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  • Setembro 1, 2019
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    Design sem nome

    No mês de Agosto eu tive o prazer de visitar, pela primeira vez, o Parque Gráfico, feira incrível de arte que acontece anualmente em Florianópolis, Santa Catarina. A idealização do evento, feito por Camila Petersen, e com o suporte de toda uma equipe técnica, chegou em sua quarta edição em 2019. O parque gráfico realizou a sua primeira edição em 2016.

    “A Parque Gráfico é uma feira de exposição, troca, venda e consumo de produções gráficas e publicações independentes, tais como zines, livros, livros de artista, HQs, catálogos, editoriais, postais, pôsteres, gravuras e toda uma infinidade de produtos impressos que carregam consigo as características desse tipo de produção: menor tiragem, alto valor artístico e conceito mais artesanal e menos industrial.” Fonte

    Arte para mim é algo essencial, e iniciativas como essa são um pontapé para incentivar artistas; o mais interessante é que no Parque podemos conhecê-los, conversar pessoalmente (principalmente com aqueles que você já acompanha na internet faz tempo, que foi o meu caso com a @camixvx, a Camila Rosa), e consumir produtos que são feitos por artistas independentes. Também é possível visualizar o ativismo no evento de diversas maneiras; seja nas artes representativas, nos artistas queer e nas frases de apoio ao movimento LGBTQI+, negro e feminista.

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    Eu acompanho a Camila Rosa a um bom tempo no Instagram (se você segue o Insta do blog já deve ter visto as artes dela muitas vezes por lá nos stories). Camila é do mesmo estado que eu, Santa Catarina. Quando eu comecei a segui-la nas redes sociais ela estava morando em Nova York. A artista já fez vários trabalhos incríveis por lá (um dos mais recentes faz parte da campanha Keep Fighting). Suas artes falam sobre feminismo, veganismo, e sempre mostram mulheres de corpos e etnias diferentes; eu sou apaixonada pelo traço dela e de como suas ilustrações são poderosas e impactantes. Elas transmitem muita força. Foi muito legal poder conhecer a artista no Parque Gráfico!

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    Letícia Moreno é a autora do Negapeta; eu ainda não conhecia o seu trabalho e tive a oportunidade de apreciar no Parque e também levar alguns stickers pra casa. Letícia é ilustradora, aquarelista e estuda História da Arte na UFRJ. Um detalhe muito legal é que todas as compras vinham em em envelopes com desenhos feitos por ela (cada um deles diferente!). Eu gostei muito das artes dela com aquarela. Seus desenhos trazem mulheres negras e muita representatividade. Acompanhe-a no Facebook também!

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    A fotografia também tem um espaço enorme no Parque Gráfico. Joe Nicolay, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, foi um dos meus artistas favoritos. Eu fiquei impressionada com os cartões postais que traziam fotografias conceituais, em preto & branco. O trabalho dele traz as pautas de diversidade e identidade; Joe é graduando em Artes Visuais pela UFRGS. Vale super a pena conferir o seu trabalho na internet (que é super extenso!).

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    A Naomy Rosa, conhecida artisticamente como @Batnau, foi uma das pessoas que eu mais adorei ver no Parque Gráfico. O trabalho dela está sempre presente nas Feiras de Florianópolis, em especial a Feira Afro Artesanal, uma tradição no centro da cidade, da capital de Santa Catarina. Já presenteei algumas amigas com cadernos e adesivos; o sketchbook é um dos meus favoritos! Uma característica única de seu trabalho são os desenhos feitos com café. A designer de interiores atualmente mora em Criciúma.

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    É difícil não amar as ilustrações delicadas e as personagens femininas da ilustradora e designer têxtil Caroline Bogo. O seu estande estava lotado de meninas olhando os prints, adesivos e demais trabalhos da artista. Estavam presentes desenhos com muitas cores – em especial o rosa -, cheios de detalhes e uma estética maravilhosa. Comprei de aniversário para um amigo um print lindo. Caroline também estava vendendo alguns originais na Feira.

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    Apesar dos tempos complicados no nosso país, a arte está viva e bem, obrigada. Os artistas são inspiradores e trazem mensagens importantíssimas. Não consegui fotografar tudo, mas o Parque Gráfico traz um explícito tom político e de questionamento, principalmente no trabalho dos artistas negros e LGBTQ, que mostram suas vivências, percepções e experiências em zines, ilustrações e frases. Também houve espaço para livros que exploravam temas tabus – com estandes que traziam tiragens produzidas por editoras pequenas -.

    Apoiar eventos como esse é essencial. Precisamos ocupar esse espaço e fazer questionamentos, além de acompanhar as pessoas que produzem conteúdo e arte de diversas maneiras. Essas formas de expressão carregam em si um poderoso olhar crítico, uma outra maneira de enxergar a sociedade, as angústias e crises que estamos vivendo. Muitos cartazes de artistas jovens e mais velhos questionavam a democracia, o status quo, a maneira como a sociedade está estruturada. Eu sai de lá, naquele dia, energizada e com força para continuar contribuindo coletivamente, mesmo nesses dias difíceis de 2019.

    Agosto 28, 2019
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    o amor próprio está nas revistas e nos livros de autoajuda,

    nas sessões de terapia e nos meus escritos,

    mas de alguma maneira eu sempre o vejo perdido.

     

    perdido no banheiro de estranhos quanto olhei o meu reflexo naquele espelho,

    perdido em relações tampa-vazio,

    em conversas que eu só fingi ouvir, me perguntando

    o que diabos eu estava fazendo ali

     

    jogado nas tentativas de convencimento, de “preste atenção em mim”,

    nos meus sentimentos que não segui,

    quando te procurei mesmo você querendo logo ir.

     

    causalidade, quartos desconhecidos, copos vazios.

    deixei cada pedaço do meu amor ali, sem saber seguir.

     

    na volta para casa chorei no carro, quase meia noite,

    eu mal te conheci, mas deixei outro pedaço do meu amor em ti.

     

    que mania péssima de espalha-lo por aí, sem saber para que lugar ir,

    quebrando minha jornada interminável.

     

    eu nunca soube cultivá-lo, estou tentando, mas o meu caminho

    geralmente é tropeçado. 

    Agosto 27, 2019
    postado por

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    Ultimamente eu ando pensando muito sobre as mulheres que me inspiram e aquelas que me dão força. Depois de longas jornadas de tentar me conhecer mais – que ainda estão em processo, vale dizer -, e sessões em que minha terapeuta dizia que eu precisava me amar urgentemente (não amanhã, não depois, mas começar o trabalho duro hoje) eu comecei a me cercar de livros que poderiam me ajudar, de ouvir mais as amigas que estavam do meu lado e de reparar como as mulheres que eu convivia me traziam algo de novo e de inspirador. É importante dizer que nenhuma delas é perfeita. Todas estão longe de serem. São cheias de defeitos como qualquer ser humano, como eu, e a ideia de você se inspirar em alguém que precisa ter tudo certo na sua vida é uma furada. Afinal, quem consegue ter tudo no seu lugar nos tempos de hoje? É uma tarefa quase impossível.

    Elas estavam lá nos pequenos detalhes. Desde a minha ex-chefe, que coordenava uma empresa todos os dias enquanto organizava eventos que ensinavam meninas pré-adolescentes e adolescentes a criar aplicativos que mudassem as suas comunidades, correndo atrás de suporte para que aquelas jovens tivessem alimentação durante os programas (algo difícil; em tese, todo mundo apoia o feminismo, mas na hora do vamos ver…), na minha amiga que se engaja com toda a força que tem nos projetos que acredita, por um mundo mais justo e igualitário para as mulheres negras, e que está envolvida em pautas de consciência ambiental.

    Nos meus dias mais complicados, quando parece que está difícil demais de construir a minha auto estima e o meu próprio caminho, eu tento olhar mais para o lado. Para quem eu vejo que também está na sua trajetória e no seu processo todos os dias. Trajetórias essas que podem ser duras; às vezes nós idealizamos demais as pessoas que estão ao nosso lado, que não conhecemos intimamente, e achamos que elas tem tudo acertado. Eu já tive essa ideia de muitas mulheres que trabalhavam comigo, que lideravam equipes enquanto enfrentavam um doutorado. Eu a via sendo uma profissional brilhante, mas não fazia ideia de que ela enfrentava desafios extremamente difíceis na sua vida pessoal. Que todos os dias era uma luta. E que mesmo assim ela estava lá, de pé, dando o seu melhor. E foi nesse momento que caiu a ficha pra mim que convivemos com mulheres fodas. Elas não precisam estar na internet, ou realizando uma viagem dos sonhos, ou tendo uma vida que parece incrível. Elas podem estar ali, do seu lado, lidando com os seus próprios demônios.

    Eu aprendi a tentar achar a força feminina dentro de mim. Tentar construir a minha intuição, o meu sexto sentido, a calma antes da tempestade. Me livrar do ideal romântico, que tanto me fez pensar que eu precisava doar o meu eu inteiro e perder a minha essência, quando ela é verdadeiramente a coisa mais importante que eu tenho. Sigo buscando o equilíbrio me inspirando em mulheres que estão na minha rotina, nas amigas corajosas, nos livros de Angela Davis e nos arquétipos escritos por Clarissa Pinkola Estés. Alguns dias são mais complicados que outros, mas sinto que estou no caminho certo. 

    Agosto 17, 2019
    postado por
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    Finalmente coloco em prática aqui no blog a ideia de fazer uma pequena curadoria de links, textos, podcasts e conteúdos relevantes que eu acompanho na internet. Eu sempre consumi muito coisas oriundas das redes sociais, mas nós recebemos informações o tempo todo e é complicado filtrar o que realmente importa ou não. Confere as minhas sugestões e depois conta o que você achou!

    TEXTOS

    Publicado pelo Modefica, esse artigo conta por completo o histórico da Marcha das Margaridas, que recebeu a sua sexta edição em Brasília nos dias 13 e 14 deste mês: mesma semana em que ocorreu o Ato contra o programa Future-se do Governo Federal, que desestrutura universidades públicas.

    “A data escolhida para a ação faz referência ao assassinato de Margarida Maria Alves, trabalhadora rural, líder sindical e defensora dos direitos humanos, que foi brutalmente assassinada em 1983, na Paraíba.” Por Juliana Aguilera

     PODCASTS

    O podcast comandado pela roteirista Camila Fremder é um dos meus favoritos: além de debater assuntos atuais com convidados espertos e que sempre tem opiniões interessantes, ele é muito divertido (você vai gargalhar no ônibus/metrô). O episódio dessa semana é especial: “O Que Estamos Fazendo com o Planeta?” aborda um assunto que você já pode ter ouvido diversas vezes, mas talvez não seja engajado. Como utilizar a moda e o mundo da beleza de maneira sustentável? Eu acompanho essa pauta na moda faz alguns anos, mas a sustentabilidade na indústria dos cosméticos ainda é algo que eu estou tentando entender.

    O Bom Dia, Obvious debate como está a questão do amor próprio na era do Instagram: o fim dos likes chegaram, mas será que isso realmente mudou a maneira como as pessoas usam a plataforma? Eu me lembro que o aplicativo sempre me afetou, principalmente na época dos 18 e 19 anos. Às vezes eu excluía-o por alguns dias, porque sentia que a imagem alheia e a comparação me faziam infeliz. É difícil saber o que é verdade ou não é; nas redes sociais, tudo é apenas um fragmento da realidade.

    VÍDEOS

    As irmãs Thali e Gabi são do Paraná, de Curitiba, e são experts em criar conteúdos criativo em diversas plataformas (o Instagram é uma delas!). O destaque fica para os vídeos das meninas, com edições e fotografias sensacionais. O canal no Youtube é cheio de takes criativos sobre lifestyle e moda; recentemente elas trabalharam em parceria com a Melissa. Não perde tempo e assiste!

    MÚSICA

    • “Lover”, novo álbum de Taylor Swift em 23 de Agosto

    O novo álbum de Taylor Swift, Lover, tem uma pegada totalmente diferente do seu último disco. As cobras dão o lugar às borboletas e os tons pastéis, e um título apaixonado. Segundo a própria cantora o disco irá falar sobre amor – em todas as suas formas -, e não apenas em relacionamentos amorosos. Depois de “Me!”, e “You Need To Calm Down”, as faixas liberadas, The ArcherLover fazem um resgate as músicas mais antigas da cantora, com foco nas letras românticas (ambas as canções foram produzidas por Jack Antonoff).

    Agosto 5, 2019
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    Lizzo é uma das maiores apostas de 2019. A rapper norte-americana conquistou o seu espaço com Truth Hurts, sua primeira música a conquistar um top 10 nas paradas. Mas a verdade é que a cantora está longe de ter surgido ontem: ela já está na estrada há alguns anos, tendo lançado inclusive o single em 2017; sabe aqueles artistas que você só espera bombar, porque sabe que a hora deles vai chegar? É assim que aconteceu com a cantora, chamada na vida pessoal de Melissa Jefferson, e nascida em Detroit. Por um acaso, eu tive a oportunidade de vê-la ao vivo em Janeiro de 2018 em Atlanta. Eu não conhecia a cantora na época, mas o fato de todo mundo da plateia saber a letra da sua música de cor me surpreendeu. Com uma personalidade original e letras com um toque de bom humor e empoderamento, é inegável dizer que o momento de Lizzo chegou.

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