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    A revolução de Rihanna com a Fenty

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  • Setembro 17, 2018
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    Aconteceu em Nova York durante toda a semana anterior o New York Fashion Week. Esses são alguns dos sete dias em que conhecemos as maiores tendências da próxima temporada, e o street style é sempre uma das minhas partes favoritas; por ele, dá pra saber muito bem o que vem por aí, e maneiras também de usar no nosso dia-dia (por mais que alguns looks sejam mais extravagantes). Inspiração é tudo. A moda pode influenciar em um monte de áreas, se soubermos como não atrelá-la somente ao consumo.

    Design sem nome

    O óculos gatinho continua firme e forte para as próximas temporadas, e quem ganha espaço de vez são os vestidos femininos e delicados com estampa de póa. Eles apareceram diversas vezes no street style, com cintura marcada e os famosos dad sneakers, tênis com lavagem clara e mais pesados para quebrar o clima romântico do vestido.

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    Saias retas e com modelagem 90’s são uma opção fácil para usar nos dias quentes e com meia calça no nosso inverno brasileiro. O truque é misturar com uma t-shirt de banda, por exemplo. A botinha preta não saiu dos pés das fashionistas; ah, e a calça flare, com a modelagem mais larga, está ocupando o espaço até da skinny.

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    Os conjuntos de cores fortes (vermelho, pink, laranja) ganharam força no estilo sport na Escandinávia, e após dominarem também os desfiles na América, continuam com gás para mais uma temporada, com versões que aliam os tênis brancos ao óculos estiloso e a pochete. Se você prefere misturar cores, as sobreposições voltam com tudo. Ah, e atenção para o detalhe da bolsa na última foto; esse truque de styling apareceu muito no NYFW!

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    E falando em cores, o rosa foi o foco das atenções. Aparecendo em suéter, vestidos, casacos ou conjuntos: ele roubou as atenções. Os conjuntinhos, como nós já mencionamos, estão em alta: Bella Hadid apostou nele; o blazer com estampa e um pouco mais oversized também é certeiro.

    Setembro 10, 2018
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    Título: 13 Segundos

    Autor (a): Bel Rodrigues

    Editora: Galera Record

    Sinopse: Lola está no último ano do ensino médio e acabou de terminar um relacionamento. Ela sabe que foi a melhor decisão, mas ainda assim não é fácil encarar o vestibular e um coração partido ao mesmo tempo. Tudo que Lola quer agora é colocar a vida em ordem, descobrir a si mesma e reavaliar suas prioridades. Sua maior paixão é o canto, e por isso, incentivada pelos amigos, ela cria um canal no Youtube onde posta covers de suas músicas favoritas. Ela também quer se divertir, sair para beber com os amigos e conhecer pessoas. Em uma dessas noites que ela se envolve com John. O que era para ser só uma noite acaba ficando mais complicado quando ela descobre que ele faz intercâmbio no colégio dela… e do ex. Lola não quer se envolver, mas é difícil ignorar John, com todo aquele charme canadense. E quando tudo parece ter se alinhado, treze segundos são suficientes para mudar drasticamente a vida da garota. 13 segundos é um livro potente, que dialoga com os julgamentos que mulheres jovens enfrentam cotidianamente simplesmente por buscarem serem livres, por quererem ser elas mesmas.

    Quando eu soube que o livro da catarinense Bel Rodrigues havia sido o mais vendido no estande da Rocco na última Bienal, eu já fiquei ansiosa para ler a obra de estreia da autora, que é conhecida na internet por fazer review de livros no Youtube. A capa me chamou a atenção, assim como a sinopse, e não demorou muito para eu garantir a minha cópia de 13 Segundos. 

    Sabe aquele tipo de livro que você sente que estava faltando no mercado literário brasileiro? 13 Segundos trás uma fórmula que conhecemos bem, com uma protagonista adolescente se formando no ensino médio, uma vida relativamente normal, festas e melhores amigos. Porém, a autora subverte esses clichês e transforma a história em algo mais profundo, abordando temas como o sexo, assédio, machismo e revenge porn.

    “A pornografia de vingança é uma expressão que remete ao ato de expor publicamente, na Internet, fotos ou vídeos íntimos de terceiros, sem o consentimento dos mesmos, mesmo que estes tenham se deixado filmar ou fotografar no âmbito privado.”

    Quantos livros brasileiros, voltados para os jovens, que nós conhecemos que falam abertamente sobre sexo? Sobre o prazer feminino? Sobre se orgulhar do seu próprio corpo? Estas são características que encontramos em Lola, menina de 17 anos que vive com a mãe e a irmã mais nova – Nina -, em Curitiba. Ela terminou um namoro longo com Leo, seu primeiro amor, e que foi muito importante em sua vida; porém, por motivos de ciúmes, desconfiança e brigas, Lola decide passar o último ano da escola sozinha. Ela sabe que está melhor assim, por mais que seja dificil superar um relacionamento.

    Lola tem a companhia de suas melhores amigas: Ariel, Melissa e Anna. A amizade feminina é um tema abordado desde os primeiros capítulos; a união, os conselhos, os bons momentos – e os ruins também -, são enaltecidos pela autora e a personalidade dos amigos da protagonista são muito bem trabalhados. É interessante ver como a autora exclui a rivalidade feminina desta história, mesmo que Lola tenha um desafeto na escola – Becca -, e já vemos um estilo de young adult brasileiro bem diferente dos maiores sucessos dos anos anteriores.

    Os planos de Lola de ter um ano tranquilo, sem envolvimentos amorosos, começam a mudar quando ela se envolve durante as férias com John, um intercambista que nasceu no Brasil, mas mora no Canadá. Apesar de ter medo de encarar outra relação, já que a sua última acabou de maneira muito ruim, os interesses em comum, a química explosiva e a compatibilidade fazem com que Lola se envolva com John, aos poucos; mesmo que de início eles só queiram uma amizade colorida.

    Apesar do romance ocupar boas partes do livro e cativar o leitor do inicio ao fim, o foco da história nunca deixa de ser Lola, sua vida e suas paixões. Ela sempre gostou de música, e quando o coral da escola fecha por motivos econômicos, a personagem cria o seu canal no Youtube – após muito convencimento por parte dos amigos -. De inicio ela fica com medo de ter uma reação negativa e comentários de ódio na internet, mas supera o medo e começa a postar seus vídeos. É aí também que a autora aborda o machismo, perante as mensagens que a garota recebe na internet evidenciando o seu corpo, e não a sua voz.

    A trajetória de Lola é marcada por altos e baixos, conflitos e mágoas do seu relacionamento antigo. Apesar de acreditar guardar só sentimentos bons pelo ex namorado, ele ainda a persegue e não aceita o final do namoro. O romance de Lola com John afeta Leonardo, que torna Lola vítima do revenge porn, ao vazar um vídeo sexual dela de 13 segundos. Isso é o bastante para destruir boa parte da vida da protagonista, dos seus sonhos e da sua rotina, que irá demorar muito tempo para voltar ao normal.

    Os capítulos em que Bel Rodrigues aborda este tema – e suas consequências – são emocionantes e muito bem escritos. A autora consegue, com maestria, fazer com que a gente se sinta um pouco na pele da Lola, com todas as dificuldades que ela passou, principalmente quando narra os sentimentos de angústia, dor, depressão e ansiedade. Todo mundo que já passou por pelo menos um desses momentos, vai conseguir se identificar. Vale até mesmo fazer um paralelo do livro nacional com “Amor Amargo”, norte-americano e que também aborda relacionamentos abusivos e como é a jornada da vítima para se recuperar.

    Esse é um assunto que deve ser discutido, debatido e abordado na literatura brasileira. Assim como outras questões, como a liberdade sexual, tão bem exemplificada por Bel Rodrigues em uma personagem que acredita em si mesma, nos seus gostos e não tem medo de seguir os seus desejos – assim como todos os outros protagonistas masculinos, que já lemos milhares de vezes -. A autora chega no mercado para inovar e trazer discussões importantes à tona.

    13 Segundos é o livro do mês de Setembro do Infinistante, clube do livro criado por Melina Souza, Loma Sernaiotto e a Maki. Para saber mais e participar clique aqui.

    Setembro 2, 2018
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    Por que nós precisamos entrar no trem que é a vida para descer algumas paradas depois?

    Por que nós experimentamos corações partidos e batidas e acidentes durante a viagem?

    Por que nós precisamos conhecer passageiros que irão arruinar a viagem com coisas que não cabem?

    Eu não entendo porque temos a obrigação de pagar por passagens de trens que não queremos pegar.

    E se eu gritasse para o mundo que eu nunca quis pegar nenhum trem?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ter a força do chão que aguenta o peso e a velocidade dos trens que passam diariamente por cima dele?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ser as nuvens que seguem os trens e não possuem limites de onde podem existir?

    Eu não quero ser um passageiro e não quero corações partidos. Eu quero experimentar poesia sem dor. Não é isso que as estrelas fazem quanto estão pintando o céu? Se é isso que elas fazem, por que eu preciso experimentar dor para crescer e explodir? Não posso simplesmente nadar pelas águas do oceano, e não pelas lágrimas que derramo?

    Não sou capaz de entender que alguém possa viver como um passageiro e nunca se sinta desesperado com todas as coisas que aparecem nas janelas do trem durante a viagem.

    Algum passageiro já conseguiu finalizar a viagem com um sorriso verdadeiro no rosto? Algum passageiro já desejou ser qualquer coisa, menos um passageiro? Pois eu faço isso o tempo inteiro. Meu coração partido é um sinal dos tempos: tudo está prestes a mudar e eu sei que não estou pronta. Tudo o que eu conheço é passageiro, mas minha alma pede pelo desconhecido: eu quero nadar no abismo do universo.

    Setembro 2, 2018
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    Charlotte-Perkins-Gilman

    Charlotte Perkins Gilman é uma das maiores romancistas norte-americanas; apesar dos seus livros não serem tão conhecidos no Brasil, Charlotte tem renome no mundo por ser uma das primeiras autoras a abordar o feminismo nos EUA, no início dos anos 1900. Ela nasceu em Connecticut em 1860, e faleceu na década de 30 na Califórnia. Foi reconhecida pela sua escrita durante a sua vida, e obteve sucesso com as suas publicações. Ela também escreveu livros sociólogicos – com viés econômico -, poemas e contos.

    Criticou a arquitetura – que aumenta as restrições às mulheres no século 19 -, o modelo de casamento burguês (um dos principais tópicos de “O Papel de Parede Amarelo”), e outros temas que ganharam destaque no movimento feminista nos anos 60. Ela foi pioneira ao debater, em livros de sucesso, demandas das mulheres na época que nunca haviam sido colocadas em pauta.

    Design sem nome

    Eu tive a oportunidade de ler dois livros da autora (ganhei os dois de presente). O primeiro é o conto “O papel de parede amarelo”, publicado no Brasil pela editora José Olympio. Classificado como uma história “assustadora e de terror” em meados do século 19, ele ganhou uma nova roupagem e visão após a onda feminista; críticos começaram a enxergar o que estava por trás da história do livro, que trás como protagonista uma esposa que enlouquece e vive sob os cuidados do marido, que é medico, em uma casa no interior.

    Um clássico da literatura feminista pela primeira vez no Brasil. Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releitura, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.

    A mulher está em constante domínio pelas ordens e recomendações do seu cônjuge – que acredita que sabe o que é o melhor para ela -, enquanto passa os seus dias praticamente presa naquela casa, e no seu novo quarto, que possui um papel de parede amarelo que ela odeia. É durante o processo de rasgar o papel, que chega a libertação, a raiva e o sentimento de se desprender daquela pessoa – e do casamento – que a mantêm como refém. A história possui pinceladas autobiográficas, pois acredita-se que Charlotte não foi feliz no casamento.

    Já o segundo livro que eu li foi “Herland”, que ganhou o título no Brasil de “A Terra Das Mulheres”. Não se sabe ao certo em que década o livro se passa, mas Charlotte, durante sua carreira, percorreu diversos gêneros, e distopia também foi um deles. Neste romance, conhecemos três homens jovens e que trabalham como exploradores; Van – o narrador -, embarca com seus colegas Terry e Jeff em uma expedição para uma ilha desconhecida, em que acredita-se que só vivem mulheres. Porém, há pouquíssimos relatos sobre o lugar.

    Publicado pela primeira vez em 1915, Herland – A Terra das Mulheres é uma novela que coloca os holofotes sobre a questão de gênero. Escrito pela feminista Charlotte Perkins Gilman, o livro descreve uma sociedade formada unicamente por mulheres que vivem livres de conflitos e de dominação. A história é narrada por um estudante de sociologia que, junto a dois companheiros, chega ao lendário país ocupado por mulheres. As diferentes visões dos três exploradores geram um choque cultural com a organização social utópica que terão de confrontar. Herland subverte questões como a definição de gênero, a maternidade e o senso de individualidade. Gilman, nesta obra, cria uma história revolucionária e dá uma importante contribuição às discussões sociológicas sobre os papéis masculino e feminino em sociedades de qualquer época.

    Herland é um país habitado somente por mulheres. Não há guerra, conflitos, fome ou pobreza. A maternidade é um dos maiores trunfos do local; os papéis de gênero são totalmente invertidos. Já que não conhecem a opressão, todas as mulheres exercem seus trabalhos e tarefas sem acreditar que há qualquer tipo de diferença entre elas e o outro sexo. São questionadas o tempo todo pelos visitantes, que não conseguem acreditar que não há homens no país.

    Apesar de abordar diferentes temas feministas, Charlotte é criticada justamente em um ensaio escrito por Lindy West, na edição atual de Herland, sobre a falta de interseccionalidade no livro. A autora peca, pois só representa, em suas histórias, mulheres brancas, o que se torna ainda mais contraditório ao criar um país somente habitado por mulheres (onde não são citadas mulheres negras).

    Agosto 26, 2018
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    Já faz algumas estações que a tendência de usar meia com sandália aberta chegou pra ficar, mas foi só recentemente que eu mesma resolvi apostar e me inspirei nos milhares de looks que existem por aí no street style. Apesar de algumas pessoas acharem um pouco “ousado” demais, eu garanto que depois que você usa pela primeira vez, vai se acostumar e achar bem confortável (dá a sensação de que você está em casa). Uma boa pedida é usar as meias – as minhas favoritas são as de cetim e glitter –  com os modelos abertos da Melissa. 

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    As inspirações são muitas, mas a versão com glitter e cetim é a que mais tem conquistado adeptos nesse último inverno, seja no Brasil ou lá fora. Sim, aqui ainda é mais dificil ver a galera apostar na sandália + meia, mas fica charmoso, além de você poder usar sapatos abertos mesmo nos dias mais frios.

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    Para as mais discretas, vale apostar em cores sóbrias (cinza, preto, marrom) ou até mesmo aquelas que casem com a cor do sapato. Outra opção são as meias arrastão, que voltaram em versões mais básicas. Ao invés de usar o modelo normal, elas aparecem menores, só para combinar com as sandálias (os tons pastéis são os favoritos).

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    Se você, por algum motivo de força maior, não curte usar sandálias no inverno, pode combinar as meias de glitter com o dad sneaker, esse modelo de tênis mais pesado que ganhou destaque há alguns invernos na Escandinávia, e chegou com tudo no hemisfério Norte em Janeiro. Desde então, eles roubaram espaço nos desfiles e ao que tudo indica, vão demorar um bom tempo para perder o seu posto de queridinho.

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