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    Ronda Quinzenal #1 – O que há de mais interessante na internet

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    Playlist: Agosto

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    Comportamento, feminismo

    Podcasts que eu amo e indico #1

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  • Arte por Camila Rosa (@camixvx) no Instagram.
    Amor, Comportamento

    Ficar sozinha me torna confiante

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  • Março 29, 2019
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    Março foi um mês especial para a música pop alternativa, com lançamentos de álbuns de cantoras que estão há um bom tempo na mídia, mas lançaram os seus primeiros trabalhos pela primeira vez em 2019. É difícil fugir do pop que toca o tempo todo na rádio, mas algumas artistas nos trazem um refresco interessante para aquilo que já estamos acostumados a ouvir. A norueguesa Sigrid, que estourou nas paradas britânicas com Strangers, trouxe um álbum coeso e com o seu ritmo pop que tem como característica batidas que fogem do clichê radiofônico – como Don’t Feel Like Crying Sucker Punch -.

    Já a adolescente Billie Eilish, que intriga os ouvintes – alguns amam, outros odeiam – finalmente lançou seu debut. “WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?”, assim mesmo, em caps lock, é como se fosse uma colagem de sentimentos: depressão, amor, amizade, tristeza, com direito a ruídos de SMR no início de algumas canções e dubstep em outras. Mas apesar de inovar, também tem espaço para canções melancólicas, que lembram o inicio da sua carreira, quando ela despontou com Ocean Eyes.

    Dezembro 27, 2018
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    Eu sou apaixonada por música e sempre existem álbuns que marcam o meu ano. Pode depender da situação ou das letras, mas eles se tornam a trilha sonora de diversos momentos; e é claro, cada ano trás a oportunidade de conhecer outro artista e se identificar com sons diferentes. Em Dezembro saem listas e mais listas dos melhores discos dos últimos doze meses. Pitchfork, site especializado em música, já lançou a sua, e o brasileiro Miojo Indie também.

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    Alessia Cara – The Pains of Growing (Ouça)

    A canadense de 22 anos tem na bagagem um EP e um disco de estréia, intitulado de “Seventeen”. As músicas deste primeiro trabalho foram escritas quando Alessia ainda era adolescente, estava no ensino médio e não fazia nem ideia de como seria conhecer a fama. The Pains of Growing trata com maestria do que é crescer – como o nome do álbum já revela -. É muito fácil se identificar com as letras, que falam sobre como entrar na vida adulta é difícil. Dor, depressão, superar o fim de um relacionamento: tudo isso é narrado.

    O primeiro single, “Growing Pains”, é sobre uma melancolia que Alessia aborda durante todo o álbum: “The growing pains will keep me up at night“, (as dores de crescer estão me mantendo acordada a noite), que também aparece em Not Today: you don’t know what sadness mean, until you’re too sad to fall asleep” (você não sabe o que é tristeza, até estar tão triste que não consegue dormir). Uma das letras mais honestas – mas que trás um instrumental alegre enquanto acompanha as verdades da cantora -, é “Trust My Lonely”, que aborda a dedicação e o amor que você dá alguém, que no fim, não te faz nada bem. É hora de ir embora, e a sua própria companhia é muito melhor do que ficar acompanhado, “don’t you know that you’re bad for me, I gotta trust my lonely”, (você não sabe que é ruim para mim? Eu preciso confiar na minha solidão).

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    The 1975 – A Briefly Inquiry Into Online Relationships (Ouça)

    A banda britânica The 1975 lançou seu último CD em 2016. Os títulos grandes já fazem parte da trajetória do grupo, e todas as características que eram notadas nos dois primeiros álbuns (músicas instrumentais e temas políticos) só se tornam ainda maiores em A Briefly Inquiry (que terá sua sequência lançada em 2019). Produzido por Matty Healy, vocalista, e George Daniel, o baterista, o terceiro disco abre espaço para a música pop, tão amada pelos fãs do grupo, mas dá destaque ainda maior ao jazz, ao violino e outros toques clássicos, e as músicas mais sentimentais, como “Inside Your Mind”, “Mine”, e “I Couldn’t Be More in Love”. Se as músicas anteriores do grupo sobre romance falavam mais sobre brigas e sexo, agora elas narram uma visão apaixonada e bem mais profunda de Matty Healy.

    Mas o ponto alto fica para o toque político e crítico: “Love It If We Made It”, cita a obsessão pela internet, o fato de Kanye West apoiar Donald Trump (que tem uma de suas frases misóginas citadas na segunda ponte da música), e a apropriação cultural da cultura de matriz africana pela mídia, enquanto põe a vida dos negros em risco. A recuperação do vocalista da banda, que passou um tempo na rehab este ano, também é tema de canções: “It’s Not Living If It’s Not With You” poderia ser uma declaração de amor à alguém do qual você não vive sem, mas é sobre heroína. O álbum fecha com maestria com uma das melhores músicas já lançadas pelo grupo, que lembra Oasis e Radiohead: “I Always Wanna Die (Sometimes)”. 

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    IZA – Dona de Mim (Ouça)

    Isabela Cristina Corrêa Lima, também conhecida como Iza, é carioca da gema, mas morou no Nordeste durante a infância. A cantora, que tem na sua lista de inspiração divas como Beyoncé, Whitney Houston e Lauryn Hill, possui uma voz poderosa, que começou a aparecer na mídia em 2016. Antes do lançamento do seu tão esperado primeiro álbum – que aconteceu em Abril deste ano -, ela divulgou diversos singles, também durante o ano de 2017. Contando com 14 faixas, as músicas apresentam letras coesas: o grande destaque fica para o último single lançado pela cantora, e que leva o título do CD, “Dona de Mim”, uma das mais brilhantes da sua carreira. E isso não se deve somente à letra, tão significativa, em que IZA assume: “já chorei mares e rios, mas não afogo não (…) porque Deus me fez assim, dona de mim”, mas também ao clipe sensacional, que apresenta a narrativa de diferentes mulheres (escolhidas à dedo por Isabela, como ela revela neste mini documentário).

    O álbum também é recheado de hits, que a levaram a atingir boas posições nas paradas nacionais (quem nunca ouviu “Pesadão” milhares de vezes nas rádios?). Esse single, inclusive, é o que mais conquistou êxito – quando falamos de números -, com mais de 58 milhões de execuções no Spotify. “Ginga“, em parceria com Rincon Sapiência, vem logo em seguida. Tanto bom trabalho rendeu a IZA uma indicação ao Grammy latino, na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro.

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    Hayley Kiyoko – Expectations (Ouça)

    A cantora californiana de 27 anos já estava preparando o terreno para o primeiro álbum, Expectations, faz algum tempo. Kiyoko lançou três EPs nos últimos anos, sendo “This Side of Paradise” o que trouxe um dos seus maiores hits, “Girls Like Girls”, aquele em que ela expôs de vez o seu amor por mulheres, levando-a se tornar um ícone LGBTQ+ em 2018. A letra é simples, mas direta: “girls like girls like boys do, nothing new” (garotas gostam de garotas assim como garotos, não é nada novo). O espaço que Hayley ganhou no cenário pop é significativo. A representatividade lésbica é enxuta nas paradas musicais. Podemos citar algumas cantoras, como St. Vincent, que tem esse espaço. As canções da cantora falam sobre amor, sobre dores de relacionamentos, e também sobre não ser correspondido; ou querer saber se aquela menina quer mesmo estar com ela, ou se é apenas curiosidade, como em “Curious.”

    Os pontos altos também ganham destaque nas músicas chicletes e pop, como “Feelings”, uma das letras mais fáceis de se relacionar do álbum, e “What I Need”, em parceria com a cantora queer Kehlani: “I only want a girl who ain’t fraid to love me” (eu só quero uma garota que não tenha medo de me amar).

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    Pantera Negra – Trilha Sonora – Kendrick Lamar (Ouça)

    Pantera Negra foi lançado no início do ano, e o sucesso do filme não ficou apenas nos cinemas; a trilha sonora, produzida e curada pelo rapper Kendrick Lamar foi com certeza um dos pontos altos do lançamento do longa. Foi pensado e criado em pouco tempo por Kendrick – em parceria com diversos artistas -, e Ludwig Gõransson, sueco compositor de soundtracks de longas como Creed. Todas as faixas possuem inspirações na música e nos ritmos africanos; antes do disco começar a ser feito, ouve uma extensa pesquisa da produção do disco para relacionar as canções com ritmos da África, fossem eles antigos ou contemporâneos; diversos artistas da África do Sul marcam presença nas faixas, como Sjava, Saudi e Babes Wodumo.

    Durante as 14 faixas, podemos ver um trabalho que conta com a parceria de diversos artistas renomados – alguns que já trabalharam com Kendrick anteriormente -, e que dão um toque especial à trilha sonora; começando pela faixa que se tornou um dos singles, “All The Stars”, com a presença de SZA, assim como “Pray For Me”, em parceria com The Weeknd, uma das faixas mais eletrizantes do trabalho e que embala cenas de lutas durante o filme. Também vale destacar a presença de Khalid, uma das revelações do ano, em “The Ways”, com Swae Lee.

    Dezembro 11, 2018
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    Angèle Van Laeken, ou conhecida apenas por Angèle, é uma cantora belga de 22 anos que despontou na Europa no último ano. Seu primeiro álbum, lançado em Outubro de 2018 e intitulado de Brol, trás diversos singles, como “Flou”, “Tout Oblier”, “La Thune” e “Jalousie”. O meu interesse pela cantora veio pela indicação de uma amiga. Eu faço aulas de francês há um ano e meio, e ainda não tinha me apaixonado de verdade por alguém que cantava em francês, até conhecer o pop de Angèle. A carreira musical vem de família: seu irmão é o rapper Roméo Elvis, e os dois fizeram uma parceria juntos em Tout Oblier.

    Suas letras falam sobre amadurecimento, tristeza, desilusão e até mesmo sobre estar despontando na fama e acreditar que tudo isso pode ser ilusório: esse é um dos temas de Flou, uma das suas canções que eu mais gosto, em que ela assume ter medo, e que a sua vida mudou (inclusive os seus amigos), depois da carreira na música.

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    Além da estética criativa e visualmente bem feminina de seus vídeos (com cores como o rosa, vermelho, azul, e amarelo), as letras de Angèle abordam o feminismo, o machismo, a obsessão com as redes sociais, e a sociedade obcecada pelas aparências, e como tudo isso é falso. Seus clipes refletem suas letras do início ao fim e são um dos destaques da cantora.

    Ela foi escolhida pelo VEVO como uma das cantoras que devemos prestar a atenção em 2019, e a expectativa é que ela conquiste o seu espaço ainda mais; a cantora tem algumas músicas em inglês e outras que misturam o francês e a língua anglo-saxônica. Inclusive ela fez um cover maravilhoso no teclado de “I Kissed a Girl”, clássico de Katy Perry, em uma versão bem diferente.

    Dezembro 1, 2018
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    Dezembro chegou com álbuns novos à pleno vapor, já no primeiro dia do mês. Tivemos o lançamento do tão aguardado terceiro álbum da banda britânica The 1975, que não lançava inéditas desde 2016. “A Brief Inquiry Into Online Relationships“, trás a evolução do grupo de diversas formas: seja nas letras – que abordam as drogas, a superação dos vícios, o medo da morte, relacionamentos, traições e o mundo moderno -, ou nos instrumentais (que a banda sempre apostou) como o jazz, mas que dessa vez, aparecem para ficar e dão uma sonoridade ainda melhor para o grupo. É um álbum para se ouvir do início ao fim, é diferente, criativo, e tem até uma narração da Siri em “The Man Who Married a Robot.”


    Outubro 13, 2018
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    A playlist do mês de Outubro trás como destaque as novas músicas da Alessia Cara, cantora canadense de 22 anos que ainda pode não tocar o tempo todo na rádio, mas começou a ganhar seu espaço em 2015, quando lançou o seu primeiro álbum, aos 19 anos. Desde então, as conquistas foram muitas: abriu uma turnê da Taylor Swift, ganhou um Grammy como Artista Revelação em 2017,  lançou canções que bombaram como Scars to Your Beautiful, e participou da trilha sonora de Moana. Em 2018, Alessia, mais madura e com mais experiência, prepara o segundo disco.

    Quando eu conheci a cantora eu tinha 16 para 17 anos e me identifiquei muito com as letras, que falavam sobre a saída da adolescência (mas sempre sem ser infantil). Aos 20, a aproximação que eu senti ao ouvir as músicas Growing Pains e Trust My Lonely foram enormes. Talvez por termos uma idade próxima, eu pude me reconhecer no que a cantora canta. Seus lançamentos, como ela mesma disse, são sobre crescer. E crescer e passar por tombos que nos deixam marcas é difícil. Mas a gente aprende muito: e essa é uma das maiores lições que eu tirei dos últimos meses.

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