Os sapatos que nós estamos amando
19/09/2016 | Categoria: Sapatos, Tendência

Minha mãe sempre foi obcecada por sapatos, e eu confesso que até dois anos atrás eu não entendia o motivo de tanta obsessão. Eu sempre gostei de moda, mas não dava tanta atenção ao que eu iria usar nos pés, até o meu estilo evoluir um pouco mais e eu descobrir finalmente como os sapatos são os responsáveis por mudar totalmente um look, ou deixar uma produção diferente. Neste post escolhi as minhas tendências recentes favoritas.

Oxford

O oxford, sapato clássico e que remete ao estilo masculino, já é o favorito das fashionistas faz tempo. Mas ele ganhou uma nova roupagem nos últimos dois anos, e os modelos se tornaram ainda mais bonitos e práticos para o dia-dia. Eles ajudam na composição de um look mais sério, com tons escuros, ou podem ser a peça central que ajuda a quebrar um look girlie.

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Ele pode ser usado de diversas formas diferentes. Desde forma mais chique até outra bem urban e despojada, dando aquele toque final na roupa básica. É bem fácil de achar os modelos que estão bombando pelas lojas, e na internet também. O que eu tenho (um preto) é da marca Quiz, e eles tem várias opções, seja dos escuros aos tons de prata para quem quer algo menos discreto. Este da segunda foto, está a venda virtualmente na Yellow Factory.

Sandálias de plataforma

Todo mundo deve se lembrar de uma época que as plataformas não saíam dos pés de ninguém. Agora, as versões coloridas ficaram um pouco de lado, e a aposta são as pretas e os tom metálicos, que podem ser usadas tanto em festas quanto no street style. As tiras são largas, e mesmo sendo um salto, ele é confortável de usar.

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A Melissa lançou uma coleção especialmente voltada para esse estilo de sapato, que virou uma tendência enorme. A plataforma faz parte da Dance Machine, e possui versões com cores diferentes. A coleção recebeu o help do prestigiado Jeremy Scott, e os preços são bem legais (já conferi diversas vezes na loja física, mas agora também tem a virtual).

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Mocassim

A sua avó já usou, sua tia, sua mãe… e eles retornaram com força total em versões de couro falso, brilho e verniz (os meus favoritos) em 2015 e 2016. É difícil ver o mocassim fora dos pés das celebridades e das it Girls do Lookbook. Por ser um sapato prático e muito fácil de usar, vale muito a pena investir em um que combine mais com o seu estilo. Tem os coloridos e os mais clássicos, do preto ao marrom. Ah, e as versões com salto também estão com tudo.

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O mocassim, por ser um sapato bem clássico, vai bem com looks mais básicos e outros mais arrumados, como este da última foto. É a escolha perfeita para alguma ocasião em que você queira usar algo mais sofisticado. O segredo está nos pés: quanto mais detalhes, melhor. Na Dafiti tem muitas opções de estilos diferentes.


Conselhos
07/09/2016 | Categoria: Textos

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Eu já comentei muitas vezes aqui no blog que estou em ano de vestibular. Pela segunda vez, mas sinceramente é como se fosse a primeira. Como se a experiência do ano passado não tenha sido para valer, sabe? Não que eu não tenha me esforçado. Pelo contrário, eu dei o melhor de mim. Mas eu ainda não tinha aprendido lições valiosas que descobri durante este ano. O que é algo normal da vida. Estranho seria não olhar para o ano anterior e não notar mudança nenhuma. Quanto mais mudanças positivas, melhor. Mesmo que para chegar até elas tenha sido difícil.

Acho que uma das coisas mais importantes que eu aprendi, depois de muitas crises de ansiedade, é que a nossa saúde importa mais que qualquer outra coisa. Parece óbvio, mas em momentos de cegueira nós ignoramos algo que deveria ser fundamental na vida. Os seus estudos, uma prova, a sua carreira, a pressão que as pessoas (ou você) coloca nas suas costas, não devem ser colocadas a frente da sua saúde mental e física. Reprimir os seus sentimentos só piora tudo. E raiva não colabora em nada. Só deixa tudo mais cinza e complicado de enfrentar.

Os últimos anos foram bem conturbados. Parece que tudo aconteceu ao mesmo tempo! Saída do ensino médio, autoconhecimento, problemas com ansiedade, vestibular, fim de relacionamentos, novos amigos, ambientes diferentes. Eu experienciei momentos bons e outros muito ruins. E tudo isso acabou se acumulando, até eu acabar tendo que extravasar tudo de alguma maneira. É fato: a gente precisa expressar o que sente. Por meio da escrita, da música, ou de desenhos. Seja lá qual for a forma. Mas eu sei que não quero ignorar meus sentimentos nunca mais. Enfrentá-los é a melhor maneira de superar e lidar com tudo, e nunca negligenciar os seus problemas. Eles são válidos. 

Durante um tempo eu me senti muito perdida, a ponto de não me reconhecer muito bem. De não saber o que eu queria, de não compreender o lugar que eu queria estar ou que tipo de pessoas eu deveria valorizar de verdade. Se existe crise aos 17 anos de idade, eu tive as minhas. E foram várias. Mas nessa história toda de vestibular, eu passei por um monte de problemas, mas acabei chegando em um lugar que eu me orgulho de estar. 

Eu achei um ponto de tranquilidade que fazia tanto, tanto tempo que eu não encontrava. Outro dia alguém que é muito próximo de mim disse que eu era uma pessoa calma, e era irônico o fato de tantas coisas terem acontecido comigo em um espaço de tempo. Fui obrigado a concordar. Mas depois de muitas experiências, eu aprendi a lidar melhor com o meu limite e entender que eu não preciso seguir o fluxo de todo mundo. Ninguém é obrigado a descobrir a sua vida toda tão cedo. Aliás, uma das frases que eu mais amo é “não sou obrigada.” Sério, dá pra encaixá-la em tudo na vida.

Óbvio que nem tudo são flores. A vida passa longe de ser um poço de calmaria todos os dias. Mas a gente vai levando, sempre nos respeitando, o que é afinal, a coisa mais preciosa que uma pessoa pode compreender: respeitar a si mesmo é essencial. Você deve sempre se levar como prioridade.

Se eu pudesse dar um conselho para quem também está nessa fase da vida, eu diria que você não precisa dedicar todo o seu tempo e a sua energia a uma coisa que todo mundo tenta colocar na nossa cabeça que é a coisa mais importante do mundo. Não é. Pode ser um objetivo, um sonho. Mas não precisa passar por cima de você mesmo, das suas vontades e do seu bem estar. Às vezes todas as pessoas parecem seguir o mesmo caminho e a nossa primeira reação é querer segui-los. Mas o que funciona para os outros, não é necessariamente o ideal para você também.


Cantoras para prestar a atenção
31/08/2016 | Categoria: Música

Pesquisar novos artistas ou ouvir álbuns não tão conhecidos é uma das minhas coisas favoritas. Principalmente com a facilidade que o Spotify te dá de conhecer novas músicas. E recentemente eu ando ouvindo muitas cantoras pop (e algumas alternativas) que pouco aparecem nas rádios, ou estão começando a ganhar atenção do público e da mídia recentemente. Saia da mesmice e vem ouvir!

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Carly Rae JepsenEmotion

Você com certeza já ouviu falar da Carly, mas ela lançou em 2015 o segundo CD da carreira. Emotion é um álbum com uma inspiração enorme nos anos 80. É repleto de músicas pop com letras grudentas e de boa qualidade, que falam sobre amor e auto conhecimento. O disco foi muito elogiado pelos críticos e fez ela conquistar vários fãs novos. É difícil não se apaixonar pelas músicas. É uma pena que você dificilmente vai ouvi-las na rádio, mas acredite, elas vão te animar independente do humor que você esteja. Ouça: Emotion, Your Type, Making The Most of The Night, Boy Problems.


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Hayley KiyokoThis Side of Paradise

A californiana de 25 anos começou a despontar na carreira musical ano passado, quando lançou o seu EP, trazendo o seu primeiro single, “Girls Like Girls.” A faixa ganhou um clipe com mais de 45 milhões de visualizações no Youtube: ele é dirigido pela própria cantora, que é a responsável pela criação e o enredo de todos os seus vídeos. Ela dá visibilidade à comunidade LGBT, tendo casais lésbicos como protagonistas dos clipes. As letras dela são honestas e trazem aquele ar de girl power. Ouça: Gravel to Tempo, Cliffs Edge, Girls Like Girls, Feeding the Fire.


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ShuraNothing’s Real

A britânica Shura é uma das grandes apostas de 2016. Ela lançou o disco de estreia em Julho deste ano, mas ela já havia lançado várias faixas e clipes desde 2014. Sempre citada pela mídia da Inglaterra, ela bombou com “What’s It Gonna Be?”, e está marcando presença em diversos festivais pelo mundo. O seu som mistura electropop, com indie e até R&B. Ela aprendeu a tocar violão aos 13 anos, e aos 16 começou a gravar suas próprias músicas. Ouça: What’s It Gonna Be, Indecision, Touch, Make It Up.


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The Japanese HousePools to Bathe In

Dona de uma voz única, Amber Bain foi contratada pela Dirty Hit, a mesma gravadora do The 1975 e Wolf Alice. Os primeiros, aliás, tem participação na produção do primeiro EP de Amber, lançado em 2015. “Pools to Bathe In” foi uma das minhas trilhas sonoras no ano passado; todas as músicas possuem um tom de melancolia e são perfeitas para ouvir naqueles dias de chuva. Em 2016, ela lançou “Clean”, com novas faixas e uma pegada um pouco mais pop. No inicio do projeto, ninguém sabia quem era a voz por trás do The Japanese House, mas Amber se revelou pois não queria que o mistério fosse mais importante que a música em si. Ouça: Still, Teeth, Clean, Cool Blue.



Livro: Olhos D’água
27/08/2016 | Categoria: Livros

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Título: Olhos D’água

Autor (a): Conceição Evaristo

Editora: Pallas

Preço Sugerido: R$17,90 na Saraiva

Sinopse: Em Olhos d’água, Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem.

Mês passado eu fiz um post contando sobre os últimos livros que eu havia lido, e vocês puderam perceber pela lista que a vez era dos autores brasileiros. E seguindo essa linha, eu li uma das obras mais emocionante a qual me deparei neste ano: Olhos D’água, de autoria de Conceição Evaristo, fez eu refletir, chorar, e questionar cada vez mais a desigualdade social, o preconceito e o racismo presentes no Brasil.

A autora tem 69 anos e é mineira, nascida em Belo Horizonte. Seus livros abordam a condição do negro, com foco especial na mulher. Olhos D’água ganhou o Prêmio Jabuti em 2015 na categoria Contos. “Minha literatura não é pior nem melhor do que qualquer outra, só nasce de uma experiência diferente da qual eu me orgulho e que não quero camuflar”, revelou, em entrevista para O GLOBO.

O livro possui diversos contos, e todos eles trazem como protagonistas afro-descendentes. O primeiro leva o título da obra, e já nos dá uma experiência de como será as outras histórias. A protagonista relembra as lutas de sua mãe, enquanto questiona-se qual seria a verdadeira cor dos olhos dela. Ele é seguido por “Ana Davenga”, um dos que mais me impactou. A escrita da autora faz o leitor se sentir um observador, e ele fica apreensivo e aflito com os acontecimentos. Ana é uma mulher que leva o sobrenome do seu parceiro, o Davenga, que é o amor de sua vida. Porém, ele é um criminoso e ela nunca sabe se ele vai voltar em segurança para casa ou não, apesar de já estar acostumada com essa sensação.

Você vai sentir vários baques de realidade enquanto lê o livro. As histórias só são “ficção” na teoria, pois tudo o que acontece na obra é uma reflexão da nossa sociedade e da realidade que muitos de nós sabe que existe, mas ignora, porque não vive nela. Mas ela está ali, presente, todos os dias: um exemplo disso é “Duzu-Querença”, e “Di Lixão”, que retratam moradores de rua e suas trajetórias. Nós vemos mendigos todos os dias. Mas esquecemos que eles possuem uma trajetória, uma história de vida e são seres humanos. Assim como eu e você, que possuem uma situação social e financeira muito melhor.

Temas como a homossexualidade e a sensualidade também estão muito presentes na obra. “Luamanda”, traz como protagonista uma mulher de 50 anos que já teve diversas experiências amorosas e sexuais na sua vida, e que mesmo sendo considerada pela sociedade uma mulher “mais velha”, ela ainda tem encontros, e neste conto, encara-se no espelho relembrando o seu passado, antes de um deles. O amor entre duas mulheres marca “Beijo na Face”, que é narrado em terceira pessoa. Nele conhecemos Salinda, uma mulher que sofre com o ciúme desenfreado e as ameaças violentas do marido. Ela possui uma amiga que é a sua verdadeira paixão, porém o relacionamento é secreto.

Também acompanhamos a vida complicada daqueles que vivem na favela e as diferenças sociais, tão presentes no livro, citadas e exploradas em “Zaíta esqueceu de guardar os brinquedos”, “Lumbiá”, “Os Amores de Kimbá”, e outros contos. A violência é um tema muito presente. Grande parte da família e dos protagonistas do livro tem que lidar com a inconstância, o medo e as consequências de viver no morro.

Posso dizer que Conceição Evaristo consegue abordar todos esses temas com maestria. Alguns contos são curtos e o livro pode ser lido em poucos dias, mas não se engane: a profundidade dele é enorme, mesmo com poucas páginas. É uma leitura que deve ser feita devagar, para que você possa compreender de verdade as histórias e os personagens fortes presentes nele. Com certeza, um dos melhores livros que li em 2016 e essencial para se ter na cabeceira e realmente te fazer pensar sobre a sociedade em que nós vivemos, e suas injustiças. 


5 brasileiras para seguir no Instagram
21/08/2016 | Categoria: It Girl, Moda

A maior parte das minhas inspirações de beleza e look vem da internet. O Instagram é uma opção rápida para te ajudar a encontrar uma ideia legal de roupa e principalmente, de como sair da sua zona-de-conforto e ousar um pouco mais (que é o que eu ando tentando fazer ultimamente). E o mais me interessa nessa infinidade de redes sociais e aplicativos, é encontrar garotas que você pode se identificar. Eu acho mais fácil quando podemos visualizar e nos inspirar em garotas parecidas conosco, e não precisa ser só fisicamente.

A internet tá aí pra provar que os padrões que já foram definidos por revistas de moda e “regras fashion” estão próximos de chegar ao fim, se a gente quiser e lutar por isso. Dá pra achar um look para o dia-dia de maneira rápida e valorizar os seus pontos fortes. Vem conhecer algumas brasileiras que podem te ajudar nisso!


Uma foto publicada por Vic Hollo (@vicqueen) em

A Victoria Hollo, ou apenas Vic Hollo, possui um dos meus perfis favoritos. O motivo? Ela mostra como é possível montar looks estilosos com peças básicas, que você pode encontrar em lojas de departamento que nós conhecemos muito bem. O segredo é apostar em algo que vai valorizar o seu visual: pode ser uma jaqueta de couro ou uma T-shirt que dê o toque final (as camisetas dela são muito legais, vale se inspirar).


Rayza Nicácio é dona de cachos maravilhosos e é muito ligada nas tendências que mais estão bombando. Ela consegue adaptar tudo para um visual bem street style. Ela aposta em vestidos e muitas estampas; mas ao mesmo tempo também aparece em muitos looks total black e minimalistas. O estilo dela consegue passar do despojado, ao feminino e urban de maneira fácil!


Uma foto publicada por Bruna Huli (@bruhuli) em


Se você, assim como eu, ama o estilo gótica suave, vai poder encontrar muitas referências nas fotos da Bruna Huli, de São Paulo. Os looks dela possuem várias roupas básicas, mas que são itens essenciais para se ter no armário, como jaqueta jeans, cropped, e calça de cintura alta. Ela sempre marca o link de onde comprou as suas peças, e a maioria é de lojas virtuais.


Uma foto publicada por Ju Romano (@ju_romano) em

Este post não estaria completo sem a presença de Ju Romano, dona de um dos blogs de moda mais influentes do Brasil e que também marca presença constante no Instagram, com looks do dia que são perfeitos para o trabalho, festa, casamento… a lista é longa: você pode se inspirar de muitas maneiras, seja com a mistura de estampas ou as sobreposições que ela adora.



A Valeska Mitrano já apareceu diversas vezes aqui no blog em posts sobre o Lookbook, mas também vale muito a pena acompanhá-la no Instagram. A carioca posta looks ótimos para o verão: tem cropped, shorts, salto alto, e batom vermelho e vinho, que são as suas escolhas favoritas (ela se destaca nos acessórios e penteados também). O estilo dela é incrível, e se você mora em cidades em que o verão dura praticamente o ano inteiro, é possível ousar mesmo assim!