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    Livros, Séries

    Big Little Lies: o livro e a série

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  • February 13, 2018
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    Big Little Lies completa no dia 19 deste mês um ano da exibição do seu primeiro episódio na HBO, emissora conhecida por apostar em séries polêmicas (Game of Thrones, True Blood) e que não possuem cautela nas cenas explícitas, por exemplo. Quando esta série protagonizada por Nicole Kidman, Reese Whiterspoon e Shailene Woodley entrou para o catálogo, algumas pessoas torceram o nariz, achando que ela seria um guilty pleasure (termo que na tradução significa “prazer culposo”, e normalmente é usado para taxar séries protagonizadas por mulheres, como produções bobas). Mas Big Little Lies apresenta, tanto na sua adaptação televisiva quanto no seu script original – derivado do livro escrito pela australiana Liane Moriarty – um seriado que traz mulheres como protagonistas da própria história, esta que muitas vezes, está longe de ser fácil.

    Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de como isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.

    Eu comecei a ler o livro nas férias antes de iniciar a série, mas a expectativa foi tanta que eu me revezei entre os capítulos e os episódios (o que fez eu me adentrar na história de maneira intensa). São mais de 400 páginas que narram a rotina e a vida pessoal de Madeline, Celeste e Jane, que possuem apenas uma coisa em comum: os seus filhos pequenos estudam na mesma escola, em uma cidade litorânea na Austrália. Fora isso, elas são muito diferentes, mas encontram entre si fatores em comum que fazem crescer uma amizade entre as três. Madeline e Celeste são amigas há um bom tempo, mas a chegada de Jane na cidade – que é mais nova que as duas e mãe solo -, transforma a dupla em trio.

    Há algumas diferenças leves entre o livro e a série, e elas atrapalham em pouco a trama. A maioria dos diálogos são exatamente iguais no seriado produzido por Reese Whiterspoon. O maior trunfo de Big Little Lies é narrar, de maneira honesta, a vida dessas três mulheres, e de outras personagens presentes no livro. Apesar de Madeline e Celeste viverem uma vida aparentemente “perfeita”, descobrimos que a perfeição está longe de ser uma característica da rotina delas. Elas podem ter uma casa maravilhosa, serem casadas com homem bem sucedidos e possuírem uma vida financeira estabilizada, mas suas vidas íntimas possuem traumas, dores e muitos conflitos. Jane é a única das três que é vista na cidade como alguém que não possui uma vida ideal, por ser mãe solteira e ter o filho apontado na escola como o causador de bullying contra uma colega.

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    O enredo possui como pano de fundo um assassinato, que ocorre durante um evento escolar organizado apenas para os pais da comunidade que possuem filhos na escola. Os capítulos e as cenas do seriado são mesclados com depoimentos de outras pessoas que também estavam na festa. Apesar de mover a trama, o grande foco são as relações entre os personagens e a vida das protagonistas, e como cada uma delas enfrenta suas próprias batalhas. Celeste (Nicole Kidman) é alvo de violência doméstica em um casamento que é visto pelos outros como exemplar. Porém, ninguém sabe de verdade o que se passa na vida dela, que sofre com o marido abusivo Perry (Alexander Skarsgård). As cenas de violência são tensas e cruas, levando à tona a discussão sobre violência doméstica e como ela pode acontecer, sim, com qualquer pessoa, não importa o status social.

    Jane (Shailene Woodley) não chegou perto dos 30 anos e encontra uma chance de recomeçar de novo naquela cidade. Como esperado, nem tudo ocorre como ela planejou. O seu filho Ziggy enfrenta diversos problemas na escola, ao ser acusado de praticar bullying, fazendo Jane questionar o comportamento do próprio filho. Em paralelo, descobrimos que muitas das suas aflições e traumas foram causados por uma experiência que gerou a criança: Jane foi vítima de estupro.

    Madeline (Reese Whiterspoon) tem uma rotina que inclui cuidar dos filhos, administrar a peça de teatro da cidade, manter o casamento com Ed (Adam Scott), e sobreviver à sua relação conturbada com a filha mais velha, Abigail (Kathryn Newton), que para revolta de Madeline, está passando muito tempo com o pai que sumiu quando ela era ainda bebê, e a madrasta Bonnie (Zoë Kravitz).

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    É difícil elencar todos os temas abordados pelo seriado e pelo livro, mas eles tem o traço em comum de serem conflitos que estão presentes na jornada de todas as mulheres que aparecem na série – e não só as principais -, seja o papel da maternidade (que é muito questionado durante os episódios; algumas mulheres são julgadas por não possuírem uma carreira para cuidar dos filhos, e outras, por terem!), abuso sexual, traumas e sororidade, e amizade feminina.

    Cada um deles é desenvolvido com maestria e ganha espaço em tela, nos fazendo questionar e refletir após terminar os episódios. Big Little Lies mostra o quanto a união entre mulheres pode ser poderosa e literalmente, salvar vidas. Por mais que algumas personagens tenham conflitos entre si em muitos momentos, a série não transforma isso em uma típica representação machista que mulheres não podem ser amigas de outras mulheres; pelo contrário, ela justifica o quanto essas mesmas pessoas que brigaram anteriormente, podem se unir quando necessário.

    Essa história é importante e vai mexer com você, eu garanto. Seja no papel ou na televisão, não deixe de dar uma chance.

    January 16, 2018
    postado por
    MEGHANN FAHY, KATIE STEVENS, AISHA DEE

    The Bold Type foi uma das minhas maiores surpresas no quesito séries em 2017. Após ler vários blogs indicando o seriado produzido pela Freeform (antiga ABC Family), eu resolvi dar uma chance. E sabe aqueles seriados que são classificados como guilty pleasure? Se você ler as críticas por cima, vai achar que The Bold Type é uma série bobinha, mas ela passa longe disso. Voltado para o público feminino e com um viés feminista, acompanhamos a vida de Jane Sloan (Katie Stevens), Kat Edison (Aisha Dee) e Sutton Brady (Meghann Fahy). Criada pela roteirista Sarah Watson, os episódios percorrem a vida no trabalho das três amigas que moram em Nova York.

    Elas possuem cargos diferentes na revista Scarlet (que é fictícia). Jane é escritora, Kat é diretora de mídias sociais e Sutton é assistente. Uma das personagens mais presentes é a editora-chefe da revista, Jacqueline (Melora Hardin). Em uma das primeiras cenas, é possível perceber que The Bold Type aposta em uma proposta diferente, sem cair nos milhares clichês de filmes e séries voltadas para as mulheres; Jacqueline não é uma chefe megera (como a Miranda de O Diabo Veste Prada). Pelo contrário: ela exige quando necessário das suas funcionárias, porque acredita no potencial delas. Aqui, o papel de que a chefe sempre é uma má pessoa é substituido por uma personagem poderosa e que quer dar o seu melhor como editora.

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    Cada uma das três protagonistas é super bem trabalhada, e podemos conhecê-las a fundo (você provavelmente vai se identificar mais com uma delas). Jane sempre sonhou em ser escritora e trabalhar na Scarlet. Quando é promovida, ela quer dar o seu melhor para escrever matérias que satisfaçam a sua chefe (e ganhem mais destaque na revista). Mas em muitos momentos, ela precisa desafiar a si mesma e sair da sua zona-de-conforto para fazer isso (o que nunca é fácil). Eu me enxerguei muito de mim na Jane.

    Kat cresceu em uma família com dois pais psicológos. Por isso, aparentemente, ela é a mais bem-resolvida… aparentemente. Ela sempre teve certeza que era heterossexual, até se apaixonar por Adena (Nikhol Boosheri), uma artista imigrante extremamente talentosa que vai para Nova York expor o seu trabalho. O relacionamento das duas cresce aos poucos. Enquanto Kat sempre teve uma vida privilegiada, Adena enfrenta todos os dias o preconceito por ser imigrante e muçulmana. Este tema, aliás, é bem recorrente nos episódios.

    Sutton é a que mais se envolve com o ambiente de trabalho. Quando ela se mudou para NYC não possuía uma faculdade no currículo; apenas o seu sonho de trabalhar com moda. Após três anos sendo assistente, ela quer subir de cargo. Acompanhamos a trajetória da personagem tentando lutar para provar o seu valor com o estilista que quer trabalhar, e também pedindo um salário justo. Apesar do seu romance com Richard (Sam Page) ganhar espaço, é muito legal vê-la batalhando no meio profissional.

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    A série aborda todos os temas possíveis que você possa imaginar, e que muitas vezes entram em pauta na editoria da revista. Imigração, feminismo, problemas na profissão, mulheres bissexuais, orgasmos, relacionamentos, política (e muitas alfinetadas ao Trump): tudo é tratado de maneira bem honesta e aberta. Um dos pontos chaves é a maneira como os roteiristas escolhem trabalhar cada tema. O toque de sororidade entre as protagonistas sempre está presente. Quando precisam, uma ajuda à outra. E quando a situação fica complicada, elas não deixam de dizer verdades, mas nunca se abandonam. É um exemplo de amizade feminina que ainda falta muito na televisão. Em The Bold Type, não há competição de mulheres com mulheres, e sim a união entre elas.

    Seja no ambiente de trabalho ou na vida pessoal, a mensagem que fica é que o apoio feminino pode sim, resolver muita coisa. Mesmo que a série tenha como pano de fundo o dia-dia no ambiente de quem trabalha com a moda e as mídias sociais e impressas, o foco aqui são os relacionamentos, os desafios e os problemas pessoais que muitas mulheres do século XXI enfrentam.

    A primeira temporada possui dez episódios, e uma segunda e terceira já foram confirmadas.

    December 16, 2017
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    Dark (2017) é a primeira série alemã produzida pela Netflix. Na pegada de dar carta branca para alguns países produzirem suas próprias séries, saindo do eixo EUA-UK (assim como o Brasil emplacou 3% no catálago, um dos melhores lançamentos de 2016), as boas surpresas com as produções estrangeiras continuam. O drama sci-fi, que mistura suspense, viagem no tempo e muitas teorias loucas, estreou no início de Dezembro e foi comparada constantemente com Stranger Things. Porém, é necessário dizer que as duas são muito diferentes! Enquanto a norte-americana aposta, além dos mistérios, em momentos engraçados e personagens cativantes, a alemã é muito mais obscura sem trocadilhos.

    Tudo em Dark nos leva ao mistério e aos questionamentos. A fotografia, a lentidão de algumas cenas, os detalhes (que são muito importantes!) e o clima de produção européia, em que os acontecimentos não são marcados por sequencias de ação impressionantes, característica comum das séries estadunidenses. Mas o seriado não perde em nada: pelo contrário, ele é inovador. O enredo nos leva até o ano de 2019 na pacata cidade de Winden, habitada por famílias que estão lá durante gerações. Cada um deles guarda segredos e intrigas. O número de personagens é bem grande, no estilo de Game of Thrones, por isso, fica difícil lembrar o nome de todo mundo.

    O protagonismo cabe à Jonas (Louis Hofman), um adolescente de 16 anos que perdeu o pai recentemente. Ele passou dois meses em uma instituição psiquiátrica tentando se recuperar, enquanto a mãe, Hanna (Maja Schöne), mantinha um caso com Ulrich (Oliver Masucci), policial da cidade e pai de Martha (Lisa Vicari) – o interesse amoroso de Jonas – Magnus (Moritz Jahn) Mikkel (Daan Lennard).

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    Aparentemente nada acontecia na pequena cidade, onde todos se conhecem. Cada personagem possui uma ligação entre si, mesmo que ela não seja óbvia. Os conflitos – que aconteciam por baixo dos panos – retornam com tudo quando alguns jovens começam a desaparecer misteriosamente, e seus corpos retornam com machucados e os tímpanos estourados. É o caso de Erik, que nunca foi encontrado. Quem também some é Mikkel, desencadeando acontecimentos que vão levar as famílias a desenterrarem brigas do passado, que atingem não só apenas eles, mas também os seus filhos adolescentes. E tudo isso ainda possui relação com o sumiço de Mads, irmão mais novo de Ulrich, que desapareceu no ano de 1986.

    A série, criada por Baran bo OdarJentje Friese mistura referências e muitas teorias físicas. Ou seja, se você gosta do assunto, vai curtir essa série, que é para aqueles que são fãs de montar mil teorias que explicam os acontecimentos. Os temas passam entre Teoria da Relatividade de Einsten, buraco negro de minhoca, o estudo de Stephen Hawking sobre buracos negros, e o longa “Interestelar.” Eu assisto pouco conteúdo de sci-fi, mas minha amiga que é fã do gênero comentou que o seriado segue bem esse estilo para quem se interessa pelos assuntos acima e clássicos como “De Volta para o Futuro.”

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    Se vale a pena apostar na série alemã? Não há dúvidas! A produção é impecável, com uma fotografia linda e escura, que acompanha os acontecimentos misteriosos durante os episódios, e as atuações são surpreendentes. Eu sinceramente já estou na espera da confirmação de uma segunda temporada.

    December 3, 2017
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    Atlanta é uma aclamada série de comédia (ou dramédia) que foi lançada em 2016 nos EUA pelo canal FX. Criada e produzida por Donald Glover (conhecido também pelo seu nome artístico Childish Gambino), que trabalhou como roteirista no clássico “30 Rock“, com a Tina Fey. O seriado possui 10 episódios com duração entre 20 e 25 minutos, que mesmo parecendo pouco tempo, conseguem abordar de maneira honesta e crível a jornada de Earn (Donald Glover), um cara que vive aos tropeços: ele não tem dinheiro, precisa ajudar a pagar o aluguel do local onde ele mora com a filha e a ex-mulher Vanessa (Zazie Beetz), e sofre uma rejeição da família por ter, no passado, abandonado uma faculdade de ponta.

    Os outros dois personagens que dividem a maioria das cenas com Earn são o seu primo, Alfred (Bryan Tyree Henry) e Darius (Lakeith Stanfield). Earl está completamente quebrado, ao contrário do seu outro membro da família, que está começando uma carreira promissora na cena de rap musical em Atlanta, capital da Georgia. A cidade, aliás, é o principal cenário que permeia os episódios, e o criador da série revelou que a ideia era mostrar o local de uma maneira que ainda não havia sido feita antes. Eu tive a oportunidade de conhecer a cidade este ano, e foi muito legal poder enxergá-la pelas lentes da série, com uma representação sincera. Apesar de muitos seriados serem gravados lá, poucos se preocupam em mostrar a cidade dessa maneira.

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    É na carreira em ascensão do primo que Earl encontra a oportunidade para ingressar no mundo da música, algo que ele sempre desejou, mas que nunca teve a chance. Mesmo sem nenhuma experiência prévia, ele se oferece para ser o empresário de Alfred – conhecido como Paper Boy -, e essa é a sua única ideia (ou “salvação”) para sair do seu péssimo estado financeiro, e de quebra, talvez realizar o seu sonho de trabalhar no meio. A série, além de ser inovadora e dar visibilidade aos negros, trabalha de maneira profunda e interessante os personagens. Eles possuem camadas e mais camadas, e suas complexidades vão se tornando mais visíveis a cada episódio, algo que nós estamos cansados de saber que raramente acontece em séries produzidas por homens brancos. Por isso é tão importante que o trabalho de Donald Glover esteja sendo reconhecido.

    Alfred, no início, pode parecer alguém superficial que só liga para o dinheiro ou drogas. Mas é pelo desenvolvimento com a sua amizade com Earl que notamos que, como todo mundo, ele tem defeitos e qualidades, e os primeiros apareciam mais nos episódios iniciais. O personagem é um amigo leal, cuidadoso e também o responsável pelas melhores tiradas da série. O episódio número 7, “B.A.N”, em que Paper Boy é convidado para participar de um talk show, é um dos mais engraçados e irônicos da série.

    O fortalecimento da amizade entre os três protagonistas é um dos pontos fortes de Atlanta, que mistura cenas de momentos hilários, outros chocantes e tristes (tudo ao mesmo tempo) entre Earn, Alfred e Darius (este último é o meu personagem favorito!).

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    Apesar da série ser produzida e dirigida em sua maioria por homens (todos os episódios são dirigidos pelo japonês Hiro Murai ou Donald Glover, com exceção do nono, dirigido por Janicza Bravo), a representação das mulheres no seriado não deixa a desejar. Não há muitas personagens femininas na história, e o foco central fica para Vanessa, que é mãe e trabalha duro para fornecer dinheiro à filha dela e de Earl. O relacionamento dos dois é completamente instável. Uma hora eles estão juntos, em outra não, mas o sentimento que fica é que quando um precisa do outro, eles sempre estão lá.

    Van ganha mais espaço no episódio 6, “Value“, em que encontra uma amiga de longa data, Joyce, em um restaurante. O contraponto entre as duas é enorme: enquanto Van trabalha o tempo inteiro e mal tem tempo para ela, Joyce vive uma vida de luxo, e insiste para que a amiga se divirta mais. As duas são diferentes, possuem rotinas completamente distintas, mas ainda assim, a amizade é mais forte que as divergências. Fica claro em muitos momentos também que, por mais que Earl se esforce para ajudar a família, ele não faz mais que a sua obrigação.

    A série coleciona prêmios: Donald Glover levou o prêmio de Melhor Ator em uma Série de Comédia no Emmy e no Globo de Ouro em 2016, além de o seriado ter vencido Melhor Série de Comédia.

    A primeira temporada está disponível na Netflix Brasil!

    September 7, 2017
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    Lançado em Agosto, uma das produções mais aguardadas da Netflix neste ano foi The Defenders, que uniu os quatro heróis da Marvel, que ganharam suas próprias séries no serviço de streaming. Todos esses quatro personagens, apesar de serem muito diferentes entre si – e complexos – apresentam uma semelhança: eles carregam um pouco de antí heroísmo em suas personalidades. Jessica Jones (Krysten Ritter), Luke Cage (Mike Colter), Danny Rand (Finn Jones) e Matthew Murdock (Charlie Cox) não são heróis óbvios, que ganham super poderes e querem salvar todo mundo. Os quatro possuem trajetórias difíceis. Apesar de Jessica, Luke e Matthew agradarem muito mais o público em geral que Danny – o Punho de Ferro -, este último ganha nuances diferentes em The Defenders que o tornam um pouco mais crível.

    Na produção, os personagens precisam se unir para enfrentar o Tentáculo, uma organização que consegue monopolizar não apenas Nova York, mas lugares no mundo inteiro, com o seu poder e influência enormes, que interferem não apenas em empresas que controlam bilhões de dólares, mas na vida dos próprios nova iorquinos, e dos nossos quatro protagonistas também. Em Iron Fist já foi possível entender mais sobre o Tentáculo, que apareceu pela primeira vez em Daredevil.

    Eles não se encontram de primeira, mas os seus caminhos se cruzam, apesar de alguns deles já terem uma história antiga, como Luke e Jessica. O confronto inicial dos quatro não é tão amigável: Danny e Luke, por exemplo, possuem milhares de diferenças. Enquanto o primeiro é um milionário dono de uma das empresas mais importantes de NY e cresceu no luxo, o outro vive no Harlem, e é responsável por tentar tirar garotos negros jovens da cena de crime do bairro. Um dos diálogos mais interessantes da série acontece entre os dois: Danny afirma para Luke que o dinheiro não o define, e esse responde para ele, que ele já nasceu com poder. É uma cena clara que alfineta o privilégio branco enorme que o personagem de Finn Jones carrega consigo.

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    Duas personagens que também ganham um merecido espaço durante os oito episódios são Claire (Rosario Dawson) e Colleen (Jessica Henwick). Elas não possuem nenhum super poder, mas isso não tira o fato de que ambas se estabelecem como verdadeiras heroínas durante a história. Claire e Collen possuem os seus próprios “poderes”, e elas lutam com as armas que possuem. Claire, que é uma personagem bem conhecida, possui todas as suas habilidades como enfermeira, mas em The Defenders ela se arrisca também a lutar, e se transforma em uma amiga importante para Colleen.

    Colleen lutou artes marciais durante a sua vida inteira, e além de ser uma lutadora experiente, ela também é corajosa e é responsável por, em muitos momentos, incentivar Danny (que acaba levando o título de “herói”) a se arriscar e buscar fazer o que é certo. Porém, a sensação que nós temos é que sem Colleen, ele não teria nem metade da força que possui. Eu acredito também que a personagem poderia ser mais explorada e ganhar um destaque que não esteja tão vínculado ao Punho de Ferro. E os primeiros passos, digamos assim, foram dados no arco entre ela e Claire.

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    Apesar de serem os grandes protagonistas da história, Os Defensores contam com a ajuda de outras pessoas, como Misty Knight, que havia sido uma das grandes aliadas de Luke durante Luke Cage. As cenas de luta e ação ganharam uma qualidade de um nível superior às cenas de Iron Fist, por exemplo. Dessa vez, é impossível não tirar os olhos da tela. Cada episódio conta com um clímax que além de nos surpreender, faz quem está assistindo apertar no “play” para o próximo episódio em segundos. Os vilões, como Alexandra (Sigourney Weaver) nos convencem, e são mais complicados que qualquer coisa que cada um dos heróis já enfrentou.

    Destaque também para a amizade desenvolvida entre Jessica e Matthew, que promoveram as melhores cenas da série quando estavam juntos. Eu confesso que estava morrendo de saudades de Jessica Jones, que apareceu pela última vez em 2015. A segunda temporada de JJ já foi confirmada (CHEGA LOGO!)

    Os oito episódios de The Defenders mesclam ação com bons diálogos e cliffhangers que deixam qualquer um de boca aberta, tudo isso com episódios que possuem em torno de 50 minutos.

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