem, e inclusive ela conta que quando as ameaças contra ela e seu pai ficaram maiores, ela tinha medo de que enquanto estivesse andando na rua, um deles jogasse ácido no seu rosto; isso acontecia com muitas meninas que não seguiam “às regras”. Coisas simples, como andar na rua, eram consideradas uma blasfêmia: elas só podiam sair de casa acompanhadas do marido, ou de um irmão.

    Em 2009, quando estava voltando da escola em um ônibus escolar, dois homens do Talibã invadiram o ônibus, procurando por ela. E sem pensar duas vezes, atiraram. A bala pegou na sua cabeça e foi quase fatal; também atingiu duas amigas dela, que estavam ao seu lado. Ela foi levada às pressas ao hospital e sobreviveu por pouco. Ela foi tratada por especialistas em Birmingham, na Inglaterra, e sua recuperação foi longa. Mesmo com o grande susto, ela não desistiu dos seus objetivos: pelo contrário, só se tornou ainda mais forte. Nove meses depois, fez o seu célebre discurso na ONU, no seu aniversário de 16 anos, e disse que uma caneta, um papel e um professor poderiam mudar o mundo.

    Apoiada por diversas mídias, o seu caso ganhou repercussão mundial e ela é uma das ativistas reconhecidas pela ONU. Possui a sua fundação, a Malala Fund, que apoia escolas no Paquistão financeiramente e inclusive também já abriu outras instituições no país, porém, seus nomes não podem ser revelados por questão de segurança (ela ainda não pode voltar para o seu país de origem, pelas constantes ameaças). Ela também investe em outras organizações, e oferece todo o apoio para: garotas afetadas pelo Ebola em Serra Leoa, as que foram raptadas na Síria, as raptadas pelo Boko Haram na Nigéria, e incentivando campanhas que levam tecnologia e ensinam novas habilidades às garotas.

    Por mais que o seu foco sejam as mulheres, ela já firmou que acredita em educação para todos os gêneros, sempre. Meninos e meninas devem caminhar juntos e apoiar uns aos outros, para se tornarem mais fortes. Eu achei o livro incrível e nos faz ter vontade de mudar o mundo, mesmo que começando aos poucos. E me fez pensar o quanto eu sou sortuda por ter a oportunidade de estudar, de ter tido educação. 62 milhões de crianças do sexo feminino no mundo inteiro não tem essa oportunidade e sofrem repressão e preconceito todos os dias. Por isso, eu valorizei ainda mais os meus livros e cadernos.

    Maio 24, 2015
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    Título: A Seleção – A Herdeira

    Autor (a): Kiera Cass

    Editora: SEGUINTE (Companhia das Letras)

    Preço Sugerido: R$29,90

    Sinopse: No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

    Eu sei que o quarto livro da série “A Seleção” não estava no meu post de livros do mês, mas quando tive a oportunidade de lê-lo não resisti. Eu não sou muito fã de várias continuações de séries; mas essa foi uma que eu li nos últimos dois anos e me apaixonei. Mesmo que o final do terceiro (e que eu acreditava que seria o último) livro não me satisfez muito, resolvi dar uma chance à esse quarto volume, narrado pela princesa Eadlyn, a filha mais velha de Maxon e America.

    Este livro se passa muitos anos depois do fim do último volume, e é narrado por Eadlyn. A personagem é independente, segura e foi ensinada durante toda a sua vida (ela tem dezoito anos) a cumprir o seu papel de princesa e futura rainha de Illéia. Teimosa – assim como a mãe – ela é grata por todos os seus privilégios, mas em alguns momentos preferia não sentir o peso de ser a próxima líder da nação. Eadlyn tem um irmão gêmeo, Ahren, que é a sua outra metade. Também possui dois irmãos mais novos, Kaden e Osten.

    Mesmo com o final das castas, terminado há algumas décadas atrás pelos seus pais, a população do país ainda não está totalmente satisfeita com a monarquia. Muitas pessoas passam fome, e o preconceito com as castas sete, seis e cinco ainda existe. As pessoas se dividem, e os que nasceram “livres” não enxergam como viver naquela época era muito difícil.

    Com o objetivo de tentar distrair o povo e achar uma solução para tudo isso, Maxon e America propõem a Eadlyn que haja uma nova seleção. Trinta e cinco pretendentes seriam escolhidos e viveriam três meses no palácio. A seleção não acontecia faz um bom tempo – desde que America venceu – e Eadlyn detesta totalmente a ideia. Ela nunca se apaixonou e definitivamente não acha que precisa de um homem ao seu lado para governar. Esses foram pontos interessantes da história; a personagem é bem firme (mesmo que ela seja meio egoísta e irritante em alguns momentos) e não acredita que precisa de um príncipe para ajudá-la. E como eu adoro personagens femininas assim, achei que foi um ponto positivo.

    O livro se desenvolve rapidamente (eu li em um dia!) e eu adoro a forma como a autora conduz o enredo. A cada capítulo, novas coisas vão acontecendo e você nunca fica no tédio durante a leitura. Essa é uma característica forte da Kiera Cass. 

    Se tem romance na história? Tem sim, é claro! Mas ele acontece aos poucos. O meu personagem favorito (e que entrou na seleção por acaso) é o Kile. Ele é interessante e cativante, e faz o leitor gostar dele rapidamente. Também adorei o Erik e o Henri.

    No inicio, eu achei que a autora só queria dar uma enrolada à mais com outro livro estendendo a história. Mas vale a pena ler sim, porque eu fiquei instigada do inicio até o final. Só senti falta de um aprofundamento maior na America, mas eu entendo que ela não é a protagonista dessa vez; só que a personagem sempre se destacou muito e me pareceu estranho vê-la de um jeito mais superficial.

    Foi legal também rever outros personagens, como o Aspen, Lucy e a May. E a conexão de Eadlyn com o seu gêmeo Ahren ganha destaque.

    O livro vai ter continuação (como fica bem claro para o final) e eu fiquei muito curiosa. Foi um final bem surpreendente – do jeito que a autora ama fazer – e vou acabar me rendendo e lendo toda essa nova coleção. O quinto ainda não tem previsão de lançamento, mas a autora já está escrevendo-o.

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