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  • January 15, 2017
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    Título: Juntando Os Pedaços – Holding Up The Universe

    Autor (a): Jennifer Niven

    Editora: Seguinte

    Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

    Uma das minhas primeiras leituras de 2017 é o livro da minha nova autora favorita, Jennifer Niven. Os temas escolhidos por ela fizeram eu me apaixonar pelas suas histórias, como aconteceu com “Por Lugares Incríveis.”  E dessa vez eu também consegui me identificar com os personagens. Os dois protagonistas possuem as suas próprias dificuldades: Jack tem 17 anos e sofre de uma doença que o faz não lembrar de nenhum rosto, inclusive o dos familiares e das pessoas que ele mais ama. Mas, apesar de sofrer com isso há um tempo, ele nunca revelou para ninguém, e acaba levando uma vida superficial no ensino médio, com a esperança de agradar a todos para que não descubram a sua doença e ele não seja excluído.

    Libby recebeu o título de “a adolescente mais gorda dos Estados Unidos” quando, após a morte da mãe, atingiu o limite e descontou toda a sua raiva, frustração e tristeza na comida. Ela teve que ser retirada de casa com ajuda médica, pois precisava se tratar. Além dos problemas com ansiedade e depressão, ela sofreu bullying na infância, o que dificultou ainda mais a sua jornada. Mas depois de passar anos se recuperando em casa, ela decide ir para a escola novamente.

    Os dois, mesmo sendo diferentes, tem os seus caminhos cruzados na escola. Jack faz parte do grupo de meninos que zoa Libby por causa do seu peso, e uma situação infeliz logo no primeiro dia de aula dela, faz com que os dois se conheçam, mas não de uma maneira favorável. Libby perde as esperanças de ter o ano letivo que ela esperava, ao ser vítima novamente de bullying.

    Os dois personagens são profundamente trabalhados e dividem a narração do livro. Ao mesmo tempo que o leitor começa a entendê-los, eles também vão amadurecendo e encontrando a si mesmos. Jack e Libby são de mundos opostos, mas tem muito mais em comum do que eles imaginam. Os dois são muito solitários e tem medo de mostrar quem são – seja pela opinião alheia, ou porque não querem se magoar – e carregam questões importantes dentro de si. Libby precisa vencer a sua insegurança enorme, e Jack, o fato de que possui uma doença incurável e que modifica toda a sua vida.

    A autora consegue mostrar de maneira honesta como os padrões sociais e os preconceitos que acompanham a vida dos jovens podem afetar alguém de maneira muito séria. Libby é rejeitada por muitos dos seus colegas, e pessoas enviam mensagens anônimas para ela a ofendendo, e questionando o motivo dela ser gorda. Achei importante a Jennifer Niven tocar no assunto da gordofobia – apesar de não ter utilizado a palavra –  e mostrar como a sociedade acha que é errado alguém ser acima do peso, ao invés de enxergá-la pelo que ela é. E não pela sua aparência. O tempo todo, os rótulos são questionados no decorrer dos capítulos.

    O romance dos protagonistas serve de pano de fundo para problemas complexos que eles possuem em suas vidas. Eu também achei interessante conhecer mais sobre a prosopagnosia, uma doença que atinge milhares de pessoas no mundo todo: e muitas delas nem sabem disso. A narração acompanha a luta de dois jovens que precisam se encontrar, e se aceitarem pelo que eles são. E também se permitirem apaixonar-se e amar de verdade pela primeira vez.

    January 14, 2017
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    O ano de 2016 foi bem difícil para a política e o mundo em geral. E isso afetou milhares de pessoas, e também chegou até a mim. É impossível, na minha opinião, não se importar com tudo o que anda acontecendo. Uma das minhas maiores decepções no ano anterior foi quando eu soube da vitória do Donald Trump. Raiva e decepção não resumem o meu desgosto: foi uma sensação ainda pior. “Mas ele não tem nada a ver com o Brasil”, muita gente me disse. Mas é importante lembrar que as tendências mundiais influenciam diretamente o nosso país e o globo inteiro. E a vitória do Trump não irrita apenas norte-americanos, e sim todos aqueles que lutam contra a homofobia, o racismo, o sexismo e todos os tipos de preconceitos e repressão das minorias.

    2017 começou com diversos crimes de feminicídio. Não se surpreenda se você viu pouca ou nenhuma notícia no jornal. A mídia muitas vezes não fala sobre isso, por isso cabe a nós, que temos algo poderoso nas mãos – como a internet – continuar debatendo, comentando e lutando contra, mesmo que nossas atitudes não sejam iguais. Foi pensando nisso que eu quis falar novamente sobre feminismo aqui no blog e mostrar artes que inspiram e foram criadas com o intuito de divulgar esse movimento.

    Irritada, mas esperançosa. Ou tentando ser. (Ambivalently Yours)

    Irritada, mas esperançosa. Ou tentando ser. (Ambivalently Yours)

    Eu me visto para mim mesma (Tea Rose Wright)

    Todos os corpos são bons (Hana, Frizz Kid).

    Todos os corpos são bons (Hana, Frizz Kid).

    Garotas podem fazer tudo (We Heart It)

    Estupradores estupram pessoas, e não roupas (We Heart It)

    As cantadas são uma reflexão sobre eles, e não sobre você (Hana, Frizz Kid)

    As cantadas são uma reflexão sobre eles, e não sobre você (Hana, Frizz Kid)

    Não estou interessada, me deixe em paz (We Heart It)

    Carol Rosetti

    Carol Rosetti

    Chega de violência contra mulheres e garotas

    Carol Rosetti

    Carol Rosetti

    Mulheres são perfeitas (Womens March on Washington 2017)

    January 8, 2017
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    ed

    Depois de um ano sem atualizar nenhuma rede social e sem um álbum novo desde 2014, o britânico Ed Sheeran finalmente está de volta! Na madrugada do dia 6 de Janeiro ele lançou dois singles: “Castle on The Hill” e “Shape of You”, que são as primeiras músicas liberadas do álbum “Divide”, que ainda não tem previsão de lançamento, mas obviamente vai sair ainda em 2017.

    ed2

    Castle on The Hill é sobre a cidade natal do cantor. Ele revelou que sua intenção na letra – que é muito pessoal e fala sobre a sua família – era fazer uma homenagem a cidade, que segundo ele, nunca é visitada pela maioria das pessoas.

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    Shape of You é sobre a forma feminina, e é a única música do álbum que tem conotação sexual. Ela foi escrita há um mês e foi a última a ser incluída no disco. Essa é a minha favorita até agora e na minha opinião tem tudo para ser uma das canções de maior sucesso do Ed.

    E apesar das músicas terem saído recentemente, o cantor já fez uma performance live de Castle on The Hill na BBC Radio 1, na Inglaterra. Vale a pena assistir!

    December 29, 2016
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    seafret

    A última indicação musical do ano vai para o duo britânico Seafret, que me conquistou de primeira, após eu assistir o clipe de “Oceans”, o single que fez a dupla despontar de vez. Eles são da cidade de Bridlington, e lançaram o primeiro disco, “Tell Me It’s Real” em Janeiro de 2016, estreando na parada musical da Inglaterra. Com Jack Sedman no vocal – dono de uma voz maravilhosa – e Harry Draper na guitarra, o som da banda é ideal para quem gosta de Tom Odell, James Bay, Gabrielle Aplin e bandas que misturam letras românticas com guitarras e violão.

    Vale super a pena ouvir todo o álbum, que é um dos meus favoritos lançados neste ano. As músicas tem letras muito boas (que é o que eu sempre levo em consideração!). Além dos singles, não deixe de ouvir: “Missing”, “Breathe”, “To The Sea”, e “Out Of Nowhere”. O estilo da banda é indie folk.

    Os clipes da banda são todos criativos e bem diferentes: eles escolhem temas inesperados que vão ser a história dos vídeos. O clipe de Oceans é estrelado por Maisie Williams de Game of Thrones, e em Wildifre (que já foi trilha sonora de “The Longest Ride”), eles recriam um experimento amoroso famoso que ocorreu em 1997.

    Você pode ouvir aqui. A banda está ganhando bastante repercussão aqui no Brasil, tanto que no ranking do seu perfil no Spotify, a cidade que eles mais tem acessos é São Paulo. Incrível, né? Eu acho que eles combinariam muito com o Lollapalooza. Ouçam e se apaixonem também!

    December 29, 2016
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    art

    Eu sempre gosto de fazer uma reflexão sobre como foi o ano que se passou. Acho importante para que eu possa encarar os próximos doze meses com uma perspectiva diferente. Eu gosto de ter a sensação de que eu aprendi muito e que eu amadureci. Eu sinto que me tornei uma pessoa diferente, e nesse ano, posso afirmar que foi para o melhor. Desde 2013 eu tenho tido anos bem caóticos (um mais doido que o outro, e não só em maneiras positivas). Eles foram super turbulentos. Um milhão de coisas aconteceram, e eu nem tive tempo para organizar tudo na minha cabeça. E 2016, apesar de ter trazido momentos instáveis, me ensinou a ter mais tranquilidade. Eu pude respirar com calma, algo estranho de se dizer, já que eu me preparei para o vestibular de novo e todo mundo sabe como é essa fase.

    Depois de assistir ao vídeo da Stephanie, eu me peguei pensando no que aconteceu de legal comigo neste ano. Em 2015 eu tive experiências incríveis (como o show do The Maine e o Rock in Rio) e esse ano não trouxe tantas coisas marcantes, mas me fez superar problemas muito complicados que eu achei que ficariam comigo por mais tempo. Mas, a luz no fim do túnel existe sim, gente! Eu raramente falo sobre esse assunto, mas eu sofri muito com a ansiedade no ano anterior em níveis horríveis. Eu procurei ajuda médica e descobri – apesar de já desconfiar, claro – que eu tinha sim um problema sério com ansiedade. E eu decidi que queria enfrentar isso, que eu queria voltar a ser a pessoa que eu era. Doenças mentais podem tirar o melhor de quem nós somos. Essa é a verdade nua e crua. Mas por mais que pareça que elas não tem solução, sim, você pode superá-las. 

    Eu não vou dizer que é a coisa mais fácil do mundo, porque esse foi o meu grande desafio este ano. Muito maior do que estudar para o vestibular, ou enfrentar um cursinho. Conseguir ter uma mente saudável de volta e entender que os problemas que eu tive no passado influenciaram em tudo isso, me ajudou a entender que nada importa mais do que a sua saúde mental. E que dá trabalho: você precisa se esforçar para melhorar, para começar a enxergar o mundo de uma maneira colorida de novo. Você precisa assumir um compromisso consigo mesmo. No inicio do ano, eu prometi que iria fazer exercícios físicos (eles ajudam muito!), que eu iria ser mais gentil com as pessoas ao meu redor e iria encarar tudo com mais positividade.

    No começo, os dias ruins eram maiores que os bons. Mas as minhas atitudes começaram a dar resultado, e os dias legais se multiplicavam. Eu comecei a ver graça em coisas simples. A valorizar mais os momentos pequenos, como dar risada com um amigo, conhecer pessoas novas que combinavam comigo, dar um sorriso para aquela pessoa que eu via todos os dias de manhã. E aprendi algo muito importante, que eu vou levar para a vida toda: ser gentil é fácil, gratificante, e o mundo precisa de boas ações.

    Eu compartilhei com as pessoas próximas de mim coisas que eu aprendi e que não quero esquecer mais. Os nossos sentimentos são válidos, e a gente tem que acreditar que é capaz de superar o que parece quase impossível. Nenhuma doença define quem você é. Nada que alguém do passado tenha te dito define quem você é. E mais importante, cuide de si mesmo, e daqueles do qual você se importa. Em 2016, eu quis vencer a ansiedade. E eu consegui. Tem dias que são complicados, tem dias que são ótimos. Mas eu consegui recuperar o sorriso no meu rosto, que tinha desaparecido faz muito tempo. E essa foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos.

    Eu espero que o próximo ano me traga mais aprendizado, experiências boas, shows maravilhosos, muitas bandas legais e momentos com quem eu amo. E o que vier, eu vou encarar de frente. Vou tentar achar coisas boas. Mesmo que seja em um caminho que eu não havia planejado antes.

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