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  • September 7, 2017
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    Lançado em Agosto, uma das produções mais aguardadas da Netflix neste ano foi The Defenders, que uniu os quatro heróis da Marvel, que ganharam suas próprias séries no serviço de streaming. Todos esses quatro personagens, apesar de serem muito diferentes entre si – e complexos – apresentam uma semelhança: eles carregam um pouco de antí heroísmo em suas personalidades. Jessica Jones (Krysten Ritter), Luke Cage (Mike Colter), Danny Rand (Finn Jones) e Matthew Murdock (Charlie Cox) não são heróis óbvios, que ganham super poderes e querem salvar todo mundo. Os quatro possuem trajetórias difíceis. Apesar de Jessica, Luke e Matthew agradarem muito mais o público em geral que Danny – o Punho de Ferro -, este último ganha nuances diferentes em The Defenders que o tornam um pouco mais crível.

    Na produção, os personagens precisam se unir para enfrentar o Tentáculo, uma organização que consegue monopolizar não apenas Nova York, mas lugares no mundo inteiro, com o seu poder e influência enormes, que interferem não apenas em empresas que controlam bilhões de dólares, mas na vida dos próprios nova iorquinos, e dos nossos quatro protagonistas também. Em Iron Fist já foi possível entender mais sobre o Tentáculo, que apareceu pela primeira vez em Daredevil.

    Eles não se encontram de primeira, mas os seus caminhos se cruzam, apesar de alguns deles já terem uma história antiga, como Luke e Jessica. O confronto inicial dos quatro não é tão amigável: Danny e Luke, por exemplo, possuem milhares de diferenças. Enquanto o primeiro é um milionário dono de uma das empresas mais importantes de NY e cresceu no luxo, o outro vive no Harlem, e é responsável por tentar tirar garotos negros jovens da cena de crime do bairro. Um dos diálogos mais interessantes da série acontece entre os dois: Danny afirma para Luke que o dinheiro não o define, e esse responde para ele, que ele já nasceu com poder. É uma cena clara que alfineta o privilégio branco enorme que o personagem de Finn Jones carrega consigo.

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    Duas personagens que também ganham um merecido espaço durante os oito episódios são Claire (Rosario Dawson) e Colleen (Jessica Henwick). Elas não possuem nenhum super poder, mas isso não tira o fato de que ambas se estabelecem como verdadeiras heroínas durante a história. Claire e Collen possuem os seus próprios “poderes”, e elas lutam com as armas que possuem. Claire, que é uma personagem bem conhecida, possui todas as suas habilidades como enfermeira, mas em The Defenders ela se arrisca também a lutar, e se transforma em uma amiga importante para Colleen.

    Colleen lutou artes marciais durante a sua vida inteira, e além de ser uma lutadora experiente, ela também é corajosa e é responsável por, em muitos momentos, incentivar Danny (que acaba levando o título de “herói”) a se arriscar e buscar fazer o que é certo. Porém, a sensação que nós temos é que sem Colleen, ele não teria nem metade da força que possui. Eu acredito também que a personagem poderia ser mais explorada e ganhar um destaque que não esteja tão vínculado ao Punho de Ferro. E os primeiros passos, digamos assim, foram dados no arco entre ela e Claire.

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    Apesar de serem os grandes protagonistas da história, Os Defensores contam com a ajuda de outras pessoas, como Misty Knight, que havia sido uma das grandes aliadas de Luke durante Luke Cage. As cenas de luta e ação ganharam uma qualidade de um nível superior às cenas de Iron Fist, por exemplo. Dessa vez, é impossível não tirar os olhos da tela. Cada episódio conta com um clímax que além de nos surpreender, faz quem está assistindo apertar no “play” para o próximo episódio em segundos. Os vilões, como Alexandra (Sigourney Weaver) nos convencem, e são mais complicados que qualquer coisa que cada um dos heróis já enfrentou.

    Destaque também para a amizade desenvolvida entre Jessica e Matthew, que promoveram as melhores cenas da série quando estavam juntos. Eu confesso que estava morrendo de saudades de Jessica Jones, que apareceu pela última vez em 2015. A segunda temporada de JJ já foi confirmada (CHEGA LOGO!)

    Os oito episódios de The Defenders mesclam ação com bons diálogos e cliffhangers que deixam qualquer um de boca aberta, tudo isso com episódios que possuem em torno de 50 minutos.

    August 26, 2017
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    Taylor Swift - ReputationCredit: Mert & Marcus

    Três anos se passaram desde o lançamento do último álbum de Taylor Swift – o 1989, que lhe rendeu o Grammy de “Álbum do Ano” – e depois de muitas premiações, singles e uma parceria com ZAYN em I Don’t Wanna Live Forever, Taylor anunciou o seu sexto disco. Não é segredo que em todos os seus CDs ela tenta trazer uma roupagem diferente e um toque inovador às suas músicas. Foi assim desde o início da carreira, em 2006, e ao revelar o título do novo projeto, “Reputation”, nós já imaginamos que uma fase diferente vai surgir.


    Após deletar todos os posts das suas redes socíais (não sobrou nada!) ela postou alguns vídeos de uma cobra no seu Instagram e Twitter, fazendo uma clara referência as polêmicas que a midia a envolveu no início de 2017. Taylor fez piada da própria crítica que faziam a ela, e é dessa ideia que nasce o single “Look What You Made Me Do”, escrito por ela e Jack Antonoff, responsável por produzir o Melodrama de Lorde.

    O single traz uma batida dançante, porém mais “pesada” – que lembra as canções atuais da Lorde – e com uma letra bem sincera e cheia de mágoas: “Eu não gosto dos seus joguinhos, não gosto do seu palco pendurado, o papel que você me forçou a fazer de tola, não, eu não gosto de você”.

    Como fã – mas tentando ser imparcial – eu confesso que gostei muito da canção e acho que ela tem potencial para ser hit. Analisando toda a trajetória da Taylor, eu a considero uma compositora incrível e ela tem capacidade para expressar todos os seus sentimentos (raiva, coração partido, fim de relacionamentos, alegria) com maestria. Sim, ela expõe o que sente. E qual seria a graça da música se ela não fosse honesta de verdade?

    Inclusive, o Valkírias – um dos sites que eu mais gosto – fez um texto sobre isso.

    O clipe será lançado no Domingo, e “Reputation” em 10 de Novembro.

    August 24, 2017
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    Se você gosta de música pop, provavelmente já ouviu falar da Dua Lipa, uma das maiores revelações do ano. A britânica de 22 anos – que tem origem líbanesa – estava aparecendo no cenário há algum tempo, e o lançamento do primeiro disco aconteceu em 2 de Junho. E as expectativas altas foram correspondidas! O álbum conta com 17 faixas no total, com músicas que falam sobre relacionamentos, empoderamento e amores mal resolvidos. Dua escreve todas as suas canções, e apesar das batidas agitadas, não se engane: as letras são bem íntimas.

    A cantora sempre teve o sonho de seguir a carreira musical; aos 15 anos ela se mudou de Kosovo para Londres, dividindo o apartamento com outra garota. Foi morando longe dos seus pais que ela amadureceu e decidiu persistir na música, que sempre foi o seu talento. Aos 18, ela conquistou um contrato com uma gravadora. Após colher os frutos do seu trabalho duro – foram dois anos sendo apontada como uma artista promissora – ela conseguiu emplacar o primeiro álbum, e o single “New Rules” chegou ao primeiro lugar nas paradas da Inglaterra. A última mulher que alcançou este posto foi Adele, com Hello.

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    O disco reúne músicas que tem uma clara inspiração nos anos 80. Um dos primeiros singles, “Be The One” lembra os sucessos das décadas passadas, mas com uma nova roupagem. As suas faixas merecem destaque entre tantas que ouvimos nas rádios: elas trazem uma batida diferente, carregada com a voz poderosa de Dua Lipa (ela manda muito bem ao vivo, também!).

    As agitadas – feitas para bombar na balada mesmo – ganham destaque, como “Hotter Than Hell”, “IDGAF” e “Blow Your Mind”, mas as canções românticas possuem um espaço enorme no repertório de Dua. “Genesis”, “Thinking ‘Bout You”, “New Love” e a parceria com Miguel, intitulada de  “Lost in Your Light” garantem um dos melhores momentos do álbum.

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    E não dá para falar da cantora sem citar o sucesso de New Rules, um dos singles pop mais legais lançados neste ano. Com uma letra que narra a vontade do eu lírico de finalmente superar um amor que só está o fazendo mal, a faixa ganhou um clipe sensacional, estrelado apenas por mulheres. No vídeo, vemos algo que a faixa em sí não deixa claro: a cantora tem o apoio das suas amigas para superar o fim daquele relacionamento. É aquela canção que você vai ouvir e vai te fazer se sentir um pouco mais poderosa (algumas pessoas dizem que lembra a vibe de “This Is How to Be a Heartbreaker” da Marina and the Diamonds).

    A Lívia Reginato do Nó de Oito fez um post ótimo explicando porque a mensagem de sororidade no clipe é tão importante.

    Quer mais motivos para ouvir essa mulher maravilhosa?

    August 16, 2017
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    Eu não sei vocês, mas todas as coisas que acontecem no mundo me afetam pessoalmente. Eu sempre fui uma pessoa que se revoltava com as coisas (desde criança) e quando eu cheguei na adolescência isso só aumentou; principalmente porque essa é a época em que nós entramos em contato com outras ideias, movimentos e opiniões que não estávamos acostumados a ouvir e que não foram os que os nossos pais nos ensinaram. E assim vamos crescendo, amadurecendo e nos tornando pessoas diferentes. Com as nossas próprias opiniões e ideais.E nos últimos anos os meus ideais se tornaram ainda mais importantes para mim. Desde que eu conheci o feminismo comecei a participar também de outros movimentos, que estão interligados, como o de direitos dos LGBTQs+.

    É algo que faz parte do meu dia dia faz algum tempo, pois os amigos que eu convivo também fazem parte de tudo isso, e diferente de mim, tem que lidar com os preconceitos e visões da sociedade sobre eles todos os dias, pelo simples fato de eles amarem alguém do mesmo sexo. Fazer parte de algo que luta por igualdade é importante. Quando você percebe que outras pessoas também compartilham a mesma opinião, você se sente mais forte. 

    Mas às vezes eu confesso que fico em uma bolha em que todas as pessoas que estão no meu círculo de amigos respeitam as diferenças e apoiam os outros. E quando eu me deparo com a realidade – em que o extremismo e o preconceito parecem ganhar mais força a cada dia – eu fico surpresa. Meu estômago embrulha, a minha ansiedade bate e eu tenho uma sensação horrível de impotência.

    E foi exatamente isso que eu senti nesse final de semana, quando vi as notícias do “evento” (eu me recuso a chamar aquela aglomeração de protesto) em prol do nazismo nos Estados Unidos na cidade de Charlottesville. No inicio eu fiquei com muita raiva. E depois, me bateu uma tristeza enorme. O racismo, a homofobia e o machismo não param de sair dos noticiários. Toda semana nós vemos milhares de exemplos de pessoas intolerantes, que simplesmente não se importam com o direito dos outros indíviduos. Todo dia eu ouço alguma coisa ruim sobre os homossexuais, sobre os negros, sobre as mulheres. Eu reajo, ao mesmo tempo que sinto uma sensação de impotência. Porque eu queria fazer alguma coisa, mesmo que fosse pequena.

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    E é claro que isso não está ocorrendo apenas na América do Norte. Nós, brasileiros, sabemos melhor do que ninguém que o nosso país possui um racismo velado fortíssimo. Somos uma nação miscigenada, com etnias e culturas diferentes – o que só contribui para a riqueza cultural do país – mas infelizmente a maioria dos brasileiros carrega pré-conceitos enormes consigo. Um exemplo é os ataques de islamofobia que aconteceram recentemente com um refugiado sírio no Rio de Janeiro, em que ele foi ofendido enquanto trabalhava, por alguém que mandou-o “voltar para o seu país”.

    “Mas eu já sei de tudo isso”, você pensa. É, eu sei. É muita coisa negativa para pensar. Se você, como eu, não consegue ignorar (e também tem dificuldade em lidar com tudo isso e principalmente com os sentimentos originados pela raiva e a insatisfação), esse post tem como intuíto de te lembrar de cuidar de você mesmo, enquanto luta pelas suas ideologias. É complicado encarar o mundo e as nossas lutas de vez em quando.

    Não é fácil buscar os seus objetivos enquanto o mundo parece andar milhares de passos para trás, regredindo. Mas é importante saber que, por mais que as notícias na TV mostrem o contrário, existem muitas pessoas que ainda apoiam a igualdade e a harmônia entre as culturas e etnias distintas. Na internet, nós temos muitos exemplos disso. São ONGs, projetos e personalidades que divulgam uma mensagem consciente com êxito.

    Então, no meio de tudo isso, pratique o self-care, o ato de estar observando você e a sua rotina. As suas atitudes, a sua respiração e se você não está se sentindo ansioso ou sobrecarregado. Eu já falei sobre yoga aqui no blog, que é algo que me ajuda muito neste objetivo de estar mais segura e tranquila.

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    A atriz e ativista de 18 anos Amandla Stenberg fez um vídeo bem interessante para a revista Teen Vogue, inspirado na ideia de que a nossa geração precisa prestar mais atenção à sua saúde mental (principalmente nesta época tão conturbada, onde tudo acontece ao mesmo tempo).

    Eu vi muitos adolescentes e pessoas da minha geração desenvolver doenças mentais sérias, normalmente devido ao que está acontecendo na política e como é assustador se tornar um adulto, enquanto o mundo te joga nesse ambiente caótico. (…) Esse vídeo é para ser uma espécie de recurso, para que os leitores da Teen Vogue possam tomar como referência, toda vez que eles precisarem de um pouco de ajuda.

    August 14, 2017
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    Você sabe que Agosto começou bem quando uma das suas bandas favoritas lança clipe novo. Eu já comentei algumas vezes sobre a banda britânica  Wolf Alice aqui no blog, e em 29 de Setembro eles irão lançar o segundo álbum da carreira. O de estreia foi um sucesso, e o single “Moaning Lisa Smile” rendeu até mesmo uma indicação ao Grammy em 2016. E falando sobre grupos musicais, o vício do meu irmão por alt-J está fazendo eu curtir muito o som deles. Eu sei, eu posso estar bem atrasada, mas nunca é tarde para conhecer música boa, né?

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