Conheça a norueguesa Astrid S
15/04/2017 | Categoria: Música

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Astrid S é uma cantora e compositora norueguesa que nasceu na pequena cidade de Berkak, que possui menos de mil habitantes. Durante a adolescência, ela se mudou para Oslo, a capital da Noruega, que possui uma forte indústria musical pop, despontando alguns artistas para outros países da Europa. Astrid começou a aprender a tocar piano aos 6 anos de idade, e desde então continuou praticando e o seu talento musical só aumentou. Ela faz um som inspirado no pop eletrônico da Suécia, e mesmo o norueguês sendo a sua língua nativa, ela canta em inglês: a música norte-americana é uma grande inspiração para ela, mas a cantora ainda mantém as raízes daquele pop europeu.

Ela começou a ganhar ainda mais espaço quando lançou o seu primeiro EP em 2016, que traz como single principal “Hurts So Good”, que tem mais de 128 milhões de plays no Spotify. A rede social foi um dos locais que mais ajudou a cantora a propagar as suas músicas. Em 2015 ela fez um dueto com Shawn Mendes para o primeiro disco do cantor. “Air” conta com a voz de Astrid, e é uma das músicas mais populares do Shawn. Já em 2016 ela abriu os shows do Troye Sivan, na turnê dele pelos Estados Unidos e a Europa.

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Ela causou ainda mais barulho após o lançamento do seu EP, e com algumas parcerias que fizeram bastante sucesso na Escandinávia, como o feat com o Matoma, um DJ e produtor norueguês. As suas músicas trazem um toque de balada, e as letras são fáceis de ouvir e super chicletes, mas Astrid traz composições sobre romance e também a sua vida pessoal. É uma música pop com conteúdo, por assim dizer. O que mais chama a atenção nela é a sua voz super doce e delicada. É um tom bem diferente do qual estamos acostumados a ouvir nas cantoras atuais, que é bem perceptível na parceria dela com o Shawn.

Astrid já apareceu na trilha sonora de diversos seriados, como Skam. Em 2015, ela levou o prêmio do MTV Europe Music Awards de Best Norwegian Act, e foi indicada novamente em 2016. No momento ela vai começar uma turnê, em Maio. A cantora ainda não tem planos definidos para lançar o primeiro disco, mas o novo EP vai ser lançado em Maio.


Porque praticar yoga?
14/04/2017 | Categoria: Comportamento, Diversão

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Eu já falei algumas vezes aqui no blog que eu enfrento problemas com ansiedade, e tenho certeza que eu não sou a única. A ansiedade se tornou uma doença que ganhou mais atenção nos últimos anos, portanto, mais pessoas foram diagnosticadas. Mas ela sempre existiu na nossa sociedade. E eu sempre tento melhorar o meu estado mental praticando exercícios. Comecei a caminhada faz mais de um ano, e mais recentemente, o yoga.

O yoga, muito mais do que apenas uma prática, é uma filosofia de vida. Em algumas culturas ele é extremamente valorizado. Na Índia, por exemplo, com o hinduísmo, no Tibete, na Indonésia, dentre outros. A verdade é que a gente ouve falar pouco sobre o yoga (pelo menos, era isso que acontecia comigo!). Eu não sou nenhuma expert no assunto, mas a impressão que eu tenho, desde que comecei a prática-lo, é que ele nos ensina a desapegar dos estímulos externos. Limpar a nossa mente (de verdade!) e aprender a viver mais o presente.

Na teoria, você pode até pensar que isso parece simples. Mas é bem mais difícil do que parece! Nós somos cobrados constantemente na sociedade em que vivemos. Eu me formei no ensino médio, e já tinha que ir para a faculdade. Não passei no vestibular, e estudei um ano no cursinho. Não passei, de novo. E fiquei sem rumo. Eu não sabia o que eu ia fazer, qual seria o meu futuro, e a minha ansiedade atingiu o ápice. E então eu percebi que eu nunca vivia o agora. E isso é algo que a gente faz e nem percebe: vivemos sempre o amanhã, a semana que vem, o ano que vem. E isso causa estresse, dúvidas, doenças mentais, enfim, diversos problemas.

Me indicaram o yoga, e eu pensei: “por quê não tentar?”. No início a gente acha a prática bem diferente. Até mesmo estranha. Afinal, ficamos um tempo em uma mesma posição, são vários exercícios de respiração, coisas que te fazem criar consciência corporal. Existe algum momento do seu dia que você para de pensar em um turbilhão de atividades que precisa fazer? Ou planos? O yoga é o momento em que a gente para, se foca, e tenta se concentrar apenas naquele momento. O meu professor sempre diz que a posição corporal é importante, mas a externa é mais ainda, para que exista o equilíbrio.

Vale a pena fazer?

Varia de pessoa para pessoa, mas o yoga é a atividade ideal para mim. Eu sou um tipo de pessoa que é bem sensível ao que acontece no meu redor, e me focar, prestar a atenção no que eu faço, nunca foi algo simples. Eu sempre estou pensando lá na frente, imaginando um monte de coisas. E isso faz com que eu viva em uma constante batalha interna. O yoga te ajuda a prestar mais a atenção no que está ao seu redor. E cada aula te traz um ensinamento diferente. As posturas exigem força (esqueçam esse papo de que você fica parado no yoga: a aula é bem desafiadora!), e concentração naquilo que você está fazendo. Não no futuro.

A minha mãe, que é mega agitada, não curtiu muito (ela só fez uma aula). Algumas pessoas reclamam que não conseguem se focar, mas isso é super comum. Eu tenho dificuldades também para esvaziar os meus pensamentos. Mas com o tempo nós vamos exercitando o corpo e a mente, aprendendo a nos respeitar mais. Algo que eu achei curioso, é que a gente mal conhece nosso próprio corpo. Eu convivo com ele há 18 anos e tenho dificuldade em algumas posturas, porque não sei como me posicionar do jeito correto.

Yoga no cotidiano

Outro aprendizado legal do yoga é que você é incentivado o tempo todo a colocá-lo em prática durante a sua rotina. É o chamado “estado de yoga”, ou seja, mesmo que a aula tenha terminado, você continua naquela tranquilidade e calmaria, presente no que está fazendo naquele momento. O yoga me ajuda bastante. Por exemplo: quando você tem um dia estressante, e bate aquela ansiedade (ou é complicado lidar com uma situação), fazer uma postura por 5 minutos ou um exercício de respiração já faz uma mega diferença. Não é preciso muito tempo de prática. Depois de algumas aulas você já se acostuma a se concentrar muito mais.

Eu ainda estou aprendendo mais, a cada dia, sobre o yoga. Eu realmente queria compartilhar com vocês essa ideia, que vai do contrário a absolutamente tudo que nós somos ensinados. Você não precisa fazer tudo ao mesmo tempo, você não precisa ser o melhor em 50 tarefas ou se ocupar com várias atividades ao longo do dia, só para provar ao mundo que é capaz. E muito menos cobrar coisas de si mesmo. Conforme eu vou fazendo mais aulas, contarei um pouco mais sobre. Se você tiver vontade, e quiser mudar pelo menos um pouquinho o seu estado de espírito, eu super recomendo.


Playlist de Abril
10/04/2017 | Categoria: Música

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Abril está sendo um mês em que eu estou descobrindo várias playlists e músicas novas. 13 Reasons Why, além de ser uma ótima série, também é responsável por um soundtrack maravilhoso, cheio de canções que parecem antigas, mas na verdade são bem atuais. A minha banda favorita, The Maine, lançou o sexto álbum da carreira. A turnê do “Lovely, Little, Lonely” passa pelo Brasil em Julho (quem vai?) e eu tô super empolgada para ouvir algumas músicas ao vivo. Já a série que eu mais curto, Skam, voltou e com isso vem um monte de música boa em cada episódio (a playlist no Spotify é imperdível).


Livro: A Rainha Vermelha
08/04/2017 | Categoria: Livros

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Título: A Rainha Vermelha

Editora: Seguinte

Autor(a): Victoria Aveyard

Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

Fazia um bom tempo em que eu não lia um livro com o tema de distopia. Esse gênero literário pode estar meio batido, mas The Red Queen foi uma surpresa agradável que me cativou bastante. Eu comecei a leitura com expectativas, afinal, ele havia ganhado o prêmio de melhor estréia de autor do Goodreads em 2015, e também ficou em primeiro lugar na lista do The New York Times.

A protagonista desta história é Mare, uma garota de 17 anos que vive junto com a sua família – e mais milhares de pessoas – em extrema pobreza. Eles estão acostumados a lutar por suas vidas todos os dias, simplesmente porque possuem sangue vermelho, o que significa que eles fazem parte da população que é separada dos prateados, que possuem poderes e uma vida de luxo. Só o que essas pessoas conhecem é o medo, a fome e a impotência. Qualquer pessoa que se atreva a questionar esse sistema não sobrevive.

Algumas pessoas são contra a segregação que impera nesta sociedade distópica, mas eles vivem às espreitas e poucos realmente sabem que esse grupo existe. A Guarda Escarlate é uma organização que luta contra a corte, e Mare toma conhecimento deles aos poucos. Ela vive momentos de conflito com a sua família. O seu irmão mais velho foi para a guerra – assim como todos os outros garotos jovens – e nunca mais retornou. Ela não sabe se ele está vivo ou morto.

A sua vida muda de cabeça para baixo quando Mare é colocada em situações de perigo e descobre que ela não é quem imaginava ser. A personagem também possui poderes: ela pode controlar a eletricidade. Mas como isso é possível, se os vermelhos não tem poderes? Existem mais pessoas como ela? Mare, que sempre viveu com muito pouco, se vê de uma hora para a outra no meio da família real e dos prateados, tendo que esconder a sua identidade como uma peça no jogo da rainha Elara, e sendo noiva de Maven, o filho mais novo do rei Tiberias VI. Essas são as pessoas que ela mais odiou durante a sua vida inteira; sendo manipulada por eles e com todos os seus passos sendo observados, Mare não sabe como agir.

O livro é repleto de ação e capítulos que nos deixam super curioso para saber o que vai acontecer em seguida. A autora sabe colocar diversos elementos surpresa ao longo da história, e por mais que o livro seja grande, a sua narrativa é rápida. Mare Barrow é super bem trabalhada durante cada parte do enredo, e temos uma heroína forte, corajosa e muito teimosa. A minha característica favorita das distopias são as protagonistas poderosas. Por mais que ela passe por milhares de dúvidas e momentos em que sua vida é colocada em jogo, Mare não deixa ninguém domina-la.

O romance é desenvolvido aos poucos, e temos uma rivalidade acirrada entre dois irmãos que são muito diferentes: Maven tem todas as qualidades que um próximo rei precisa, mas quem realmente é o sucessor do trono é Cal, seu irmão mais velho. Mare se torna próxima de ambos, e cada um deles desperta um lado diferente nela. Apesar de incrementar a história e Maven e Cal serem ótimos personagens, o foco aqui não é o romance.

O elemento sobrenatural é um dos pontos chave. Cada prateado possui um poder: há até mesmo uma hierarquia entre eles. Alguns poderes e algumas famílias são mais valorizadas do que outras, e entre este povo – que se acha tão melhor que os vermelhos – também existem disputas acirradas e muitas mentiras. É interessante ver como a autora trabalha com tudo isso. Temos muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas ela consegue equilibrar bem isso durante a leitura. Só resta ler a sequencia para saber quais focos serão mais explorados no segundo livro.

O livro me conquistou muito, e eu me empolguei com a história rapidamente. É uma indicação certeira, e quem é fã de A Seleção e Jogos Vorazes, por exemplo, vai curtir.


Por que 13 Reasons Why é tão importante
02/04/2017 | Categoria: Séries

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13 Reasons Why, produzido pela Netflix, estreou nesta Sexta-Feira (31/03) no serviço de streaming. A série é uma adaptação do livro homônimo de Jay Asher, publicado em 2007. Eu li o livro em 2011, quando eu tinha 12 ou 13 anos. Eu me lembro até hoje de como ele me impactou profundamente. A história é sobre Hannah Baker, uma adolescente de 17 anos que comete suicido. Ela deixa treze fitas explicando os motivos que a levaram a tomar essa decisão, e cada fita é para uma pessoa, que cometeu algum ato – de propósito ou não – que a magoou profundamente, e influenciou a sua vida de alguma maneira.

O tema principal do enredo é o bullying e o ensino médio. Com este último, muitos de nós estamos familiarizados, mas com o primeiro, talvez nem todos. Bullying, cyberbullying e slut shaming se tornaram mais presentes do que nunca nos últimos anos. Todo mundo conhece alguém que já sofreu bullying: talvez você mesmo, como eu, já tenha ter passado por isso. Porém, esses são temas que as pessoas muitas vezes se negam a discutir. Doenças mentais e suicídio também são um deles. A proposta da série é tratar sobre tudo isso, de maneira honesta e brutal. Sem delicadeza, sem papas na língua. É uma verdade nua, crua e muito dolorida, mas que expõe sem medo como é difícil ter que enfrentar estes problemas.

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O protagonista é Clay Jensen, um garoto tímido e nerd que nutria uma paixão quase platônica por Hannah. Os dois eram amigos, mas ele não sabia de tudo que se passava com ela, e também tinha medo de confessar seus sentimentos. Clay não entende porque ele está na fita, já que tecnicamente ele não faz nada de mal para Hannah. Mas posteriormente ele vai entender o porque está lá. A história mistura flashbacks e momentos atuais, que explicam o que cada pessoa fez. As situações são complicadas: Justin (Brandon Flynn) é um garoto bonito que chama Hannah para sair. Ela aceita, mas depois ele espalha mentiras sobre ela, contribuindo para que sua reputação fosse estragada na escola. Jessica (Alisha Boe) Alex (Miles Heizer), assim como a personagem, também eram alunos novos na escola. Eles se tornaram amigos, mas eles traem a confiança de Hannah, a deixando de lado e acreditando em rumores falsos sobre ela.

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Ela é alvo constante na escola: assim como Hannah, outros personagens também sofrem com humilhações e violências, verbais ou físicas. A série também faz um contraponto em como o ser humano pode ser hipócrita, e mostra a cultura do ensino médio, com a pressão e as ameaças que os jovens encaram todos os dias. Alunos brilhantes e que participam do grêmio estudantil também podem ser cruéis, sempre maquiando a sua personalidade real com notas altas, por exemplo. É o caso de Marcus (Steven Silver), Courtney (Michele Selene) e Tyler (Devin Druid).

Cada episódio traz uma nova revelação, e além de te deixar com vontade de ver o próximo, eles também trazem uma carga psicológica pesada muito grande. O objetivo é cumprido com maestria, e é impossível ver a série sem se questionar e refletir de como a maneira que tratamos os outros pode impactar de maneira irreparável na vida de alguém. De como o jovem pode ser manipulador, mas os adultos também entram no pacote. E uma das lições mais importantes é que devemos reparar mais nos outros e nos sinais que eles demonstram. Muitas vezes as agressões são ignoradas em ambiente escolar, até mesmo pela própria instituição, outro tema abordado em 13 Reasons Why. A ignorância do ser humano muitas vezes pode sim, acabar com a vida de alguém.

Os temas são bem explorados, e é difícil assistir esta série – com episódios que possuem em torno de 55 minutos – sem se deixar abalar. O estupro e o assédio sexual também ganham um espaço enorme. As cenas são as mais verdadeiras possíveis, e é algo desconfortável de assistir, mas esse foi exatamente o objetivo dos produtores da série ao fazerem as cenas. Dói e você sofre de verdade junto com o personagem. Acredito que isso é necessário, pois nos deixa uma mensagem que as pessoas precisam entender: a culpa nunca é da vítima.

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Sobre o cast da série: só é possível dizer maravilhas sobre os atores que foram escolhidos. Eles deram vida aos personagens de maneira impecável, e o grande destaque fica para a australiana Katherine Langford, como Hannah, Dylan Minnette, como Clay, e Kate Walsh, como a mãe de Hannah. Kate é uma das melhores atrizes da série, e ela e Bryan D’Arcy James obtiveram a complicada tarefa de interpretar os pais de Hannah. Mas ambos fazem isso muito bem, e é possível enxergar o sofrimento que os pais dela sentem, e de como isso vai afetá-los para sempre. Todos os atores estão ótimos nos papéis.

Confesso que assisti a série com uma dor enorme no coração em muitos momentos. A gente já sabia desde o inicio o que aconteceria com a Hannah, mas ver a morte da personagem foi horrível e realista, ao mesmo tempo. Horrível porque é péssimo ver algo assim acontecendo, e realista, porque isso infelizmente acontece com milhares de pessoas a todo momento no mundo. E é por isso que precisamos, urgentemente, falar mais sobre isso. E eu acredito que 13 Reasons Why pode incentivar debates importantes sobre o suicídio e a saúde mental. Durante o decorrer da série, a gente sente vontade de ajudar a personagem e dizer que tudo vai passar. Um dia o ensino médio acaba. Um dia coisas melhores aparecem na nossa vida. Mas nem sempre as pessoas tem a ajuda necessária para entender que vale a pena ficar.

E se teve algo que essa série me ensinou (além de muitas outras) é que é preciso ser gentil. É preciso ser compreensivo. É necessário enxergar melhor as outras pessoas.