• Foto: Paolo Raeli (coltre.tumblr.com)
    Reflexão, Textos

    Um adeus para 2017

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    Série: Dark

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    Filme: Extraordinário

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    Playlist

    Playlist: Dezembro

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  • November 30, 2017
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    Na Terça-Feira (28/11) os indicados do Grammy foram anunciados, e muitas categorias foram preenchidas por cantoras como SZA (com cinco nominações) e Alessia Cara (com três nominações), que foram algumas das surpresas mais legais do ano. Outros destaques ficam para Julia Michaels, nominada como revelação do ano, Kesha e Lady Gaga em Melhor Álbum Pop e Melhor Performance Pop. Cardi B marca presença como a única mulher indicada na categoria de Melhor Música de Rap. Muitas categorias ainda são preenchidas somente por homens, mas as mulheres (e principalmente as cantoras negras) estão ganhando o seu merecido espaço.

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    Alessia Cara ganhou destaque em 2015 ao postar covers no Youtube, e em 2016, estourou com o single “Here”, que apareceu nas paradas de R&B. Logo depois já ocorreu o lançamento do primeiro álbum solo, que leva o seu nome. As músicas falam sobre amadurecer, se apaixonar, e gostar de si mesma (como em “Scars to Your Beautiful“). Tanto sucesso rendeu parcerias valiosas, como a com Khalid ZeddIndicada em: Música do ano, Melhor artista revelação, Melhor performance pop de duo ou grupo.

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    Solána Imani Rowe, de nome artístico SZA, foi uma das maiores revelações do ano. A cantora de 28 anos lançou o primeiro CD de estúdio em Junho, conquistando a crítica e a terceiro posto na Billboard com “Ctrl“. Ela escreveu músicas para Beyoncé, Nicki Minaj e Rihanna no passado, e é a responsável por todas as canções do seu álbum (ela também compôs com outros artistas nele, como o Pharrell Williams). Com uma voz poderosa, SZA levou o R&B com vocais femininos para as rádios em 2017. Indicada em: Melhor artista revelação, Melhor performance de R&B, Melhor música de R&B, Melhor álbum urban contemporâneo e Melhor performance de rap/sung.

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    Essa é a primeira vez que Kesha é nominada ao Grammy, e ela recebeu duas indicações, logo na sua estreia! Esse é o resultado dos frutos do seu trabalho para o álbum Rainbow, terceiro lançamento da cantora, após não ter lançado nada desde 2012, pois ela estava enfrentando a batalha judicial com o seu ex produtor Dr. Luke. Nessa nova fase, a cantora mostrou um estilo mais maduro e letras profundas, que ela começou a escrever lá em 2012. Destaque para “Let It Go” e a faixa que dá nome ao disco, que são emocionantes. “Woman” também é um dos melhores momentos da cantora. Eu estou torcendo muito por ela, e vocês? Indicada em: Melhor Performance Pop Solo e Melhor Álbum Vocal Pop.

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    Eu sou suspeita para falar, mas para mim o Melodrama foi um dos melhores álbuns pop femininos do ano. Talvez essa fase da Lorde seja bem menos comercial que a do Pure Heroine, mas é agora que a cantora mostra a sua genialidade em potência máxima: os arranjos, as letras, a presença da sinestesia (capacidade gerada por uma doença rara que faz com que o indíviduo visualize uma cor para cada nota musical), e a parceria infálivel com Jack Atonoff, fazem com que seu segundo trabalho seja impecável. Nenhuma música destoa do conjunto completo. Minha aposta é que ela ou o Kendrick Lamar levem o prêmio. Indicada em: Álbum do Ano.

    November 24, 2017
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    26e14d287bd9c5f49b36990e398601d0O Instagram sempre foi uma das minhas redes sociais favoritas (depois do Twitter, que nunca perdeu o posto de primeiro lugar). Mas ultimamente, eu ando tendo uma relação de amor e ódio com esse aplicativo. Explico: no começo eu me divertia vendo inspiração de roupas, fotos de gatinhos ou qualquer coisa fofa e aleatória, e acompanhava o que os meus amigos estavam fazendo. Mas já faz alguns meses que eu (e outras milhares de pessoas) percebemos que a enxurrada de fotos perfeitas e milimetricamente “espontâneas” que rodeiam a rede social só nos trazem uma coisa: insegurança. Eu não me surpreendi ao saber que não era a única a ter esse sentimento. Em Maio, uma pesquisa que aponta o Instagram como uma das redes mais prejudiciais causou comoção na internet.

    É óbvio que uma baixa auto estima, sentimentos de ansiedade e a sensação de que os seus defeitos são enormes, não aparecem somente por causa de um aplicativo. Mesmo fazendo terapia há anos, eu ainda convivo com isso: o buraco é bem mais lá embaixo. Porém, as redes sociais influenciam sim, nisso tudo. Eu percebi que a diversão tinha virado vício quando eu passava mais de 30 minutos vendo feeds, admirando pessoas com as quais eu não me identifico, e desejando ser mais fotogênica, mais bonita, mais sociável, mais tudo. Esse tipo de comportamento é obsessivo e atinge várias pessoas. Eu tenho 19 anos e aprendi a lidar um pouco melhor com o bombardeamento de imagens e vídeos que te fazem acreditar que você precisa ser perfeito (e que todo mundo tem uma vida mais divertida), mas aos 15 anos, por exemplo, é quase impossível não ser atingido por tudo isso.

    Portanto, eu me lembro exatamente de quem eu era há alguns anos atrás. E de como eu costumava me espelhar em pessoas que nunca tinha conhecido, mas que pareciam incríveis pela internet. Na época em que vivemos, uma foto pode ter um impacto enorme em você; mesmo que tudo aquilo seja uma ilusão e uma farsa, nosso cérebro processa como se fosse uma verdade absoluta. Se você não escolher bem quem segue, o seu explorar te convence que todo mundo no planeta é branco, magro e de cabelo liso. E nós sabemos que isso está muito longe de ser verdade. Essa não é a realidade em que vivemos.

    A realidade, aliás, parece ser algo que perde a sua força nos tempos em que as mídias sociais são uma constante no nosso dia-dia. Eu não conheço os hábitos de todo mundo, mas quem nunca acordou e foi direto olhar as atualizações de algum aplicativo? Todos os dias, recebemos determinadas informações. E depois de algum tempo, já estamos convencidos de que elas são concretas. Essas práticas são perigosas, e o pior é que nem percebemos. É assim que se torna cada vez mais fácil se comparar com os outros. Achar que você nunca é o suficiente. Como mulher, sei que ainda é mais difícil para nós, não nos deixarmos afetar por tanta propaganda que nos dizem que o jeito que a gente é, não é o correto. Que podemos ser mais, que devemos querer ser mais. 

    Não é exagero dizer que esse é um comportamento tóxico. Eu tento, a cada dia, me desvencilhar um pouco dessa sensação de olhar para o que está na internet e sempre achar que o que o outro tem e possui, é melhor. Não é assim que funciona. Obviamente, na prática é bem mais complicado: eu exclui o app por um tempinho (durou 3 dias) e confesso que não senti tanta falta quanto achei que faria. Me senti até mais leve. Porque eu não ficava, o tempo todo, vendo um monte de imagens que fariam eu me sentir mal. “Mas é só você escolher o conteúdo que acessa”, alguém diria, de maneira óbvia. Mas nós sabemos muito bem que a internet não é baseada apenas nas nossas vontades. Quando você menos esperar, lá está uma foto que você nem queria ver. E os seus dedos clicam (nem parece que temos poder sobre eles).

    Não, eu ainda não estou totalmente desintoxicada. Acho que vai demorar para eu conseguir. Mas eu sigo tentando diminuir um pouquinho esse vício e essa ansiedade, que é praticamente uma sabotagem a mim mesma.

    November 22, 2017
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    space love xx Scott Brian Madeiras

    Arte: space love –  Scott Brian Madeiras

    Eu sinto raiva de você.
    Mas também sinto afeição.
    Eu acho que você não sente nada.
    Mas no dia seguinte, você parece sentir tudo.
    Ou seria só uma ilusão minha?
    Eu gosto de tudo em você
    Mas eu também odeio todas essas coisas
    Não quero sentir nada disso
    Mas ao mesmo tempo, quero sentir tudo
    Eu não quero te ver
    Mas sei que estou mentindo, porque só o que eu desejo é poder
    te ver no dia seguinte, e depois de amanhã, e talvez sempre
    Só para nos minutos seguintes desejar que você suma
    Que você exploda
    Que você nunca mais volte
    Eu prometo que vou desistir, esquecer
    E logo depois, eu sinto falta de você
    Mesmo que você nunca esteja presente de verdade
    Talvez seja só uma invenção da minha cabeça
    Querer afagar o seu cabelo
    Querer ver o seu sorriso
    Que nunca aparece
    Te enxergar de perto, te ouvir falar
    Enquanto quero fugir, correr
    Porque eu não sinto orgulho disso
    O meu orgulho está perdido em algum lugar por ai, temo dizer também que o meu amor próprio sumiu, se escondeu
    E eu repito para todo mundo que vou conseguir
    Eu repito para mim, para quem quiser ouvir
    Talvez seja uma mentira deslavada que eu insisto em contar
    Fingir que não te vejo, fingir que não quero cada pedacinho de você
    Até aqueles que são sem graça, que ninguém gosta, que ninguém vê
    Eu quero todos eles
    Mesmo que no meio desse querer, você esteja
    afagando outro cabelo e vendo outro sorriso
    que nunca será o meu.

    November 17, 2017
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    A proposta desse post é trazer ideias de roupas para o verão que sejam práticas e fáceis de se inspirar. A estação só começa oficialmente em Dezembro, mas na maioria do Brasil as temperaturas estão aumentando. Dá para confessar que nos dias mais quentes dá uma preguiça enorme de se arrumar (a vontade é de pegar a primeira roupa que achar e pronto!), mas é possível usar um look legal sem muito esforço!

    Design sem nomeNikki S, Joy Li, e Karina Vartanovy

    Design sem nome-3Vera Vonk, Melody Jacob e Carina Gonçalves

    Design sem nome-2Magdalena Scierska, Kareva Daria e Anna Jaroszewska

    Design sem nome Lavie Deboite, Claudia Hi e Pamela

    November 15, 2017
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    Título: A Química Que Há Entre Nós

    Editora: Globo Alt

    Autor (a): Krystal Sutherland

    Sinopse: Grace Town é esquisita. E não é apenas por suas roupas masculinas, seu desleixo e a bengala que usa para andar.
    Ela também age de modo estranho: não quer se enturmar com ninguém e faz perguntas nada comuns.
    Mas, por algum motivo inexplicável, Henry Page gosta muito dela. E cada vez mais ele quer estar por perto e viver esse sentimento que não sabe definir.

    Onde comprar: Amazon, Saraiva, FNAC

    “Our Chemical Hearts” é o livro de estreia da australiana Krystal Sutherland, que atualmente reside em Hong Kong. O primeiro lançamento da autora foi classificado como Young Adult. À primeira vista, e pela sinopse, ele é um livro de romance que todos nós já lemos milhares de vezes: garoto encontra menina “estranha”, que foge dos padrões, e se apaixona por ela. Mas não se deixe enganar pela sinopse: Krystal aborda de maneira profunda os relacionamentos humanos, principalmente os que acontecem entre os jovens.

    Henry Page é o nosso protagonista, um garoto que está no último ano do colegial e possui uma vida relativamentra tranquila. Ele tem dois melhores amigos: Lola e Murray, que o conhecem há anos; eles fazem tudo juntos, e passaram por muita coisa. Henry ajudou Lola no processo de assumir sua homossexualidade, e Murray, a tentar superar a ex-namorada. O personagem é apaixonado por escrever – o seu sonho é ser o diretor chefe do jornal da escola, para tentar entrar em uma faculdade razoavelmente boa -, mas ele só é bom com as palavras no papel. No dia-dia, Henry nunca teve experiências amorosas, muito menos quis sair da sua zona de conforto.

    É na escola que Henry conhece Grace Town, uma menina de sua cidade que estudava em outra escola. Grace chama sua atenção logo de cara, mas não pelos motivos óbvios: ela está sempre séria, não fala com ninguém, usa roupas grandes demais para ela – que parecem não ser sua -, e carrega um mistério consigo. Pouco se sabe sobre ela, e é Henry que se aproxima pela primeira vez. O que ele descobre é que, além dele ser encarregado de trabalhar no jornal da escola, Grace também é. Ela é experiente com a escrita, e carrega consigo um poema do Pablo Neruda. Porém, por motivos desconhecidos, faz alguns meses que ela não escreve.

    Mesmo que a aproximação dos dois de início seja tímida, Grace e Henry encontram milhares de gostos em comum logo de cara. Suas personalidades são diferentes, mas eles gostam de coisas semelhantes. É no escritório da escola em que produzem o jornal que a amizade dos dois cresce; e Henry se vê instigado por aquela garota ele conhece tão pouco. Ela não explica porque anda com roupas velhas ou sempre está usando a sua bengala. Muito menos porque não deixa o amigo entrar na sua casa, e porque vai aos cemitérios todo dia após deixa-lo em casa, sempre percorrendo o mesmo caminho.

    A personagem é complexa e bem trabalhada. Ainda no início do enredo, a própria autora brinca com o fato de Grace ser uma suposta Manic Pixie Dream Girls, tipo de personagem feminina que é muito criticado na cultura pop (ex: Ramona Flowers de Scott Pilgrim e Summer de 500 Dias com Ela). Quando a história ainda não havia chegado na metade, eu, como leitora, estranhava a paixão repentina de Henry por Grace, que simplesmente não mostrava quem ela era de verdade. Mas é no decorrer da leitura que vamos desvendando-a camada por camada, até conhecer quem ela realmente é.

    Grace sofreu um acidente de carro há alguns meses e ainda tentava se recuperar do fato. É na tragédia que ela perde o namorado, o melhor amigo e o companheiro do lugar que ela mora: Dom. Os dois se conheciam desde a infância e o garoto teve um papel extremamente importante na vida de Grace, e no “eu” que ela deixou para trás. Uma pessoa extrovertida, que possuía muitos amigos e estava sempre no centro de tudo: o oposto do que ela havia se tornado.

    O romance entre Grace e Henry se desenvolve, mas com muitas dificuldades e momentos de dúvidas. Henry não quer competir com o fantasma de Dom, alguém que marcou a vida da menina de uma maneira inapagável. Mas ao mesmo tempo, ele quer que ela goste dele de verdade. A autora usa elementos também, para ressaltar o amor idealizado e romântico que o protagonista tanto deseja, por uma esfera realista. A própria Grace o questiona se ele quer a imagem que ele inventou dela, ou quem ela realmente é.

     “- Queria ver como você reagiria. Se eu me esforçasse a ser ela por uma noite. Grace Kintsukuroi, toda costurada com ouro fundido. Você nunca tinha me olhado daquele jeito antes, quando me viu pela multidão. Acho que você tem sentimentos por alguém que não existe.”

    Esse é um dos trunfos do livro: o tempo todo, nós percebemos – assim como os amigos de Henry – que o relacionamento dos dois personagens é crível, amoroso e intenso (tudo ao mesmo tempo) mas é difícil demais para ser bom de verdade. A intensidade dos sentimentos dos dois chega a limites, e ambos acabam machucados. Henry, por não ser correspondido do jeito que queria, e Grace, por não conseguir superar o trauma do acidente.

    “Fechei os olhos e pensei. Tentei pensar em um período maior do que poucas horas em que eu estivera feliz de verdade com Grace. Eu me lembrava da ansiedade, do estresse, da dor, da tristeza, o ácido do meu estômago devorando tudo na altura do pulmão. Eu me lembrei de amá-la, com desespero.”

    O livro aborda o luto, a dor, a solidão, o amor, e os sentimentos a flor da pele com profundidade, delicadeza, mas de uma maneira realista e bem dolorida. Para os fantasiosos, como eu, parece que a autora nos dá um tapa na cara, dizendo: “chega de romantizar tudo!”. Porém, ainda fica a conclusão de Henry que esse amor foi válido e o marcou de maneira impressionante, e só porque não deu certo, não quer dizer que não valeu a pena.

    Krystal Sutherland me supreendeu com maestria. Ela transformou uma história que poderia cair no lugar comum, para um enredo sobre superação e corações partidos, de uma maneira muito honesta.

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