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  • Agosto 19, 2018
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    Título: Para Todos os Garotos que Já Amei

    Diretor (a): Susan Johnson

    Roteiro: Sofia Alvarez e Jenny Han

    Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Janel Parrish, Israel Broussard, Anna Catchcart, John Corbett

    Sinopse: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

    Jenny Han é uma das minhas autoras favoritas dos livros de gênero Young Adult e eu sou apaixonada pela série protagonizada por Lara Jean. Em 2015, eu li o primeiro livro, e já faz alguns anos que a notícia de que a história viraria filme saiu. Eu, obviamente, fiquei super empolgada, mas quando somos muito fãs de um livro, sempre carregamos aquele misto de preocupação e medo da adaptação ficar muito diferente da história original, o que quase sempre acontece. Mas a boa surpresa aqui é que o filme de To All The Boys I’ve Loved Before, dirigido pela norte-americana Susan Johnson, é muito fiel ao livro.

    Para quem não conhece a história, o longa trás como protagonista a adolescente de 16 anos Lara Jean, irmã do meio de uma família composta por três garotas coreanas e o seu pai. A mãe das meninas morreu quando elas ainda eram pequenas, por isso, o pai representa um grande papel no ambiente familiar. As irmãs Song – Kitty, Lara Jean e Margot – são extremamente unidas. Kitty é a caçula da família; Lara Jean é a que está crescendo e Margot é a mais velha (e a mais madura), que está prestes a embarcar para a Escócia para iniciar a faculdade.

    Cada uma tem suas características únicas – que são bem trabalhadas durante o livro e no filme também não ficam à mercê – e a cultura coreana, tão retratada no livro, também ganha seu espaço no filme. Lembrando que a autora Jenny Hann também tem descendência coreana. Nascida na Virginia, ela se esforça para representar essa cultura e a diversidade na sua trilogia de livros. É refrescante ver uma personagem asiática sendo abordada em um filme de grande repercussão, sendo lançado na Netflix (ainda mais na época que o white-washing anda tão forte). É uma quebra de padrões das protagonistas que estamos sempre acostumados a ver.

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    Lara Jean é uma jovem extremamente romântica, apesar de nunca ter tido uma experiência amorosa real. Quando ela queria terminar uma paixão, costumava escrever cartas para o garoto do qual estava apaixonada; ao todo, foram cinco, de amores que marcaram sua vida em fases diferente. Porém, o plot twist ocorre quando suas cartas são misteriosamente enviadas, e os garotos que as inspiraram recebem-as. O que mais a preocupa é o fato de Josh, seu amigo de anos, vizinho e namorado de sua irmã mais velha, tenha recebido a sua. Lara Jean nutre uma paixão platônica por Josh há muito tempo, mas só descobriu quando viu o garoto com Margot.

    Ao mesmo tempo que Josh recebe a dele, Peter Kavinsky, menino que Lara conhece desde pequena, também tem acesso à carta. Ele é ex-namorado de uma antiga amiga de Lara Jean – Genevive -, mas as duas se afastaram devido a brigas antes do início do ensino médio. Lara Jean entra em pânico, pois Josh não pode descobrir que ela gosta dele; e Peter quer causar ciúmes na antiga namorada. Isso é o suficiente para os dois se unirem e assumirem um namoro fake.

    Pode parecer clichê, mas é um clichê bem explorado e que trás uma história convincente e personagens bem elaborados. Lara Jean encontra na companhia de Peter um suposto namorado e também um amigo: os dois trocam confidências (ela, sobre a mãe que faleceu, e ele, sobre o pai distante) e essa é a primeira experiência que ela tem de algum relacionamento. Por isso, é fácil se identificar com a personagem, principalmente se você já passou por aquela fase de inícios. É o primeiro beijo, a primeira briga, a primeira difícil sensação de como é gostar de alguém, e ter que lidar com a parte boa e ruim dessa pessoa (e tudo o que isso traz).

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    Uma das características do filme que mais me impressionou foi a semelhança com o livro e o cuidado para que o longa ficasse com a mesma essência, em todos os detalhes. A escolha do elenco, para mim, foi totalmente certeira. Lana Condor (Lara Jean) incorporou a personagem principal, seja no jeito de agir, de falar, de se vestir, e de realmente enxergarmos aquela versão dos livros na tela; assim como Noah Centineo (Peter), que foi o Peter Kevinsky perfeito. Ele é um dos personagens mais importantes da história, e o ator fez jus à personalidade encantadora, doce e (bem) confusa de Peter. No inicio, eu achei que o ator  escolhido para ser o Josh (Israel Broussard) teria sido um bom Peter; mas antes da metade do filme mudei de ideia. O Noah conseguiu ser ainda melhor do que o personagem que eu imaginei em minha cabeça tantas vezes.

    Destaque também para a estética do filme, que trabalhou as cores pastéis e claras – as favoritas da personagem – e que foram utilizadas em todas as capas do livro; tivemos até mesmo a cena de Lara Jean preparando os seus famosos cupcakes.

    A autora Jenny Han acompanhou todo o processo de filmagem, e eu acredito que isso tenha sido fundamental para que o filme tivesse o mesmo jeito especial dos livros, e não caísse no clichê caricato que já vimos em muitas produções adolescentes da Netflix (alô, Barraca do Beijo).

    To All Of The Boys I've Loved Before

    “Para Todos os Garotos que Já Amei” também ressalta um ponto importante da amizade feminina, e do companheirismo e união entre irmãs. A relação de Kitty, Margot e Lara Jean é extremamente importante para a personagem principal. Durante toda a sua vida Margot sempre foi a líder, a sua inspiração e quem ela queria seguir os passos; agora que a irmã foi para a universidade, é papel de Lara Jean cuidar da irmã mais nova de onze anos, e ser o “exemplo”. O filme, porém, também tem tropeços, como na representação da rivalidade feminina representada por Genevive e Lara Jean, tão presente no primeiro livro. Porém, são nas duas sequencias que é desenvolvida de maneira mais profunda a amizade de ambas, e a personagem de Genevive também passa a ser explorada, e conhecemos outras facetas dela.

    É um filme delicado e romântico, que respeita a versão literária e encanta ainda mais os fãs do livro, e também aqueles que não conheceram a obra. Palmas para Jenny Han e a Netflix!

    Agosto 17, 2018
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    Eu vivo por momentos como esse.

    Momentos onde não sei o que acontecerá no próximo segundo onde farei minha próxima respiração. Momentos onde a zona de conforto é algo que está atrás da minha própria existência. Momentos onde eu sei que jamais serei tão jovem quanto sou nesse exato agora.

    É como se eu estivesse subindo o primeiro degrau de um avião que irá me levar para um novo mundo, aquele que ainda não conheço e que, por muito tempo, estive morrendo de medo de conhecer.

    Mas o que é estar viva se não for para morrer e renascer todos os dias?

    Eu não sei para onde essa jornada está me levando. O que posso pedir, de cada pedaço das minhas veias, é que este caminho me traga o que eu sempre quis: tudo o que eu não estou familiarizada.

    Durante todo o percurso, penso em todas as vidas que já vivi dentro de uma só: o que fui, o que fiz, o que senti, o que chorei e o que lamentei. Estaria eu preparada para mais um furacão de novas vivências, considerando que viver é permitir que a alma seja machucada pelo mundo?

    Talvez sim, talvez não. Mas eu não pretendo deixar essa dúvida me prender, sendo que eu sou uma alma feita para ganhar asas e voar em todos os tipos de céu, nublados ou não.

    Eu amo pessoas, mas eu amo colocar uma mochila repleta de sonhos nas minhas costas e seguir em frente.

    Admito – tenho medo de mudanças, mas sou uma metamorfose. Eu vivo por momentos como esse: estou prestes a descer do avião.

    Agosto 11, 2018
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    Eu sou a minha própria artista. Dentro dos livros de história sobre a minha vida, eu criei arte para tentar explicar o furacão de sentimentos que ecoam no meu coração.

    As palavras existem dentro de mim porque eu sinto muito de uma forma que não consigo fazer com que eu seja entendida.

    Eu enxergo o mundo de cabeça para baixo. As estrelas do céu são os pedaços de chão que eu piso todos os dias. As calçadas servem como iluminação na minha jornada e eu me vejo capaz de nadar em um oceano onde as águas são os astros e a poeira cósmica do universo.

    Eu enxergo o mundo com os olhos cegos. Penetro o meu olhar nas pessoas que mais sorriem, pois elas são as que mais sofrem. Durmo pensando em como gostaria de extinguir a dor e injetar pelo menos cinco segundos de felicidade real, mas, novamente, o que seria da arte senão uma válvula de escape para toda a dor da humanidade?

    Eu enxergo o mundo com as tintas mais sensíveis. Encaro o quadro vazio e permito que a minha alma grite alto o suficiente para sair de mim e expressar o que sinto. Se cada um de nós pararmos para pensar, não existe uma definição exata para o que é o mundo. Nós temos apenas uma ideia individual e ilusória sobre o que ele é.

    Eu enxergo o silêncio do mundo. Enxergo o escuro, o quieto, as meias palavras, a boca entreaberta, o olhar vago… Eu não gosto de deixar nada passar despercebido, mas eu sou uma desconhecida para os outros e, principalmente, para mim. Quem sou eu, além de alguém que cria a própria arte para não enlouquecer?

    Quem sou eu, além de alguém que está constantemente quebrada e nunca inteira?

    Eu sou a minha própria artista, porque se não for eu, quem será por mim? Todo mundo está ocupado com a própria loucura. Não cabe a mim pedir que alguém me salve de mim.

    Minha essência jorra em cada pedaço de arte que eu crio em meus momentos de solidão, e se sentes que o teu mundo está prestes a explodir, saiba: eu renasço a cada extinção. Você também.

    Se chegar a hora em que o teu coração berrar por uma liberdade que você não consegue explicar, saiba: você é o artista da sua própria vida. Você é o fogo no centro do frio e um mar de emoções durante uma tempestade de rasos.

    Eu renasço a cada extinção porque eu preciso carregar a minha alma para onde ela pertence, que é um lugar que ainda não conheço. A minha casa é o lugar nenhum, e eu sinto a necessidade de continuar criando arte até descobrir o caminho para lá.

     

    Agosto 7, 2018
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    A playlist deste mês é toda inspirada, na verdade, nas músicas que eu ouvi no final do mês de Junho e marcaram a minha viagem para Nova York. Quando eu estou numa cidade viajando, eu gosto de prestar atenção em quais músicas estão tocando na rádio, nas ruas e nas lojas, e nos artistas que eu não ouço muito aqui no Brasil. No dia 21 e 22 eu fui ao show da Taylor Swift (foi uma experiência maravilhosa que vou contar depois), e antes dos shows algumas músicas ficam tocando, e elas também me fazem lembrar daqueles dias incríveis!

    NYC é um dos lugares mais inspiradores que eu já conheci e essas músicas transmitem pelo menos um pouco da emoção e da energia – que você nunca sente em outro lugar -, de como é andar por aquelas ruas.

    Para quem quiser ouvir mais, eu fiz uma playlist completa no Spotify <3

    Agosto 4, 2018
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    Continuando o roteiro de Nova Iorque, hoje vou falar um pouco sobre dois bairros grandes que eu conheci: ChinatownSoho. Na minha primeira viagem para NYC – que rolou no inverno, em Fevereiro de 2017 -, eu fiz o roteiro baseado nos pontos turísticos. Dessa vez, todos os dias foram planejados por bairros. Ou seja, eu saía do hotel de manhã, pegava o metrô e partia para o bairro que estava na lista naquele dia.

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    O Chinatown fica localizado em Manhattan, no Lower East Side, e é um bairro que nasceu no século 19. Habitado desde o início por imigrantes, os orientais que chegavam em Nova York escolhiam esta área – de inicio também escolhida pelos italianos, a conhecida Little Italy -, para viver. O local é bem famoso e já apareceu em diversas séries e filmes. Sendo a mais recente delas “Punho de Ferro” da Netflix. Durante os anos 70 e 80 o Chinatown cresceu ainda mais, ocupando diversas ruas. Hoje, até mesmo a Little Italy é tomada pelo comércio.

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    Esse é um dos bairros mais lotados, é super turístico e a muvuca nele é enorme. Ou seja, se você não curte muita agitação, te indico visitar outros bairros mais tranquilos, como o Chelsea e o Soho (que eu fui depois). As calçadas são bem pequenas, então todo mundo anda no meio da rua mesmo. Sendo sincera, em vários posts de viagens que eu vi sobre o Chinatown, o pessoal deixava de lado a “realidade” do bairro: ele é mais focado no comércio e é praticamente a 25 de Março dos EUA. Como o meu foco não era comprar, eu passei rápido por lá: tomei um sorvete na Little Italy e conheci as ruas principais, apinhadas de gente.

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    Nos comércios tem muita comida, vegetais, algumas iguarias e também peixe (aliás, algumas ruas são tomadas pelo cheiro de peixe, rs!).

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    Mas por trás de um pouco de confusão e bastante sujeira nas ruas (confesso) o Chinatown também tem espaço para arte, prédios antigos e bem bonitos, parecidos com aqueles que nós já vimos várias vezes em filmes. Logo ao lado está a Little Italy, com vários restaurantes italianos e lugares para comer gelato. Os dois lugares se confundem pois são um ao lado do outro.

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    Depois de passar um tempo no bairro eu voltei para o metrô e parti para o próximo: Soho, que eu sempre quis visitar. Queridinho pelas celebridades e cheia de lojas de moda, restaurantes, cafés e algumas casas de show, ele é charmosíssimo e corresponde às expectativas e aos elogios. Minha dica é andar a pé por lá, tranquilamente – principalmente no final de tarde, em que as ruas tinham poucas pessoas -, e admirar as ruas.

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    Após sair da estação de metrô, estamos no Tribeca. O Soho fica a alguns minutos dali; o The Roxy Hotel estava na nossa cara. Ele é bem sofisticado, e eu só admirei a entrada. O preço para se hospedar lá é super salgado (até porquê, a localização é super privilegiada).

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    Apreciar as ruas desse bairro maravilhoso é uma das coisas mais legais que se pode fazer lá. Se você quer dar uma olhada nas lojas, existe uma lista extensa (muitas grifes estão localizadas no Soho, e até mesmo algumas marcas mais diferentes, como a Acne Studios). O meu objetivo era passear mesmo, então eu mal entrei em lojas – principalmente porque nesses bairros elas são carésimas -.

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    Os prédios são praticamente uma obra de arte, assim como os cafés que ficam nas ruas, e reúnem bastante gente no verão. O sol  só dava tchau às 20h30 da noite, ou seja, o dia rendia muito. O Soho é o local em que você vai encontrar muita gente estilosa, bem arrumada e que parece que acabou de sair daquele blog de moda.

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    Andando uns 25 minutos a pé, eu enxerguei o Empire State de longe e me lembrei do World Trade Center, memorial do 11 de Setembro que eu visitei no inverno de 2017. Naquele dia eu me lembro que fazia um frio enorme, e o clima do lugar era diferente dos outros da cidade (mais triste mesmo). Na época, muitas obras estavam sendo feitas: um shopping enorme foi inaugurado e uma estação de metrô própria do local estava em construção.

    Um ano e alguns meses depois, eu visitei o mesmo lugar e me deparei com um cenário bem diferente: podia ser o clima de verão e de sol, mas ele estava cheio de gente, com música tocando ao fundo e artes e grafites maravilhosos nos muros próximos do memorial. Tudo é pensado de maneira a respeitar o memorial e fazer uma homenagem bonita em respeito às vítimas e suas respectivas famílias. Diversos quiosques ficam espalhados pelo local, em que o dinheiro arrecado das vendas vai para estas famílias.

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    Eu sou eternamente apaixonada por arte de rua, então imaginem a minha emoção, né?

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    Esta arte foi, de longe, a minha favorita de todas.

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    O Soho é um bairro que te inspira e foi, sem dúvidas, provavelmente o meu favorito da viagem. Se eu pudesse escolher um lugar dos sonhos para morar, seria lá (e olha que a disputa fica acirrada com o Chelsea e o Dumbo, que fica no Brooklyn. Mas isso nós veremos em outro post!).

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