• 22498960_2028529004044575_6241653563477036743_o
    Música

    Conheça a belga Angèle

    ver post
  • d7c4f8272df21bdae9d45345439cf090
    Música, Playlist

    Playlist: Dezembro

    ver post
  • photo-1527936599657-e6d24be0c95c
    Comportamento, Textos, Viagens

    Carta de amor para os nômades

    ver post
  • MV5BOTQyMDYwNDMyOV5BMl5BanBnXkFtZTgwMjM4NTIzNjM@._V1_
    Séries

    Série: O Mundo Sombrio de Sabrina

    ver post
  • Setembro 2, 2018
    postado por

    photo-1496849858694-9c2a93479df2

    Por que nós precisamos entrar no trem que é a vida para descer algumas paradas depois?

    Por que nós experimentamos corações partidos e batidas e acidentes durante a viagem?

    Por que nós precisamos conhecer passageiros que irão arruinar a viagem com coisas que não cabem?

    Eu não entendo porque temos a obrigação de pagar por passagens de trens que não queremos pegar.

    E se eu gritasse para o mundo que eu nunca quis pegar nenhum trem?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ter a força do chão que aguenta o peso e a velocidade dos trens que passam diariamente por cima dele?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ser as nuvens que seguem os trens e não possuem limites de onde podem existir?

    Eu não quero ser um passageiro e não quero corações partidos. Eu quero experimentar poesia sem dor. Não é isso que as estrelas fazem quanto estão pintando o céu? Se é isso que elas fazem, por que eu preciso experimentar dor para crescer e explodir? Não posso simplesmente nadar pelas águas do oceano, e não pelas lágrimas que derramo?

    Não sou capaz de entender que alguém possa viver como um passageiro e nunca se sinta desesperado com todas as coisas que aparecem nas janelas do trem durante a viagem.

    Algum passageiro já conseguiu finalizar a viagem com um sorriso verdadeiro no rosto? Algum passageiro já desejou ser qualquer coisa, menos um passageiro? Pois eu faço isso o tempo inteiro. Meu coração partido é um sinal dos tempos: tudo está prestes a mudar e eu sei que não estou pronta. Tudo o que eu conheço é passageiro, mas minha alma pede pelo desconhecido: eu quero nadar no abismo do universo.

    Setembro 2, 2018
    postado por
    Charlotte-Perkins-Gilman

    Charlotte Perkins Gilman é uma das maiores romancistas norte-americanas; apesar dos seus livros não serem tão conhecidos no Brasil, Charlotte tem renome no mundo por ser uma das primeiras autoras a abordar o feminismo nos EUA, no início dos anos 1900. Ela nasceu em Connecticut em 1860, e faleceu na década de 30 na Califórnia. Foi reconhecida pela sua escrita durante a sua vida, e obteve sucesso com as suas publicações. Ela também escreveu livros sociólogicos – com viés econômico -, poemas e contos.

    Criticou a arquitetura – que aumenta as restrições às mulheres no século 19 -, o modelo de casamento burguês (um dos principais tópicos de “O Papel de Parede Amarelo”), e outros temas que ganharam destaque no movimento feminista nos anos 60. Ela foi pioneira ao debater, em livros de sucesso, demandas das mulheres na época que nunca haviam sido colocadas em pauta.

    Design sem nome

    Eu tive a oportunidade de ler dois livros da autora (ganhei os dois de presente). O primeiro é o conto “O papel de parede amarelo”, publicado no Brasil pela editora José Olympio. Classificado como uma história “assustadora e de terror” em meados do século 19, ele ganhou uma nova roupagem e visão após a onda feminista; críticos começaram a enxergar o que estava por trás da história do livro, que trás como protagonista uma esposa que enlouquece e vive sob os cuidados do marido, que é medico, em uma casa no interior.

    Um clássico da literatura feminista pela primeira vez no Brasil. Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releitura, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.

    A mulher está em constante domínio pelas ordens e recomendações do seu cônjuge – que acredita que sabe o que é o melhor para ela -, enquanto passa os seus dias praticamente presa naquela casa, e no seu novo quarto, que possui um papel de parede amarelo que ela odeia. É durante o processo de rasgar o papel, que chega a libertação, a raiva e o sentimento de se desprender daquela pessoa – e do casamento – que a mantêm como refém. A história possui pinceladas autobiográficas, pois acredita-se que Charlotte não foi feliz no casamento.

    Já o segundo livro que eu li foi “Herland”, que ganhou o título no Brasil de “A Terra Das Mulheres”. Não se sabe ao certo em que década o livro se passa, mas Charlotte, durante sua carreira, percorreu diversos gêneros, e distopia também foi um deles. Neste romance, conhecemos três homens jovens e que trabalham como exploradores; Van – o narrador -, embarca com seus colegas Terry e Jeff em uma expedição para uma ilha desconhecida, em que acredita-se que só vivem mulheres. Porém, há pouquíssimos relatos sobre o lugar.

    Publicado pela primeira vez em 1915, Herland – A Terra das Mulheres é uma novela que coloca os holofotes sobre a questão de gênero. Escrito pela feminista Charlotte Perkins Gilman, o livro descreve uma sociedade formada unicamente por mulheres que vivem livres de conflitos e de dominação. A história é narrada por um estudante de sociologia que, junto a dois companheiros, chega ao lendário país ocupado por mulheres. As diferentes visões dos três exploradores geram um choque cultural com a organização social utópica que terão de confrontar. Herland subverte questões como a definição de gênero, a maternidade e o senso de individualidade. Gilman, nesta obra, cria uma história revolucionária e dá uma importante contribuição às discussões sociológicas sobre os papéis masculino e feminino em sociedades de qualquer época.

    Herland é um país habitado somente por mulheres. Não há guerra, conflitos, fome ou pobreza. A maternidade é um dos maiores trunfos do local; os papéis de gênero são totalmente invertidos. Já que não conhecem a opressão, todas as mulheres exercem seus trabalhos e tarefas sem acreditar que há qualquer tipo de diferença entre elas e o outro sexo. São questionadas o tempo todo pelos visitantes, que não conseguem acreditar que não há homens no país.

    Apesar de abordar diferentes temas feministas, Charlotte é criticada justamente em um ensaio escrito por Lindy West, na edição atual de Herland, sobre a falta de interseccionalidade no livro. A autora peca, pois só representa, em suas histórias, mulheres brancas, o que se torna ainda mais contraditório ao criar um país somente habitado por mulheres (onde não são citadas mulheres negras).

    Agosto 26, 2018
    postado por
    farmto table

    Já faz algumas estações que a tendência de usar meia com sandália aberta chegou pra ficar, mas foi só recentemente que eu mesma resolvi apostar e me inspirei nos milhares de looks que existem por aí no street style. Apesar de algumas pessoas acharem um pouco “ousado” demais, eu garanto que depois que você usa pela primeira vez, vai se acostumar e achar bem confortável (dá a sensação de que você está em casa). Uma boa pedida é usar as meias – as minhas favoritas são as de cetim e glitter –  com os modelos abertos da Melissa. 

    Design sem nome

    As inspirações são muitas, mas a versão com glitter e cetim é a que mais tem conquistado adeptos nesse último inverno, seja no Brasil ou lá fora. Sim, aqui ainda é mais dificil ver a galera apostar na sandália + meia, mas fica charmoso, além de você poder usar sapatos abertos mesmo nos dias mais frios.

    Design sem nome-3

    Para as mais discretas, vale apostar em cores sóbrias (cinza, preto, marrom) ou até mesmo aquelas que casem com a cor do sapato. Outra opção são as meias arrastão, que voltaram em versões mais básicas. Ao invés de usar o modelo normal, elas aparecem menores, só para combinar com as sandálias (os tons pastéis são os favoritos).

    farmto table-2

    Se você, por algum motivo de força maior, não curte usar sandálias no inverno, pode combinar as meias de glitter com o dad sneaker, esse modelo de tênis mais pesado que ganhou destaque há alguns invernos na Escandinávia, e chegou com tudo no hemisfério Norte em Janeiro. Desde então, eles roubaram espaço nos desfiles e ao que tudo indica, vão demorar um bom tempo para perder o seu posto de queridinho.

    Agosto 19, 2018
    postado por
    443bd38de79d2c9a970ca7c6d93319ffba04cf0c

    Título: Para Todos os Garotos que Já Amei

    Diretor (a): Susan Johnson

    Roteiro: Sofia Alvarez e Jenny Han

    Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Janel Parrish, Israel Broussard, Anna Catchcart, John Corbett

    Sinopse: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

    Jenny Han é uma das minhas autoras favoritas dos livros de gênero Young Adult e eu sou apaixonada pela série protagonizada por Lara Jean. Em 2015, eu li o primeiro livro, e já faz alguns anos que a notícia de que a história viraria filme saiu. Eu, obviamente, fiquei super empolgada, mas quando somos muito fãs de um livro, sempre carregamos aquele misto de preocupação e medo da adaptação ficar muito diferente da história original, o que quase sempre acontece. Mas a boa surpresa aqui é que o filme de To All The Boys I’ve Loved Before, dirigido pela norte-americana Susan Johnson, é muito fiel ao livro.

    Para quem não conhece a história, o longa trás como protagonista a adolescente de 16 anos Lara Jean, irmã do meio de uma família composta por três garotas coreanas e o seu pai. A mãe das meninas morreu quando elas ainda eram pequenas, por isso, o pai representa um grande papel no ambiente familiar. As irmãs Song – Kitty, Lara Jean e Margot – são extremamente unidas. Kitty é a caçula da família; Lara Jean é a que está crescendo e Margot é a mais velha (e a mais madura), que está prestes a embarcar para a Escócia para iniciar a faculdade.

    Cada uma tem suas características únicas – que são bem trabalhadas durante o livro e no filme também não ficam à mercê – e a cultura coreana, tão retratada no livro, também ganha seu espaço no filme. Lembrando que a autora Jenny Hann também tem descendência coreana. Nascida na Virginia, ela se esforça para representar essa cultura e a diversidade na sua trilogia de livros. É refrescante ver uma personagem asiática sendo abordada em um filme de grande repercussão, sendo lançado na Netflix (ainda mais na época que o white-washing anda tão forte). É uma quebra de padrões das protagonistas que estamos sempre acostumados a ver.

    To-All-the-Boys-Ive-Loved-Before-5

    Lara Jean é uma jovem extremamente romântica, apesar de nunca ter tido uma experiência amorosa real. Quando ela queria terminar uma paixão, costumava escrever cartas para o garoto do qual estava apaixonada; ao todo, foram cinco, de amores que marcaram sua vida em fases diferente. Porém, o plot twist ocorre quando suas cartas são misteriosamente enviadas, e os garotos que as inspiraram recebem-as. O que mais a preocupa é o fato de Josh, seu amigo de anos, vizinho e namorado de sua irmã mais velha, tenha recebido a sua. Lara Jean nutre uma paixão platônica por Josh há muito tempo, mas só descobriu quando viu o garoto com Margot.

    Ao mesmo tempo que Josh recebe a dele, Peter Kavinsky, menino que Lara conhece desde pequena, também tem acesso à carta. Ele é ex-namorado de uma antiga amiga de Lara Jean – Genevive -, mas as duas se afastaram devido a brigas antes do início do ensino médio. Lara Jean entra em pânico, pois Josh não pode descobrir que ela gosta dele; e Peter quer causar ciúmes na antiga namorada. Isso é o suficiente para os dois se unirem e assumirem um namoro fake.

    Pode parecer clichê, mas é um clichê bem explorado e que trás uma história convincente e personagens bem elaborados. Lara Jean encontra na companhia de Peter um suposto namorado e também um amigo: os dois trocam confidências (ela, sobre a mãe que faleceu, e ele, sobre o pai distante) e essa é a primeira experiência que ela tem de algum relacionamento. Por isso, é fácil se identificar com a personagem, principalmente se você já passou por aquela fase de inícios. É o primeiro beijo, a primeira briga, a primeira difícil sensação de como é gostar de alguém, e ter que lidar com a parte boa e ruim dessa pessoa (e tudo o que isso traz).

    tatb-noahcentineo-lanacondor-006

    Uma das características do filme que mais me impressionou foi a semelhança com o livro e o cuidado para que o longa ficasse com a mesma essência, em todos os detalhes. A escolha do elenco, para mim, foi totalmente certeira. Lana Condor (Lara Jean) incorporou a personagem principal, seja no jeito de agir, de falar, de se vestir, e de realmente enxergarmos aquela versão dos livros na tela; assim como Noah Centineo (Peter), que foi o Peter Kevinsky perfeito. Ele é um dos personagens mais importantes da história, e o ator fez jus à personalidade encantadora, doce e (bem) confusa de Peter. No inicio, eu achei que o ator  escolhido para ser o Josh (Israel Broussard) teria sido um bom Peter; mas antes da metade do filme mudei de ideia. O Noah conseguiu ser ainda melhor do que o personagem que eu imaginei em minha cabeça tantas vezes.

    Destaque também para a estética do filme, que trabalhou as cores pastéis e claras – as favoritas da personagem – e que foram utilizadas em todas as capas do livro; tivemos até mesmo a cena de Lara Jean preparando os seus famosos cupcakes.

    A autora Jenny Han acompanhou todo o processo de filmagem, e eu acredito que isso tenha sido fundamental para que o filme tivesse o mesmo jeito especial dos livros, e não caísse no clichê caricato que já vimos em muitas produções adolescentes da Netflix (alô, Barraca do Beijo).

    To All Of The Boys I've Loved Before

    “Para Todos os Garotos que Já Amei” também ressalta um ponto importante da amizade feminina, e do companheirismo e união entre irmãs. A relação de Kitty, Margot e Lara Jean é extremamente importante para a personagem principal. Durante toda a sua vida Margot sempre foi a líder, a sua inspiração e quem ela queria seguir os passos; agora que a irmã foi para a universidade, é papel de Lara Jean cuidar da irmã mais nova de onze anos, e ser o “exemplo”. O filme, porém, também tem tropeços, como na representação da rivalidade feminina representada por Genevive e Lara Jean, tão presente no primeiro livro. Porém, são nas duas sequencias que é desenvolvida de maneira mais profunda a amizade de ambas, e a personagem de Genevive também passa a ser explorada, e conhecemos outras facetas dela.

    É um filme delicado e romântico, que respeita a versão literária e encanta ainda mais os fãs do livro, e também aqueles que não conheceram a obra. Palmas para Jenny Han e a Netflix!

    Agosto 17, 2018
    postado por
    pexels-photo-1243358

    Eu vivo por momentos como esse.

    Momentos onde não sei o que acontecerá no próximo segundo onde farei minha próxima respiração. Momentos onde a zona de conforto é algo que está atrás da minha própria existência. Momentos onde eu sei que jamais serei tão jovem quanto sou nesse exato agora.

    É como se eu estivesse subindo o primeiro degrau de um avião que irá me levar para um novo mundo, aquele que ainda não conheço e que, por muito tempo, estive morrendo de medo de conhecer.

    Mas o que é estar viva se não for para morrer e renascer todos os dias?

    Eu não sei para onde essa jornada está me levando. O que posso pedir, de cada pedaço das minhas veias, é que este caminho me traga o que eu sempre quis: tudo o que eu não estou familiarizada.

    Durante todo o percurso, penso em todas as vidas que já vivi dentro de uma só: o que fui, o que fiz, o que senti, o que chorei e o que lamentei. Estaria eu preparada para mais um furacão de novas vivências, considerando que viver é permitir que a alma seja machucada pelo mundo?

    Talvez sim, talvez não. Mas eu não pretendo deixar essa dúvida me prender, sendo que eu sou uma alma feita para ganhar asas e voar em todos os tipos de céu, nublados ou não.

    Eu amo pessoas, mas eu amo colocar uma mochila repleta de sonhos nas minhas costas e seguir em frente.

    Admito – tenho medo de mudanças, mas sou uma metamorfose. Eu vivo por momentos como esse: estou prestes a descer do avião.

    subir
    elas disseram TODOS OS DIREITOS RESERVADOS © 2017 // DESIGN POR SARA SILVA