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    Os sapatos queridinhos do inverno

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    Playlist: Junho

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    Tendência: Óculos vintage e cat eye

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    Para todas as almas perdidas

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  • Fevereiro 1, 2016
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    “Vestibular” foi a palavra que eu mais ouvi em 2015, com toda a certeza. E também foi a que eu mais repeti para mim mesma durante os últimos doze meses. Eu confesso que em Janeiro do ano passado eu não encarava o terceiro ano como algo assustador, mas isso foi mudando com o tempo. A gente sempre tem uma ideia básica de algo, ou imagina como ela seja, baseado no que as outras pessoas dizem, ou o que nós experienciamos por meio dos nossos amigos. Mas só dá pra saber mesmo quando você passa a vivenciar aquilo todos os dias. Eu tenho o hábito de que quando decido algo, dificilmente volta atrás. E apesar de isso às vezes parecer algo positivo, pode te trazer muita dor de cabeça também.

    Por mais que o resto do mundo esteja te pressionando, não há nada pior do que você se tornar o seu pior inimigo. E mesmo que os professores, a escola e todo mundo que eu encontrasse na rua só falasse sobre o mesmo assunto, eu tenho certeza que eles não depositaram em mim metade da expectativa que eu coloquei nos meus ombros. O que eu admito, foi uma péssima ideia. Só fui perceber que eu não sei agir e nem trabalhar sob pressão e estresse no final do ano, quando não adiantava mais alterar as minhas atitudes.

    Nunca te falam muito sobre a experiência de falhar. Todo mundo sempre fala sobre vencer e superar os obstáculos, sobre não deixar nada te atrapalhar e aquele blablabla motivador. Mas talvez falhar seja extremamente importante em alguns momentos da vida. Seja para te fazer perceber os erros que você cometeu consigo mesmo, ou sobre que atitude diferente tomar da próxima vez. Por que, vamos ser sinceros, quase sempre há uma outra vez. Você vai ter outra chance e outra oportunidade. Só que a gente sempre se esquece disso. Eu, pelo menos, esqueci. Achei que o mundo se resumia a um propósito. No fundo, eu nem sabia muito o que eu queria fazer. Entrar na faculdade parecia interessante no inicio de 2015. E depois, virou uma obrigação.

    Uma prova de fogo, um tipo de desafio que se eu não conseguisse superar, eu estaria fadada ao completo fracasso. Ok, talvez eu tenha sido dramática. Mas esse não era o maior objetivo da minha vida, e de repente, se tornou. Não sei se por que a escola meio que te obriga a pensar que você tem que conseguir, tem que ser aprovado, que o número de acertos vai definir quem você vai ser hoje e amanhã. O que é bem assustador. Na maioria das vezes, eu não tenho certeza sobre muitas coisas.

    E de repente você precisa ser bom em tudo, da noite para o dia. A sua rotina e os seus pensamentos precisam se resumir a apenas uma coisa. Eu não acho justo e também não acho que haja um culpado. Mas ainda acredito que deveria ser permitido que as pessoas falhassem mais vezes. Metade dos nossos planos talvez não deem certo, e tá tudo bem. Pode ser decepcionante no momento, mas é importante permitir que você erre e seja ruim em alguma coisa. Assim como eu, eu pude ver muitas pessoas que também não sabiam o que fazer e tinham um medo muito grande de falhar, e acabavam se pressionando demais. O que é normal. Eu aceitei aos poucos que sou péssima em Matemática. Horrível. E pretendo me esforçar de verdade para que isso mude (quem sabe, eu até tente começar a gostar de exatas?) e me dava vontade de falar para os outros: “se permita não ser bom em tudo. É impossível ser bom em tudo, e você não é menos do que ninguém por causa disso.”

    Para resumir a ópera: não é nada legal não ver o seu nome na lista de aprovados. E pior do que isso, é ficar imaginando quantas experiências novas você vai perder no próximo ano. Eu fiquei uns seis dias realmente triste por não ter sido aprovada. Depois, comecei a superar e pensar nas maneiras que eu poderia encontrar para que 2016 fosse encarado com mais tranquilidade e menos ansiedade, em como eu posso agir para que esse seja um ano bem diferente do anterior. Mas acho que o que faltava era escrever sobre isso. Escrever sempre nos ajuda a fechar um ciclo que demorou para ser finalizado. E de maneira mais clichê possível, também nos ajuda a queimar um livro e começar outro. E perceber que nada é o fim do mundo: algo que a gente sempre soube, mas se negou a acreditar.

    Novembro 9, 2015
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    Ilustração no weheartit

    Chegando no meu último ano do ensino médio, eu cheguei à conclusão de que a escola – além de ser o local “óbvio” para aprendermos – também é aquele onde a gente é obrigado (tipo, na marra mesmo) a lidar com pessoas muito diferentes de nós. Algumas, de modo surpreendente, são bem parecidas conosco, o que pode gerar amizades maravilhosas. Não importa se elas vão durar só os três anos de ensino médio, ou a sua vida inteira. Mas outras são o oposto da nossa personalidade; o que é totalmente comum na vida real. Afinal, nem todo mundo vai ter os mesmos ideais, objetivos e pensamentos que você. E para quem é meio cabeça dura e controlador, como eu, é sempre meio difícil aceitar isso.

    Mas eu já passei dessa fase da aceitação; e acredito que estou naquela em que temos que lidar com a situação, sabe? Mas preciso confessar que às vezes é bem complicado. Principalmente quando a gente ouve tanta bobagem em um tempo curto de quatro horas e meia (desde piadas machistas, até outras homofóbicas. E não tem nada no mundo que eu odeie mais do que isso, do fundo do meu coração). Mas eu sei, nem todo mundo pensa como nós. Ás vezes alguém me diz: “você tem que entender que as pessoas são educadas de formas diferentes.” E eu entendo isso, mas como jovens e pessoas que estão (tecnicamente) amadurecendo, é interessante dispor um pouco do seu tempo para pesquisar, se informar, correr atrás, se “educar” mesmo, sabe? Pode ser mais fácil continuar com aquela ideia que seus pais te ensinaram na infância pelo resto da vida, mas o mundo muda o tempo inteiro, e a internet está aí, te dando a chance de rever seus conceitos e aprender mais (em um mar de absurdos, tem também coisas interessantes).

    Eu tive a sorte de ter dois pais que sempre me incentivaram a debater assuntos, ler e pesquisar, sair da minha zona de conforto. Mas sei que muitas famílias são diferentes; por isso mesmo acho que a gente deve procurar mais informação por aí. E tentar aprender com as outras pessoas também. E não só com os mais velhos: muitas meninas da minha idade me ensinaram muitas coisas, principalmente sobre feminismo. O tempo todo somos bombardeados com milhares de opiniões, e pode ser complicado formular a sua própria no meio de tantas pessoas falando ao mesmo tempo. Mas acho que é importante não engolir tudo “mastigado”, pronto, enlatado e simplesmente concordar. Afinal, estamos sempre buscando evoluir, não é?

    É super maçante quando você entra numa sala de aula e algum professor passa 10 minutos da aula fazendo comentários preconceituosos e piadas machistas. É algo que, sinceramente, me entristece. Porque no papel de um educador, ele poderia usar a oportunidade para tentar ensinar alguma coisa legal para os jovens presentes na sala. Isso me leva a crer que temos que aprender a questionar o tempo todo; não dá pra aceitar tudo e ponto.

    Opiniões divergentes sempre vão existir. Mas é preciso aprender a ter respeito pelas outras pessoas; o preconceito ainda está, infelizmente, muito presente na sociedade. Nas salas de aula, no trabalho, em casa, na internet. E por isso que eu tento tirar a minha própria conclusão, formular a minha opinião. Não se deixe levar por tudo que as outras pessoas falam, pelo senso comum, por aquela ideia que te ensinam desde que você é pequeno e que você se acostumou tanto, que esqueceu de questioná-la. Ignore quando alguém te falar que as coisas são desse jeito, porque simplesmente são. Desconstruir valores e ideias que te ensinaram por anos é difícil; mas se você quiser crescer, é mais que necessário.

    Agosto 9, 2015
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    “A minha ansiedade não me define.”

    Ilustração de autoria de Ambivalently Yours.

    Confesso, eu queria muito saber a resposta da pergunta que dá título a esse post. Eu sempre fui uma pessoa ansiosa, desde criança. Não era só o primeiro dia de aula ou o passeio da escola que me deixavam sem dormir; coisas meio clichês para todo mundo no ensino fundamental. Mas sim outras situações relativamente normais, como ir à algum lugar aleatório, ir na casa de um amigo, e quando fui crescendo só ficou pior. O que é compreensível, porque aos 13 e 14 anos você tem aquela sensação de que os seus problemas são gigantes, e que se eles não forem resolvidos, sua vida não vai ter solução nunca mais (ok, ou talvez eu era extremamente dramática, porém melhorei nesse aspecto) Eu era mais emotiva no passado, mas com o tempo fui ficando mais racional. Aprendi a tentar “controlar” mais as coisas, com muito treino, é claro. Não foi nada fácil.

    Mas tem épocas do ano em que a ansiedade volta a bater. Eu sempre tive uma característica forte de imaginar as situações na minha cabeça, querer planejar tudo, e sempre esperar, aguardar, e inventar mil coisas que poderiam acontecer. Na maioria das vezes, elas não se concretizavam. Eu sou meio pessimista, então sempre criava uma situação ruim que eu achava que aconteceria. Resultado? Mais ansiedade, nervosismo, o que resultava em situações chatas.

    A ansiedade se manifesta de maneiras diferentes para muitas pessoas. Algumas não conseguem se expressar direito, outras acabam com dores físicas (meu caso) como dor de cabeça, ou sei lá, ficam paralisadas. Sem saber o que dizer. E é bem complicado aprender a contornar a situação, a confiar em você (por quê quase tudo está muito ligado à insegurança que sentimos), a tentar entender essa sensação que quando nos invade, parece muito complicado de superar. Cada um tem a sua própria maneira de tentar enfrentar isso.

    Eu acredito que a ansiedade pode ser dividida em boa e ruim. Quando eu estou esperando um acontecimento legal, algo que eu sei que vai ser positivo (como por exemplo, o show que eu fui) eu encaro as coisas com uma positividade bem maior. Ou seja, tem aquele frio na barriga, mas ele não é ruim: pode trazer uma felicidade junto, uma expectativa, de algo que você sabe que vai valer a pena. Agora, quando é uma situação que você já não está encarando com bons olhos… Como por exemplo, vestibular. Minha ansiedade anda a mil. O motivo? O último ano da escola já me cansou muito, o Enem tá chegando, eu preciso passar, e mais outras milhares de questões que ficam batendo na nossa cabeça o dia inteiro, e nos atormentando.

    Muito disso tem relação do lugar em que estamos. Se eu estou confortável com a situação, com as pessoas, com o local, a ansiedade pode até estar ali, mas ela não se manifesta de um jeito que me atrapalhe. Mas quando você está insatisfeito com muitas variáveis, é quase impossível fugir dela. E é fato: se você é ansioso (a) como eu, não dá para fingir que a ansiedade não existe. Ela vai aparecer, uma hora ou outra. E se você, como eu, às vezes não sabe como agir, talvez o primeiro passo para melhorá-la seja começar a falar dela. E é fundamental estar ao lado de pessoas que te ajudem. Às vezes nós achamos que os problemas de todo mundo são bobos, e estar ao lado de quem não tenta te entender nem um pouco, só deixa tudo pior.

    Eu já descobri os motivos que me deixam ansiosa. Normalmente, eles não variam. Se passam anos, e continuam quase os mesmos. Mas daqui a algum tempo o cenário pode mudar, mas as razões não. Por isso é importante tentar enxergá-las, saber quais são. Eu já compreendi que fugir não adianta nada (por mais que em momentos de extremo nervosismo, isso seja o que a gente mais quer fazer. Sair correndo mesmo). E sempre vai ter alguma coisa na vida que vai tentar nos desestabilizar. Eu já fiz a primeira ação que precisava para tentar resolver esse problema: escrever sobre ele, para que nem tudo exista só na minha cabeça.

    Março 1, 2015
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    Algumas pessoas dizem que o tempo pode curar muita coisa. Eu não acho que ele seja milagroso. As suas decepções não vão sumir em questão de meses. Na verdade, eu sinceramente acho que o que mais contribui pra que a gente supere alguma coisa é a nossa força de vontade, no final das contas. Também é nossa decisão se quisermos guardar mágoas. Eu confesso que sou daquelas pessoas que não apaga quase nada da memória. Então, sim, eu provavelmente lembro o que você fez há uns quatro/três anos atrás (eu sei, isso não é a coisa mais saudável do mundo. Não recomendo).

    Eu andei pensando se o tempo realmente pode deixar as pessoas um pouco mais amargas. Pode te fazer mudar radicalmente algumas ideias que você possuía. Acabar, mesmo que aos poucos, com algumas das fantasias que você alimentava quando era mais novo, e tinha certeza que elas poderiam um dia serem reais. E por fim, também te fazer acreditar (muito) menos em tudo e nas pessoas ao seu redor.

    Mas talvez não seja culpa dele. E sim de algumas decepções que você teve; que no fim, eu acho que são muito úteis. Eu sei que é ruim, mas não tenha medo de se decepcionar. De acreditar muito em alguma coisa para depois perceber que ou você era ingênuo demais, ou esqueceu de colocar os seus pés no chão. É bom levar alguns tapas na cara de vez em quando pra voltar à realidade. Depois que isso acontece com muita frequência, começamos a ser mais realistas. Não estou dizendo pessimista. Isso é outra história. É aprender a enxergar as coisas como elas são bem mais rapidamente.

    Eu ando numa fase meio desacreditada com tudo ao meu redor (já comentei isso há um tempo aqui) e acho que é consequência de algumas coisas que sempre fizeram parte da minha personalidade. Eu acreditava em tudo de primeira. Se tinha uma situação que eu sabia que não podia acabar muito bem, eu não ligava; ia lá e apostava tudo, mesmo assim. Mesmo que a minha intuição me alertasse. Mas a gente nunca sabe né? Algumas coisas valem o risco no final. Outras não. Mas eu ainda acredito naquela filosofia que se jogar no desconhecido às vezes pode trazer um bom resultado.

    Vamos aprendendo, aos poucos, que em muitos momentos a sua companhia ideal vai ser você mesmo. E ponto. E que ninguém é obrigado a te entender. E que é bom ser cuidadoso. Eu sei, todo mundo diz que a gente tem que fazer o que der na telha, que temos que apostar em coisas malucas de vez em quando, que se a gente tentar nunca vai saber… Eu sei de tudo isso. E concordo com alguns pontos. Mas a realidade é que é bom ter um pouco de segurança sim.

    É impressionante como os nossos valores podem mudar bastante em alguns meses. Nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo. Olhamos pra trás e pensamos, às vezes: “como eu era bobo.” E eu tenho certeza que daqui a algum tempo podemos nos ver agora e pensar algo semelhante. Mas as experiências são fundamentais pra tudo isso. Todas aquelas situações que te machucaram servem pra algo depois. E te tornam mais resistente também.

    Pela primeira vez, posso afirmar que eu ando aprendendo a levar tudo menos a sério. Principalmente as pessoas. Algumas coisas que os outros dizem, literalmente, entram por um ouvido e saem pelo outro. Tem coisas que a gente ouve e simplesmente não vão afetar a nossa vida.

    Acho que devemos saber nos virar sozinhos, sempre. E isso é algo que eu ando fazendo ainda mais nos últimos tempos. Seja independente. Não deposite nas mãos de ninguém a responsabilidade de qualquer coisa na sua vida. Quer ser feliz? Faça isso por si mesmo. Busque coisas que te tragam felicidade. Quer gostar mais de si mesmo? Então não espere que isso aconteça só quando você estiver em um relacionamento. Tente diminuir as expectativas que você tem pelos outros.

    Lembrando que isso é só um ponto de vista. Se você quer se jogar em todas as coisas sem medo mesmo, viver os seus sentimentos ao máximo e não tem receio (de verdade!) de qualquer decepção ou realidade dura que possa vir (porque a vida nos prega peças) eu apoio. Porque eu já fiz isso muitas vezes. Talvez esse momento que eu esteja vivendo seja apenas uma fase. E ela acabe daqui a um ou dois meses. Não posso prever o futuro.

    Há alguns dias alguém me falou que eu estava diferente. Que eu era uma pessoa bem menos empolgada hoje em dia. E sabe quando a gente não encontra nenhuma explicação? Não sabe muito bem o que anda acontecendo (aliás, ultimamente, eu quase nunca sei o que anda acontecendo). Percebi que eu não preciso ter sempre uma resposta na ponta da língua. Que não preciso saber tudo agora, nesse momento. Nem sempre dá pra entender essa confusão que acontece dentro de todos nós.

    Julho 4, 2014
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    De vez em quando eu tenho muito medo do futuro e em outros momentos, só quero que ele chegue o mais rápido possível. Mas as pessoas dizem que temos que aproveitar o presente, então é isso que a gente tenta fazer. Aproveitar as coisas que acontecem agora, porque é delas que vamos sentir saudades no futuro. E eu achei que isso fosse mentira, até passar por isso. Sabe quando você larga tudo e quer começar de novo? E mal pode esperar pra deixar tudo pra trás, subitamente. Mas alguns meses depois, uma das coisas que você mais queria era aqueles momentos de novo e todas as coisas do qual mal pode esperar pra se livrar.

    É muito difícil caminhar sozinho. Às vezes os seus amigos buscam coisas diferentes, tem outros objetivos, vivem coisas distintas, e você se sente solitário numa situação que ninguém pode te ajudar. Sabe que, se precisar, você pode ligar para eles e pedir ajuda. Mas há um certo orgulho em aprender a se virar sozinho. É necessário. E eu sempre via as pessoas ao meu lado fazendo isso, conseguindo. Então, eu tinha que conseguir também.

    Mas descobri que as coisas são mais complicadas do que eu imaginava. Que lidar com os seus temores, com os seus problemas, sem outras pessoas por perto é desafiador. É como se houvesse alguém distante falando: “bota mais um probleminha ai! Quero ver se ela consegue superar esse.” E desbravar coisas novas nem sempre te traz um final feliz. As pessoas dizem que mudanças são boas, e tudo bem, elas podem ser, mas acho que até chegar a parte positiva, a gente tem que ralar muito. Só pode.

    Eu sinto falta de muitas coisas antigas. Saudades, uma vontade de resgatar o passado. E então me lembro que o que eu mais queria era sair dele; e eu consegui, então tenho que provar se agora dá certo ou não. Se eu desisto, ou continuo. Mas é necessário um gás, uma motivação, que não se acha em qualquer esquina. Sempre tem alguém pra te derrubar, sempre há alguma coisa pra te fazer querer ficar na cama e não sair dali nunca mais. Porque tem vezes que acontecem coisas cruéis e não é fácil lidar com isso.

    As pessoas se aproveitam do mais fraco. Ou de quem aparenta ser o mais fraco. E não é uma tarefa pra qualquer um se provar forte, de verdade. Não ser o alvo, sabe? É preciso coragem, força, uma segurança grande dentro de si mesmo que às vezes eu procuro, mas não acho em lugar algum. E então me lembro que eu conheço pessoas que não tem medo de (quase) nada e nunca deixam ninguém pisar nelas.

    Eu quero mesmo ser essa pessoa. Talvez um dia eu consiga me tornar ela. Mas há um longo caminho a percorrer até lá… e me recordo que sempre existe um longo caminho até chegar em qualquer lugar.

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