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    Série: Atlanta

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  • August 24, 2017
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    Se você gosta de música pop, provavelmente já ouviu falar da Dua Lipa, uma das maiores revelações do ano. A britânica de 22 anos – que tem origem líbanesa – estava aparecendo no cenário há algum tempo, e o lançamento do primeiro disco aconteceu em 2 de Junho. E as expectativas altas foram correspondidas! O álbum conta com 17 faixas no total, com músicas que falam sobre relacionamentos, empoderamento e amores mal resolvidos. Dua escreve todas as suas canções, e apesar das batidas agitadas, não se engane: as letras são bem íntimas.

    A cantora sempre teve o sonho de seguir a carreira musical; aos 15 anos ela se mudou de Kosovo para Londres, dividindo o apartamento com outra garota. Foi morando longe dos seus pais que ela amadureceu e decidiu persistir na música, que sempre foi o seu talento. Aos 18, ela conquistou um contrato com uma gravadora. Após colher os frutos do seu trabalho duro – foram dois anos sendo apontada como uma artista promissora – ela conseguiu emplacar o primeiro álbum, e o single “New Rules” chegou ao primeiro lugar nas paradas da Inglaterra. A última mulher que alcançou este posto foi Adele, com Hello.

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    O disco reúne músicas que tem uma clara inspiração nos anos 80. Um dos primeiros singles, “Be The One” lembra os sucessos das décadas passadas, mas com uma nova roupagem. As suas faixas merecem destaque entre tantas que ouvimos nas rádios: elas trazem uma batida diferente, carregada com a voz poderosa de Dua Lipa (ela manda muito bem ao vivo, também!).

    As agitadas – feitas para bombar na balada mesmo – ganham destaque, como “Hotter Than Hell”, “IDGAF” e “Blow Your Mind”, mas as canções românticas possuem um espaço enorme no repertório de Dua. “Genesis”, “Thinking ‘Bout You”, “New Love” e a parceria com Miguel, intitulada de  “Lost in Your Light” garantem um dos melhores momentos do álbum.

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    E não dá para falar da cantora sem citar o sucesso de New Rules, um dos singles pop mais legais lançados neste ano. Com uma letra que narra a vontade do eu lírico de finalmente superar um amor que só está o fazendo mal, a faixa ganhou um clipe sensacional, estrelado apenas por mulheres. No vídeo, vemos algo que a faixa em sí não deixa claro: a cantora tem o apoio das suas amigas para superar o fim daquele relacionamento. É aquela canção que você vai ouvir e vai te fazer se sentir um pouco mais poderosa (algumas pessoas dizem que lembra a vibe de “This Is How to Be a Heartbreaker” da Marina and the Diamonds).

    A Lívia Reginato do Nó de Oito fez um post ótimo explicando porque a mensagem de sororidade no clipe é tão importante.

    Quer mais motivos para ouvir essa mulher maravilhosa?

    August 4, 2017
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    Dona de um dos melhores álbuns pop do ano (na minha opinião), Lorde lançou nesta Quinta-Feira (03/08) o clipe do segundo single do disco Melodrama. A faixa escolhida foi “Perfect Places”, a última da tracklist, e que representa todo o conceito do último trabalho da cantora. Ao mesmo tempo que a letra mescla batidas animadas, a letra fala sobre o espírito de ser jovem: a procura do lugar perfeito, enquanto vive todas as noites de uma maneira intensa, mas sem perder o sentimento de solidão.

    Enquanto canta “now I can’t stand to be alone” (“agora eu não suporto ficar sozinha”), o ritmo da música narra o ambiente de uma festa, de uma procura incessante por algo. Isso também está presente no clipe: Lorde aparece em locações maravilhosas, porém sempre sozinha.

    July 22, 2017
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    Foto: Guadalupe Bastos @_lupe

    Foto: Guadalupe Bastos @_lupe

    Eu andei sumida na última semana do blog, pois eu fui para Porto Alegre acompanhar o show do The Maine. Eles são a minha banda favorita, e essa já é a quinta passagem da banda pelo Brasil (eles desembarcaram aqui pela primeira vez em 2011, e desde então, não pararam mais!). A turnê atual, que conta com shows por SP, Limeira, POA, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, é a do último álbum, intitulado de “Lovely Little Lonely“.

    O The Maine possui seis álbuns na sua discografia, e ganhou ainda mais sucesso no mainstream – eles são independentes desde o terceiro álbum – com o disco “American Candy“, lançado em 2015. O grupo possui um estilo que passa pelo rock e pelo pop (algumas músicas são mais puxadas para um dos gêneros, e a mistura deles é muito boa!).


    A banda vai te agradar se você curte o gênero do pop punk (ou principalmente se as letras são, para você, parte essencial da música). Para citar grupos que tem um estilo semelhante: Paramore, We The Kings, The Summer Set, The Cab, Yellowcard…

    Cada álbum tem um tom diferente. Eles sempre estão evoluindo e inserindo coisas novas na musicalidade da banda. Ou seja: nenhum dos discos é totalmente parecido. O mais interessante é que a cada novo trabalho, eles conseguem manter a qualidade da música e se tornarem ainda melhores. Alguns discos do The Maine tem uma vibe mais pesada (como o “Forever Halloween”) e outros são muito mais dançantes (como o “American Candy”).

    Kennedy em Porto Alegre. Foto: Guadalupe Bastos @_lupe

    Kennedy em Porto Alegre. Foto: Guadalupe Bastos @_lupe

    Eu sou suspeita para falar, mas o show do grupo é sempre um daqueles momentos incríveis. Além de serem talentosos, a banda também é muito querida e acessível com os fãs; essa é uma das características principais do The Maine. Sempre antes do show rola um meet & great de graça com a banda (que está incluido no ingresso) e você pode dar um abraço em todos eles antes de vê-los no palco. Nesse ano, por exemplo, deu tempo até pra conversar rapidamente com o Kennedy (guitarrista) e com o John (vocalista). Eu sinto que eles dão o melhor de si mesmos no palco e o show é uma experiência maravilhosa!

    O meu primeiro show da banda foi em 2015, e 2017 foi ainda mais legal. Ser fã de The Maine é uma alegria, juro! Os caras são sempre simpáticos.

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    O último cd deles, que deu vida à esta turnê, é uma mistura de músicas rock com algumas canções de melodias mais lentas. Nas palavras de John O’Callaghan para a Rolling Stone do Brasil: “Gravamos e escrevemos de maneiras que não estávamos acostumados, e nos preocupamos em entregar algo que pudesse ser facilmente digerido, caso alguém escutasse apenas uma faixa, mas que também formasse um trabalho integralmente coeso.” Lovely Little Lonely é recheado de interludes que completam cada música, e dão inicio a outra. É um disco contínuo, e perfeito para ouvir do inicio ao fim, sem pausas.

    Eu preparei uma playlist com os meus hits favoritos da banda, misturando todos os álbuns. É ótimo para quem ainda não conhece o trabalho deles, e pra quem já é fã, e está familiarizado com as transiçòes que o The Maine já passou!

    June 30, 2017
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    Lançado em 16 de Junho de 2017, o sucessor de “Pure Heroine”, primeiro álbum de Lorde, chegou após quatro anos de muita espera e hits da cantora que emplacaram nas rádios, saindo dos locais mais alternativos e entrando de vez no mainstream. O primeiro álbum da cantora foi escrito quando ela tinha apenas 16 anos. Os temas falavam sobre a adolescência, só que de uma maneira mais madura, sempre do ponto de vista do observador (que segundo Lorde, era ela mesma: ela sempre observava tudo e transformou situações que viu em letras de músicas).

    Atualmente com 20 anos, o álbum “Melodrama” saí da zona-de-conforto do mundo adolescente e embarca na vivência dos jovens adultos, que apesar de já estarem em outra fase da vida, ainda passam por muitas coisas semelhantes àqueles que tem 15, 16 e 17 anos. O novo disco, produzido por Lorde, Jack Antonoff (que também produziu o 1989 de Taylor Swift) e Frank Dules, tem como tema principal a superação do final de um relacionamento. Com esse tema também estão ligados o autoconhecimento, o coração partido, a frustração e a ilusão de sair à noite, dançar e fingir que está tudo bem (e em alguns momentos, as coisas realmente estão!) e repetir o ciclo novamente. Lorde revelou que essa foi a primeira grande desilução amorosa de sua vida, que deu vida ao primeiro single, “Greenlight”. 

    Greenlight aborda o final de uma relação, em que a pessoa que Lorde gosta já está em outro relacionamento, mas ela ainda não consegue deixar o sentimento que sente ir embora. A letra pode ser melancólica, mas as batidas da música a transformam em um hino de balada. Em entrevista, a cantora disse que essa música representa o momento que uma garota sofre na balada pelo (a) ex, mas que no dia seguinte, ela está pronta para se construir novamente.

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    Em “Sober nós temos mais referências sobre festas e ácool, um tema muito presente no álbum. Mas não se engane, eles não aparecem de maneira superflúa: nessa canção, Lorde questiona o que acontecerá com todas aquelas pessoas (ela incluída) depois que a festa acabar e todas aquelas sensações chegarem ao fim. O trecho “We pretend that we just don’t care, but we care”, afirma que todos ali estão apenas fingindo. Segundo a cantora, o álbum é justamente sobre se importar“Homemade Dynamite”, co-escrita por Tove Lo, segue o mesmo estilo de batida, porém fazendo menção as noites em que a cantora se sentiu livre. É uma música que traz um sentimento de otimisto sobre o lugar que ela está: um local que ela se sente confortável.

    “The Louvre” – na minha opinião uma das mais originais do disco -, é sobre aquele momento do relacionamento que você está feliz ao lado da pessoa e acha bonito absolutamente tudo que ela faz; mesmo que sejam coisas bobas. Lorde descreve isso: “é como estar usando drogas, é como ‘Eu quero estar com você o tempo todo'”. Ela se descreve como obsessiva por essa pessoa, reparando em cada detalhe no outro. “Liability”, uma música também muito diferente das já feitas pela cantora, é o seu momento mais honesto e cru da carreira. Como citado nesta análise da música feito pelo Valkírias, a letra aborda o fato de Lorde achar que em algum ponto da sua vida, as pessoas sempre vão deixá-la. Seja por causa da falta de privacidade, da sua personalidade, ou da fama. Mas ela sempre vai ter ela mesma.

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    “Hard Feelings/Loveless” é sobre o doloroso momento do término. O casal não pode mais adiar aquela situação, e o eu lírico deseja que as coisas terminem bem, de uma maneira amigável, mas ela sabe que provavelmente não vai ser assim. Ela confessa que amou aquela pessoa durante três anos, e que mesmo que não esteja bem, vai fingir estar feliz. A segunda parte, em Loveless, descreve a maioria dos relacionamentos da nossa geração, que são baseados em relações de poder e experiências que duram apenas uma noite.

    “Sober II (Melodrama)” é a continuação da segunda música do álbum. A manhã chegou, a fantasia acabou e agora ela tem que lidar com tudo o que vem em seguida, e arrumar toda a bagunça que foi feita (“how fast the evening passes, cleaning up the champagne glasses”). É nesta faixa que encontramos o sentido principal do nome do disco. Melodrama é descrito como uma forma artística em que tudo é mais exagerado“Writer In The Dark”, uma das melhores músicas escritas pela cantora, é profunda e fala sobre a mesma pessoa de Liability. Ou seja: o amado rejeita a fama de Lorde, e ela diz que ele provavelmente está arrependido de ter se aproximado dela (“bet you rue the day you kissed a writer in the dark”). O escritor citado na letra é ela mesma.

    “Supercut” é sobre lembrar apenas dos bons momentos de algo que já terminou. Lorde cria em sua cabeça imagens de todos os momentos felizes daquela relação; mas ela sabe que está escondendo também os lados ruins. Nessa visão idealizada tudo muda, as situações tem outros rumos e o final não é o mesmo. É algo que explícita aquele sentimento que muitas pessoas passam no fim de um namoro, quando querem que aquela pessoa volte, mas esquecem de ver tudo de negativo que também fez parte do relacionamento. “Liability (reprise)” é onde toda a festa e os momentos gloriosos são questionados. “Mas você não é o que eu achava que você seria”: apesar dos momentos de alegrias, nada é perfeito.

    “Perfect Places”, canção que fecha o álbum, me lembrou o tema da faixa “New Romantics”, da Taylor. É sobre se sentir confuso, sobre saber que o ambiente da festa, do círculo social, está longe de ser o ideal: mas de um jeito ou de outro, Lorde acaba voltando para ele. Apesar de saber que é só apenas mais uma noite, igual à outras (“it’s just another graceless night”) ela tem apenas 19 anos e quer se divertir. Ela revelou que o trecho em que diz não aguentar ficar sozinha, também é um dos motivos pelo qual ela festejou tanto no último ano: ficar sozinha em casa ouvindo seus pensamentos era difícil. A conclusão final é que não existem lugares ideais; mesmo que as influências externas te façam acreditar nisso.

    June 20, 2017
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    Junho está sendo um mês cheio de novidades no mundo da música pop e da indie também. Assim como quase todos os meses de 2017, nós temos música boa saindo do forno praticamente todos os dias. O grande destaque fica, é claro, para a Lorde, que lançou o Melodrama – seu segundo álbum, 4 anos após o seu debut -, em 16 de Junho (em breve vai ter resenha aqui no site). A Halsey também nos presenteou com o sucessor de Badlands em 2 de junho, intitulado de Hopeless Fountain of Kingdom. E o The Killers lançou a primeira música desde 2012. Será que vem disco novo por aí?

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