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    Bandas que vale a pena ouvir

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  • March 28, 2015
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    Eu nunca estive em muitos relacionamentos. Só de amizades. Amorosos? Acho que se me perguntarem, eu nem sei explicar direito o que é isso; afinal, não dá pra gente fingir que sabe tudo sobre algo que mal conhece. Mas o que eu entendi, nesses poucos quase dezessete anos de vida, é como o ser humano é extremamente confuso em 90% do tempo. Possessivo, inseguro, e quer ser dono – além de si mesmo, é claro – um pouco dos outros também. Eu sempre fui controladora, mesmo que nos últimos anos essa característica em mim tenha diminuído de modo significativo. Então, por isso, posso compreender um pouco o fato das pessoas verem nas relações uma ótima forma de poder sentir aquela falsa sensação de que estão conseguindo controlar tudo ao seu redor. Seja o namorado, os amigos, algum parente. Mesmo que seja uma mentira deslavada (que nós alimentamos), porque ninguém pertence ao outro. Só a si mesmo.

    Não nascemos com o objetivo de “pertencer à alguém” e eu também sinceramente não acredito na ideia de que alguma pessoa está aí vivendo o seu dia, apenas esperando pelo dia que ela será “sua” e todo esse papo que parece que acabou de sair das páginas de um livro do Nicholas Sparks. Já tentei, muitas vezes, compreender porque apostamos tanto no ciúmes. Ou porque algumas pessoas possuem um sentimento tão grande de posse. Pode ser difícil entender, caso você tenha sempre acreditado nessa ideia de que precisamos de outra pessoa para sermos completos (não!!!), mas eventualmente temos que aprender a lidar com o fato que não dá pra decidir o que os outros vão sentir, falar, e muito menos se um dia elas vão nos corresponder.

    Demorou um tempão, mas eu me orgulho de dizer que eu consegui aceitar isso. E ah, que alivio que dá, hein? Deixei pra trás um monte de incomodações. Parece que há uma grande preocupação em entrar em relacionamentos. Em encontrar uma pessoa, em ter uma companhia; e podem dizer que não, mas existe sim. As pessoas cobram, mesmo sem perceber, isso dos outros.

    Na minha opinião, antes de embarcar em qualquer relação, é melhor entender a si mesmo. E não estou falando só de namoro. Amizades também. Há milhares de relacionamentos tóxicos por ai. Muitos de nós já podemos ter enfrentado um. Mas insistimos, não saímos do lugar. Ficamos com medo de perder as pessoas. Mas quer saber a real? Quando você finalmente consegue deixar para trás as coisas que te fazem mal, você percebe o quanto é melhor, sim, estar sozinho do que lidar com coisas que te decepcionam e te fazem perder qualquer vontade de sair da cama de manhã.

    Eu confesso, tenho um pouco de preguiça de lidar com algumas coisas. Por isso, continuo as evitando. E não sinto muita falta, não. Afinal, tô aqui, viva e bem, viu gente? Não temos que perder tempo com o que no final, não nos ensina muita coisa e só faz a gente carregar aquele peso nas costas. E se você tem alguma dúvida sobre se deve ou não continuar onde está, eu te encorajo à seguir em frente. Às vezes, é preciso deixar para trás o que te entristece, e finalmente apostar em novos caminhos. Não tenha, nunca, medo de se sentir solitário. Eu juro que não incomoda!

    March 5, 2015
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    Uma das coisas que eu ando refletindo nos últimos tempos é como a gente vai amadurecendo e também, ao mesmo tempo, aprendendo a lidar mais com as pessoas. E com as diferenças enormes que às vezes existem entre um ser humano e outro. A realidade é meio dura e o fato é: você não vai poder conviver só com aquele seu grupo de amigos, do qual você já conhece muito bem. Durante a vida, vai encontrar milhares de pessoas com personalidades que não tem nada a ver com a sua. E isso pode ser ótimo, porque acrescenta muito conviver com alguém que te ensina valores que você não conhecia, ou um outro jeito de ver a vida, de pensar. Isso só nos torna mais experientes.

    Mas é óbvio que não é só com gente legal que você vai esbarrar por ai. Não mesmo. A vida também coloca algumas pessoas que te fazem questionar algumas coisas. Uma delas, é porque o ser humano de vez em quando consegue ser extremamente cruel e não levar em consideração nem por dois segundos os sentimentos alheios. É triste, mas muita gente ainda não acredita naquela filosofia de que é bom sempre tentar achar pontos positivos nos outros. E elas simplesmente não ligam se a outra pessoa vai ficar magoado ou não. Porque palavras, acreditem, marcam mais do que qualquer coisa.

    O melhor exemplo de local onde você tem que aprender a conviver na marra com todo os tipos de pessoa? A escola. Claro que é um dos lugares onde a maioria das pessoas faz amizades que marcam a sua vida por muito tempo (é onde eu encontrei os meus melhores amigos) mas eu reparei que a escola é quase uma preparação para a vida real, pós terceiro ano, quando você é obrigado à crescer, querendo ou não. Eu fiz uma comparação de como eu lidava com pessoas do qual não me identificava nem um pouco (tenho tolerância zero pra quem faz a) piadinhas com os outros b) acha que é engraçado zoar as pessoas c) divide/coloca esterótipos nos outros baseado na aparência delas) há alguns anos atrás. E me lembro que eu ficava irritada. E queria brigar, ou deixava aquilo definir a minha vida. Hoje percebo que a opinião dos outros sobre você não é quem você é.

    Eu costumava pensar que mal podia esperar por uma nova etapa da vida onde beleza, roupa e balada não importassem tanto. Mas eu sei, estava sendo ingênua. Reparei algum tempo demais que a vida adulta também é assim. E que sempre vão existir rótulos, e pessoas que quase te fazem perder a fé na humanidade em alguns momentos. Mas que a gente tem que enfrentar isso. E de algum jeito, continuar sempre vivendo. Não dá pra parar pelos outros.

    Aos poucos vamos aprendendo formas distintas de não deixar isso te afetar. É difícil, eu sei. Eu sou daquelas pessoas que leva quase tudo à sério, mas percebi que quando você conhece a si mesmo, e sabe quem é, não há dúvidas: não se deixa incomodar pelo que os outros dizem. E sim, sempre vão existir mil pessoas idiotas por ai. Estamos cansados de saber disso. A solução? Não deixá-las entrar nem por um momento na sua vida (ou na sua cabeça!).

    March 1, 2015
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    Algumas pessoas dizem que o tempo pode curar muita coisa. Eu não acho que ele seja milagroso. As suas decepções não vão sumir em questão de meses. Na verdade, eu sinceramente acho que o que mais contribui pra que a gente supere alguma coisa é a nossa força de vontade, no final das contas. Também é nossa decisão se quisermos guardar mágoas. Eu confesso que sou daquelas pessoas que não apaga quase nada da memória. Então, sim, eu provavelmente lembro o que você fez há uns quatro/três anos atrás (eu sei, isso não é a coisa mais saudável do mundo. Não recomendo).

    Eu andei pensando se o tempo realmente pode deixar as pessoas um pouco mais amargas. Pode te fazer mudar radicalmente algumas ideias que você possuía. Acabar, mesmo que aos poucos, com algumas das fantasias que você alimentava quando era mais novo, e tinha certeza que elas poderiam um dia serem reais. E por fim, também te fazer acreditar (muito) menos em tudo e nas pessoas ao seu redor.

    Mas talvez não seja culpa dele. E sim de algumas decepções que você teve; que no fim, eu acho que são muito úteis. Eu sei que é ruim, mas não tenha medo de se decepcionar. De acreditar muito em alguma coisa para depois perceber que ou você era ingênuo demais, ou esqueceu de colocar os seus pés no chão. É bom levar alguns tapas na cara de vez em quando pra voltar à realidade. Depois que isso acontece com muita frequência, começamos a ser mais realistas. Não estou dizendo pessimista. Isso é outra história. É aprender a enxergar as coisas como elas são bem mais rapidamente.

    Eu ando numa fase meio desacreditada com tudo ao meu redor (já comentei isso há um tempo aqui) e acho que é consequência de algumas coisas que sempre fizeram parte da minha personalidade. Eu acreditava em tudo de primeira. Se tinha uma situação que eu sabia que não podia acabar muito bem, eu não ligava; ia lá e apostava tudo, mesmo assim. Mesmo que a minha intuição me alertasse. Mas a gente nunca sabe né? Algumas coisas valem o risco no final. Outras não. Mas eu ainda acredito naquela filosofia que se jogar no desconhecido às vezes pode trazer um bom resultado.

    Vamos aprendendo, aos poucos, que em muitos momentos a sua companhia ideal vai ser você mesmo. E ponto. E que ninguém é obrigado a te entender. E que é bom ser cuidadoso. Eu sei, todo mundo diz que a gente tem que fazer o que der na telha, que temos que apostar em coisas malucas de vez em quando, que se a gente tentar nunca vai saber… Eu sei de tudo isso. E concordo com alguns pontos. Mas a realidade é que é bom ter um pouco de segurança sim.

    É impressionante como os nossos valores podem mudar bastante em alguns meses. Nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo. Olhamos pra trás e pensamos, às vezes: “como eu era bobo.” E eu tenho certeza que daqui a algum tempo podemos nos ver agora e pensar algo semelhante. Mas as experiências são fundamentais pra tudo isso. Todas aquelas situações que te machucaram servem pra algo depois. E te tornam mais resistente também.

    Pela primeira vez, posso afirmar que eu ando aprendendo a levar tudo menos a sério. Principalmente as pessoas. Algumas coisas que os outros dizem, literalmente, entram por um ouvido e saem pelo outro. Tem coisas que a gente ouve e simplesmente não vão afetar a nossa vida.

    Acho que devemos saber nos virar sozinhos, sempre. E isso é algo que eu ando fazendo ainda mais nos últimos tempos. Seja independente. Não deposite nas mãos de ninguém a responsabilidade de qualquer coisa na sua vida. Quer ser feliz? Faça isso por si mesmo. Busque coisas que te tragam felicidade. Quer gostar mais de si mesmo? Então não espere que isso aconteça só quando você estiver em um relacionamento. Tente diminuir as expectativas que você tem pelos outros.

    Lembrando que isso é só um ponto de vista. Se você quer se jogar em todas as coisas sem medo mesmo, viver os seus sentimentos ao máximo e não tem receio (de verdade!) de qualquer decepção ou realidade dura que possa vir (porque a vida nos prega peças) eu apoio. Porque eu já fiz isso muitas vezes. Talvez esse momento que eu esteja vivendo seja apenas uma fase. E ela acabe daqui a um ou dois meses. Não posso prever o futuro.

    Há alguns dias alguém me falou que eu estava diferente. Que eu era uma pessoa bem menos empolgada hoje em dia. E sabe quando a gente não encontra nenhuma explicação? Não sabe muito bem o que anda acontecendo (aliás, ultimamente, eu quase nunca sei o que anda acontecendo). Percebi que eu não preciso ter sempre uma resposta na ponta da língua. Que não preciso saber tudo agora, nesse momento. Nem sempre dá pra entender essa confusão que acontece dentro de todos nós.

    February 4, 2015
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    Quando somos jovens, sentimos que o mundo é cheio de possibilidades. Que a nossa vida pode tomar rumos inesperados, surpreendentes. E sonhamos bastante também. Sonhamos coisas que podem ser mais possíveis, outras, que são quase dignas de filme. Ou quem tem a mente fértil e vive pensando em mil coisas ao mesmo tempo (como eu) tem uns sonhos meio bizarros. No fundo não sei se nenhum deles vai se realizar, mas gosto de pensar que talvez, sim. Quem sabe, né? Mas acho que nada cai do céu. Já aprendi isso faz um tempo.

    Nos últimos meses venho me questionando sobre os rumos da vida. Percebi que não adianta planejar todos os detalhes, porque na nossa cabeça, as coisas são sempre muito diferentes. Na vida real, no dia-dia, nem tudo é como esperamos. Você pode pensar em como quer que as coisas sejam – ou como elas irão ser – mas na hora H, a situação pode sair totalmente diferente do que você imaginou (isso acontece muito comigo). Eu sei, temos que manter as expectativas baixas. Mas eu uso esse mantra há anos e não sei colocar ele muito bem em prática.

    Eu sei que pode parecer papo antigo, mas a gente nunca sabe o dia do amanhã. E isso me assusta. Mas é claro que não dá pra viver na base do “finja que esse é o seu último dia na terra” (porque se fosse, eu não estaria aqui em casa agora) mas o futuro me assusta bastante. Ao mesmo tempo que eu sei que ainda tenho muita coisa pela frente, também sei que o tempo passa rápido demais. Sem a gente nem perceber direito, ou levá-lo muito à sério. Parece que somos obrigados a tomar mil decisões ao mesmo tempo. Eu sempre achei que fosse demorar um tempão para sair da escola, e este já vai ser meu último ano. Eu via a faculdade como algo muito distante, mas agora já terei que fazer o vestibular e pensar numa profissão.

    Profissão (?) eu mal vou fazer 17 anos. E tenho que decidir várias coisas. Na verdade, na maioria do tempo, pra ser sincera, eu quase nunca sei muito bem o que eu estou fazendo. Eu mudo de opinião sobre o mundo, sobre as pessoas, constantemente. Mas ando preferindo, nos últimos tempos, a minha própria companhia. Mas é incrível como alguns meses podem alterar várias coisas (e em alguns outros casos, quase nada). Há uns 3 meses atrás eu tinha tantas opiniões formadas sobre algumas situações e elas se desconstruíram totalmente, enquanto outras diferentes tomaram seu lugar.

    Eu normalmente não me sinto confusa. Aliás, eu sempre fui muito decidida. Sabia o que eu queria ao pé da letra; nunca tive muitas dúvidas. Quando eu colocava alguma coisa na cabeça, ia até o final. Mas ultimamente parece que as coisas mudaram. Eu já mudei de ideia de curso umas 4 vezes. Eu sei que é normal. Mas é que é estranho, de repente, parecer que todas aquelas suas ideias vão pro espaço e você tem que levar  um choque de realidade, sabe?

    Uma coisa eu não consigo mudar de opinião: gostaria que o meu futuro não fosse monótono. Tudo bem, eu ainda sou adolescente. Mas eu não me vejo, sei lá, casando, tendo um cachorro e indo ao shopping nos finais de semana. Queria uma vida mais surpreendente, com desafios. Ah, eu me formo no inglês este ano também (minha língua favorita no mundo!) e espero que isso dê vários resultados.

    Não tenho certeza de muita coisa ainda. Mas no fundo, as coisas são assim: reviravoltas, um monte de incertezas. Algumas perguntas, poucas respostas. Eu não sei. Tenho 11 meses pela frente ainda. Muitas coisas me aguardam.

    January 12, 2015
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    Vivemos a vida achando que precisamos de alguém. De uma outra pessoa para nos completar, pra nos fazer companhia, pra não ter que andar sozinho por ai. Pra tapar algum vazio ou buraco que está exposto e não consegue mais ser escondido. Mas a verdade é que não dá pra deixar nas mãos de outra pessoa a sua felicidade ou depositar nela as esperanças que as suas inseguranças sejam superadas de uma hora pra outra. Dizem que fica mais fácil gostar de si mesmo quando outra pessoa também gosta, mas eu não sei, não. Acho que essa história é meio farjuta; no final, a gente sempre vai ficar se questionando se vai conseguir suprir as expectativas de alguém. E não tem nada pior no mundo que achar que as outras pessoas são sempre melhores do que nós.

    Se você não entender quais são as suas qualidades e defeitos, e começar a aceitá-los (porque nós sempre esperamos que os outros façam isso, mas você mesmo aceita os seus problemas, os seus medos?) não adianta. Uma pessoa incrível pode se materializar na sua frente que nada vai mudar. Mas não se supera tudo da noite para o dia. Não se deixa as coisas de lado como se fossem nada.

    Cada um sabe dos seus problemas. Das coisas que tem que enfrentar todos os dias, e mesmo que alguém pareça ter uma vida perfeita, ela não tem. Eu descobri ano passado que as pessoas conseguem esconder muito bem o que elas passam; hoje em dia, todo mundo está correndo o mais rápido possível todos os dias e acaba nem reparando direito nos outros (de verdade). Não digo reparar em redes sociais e na última foto que alguém postou; mas sim no que jeito que os amigos, os familiares, realmente agem. Não espere muita compreensão das pessoas, porque quase ninguém faz muita força pra compreender o próximo, então você mesmo tem que tentar fazer isso por si.

    A gente tem que sempre continuar andando, sem parar no meio do caminho. Sem se arrepender demais ou ter um medo absurdo de deixar as coisas pra trás. O futuro sempre nos aguarda coisas novas. Podem ser boas ou ruins, mas não dá pra desistir. Eu sei que tem momentos que a vontade de jogar tudo pro alto é grande (eu vivo tendo esse sentimento, admito) mas é preciso ter segurança. Ou tentar. E saber que não dá pra viver esperando que alguém satisfaça todas as suas vontades, os seus sonhos.

    As pessoas podem nos decepcionar, nos surpreender, estarem do nosso lado em um momento e no outro não. Mas com o tempo, e com experiência, vamos aprendendo a lidar com as inconstâncias da vida, que não são poucas. E que assim como os outros erram com a gente, nós também vamos errar com eles. Eu percebi que existem momentos em que temos que agradar a nós mesmos. E não os outros. Que é preciso saber enfrentar algumas coisas sozinho. Porque, acredite, você vai ter que passar por muitas coisas na vida em que não haverá outra pessoa ali do seu lado pra te dar a mão.

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