Experiências e bagagens
26/01/2014 | Categoria: Comportamento, Textos

Já te falaram que as experiências são como uma bagagem? É como se fosse uma mala que levamos conosco pela vida toda, não importa onde a gente vá, ou as pessoas que nós acabamos conhecendo durante o trajeto. E não importa o que digam, elas sempre vão permanecer dentro de nós. Ah, e tem as memórias também. Que podem ser registradas em um milhão de fotos em aparelhos tecnológicos, mas só você mesmo vai saber no fundo do seu coração as sensações e sentimentos que te fizeram viver aquele momento. Ou superar aquele desafio.

A rotina é normal na vida de todo mundo. Temos horários marcados, os nossos melhores amigos, aquele lugar que adoramos ir nos finais de semana. Ou aquela lanchonete com o seu prato favorito. São coisas que nos lembram a nossa casa, o lugar do qual amamos (ou nem tanto), aquele em que estamos acostumados a viver. Percorremos por anos o mesmo corredor da escola. Vemos as mesmas pessoas todos os dias.

Eu sempre tive medo de mudanças. De imprevistos. Sou aquele tipo de pessoa que programa algo com vários dias de antecedência, planeja tudo mentalmente, cria expectativas de como aquilo vai acontecer. Mas no último ano, eu quase fui obrigada à perder esse hábito. Fiz coisas diferentes e ao mesmo tempo que eu não esperava. E também aprendi a lidar com pessoas que não são parecidas comigo: que decidem para onde vão, o que irão fazer, ou que decisões vão tomar, literalmente nos 45 minutos do último tempo.

Cheguei a conclusão de que uma vida sem graça é aquela no qual nós não nos desafiamos de verdade. É claro que dá um medo gigante na hora de enfrentar situações novas. Eu sei muito bem disso. Praticamente morro de ansiedade quando tenho que fazer alguma coisa que nunca fiz antes, ou lidar com a opinião de muitas pessoas e julgamentos. Mas é tão boa a sensação que vem depois, quando você consegue olhar para si mesmo e dizer: “eu consegui.”

Temos a oportunidade de conhecer pessoas novas todos os dias. Nem todas elas valem a pena, eu sei. E não é na balada que você vai encontrar um amigo super fiel (é raro!) ou um futuro namorado (essa última opção mesmo, está quase fora de questão). Mas é interessante ver como as pessoas agem de maneira diferente, como existem personalidades tão distintas da sua, e como os outros vivem vidas, rotinas, bem distantes da nossa. E mesmo assim temos a chance de conhecê-los. Acho que crescemos como pessoa quando vemos um outro lado da vida, sob outra perspectiva sabe? Uma que não tem nada a ver com a nossa.

Eu descobri que ainda tenho muitas coisas para viver e me manter parada no mesmo lugar não vai me fazer crescer. Não vai fazer eu ganhar novas bagagens, ou novas ideias e conceitos. Continuo não sendo fã número um de mudanças drásticas, mas comecei a apoiar as menores. Uma atitude diferente, fazer algo que você nunca teve a oportunidade de fazer antes. Ver outros ambientes. Tem tantas pessoas interessantes para conhecer. Por quê ficar sempre no mesmo lugar? Sem nunca apostar em algo diferente?

É claro que algumas vezes nós nos frustramos. Já aconteceu muito comigo. Mas em outras situações, tive bons momentos. Que nada nem ninguém poderá me roubar. E também pude superar medos que eu sempre tive, guardados na minha cabeça, e que nunca achei que seria capaz de enfrentar.


A mudança não chega de um dia para o outro
14/01/2014 | Categoria: Comportamento, Escrita, Textos

Virada do ano e inicio de janeiro é sempre a mesma coisa: a gente jura que vai mudar. Que não fará mais as mesmas coisas. Que vai deixar de vez o passado. A gente jura que não será mais o mesmo. O pior é que caímos sempre nessa mentira. E já virou rotina declarar mudança para o primeiro dia do ano. Mas na semana seguinte estamos lá, do mesmo jeito. Fazendo as mesmas coisas. E é cômico porque esperamos pela mudança como se ela realmente fosse chegar de paraquedas.

Sei que já estamos no meio de janeiro e que o inicio do mês ficou lá para trás.  A verdade é que estou ensaiando escrever este texto desde o dia 3 desse mês e só hoje sentei em frente ao computador para digitá-lo. Mas porque estou contando isso? Porque planejei algumas metas para esse ano e uma delas era sobre isso: não deixe para fazer amanhã o que foi pensado e planejado hoje! E percebi que estava fazendo exatamente isso, então tirei uma conclusão.

Não adianta você preparar uma lista ou programar metas para o novo ano que está por vir, você provavelmente não irá cumprir e isso só te trará aborrecimento pessoal. Isso é porque a mudança não chega de um dia para o outro, assim num passe de mágica. Ela vem gradativamente e ao seu tempo. Não compensa você planejar certas coisas se você não está apta a buscar pela mudança. Porque pode ter certeza ela não vem de passagem num trem para visita-la, você precisa correr atrás dela, se esforçar para chegar aonde quer chegar.

Então querida leitora, tenho uma coisa a te dizer: nem todos os seus sonhos serão realizados e suas metas programadas certamente não serão atingidas só porque você escreveu em um simples papel e ficou esperando que ela acontecesse.

Quer um conselho? Rasgue sua lista ou esqueça suas metas. Não se prenda a ela. Claro, você deve sim traçar objetivos, mas deve também correr atrás deles e ter sempre em mente que o que tem que acontecer um dia vai acontecer independente do que for. As suas chances pode surgir e escapar todos os dias, mas cabe você a ficar atenta aos detalhes para não jogar as oportunidades fora. E quando você estiver lá na frente irá compreender que suas experiências, sendo boas ou ruins são uma parte de você e que nem todas as coisas são como planejamos.


Namoros, rapidez, e individualidade
03/01/2014 | Categoria: Amor, Comportamento, Textos

Um dos assuntos que mais foi votado no formulário que eu criei para saber a opinião das leitoras sobre o blog, além de mais posts sobre estudos, faculdades e profissões (em primeiro lugar) foi o assunto namoro e relacionamentos. Inclusive, estou preparando alguns posts bem legais sobre esse tema aqui para o site. Hoje, para começar, eu queria falar sobre aquela história que eu aposto que muita gente já se deparou ou enfrentou: de vez em quando, parece que o mundo todo quer estar em um relacionamento. Sua prima, sua irmã, suas amigas. O “relacionamento sério” se tornou literalmente um status. Eu nunca namorei, então não posso vir aqui e contar sobre como é essa experiência para vocês.

Mas posso contar como é conviver com toda aquela juventude, que todos os dias, parece tanto buscar algum ficante, parceiro, enfim, alguém para dizer que é o seu namorado. Ou como tudo parece andar rápido demais. Namoros acabam e voltam na velocidade da luz, e quando você acha que alguém está com aquela pessoa, um susto: na semana que vem ela já apareceu com outra. E no mês seguinte, já trocou também. Não estou dizendo que é legal que as pessoas fiquem na fossa durante meses ou lamentando uma decepção. Só que, pera ai, né? Quando é “amor” mesmo, não se supera em uma semana!

Confesso que ando meio desiludida com esse mundo ai, que prega tanto os namoros e depois quando tudo termina as pessoas estão lá, se odiando nas redes sociais, ou tentando provar que vivem super felizes com mil fotos na balada e letras da última música sobre desapego de um cantor sertanejo no Facebook. Se identificou? Então é porque você já viu isso acontecendo ou até já fez. Se tem uma coisa que eu percebi é que faz mal, muito mal, para a nossa personalidade, fingir ser algo que não somos. E no fundo, podemos até tentar enganar uma ou outra pessoa, mas nunca vamos conseguir enganar a nós mesmos.

Por isso que quando eu vejo um casal que se gosta de verdade, que sei que dá pra sentir que não é paixãozinha de duas semanas, e sim algo verdadeiro, dá uma vontade de de apoiar. Porque isso é raro. Muito raro! Ainda mais quando as pessoas tem 15, 16 ou 17 anos, e magoam os outros com uma facilidade incrível. Conseguem gostar de alguém num dia e no outro acabar com tudo rapidamente. Namorados que são fieis, apoiam uma garota e realmente vão estar ao lado dela, merecem ser valorizados. Então, se você tem um que preenche essas características, valorize-o, viu? Porque eu garanto, não é nada fácil encontrar uma pessoa que goste de você sem meio termo, sem indecisões e de verdade.

Óbvio que namoros não são flores. No inicio pode até parecer, mas depois você vai conhecendo os defeitos e as manias supostamente chatas da outra pessoa. E ai você vai saber se ama ela mesmo quando aprender a aceitar isso. Quando ver que a conversa é a opção mais sensata, e não as brigas, os chiliques e as palavras cruéis: elas não vão solucionar nenhum problema. Gostar de alguém de verdade não é querer moldá-la, deixá-la do jeito que você quer. Isso é idealizar alguém. Gostar de alguém é saber lidar com isso.

Um relacionamento deve ser ótimo quando as pessoas se completam, aprendem a conviver com as coisas boas e ruins um dos outros, e de certa forma quando estão juntos conseguem deixar tudo mais agradável e melhor. E para isso se prolongar, é necessário um sentimento verdadeiro, e que deve ser preservado. Não deixe escapar se alguém te proporciona essa sensação!

Também acho importante que as pessoas tenham seu espaço. Conheçam a si mesmas antes de embarcar em um relacionamento, e aprendam a cuidar da sua individualidade. Afinal um namoro é para nos completar, e não para se tornar o significado do nosso mundo; é necessário ser cuidadoso, antes de depositar todas as suas felicidades ou expectativas nas mãos de outra pessoa.


Tchau, 2013!
31/12/2013 | Categoria: Comportamento, Textos

“Página 1 de 365.” Além das milhares de frases clichês que lemos na internet nesse dia (que aliás, chega ao ponto de ser meio irritante né, gente?) tem todo o clima de ano novo, da galera empolgada, postando frases inspiradoras para o próximo ano. Não que eu não goste desse clima; aliás, eu sou fã dele. É sempre bom sentir que suas esperanças são renovadas. Mas se tem uma coisa legal que eu aprendi em 2013, e talvez tenha sido uma das maiores lições desse ano, é que pode ser 31 de Dezembro, Janeiro, Julho, ou qualquer outro mês e dia aleatório do ano, as mudanças não dependem de uma data no calendário. Elas dependem de uma boa dose de coragem (no meu caso, talvez uma dose muito grande!), boa vontade e pé no chão para ir em busca do que se quer mudar.

A verdade que muita gente custa a acreditar é que listinhas de objetivos, resoluções e planos impossíveis não vão se realizar de um dia para o outro. É preciso realmente querer alguma coisa, de verdade, para conquistá-la e isso não vai vir pelo destino, acredite. Não vai aparecer, ou brotar na porta da sua casa do nada, por intervenção divina ou alguma corrente (não usem o Whatsapp para isso, por favor) que você compartilhou. A mudança vai vir de dentro da gente.

E para incentivar isso é preciso de auto confiança, vontade própria, apoio dos amigos, quando se quer fazer algumas mudanças drásticas. E não é isso que quase todo mundo busca quando está esperando a virada? Porém, eu não culpo ninguém que fica sentado no computador esperando as coisas acontecerem, porque eu mesma já fiz muito isso, e sei o quanto é difícil se arriscar nesse mundo cheio de imprevistos por ai. Onde você simplesmente não sabe onde vai parar, qual vai ser a reação das pessoas, se quando voltar naquela noite, você vai estar muito feliz ou muito machucado. A gente nunca sabe. Mas eu garanto que muitas vezes vale a pena dar a cara à tapa.

Não vou mentir e dizer que nossas expectativas sempre são correspondidas quando resolvemos mergulhar no que é imprevisto. Eu já me decepcionei muitas vezes durante esse ano quando fiz isso, e em outras tive surpresas realmente maravilhosas. É muito legal quando o que não esperamos acontece, muda o rumo das coisas, e quando tudo isso que vem de novo na nossa vida é positivo, sabe? Você sente que está finalmente dando um passo para frente. Eu sei quando algo valeu a pena se eu olho para trás e vejo que consegui tirar alguma lição ou aprendizado disso.

Aprendi a confiar mais em algumas pessoas, escolher por quais brigas eu devo lutar, aprendi que uma aparência boa não define ninguém, e que só porque alguém está no centro das atenções não quer dizer que ela vale a pena. Na maioria das vezes, quem está escondido é que te mostra coisas legais de verdade. Também sei me conformar mais com coisas que não posso mudar, com histórias que não vão ter um final alterado. A minha parte eu fiz, eu faço. Se a outra pessoa não quer fazer dela não é mais problema meu.

Superei muitos desafios. Muitos medos que me faziam querer se trancar no quarto, dormir pra sempre e nunca mais enfrentar o mundo. E posso dizer que não foi paixão, festa, bebida ou qualquer outra coisa que me trouxe uma das sensações mais importantes de todas: aquela no qual você sente que é capaz. Que consegue. Que nem de longe as coisas são fáceis, mas provar para si mesmo (e não para os outros) que você é corajoso e confiante, e pode enfrentar muita coisa que nem imaginava antes, é demais. Eu garanto!

2013 foi um ano bem turbulento. Teve muitas brigas, discussões, momentos de lágrimas, outros de raiva, onde eu juro que tinha que me esforçar para me controlar. E com essas história todas, de reconhecer que existem momentos que devemos dar um tempo de tudo e de todos, e que não devemos dar um pingo de atenção para quem se sente feliz vendo os outros tristes, eu finalmente me impus e deixei de ser bobinha. Porque pior que ser ofendido é não saber se defender.

Sobre o próximo ano: eu sei que muita coisa vai depender de mim. Boas surpresas podem me aguardar, e muita coisa vai mudar. Então, é sorriso no rosto e aguardando os próximos meses. E é claro, novos desafios para superar.


Autor(a): Martha Medeiros
28/12/2013 | Categoria: Amizade, Autores, Textos

O MELHOR DA AMIZADE

Outro dia participei de uma mesa-redonda que propunha uma discussão sobre amizade feminina. Existe mesmo? Há quem acredite que as mulheres são eternas concorrentes e, portanto, muito pouco leais.

Existe amizade feminina, sim. Amizade real, sólida e vitalícia. O que acontece é que as mulheres se envolvem muito na vida umas das outras, e isso, como em qualquer relação, gera alguns mal-entendidos, ciúmes e até brigas feias, o que faz parecer que amizade entre mulheres é frágil. Os homens são menos invasivos, não se envolvem tanto com a intimidade dos amigos. Por isso, atritam-se menos e passam a idéia de serem mais estáveis.

A amizade é o melhor – e provavelmente – o único antídoto contra a solidão. E não precisa ser uma amizade grandiloquente, do tipo grude 24 horas e sem segredos. Uma amizade pode ser forte e leve ao mesmo tempo. E melhor ainda se forem amizades variadas. Uma boa amiga para ser sua sócia, outra para dar dicas de viagens, uma amiga especial para conversar sobre sentimentos escusos, outra amiga fantástica para falar sobre livros e filmes, uma amiga indispensável para lhe dar um ombro quando você está caidaça. Nenhum problema em departamentalizar. Ao menos nas amizades, viva a poligamia.

Amigos homens são igualmente imprescindíveis. Quando ouço que não existe amizade entre homem e mulher por causa da possibilidade de um envolvimento amoroso, pergunto: e daí? Qual o problema de haver uma sensualidade no ar? Todas as relações incluem alguma espécie de sedução – todas.

Amigo homem é bom porque eles não falam toda hora sobre filhos, empregadas, liquidações, esses papos xaropes. Amigo homem não faz drama, ri das nossas manias, traz novos pontos de vista sobre as coisas que nos angustiam, não pede nossas roupas emprestadas e, o que é melhor, comenta sobre suas ex-namoradas e com isso acaba nos dando dicas muito úteis para enfrentar esta tal guerra dos sexos.

Amiga de infância, amiga irmã, amigo homem, amigo gay, amigos virtuais, amigos inteligentes, amigos engraçados, amigos que não cobram, que não são rancorosos, amigos gentis, amigos que se mantêm amigos na distância e no silêncio, todos eles ajudam a formar nossa identidade e a nos sentir protegidos nesta sociedade cada vez mais bruta e individualista. E não posso esquecer do melhor amigo de todos, e não é seu cachorro, seu gato ou seu hamster: estou falando daquele ser humano com quem a gente casou, aquela pessoa que convive conosco dia e noite, numa promiscuidade escandalosa, e cujo vínculo se mantém com muita paciência, humor, respeito e solidariedade, tal qual acontece entre os verdadeiros amigos do peito.

Sobre a autora: Martha Medeiros (Porto Alegre, 20 de agosto de 1961) é uma jornalista e escritora brasileira. Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e Isabel Mattos de Medeiros, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro


Uma conversa sobre ansiedade
22/12/2013 | Categoria: Comportamento, Textos

Imagem: Reprodução

Mão suando, frio na barriga, vontade de sair correndo, voltar para debaixo das cobertas e o estômago parece que acabou de ser atingido por um caminhão. Os especialistas nomeiam isso de ansiedade, e eu de neura. Seja lá o que for, é uma coisa que atrapalha constantemente todo mundo (inclusive eu). A definição de ansiedade segundo a ciência é: “A ansiedade é uma excitação do sistema nervoso central, que acelera o funcionamento do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa excitação. É um processo que pode ser tanto hereditário como adquirido através das experiências que temos nos ambientes mais hostis.”

Com certeza eu não devo ser a única pessoa que sofre desse mal, que é irritante e beira ao insuportável em muitos momentos. E o pior é que é bem complicado controlá-lo: você só consegue depois de muito treino e bons conselhos para se sentir mais confiante. Lidar com situações diferentes, ir para lugares novos, não esquecer de um compromisso ou até mesmo ter que enfrentar uma briga e uma situação complicada, ou acordar cedo: tudo isso é motivo de ansiedade para mim. Parece uma coisa simples, fácil de lidar, mas eu garanto, não é! Ela também pode provocar outras doenças, como gastrite. Não, não quero deixar ninguém (mais) nervoso falando sobre as consequências que algo que parece inofensivo pode causar.

É uma vontade de compartilhar isso com pessoas que também tem que passar por essas situações. É complicado não ficar nervoso com coisas que você sabe que vai ter que enfrentar, e isso acontece com todo mundo. Mas saber amenizar a situação só vem com o tempo. Como? Enfrentando as coisas que te deixam com medo. Pode parecer muito complicado, mas a sensação no final de que você conseguiu ultrapassar aquela situação só vai te deixar mais feliz, com uma sensação de dever cumprido.

Os graus de ansiedade são bem diferentes. Algumas pessoas tem um grau mais avançado, que as impedem de fazer coisas simples no dia-dia. Dai, é caso de visitar um especialista para se informar e procurar ajuda, pois curar-se sozinho de uma ansiedade de nível mais alto sem a ajuda de um médico não é indicado. Mas a que eu falo aqui, é sobre aquela que algumas pessoas sofrem e é mais leve, mas mesmo assim nos faz ficar com medo, bate aquele nervosismo, e pensamos em desistir.

Eu confesso que antes era mais complicado lidar com isso. Agora, se tornou mais fácil, depois de muito treino, conversas e frases de efeito que eu digo para mim mesma quando estou prestes a ter que enfrentar algo. Muitas vezes nós já pensamos na pior hipótese, e pensamos logo de um jeito negativo. Eu admito que fico olhando só o lado ruim, e não enxergo as possibilidades boas que poderiam acontecer. O que é péssimo. Olhar pelo lado bom das coisas é algo que todo mundo precisa aprender a fazer. Pensar que coisas legais podem acontecer também. E é algo que eu sempre tento desenvolver: ser mais positiva.

Com o tempo nós vamos aprender a lidar com isso, porém o melhor remédio para resolver a ansiedade é a autoconfiança. Essa é a melhor resposta: estar seguro de si mesmo. Saber o que você vai fazer, o que você quer fazer, e que desafios só nos fazem crescer. E que problemas estão ai para serem resolvidos, mesmo que nunca seja simples. Quando você não se importa com o que os outros vão pensar, com o que vai acontecer, com o rumo que as coisas podem tomar, as coisas fluem bem mais fácil, eu garanto.

Resolver essa dificuldade não é a coisa mais simples do mundo: eu sei bem disso. Mas aos poucos, confiando em si mesmo, a gente consegue. Conseguindo enxergar coisas boas no futuro e nas situações que teremos que passar. E superando aquele maldito frio na barriga!


E os sentimentos do outro?
01/12/2013 | Categoria: Comportamento, Textos

Uma frase que eu sempre gosto de falar é: “pense nos sentimentos do outro.” Já ouvi inúmeras respostas, do tipo: eu não ligo, eu também tenho sentimentos, quem disse que eu não me importo com o que o outro sente, enfim. Foram muitas as vezes que eu fui retrucada e a minha opinião não foi a única a ser dada. Me dizem que o mundo perfeito e utópico é aquele em que todo mundo respeita o outro. É aquele em que as pessoas pensam no quanto uma decisão vai afetar o outro também. E que eu deveria voltar para a realidade, afinal as coisas por aqui não serão do jeito que eu acho que deveriam ser.

E acreditem, eu sei disso. Eu sei o quanto o ser humano pode ser besta, mesquinho e ao mesmo tempo fútil, ligando só para as aparências ou não tendo nem um pingo de dó nem piedade quanto ao sofrimento alheio. E isso não é mentira, pois se fosse não enfrentaríamos tantos problemas, seja psicológicos, físicos ou criminais hoje em dia. Eu não acho que todo mundo queira respeitar o próximo. E existem pessoas que não merecem uma segunda chance. Elas merecem é aprender com as burradas que fazem, ou continuar fazendo-as até ficar sem amigos.

Mas o fato aqui é: tanta coisa poderia ser evitada quando você pensa o quanto isso pode afetar o outro. Isso não é a lei do mundo, mas deveria ser quando se trata de amor e amizade. Você não quer machucar pessoas importantes, não é? Eu pelo menos, odeio magoar quem eu gosto. Então tento não cometer erros com eles, por mais que isso seja inevitável. Tem vezes que precisamos ser egoístas sim, para o nosso próprio bem e para deixar de ser bobo, mas em muitas situações não. É meio ridículo, na verdade, pensar sempre em si mesmo. E a outra pessoa? Ela vai ficar como? Você já parou para pensar o quanto suas atitudes afetam o próximo?

Eu me livro de muitas burradas desse jeito. Claro que também já me arrependi algumas vezes, deixei de lado algo que eu queria para ajudar alguém e a pessoa nem agradeceu depois, mas como dizem, algumas coisas só aconteceriam no “mundo perfeito” criado na nossa cabeça. O que é verdade. Quando ouço uma história sobre algo em um relacionamento, de fofoca ou de uma briga gigante, sempre penso que aquilo não precisava ter acontecido. Porque na minha opinião pensar só em si próprio o tempo todo é triste. Valorize os outros e saiba que eles podem se decepcionar e se magoar com o que você fez. Nem todo mundo encara as coisas do mesmo jeito.

Respeito, acima de tudo. Vamos lá: não é tão difícil assim. Você não vai morrer se pensar duas vezes antes de fazer ou dizer algo. Na hora que a vontade é maior do que tudo, parece que nada importa. Mas acreditem, as consequências aparecem depois, pra todo mundo. Sejam elas pequenas ou grandes. Não há como fugir disso.

Mas é decepcionante ver que tudo isso foi perdido. Tem gente que simplesmente não se importa com o outro, contanto que o seu bem estar esteja intacto. Contanto que ele esteja feliz, os outros podem se ferrar e não tá nem ai. Por favor, as coisas não funcionam desse jeito. Querer o bem dos outros é uma coisa rara hoje em dia. A inveja da felicidade de alguém, a vontade de possuir o que o outro tem ultrapassam todos os limites e é mágoa atrás de mágoa. Como alguém consegue carregar tantos chutes nas costas depois de um tempo, eu não sei.

Tudo se baseia em aparência. A pessoa mais bonita, mais especial, mais rica, tudo no “mais.” Pode ser meio chocante para algumas pessoas, mas as pessoas mais especiais de vez em quando não tem tudo. Não são as mais atraentes, não são as que todo mundo quer ser amigo. Elas estão lá, escondidas em algum lugar, e é uma pena que nem todo mundo queira descobri-las apenas porque a embalagem é a único incentivo para conhecer alguém hoje em dia.


Fim de ano
19/11/2013 | Categoria: Comportamento, Textos


Nem parece que o ano escolar está acabando. A verdade é que sempre dizemos frases clichês como “tudo passou muito rápido”, e “eu nem vi os meses passando”, mas não seria mentira dizer isso agora, né? Porque foi exatamente o que aconteceu em 2013, pelo menos para mim. Porém, outros momentos foram super arrastados. O inverno foi bem longo, meio chatinho, eu não aguentava mais aquele frio, e várias situações que aconteceram nesse ano me fizeram ansiar muito (mas muito!) pelo final do ano. Vocês nem imaginam o quanto. Mas o sufoco passou, os problemas estão sendo deixados para trás (assim espero) e agora a gente entra naquele clima típico de Novembro e Dezembro.

Todo ano nós podemos aprender alguma coisa. A gente sempre pode ter a oportunidade de fazer algo de diferente. E nesse ano eu usei essa vantagem, essa chance que a vida nos dá de realmente perseguir aquilo que queremos; e foi o que eu fiz! A grande lição do ano? Que nada acontece se a gente não fizer as coisas acontecerem. Dá trabalho? Sim. Um trabalho absurdo se vocês querem realmente saber, e o caminho é cheio de furadas, decepções, momentos péssimos que nos fazem querer desistir, voltar atrás, se esconder no quarto e nunca mais sair de lá. Porque o novo traz junto consigo um medo horrível do que vamos nos enfrentar. Mas engana-se quem pensa que são só coisas ruins que ele traz. As experiências que ficam são muito boas! As pessoas que conhecemos, os lugares que vamos, tudo isso parece que vai pra bagagem da vida, para as nossas costas, nos ensina coisas novas.

Eu também aprendi a lidar com muita coisa nesse ano. Aprendi que não devemos aguentar ninguém nos rebaixando. Não devemos nunca deixar que as pessoas pisem na gente, e você tem o direito de falar, de dizer o que pensa sim e a pior coisa que o ser humano pode fazer é ter que aguentar tudo calado, sem se expressar. Sofrer opressão: de qualquer meio, de qualquer modo. Opressão lembra algo antigo para os dias atuais, mas eu aposto que todos nós sofremos disso todos os dias e nem percebemos.

Não vou dizer que essa época escolar foi maravilhosa em tudo, porque não foi. Às vezes parece que os baixos foram maiores do que os altos, mas então eu me lembro dos momentos que a gente passa com os amigos, aqueles verdadeiros, e que provavelmente vão deixar muita, mas muitas saudades no futuro (na verdade, já está deixando). Vou sentir uma falta absurda de conviver com algumas pessoas todos os dias. Não sei se contei, mas ano que vem vou para outro colégio, e eu nunca costumo mudar de colégio. Só aconteceu duas vezes e sempre foi para lugares que eu já tinha uma ligação, ou conhecia todo mundo.

Levei como ligação muitas coisas. Uma delas é que eu termino 2013 sem Matemática ter entrado na minha cabeça, porém com muito esforço até que eu consegui boas notas esse ano (por boas notas, leia-se 6, 7, e pasmem: um 9! Nem eu acreditei gente) mas quem sabe ano que vem eu não consigo superar esse problema que eu carrego desde a primeira série? E também soube enxergar quem é amigo. Temos que saber separar as coisas. Chega dessa ideia maluca de se dedicar e fazer loucuras por todo mundo. E também cheguei a conclusão de que eu posso esperar coisas de uma amizade e que as coisas tem que ser reciprocas.

Só queria perder o meu medo bobo, as minhas expectativas que nunca mudam (mas até que nem são tão grandes assim). Não tirar conclusões precipitadas de todo mundo; vivo fazendo isso, achando que as pessoas são alguma coisa – seja bom ou ruim – e quando eu realmente conheço elas é um susto. Sou meio pessimista, admito, e deixei de acreditar um pouco em tudo e em todos. Mas espero que isso mude. A gente tem que dar uma chance para o mundo, e para os outros. Amanhã é o último dia de aula de 2013! Mais um ciclo se fecha. E que venham os próximos. Que venham as novas fases. E como dizem: “se estiver com medo, vai com medo mesmo.”


Que rumo a vida pode tomar?
11/11/2013 | Categoria: Comportamento, Textos


Às vezes as palavras transbordam. Ou seria melhor dizer os sentimentos? Fogem, saem correndo. Não deixam outra escapatória a não ser a gente escrever sobre eles. Colocá-los no papel, numa pasta esquecia do computador, em qualquer lugar do qual não possam ser esquecidos. Ou confessar tudo a alguém (se você confiar muito nessa pessoa, essa é uma possibilidade). Não dá pra guardar tudo em um só lugar. A ansiedade, o nervosismo, nos fazem querer sair correndo. Eu sempre fui muito controladora, aos extremos. Além de controlar tudo o que eu fazia e sentia queria controlar também os outros. Felizmente, encontrei uma solução para isso e hoje confesso que não tenho vontade de me jogar de uma ponte quando nem tudo acontece do jeito que eu quero (alguns diriam que isso é coisa de gente mimada, mas ah, eu sou taurina, me deixem!) mas eu entendi que eu não posso escrever as falas de um roteiro e as pessoas irão dizer exatamente o que eu quero ouvir. Ou fazerem o que eu espero. Aliás, já percebi que elas sempre fazem o contrário do que a gente acha que irão fazer. Mas é triste perceber que você se esforça muito para agradar alguém e só o que recebe em resposta são patadas e grosserias. Traz uma tristeza irritante, chata, quase sem solução, porque eu sou daquelas que insiste demais para que as coisas deem certo e sim, eu quero que percebam os meus esforços. Eu quero que a pessoa retribua e não me deixe lá que nem uma boba fazendo tudo por ela sem nem se tocar disso. Mas não dá pra decidir o rumo das coisas. E é com um gosto amargo na boca que eu assumo isso. Que a vida nos leva para caminhos que a gente nunca achou que estaria. Nos faz conhecer pessoas muito diferentes de nós e aprender que só por que elas não são iguais e não tomam as mesmas atitudes, não quer dizer que nós estejamos certas e elas estejam erradas. Porque afinal, quem sou eu pra julgar as pessoas e colocá-las numa caixinha com rótulos de “bom” e “ruim”? Não posso querer que tudo seja do meu jeito. Os rumos que as coisas tomam me surpreendem. Vamos para outros lugares, para outras situações completamente diferentes. Mas talvez justamente tudo isso seja bom. Viver novas experiências, deixar para trás o que te fez mal. Mas se despedir nunca é fácil; nunca foi fácil. E entender as atitudes dos outros também não. Todo mundo sempre age de um jeito e na adolescência parece que esse jeito consegue ser mais confuso do que nunca. Tentar acompanhar isso, compreender, nem sempre resolve. Eu vivo me sentindo tipo cego em tiroteio, quando não entendo mudanças de comportamento. A verdade é que as coisas seriam mais simples se nós não guardássemos tudo dentro de nós, e deixássemos os outros completamente sem respostas. Eu admito: tenho medo do futuro. Ah, se tenho. Morro de medo de vestibular, de novas situações, de fazer alguma coisa mais errada e de me aproximar de algumas pessoas. Mas do imprevisto, do que não está no texto e das reticências? Muito mais. Tenho medo de não saber o que vai acontecer. Quem não tem? Eu sou a única? Será que eu faço perguntas demais? Eu não sei. Eu vou descobrir com o tempo. Além de aprender que não posso controlar os outros, tenho que aprender que não se controla o futuro, os imprevistos, e os desafios que eu vou viver. Que eu tenho, afinal, que enfrentar.


Pretérito Perfeito
07/11/2013 | Categoria: Crônicas, Escrita, Textos

Tentar voltar no tempo para mudar algo é a mesma coisa que tentar calçar um sapato que não te serve mais: é esforço em vão. Isso acontece porque o passado não permite que ninguém o mude, ele permanece intacto mesmo diante de suas forças para muda-lo. Não adianta bater o pé porque o que ficou para trás não muda mais. O que resta a nós são as lembranças, que por sinal devem ser guardadas em um local seguro com tanto carinho quanto possível.

O tempo não é como uma música onde você pode voltar e começar a ouvir desde o inicio. Ele é permanente. O que aconteceu agora não pode ser mudado depois. E também não vejo razão para tentar mudar algo. O que foi feito era o que parecia certo e mesmo que no final tenhamos errado, sempre aprendemos alguma coisa. Se todas as vezes que quiséssemos mudar o passado e pudéssemos o fazer, não sairíamos do lugar, não evoluiríamos e nunca conheceríamos o futuro.

Como diz nossa querida Clarisse Lispector: se passado fosse bom, seria presente. Aprender a perdoar o passado é a melhor forma de deixa-lo para trás. Estar de bem com ele é garantia de felicidade para o presente e futuro. Esse tempo é responsável pelo maior parte do que somos hoje e são por causa de escolhas feitas antes que encontramos onde estamos. Porque a decisão que tomamos no passado nos levou para esses caminhos que trilhamos no presente.

Talvez a razão de sermos tão apegados ao passado é que não damos valor às coisas que possuímos e só vamos saber o quanto elas nos são importantes quando as perdemos, quando as deixamos no pretérito perfeito e não podemos fazer nada para as possuirmos novamente. Esse é o nosso erro: não dar valor ao que possuímos enquanto os temos e tentar recuperá-lo quando já nos é inalcançável, o que nos leva a querer a voltar ao passado e tentar muda-lo.

Mas tratando-se de pretérito perfeito precisamos nos conformar que ele é imutável, estático e voltar a ele não é a melhor solução, pois ele não permite devolução. O que resta é aceitar o produto sendo estragado ou não e construir em cima deste o seu futuro.