• tumblr_ov74bamQis1s2uvgco1_1280
    Filmes, Música

    Gaga: Five Foot Two

    ver post
  • large-2
    Textos

    Paralisada

    ver post
  • large
    Viagens, Videos

    Vlogs legais de viagens

    ver post
  • 18033802_1425737924156032_8579091541036371031_n
    Música

    Bandas que vale a pena ouvir

    ver post
  • June 6, 2015
    postado por

    Como a gente sabe que alguma coisa acabou? Digo, que ela realmente chegou ao fim? Pode parecer óbvio, mas nem sempre é tão simples perceber que temos que fechar um ciclo. E da maneira mais clichê possível, “rasgar um livro” e começar outro. Escrever novas páginas. Deixar para trás. Mas eu não vou escrever sobre a parte mais óbvia, que é aquele momento em que você é obrigado a superar algo que perdeu. Ás vezes, perdemos algo e naquela situação, parece bem ruim. Achamos que não podemos mais viver sem aquilo. Mas, em muitos casos, é uma enganação que fazemos com nós mesmos. E aprendemos que é possível sobreviver à maioria dos fins, por mais que o mundo inteiro te diga que não.

    E dali a alguns meses, ou até mais tempo (varia de pessoa para pessoa) notamos que foi possível. Você superou um fim. Não tem solução mágica, e nem conselhos milagrosos que vão te fazer fechar uma etapa da vida. E já adianto: não é simples. Mas você provavelmente sabe disso, já que todos nós enfrentamos uma situação assim ao longo da vida.

    A questão que fica na minha cabeça é: quando a gente se toca que não adianta mais ficar insistindo? Que percebemos que a gente vale mais do que tudo isso? Orgulho demais não ajuda em nada, pois pode te fazer perder pessoas importantes, mas em algumas situações é necessário. É o que dizem: você precisa amar a si mesmo antes. E eu percebi, com algumas experiências, que podemos tentar resolver as coisas, consertar as situações – milhares de vezes – mas às vezes não adianta. Ou, não vale mais a pena. Simplesmente. E que se você vai passando por cima dos seus próprios valores e se magoando constantemente por quê está tentando salvar alguma relação… Pode ser um indício forte de que chegou a hora de colocar um ponto final.

    É difícil saber exatamente quando é hora de parar. E de começar a se preparar para superar algo. Seria quando nada mais dá certo? A gente sabe que relações não são simples, então, alguns problemas e brigas no caminho são normais. Ou seria naquele momento em que olhamos para a pessoa e não a reconhecemos mais? Não sabemos quem está ali? Não conseguimos nos identificar mais, e as semelhanças, as coisas em comum, desapareceram completamente. E de repente, o motivo para se estar ali, desaparece. Parece que nada mais é como antes.

    Nos falam desde pequenos que as pessoas mudam: isso é um fato. E se não mudássemos, nunca iríamos evoluir. Mas é triste e amarga a sensação de olhar para uma pessoa e não vê-la mais como antes. E tentar (tentar mesmo) enxergar pontos positivos, mas não encontrá-los.

    Eu confesso que nunca lidei bem com finais. Principalmente por quê quando crio vínculos com as pessoas, eu imagino que eles vão durar por muito, muito tempo. Mas eu descobri – assim como muitas outras coisas que aprendi nos últimos tempos – que realmente não vale a pena a partir do momento que você se cansa, machuca os seus próprios sentimentos diversas vezes e não se sente mais respeitado. Quando o respeito acaba… daí, é porque você precisa partir para outra. Outra história e outro ciclo.

    May 24, 2015
    postado por

    Odeio quando não consigo escrever. Quando não consigo me expressar, colocar no papel (ou na pasta do computador) os sentimentos. A raiva, a insegurança, a vontade de sair correndo que de vez em sempre, aparece no meu dia. Ou aquela sensação estranha de que algumas coisas que no passado significavam muito para você, agora simplesmente não tem a menor importância. Parecem algo que saiu do lugar, que não se encaixa mais ali. E de repente, você cresceu sem perceber. E não consegue mais levar nas costas algumas coisas que antes eram tão fácil de serem suportadas.

    É difícil se sentir sozinho. As pessoas mudam, você também. Ainda bem, né? Porque eu não acho que conseguiria continuar sempre seguindo em frente se não acontecessem mudanças dentro de mim; mesmo que elas demorem, às vezes, alguns meses. Ou em outros momentos, apenas semanas.

    Não há sentimento pior que a frustração, eu arrisco dizer. Ou quando você cria teorias pessimistas na sua cabeça só para vê-las se provarem pouco tempo depois. É como se uma voz falasse que as coisas são assim e ponto. E elas não vão mudar. O jeito seria se conformar.

    Se sentir preso pode ser aterrorizante. Na sua própria cidade, no seu bairro. O local mais confortável seria o seu quarto; mas eu sei, melhor do que ninguém, que nada acontece na zona de conforto. Que as coisas permanecem exatamente do jeito que estão quando não nos arriscamos, quando não arranjamos coragem e enfrentamos o mundo.

    Nada parece certo. Ao contrário: tudo parece meio sem rumo. Esperar os dias passarem é sempre muito entediante. Aguardar pelo final de semana, ou pela noite, quando você pode dormir e se desligar de tudo por algumas (poucas) horas.

    É engraçado, porque até alguns meses atrás eu tinha muita certeza das coisas que queria, e fazia mil esforços para alcançá-las. Até a gente conseguir o que quer e perceber que aquilo que tanto desejávamos não passava de uma ilusão da nossa cabeça, de uma fantasia criada por nós mesmos. A realidade é sempre mais dura. E eu sempre tive essa mania de romantizar tudo, criar uma versão mais especial das pessoas. Até conhecê-las de verdade e perceber como podemos ser ingênuos e bobos de vez em quando.

    E a realidade me chamou de verdade dessa vez. Me deu um pontapé para me mostrar que grande parte das coisas não são nada como a gente imagina. Continuo distraída, mas não escapo mais de tudo tão rapidamente como antes.

    É desconfortável perceber que cada vez mais, você não acha nenhum lugar do qual realmente pertença. Mas eu me prendo ao futuro. Ao fato de que talvez um dia eu possa buscar as coisas que eu desejo, ter chances de viajar, conhecer muitas pessoas, viver experiências.

    Enfrento tudo de boca calada. Sempre fui assim. E é por isso que eu prefiro escrever, ao invés de falar. Mas guardo tanta coisa dentro de mim que uma hora, elas vão explodir. Não tenho mais paciência para falta de honestidade e companheirismo. Acho que minha tolerância com sacanagem acabou, sabe? E eu sempre fui uma pessoa paciente. Compreensiva até dizer chega. Até entender que, se você releva tudo, as pessoas irão continuar te decepcionando.

    Confesso que eu não tenho ideia de onde os meus caminhos vão me levar. Só quero me sentir um pouco menos perdida.

    May 7, 2015
    postado por
    large

    Eu sou uma pessoa muito observadora. Tenho esse costume de prestar a atenção no comportamento dos outros, nas manias, e sempre vejo os detalhes em praticamente tudo. Às vezes, não sei se isso é bom ou ruim (é mais uma característica que me faz ser muito avoada no dia-dia, e acabo me esquecendo do mundo real de vez em quando).

    Mas ultimamente, o que eu mais tenho notado – e acho que outras pessoas também, provavelmente – é como o ser humano está ficando cada vez mais egoísta. Eu sei, na sociedade em que vivemos somos ensinados a ser sempre individualistas, afinal, vivemos no capitalismo. Pensamos no futuro, em executar nossa rotina todos os dias e depois voltar para casa, dormir, e na manhã seguinte começar tudo de novo. Todos nós temos problemas, e tem dias que eles não são poucos, então não é a coisa mais simples do mundo deixar um pouco isso de lado e prestar mais atenção nos outros.

    Porém, existem momentos em que isso é necessário. Todo mundo conhece algumas pessoas que tem certeza que o mundo gira em torno delas; em algum momento da vida, todos nós já fomos assim. Quando eu tinha uns treze, eu tinha certeza que o mundo estava conspirando contra mim. E não, isso não acontece só quando você tem essa idade; pode ser aos 10, 20 aos 30 anos.

    Mas uma hora o ser humano cresce. E eu não sei se isso já aconteceu com você, mas se ainda não, provavelmente ainda vai, pelo menos alguma vez. Você vai ter que enfrentar experiências difíceis, vai ter dúvidas consigo mesmo e vai precisar de verdade amadurecer, nem que o mundo ao seu redor acabe te obrigando. E vai ser nesse momento que você vai notar que todas as outras milhares de pessoas que estão ai também tem inseguranças enormes. Tem medos, defeitos e que ninguém sabe com certeza absoluta o que fará nos próximos cinco anos.

    E que não é tão complicado assim tentar compreender o outro. Tentar ajudar às pessoas, sem julgar tudo e todos instantaneamente. É meio triste notar isso, mas todo mundo tem a sua opinião pronta para jogar na cara dos outros. Sem pensar, nem por dois segundos, se eles vão se machucar ou não com isso.

    Olha ai, te trago uma novidade: não é só você que tem sentimentos. Não é só você que se magoa e não quer sair da cama em alguns dias. O seu melhor amigo, os seus pais, e aquela pessoa que você não conhece muito bem, também passam por isso.

    Às vezes é bom fazer esse exercício de tentar se colocar no lugar dos outros. Uma coisa que quase ninguém faz hoje em dia. Nunca tentamos ver o outro lado da história, só o nosso. Só levamos nossa vontade em conta; ignoramos a dos outros. Pode ser uma fase que o ser humano passa ao longo da vida, mas não dá pra achar que o sofrimento do outro nunca é válido.

    Não dá pra saber o que uma pessoa sente de verdade, se você não for ela. Tentamos entender, mas é complicado. Quando nos decepcionamos e parece que tudo sai do lugar, temos a sensação de que não tem ninguém no mundo que compreenda isso. E talvez não tenha mesmo alguém que tenha sentido algo semelhante, mas com certeza, outra pessoa também já passou por isso.

    O que eu estou tentando dizer é que eu sinto que nós precisamos tentar entender melhor as pessoas. Tentar ser mais compreensivo, sabe? Todo mundo sente falta de uma pessoa assim em alguns momentos; alguém que realmente tente te entender, e não só questione, coloque mais dúvidas na sua cabeça, ache que você só está sempre dramatizando tudo.

    E por mais que a gente espere que não, ainda vamos encontrar por ai muitas pessoas que são extremamente frias. E quando eu digo frio, não quero dizer aquela pessoa que não se apaixona, que não se apega aos outros, que não demonstra tanto empolgação. Eu quero dizer o tipo de pessoa que simplesmente não liga para os sentimentos dos outros. Que é totalmente alheio à isso. Ela não se importa se vai te machucar ou não, se os outros tem problemas e precisam de ajuda, de uma mão. Elas apenas ignoram.

    E não dá para fugir disso; mas cabe a nós tentar fazer alguma coisa diferente. Tentar ajudar, pensar por alguns minutos em como seria ruim se você estivesse naquela situação, ou precisasse de ajuda e ninguém te desse uma mão.

    Compaixão. É isso que as pessoas precisam ter mais.

    May 3, 2015
    postado por
    large (1)

    Eu cansei de me sentir sozinha. Não de estar sozinha. São coisas muito diferentes, dependendo do seu ponto de vista. Eu sei gostar da minha própria companhia; aliás, sou boa nisso, e sei que muitas pessoas não conseguem ficar um tempo sem outros ao seu lado. Eu até prefiro, às vezes, fazer meus compromissos e minhas coisas favoritas sem ninguém por perto. Depois que conquistei a minha independência – que pode ser pequena, por enquanto, mas já é algo grande para quem, até um ano atrás, não conseguia enfrentar nada sem apoio – percebi que podemos fazer milhares de coisas sem precisar que os outros estejam te acompanhando.

    É óbvio que é bom ter alguém ali para você segurar a mão quando for precisar, mas não é sempre que isso acontece. Quando você cresce, isso se torna algo raro. E é legal saber que você tem coragem e liberdade para tomar decisões e enfrentar o que antes achava ser impossível, de maneira totalmente só.

    Não que isso não exija uma dose enorme de confiança que pode durar só alguns segundos, mas que em alguma situações é o suficiente para que você faça o que realmente quer. E isso também não significa que a nossa mente não crie mil versões assustadoras do que pode acontecer; um problema que os ansiosos sempre são obrigados a enfrentar.

    A solidão (segundo o próprio dicionário online, “estado de quem está só, retirado do mundo; isolamento: os encantos da solidão) vai te cansando aos poucos. Ou vai deixando as coisas mais cinzas. Sem graça. É que, com o tempo, você sente falta de companheirismo. De poder sentir que realmente pode contar mais com as pessoas, confessar medos, falar sobre o mundo, falar sobre tudo, suas vontades. Não, não estou dizendo que eu quero ficar falando sobre mim mesma por 30 minutos seguidos para alguém. É só que de vez em quando, faz falta não poder compartilhar algumas coisas.

    A gente vai se refugindo aos poucos. Sem perceber muito. E de repente, o seu quarto parece o lugar mais confortável do mundo no Sábado a noite. E acredite, não dá nenhuma vontade de sair de lá. É meio agoniante esse sentimento de se sentir fora do contexto. Você tenta ir se encaixando em alguns lugares pelo caminho, mas não consegue.

    Acredito que eu não sou a única que tem aquela sensação de que quer enfrentar o mundo mas ao mesmo tempo, quando está fora de casa, quer voltar desesperadamente para lá.

    Ou talvez seja só a acomodação, a zona-de-conforto. Eu não sou muito fã de lugares do qual eu já conheço e sei tudo; que eu sei que quase nada vai me surpreender mais. E é exatamente onde eu estou agora.

    Tem dias que você quer ir ao cinema acompanhado, quer falar sobre suas bandas favoritas, quer poder saber que é só surgir com alguma proposta aleatória em um final de semana para alguém que essa pessoa vai topar na hora, quer respostas imediatas no celular quando você só quer conversar sobre o nada.

    É muito possível, sim, fazer algumas coisas por ai sem precisar dos outros. Mas, vou confessar que nas últimas semanas pareceu mais difícil. Pareceu mais solitário enfrentar as coisas sozinha. E lidar com tudo, guardar coisas amargas para si mesmo. E não poder contá-las a ninguém, a não ser para você mesmo.

    April 11, 2015
    postado por

    Às vezes a gente se levanta de manhã sem saber muito bem o que esperar do dia. Ou melhor: resolve não esperar mais nada. E eu deveria ter descoberto há muito tempo atrás que não esperar e nem procurar qualquer coisa podem ser as curas para não se magoar mais. É claro que você não vai ter muitas surpresas e  nem momentos de empolgação. E é difícil, mas um dia se aprende a controlar todas as suas expectativas. E pode ser meio triste, mas é melhor quando você não cria nenhuma versão melhor das pessoas na sua cabeça e enxerga elas exatamente como são, daquele jeito honesto. Sem fantasias. Sem romantizar nada.

    E eu, que sempre criei mil coisas na minha cabeça, parei de romantizar tudo. Os outros, as experiências, as amizades. E qualquer coisa que nos faça se prender ao futuro e esperar pelo próximo final de semana, achando que alguma coisa muito incrível vai acontecer. Chato encarar, mas quase nunca acontece.  Ninguém nos dá nenhuma medalha por ser genuíno o tempo todo com os outros. Algumas pessoas são porque faz parte da essência delas; e não espere por nada em troca. Seja quem você é, apenas pelo prazer de nunca perder os seus verdadeiros valores.

    Uma vez ou outra eu quase enfraqueço. Volto atrás e penso que a gente tá aqui pra se ferrar mesmo e dar segundas chances. Quase. Dai eu me lembro como a tranquilidade e a calma por fora, mesmo que por dentro tudo esteja um furacão, é melhor do que ter que encarar todos os dias coisas que te dão raiva e te dão vontade de sair correndo, fugir. Não encarar os problemas; é tão mais fácil fingir que não é com a gente.

    Parece que tudo perdeu a graça. Que todas as coisas se tornaram cinzas. E os dias vão passando devagar… e às vezes, rápidos demais. Sem nada de diferente. Algumas coisas que acontecem são quase um lembrete que se fechar pode ser ruim, mas me poupa de muita coisa. Acho que já tolerei demais coisas que não valiam a pena. Pessoas que só brincam com a nossa cara. Já tentei demais que gostassem de mim, tentei também me encaixar em um lugar qualquer, e percebi que não dá. Que não é todo mundo que consegue.

    Então prefiro ficar sozinha mesmo. Não me preocupo muito com isso, porque já aprendi a gostar da minha companhia faz muito tempo e acho melhor assim, do que ficar rodeada de pessoas que não te ouvem, pisam no seu calo, sabem quais são as coisas que te magoam e insistem em pisar ali umas duas, três, quatro vezes, pra ver se você vai finalmente explodir. E cuidado, viu? Porque você pode achar que se livrou, mas eles voltam… Querem aparecer mais uma vez, só pra tirar um sarro de você. Chega. Não tem mais espaço, nem força, nem vontade aqui pra tentar estar em qualquer lugar onde eu não sou bem-vinda.

    Não quero mudar a opinião de ninguém. Não tento agradar os outros mais. Acabou; já deu. Uma hora ou outra as forças se esgotam. E a gente prefere ligar aquele botão vermelho e simplesmente parar, parar de ligar porque não vale a pena nem por dois segundos gastar o nosso tempo, que já é ocupado por mais um milhão de outras coisas, com o que não vai levar a nada. E no fundo nós quase sempre sabemos quando algo não vale a pena. Só insistimos naquilo pra ver se nossa intuição pode errar. Mas ela raramente erra.

    Pode parecer pessimismo, mas é só ser mais realista mesmo. Estou dando um tempo pra mim, e só pra mim. Sem outras coisas incluídas no pacote. No momento, não tem espaço pra mais nada. E eu também não estou procurando.

    subir
    elas disseram TODOS OS DIREITOS RESERVADOS © 2017 // DESIGN POR SARA SILVA