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    O que fazer em tempos de ódio?

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    Livro: Siga Os Balões

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  • October 12, 2013
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    Um dia a gente já brincou na lama, teve medo de monstro, acreditou no Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa, na Fada do Dente. Fez perguntas indiscretas para os adultos, bagunçou o quarto, se divertiu assistindo desenho animado. Bebeu suco de maracujá, comeu biscoito recheado, bolo de cenoura, sorvete e chocolate até dizer chega. Fez castelo de areia na praia, acampou com os amigos, dormiu na casa dos avós. Fez festa de  aniversário de boneca, princesa, fada.

    Levou bronca do pai, da mãe, do irmão mais velho, da professora. Ficou de castigo por semanas e semanas, e quase sempre foi perdoado antes do prazo. Gastou todo o dinheiro da mesada com chiclete, e levou mais uma bronca por isso. Caiu de bicicleta, patins, skate. Ralou o joelho, quebrou o braço, tem quatro pontos debaixo do queixo. Brincou de pique-esconde, pique-pega, pique-tudo-que-se-possa-imaginar. Imaginou um mundo onde todas as pessoas eram felizes e tinham o poder de voar. Vestiu uma capa feita de lençol e tentou voar. Inventou um amigo imaginário, mudou o nome dele.

    Quis mudar nosso próprio nome. Jogou video-game até cansar. Fez aula de karatê, natação, balé. Calçou o sapato da mãe, andou pela casa toda borrada de batom, querendo ser adulto por um dia.Mal sabíamos o que era, na verdade, crescer. Ter responsabilidades, horários, prazos. Pensar na vida, resolver problemas. Problemas muito mais complicados do que a matemática, que parecia ser o pior dilema do mundo, na quinta série. Me faz lembrar da história de Peter Pan, o menino que vivia na Terra do Nunca, e nunca crescia. Quem fosse com ele, seria criança para sempre, imagine só? Uma vida inteira só de chiclete, brinquedos, sonhos. Uma vida em que o único problema fosse o da matemática. Seria pedir demais, não é? Sim. Só crescendo vivemos coisas diferentes, conhecemos pessoas, erramos – muito, aprendemos – muito, vivemos. É o ciclo da vida, não se pode querer mudá-lo. É o que precisamos. Mesmo assim, posso apostar que qualquer um de nós, desde os que acabaram de sair da infância até os que quase não se lembram dela, gostaríamos de pedir, pelo menos por um dia: Peter Pan, ainda dá tempo de ir com você?

    Entrando no clipe do dia das crianças trouxe um texto da Maju Sonali que escreve no blog Depois dos Quinze

    September 25, 2013
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    Você soltou minha mão e continuou seu caminho sem mim. E eu fiquei apenas observando nossas vidas se afastarem a cada novo passo que dava sem olhar ao menos para trás. Não houve despedidas. Sua partida surpreendeu-me tanto que não pude pensar em um modo de te fazer permanecer, e mesmo se houvesse uma maneira, não seria o suficiente para te fazer ficar, porque você, meu bem, já havia decidido ir. O seu silencio por tanto tempo já era a resposta para a pergunta que me incomodava por dentro. Eu só não sabia que silencio também é resposta, mas agora eu sei e percebi que há muito você me dava pistas de que iria embora deixando comigo a sua falta e alguns poucos pertences. Eu só não previa que seria tão logo. E se fosse possível pedir, pediria que voltasse, que ficasse mais um pouco e me desse a honra de apreciar a sua insubstituível companhia e pudesse preparar-me para a sua ida, ou talvez ficasse mais difícil ainda o adeus.

    Não houve nem mesmo um olhar de “sinto muito!”. Não houve troca de olhares porque você não foi capaz de sustentar a angustia que meus olhos traziam. E enquanto me permanecia – ou tentava – determinado a olhar-te com meus olhos duros e cheio de dores, porem em busca de respostas, sua cabeça cabisbaixa dava a certeza que a sua covardia e orgulho eram maiores que qualquer sentimento de afeto que um dia sentiu por mim. A sua falta de consideração por uma despedida justa me trouxe uma sensação esmagadora que me afeta nas noites de solidão causada pela sua não presença. E fico horas deitado na cama acompanhado com o silencio que um dia foi preenchido por sua respiração. Duas, três, quatro horas da manhã e nada do sono chegar me tirando o vazio que ficou por você ter ido. É comum acostumarmos com rotinas, porém não se acostuma com noites silenciosas, pelo contrario se torna cada vez mais difícil.

    É que os dias também ficam monótonos quando não esta aqui e fico preso nas lembranças que você deixou, na esperança de que um dia elas não doam mais e que só me arranquem sorrisos ao invés de lagrimas. Já aprendi que devo evita-las porque a dor latejante que sentimos ao lembrar de algo que partiu fica insuportável quando estamos sozinhos, mas fica difícil não pensar em você quando esta tudo quieto ou quando meu olhar vago se prende a algo. E eu te encontro e reencontro nos meus sonhos, no sofá da sala e em cada lugar que frequento, porque você foi, mas deixou um pedacinho seu em cada canto.

    E eu sinto a sua falta. Falta porque ela é a única que me trás você de volta. E você não disse um “adeus, meu bem” o que me deixou esperanças de que sua partida fosse breve e que logo voltasse. Você foi e eu fiquei. Fiquei na angustia da espera e esqueci de continuar meu caminho. Ate mesmo quando sumiu de vistas permaneci parado no lugar na expectativa de que meus olhos voltassem a te ver retornando para meus braços que continuam abertos para você. Enfrentei a chuva do inverno e nada de você retornar. Peguei gripe, fiquei todo ensopado esperando por você, no final tudo em vão, porque você não voltou.

    Mais uma noite chegou. Apaguei a luz, mas dessa vez também apaguei você.

    September 12, 2013
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    Dizemos adeus e partimos. Dali pra frente seria cada um para um lado, por si. Não carregaríamos mais um ao outro, não compartilharíamos mais nenhuma história, e tudo o que passamos ficaria no passado. Acontece que levamos um pedaço de todo relacionamento que temos, e do nosso peguei uma bagagem um tanto pesada.

    Levei um pouco de nós. De certos momentos que seriam uma pena jogar fora, então também coloquei na mala para quando tivesse coragem deixasse em algum lugar por aí. Trouxe comigo nossas músicas e juntamente nossa primeira dança. Foi impossível também esquecer nossos beijos… Foi só o que deu para levar de nós.

    Já de você, trouxe tudo. Não pude jogar nada fora, e confesso a parte mais difícil foi ter que guardar tudo, sabendo que carregaria algo que não poderia abrir mais tarde, a não ser para jogar fora depois.

    Levei comigo seu abraço que por muito me protegeu de inúmeros perigos. Seu toque que por sempre me trouxe a sensação de paz. Suas manias e seus gostos. Trouxe comigo a sua voz e o som da sua risada que possuíam o dom de me acalmar. O seu sorriso e seu olhar que por serem os mais sinceros me traziam a mais pura felicidade. Levei sua leveza e espontaneidade de encarar a vida.

    Levei comigo também seus conselhos que sempre me guiaram para o lado bom da vida. Suas palavras de conforto quando tudo estava desabando, para que lembrasse nos momentos ruins que sempre a um caminho a seguir. Coloquei na bagagem todo o seu encanto, para que às vezes eu recordasse todos os motivos que me fizeram ficar com você e a raiva de você não me dominasse. Tudo o que aprendi com a sua presença, também trouxe comigo.

    Não abandonei nada de você, porque sabia que ainda precisaria dessas coisas comigo que me fizeram e que me construíram. Não pude deixar parte da minha história para trás, porque elas se tornaram minhas partes. Talvez um dia eu me torne outro alguém, construído por outras partes e deixasse essas de uma vez por todas. Mas isso não é assunto para agora, seria mais para frente, quando eu estivesse acostumado com sua falta e finalmente não precisar mais dessa bagagem.

    Nada disso pesou tanto quanto a saudade e o amor que levei de você. Ah, esses dois não pude me separar, mesmo querendo. E eu queria! Mas foi impossível separar dessas duas bagagens que pesarão por uma longa caminhada. Eu fui e comigo levei a saudade da sua presença, da sua proteção, do seu carinho, do seu afago… Saudade de você! Você foi e me deixou seu amor e levei comigo, o seu e o meu.

    E à medida que perceber que não preciso de certas bagagens vou me desfazendo de cada uma delas, deixando pelo caminho até no final não ter mais nada de você, mas por enquanto: o que levei de você, foi você!

    July 15, 2013
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    (Leia ouvindo a música)

    Ô moça faz o favor de não o deixar ir embora quando entrar na sua vida. É que ele é aquele tipo de rapaz que faz falta na vida da gente quando parte, ainda mais de repente. Acredite em mim, você não iria querer isso: sentir falta. A gente se acostuma fácil com a companhia dele e fica um vazio, uma sensação de que falta algo quando não a temos. Não se preocupe moça, ele vai ficar se você souber ganhar ele. Diz para ele que eu aprendi a apreciar um pouco aquela musica sertaneja, porem ainda estranho o ritmo, mas sei reconhecer algumas belas palavras naquele som.

    Ele já te contou que tem rotinas no domingo? Ele ama pedalar de manha com seus companheiros, ver lugares novos, isso o faz esquecer os problemas por um tempo. E quando ele chegar trate de fazer perguntas de como foi o passeio e se interesse por cada coisa que ele falar sobre sua manha aventureira. Ele vai voltar cansado, mas não vai admitir e se gostar mesmo da sua companhia, irá almoçar com você e passar o resto do domingo na sua casa ou na dele. E vocês assistirão filmes deitados no sofá da sala.

    Mas cuida dele moça, assim como alguém cuida de uma criança, porque no fundo ele é assim, e você perceberá isso quando o ver der uma gargalhada de algo bobo que você fez, ele vai rir tanto que vai perder o folego, vê como ele bate na perna quando não é o suficiente o riso? É a mania que ele tem, faz isso todas as vezes que está se divertindo com algo. Ele está exagerando no ketchup né? Briga com ele moça, esconde os saquinhos dele. Ele tem gastrite e logo, logo vai passar mal com tanta porcaria, e não se esquece dos refrigerantes.

    Vocês vão passar o dia inteiro trocando sms, mesmo quando ele estiver no trabalho, e não fique com raiva se ele dormir sem despedir de você, te deixar falando sozinha, ele tem essa mania, porque não quer deixar de conversar com você, por isso luta contra o sono, mas ele acaba vencendo. E não se preocupe a primeira coisa que ele fizer quando acordar no outro dia é te mandar uma mensagem de desculpas e fazer você sorrir logo de manha. Ele irá te chamar de feia, quando ele fizer isso o chame de idiota e logo ele te chamara de linda. É que ele gosta de brincar com esses jogos de palavras, que descrevam o que um sente pelo outro, só para no final vocês terminarem dizendo que ama um ao outro.

    Mas cuida bem dele moça, faz dele o homem mais feliz desse mundo. Ele vai te passar ciúmes, vai olhar para outra menina com cara de lerdo só para você brigar com ele depois, é que ele ama implicar quem ele ama e acha a coisa mais linda quando uma mulher que ele gosta fica brava, ele acha fofo e sexy ao mesmo tempo. Mas não pergunte demais, não exagere nos ciúmes e nas brigas, ele não gosta de se sentir preso, sufocado e ele pode te deixar se você o sufocar depois e não seria uma boa ideia ficar sem ele. Moça, ele vai precisar de um tempo só para ele, então conceda isso a ele e não o perturbe quando estiver pensando, ele acaba tomando decisões precipitadas.

    Mas conta para ele moça que achei um jeito de ficar bem, muito obrigada. Que estou criando coragem para começar aquele livro que disse que escreveria, só estou me organizando por dentro para ele não sair uma bagunça, mas um dia ele sai e o entregarei nas mãos dele como prometi. Diz para ele que ainda consigo ter algumas noticias da vida dele e que torço aqui de pertinho, mas longe para cada conquista sua. Diz também que estou feliz por vocês, mas que no fundo gostaria que fosse eu no seu lugar moça. Conta que guardei esse sentimento numa caixinha exclusiva, mas nunca a esquecerei.

    Ô moça, cuida dele para mim, como cuidei e como qualquer pessoa cuidaria de um presente insubstituível.

    December 25, 2011
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    “Desde que aquilo aconteceu, todos os dias, no mesmo horario, eu vou ao lugar onde nos conhecemos onde tudo começou, onde nos apaixonamos, onde tivemos momentos de prazer, naquele mesmo lugar que você disse que levaria nossos futuros filhos, para eles saberem que foi ali nosso primeiro beijo, ainda não entendo porque isso tinha que acontecer, eu não tava preparado, quando eu sento neste lugar, por um momento sinto você ao meu lado, fazendo carinho no meu cabelo, aquela unica sensação, que eu só sentia com você, apenas com você e ninguem mais, mas esse momento se perde ao vento, e eu me lembro, você se foi, e não vai voltar, nesse mesmo lugar onde tudo começou, tudo acabou…”

    Encontrei esse texto no tumblr mylifenotfunny que por sinal é um otimo tumblr, vale a dica.

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