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  • July 22, 2017
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    Foto: Guadalupe Bastos @_lupe

    Foto: Guadalupe Bastos @_lupe

    Eu andei sumida na última semana do blog, pois eu fui para Porto Alegre acompanhar o show do The Maine. Eles são a minha banda favorita, e essa já é a quinta passagem da banda pelo Brasil (eles desembarcaram aqui pela primeira vez em 2011, e desde então, não pararam mais!). A turnê atual, que conta com shows por SP, Limeira, POA, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, é a do último álbum, intitulado de “Lovely Little Lonely“.

    O The Maine possui seis álbuns na sua discografia, e ganhou ainda mais sucesso no mainstream – eles são independentes desde o terceiro álbum – com o disco “American Candy“, lançado em 2015. O grupo possui um estilo que passa pelo rock e pelo pop (algumas músicas são mais puxadas para um dos gêneros, e a mistura deles é muito boa!).


    A banda vai te agradar se você curte o gênero do pop punk (ou principalmente se as letras são, para você, parte essencial da música). Para citar grupos que tem um estilo semelhante: Paramore, We The Kings, The Summer Set, The Cab, Yellowcard…

    Cada álbum tem um tom diferente. Eles sempre estão evoluindo e inserindo coisas novas na musicalidade da banda. Ou seja: nenhum dos discos é totalmente parecido. O mais interessante é que a cada novo trabalho, eles conseguem manter a qualidade da música e se tornarem ainda melhores. Alguns discos do The Maine tem uma vibe mais pesada (como o “Forever Halloween”) e outros são muito mais dançantes (como o “American Candy”).

    Kennedy em Porto Alegre. Foto: Guadalupe Bastos @_lupe

    Kennedy em Porto Alegre. Foto: Guadalupe Bastos @_lupe

    Eu sou suspeita para falar, mas o show do grupo é sempre um daqueles momentos incríveis. Além de serem talentosos, a banda também é muito querida e acessível com os fãs; essa é uma das características principais do The Maine. Sempre antes do show rola um meet & great de graça com a banda (que está incluido no ingresso) e você pode dar um abraço em todos eles antes de vê-los no palco. Nesse ano, por exemplo, deu tempo até pra conversar rapidamente com o Kennedy (guitarrista) e com o John (vocalista). Eu sinto que eles dão o melhor de si mesmos no palco e o show é uma experiência maravilhosa!

    O meu primeiro show da banda foi em 2015, e 2017 foi ainda mais legal. Ser fã de The Maine é uma alegria, juro! Os caras são sempre simpáticos.

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    O último cd deles, que deu vida à esta turnê, é uma mistura de músicas rock com algumas canções de melodias mais lentas. Nas palavras de John O’Callaghan para a Rolling Stone do Brasil: “Gravamos e escrevemos de maneiras que não estávamos acostumados, e nos preocupamos em entregar algo que pudesse ser facilmente digerido, caso alguém escutasse apenas uma faixa, mas que também formasse um trabalho integralmente coeso.” Lovely Little Lonely é recheado de interludes que completam cada música, e dão inicio a outra. É um disco contínuo, e perfeito para ouvir do inicio ao fim, sem pausas.

    Eu preparei uma playlist com os meus hits favoritos da banda, misturando todos os álbuns. É ótimo para quem ainda não conhece o trabalho deles, e pra quem já é fã, e está familiarizado com as transiçòes que o The Maine já passou!

    June 30, 2017
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    Lançado em 16 de Junho de 2017, o sucessor de “Pure Heroine”, primeiro álbum de Lorde, chegou após quatro anos de muita espera e hits da cantora que emplacaram nas rádios, saindo dos locais mais alternativos e entrando de vez no mainstream. O primeiro álbum da cantora foi escrito quando ela tinha apenas 16 anos. Os temas falavam sobre a adolescência, só que de uma maneira mais madura, sempre do ponto de vista do observador (que segundo Lorde, era ela mesma: ela sempre observava tudo e transformou situações que viu em letras de músicas).

    Atualmente com 20 anos, o álbum “Melodrama” saí da zona-de-conforto do mundo adolescente e embarca na vivência dos jovens adultos, que apesar de já estarem em outra fase da vida, ainda passam por muitas coisas semelhantes àqueles que tem 15, 16 e 17 anos. O novo disco, produzido por Lorde, Jack Antonoff (que também produziu o 1989 de Taylor Swift) e Frank Dules, tem como tema principal a superação do final de um relacionamento. Com esse tema também estão ligados o autoconhecimento, o coração partido, a frustração e a ilusão de sair à noite, dançar e fingir que está tudo bem (e em alguns momentos, as coisas realmente estão!) e repetir o ciclo novamente. Lorde revelou que essa foi a primeira grande desilução amorosa de sua vida, que deu vida ao primeiro single, “Greenlight”. 

    Greenlight aborda o final de uma relação, em que a pessoa que Lorde gosta já está em outro relacionamento, mas ela ainda não consegue deixar o sentimento que sente ir embora. A letra pode ser melancólica, mas as batidas da música a transformam em um hino de balada. Em entrevista, a cantora disse que essa música representa o momento que uma garota sofre na balada pelo (a) ex, mas que no dia seguinte, ela está pronta para se construir novamente.

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    Em “Sober nós temos mais referências sobre festas e ácool, um tema muito presente no álbum. Mas não se engane, eles não aparecem de maneira superflúa: nessa canção, Lorde questiona o que acontecerá com todas aquelas pessoas (ela incluída) depois que a festa acabar e todas aquelas sensações chegarem ao fim. O trecho “We pretend that we just don’t care, but we care”, afirma que todos ali estão apenas fingindo. Segundo a cantora, o álbum é justamente sobre se importar“Homemade Dynamite”, co-escrita por Tove Lo, segue o mesmo estilo de batida, porém fazendo menção as noites em que a cantora se sentiu livre. É uma música que traz um sentimento de otimisto sobre o lugar que ela está: um local que ela se sente confortável.

    “The Louvre” – na minha opinião uma das mais originais do disco -, é sobre aquele momento do relacionamento que você está feliz ao lado da pessoa e acha bonito absolutamente tudo que ela faz; mesmo que sejam coisas bobas. Lorde descreve isso: “é como estar usando drogas, é como ‘Eu quero estar com você o tempo todo'”. Ela se descreve como obsessiva por essa pessoa, reparando em cada detalhe no outro. “Liability”, uma música também muito diferente das já feitas pela cantora, é o seu momento mais honesto e cru da carreira. Como citado nesta análise da música feito pelo Valkírias, a letra aborda o fato de Lorde achar que em algum ponto da sua vida, as pessoas sempre vão deixá-la. Seja por causa da falta de privacidade, da sua personalidade, ou da fama. Mas ela sempre vai ter ela mesma.

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    “Hard Feelings/Loveless” é sobre o doloroso momento do término. O casal não pode mais adiar aquela situação, e o eu lírico deseja que as coisas terminem bem, de uma maneira amigável, mas ela sabe que provavelmente não vai ser assim. Ela confessa que amou aquela pessoa durante três anos, e que mesmo que não esteja bem, vai fingir estar feliz. A segunda parte, em Loveless, descreve a maioria dos relacionamentos da nossa geração, que são baseados em relações de poder e experiências que duram apenas uma noite.

    “Sober II (Melodrama)” é a continuação da segunda música do álbum. A manhã chegou, a fantasia acabou e agora ela tem que lidar com tudo o que vem em seguida, e arrumar toda a bagunça que foi feita (“how fast the evening passes, cleaning up the champagne glasses”). É nesta faixa que encontramos o sentido principal do nome do disco. Melodrama é descrito como uma forma artística em que tudo é mais exagerado“Writer In The Dark”, uma das melhores músicas escritas pela cantora, é profunda e fala sobre a mesma pessoa de Liability. Ou seja: o amado rejeita a fama de Lorde, e ela diz que ele provavelmente está arrependido de ter se aproximado dela (“bet you rue the day you kissed a writer in the dark”). O escritor citado na letra é ela mesma.

    “Supercut” é sobre lembrar apenas dos bons momentos de algo que já terminou. Lorde cria em sua cabeça imagens de todos os momentos felizes daquela relação; mas ela sabe que está escondendo também os lados ruins. Nessa visão idealizada tudo muda, as situações tem outros rumos e o final não é o mesmo. É algo que explícita aquele sentimento que muitas pessoas passam no fim de um namoro, quando querem que aquela pessoa volte, mas esquecem de ver tudo de negativo que também fez parte do relacionamento. “Liability (reprise)” é onde toda a festa e os momentos gloriosos são questionados. “Mas você não é o que eu achava que você seria”: apesar dos momentos de alegrias, nada é perfeito.

    “Perfect Places”, canção que fecha o álbum, me lembrou o tema da faixa “New Romantics”, da Taylor. É sobre se sentir confuso, sobre saber que o ambiente da festa, do círculo social, está longe de ser o ideal: mas de um jeito ou de outro, Lorde acaba voltando para ele. Apesar de saber que é só apenas mais uma noite, igual à outras (“it’s just another graceless night”) ela tem apenas 19 anos e quer se divertir. Ela revelou que o trecho em que diz não aguentar ficar sozinha, também é um dos motivos pelo qual ela festejou tanto no último ano: ficar sozinha em casa ouvindo seus pensamentos era difícil. A conclusão final é que não existem lugares ideais; mesmo que as influências externas te façam acreditar nisso.

    June 20, 2017
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    lorde

    Junho está sendo um mês cheio de novidades no mundo da música pop e da indie também. Assim como quase todos os meses de 2017, nós temos música boa saindo do forno praticamente todos os dias. O grande destaque fica, é claro, para a Lorde, que lançou o Melodrama – seu segundo álbum, 4 anos após o seu debut -, em 16 de Junho (em breve vai ter resenha aqui no site). A Halsey também nos presenteou com o sucessor de Badlands em 2 de junho, intitulado de Hopeless Fountain of Kingdom. E o The Killers lançou a primeira música desde 2012. Será que vem disco novo por aí?

    June 8, 2017
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    Um dos meus temas favoritos para falar aqui no blog é música, e eu amo descobrir artistas novas. Ultimamente eu ando tentando inovar e conhecer artistas que não são só do círculo EUA-UK, que a gente sempre ouve nas rádios; e o Spotify é o melhor amigo na hora de conhecer novas músicas boas. Nos últimos meses eu conheci duas cantoras da Escandinávia que se tornaram as minhas favoritas atualmente: Astrid S e a Zara Larsson. Nesse post eu indico mais algumas que valem muito a pena ouvir!

    Aurora

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    Ouça Siga

    Se você ainda não ouviu Aurora, corre! A norueguesa de 21 anos já tem vários fãs aqui no Brasil, e ela explodiu na Europa com a sua voz doce, que embala músicas com letras profundas que falam sobre diversos assuntos; as músicas dela tem um toque bem diferente, e um clima bem inovador na indústria musical. Aliás, o instrumental é um dos grandes destaques das músicas de Aurora. Todas as letras são escritas por ela, e a cantora disse que as suas músicas são sobre aceitar as coisas obscuras sobre si mesmo. Eu a conheci por meio da trilha sonora de Skam. Ah, e ela vai passar pelo nosso país em Outubro, com show em SP e RJ!


    Julia Michaels

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    OuçaSiga 

    Julia Michaels cresceu em Santa Clarita, na Califórnia, e desde cedo ela já tinha habilidade para fazer o que faz de melhor: escrever músicas. Muitas vezes nós não sabemos quem está por trás de grandes sucessos dos artistas pop, e assim como Sia, ela passou anos escrevendo para artistas e emplacando músicas nas rádios (Hands to Myself, Good for You, Sorry, Love Myself, todas foram escritas por ela!) e não pensou em cantar – segundo Julia, ela sempre preferiu ficar por trás das câmeras -, mas foi o presidente de uma das gravadoras do qual ela trabalhava que insistiu nela. O seu primeiro single, “Issues”, foi um sucesso. Ela diz que quer fazer músicas emocionais, que faça as pessoas sentirem algo.


    Sigrid

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    OuçaSiga

    Sabe aquele pop de qualidade que a galera da Noruega/Suécia/Dinamarca faz tão bem? Esse é o som de Sigrid Solbakk Raabe, que começou a sua carreira em 2013, e lançou em 2017 – aos 20 anos – o seu primeiro EP, intitulado de “Don’t Kill My Vibe”, que também dá título ao seu single principal. Uma mistura de eletrônica com letras chicletes e elaboradas (sim, tem muitos artistas pop cheios de conteúdo por ai!) ela é uma das promessas deste ano. Mas no catálago também tem espaço para baladas mais calmas, como “Dynamite“, que mostra a sua voz poderosa.

    May 21, 2017
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    Em Maio, o cantor britânico Harry Styles lançou o seu primeiro álbum solo, dando o passo para a carreira pós One Direction. Começo a resenha dizendo que eu não costumava ouvi-lo antes, e para quem não é famíliar ao trabalho dele, este disco veio para mudar totalmente a sua ideia (assim como fez com a minha!). Composto de 10 faixas, todas elas escritas pelo artista, o álbum traz um misto de rock com pop, influências dos anos 60 e 70, e algumas faixas que vão te lembrar a sua banda indie favorita, e alguns clássicos da música.

    É notável que agora Harry possui algo que ele não tinha antes: liberdade criativa. Em entrevista, ele revelou que todas as letras são muito honestas e não foram alteradas: “Fazer esse álbum foi um dos melhores momentos que já tive. Mas é um sentimento muito mais vulnerável, lança-lo, do que qualquer outro que já senti antes.”

    O álbum começa com “Meet Me in the Hallway”, já mostrando o tom do disco que segue por várias outras faixas. As letras falam sobre relacionamentos – e a falta de dialógo neles é um tema muito abordado -, paixão, sexo, tristeza, e as canções são bem detalhadas. Ou seja, ele realmente se expõe, tudo embalado em um som mais alternativo. “Sign Of The Times” é um dos maiores trunfos do disco. Com vários mínutos de duração, a música é grandiosa e a gente pode apostar que é uma das melhores lançadas nesse ano. Ela conta com notas altas, refrão empolgante e até um coral. É uma escolha perfeita para primeiro single, e as suas performances ao vivo mostram a voz incrível de Harry.

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    Representando os momentos mais rock do disco – o cantor sempre citou bandas como Rolling Stones e The Beatles como as suas favoritas -, temos “Carolina”. “She’s a good girl, she’s such a good girl, she feels so good”, é um dos exemplos de refrões bem trabalhados por Styles e da maneira de como ele consegue levar uma canção ao ápice. “Two Ghosts“, uma das minhas músicas favoritas, é uma balada sobre quando o casal não se reconhece mais; quando as coisas não se encaixam. A letra é muito boa, e aborda o tão presente tema da falta de comunicação:  “Telling those stories we already told, cause we don’t say what we really mean.”

    “Sweet Creature”, que agradou muito o público, é uma música romântica que você imagina sendo a trilha sonora do seu filme ou série favorita. Além de viciante, a letra é linda e lembra um pouco as músicas sobre amor do Ed Sheeran . Ela fala sobre o fato de não importa onde ele estiver, a pessoa amada vai fazê-lo se sentir em casa. É difícil não amar a música.

    Mas depois da balada, vem sequencias empolgantes em que Harry retoma de novo o seu lado mais rock’n’roll, que aparece de forma bem genuína no álbum, mostrando que ele se sai muito bem no gênero. “Only Angel” e “Kiwi” são as grandes representantes desta vibe no disco.

    “Ever Since New York”, que também é uma das faixas que eu mais gostei (fica complicado escolher apenas uma!), tem um pé em baladas dos anos 80 e traz a cidade de New York como pano de fundo para falar sobre um relacionamento que não possui mais nenhum futuro. Também não podemos deixar de destacar “Woman”, que nos leva novamente para o lado mais experimental do cantor.

    O disco termina com “From the Dining Table”, que tem um tom triste e melancólico, e apesar de não sabermos com certeza se as faixas falam sobre a mesma experiência amorosa, a canção final parece falar mais sobre o fim do relacionamento citado outras vezes, e a esperança de que o silêncio entre o casal seja quebrado. “Maybe one day you I’ll call me, and tell me that you’re sorry too”. A música possui a presença de violinos.

    Na minha opinião esse é um dos melhores álbuns lançados em 2017, mostrando que Harry Styles tem uma carreira brilhante pela frente, porque talento e letras sensacionais certamente não faltam no repertório dele. O disco alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas.

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