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    Playlist

    Playlist: Fevereiro

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    Os melhores livros de Janeiro

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    Livros

    Livro: Me Chame Pelo Seu Nome

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    Looks, Moda

    O verão ainda está longe de acabar

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  • Dezembro 27, 2018
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    Eu sou apaixonada por música e sempre existem álbuns que marcam o meu ano. Pode depender da situação ou das letras, mas eles se tornam a trilha sonora de diversos momentos; e é claro, cada ano trás a oportunidade de conhecer outro artista e se identificar com sons diferentes. Em Dezembro saem listas e mais listas dos melhores discos dos últimos doze meses. Pitchfork, site especializado em música, já lançou a sua, e o brasileiro Miojo Indie também.

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    Alessia Cara – The Pains of Growing (Ouça)

    A canadense de 22 anos tem na bagagem um EP e um disco de estréia, intitulado de “Seventeen”. As músicas deste primeiro trabalho foram escritas quando Alessia ainda era adolescente, estava no ensino médio e não fazia nem ideia de como seria conhecer a fama. The Pains of Growing trata com maestria do que é crescer – como o nome do álbum já revela -. É muito fácil se identificar com as letras, que falam sobre como entrar na vida adulta é difícil. Dor, depressão, superar o fim de um relacionamento: tudo isso é narrado.

    O primeiro single, “Growing Pains”, é sobre uma melancolia que Alessia aborda durante todo o álbum: “The growing pains will keep me up at night“, (as dores de crescer estão me mantendo acordada a noite), que também aparece em Not Today: you don’t know what sadness mean, until you’re too sad to fall asleep” (você não sabe o que é tristeza, até estar tão triste que não consegue dormir). Uma das letras mais honestas – mas que trás um instrumental alegre enquanto acompanha as verdades da cantora -, é “Trust My Lonely”, que aborda a dedicação e o amor que você dá alguém, que no fim, não te faz nada bem. É hora de ir embora, e a sua própria companhia é muito melhor do que ficar acompanhado, “don’t you know that you’re bad for me, I gotta trust my lonely”, (você não sabe que é ruim para mim? Eu preciso confiar na minha solidão).

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    The 1975 – A Briefly Inquiry Into Online Relationships (Ouça)

    A banda britânica The 1975 lançou seu último CD em 2016. Os títulos grandes já fazem parte da trajetória do grupo, e todas as características que eram notadas nos dois primeiros álbuns (músicas instrumentais e temas políticos) só se tornam ainda maiores em A Briefly Inquiry (que terá sua sequência lançada em 2019). Produzido por Matty Healy, vocalista, e George Daniel, o baterista, o terceiro disco abre espaço para a música pop, tão amada pelos fãs do grupo, mas dá destaque ainda maior ao jazz, ao violino e outros toques clássicos, e as músicas mais sentimentais, como “Inside Your Mind”, “Mine”, e “I Couldn’t Be More in Love”. Se as músicas anteriores do grupo sobre romance falavam mais sobre brigas e sexo, agora elas narram uma visão apaixonada e bem mais profunda de Matty Healy.

    Mas o ponto alto fica para o toque político e crítico: “Love It If We Made It”, cita a obsessão pela internet, o fato de Kanye West apoiar Donald Trump (que tem uma de suas frases misóginas citadas na segunda ponte da música), e a apropriação cultural da cultura de matriz africana pela mídia, enquanto põe a vida dos negros em risco. A recuperação do vocalista da banda, que passou um tempo na rehab este ano, também é tema de canções: “It’s Not Living If It’s Not With You” poderia ser uma declaração de amor à alguém do qual você não vive sem, mas é sobre heroína. O álbum fecha com maestria com uma das melhores músicas já lançadas pelo grupo, que lembra Oasis e Radiohead: “I Always Wanna Die (Sometimes)”. 

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    IZA – Dona de Mim (Ouça)

    Isabela Cristina Corrêa Lima, também conhecida como Iza, é carioca da gema, mas morou no Nordeste durante a infância. A cantora, que tem na sua lista de inspiração divas como Beyoncé, Whitney Houston e Lauryn Hill, possui uma voz poderosa, que começou a aparecer na mídia em 2016. Antes do lançamento do seu tão esperado primeiro álbum – que aconteceu em Abril deste ano -, ela divulgou diversos singles, também durante o ano de 2017. Contando com 14 faixas, as músicas apresentam letras coesas: o grande destaque fica para o último single lançado pela cantora, e que leva o título do CD, “Dona de Mim”, uma das mais brilhantes da sua carreira. E isso não se deve somente à letra, tão significativa, em que IZA assume: “já chorei mares e rios, mas não afogo não (…) porque Deus me fez assim, dona de mim”, mas também ao clipe sensacional, que apresenta a narrativa de diferentes mulheres (escolhidas à dedo por Isabela, como ela revela neste mini documentário).

    O álbum também é recheado de hits, que a levaram a atingir boas posições nas paradas nacionais (quem nunca ouviu “Pesadão” milhares de vezes nas rádios?). Esse single, inclusive, é o que mais conquistou êxito – quando falamos de números -, com mais de 58 milhões de execuções no Spotify. “Ginga“, em parceria com Rincon Sapiência, vem logo em seguida. Tanto bom trabalho rendeu a IZA uma indicação ao Grammy latino, na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro.

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    Hayley Kiyoko – Expectations (Ouça)

    A cantora californiana de 27 anos já estava preparando o terreno para o primeiro álbum, Expectations, faz algum tempo. Kiyoko lançou três EPs nos últimos anos, sendo “This Side of Paradise” o que trouxe um dos seus maiores hits, “Girls Like Girls”, aquele em que ela expôs de vez o seu amor por mulheres, levando-a se tornar um ícone LGBTQ+ em 2018. A letra é simples, mas direta: “girls like girls like boys do, nothing new” (garotas gostam de garotas assim como garotos, não é nada novo). O espaço que Hayley ganhou no cenário pop é significativo. A representatividade lésbica é enxuta nas paradas musicais. Podemos citar algumas cantoras, como St. Vincent, que tem esse espaço. As canções da cantora falam sobre amor, sobre dores de relacionamentos, e também sobre não ser correspondido; ou querer saber se aquela menina quer mesmo estar com ela, ou se é apenas curiosidade, como em “Curious.”

    Os pontos altos também ganham destaque nas músicas chicletes e pop, como “Feelings”, uma das letras mais fáceis de se relacionar do álbum, e “What I Need”, em parceria com a cantora queer Kehlani: “I only want a girl who ain’t fraid to love me” (eu só quero uma garota que não tenha medo de me amar).

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    Pantera Negra – Trilha Sonora – Kendrick Lamar (Ouça)

    Pantera Negra foi lançado no início do ano, e o sucesso do filme não ficou apenas nos cinemas; a trilha sonora, produzida e curada pelo rapper Kendrick Lamar foi com certeza um dos pontos altos do lançamento do longa. Foi pensado e criado em pouco tempo por Kendrick – em parceria com diversos artistas -, e Ludwig Gõransson, sueco compositor de soundtracks de longas como Creed. Todas as faixas possuem inspirações na música e nos ritmos africanos; antes do disco começar a ser feito, ouve uma extensa pesquisa da produção do disco para relacionar as canções com ritmos da África, fossem eles antigos ou contemporâneos; diversos artistas da África do Sul marcam presença nas faixas, como Sjava, Saudi e Babes Wodumo.

    Durante as 14 faixas, podemos ver um trabalho que conta com a parceria de diversos artistas renomados – alguns que já trabalharam com Kendrick anteriormente -, e que dão um toque especial à trilha sonora; começando pela faixa que se tornou um dos singles, “All The Stars”, com a presença de SZA, assim como “Pray For Me”, em parceria com The Weeknd, uma das faixas mais eletrizantes do trabalho e que embala cenas de lutas durante o filme. Também vale destacar a presença de Khalid, uma das revelações do ano, em “The Ways”, com Swae Lee.

    Dezembro 11, 2018
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    Angèle Van Laeken, ou conhecida apenas por Angèle, é uma cantora belga de 22 anos que despontou na Europa no último ano. Seu primeiro álbum, lançado em Outubro de 2018 e intitulado de Brol, trás diversos singles, como “Flou”, “Tout Oblier”, “La Thune” e “Jalousie”. O meu interesse pela cantora veio pela indicação de uma amiga. Eu faço aulas de francês há um ano e meio, e ainda não tinha me apaixonado de verdade por alguém que cantava em francês, até conhecer o pop de Angèle. A carreira musical vem de família: seu irmão é o rapper Roméo Elvis, e os dois fizeram uma parceria juntos em Tout Oblier.

    Suas letras falam sobre amadurecimento, tristeza, desilusão e até mesmo sobre estar despontando na fama e acreditar que tudo isso pode ser ilusório: esse é um dos temas de Flou, uma das suas canções que eu mais gosto, em que ela assume ter medo, e que a sua vida mudou (inclusive os seus amigos), depois da carreira na música.

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    Além da estética criativa e visualmente bem feminina de seus vídeos (com cores como o rosa, vermelho, azul, e amarelo), as letras de Angèle abordam o feminismo, o machismo, a obsessão com as redes sociais, e a sociedade obcecada pelas aparências, e como tudo isso é falso. Seus clipes refletem suas letras do início ao fim e são um dos destaques da cantora.

    Ela foi escolhida pelo VEVO como uma das cantoras que devemos prestar a atenção em 2019, e a expectativa é que ela conquiste o seu espaço ainda mais; a cantora tem algumas músicas em inglês e outras que misturam o francês e a língua anglo-saxônica. Inclusive ela fez um cover maravilhoso no teclado de “I Kissed a Girl”, clássico de Katy Perry, em uma versão bem diferente.

    Dezembro 1, 2018
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    Dezembro chegou com álbuns novos à pleno vapor, já no primeiro dia do mês. Tivemos o lançamento do tão aguardado terceiro álbum da banda britânica The 1975, que não lançava inéditas desde 2016. “A Brief Inquiry Into Online Relationships“, trás a evolução do grupo de diversas formas: seja nas letras – que abordam as drogas, a superação dos vícios, o medo da morte, relacionamentos, traições e o mundo moderno -, ou nos instrumentais (que a banda sempre apostou) como o jazz, mas que dessa vez, aparecem para ficar e dão uma sonoridade ainda melhor para o grupo. É um álbum para se ouvir do início ao fim, é diferente, criativo, e tem até uma narração da Siri em “The Man Who Married a Robot.”


    Outubro 13, 2018
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    A playlist do mês de Outubro trás como destaque as novas músicas da Alessia Cara, cantora canadense de 22 anos que ainda pode não tocar o tempo todo na rádio, mas começou a ganhar seu espaço em 2015, quando lançou o seu primeiro álbum, aos 19 anos. Desde então, as conquistas foram muitas: abriu uma turnê da Taylor Swift, ganhou um Grammy como Artista Revelação em 2017,  lançou canções que bombaram como Scars to Your Beautiful, e participou da trilha sonora de Moana. Em 2018, Alessia, mais madura e com mais experiência, prepara o segundo disco.

    Quando eu conheci a cantora eu tinha 16 para 17 anos e me identifiquei muito com as letras, que falavam sobre a saída da adolescência (mas sempre sem ser infantil). Aos 20, a aproximação que eu senti ao ouvir as músicas Growing Pains e Trust My Lonely foram enormes. Talvez por termos uma idade próxima, eu pude me reconhecer no que a cantora canta. Seus lançamentos, como ela mesma disse, são sobre crescer. E crescer e passar por tombos que nos deixam marcas é difícil. Mas a gente aprende muito: e essa é uma das maiores lições que eu tirei dos últimos meses.

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    Julho 1, 2018
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    Título: #GIRLBOSS

    Autor (a): Sophia Amoruso

    Editora: Seoman

    Sinopse: Sophia Amoruso passou a adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo. Aos 22 anos ela havia se conformado em ter um emprego, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que Sophia decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade; o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso.

    Desde que #GIRLBOSS, escrito por Sophia Amoruso – criadora da Nasty Gal – foi lançado há dois anos atrás, eu fiquei empolgada para ler o livro. Como ele saiu de estoque rápido, acabei não comprando. Em Junho, finalmente pude lê-lo. É uma leitura que apareceu justamente quando eu estava precisando de inspiração e no final do meu primeiro semestre na faculdade de Administração Pública. Talvez se eu tivesse lido quando ele foi lançado, não teria compreendido alguns temas que Sophia debate, como o empreendedorismo, o que é complicado em montar o seu próprio negócio, os erros que ela cometeu em empregos anteriores, e até questões como demissão.

    São assuntos que se tornam comuns na nossa vida, principalmente na faixa etária dos 20 anos. Quando entramos na faculdade (ainda mais na área dos cursos de Administração) ouvimos as palavras empreender, marketing e liderança umas 20 vezes durante a semana. Sophia trata de tudo isso de maneira divertida, objetiva e sincera. Apesar de os capítulos carregarem frases inspiradoras que já ouvimos algumas vezes, elas realmente nos convencem: afinal, ela conseguiu se tornar CEO e alcançar o sucesso com a sua marca, tudo antes dos 30. Mas nada aconteceu milagrosamente, e ela conta em detalhes sua jornada (que começou no Ebay) até abrir a sua primeira loja física na California.

    Em meio aos capítulos, Sophia também encontra espaço para falar sobre moda. Onde nasceu sua inspiração para trabalhar no meio e como ela sempre gostou de criar suas próprias roupas, e como transitou entre diversos estilos, sendo o punk a sua grande paixão na adolescência.

    O livro não nos traz respostas exatas ou soluções mágicas, mas é uma boa leitura para quem gosta de falar, entender e compreender mais sobre moda e negócios por uma visão feminina (algo que nós sabemos que o mercado ainda carece). Atualmente, Sophia não é mais a CEO da Nasty Gal, e investe em outra marca: a Girl Boss Media.

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    Filme: Com Amor, Simon (Love Simon)

    Diretor (a): Greg Berlanti

    Elenco: Nick Robinson, Jennifer Garner, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Logan Miller, Jorge Lendeborg Jr, Josh Duhamel

    Sinopse: Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: nunca revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de escola, anônimo, com quem troca confidências diariamente via internet.

    Baseado no livro de Becky Albertalli, “Love, Simon” foi aguardado pelos fãs com muita expectativa, principalmente pela comunidade LGBTQ+. Apesar de vários progressos estarem sendo feitos, é fato que a juventude queer ganha pouco espaço na televisão e nos cinemas. Ter um filme que trás um personagem gay adolescente como protagonista sendo produzido por um grande estúdio e exibido em diversos países é um grande passo. Simon está no último ano do ensino médio. Ele tem uma família que o apoia e amigos fieis; mas se sente vazio porque ele ainda não assumiu que é gay, e essa é a questão mais complicada em sua vida: como se assumir? E quando? As pessoas vão o enxergar de maneira diferente?

    Ele começa a adentrar mais fundo nos seus próprios sentimentos quando conhece outro menino gay da escola – Blue -, e eles se correspondem anonimamente por e-mails. Aos poucos, criam uma relação especial e também são como uma rede de apoio um para o outro. Afinal, ambos ainda não se assumiram. O assunto é tratado de maneira honesta e delicada, e mostra também a visão dos amigos de Simon, que assim como no livro, ganham um espaço considerável na tela para desenvolver suas próprias histórias. Nick Robinson está ótimo no papel e ele incorporou o personagem e deu vida ao Simon, de uma maneira bem semelhante ao do livro.

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    Mikaela Straus – conhecida pelo nome artístico de King Princess – lançou o seu primeiro EP, “Make My Bed”, produzido por Mark Ronson, no início do mês. A cantora e produtora, que viveu no Brooklyn por boa parte da sua vida – e agora mora em Los Angeles -, tem 19 anos e conquistou o público ao cantar a sua verdade, trazendo a visão queer para o pop atual – algo que Troye Sivan, Hayley Kyoko e Kehlani também estão fazendo -. Com 19 anos, suas músicas falam sobre amor e coração partido, usando apenas pronomes femininos. 1950, seu primeiro single, faz referência a época em a comunidade LGBTQ+ ainda tinha que se esconder em público.

    O EP, que contém cinco faixas, trás canções que misturam guitarras com pegada radiofônica. Segundo a Pitchfork, King Princess acerta em cheio ao trazer para suas letras vulnerabilidade, e comparam 1950 com o impacto que “Royals”, da Lorde, teve no início da carreira da neozelandesa.

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