O futuro é sempre incerto
11/12/2014 | Categoria: Comportamento, Textos


Um monte de coisas me assustam o tempo inteiro. Eu admito, sou uma pessoa assustada, mas ao mesmo tempo, corajosa. Quando quero algo de verdade, me jogo sem pensar muito no que pode acontecer depois. E isso já me rendeu experiências maravilhosas, mas algumas bem ruins também. Eu tenho um medo do não saber. Sou uma pessoa que planeja tudo e não gosta de ficar no escuro. Quero saber o que está na minha frente ou o que vai chegar.

Me dá uma sensação de nervoso não saber o que está por vir, o que me aguarda, o que o futuro traz. A gente sempre traça milhares de planos na nossa cabeça, cria expectativas, mas eu já aprendi muito bem que isso, às vezes, não vale a pena. Por que quanto mais se planeja tudo e se cria versões melhores nos nossos pensamentos, a queda é péssima quando você descobre que a realidade é muito distante daquilo que você imaginou.

Mas é muito complicado pra mim não imaginar o futuro. Eu confesso que se fosse por mim, já queria me formar no ensino médio amanhã. Sei que todo mundo diz que essa é a etapa mais legal da vida, mas se for mesmo (socorro gente) tenho até medo do que me espera na vida adulta. Mas eu queria mesmo era entrar na faculdade logo. Parece que aqueles dramas da adolescência já ficaram ZZzzzZZZ faz muito tempo.

Me dá vontade de procurar por coisas novas, visitar lugares que eu ainda não descobri, abrir a mente, conhecer outras pessoas. É muito interessante conhecer aqueles que não tem muito a ver com você; vamos aprendendo, de todos os jeitos possíveis. Pode ser que não se identificar muito com alguém complique uma amizade ou um relacionamento, mas eu garanto que é uma boa oportunidade pra aprender mais sobre a vida e sobre os outros.

Ano que vem vai ser um recomeço. De novo. Mas eu confesso que não sei se tenho ânimo mais para grandes recomeços. Esse ano já foi um, e começar tudo de novo não é das coisas mais fáceis. É difícil, e até você se acostumar com lugares novos, demora um bom tempo. Ainda mais eu, que me apego fácil demais às pessoas e aos lugares. Gosto de mudanças, mas encará-las é complicado demais pra mim.

Porém, eu adoro desafios. E acho que com o tempo aprendi a lidar melhor com eles. Se tem uma frase que eu repito sempre pra mim mesma, é que podemos superar tudo. Se a gente tentar, dá pra ir levando, dar a volta por cima. Não podemos deixar tudo nos destruir e as coisas não são justas. Tem um momento na vida de todo mundo em que vamos quebrar a cara e perceber que não existe uma versão romantizada do mundo. É amargo, meio doído, eu sei. Mas é o primeiro passo pra aceitar que nem sempre coisas legais vão acontecer com você.

Ultimamente ando pensando bastante sobre o que vem por ai. Mas eu sei que a gente tem que viver o momento. Pensar demais só estraga tudo. Mas por dentro, tem aquele frio na barriga por não saber quais são os riscos, e o que o futuro nos aguarda. É tudo tão incerto. Quando olho pra trás, vejo que muita coisa mudou desde o ano passado. E não saber o que me espera dá nervosismo em quem é controlador como eu.


O que eu descobri neste ano
07/12/2014 | Categoria: Comportamento, Textos

Nos últimos meses reavaliei um monte de coisas na minha vida. E cresci muito também. Não por fora (acho que vou ter 1,55 pra sempre, não adianta) mas por dentro. Acho que esse ano aprendi a me virar sozinha e também, mesmo sem querer, a me desapegar de algumas coisas. Alterei meus valores – não todos, mas alguns – e descobri que o mundo não divide as pessoas em “boas” ou “ruins.” Somos todas um só, do nosso próprio jeito. Ninguém é só uma coisa. No fundo, acho que o ser humano é uma bagunça completa de várias características. Não dá pra definir as pessoas. Elas podem mudar constantemente.

Uma das coisas que eu mais percebi foi como a opinião alheia influenciava na minha vida (o que eu já havia notado há alguns anos) mas achei que isso acontecia muito só comigo. Mas não. Isso tá presente na vida de todo mundo e mais do que imaginamos. É engraçado o quanto uma roupa, uma imagem e uma foto no Instagram podem definir boa parte do que você é. O que você aparenta ser é muito mais importante, para os outros, do que tá ali na sua cabeça. É uma obsessão por querer ser mais lindo, mais magro, mais fotogênico, aparentar se divertir mais do que as outras pessoas da Terra e depois que você vê o quanto isso tudo é exagerado e tão presente no dia-dia, as coisas se tornam… chatas. “Tédio” é a melhor palavra pra definir.

E acho que acabamos nos prendendo demais à isso, e quando percebemos, coisas assim já tomaram parte da nossa vida. Foi neste ano que eu descobri – e me informei – mais sobre o feminismo também, e confesso que parece que milhares de coisas que eu nunca haviam percebido (e eram extremamente presentes na nossa sociedade) de repente pareceram revoltantes pra mim. Porque julgar uma mulher pelo tamanho da roupa? Porque achar que temos que agradar os homens? Porque somos obrigadas à se encaixar nessa droga de estereótipo de “linda” e ter que parecer uma modelo? Não, não.

Odeio o fato de dividirem as pessoas em “bonitas” e “feias” quando cada um tem a sua própria opinião do que é beleza ou não (ou pelo menos, deveria). Vocês viram aquela notícia que circulou essa semana, sobre a menina que seria a mais bonita do mundo? Mas bonita em qual padrão? Da mídia? Dos filmes, da TV, que dizem que você só é atraente se tiver cabelos lisos, claros e olhos azuis? Existem algumas coisas que parece que viram regras e infelizmente todo mundo passa a acreditar nelas. Você pode – e deve – se achar bonita independente da cor da sua pele, dos olhos, e de como o seu cabelo é.

Passamos a acreditar demais na verdade alheia, e não na nossa. Parece que a opinião dos outros é a verdade absoluta. Se algum garoto vai lá e diz que você não é bonita, então você deve levar essa opinião à sério e passar a acreditar mesmo que não é? É impossível agradar todo mundo. E há muitas pessoas que só levam os padrões em consideração, então, não se surpreenda se alguém quiser apontar supostos “defeitos” na sua aparência. Sempre vai ter alguém pra te colocar pra baixo, mesmo se você tiver 13 ou 80 anos. A decisão fica para nós, se vamos simplesmente aceitar isso, ou bater no peito e dizer que não. A sua verdade, não é a minha.

Somos cobrados o tempo inteiro, a ser alguma coisa, parecer alguma coisa, ter algo. Quantas vezes eu já ouvi que eu deveria namorar logo? Já me chamaram até de sozinha (não vou me desculpar por eu gostar da minha própria companhia). Existe algum papel que diz que eu sou obrigada à namorar? Tem algum tipo de regra ou coisa do tipo? A única coisa que penso é que, se você acha que é incompleto sem um relacionamento, eu te envio minhas lamentações.

É um processo longo e difícil, mas eu estou tentando aceitar totalmente quem eu sou. E sabe porque é difícil? Porque somos ensinados, desde pequenos, a querer agradar tudo, aos outros, a preencher alguma expectativa que inventaram. A querer ser a mais inteligente, a mais bonita, a mais tudo. E chega uma hora da sua vida que você descobre que… Não. Você não precisa ser alguma coisa. Aliás, você pode ser até nada, se quiser. A vida é exclusivamente sua mesmo. Eu não preciso que você me ache bonita, agradável, simpática. E se você não achar, não é por isso que eu vou odiar quem eu sou.

Eu me recuso – e sempre me recusei, desde pequena – a largar a minha personalidade, a minha moral, as coisas que me fazem ser essa pessoa que eu sou agora, que tenta sempre acrescentar coisas novas ao seu pensamento. Nunca vou mudar por alguma pessoa. Um dia você vai perceber que o mundo é gigante, somos apenas uma pequena parte dele, e que o seu número de curtidas e o photoshop que você colocou naquela foto cheia de likes no Instagram, não importam absolutamente nada no mundo real. E o mundo real, meu amigo, ele bate na sua porta quando você menos espera. E de um jeito meio agressivo. O mundo real te mostra a realidade do qual você tanto fugiu.

Então, fica ai algo pra refletir na semana: todo é muito maior do que a gente imagina. E se alguém quiser te definir de qualquer maneira fútil, seja pela roupa que você usa, pelas coisas que você gosta, vire as costas. Ou volte e argumente. Porque ninguém pode dizer o que você é, ou deixa de ser. Ninguém te diz se você vale a pena ou não.

P.S: A opinião de um garoto ou o que ele faz não define sua vida. Por favor, vamos viver a nossa, e não deixe ninguém controlar sua felicidade.


Pensamentos de fim do ano
19/11/2014 | Categoria: Comportamento, Textos

2014 já está quase chegando ao fim. Parece que tudo passa muito rápido. Estamos em Novembro, daqui a alguns dias é Dezembro, e ai começa tudo de novo: Natal, férias, ano-novo. Eu percebi ultimamente que as coisas andam de modo mais veloz do que a gente imagina. Eu me lembro que no inicio desse ano eu fiz mil planos. Alguns deles eu consegui cumprir, outros ficaram na gaveta, e eu também me surpreendi com muita coisa. Foi um ano positivo, mas eu confesso que esperava que fosse mais calmo. E foi o contrário de tudo isso.

Mas eu acho que o saldo no final, é positivo. Eu aprendi a me virar bastante. Comparado ao ano passado, cresci uns 200%. E também percebi que se a gente realmente quer alguma coisa, é preciso traçar seus objetivos e ir atrás. Nada (ou quase nada!) é impossível nesse mundo. Mas no final, a gente pode insistir muito em algumas coisas só pra descobrir que elas nem valem a pena. Mas pelo menos, tentamos, né? Acho que eu vi que a minha visão das coisas era sempre muito melhor do que elas realmente eram. E perceber que a realidade é bem mais dura, não é nada muito agradável.

Posso dizer que vi que as coisas são complicadas, que mudanças demoram pra acontecer (e como!) e que nada vem rápido. E se vem, não é muito garantido que fique na sua vida por muito tempo. Tem coisas que a gente realmente precisa insistir pra conquistar.

Eu até poderia pedir mais tranquilidade pro ano que vem (vocês não imaginam como esse ano foi corrido e uma bagunça em quase todos os sentidos) mas chegou o último ano de escola, vestibular, então, acho que pedir tranquilidade é sonhar demais, né? Aliás, confesso que eu mal posso esperar pra me formar. Sério, eu quase conto os dias, meses. O dia que eu finalmente sair do ensino médio vai ser, com certeza, o mais feliz da minha vida (posso estar exagerando, mas vai chegar perto disso, juro).

Também andei aprendendo, nos últimos meses, o que significa amizade. Acho que eu já deveria ter percebido o que é faz um tempão, mas eu sou daquelas pessoas que comete o mesmo erro umas vinte vezes seguidas. Mas nunca é tarde demais pra aprender nada. É preciso realmente dar confiança para quem você sabe que vai estar ao seu lado quando você precisar também, e não só o contrário. Bom senso evita muitas decepções.

Mas também não posso só reclamar. Muitas coisas maravilhosas aconteceram. E eu provei pra mim mesma que era capaz também, que não precisava sempre só sonhar e idealizar tudo. Mesmo que nada seja simples, a gente tem que tomar a iniciativa de percorrer novos caminhos e deixar pra trás a zona-de-conforto. Que é um ótimo lugar, eu confesso, mas tem muitas outras coisas ai pra conhecer/viver.

Esse ano acho que aprendi a aceitar o fato que às vezes eu devo ser a minha própria companhia. Na maioria das vezes eu tive que enfrentar um monte de problemas sozinha. Só cabia a mim mesma. Não tinha outra pessoa ali pra resolver as coisas pra mim ou surgir com milagres. Tive que aprender muitas coisas, sozinha. E isso foi muito bom por um lado. Por outro, eu confesso que tem dias que eu sinto uma solidão bem chata. Andei perdendo o interesse por muitas coisas, por muitas pessoas. Acho que depois que a gente percebe que nada são flores, ficamos meio desiludidos com tudo. E preferimos nos resguardar.


Entender
30/10/2014 | Categoria: Textos

Há momentos em que preciso escrever. Preciso colocar para fora tudo o que aprisiona, me faz sentir vontade de gritar – sem nem ao menos poder fazer isso – de sumir, de não voltar mais. De pegar uma bagagem agora, nesse momento, e simplesmente ir. Pra algum outro lugar, do qual eu não sei se eu posso achar alguma coisa pra me completar. Mas no fundo, não importa muito. Já tá tudo atrapalhado mesmo. Eu não acho que as coisas tem muita solução.

Escrever é tentar entender o impossível e ao mesmo tempo, organizar algumas coisas na sua cabeça. Às vezes parece que tudo vai explodir. Depois que você aguenta muito as coisas calado, chega uma hora que fica difícil fingir que não sente nada, que não se importa. Mas a gente sempre, sempre se importa. Por mais que saiba disfarçar muito bem, e há pessoas que conseguem de uma maneira que eu realmente admiro. Afinal, pra falar a verdade, não dá pra expor as nossas fraquezas para o mundo. Quando descobrem quais são elas, as coisas só pioram. E sentimentos estão totalmente banalizados; se você sente alguma coisa e admite isso, as pessoas só o acham bobo.

Na minha opinião é exatamente o contrário. A partir do momento que você deixa os outros verem que você possui um lado mais vulnerável, quando você diz o que realmente sente – sem joguinhos idiotas, sem fingimento nenhum – só mostra que não tem medo. Que é um ser humano como qualquer outro. Desculpa aí então se eu sou sensível. Mas eu não sou obrigada a fingir que não ligo pra nada. Se você consegue ser assim, me diz qual é o seu grande segredo.

Eu não sei se na minha cara tem algum tipo de placa dizendo que é liberado me fazer de idiota. Não, não é. Eu levo tudo numa boa por um tempo, mas não é sempre assim. As coisas parecem que não tem saída nenhuma. E é a pior sensação do mundo achar que você está num lugar onde não tem nenhum lugar pra sair. Que tudo começa a se acumular e fica ainda pior.

As pessoas não são obrigadas a nos entender. Se nem a gente se entende direito, os outros também não precisam. Mas de vez em quando um pouco de compaixão é bom. Mas se tem uma coisa que eu já aprendi é que não adianta ficar esperando pelos outros. A maioria das pessoas simplesmente não liga, não se importa. E precisamos ser dependentes. Autossuficientes. Esperar pela ajuda do outro só vale quando são seus melhores amigos de verdade. Porque caso contrário… você vai esperar pelo vazio. Acredite.

É difícil deixar tudo guardado o tempo todo e não se permitir nada. É mais complicado ainda tentar compreender todas as outras coisas do mundo e porque nos decepcionamos de maneira tão fácil e como as coisas saem do controle, dão errado, de uma hora pra outra. E acontece tudo ao mesmo tempo. Colocar tudo no papel de vez em quando é a única maneira, de pelo menos, tentar entender um pouco as nossas próprias loucuras.


Solidão e desabafos aleatórios
22/09/2014 | Categoria: Comportamento, Textos

Se sentir sozinho é estranho. Acho que todas as pessoas do mundo já se sentiram sozinhas ou solitárias pelo menos alguma vez. É óbvio. Não vou dizer que não gosto da minha própria companhia: aliás, ela é uma das coisas que eu mais gosto no mundo, admito. Às vezes (ou em muitos momentos) só quero ficar sozinha com as minhas músicas e os meus livros, do que ficar aguentando todo dia pessoas que eu nem quero aguentar, mas que sou obrigada, por que isso faz parte do dia-dia.

Mas sabe quando a gente torce insistentemente para chegar a sexta-feira? Quando a vontade de levantar da cama anda zero? Tipo, nenhuma? Ou quando a vontade de tapar os ouvidos e os olhos pra não ouvir e ver coisas totalmente desnecessárias se torna uma vontade quase sobrenatural, de tão forte que é? Os meus dias andam cheio de silêncios longos, momentos meio vazios em que praticamente tudo é sem graça. Mas eu admito que tenho sorte, pois tenho algumas pessoas na minha vida que são especiais e me tiram de qualquer buraco à qualquer hora. São as companhias que eu mais gosto no mundo, as minhas amigas, e acho que elas sabem disso.

Na vida vamos encontrar muita gente que irá nos decepcionar e em vários momentos nossa fé na humanidade vai ser testada (se a sua ainda não foi, um dia será, acredite) mas é que às vezes parece que tudo o que às pessoas dizem, entra por um ouvido e sai pelo outro. Não tem nenhum valor, sabe? É só besteira. E de vez em quando eu torço pra aquilo acabar logo, pra eu poder escapar pra casa. Aliás, minha casa é um dos meus lugares favoritos do mundo (ou o meu quarto, pra ser mais especifica). Tudo no meu quarto remete à quem eu sou. É o espaço, em todo o universo, que mais se parece comigo.

Ultimamente eu ando com um problema que é viajar demais. Minha cabeça vai pra outro lugar em segundos. E isso anda prejudicando até as minhas notas na escola. Mas é incrível como os sonhos e o nosso pensamento são sempre extremamente melhores do que a realidade. Não sei se é porque eu amo ler ou escrever, mas eu consigo facilmente sair da realidade para outro lugar tão melhor – criado na minha cabeça – de modo tão simples. Mas depois, sou obrigada a encarar as coisas da vida que só fazem eu pensar que tudo anda meio ZZZzzzZZ. Seria uma fase? Algo que vai passar? Já passei por fases ruins em que tudo ficou melhor depois. Talvez essa seja uma delas.

É que dá um sentimento de preguiça, sabe? Acho que preguiça define tudo. Preguiça da escola, de levantar da cama, de ter que lidar com as dificuldades da vida, de pessoas chatas, daqueles que só querem te colocar pra baixo, de ilusões, de erros que você comete e deseja desesperadamente voltar atrás pra consertá-los – mas sabe que não pode – e de corações partidos.

Acho que no fundo, muitas pessoas devem estar passando por isso também. Dá uma vontade de falar “pula ai pra uma parte mais legal, viu?”. Adoro pensar no meu futuro, sou daquelas pessoas que planeja bastante, então às vezes eu penso que tudo tem prazo de validade. Mas ao mesmo tempo, não dá pra viver pensando só no que vai acontecer. A gente nunca sabe o dia de amanhã (clichê, mas é verdade) e podemos perder momentos essenciais do agora, pensando no que ainda nem chegou.


Eu não vou mudar, e nem quero!
20/09/2014 | Categoria: Comportamento, Textos

Já começo o post falando que eu não sou a pessoa de 16 anos mais segura do mundo. Não. Eu tenho milhares de inseguranças aqui dentro e coisas do qual não gosto sobre mim, mas tento, todos os dias, aceitar um pouco mais. Porque afinal, a gente não tá aqui pra desgostar de quem somos né? E é uma missão difícil, eu admito, tentar enxergar mais suas qualidades e deixar os defeitos de lado quando o mundo é repleto de problemas e pressões por todos os lados, mas eu tento fazer a minha parte. Na última semana voltei a ter o cabelo enrolado, com mais volume, e confesso que no inicio estranhei (faz um tempão que eu estava com o liso). Dai, já virou motivo pra algumas crises, mas eu quero gostar do meu cabelo assim. E estou tentando, de verdade. E nem quero apelar pra chapinha porque tenho paciência zero (ainda mais de manhã cedo). E só porque todo mundo anda feliz com seu cabelo liso por ai, eu não preciso achar que só vou ser bonita assim.

Eu sempre fui uma pessoa que se importava demais com a opinião dos outros. Sempre. Mas faz alguns bons anos que eu faço análise e consegui finalmente ir, aos poucos, superando isso. É óbvio que ainda me importo, mas consegui me assumir muito mais e deixar de lado o que as outras pessoas dizem/falam. É um processo lento, mas é muito bom ligar o “foda-se” em muitos momentos da vida. E necessário, vamos confessar.

Por causa disso, vivia constantemente tentando me encaixar em algum lugar. E percebi que todo mundo tem uma certa visão do que é o “normal.” De como – principalmente depois dos 13 anos – 90% das pessoas só ligam se você tem a aparência definida como “bonita” pelos outros, usa roupas legais, tem fotos bonitas no Instagram, e blá blá blá. Não vou ser hipócrita e dizer que também já não valorizei coisas muito fúteis. Sim, eu já liguei bastante pra isso, mas é muito bom ver que a gente cresce e aprende que imagem é algo absurdamente insignificante quando você conhece as pessoas de verdade. E que personalidade e essência contam muito mais em alguém. Acredite!

Não me considero influenciável, mas houveram inúmeras vezes em que me senti tentada a fazer algo porque os outros faziam (ninguém é de ferro aos 14 e 15 anos), quando tentei mudar o meu jeito de ser porque não aguentava mais ficar às sombras (quando você é quieto e tem como hábito ler e escrever, as pessoas tendem a te achar “menos interessante”), quando considerei seriamente reaver minhas opiniões sobre um monte de coisas porque queria que as pessoas vissem quem eu era, me notassem, quisessem me conhecer. Eu tinha tanto pra dizer, pra mostrar, e os outros não tinham vontade de puxar um papo.

Com o tempo, percebi que, a) você precisa mostrar quem é realmente e não esperar que os outros busquem pela sua companhia, b) muita coisa só depende das nossas próprias atitudes e esperar sentado não é uma boa ideia. E que existem pessoas muito legais e companheiras por ai sim, basta olhar melhor e buscá-las. Porque tem mais gente parecida conosco do que imaginamos.

Existem momentos em que ainda me pego tentando agradar. Em que eu me pergunto: “porque você não pode simplesmente gostar de mim do jeito que eu sou?” Essa questão martela mais na minha cabeça do que nunca às vezes. Dai eu respiro fundo e penso que não preciso mudar por ninguém. E no fundo, nem quero, sabe? Eu sou teimosa e tenho minhas opiniões e personalidade forte. E eu não me imagino sendo outra pessoa. Tomando outras atitudes, caminhos muito diferentes.

2014 foi bom para abrir a mente, aprender muito mais, passar por experiências novas e eu amadureci muito, mas percebi também que o meu jeito é esse e se alguém quiser gostar de mim, tem que ser assim. Não de outro. A vida já nos tira tantas coisas de vez em quando. Nos decepciona, nos faz ter que passar por momentos complicados demais, mas não dá para deixar ninguém roubar a nossa essência. Isso é algo importante demais para se alterar pelos outros. É quase como trair a si mesmo. E eu não quero isso.

Não pra mim.


Minhas próprias frustrações
07/09/2014 | Categoria: Comportamento, Textos


Frustração é algo que sempre vai fazer parte da nossa vida. E acho que no fundo, faz parte aprender a se decepcionar e reconhecer que nem sempre, as pessoas são do jeito que nós imaginávamos que elas seriam. Mas já te falaram que frustração deixa a gente meio desmotivado, sem vontade de levantar de manhã, de enfrentar os desafios do dia? Eu confesso que, muitas vezes, desejo ficar só com a minha própria companhia, e tentando afastar dos meus pensamentos tudo aquilo que me atrapalhou ou me magoou. Porque eu confesso, sou uma pessoa bem sensível. Mas também sou daquelas que desculpa meio fácil demais, talvez. Mas dentro de mim sempre tem um ponto de esperança que diz que dessa vez, as coisas vão dar certo.

O meu problema é que eu acho que todas as pessoas vão agir do mesmo jeito que eu. Se eu trato alguém bem, espero que ela me trate bem também. Espero que ela esteja ao meu lado quando eu precisar, que ela valorize os meus sentimentos. Mas não é assim. E é bem complicado entender que não podemos exigir nada de ninguém. Mesmo que a gente queira, e fique desejando muito que as pessoas também nos vejam da mesma forma, às vezes elas simplesmente não conseguem.

Eu preciso ter mais pé no chão. Voltar para a realidade. Penso demais, fico sonhando muito. E ultimamente ando mais nas nuvens do que nunca, quando eu deveria é estar enxergando o que está bem ali, na minha frente, e eu insisto em não ver, que na verdade todos os meus planos, todas as coisas que eu gostaria que acontecessem, eram praticamente uma ilusão.

Criar versões das pessoas melhoradas na nossa cabeça acontece muito, mas criar situações que nunca vão acontecer, acreditar demais no que você mal conhece é quase um convite para uma furada. Como eu queria ser uma pessoa mais realista. Queria mesmo. Minha melhor amiga, por exemplo, sabe sacar tudo antes de mim. Enquanto eu ainda estou lá, pensando no que pode acontecer e não reparando no que pode dar errado, ela já percebeu muito antes.

O lado bom de tudo isso é que eu vou aprendendo com algumas experiências, confesso. Aprendo a não repetir os mesmos erros que cometi no passado, porque não tem nada pior do que ver uma história ruim acontecendo novamente. Às vezes acho que precisamos dar um tempo pra nós mesmos. Pra descobrir quem somos, o que queremos, e perceber que não vale a pena ser sempre o idiota da história. A pessoa que volta atrás mil vezes, que leva um tapa e continua lá, esperando pelo próximo. Me disseram que, se você age e mostra que não é bobo, vão aprender a te respeitar.

E é isso mesmo que eu quero: que me respeitem.


Desafios, imagem e maquiagens
31/08/2014 | Categoria: Beleza, Comportamento, Textos

Depois do desafio do #IceBucketChallenge, que virou um viral na internet – após várias celebridades fazerem o desafio e incentivarem as pessoas a doarem – o desafio para que as mulheres postem fotos sem make também começou a invadir as redes sociais. Principalmente o Facebook. Mas vale dizer que essa, com certeza, não é a primeira vez que a ideia aparece na internet. O Girls With Style possui a campanha #TerçaSemMake já faz um bom tempo, e é um sucesso! É óbvio que como todas as coisas que surgem nas redes sociais e fazem um sucesso grande da noite para o dia, há aqueles que criticam. Já vi muitas meninas comentando que é um desafio bobo, sem grandes intenções e finalidades, mas, se pararmos pra pensar, há sim uma grande questão por trás disso.

Não usar maquiagem é completamente normal para muitas pessoas. Ainda mais durante o dia-dia, na escola. Mas se você observar vai ver que há uma grande quantidade de garotas que provavelmente ficam 30 minutos a mais na frente do espelho se arrumando e passando muita make pra agradar… a si mesma? A outra pessoa? Aos amigos? Não vou ser hipócrita e dizer que eu também não me maquio. É claro que sim. Existem dias em que você não se sente confiante, e é algo no qual eu ainda estou trabalhando, não precisar de uma base pra me sentir bonita. É complicado quando a mídia e as pessoas que estão ao nosso lado todo dia valorizam extremamente a beleza, a imagem, a perfeição (ou a tentativa de alcançá-la).

Mas desde que eu parei de usar maquiagem pra ir para a escola, me senti uma pessoa mais livre, menos ocupada, e que ganha até mais uns minutos de sono. Nos primeiros dias foi estranho, eu confesso. Eu me olhava no espelho e não gostava muito do que via. Uma espinha aqui, outra ali, marcas, e aquela cara de sono que é impossível não ter às sete da manhã. Mas com o tempo fui me acostumando muito e agora não ligo mais tanto para as imperfeições do rosto. Que, aliás, são coisas muito normais. Todo mundo tem!

É necessário esforço e perseverança pra tentar perceber que a gente não precisa que todo mundo nos ache bonita. Ou que algum cara fique te elogiando. Não, nós não precisamos disso. Não é só porque alguém acha que você é feia sem maquiagem, que você não cumpre as expectativas dela de beleza, que nós precisamos acreditar nisso. Eu ainda estou tentando, e tento, cada vez mais, ligar menos para as opiniões dos outros.

Eu espero mesmo que um dia a gente consiga conscientizar as pessoas, os homens, nossas amigas, irmãs, enfim, o maior número de pessoas possíveis que mulher nenhuma está nesse mundo para agradar alguém. Para ser ideal de beleza, para exalar sex appeal ou parecer uma modelo da Victoria’s Secret quando você acabou de acordar. Ou quando vai dormir. Não importa. Nossa obrigação nunca, NUNCA, vai ser essa. Nós sabemos o que precisamos fazer e o que queremos ser da vida. E ser bonita para os outros, definitivamente não é um item que somos obrigadas a cumprir.

Então, mesmo que você ache chato o desafio de postar uma foto sem maquiagem, que tenha medo de expor ao mundo o seu rosto sem qualquer tipo de maquiagem nele (o que é compreensível, pois somos julgados o tempo todo e ninguém curte ver alguém metendo o bedelho na sua vida ou dizendo comentários ofensivos sobre a sua aparência), apoie essa ideia. Porque, mesmo que ela pareça superficial à primeira vista, existe uma intenção maior por trás dela, um ideal pela qual cada vez mais as mulheres tentam lutar.

E agora, minha foto sem maquiagem para vocês. Tirei agora pouco, em um Domingo preguiçoso e de moletom azul. Porque eu sou assim! P.S: Não tem nenhum filtro, obviamente.


E a gente sempre supera
17/08/2014 | Categoria: Comportamento, Textos

Sabe quando a gente toma algum rumo, faz alguma decisão, mas não sabe realmente como chegou até ela? Ou como foi parar ali? Isso já aconteceu algumas vezes comigo. Ou quando decidimos alguma coisa e resolvemos ignorar a nossa intuição (uma das piores coisas que eu posso fazer, mas como eu insisto em fazer essa burrada, hein!). Muitas vezes eu sabia que algum caminho não iria me levar para lugar nenhum, mas resolvi escolhê-lo mesmo assim. Se arriscar, sabe? Porque, de vez em quando, a gente precisa mesmo pagar pra ver o que vai acontecer.

Mas é um saco quando as coisas saem totalmente dos nossos planos. Dar mais errado? Impossível! E quando nossas expectativas tomam o rumo contrário. Quando somos obrigados a nos olhar no espelho e ver que sim, nós não escolhemos a melhor opção. Aquela que a gente achou que seria a certa, no fim não pareceu tão correta assim no final da história. E que idealizar as pessoas, achar que elas são diferentes e especiais demais é sempre uma furada gigante. Porque descobrir que estávamos muito errados dá uma sensação muito amarga.

Talvez nossos amigos até digam: “eu te avisei.” E vai, às vezes eles até podem fazer isso, né? Há pessoas ao nosso lado que sempre tentam nos alertar, nos guiar para o melhor caminho. Mas eu tenho esse defeito de que quando quero muito alguma coisa, fico cega perante às coisas ruins que ela pode trazer. E depois fico lá, decepcionada, que nada seguiu o roteiro que eu tinha na minha cabeça. Aliás, mania chata essa de sempre criar histórias mil vezes melhores que a realidade na minha cabeça.

Hoje eu percebo que nem tudo é como eu achei que era. E que eu estava fingindo não ver muitas coisas que eram bem claras, estavam ali na minha frente. Mas acho que eu acreditava na esperança de que as coisas fossem um pouquinho distintas dessa vez. Que a história não se repetisse. Não achei que mais pessoas iam aparecer só pra me provar que às vezes é melhor continuar com as suas muralhas e caminhos seguros.

Acho que apostei demais nisso. Nem é culpa sua, afinal. É 90% minha, porque eu não sei se vou conseguir mudar minha característica de não ser pé no chão. Eu sempre quero acreditar mais uma vez. Vai que dá certo? Mas dai, não dá. E dá um arrependimento de dar outras chances. Terceiras, quartas, quintas. Eu realmente achei que dessa vez podia dar certo, mas o que eu posso fazer?

Aceitar. E superar. Porque se tem algo no que eu sou boa, é nisso. De sempre conseguir superar.


O preconceito na leitura, e com o que é “moda”
10/08/2014 | Categoria: Livros, Textos

Minha paixão por livros começou quando eu tinha… acho que nem lembro mais! Oito anos? Nove? Foi mais ou menos nessa época. Eu me lembro direitinho do primeiro livro que eu li na vida. Foi da Ruth Rocha, era o “Rei Que Não Sabia de Nada.” Na época eu deveria ter sete anos. Demorei pra me alfabetizar, por alguns problemas na escola, mas graças à uma professora muito querida, aprendi rápido e eu não imaginava que a leitura – e a escrita – teriam uma importância tão grande pra mim. Tenho um orgulho infinito pela minha estante!

Como vocês já devem ter percebido aqui no blog, eu amo ler. Por diversos motivos. Mas eles, eu deixo pra explicar em outro post. O assunto aqui de hoje é algo que eu sempre me deparo nas redes sociais ou durante o dia-dia. Todo mundo já sabe que o termo “modinha” surgiu lá na época de RBD e feelings, e que ele não saiu da boca de muita gente desde então. Tivemos muitas febres no caminho. Harry Potter (que pra mim vai ser sempre eterna), Twilight e recentemente o sucesso de The Fault In Our Stars e da litetura YA (Young Adult) que vem ganhando um espaço enorme. Os livros pra adolescentes sempre foram destaque, mas recentemente ganharam as livrarias, se vocês forem perceber.

O fato é que o preconceito se torna maior a cada dia. As pessoas tem preconceito com opção sexual, cor de pele, escolha de roupa, de estilo, e agora também com livros. É, infelizmente o preconceito também invadiu o mundo da leitura faz tempo. Costumamos avaliar algo pela opinião alheia e sempre tem a galera que quer ser cult e dizer insistentemente que odeia algo, só pra não ser “a maioria.” É óbvio que muitas vezes a opinião é sincera. Eu, por exemplo, li os dois volumes de Fifty Shades of Grey e não gostei. Mas antes de criticar, li e fiz a minha avaliação. E essa foi a minha opinião. Não me sinto em nenhum momento superior a nenhuma pessoa por não curtir algo que fez tanto sucesso.

Ler clássicos é maravilhoso, é claro! E muitas pessoas preferem abranger os seus gêneros de leitura, e ter todo tipo de livro em cada. Mas gosto é gosto. Só porque uma garota só lê YA ou chick lit, não a torna alguém menos leitora, menos inteligente, ou “menos” qualquer coisa. É questão de preferência, de estilo. Eu gosto de muitos tipos de livro, mas confesso que os YA ocupam metade da minha estante (na verdade, 98% dela!). Já minha mãe tem desde Dom Casmurro até Beijada por um Anjo na sua lista de leituras.

Já perdi a conta de quantas vezes li que o John Green é ruim porque “A Culpa É Das Estrelas” é só mais um clichê. Tipo, oi? Não acho que a maioria das pessoas tenham lido pelo menos alguma obra do John. Ele tem livros muito bem escritos, reflexivos e interessantes sim. E é um dos caras que mais sabe escrever livros para jovens que fogem dos clichês (mesmo que eles possuam uma estrutura semelhante). John Green apresenta obras bem inteligentes (na minha opinião). TFIOS não é o meu favorito dele, mas é incrível como todo mundo julga pela capa, ou pelo o que a mídia diz.

Vamos ter mais personalidade! Existem pessoas que simplesmente não gostam de livros voltados para o público adolescente, mas eu conheço muitos adultos que gostam e não possuem preconceitos. É normal a gente preferir alguma coisa à outra. Eu, por exemplo, quase nunca leio livros de investigação policial. Mas ainda pretendo me aventurar no gênero. Como eu sou muito curiosa, acho que posso gostar.

A gente tem tanto pé atrás com um milhão de coisas na vida, mas que tal a leitura não ser uma dessas? Afinal, os livros são um dos únicos lugares do mundo do qual podemos viajar sem sair de casa, nos apaixonar por personagens fictícios e sair um pouco da realidade, nem que seja por alguns minutos, entre um capítulo e outro.