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    Música

    Conheça a belga Angèle

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    Música, Playlist

    Playlist: Dezembro

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    Comportamento, Textos, Viagens

    Carta de amor para os nômades

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    Séries

    Série: O Mundo Sombrio de Sabrina

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  • Novembro 12, 2018
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    O vintage sempre vai ser, de certa maneira, contemporâneo. Em todas as estações vemos o ressurgimento de tendências de décadas anteriores, sejam em detalhes, acessórios ou roupas. A moda sempre busca inspiração lá trás; todo ano eu sinto que meu estilo muda um pouco, e nos últimos meses eu busquei muitas referências nos anos 90’s e em musas francesas (talvez tenha sido influência do curso!), e é legal de enxergar como tudo isso contribui para o nosso gosto e estética.

    Design sem nome

    Brigitte Bardot foi um dos maiores símbolos dos anos 50 e 60. Hoje ela ainda é reconhecida como um ícone da moda – além de claro, sua carreira de sucesso como atriz e ativista -, e muitas das peças que a atriz usou na época podem ser vistas como tendência atualmente. É fácil se inspirar: a cintura marcada, seja com cintos ou saias, ganha espaço e é vista constantemente. Aliás, as saias recebem uma repaginada com o tecido de veludo e as cores sóbrias (roxo, azul, vermelho e preto).

    JIVE_ The Grand Summer Concert

    Jane Birkin e sua franja atemporal não perderam força. A britânica, que morou na França durante toda a sua vida, cultivou os cabelos lisos e longos com a franjinha durante décadas, se tornando uma verdadeira referência. Até hoje, as francesas continuam apostando no corte. Eu cortei franja em 2016, quando quis fazer uma mudança radical no cabelo, e desde então não a abandonei. Ela já passou por algumas alterações: no início era longa, mais parecida com essa de Jane, e agora é bem curtinha e desfiada.

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    Mais inspo

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    É mais fácil do que parece aplicar o estilo com inspirações vintage no nosso dia-dia. Ele está presente em detalhes: seja no estilo mais puxado para o lado das francesas, como o do primeiro look – e não pode faltar o óculos gatinho, que voltou com tudo e é marca registrada de décadas anteriores -, seja nas sobreposições da jardineira com as blusas listradas (que ganharam força nos anos 80). E para finalizar, a saia jeans é uma opção fácil: as de cintura alta e com lavagem clara e desgastada são a cara dos anos 90.

    Novembro 3, 2018
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    A internet é sempre uma das minhas maiores fontes de inspiração para a moda. É nos blogs, no Pinterest, no Instagram e no Youtube que é possível encontrar um monte de referências em uma versão mais adaptada ao dia-dia mesmo, com looks fáceis de usar durante a rotina (corrida) que a gente normalmente tem. Abaixo eu listei algumas das brasileiras que eu mais curto acompanhar e que mandam muito bem no estilo.

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    Mariana Andrade mora em São Paulo e é a dona da Pink Vanilla Shop. A sua loja reflete bem o estilo dela: estampas fofas, blazer, pantacourt, listras, e T-shirts de banda. Essa pegada mais girlie ganha inspiração urbana, com tênis confortáveis (ela sempre aparece de all star e dad sneaker).

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    O estilo da Larissa Cunegundes é definitivamente um dos meus favoritos. A começar pelo corte de cabelo diferente e despojado, ela sabe misturar looks versáteis com peças femininas. Tudo acompanhado de acessórios: bolsas diferentes, boinas, chapéu e óculos vintage. Lari mora em Brasília e trabalha com moda, e conta bastante sobre isso no seu canal do Youtube.

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    Mariana Fernandes é de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Nesse post, o estilo dela é o que eu mais me identifico: são peças básicas que ganham um tom diferente com as peças certas. Estampa xadrez, cinto, mom jeans, blusa listrada, são detalhes que podem mudar todo o visual. Sem falar que são ítens fáceis de achar. Muitas das roupas que ela usa – segundo Mariana já falou no seu Instagram -, são de lojas de departamento que conhecemos, como a Renner.

    Design sem nome

    Você provavelmente já conhece a maravilhosa Luiza Junqueira, do canal Tá Querida, com vídeos interessantíssimos sobre diversos temas (positividade corporal, feminismo, resistência…). Mas não é só nos vídeos que ela esbanja estilo; no seu perfil do Insta ela posta vários looks. Os mais recentes tem uma pegada de tons fortes (cores como rosa e laranja), e esses do post são mais básicos, com a presença de sapatos em verniz (o meu favorito é o primeiro) e peças básicas, como a camisa estampada e o cropped listrado.

    Outubro 28, 2018
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    No desenho eu sou a menina de franja.
    Eu dei um sumiço nas últimas semanas aqui no blog, e queria contar um pouco pra vocês (e também tirar da cabeça tudo isso que eu tô sentindo). Os últimos dias foram completamente intensos, ocupados. Eu confesso que esqueci do yoga, da academia (coisas importantes pra mim), esqueci de passar maquiagem, de ouvir música, de quase tudo. As últimas semanas foram cheias. Eu não parei por um segundo, e o motivo é que a luta não podia parar. Parece que essa jornada começou na manifestação do #EleNão e não foi finalizada em nenhum dia desde o final do primeiro turno.

    Nessa jornada do mês de Outubro na caminhada das eleições eu fiz amigos incríveis, algumas inimizades e conheci colegas que passavam por mim no corredor da faculdade todos os dias e eu nunca havia conversado. Descobri neles companheirismo, abraço, força e união. Eu entrei no curso de Administração Pública em Março e desde então a minha vida não foi a mesma. Foram aprendizados, momentos felizes, muitas lágrimas, traumas e muita experiência nova e importante. Não me sinto mais a mesma, não quero mais ser a mesma, e sinto que a Ana Beatriz do início do ano é agora quase uma desconhecida.

    Eu me interessei pelo Movimento Estudantil desde o primeiro dia em que pisei naquela faculdade, e era algo que já estava dentro de mim desde o ensino médio. Mas o espaço para me manifestar era pouco, e eu de certa maneira o encontrava aqui na internet. Muitas pessoas invalidam as atividades dos estudantes; acham que aqueles que se envolvem nas manifestações e nas lutas ideológicas ignoram as aulas ou “não tem o que fazer.” Não é bem assim; eu me dedico muito para manter boas notas e mesmo assim dar importância ao que eu prezo muito: a manutenção da democracia e o espaço de voz para as minorias. Eu estudo em um Centro Acadêmico conversador, elitista, machista e majoritariamente branco. O espaço de diálogo sempre foi pouco, fechado, quase proíbido. Mas sempre existe uma brecha e nós conseguimos alcançá-la e o mais importante disso foi saber que eu não estava sozinha.

    Desde o final do primeiro turno eu mergulhei de cabeça em assembleias, manifestações, panfletagem, união com os colegas, criação de manifesto, reunião, atos corajosos de bater de frente com aqueles que eu sei que discordam extremamente de tudo que a gente faz e que talvez nos tragam retaliações; mas tudo batendo no peito e falando no microfone. Mas é claro que existe o medo. O medo tá impregnado em mim e foi muito, mas muito dificil acordar alguns dias e resistir. Nós não sabemos como o futuro do Brasil vai ser. A conjuntura política atual nos dá incerteza e pânico.

    Mas eu carrego no ombro a sensação de que fiz o meu melhor. De que fui fiel e honesta aos meus ideais. Que não me calei, mesmo que às vezes a coragem desequilbre um pouco. E que a luta nunca termina, né? A luta pela democracia sempre vai estar aí, viva. Sem final. Eu não sei o que vai acontecer amanhã. Mas eu continuarei resistindo.

    #EleNão

    Outubro 16, 2018
    postado por
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    Título: Nasce Uma Estrela (A Star is Born)

    Diretor (a): Bradley Cooper

    Elenco: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliot, Rafi Gavron

    Sinopse: Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.

    A Star is Born estreou no Brasil em 11 de Outubro, e carregando boas críticas mundo afora – principalmente durante a sua estreia no festival de Veneza, e posteriormente nos Estados Unidos – o longa é inspirado no remake de mesmo nome, estrelado por Barbra Streisand e Kris Kristofferson em 1977. A nova versão começou a ser produzida em 2015, quando Bradley Cooper estava escrevendo o roteiro. Esse é o primeiro filme dirigido pelo ator, e também a estreia de Lady Gaga no cinema; os dois artistas se conheceram há um tempo atrás, e após cantarem juntos, a química imediata mostrou que Gaga era a pessoa perfeita para interpretar a protagonista Ally.

    Acompanhamos no longa, desde as primeiras cenas, a jornada de Ally, que tem 30 e poucos anos e uma voz poderosa. Apesar de todo o seu talento, ela não engatou na carreira de cantora, ao ser negada diversas vezes por gravadoras, principalmente pela sua aparência física (“diziam que o meu nariz era muito grande”, a personagem relata durante as cenas). Mesmo sem a fama, Ally se apresenta em um bar de drags à noite, quando sai do seu trabalho “fixo”. É lá que conhece, meio que por acaso, Jackson Maine (Bradley Cooper), vocalista de uma banda famosa que procurava um bar aleatório pela cidade após o seu show. Ele fica impressionado com a voz da protagonista, e encantado por ela.

    O primeiro ponto que vale destacar é como Gaga e Bradley estão confortáveis na pele dos personagens. Ambos são complexos, cheios de nuances e o filme explora, em suas quase duas horas e meia, a personalidade de Ally e Jackson. A garota é um pouco envergonhada e nunca cantou as suas próprias músicas, apesar de ser uma compositora talentosa. E Jackson tem toda a confiança de um músico famoso, mas carrega o vício em bebidas e drogas junto com ele. Os dois atores mergulham com tudo nos papéis. Destaque também para a capacidade de Bradley de representar tão bem um rockstar. O ator passou 9 dias na companhia de Eddie Vadder, vocalista do Pearl Jam, músico em que Jackson foi livremente inspirado.

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    Apesar de o filme levar o gênero de “músical”, cada canção e performance colocada nele tem um sentido, e nada é solto. O contexto das letras da músicas – escritas por Lady Gaga – e que foram todas gravadas ao vivo (sim, acredite!), possuem coerência com as cenas; “Shallow”, por exemplo, um dos grandes destaques do filme, é o momento em que Ally canta na frente de uma multidão pela primeira vez, incentivada por Jackson. Ali, ela deixa de esconder o seu talento. As vozes de Gaga e Bradley se encaixam muito bem.

    Nada destoa no filme; sejam as cenas de backstage – que eram novidade apenas para Bradley, já que Gaga está na indústria há mais de 10 anos -, são genuínas e nos dão aquele gostinho de realmente saber o que há por trás da vida de um artista tão reconhecido. O longa é uma jornada do romance de Jackson Maine e Ally, que só cresce, e da ascensão da mesma pelo sucesso. É o namorado que a incentiva a percorrer seu sonho, quando a convida para fazer parte da sua turnê.

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    Enquanto a carreira de Ally toma os seus pontapés iniciais, a de Jackson percorre o caminho contrário. O vício no álcool e nas drogas, causado por diversos problemas que o personagem já enfrentou, é um dos temas mais bem explorados no filme. É nestas cenas que vemos também uma das melhores atuações de Bradley Cooper, que consegue convencer do início ao fim do longa o sofrimento do personagem e sua grande dificuldade em lidar com os próprios demônios. Em uma das cenas, quase no final do filme, em que os dois atores contracenam, o personagem de Bradley chora e pede desculpas à Ally por ter quase estragado sua carreira com o seu vício; é uma das cenas que merece destaque, e que nos faz acreditar que A Star is Born promete indicações às principais premiações.

    O filme é tocante, dramático, e mais do que isso, surpreendentemente belo. Ele fala sobre amor, paixão, dor, traumas, doenças mentais e como a caminhada ao sucesso pode ser cruel, mas também trás muita realização ao mesmo tempo. As performances são de tirar o fôlego, e as atuações, genuínas e surpreendentes. É a história de um romance intenso, mas que não deixa de explorar as nuances particulares de seus dois protagonistas. 

    Outubro 13, 2018
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    A playlist do mês de Outubro trás como destaque as novas músicas da Alessia Cara, cantora canadense de 22 anos que ainda pode não tocar o tempo todo na rádio, mas começou a ganhar seu espaço em 2015, quando lançou o seu primeiro álbum, aos 19 anos. Desde então, as conquistas foram muitas: abriu uma turnê da Taylor Swift, ganhou um Grammy como Artista Revelação em 2017,  lançou canções que bombaram como Scars to Your Beautiful, e participou da trilha sonora de Moana. Em 2018, Alessia, mais madura e com mais experiência, prepara o segundo disco.

    Quando eu conheci a cantora eu tinha 16 para 17 anos e me identifiquei muito com as letras, que falavam sobre a saída da adolescência (mas sempre sem ser infantil). Aos 20, a aproximação que eu senti ao ouvir as músicas Growing Pains e Trust My Lonely foram enormes. Talvez por termos uma idade próxima, eu pude me reconhecer no que a cantora canta. Seus lançamentos, como ela mesma disse, são sobre crescer. E crescer e passar por tombos que nos deixam marcas é difícil. Mas a gente aprende muito: e essa é uma das maiores lições que eu tirei dos últimos meses.

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