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    Comportamento, Textos

    Para todas as almas perdidas

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  • Maio 29, 2018
    postado por

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    Para todas as almas perdidas, escrevo de coração:

    eu espero que você saiba que eu entendo a sua necessidade de continuar fugindo de si mesmo. Eu entendo que você precisa morar em lugar nenhum, porque é lá que todos nós habitamos e pertencemos. Nossas mentes são tão cheias de pensamentos que não conseguimos nos concentrar nas coisas mais básicas da vida. Mas me responda: o que é básico? Respirar é algo básico?

    Respirar é difícil e trabalhoso, você me diz. Eu escuto e concordo. Nós somos almas perdidas, nós temos flores que não param de crescer em nossos corações. Apesar de serem bonitas, elas nos impedem de respirar. Não mate as flores. De alguma maneira misteriosa, a sua essência conseguirá emergir e você irá aparecer novamente.

    Você é um oceano de sentimentos e o ato de respirar, às vezes, é um tornado aquático atrapalhando a sua existência no mapa.

    Mas quando você estiver no auge da sua bagunça, você irá olhar para o céu roxo e perceber que o universo é tão grande que é capaz de aguentar todos os seus pesos. A partir disso, você não estará mais sozinho – existe uma constelação inteira aguardando o melhor momento para intervir e trazer a calmaria para as suas águas confusas.

    Não continue tentando se encontrar – as respostas virão. E mais perguntas. E mais respostas. E mais perguntas. E mais vida e mais morte. E tristeza e vazio. E felicidade e intensidade. Apenas continue.

    E quando você estiver continuando e tentarem te arrancar a liberdade ao perguntarem o que você quer ser quando crescer,

    que você tenha forças para levantar a mão o mais alto que puder e diga “eu não quero crescer.”

    Eventualmente o seu corpo vai crescer, mas isso não significa que você vai, de fato, crescer. Não é preciso envelhecer a alma para envelhecer o corpo.

    Maio 10, 2018
    postado por

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    Caro amigo,

    eu me sinto como uma viajante embarcando em um trem com destino à lugar nenhum.

    Gostaria de voltar para as noites em que eu corria pelas montanhas e sentia-me à vontade com os meus pensamentos explodindo sem medo das reações externas. Eu vivo dentro de um mundo cercado pela minha alma inquieta, o que significa que não estou nem um pouco acostumada com o mundo exterior. Sei até onde a minha inquietude vai, mas não faço a menor ideia até onde o mundo exterior rasga a pele das pessoas para conseguir o que quer. Isso é assustador.

    Pego minhas malas e subo no trem com o coração na mão – será que estou tomando a decisão certa? Não estou gostando muito das minhas companhias. Preciso de um mergulho em mim. Os meus sentimentos estão prestes a voar quilômetros para longe de mim e eu não sei onde estou nesse exato momento. O trem está parando em uma estação lotada de seres que morrem, mas que não vivem. Deveria descer aqui? Eu realmente só queria que minha cabeça fizesse sentido.

    Escrevo esta carta porque você me escuta e não precisa forçar palavras exageradas para me consolar. Não quero um ombro-amigo, só quero um amigo. Eu sei que você entende o que sinto, mesmo estando tão cansado quanto eu. A estrada é cansativa, não é? A minha sensibilidade me faz sentir como um fardo na minha própria vida. Não entendo o por quê de eu me machucar com coisas que ninguém jamais pensaria duas vezes. Os olhares costumam arder, enquanto o meu medo me engole nas menores situações diárias.

    Minha essência derrete pelos outros, o que é bom a partir do momento em que me coloco no lugar deles para entendê-los e ajudá-los, mas acaba com a minha saúde quando eu estou em qualquer outro local. A maior parte do meu verão tem sido nadar na minha cama e ficar confortável com o vazio. Eu não deveria fazer isso. Você não deveria fazer isso. Sei que estou sendo confusa, é só que é exatamente assim que me sinto. Sou uma pessoa sensível com muito amor para dar, mas não dou amor à pessoa que está do meu lado o tempo inteiro: eu.

    Nós vivemos em um universo de estrelas partidas ao meio, onde somos ensinados a odiar a própria pele e invejar as demais. Eu quero que saiba que eu não invejo você, tampouco odeio você. Quero que pegue a minha mão e caminhe pela areia movediça chamada sensibilidade. Não iremos afundar, apenas tropeçar e levantar, tropeçar e levantar, tropeçar e… Renascer. Não posso deixar o mundo exterior matar a minha alma sensível. Sou uma poeta de palavras tortas, mas intenções boas. Eu tenho medo de ser machucada mais uma vez, mas honestamente, é o que irá acontecer. Só preciso me manter forte, afinal, a tempestade traz a purificação dos corpos.

    P.S Não ceda à dor deste mundo, amigo, a sua sensibilidade vale a pena.

    Maio 2, 2018
    postado por

    2049e49be7b9a2756bf9d5d537046bb9Eu fiz de novo.

    Eu depositei tudo em cima de alguém que eu nem sabia se queria segurar todas as minhas dores ou as coisas bonitas que eu queria mostrar. E é injusto, eu sei. Ninguém vai nos consertar. Só nós mesmos podemos fazer isso, se é que prencher o nosso vazio seja algo possível de verdade.

    É uma história que se repete sempre. Eu nunca consigo sair dela.

    E dessa vez eu tenho esperanças de que vai dar certo. Por que não? Tudo começou bem. O pote de esperanças se enche até o final. Eu começo a rir de coisas bobas, eu vejo graça no que antes era invisível. As flores renascem, o futuro não parece algo tão assustador. Parece que eu realmente superei a fase ruim.

    Mas a ilusão não dura pra sempre.

    Em algum momento ou outro, a verdade aparece. E ela dói. É horrível ter que encará-la de frente, porque de repente tudo parece ruim de novo, e cinza, e irremediável, e eu só quero sumir e não aparecer nunca mais. E é a coisa mais difícil do mundo se reerguer quando você já caiu milhares de vezes, e ter que encarar todo mundo e fingir que você está bem. Que aquilo não te magoou. Que você não é tão sensível quanto parece.

    Mas eu sou.

    A verdade é que eu sinto tudo demais, quando deveria sentir de menos. Levo as coisas até o final, nunca paro até que acabe de vez, até que eu tenha certeza que isso não vai mais me levar a lugar nenhum. Me prendo ao que não vale a pena, finjo para mim mesma que essas coisas podem funcionar. Por mais que o resto do mundo esteja enxergando que está longe de dar certo. Eu me engano profundamente, e isso é amargo demais.

    Eu preciso ter os pés no chão.

    Eu necessito encarar as coisas como elas são de verdade. Nem tudo tem uma beleza escondida, nem tudo vai ser como eu quero ou as pessoas vão ser do jeito que eu imaginei. E eu sempre imagino uma versão mais bonita, mais inalcançável, do que elas realmente são; e isso é praticamente pedir para se machucar. Apostar tantas coisas em algo que não existe, é quase como pular no mar mesmo sabendo que você não sabe nadar. É ter a certeza de que você está repetindo aquele comportamento, só para ter certeza se dessa vez vai funcionar.

    É um ciclo vicioso.

    Abril 22, 2018
    postado por
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    Recomeçar é parte da nossa natureza.

    Como espíritos livres que somos, corremos o máximo que podemos da mesmice, mas não é tão simples quanto parece. Existem coisas que precisamos fazer todos os dias e que acabam, de alguma forma, sufocando. Vai dizer que nunca foi dormir pensando em como queria que o dia seguinte simplesmente passasse direto, em branco? É uma sensação comum essa de achar que está perdendo tempo com coisas que, no fim, não agregarão em nada. Como seria bom se a vida fosse viajar e descobrir o mundo. Essa é a expectativa da população. A realidade é descobrir quem realmente somos enquanto lutamos para nos encaixar nas caixinhas impostas desde quando nascemos.

    É preciso recomeçar, então. Respirar fundo, derramar algumas lágrimas, tomar um sorvete e levantar da cama. Não tem problema não se conhecer de verdade. Digo, eu sei que eu odeio brócolis, mas não sei qual é o meu maior sonho. Deixa eu falar uma coisa: está tudo bem com isso. Minhas costas estão prontas para carregar uma mochila com os sonhos mais loucos e improváveis e mesmo assim eu não me importo de não saber quais são agora. Por enquanto, estou preocupada em seguir em frente. Quero dançar com os meus medos e tomá-los como coadjuvantes da minha história, não como protagonistas. O corpo é meu. Eu possuo controle sobre as confusões que incendeiam a minha mente.

    Se o tempo está passando muito rápido, é sinal de que estou cada dia mais perto de saber o meu propósito nesse lugar. Se ninguém tem tempo mais para ninguém, é sinal de que meu coração é da velha guarda e, por isso, raro. Nós não precisamos fingir que não temos olhos brilhantes e almas alucinadas por um mínimo de atenção. Se você sente a necessidade de correr para o mar mais próximo e navegar em águas desconhecidas, o que está esperando? É a sua chance de recomeçar. Imagine a sua vida como uma estrada de 200 km. Não faço a menor ideia de como fazer contas matemáticas, mas sei contar uma boa história.

    Você está no km 45. Também não sei se a sua jornada na Terra acaba nos duzentos ou antes, mas preste atenção: você está quase lá. De cinco em cinco, você chega lá. E se não sabe onde é o lá, outra novidade – não tem problema. Apenas continue caminhando e prepare-se para a visão mais bonita que você verá em toda a sua vida. É aquela luz de queimar os olhos de quem não sabe apreciar, só que, por você estar ali, não será prejudicada com tanta claridade. É o Sol do amanhã, é o recomeço tomando forma e se mostrando da maneira mais crua possível. Você está no km 60. Já se passaram 15 km e você ainda vê a luz.

    Esse é o fim do texto, mas também é o início dele. Não existe ordem cronológica aqui e nem na China.

    P.S Para leitores de outros planetas, a regra é a mesma. Você faz o seu tempo.

    Dezembro 17, 2017
    postado por
    Foto: Paolo Raeli (coltre.tumblr.com)

    Foto: Paolo Raeli (coltre.tumblr.com)

    Sempre quando o ano chega ao fim, eu gosto de olhar para trás e refletir, pensando no que eu aprendi nos últimos 12 meses. Quem acompanha o blog faz um tempo provavelmente já percebeu que, no final do ano, eu sempre faço um post nesse estilo. Acho que é importante reconhecer o que foi bom, o que foi ruim, e o que a gente quer mudar para o próximo ano. Eu não sou de fazer listas de mudanças, mas coloco algumas metas que eu quero cumprir. Esse ano, cuidar da minha saúde mental era uma delas. E em 2018, vai continuar sendo. Esse é o bem mais valioso que eu possuo, e eu nunca posso esquecer da importância dele.

    Foi isso que me impulsionou no final de Março a começar a fazer aulas de yoga. Depois que eu encontrei essa prática, nunca mais vou conseguir abandoná-la. É incrível reservar um tempo pra gente – mesmo que seja uma hora, quarenta cinco minutos – para aprender coisas que são básicas, mas que esquecemos. Sentar, respirar, meditar, aliviar os seus pensamentos. É impressionante como isso afeta sua vida positivamente. E com certeza, é um dos pontos chaves na minha luta contra a ansiedade. Se eu puder dizer algo que sou grata à esse ano, seria a descoberta do yoga.

    Mesmo fazendo exercícios quase todos os dias, indo para a terapia e tomando toda a minha medicação certinha, alguns dias ainda foram complicados. Doídos. Ainda mais na tarefa árdua de prestar vestibular. Eu admito, não sei como encontrei forças para tentar outra vez; mas em alguns momentos eu sou obrigada a achar vontade em lugares inusitados. A esperança e a expectativa surgiram de novo com força total, o que me frustrou. Mas eu não me arrependo de tentar de novo. Sei lá, às vezes eu acho que vestibular é só um teste pra vida, pra nos ensinar que nós podemos querer muita coisa, mas nem tudo vai funcionar. E tudo bem. Não é o fim do mundo, né?

    Eu admito que não sei para que lado o meu futuro vai. Ele é incerto. Eu não sei que faculdade vou começar, se espero os resultados finais, se vou para uma privada… Eu não faço ideia. Eu admito, a inconstância me assusta, como sempre faz. E também  é doloroso ver que alguns dos meus planos não deram certo. Acho que se fosse colocar algo no meu caderno imaginário de objetivos para o ano que vem, seria: não idealizar demais uma coisa e achar que só ela funciona. Desde o último ano do colégio eu botei na minha cabeça que só poderia estudar na faculdade se fosse na pública, que eu tinha que passar na maldita prova. Mas hoje, agora, eu percebo que não. Eu não tenho que passar em nada. Eu não sou obrigada a nada disso. E o meu valor não deve ser medido por um pedaço de papel.

    Valor. Essa foi uma palavra tão presente nos meus últimos meses. Valorizar, auto confiança, segurança. Essas três estão intimamente ligadas na minha vida. São uma constante que me rodeiam. E que me lembram que antes de tudo, eu não posso me sabotar. Eu não posso procurar a felicidade nos outros, ou até mesmo a rejeição, a culpa, o último problema que falta para tudo desmoronar. Eu preciso buscar quem me faz bem. Mesmo que algumas coisas pareçam muito atraentes, às vezes elas simplesmente não funcionam. E eu sei disso. Só preciso entender, e aceitar.

    É possível que haja um pequeno sumiço meu aqui no blog até 2018. Eu não sei se vai ser possível fazer posts até o dia 13 de Janeiro, mas caso isso aconteça, quero agradecer todo mundo que me acompanhou por mais um ano por aqui. <3 E avisar que o meu desaparecimento vai ser positivo, pois vou estar viajando e preparando muitos posts legais de viagem para cá (e quem sabe, alguns vídeos!).

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