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    O vintage que me inspira

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    Estilo: brasileiras para acompanhar

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    Uma pausa para resistir

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    Filme: Nasce Uma Estrela

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  • Outubro 28, 2018
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    No desenho eu sou a menina de franja.
    Eu dei um sumiço nas últimas semanas aqui no blog, e queria contar um pouco pra vocês (e também tirar da cabeça tudo isso que eu tô sentindo). Os últimos dias foram completamente intensos, ocupados. Eu confesso que esqueci do yoga, da academia (coisas importantes pra mim), esqueci de passar maquiagem, de ouvir música, de quase tudo. As últimas semanas foram cheias. Eu não parei por um segundo, e o motivo é que a luta não podia parar. Parece que essa jornada começou na manifestação do #EleNão e não foi finalizada em nenhum dia desde o final do primeiro turno.

    Nessa jornada do mês de Outubro na caminhada das eleições eu fiz amigos incríveis, algumas inimizades e conheci colegas que passavam por mim no corredor da faculdade todos os dias e eu nunca havia conversado. Descobri neles companheirismo, abraço, força e união. Eu entrei no curso de Administração Pública em Março e desde então a minha vida não foi a mesma. Foram aprendizados, momentos felizes, muitas lágrimas, traumas e muita experiência nova e importante. Não me sinto mais a mesma, não quero mais ser a mesma, e sinto que a Ana Beatriz do início do ano é agora quase uma desconhecida.

    Eu me interessei pelo Movimento Estudantil desde o primeiro dia em que pisei naquela faculdade, e era algo que já estava dentro de mim desde o ensino médio. Mas o espaço para me manifestar era pouco, e eu de certa maneira o encontrava aqui na internet. Muitas pessoas invalidam as atividades dos estudantes; acham que aqueles que se envolvem nas manifestações e nas lutas ideológicas ignoram as aulas ou “não tem o que fazer.” Não é bem assim; eu me dedico muito para manter boas notas e mesmo assim dar importância ao que eu prezo muito: a manutenção da democracia e o espaço de voz para as minorias. Eu estudo em um Centro Acadêmico conversador, elitista, machista e majoritariamente branco. O espaço de diálogo sempre foi pouco, fechado, quase proíbido. Mas sempre existe uma brecha e nós conseguimos alcançá-la e o mais importante disso foi saber que eu não estava sozinha.

    Desde o final do primeiro turno eu mergulhei de cabeça em assembleias, manifestações, panfletagem, união com os colegas, criação de manifesto, reunião, atos corajosos de bater de frente com aqueles que eu sei que discordam extremamente de tudo que a gente faz e que talvez nos tragam retaliações; mas tudo batendo no peito e falando no microfone. Mas é claro que existe o medo. O medo tá impregnado em mim e foi muito, mas muito dificil acordar alguns dias e resistir. Nós não sabemos como o futuro do Brasil vai ser. A conjuntura política atual nos dá incerteza e pânico.

    Mas eu carrego no ombro a sensação de que fiz o meu melhor. De que fui fiel e honesta aos meus ideais. Que não me calei, mesmo que às vezes a coragem desequilbre um pouco. E que a luta nunca termina, né? A luta pela democracia sempre vai estar aí, viva. Sem final. Eu não sei o que vai acontecer amanhã. Mas eu continuarei resistindo.

    #EleNão

    Setembro 20, 2018
    postado por
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    Para todas as montanhas que eu tentei escalar, mas não consegui

    Você dá a luz ao seu próprio universo e todos os dias o seu corpo nada nessas dimensões infinitas

    Você tem fogo nas suas curvas e a cidade que é o meu corpo queimou até as cinzas pintarem o céu

    Para todas as pontes que eu tentei construir, mas não consegui

    Eu vejo a sua essência no meio da noite

    Com as luzes dos prédios embaçados no meio da multidão

    Para todos os oceanos que eu tentei nadar, mas não consegui

    As suas águas são cheias de vazio e eu me afoguei nessa overdose de vagos

    O fundo do seu mar é visto a quilômetros de distância

    Eu enxergo transparente porque eu sou transparente

    Para todos os caos que quase me engoliram, mas não conseguiram

    Você seduz através da confusão

    Você tem o coração partido e faz acreditar que sou eu

    Mas eu não sou a parte quebrada – eu sou o inteiro

    Para todos os aviões que eu quase peguei, mas não consegui

    As conexões que perdi me fizeram enxergar o desgaste

    As turbulências que eu não peguei me fazem ter saudade do caos

    Mas a confusão que me deixa acordada à noite não é o meu destino final

    Para todos os quase momentos que eu quase vivi, mas não consegui

    A sua voz ecoa na minha mente o tempo inteiro

    E se? E se? E se? E se? E se?

    Me perguntei quantos anos aquele momento completaria

    Mas o nascimento nunca aconteceu

    E ainda assim eu me sinto culpada pela morte dele

    Para todas as pessoas que estão tentando sobreviver, mas acham que não conseguem

    Às vezes, ninguém enxerga o seu coração partido

    Porque estão tentando consertar a própria existência

    Assim como você

    Para o universo quebrado

    Eu sei que você está perdendo a sua cor

    Pouco a pouco

    Mas isso acontece com todo camaleão

    Antes do renascimento

    Setembro 2, 2018
    postado por

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    Por que nós precisamos entrar no trem que é a vida para descer algumas paradas depois?

    Por que nós experimentamos corações partidos e batidas e acidentes durante a viagem?

    Por que nós precisamos conhecer passageiros que irão arruinar a viagem com coisas que não cabem?

    Eu não entendo porque temos a obrigação de pagar por passagens de trens que não queremos pegar.

    E se eu gritasse para o mundo que eu nunca quis pegar nenhum trem?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ter a força do chão que aguenta o peso e a velocidade dos trens que passam diariamente por cima dele?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ser as nuvens que seguem os trens e não possuem limites de onde podem existir?

    Eu não quero ser um passageiro e não quero corações partidos. Eu quero experimentar poesia sem dor. Não é isso que as estrelas fazem quanto estão pintando o céu? Se é isso que elas fazem, por que eu preciso experimentar dor para crescer e explodir? Não posso simplesmente nadar pelas águas do oceano, e não pelas lágrimas que derramo?

    Não sou capaz de entender que alguém possa viver como um passageiro e nunca se sinta desesperado com todas as coisas que aparecem nas janelas do trem durante a viagem.

    Algum passageiro já conseguiu finalizar a viagem com um sorriso verdadeiro no rosto? Algum passageiro já desejou ser qualquer coisa, menos um passageiro? Pois eu faço isso o tempo inteiro. Meu coração partido é um sinal dos tempos: tudo está prestes a mudar e eu sei que não estou pronta. Tudo o que eu conheço é passageiro, mas minha alma pede pelo desconhecido: eu quero nadar no abismo do universo.

    Agosto 17, 2018
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    Eu vivo por momentos como esse.

    Momentos onde não sei o que acontecerá no próximo segundo onde farei minha próxima respiração. Momentos onde a zona de conforto é algo que está atrás da minha própria existência. Momentos onde eu sei que jamais serei tão jovem quanto sou nesse exato agora.

    É como se eu estivesse subindo o primeiro degrau de um avião que irá me levar para um novo mundo, aquele que ainda não conheço e que, por muito tempo, estive morrendo de medo de conhecer.

    Mas o que é estar viva se não for para morrer e renascer todos os dias?

    Eu não sei para onde essa jornada está me levando. O que posso pedir, de cada pedaço das minhas veias, é que este caminho me traga o que eu sempre quis: tudo o que eu não estou familiarizada.

    Durante todo o percurso, penso em todas as vidas que já vivi dentro de uma só: o que fui, o que fiz, o que senti, o que chorei e o que lamentei. Estaria eu preparada para mais um furacão de novas vivências, considerando que viver é permitir que a alma seja machucada pelo mundo?

    Talvez sim, talvez não. Mas eu não pretendo deixar essa dúvida me prender, sendo que eu sou uma alma feita para ganhar asas e voar em todos os tipos de céu, nublados ou não.

    Eu amo pessoas, mas eu amo colocar uma mochila repleta de sonhos nas minhas costas e seguir em frente.

    Admito – tenho medo de mudanças, mas sou uma metamorfose. Eu vivo por momentos como esse: estou prestes a descer do avião.

    Agosto 11, 2018
    postado por

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    Eu sou a minha própria artista. Dentro dos livros de história sobre a minha vida, eu criei arte para tentar explicar o furacão de sentimentos que ecoam no meu coração.

    As palavras existem dentro de mim porque eu sinto muito de uma forma que não consigo fazer com que eu seja entendida.

    Eu enxergo o mundo de cabeça para baixo. As estrelas do céu são os pedaços de chão que eu piso todos os dias. As calçadas servem como iluminação na minha jornada e eu me vejo capaz de nadar em um oceano onde as águas são os astros e a poeira cósmica do universo.

    Eu enxergo o mundo com os olhos cegos. Penetro o meu olhar nas pessoas que mais sorriem, pois elas são as que mais sofrem. Durmo pensando em como gostaria de extinguir a dor e injetar pelo menos cinco segundos de felicidade real, mas, novamente, o que seria da arte senão uma válvula de escape para toda a dor da humanidade?

    Eu enxergo o mundo com as tintas mais sensíveis. Encaro o quadro vazio e permito que a minha alma grite alto o suficiente para sair de mim e expressar o que sinto. Se cada um de nós pararmos para pensar, não existe uma definição exata para o que é o mundo. Nós temos apenas uma ideia individual e ilusória sobre o que ele é.

    Eu enxergo o silêncio do mundo. Enxergo o escuro, o quieto, as meias palavras, a boca entreaberta, o olhar vago… Eu não gosto de deixar nada passar despercebido, mas eu sou uma desconhecida para os outros e, principalmente, para mim. Quem sou eu, além de alguém que cria a própria arte para não enlouquecer?

    Quem sou eu, além de alguém que está constantemente quebrada e nunca inteira?

    Eu sou a minha própria artista, porque se não for eu, quem será por mim? Todo mundo está ocupado com a própria loucura. Não cabe a mim pedir que alguém me salve de mim.

    Minha essência jorra em cada pedaço de arte que eu crio em meus momentos de solidão, e se sentes que o teu mundo está prestes a explodir, saiba: eu renasço a cada extinção. Você também.

    Se chegar a hora em que o teu coração berrar por uma liberdade que você não consegue explicar, saiba: você é o artista da sua própria vida. Você é o fogo no centro do frio e um mar de emoções durante uma tempestade de rasos.

    Eu renasço a cada extinção porque eu preciso carregar a minha alma para onde ela pertence, que é um lugar que ainda não conheço. A minha casa é o lugar nenhum, e eu sinto a necessidade de continuar criando arte até descobrir o caminho para lá.

     

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