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  • Setembro 2, 2018
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    Por que nós precisamos entrar no trem que é a vida para descer algumas paradas depois?

    Por que nós experimentamos corações partidos e batidas e acidentes durante a viagem?

    Por que nós precisamos conhecer passageiros que irão arruinar a viagem com coisas que não cabem?

    Eu não entendo porque temos a obrigação de pagar por passagens de trens que não queremos pegar.

    E se eu gritasse para o mundo que eu nunca quis pegar nenhum trem?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ter a força do chão que aguenta o peso e a velocidade dos trens que passam diariamente por cima dele?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ser as nuvens que seguem os trens e não possuem limites de onde podem existir?

    Eu não quero ser um passageiro e não quero corações partidos. Eu quero experimentar poesia sem dor. Não é isso que as estrelas fazem quanto estão pintando o céu? Se é isso que elas fazem, por que eu preciso experimentar dor para crescer e explodir? Não posso simplesmente nadar pelas águas do oceano, e não pelas lágrimas que derramo?

    Não sou capaz de entender que alguém possa viver como um passageiro e nunca se sinta desesperado com todas as coisas que aparecem nas janelas do trem durante a viagem.

    Algum passageiro já conseguiu finalizar a viagem com um sorriso verdadeiro no rosto? Algum passageiro já desejou ser qualquer coisa, menos um passageiro? Pois eu faço isso o tempo inteiro. Meu coração partido é um sinal dos tempos: tudo está prestes a mudar e eu sei que não estou pronta. Tudo o que eu conheço é passageiro, mas minha alma pede pelo desconhecido: eu quero nadar no abismo do universo.

    Agosto 17, 2018
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    Eu vivo por momentos como esse.

    Momentos onde não sei o que acontecerá no próximo segundo onde farei minha próxima respiração. Momentos onde a zona de conforto é algo que está atrás da minha própria existência. Momentos onde eu sei que jamais serei tão jovem quanto sou nesse exato agora.

    É como se eu estivesse subindo o primeiro degrau de um avião que irá me levar para um novo mundo, aquele que ainda não conheço e que, por muito tempo, estive morrendo de medo de conhecer.

    Mas o que é estar viva se não for para morrer e renascer todos os dias?

    Eu não sei para onde essa jornada está me levando. O que posso pedir, de cada pedaço das minhas veias, é que este caminho me traga o que eu sempre quis: tudo o que eu não estou familiarizada.

    Durante todo o percurso, penso em todas as vidas que já vivi dentro de uma só: o que fui, o que fiz, o que senti, o que chorei e o que lamentei. Estaria eu preparada para mais um furacão de novas vivências, considerando que viver é permitir que a alma seja machucada pelo mundo?

    Talvez sim, talvez não. Mas eu não pretendo deixar essa dúvida me prender, sendo que eu sou uma alma feita para ganhar asas e voar em todos os tipos de céu, nublados ou não.

    Eu amo pessoas, mas eu amo colocar uma mochila repleta de sonhos nas minhas costas e seguir em frente.

    Admito – tenho medo de mudanças, mas sou uma metamorfose. Eu vivo por momentos como esse: estou prestes a descer do avião.

    Agosto 11, 2018
    postado por

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    Eu sou a minha própria artista. Dentro dos livros de história sobre a minha vida, eu criei arte para tentar explicar o furacão de sentimentos que ecoam no meu coração.

    As palavras existem dentro de mim porque eu sinto muito de uma forma que não consigo fazer com que eu seja entendida.

    Eu enxergo o mundo de cabeça para baixo. As estrelas do céu são os pedaços de chão que eu piso todos os dias. As calçadas servem como iluminação na minha jornada e eu me vejo capaz de nadar em um oceano onde as águas são os astros e a poeira cósmica do universo.

    Eu enxergo o mundo com os olhos cegos. Penetro o meu olhar nas pessoas que mais sorriem, pois elas são as que mais sofrem. Durmo pensando em como gostaria de extinguir a dor e injetar pelo menos cinco segundos de felicidade real, mas, novamente, o que seria da arte senão uma válvula de escape para toda a dor da humanidade?

    Eu enxergo o mundo com as tintas mais sensíveis. Encaro o quadro vazio e permito que a minha alma grite alto o suficiente para sair de mim e expressar o que sinto. Se cada um de nós pararmos para pensar, não existe uma definição exata para o que é o mundo. Nós temos apenas uma ideia individual e ilusória sobre o que ele é.

    Eu enxergo o silêncio do mundo. Enxergo o escuro, o quieto, as meias palavras, a boca entreaberta, o olhar vago… Eu não gosto de deixar nada passar despercebido, mas eu sou uma desconhecida para os outros e, principalmente, para mim. Quem sou eu, além de alguém que cria a própria arte para não enlouquecer?

    Quem sou eu, além de alguém que está constantemente quebrada e nunca inteira?

    Eu sou a minha própria artista, porque se não for eu, quem será por mim? Todo mundo está ocupado com a própria loucura. Não cabe a mim pedir que alguém me salve de mim.

    Minha essência jorra em cada pedaço de arte que eu crio em meus momentos de solidão, e se sentes que o teu mundo está prestes a explodir, saiba: eu renasço a cada extinção. Você também.

    Se chegar a hora em que o teu coração berrar por uma liberdade que você não consegue explicar, saiba: você é o artista da sua própria vida. Você é o fogo no centro do frio e um mar de emoções durante uma tempestade de rasos.

    Eu renasço a cada extinção porque eu preciso carregar a minha alma para onde ela pertence, que é um lugar que ainda não conheço. A minha casa é o lugar nenhum, e eu sinto a necessidade de continuar criando arte até descobrir o caminho para lá.

     

    Julho 11, 2018
    postado por
    Arte: Henn Kim @henn_kim

    Arte: Henn Kim @henn_kim

    Ainda encontro você em um monte de lugares, por mais que não te veja há semanas.

    O seu doce favorito, está no café que eu sempre vou

    aquele de chocolate que leva o mesmo nome que o seu bicho de estimação,

    que casualmente, é parecido com o da minha melhor amiga

    e de repente, todos os gatos pretos do mundo me lembram você.

    Vejo de longe onde você está, mas a sua sombra aparece para mim até mesmo onde você não vai.

    Nas suas músicas favoritas, no cheiro do seu shampoo e naquele cachecol marrom

    que para ser sincera, eu nunca quis mesmo devolver.

    Te vejo até mesmo nas esquinas da minha faculdade, com medo de você aparecer

    eu gelo, porque eu não sei o que faria

    por fora, só me cabe fingir; por dentro, todas as moléculas do meu corpo tremem

    porque elas morrem de saudade de você.

    Eu queria que você desaparecesse dos meus pensamentos, como eu desapareci dos seus

    Queria que o seu rosto não caminhasse comigo todos os dias,

    queria que você não estivesse em todas as canções que eu ouço,

    ou nos bares, nas bebidas – que eu não tomo -, nas fotos

    naquelas fotos que eu ainda não tive coragem de apagar.

    De repente todas as pessoas que passam por mim carregam uma parte de você,

    como a criança no ônibus que tem o teu nome

    minha amiga de infância que pronuncia uma palavra do mesmo jeito que você fazia,

    e as suas manias se impregnam em todos os lugares,

    em todos os rostos, em todos os corpos

    Já faz mais de um mês, e você já foi para não voltar mais

    não há mais ninguém para esperar

    eu sou a única que permaneço aqui, por mais que tantas pessoas já tenham

    tentado me levar.

    Junho 26, 2018
    postado por
    Garotas sensíveis são fortes. @AmbivalentlyYours

    Garotas sensíveis são fortes. @AmbivalentlyYours

    Eu sinto que preciso fugir. Ou sumir. Ou ir para qualquer lugar que não seja esse que eu estou agora. É um sentimento desesperador. Eu achei que ele fosse desaparecer com o tempo, mas nas últimas semanas a vontade de não sair da cama só cresceu. Eu queria poder apagar todos os momentos. Queria de verdade me livrar deles: assim você não precisaria existir nos lugares que eu te levei. Nos lugares que de algum jeito ou de outro, eram os meus favoritos; e você acabou roubando a mágica de todos eles. Na minha rua, no meu café, no meu restaurante com cheiro de batata-frita que todo mundo odeia, menos eu. No meu quarto. No meu banheiro. Eu queria apagar, exterminar, todos os rastros.

    Eu queria poder tirar cada pedaço seu que já esteve dentro de mim. Jogar todos eles pra debaixo da terra, e torcer para que nunca mais voltassem. Às vezes eu sinto vontade até de tirar as minhas partes, que eu gosto tanto. Porque eu sinto que já me cansei de todas elas, e continuar se torna mais difícil e complicado quando você não consegue nem gostar de si mesmo. E então você tenta encontrar em outras pessoas o que precisa pra se sentir melhor. Talvez parte disso seja culpa minha, por ter sido boba demais, por ter acreditado tão fácil e, para variar, ter ignorado minha intuição. Mas será que é tão ruim assim a gente se arriscar e ir com tudo? É preciso coragem. E eu tive. Mas nem todas as pessoas são dignas da nossa coragem.

    Tudo se tornou uma bola de neve. Um ciclo vicioso que não para, não termina. E tudo só vai se acumulando nas beiradas até que eu preciso gritar, colocar tudo pra fora, segurar todos os sentimentos que vão transbordando. Me tranco numa cabine de banheiro aleatória e deixo eles saírem. Me tranco numa sala que não tenha mais ninguém. Me liberto apenas na minha cama. Um lugar que você também habitou, mas ela é tão minha e de mais ninguém, que nem o seu cheiro conseguiu ficar impregnado aqui. Eu respiro aliviada. Pelo menos alguma coisa na minha vida não foi dominada pela sua presença.

    Todos os dias eu tenho vontade de ir pra um lugar desconhecido. Nos últimos meses eu passei por mudanças e situações difíceis foram jogadas com força total em cima de mim. Não deu tempo pra respirar, nem pra pensar. Foi só uma coisa atrás da outra. E pequenas coisas que me faziam feliz foram sendo destruídas nesse caminho. É triste pensar que você era uma delas. Mas foi você que preferiu se autodestruir.

    Acho que só preciso de uma respiração aliviada. De um tempo. De uma distância. De dias em que eu não precise ver ninguém. Eu quero me recuperar, me reconstruir. Eu cai de novo e agora preciso juntar tudo e recomeçar mais uma vez. Como eu já fiz milhares de vezes antes.

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