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  • May 16, 2017
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    O Instagram é uma das minhas redes sociais favoritas. O motivo? Ele nos possibilita conhecer verdadeiros artistas que podem expor o seu trabalho de maneira bem mais prática por meio da rede social, seguido também pelas páginas do Facebook. Mas eu percebo que o Insta é o local principal de encontro para conhecer ilustradores, designers, e escritores incríveis. Neste post eu quis listar alguns brasileiros que roubaram o meu coração com os seus desenhos. <3

    Siga Os Balões – Daniel Duarte

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    Criado pelo carioca Daniel Duarte, o “Siga Os Balões” surgiu em 2014. Ele mistura fotos com frases e textos que falam sobre sentimentos, frustrações, sonhos, e amor. É uma mistura de temas que encantam o leitor, e ao mesmo tempo, também te motivam quando só o que a gente precisa é de um empurrão para que o nosso dia seja mais positivo (sim, eu acredito muito nisso!). O projeto do Daniel deu tão certo, que no ano passado ele virou livro. Eu tô muito a fim de comprar. Ele também tem uma loja virtual – lançada na semana anterior – com adesivos, planner semanal, e bottons. Tudo com um preço amigável para quem curte itens de papelaria.

    NanathsNath Araújo

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    Nath Araújo é ilustradora e escritora. Ela mora em São Paulo e se tornou bem conhecida na internet pela sua série de desenhos inspiradas nos signos do zodíaco (quem nunca marcou todos os amigos?). Os seus desenhos são quase sempre de meninas, e eles são inspirados em garotas da vida real, como a própria artista já contou. As suas artes trazem alguns toques de humor e referências feministas. Eu sou apaixonada pelo calendário de 2017 que ela fez! Todo inicio do mês eu imprimo outro desenho. Ah, a Nath também tem um canal no Youtube, em que fala bastante sobre o seu trabalho.

    SublinhandoPatrícia Leda

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    Se você é viciado em livros, gosta muito de ler e se identifica com aquelas pessoas que passam horas debruçados sobre uma história diferente sempre que possível, os desenhos da Patrícia são feitos para nós. São frases, lembretes e desenhos fofos e inspiradores sobre um dos melhores vícios da humanidade (sim, é impossível viver sem livros!). Ela posta bastante no Instagram, mas também está presente no Facebook. Como toda boa leitora, sempre rolam indicações e resenhas de leituras, e algumas promoções também.

    May 14, 2017
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    Em Maio as novidades musicais estão sendo muitas (amém). Tem o primeiro álbum solo do Harry Styles, que foi lançado ontem (12/05) e está incrível – eu gostei muito! -, o novo disco do Paramore, após um hiatus de quatro anos, e o EP do Foster the People,  que conta com três faixas sensacionais, e o retorno da Miley Cyrus, com um som diferente. Fica difícil ouvir tudo o que está saindo, mas a nossa playlist pode te ajudar!

    May 10, 2017
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    Desde 1949, o mês de Maio foi escolhido por diversas organizações – como a Mental Health America – como o mês oficial da divulgação e da conscientização sobre as doenças mentais. Eles divulgam projetos, palestras, e vídeos sobre o assunto, e mesmo sendo um tema que deve ser debatido durante todo o ano, é nesta época que nós vemos mais mobilização social sobre ele. Inclusive, o Tumblr também faz parte da campanha, e foi por causa dele que eu me lembrei que eu não queria deixar a data passar em branco.

    Um dos temas abordados pela Mental Health America este ano é o “Risky Business”, que seriam determinadas coisas que podem provocar doenças mentais. O objetivo da organização é nos oferecer mais informação sobre o assunto. Algumas atitudes foram listadas, como fumar maconha (23,2% das pessoas com doenças mentais utilizam maconha. A utilização da mesma pode causar sintomas como ansiedade, ataques de pânico, distúrbios de sono e alucinações). O uso indevido de medicamentos também pode causar problemas sérios: pessoas com doenças mentais tem 3x mais chances de usar medicamentos de forma incorreta. Em 2016, mais de 3,6 milhões usavam de forma exagerada remédios que precisam de receita. Menos da metade recebeu o tratamento adequado.

    Quebrando o estigma

    Infelizmente, ainda existe um estigma enorme sobre as doenças mentais, e eu percebo isso todos os dias. Quando eu fui diagnosticada com transtorno de ansiedade generalizada (TAG) eu não falava muito sobre o assunto. Era algo pessoal, e eu não conseguia compartilhar com os outros. Mas conforme eu fui melhorando, eu percebi que a nossa voz pode ser uma mudança significativa para outras pessoas. Falar sobre o assunto é importante, porque ele deixa de ser um mito: as pessoas percebem que sim, isso é extremamente importante e precisa ser tratado. Não é besteira, não é algo “passageiro”. Os seus sentimentos são válidos. É um processo lento, mas hoje em dia eu falo abertamente sobre isso. Por que se eu não falar, quem vai? É muito difícil encontrar outra pessoa disposta a discutir o assunto. E eu também percebi que não tenho que ter vergonha de nada, pois uma doença mental não nos define.

    Você é amado, você é inteligente e você é forte. http://posiviibes.tumblr.com/

    Você é amado, você é inteligente e forte. http://posiviibes.tumblr.com/

    Procure ajuda

    Eu conheço muitas pessoas – principalmente jovens – que sofrem com crises de ansiedade e outros transtornos. Porém, quase nenhum deles era levado a sério ou reconhecia o problema que eles estavam enfrentando. Por isso, eu acho que nós devemos prestar mais a atenção naqueles que nos cercam. Se você vê que um amigo precisa de ajuda, o incentive para ir à terapia. Psicólogos e psiquiátras estão aí para nos ajudar. Eles são profissionais que vão te apoiar. Eu digo por experiência própria que buscar ajuda é a melhor coisa que você pode fazer: ninguém precisa lidar com isso sozinho. E olha, não precisa ter vergonha, achar que é estranho… Não tem absolutamente nada de estranho nisso. As dores físicas são sempre consideradas, então  as mentais também devem ser.

    Sobre o tratamento

    No final de Abril, eu completei um ano em que comecei o meu tratamento para a ansiedade. Assim como para qualquer outra doença, o tratamento não se baseia em apenas em uma coisa. São várias etapas e atividades que eu faço para me ajudar a melhorar. É essencial tomar a sua medicação de maneira correta, mas eu também busco apoio no yoga, na caminhada, na terapia. Alguns dias são mais fáceis que os outros. Alguns são complicados. Mas é importante sempre continuar buscando o que for melhor para a sua saúde. Se você passa por isso, eu repito: peça ajuda. Para os seus pais, os profissionais da escola, pesquise os médicos do seu convênio, vá no posto de saúde… Se você sente que não consegue superar isso, eu afirmo que sim, é possível. Eu passei por alguns momentos bem complicados há mais de um ano, em que achei que a minha ansiedade tinha tomado conta de quem eu era. Mas a gente é mais forte do que isso, sim.


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    May 6, 2017
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    Título: “Dear White People”

    Estréia: 28 de Abril

    Diretores (as): Justin Simien, Berry Jenkins, Nisha Ganatra, Tina Mabry, Charlie McDowell e Steven K. Tsuchida

    Dear White People pode ser considerada uma das melhores séries já produzidas pela Netflix. O motivo? Com apenas 10 episódios, com 30 minutos cada, a série consegue abordar diversos temas importantes que envolvem a negritude: racismo, colorismo, militância, violência policial, e também a vida do negro nos espaços como a universidade. Na série, nós conhecemos Samantha White (Logan Browning) que é dona de um programa de rádio que leva o nome da série. Samantha usa a sua voz para denunciar todos os problemas que ela e os seus amigos vivenciam todos os dias. Tudo começa quando os estudantes de um dos jornais da faculdade organizam uma festa com o tema de “black face”, causando uma reação de Samantha e dos seus amigos, que também são personagens importantíssimos nesta história.

    A série não possui só um protagonista, e sim vários, no qual temos a oportunidade de conhecer a história, os medos e a vivência de cada um. Os personagens são complexos e muito bem trabalhados em episódios dedicados à eles, dando espaço para mais assuntos serem abordados, como por exemplo, o desafio de Lionel (DeRon Horton) em lidar com a sua homossexualidade, em como as maneiras de resistência podem ser diferentes com Coco (Antonitte Robertson), o esforço de quem sempre é o líder dos movimentos, como o Reggie (Marque Richardson), e a busca pelos seus objetivos, por sempre querer agradar o pai, de Troy (Brandon P Bell).

    Eu assisti tudo em uma só tarde, tamanho foi o jeito que a série me prendeu. Ela te faz questionar, refletir, e traz um episódio extremamente comovente: o episódio 5, dirigido por ninguém menos que Berry Jenkins, de Moonlight, é impactante, honesto e precisa ser discutido. Não quero dar spoilers, mas ele aborda um dos assuntos mais atuais do momento, que originou o movimento Black Lives Matter.

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    Título: You, Me, Her

    Estréia: 10 de Fevereiro

    Diretores (as): Nisha Ganatra e Sara St. Onge

    You, Me, Her possui duas temporadas e a sua primeira estreou este ano na Netflix. A série é uma comédia (com um pouquinho de drama) bem diferente do que estamos acostumados a ver. Sem muitos clichês, a série aborda o casamento de Emma (Rachel Blanchard) e Jack (Greg Pohler). Os dois estão juntos faz um bom tempo e se amam. Eles não possuem problemas no casamento, mas algo os incomoda: a rotina bateu e os dois não tem mais aquele romance que possuíam antes. É aos poucos que Izzy (Priscila Faia) entra na história, após conhecer Jack. Ambos se atraem instantaneamente por Izzy, e ela pelos dois.

    Izzy está na universidade. Ela tem uma rommate, a Nina (Melanie Papalia), e alguns relacionamentos frustrados na bagagem. Ela até tem alguns rolos, mas nenhum deles funciona de verdade. Izzy, de início, fica com medo de se envolver demais com Emma e Jack, mas eles tem muita química e a paixão acontece. You, Me, Her é sobre poliamor, aceitação, confiança, bissexualidade e relações não monogâmicas que funcionam sim, muito bem.

    O enredo é responsável por desconstruir estereótipos e aqueles tramas em que relacionamentos LGBTQ+ sempre acabam em tragédias (estamos cansados de ver essa repetição). Óbvio que nem tudo são flores – assim como em qualquer outro namoro – mas  os personagens conseguem lidar com os conflitos, os ciúmes, e os problemas que aparecem no meio da relação. Eles também tem que encarar o preconceito dos amigos e das pessoas ao redor, que não tem absolutamente nada a ver com a vida deles, mas insistem em se meter na relação dos três. Sim, bem parecido com a vida real!

    Ah, e o cast é excelente. Os três atores principais tem uma interação incrível juntos.

    May 1, 2017
    postado por
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    Eu conheci o movimento Fashion Revolution – que já existe há três anos – faz pouco tempo. Mas esse curto espaço antes e pós conhecer o projeto me influenciaram de uma maneira positiva rapidamente. A ideia dele é incentivar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda, uma questão que eu comecei a refletir mais ultimamente. Acho que a minha ficha demorou a cair, mas quando eu percebi que a maioria das minhas roupas traziam etiquetas de Bangladesh e da Turquía, eu me toquei que havia algo extremamente errado aí. Quando realmente custava aquela blusa de 10 dólares da Forever 21? Quanto realmente é o valor que as pessoas que produzem essas roupas tem que pagar, para que depois elas sejam vendidas por um preço tão baixo?

    Eu consumi em lojas de fast fashion durante 18 anos da minha vida. Eu acreditei que as roupas poderiam me trazer felicidade durante todo esse tempo. Sim, eu adoro moda, eu adoro falar sobre o assunto. Mas, até onde esse consumismo todo afeta o planeta? São fatores complexos, mas que podem ser questionados com perguntas simples. E é desta ideia que surgiu o Fashion Revolution, atualmente presente em diversos países, que busca conscientizar por meio de informação e eventos sobre todas essas questões. Todo ano ocorre eventos, na semana de 24 a 30 de Abril, justamente na época em que aconteceu o desabamento de um prédio em Savar, Bangladesh, de oito pisos que servia de espaço para uma fábrica. Os trabalhadores não tinham mais condições de estar lá em segurança, mas foram ignorados, o que resultou em 1127 mortos. Eles produziam para marcas como H&M e Primark.

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    O movimento está bem forte aqui no Brasil. Coordenado por Fernanda Simon, as ações no nosso país são bem presentes: desde eventos em várias capitais, até campanhas nas ruas de São Paulo, como você pode conferir no vídeo abaixo. Também vale acompanhar a página no Facebook, onde você pode se atualizar sobre tudo o que está rolando e como ajudar. Na área brasileira do site do Fashion Revolution, há posts com informações que te ajudam a entender mais sobre a cadeia de produção da moda e como isso afeta os trabalhadores diretamente.


    Nesta última semana ocorreram vários eventos pelo Brasil, e aqui em Florianópolis, onde eu moro, também. Eu fui no dia do encerramento (30/04) e pude conferir de perto as marcas sustentáveis que estavam presentes, o trabalho de muitas pessoas criativas e engajadas, que faziam tudo à mão e por produção própria. Ou seja, é um produto totamente diferente do que nós estamos acostumados: é sustentável e você sabe de onde vem.

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    Neste dia rolou o Troca-Troca, em que você poderia levar 10 peças (incluindo sapatos e acessórios) em bom estado para poder trocar com outras pessoas. Era necessário apenas fazer a sua inscrição de maneira prévia. Ou seja, é uma ótima forma de você adquirir roupas novas sem precisar comprá-las e sim trocando com outra pessoa. Eu gosto bastante dessa ideia: eu acredito que roupas possuem histórias, e é legal fazer parte disso com uma peça que era de outra pessoa.

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    Eu também tive a oportunidade de conhecer a Zakii, criada pela Lais Costa. Os acessórios são todos feitos por ela, e são simplesmente maravilhosos! A marca tem como fundamento o empoderamento: “A Zakii tem como objetivo fortalecer o mercado de moda afro. Entre suas principais características estão a diversidades de produtos voltados a padronagens africanas, que valorizam mulheres interessadas em fortalecer uma cultura tão diversa.”

    As vendas também são feitas online pelo site, que está passando por uma reformulação pois vai se tornar também um blog. Vale super a pena acompanhar tudo no instagram da Zakii!

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    A designer Roberta Kremer também estava presente. As peças dela são bem criativas e originais: feitas com tingimento natural e tinta vegetal, todos produzidos em Florianópolis. Cada peça era mais única que a outra. Ela também faz vendas pelo site. Não deixe de conhecer o trabalho dela. São roupas produzidas de maneira sustentável, bem diferente de como estamos acostumados.

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    Também rolou uma oficina de upcycling, que significa transformar produtos que não teriam mais função ou resíduos em algo de maior uso e qualidade. A oficina foi cordenada por Fernanda Alface, que faz parte do coletivo Lactuba Lab, “um espaço onde organicamente se reúnem amigos e interessados afim de semear espontâneas experiências”, você pode conferir a página no Facebook aqui.

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    A Lafrikana é uma marca social inovadora que propõe o empoderamento de refugiados na comunidade de Kabiria, em Nairobi, na Quênia, por meio dos tecidos africanos e da produção das roupas, que trás um engajamento por trás de todas as peças. Cada estampa possui uma importância cultural, um significado. As roupas geram uma forma de trabalho digna para estes refugiados. É uma forma de fazer moda consciente.

    Conhecer o Fashion Revolution foi uma experiência muito boa, e também abriu os meus olhos para outra forma de consumir, principalmente de locais em que você sabe quem fez a sua roupa, como o processo aconteceu, e também é uma maneira interessante de incentivar o consumo consciente, e essas pessoas tão talentosas citadas aqui no post, que nos mostram uma outra maneira de enxergar a moda.

    Se você quiser entender mais sobre o assunto, eu indico muito o documentário “The True Cost”, disponível na Netflix, que nos mostra como a indústria da moda pode ser violenta, injusta e cruel para muitas pessoas que produzem as nossas roupas. É de abrir os olhos e fazer você refletir muito, e essencial para entender o que significa o slow fashion e a moda sustentável.

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