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    Filme: A Morte Te Dá Parabéns

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    Playlist: Outubro

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    Beleza

    Cabelo curto para se inspirar

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    Looks, Moda

    O estilo da Noora Sætre de Skam

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  • August 9, 2017
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    Eu gosto de observar casais. Pode parecer estranho, mas eu sempre encontro alguma beleza nos casais que andam pela rua. Eles não precisam estar expressando nenhum tipo de afeto: é possível reconhecer um sentimento mútuo só pelos olhares. Outras pessoas preferem demonstrar de outras maneiras. E o que eu percebo é que as palavras sempre ficam como segunda opção. Pode ser um abraço, um afago no braço ou o leve tocar de mãos. Cada coisa pequena carrega um significado enorme. E tem algo de charmoso em perceber o quanto um olhar pode dizer tudo: mesmo que a boca não diga simplesmente nada.

    Eu sei que todos os dias a gente sai de casa apressado e correndo contra o relógio. Eu mesma sempre tenho milhares de coisas para fazer, e eu acabo não enxergando nada no caminho. Parece que tudo é um borrão. E inevitavelmente esquecemos de reparar em coisas significativas que acontecem ao nosso redor. Elas não precisam ser grandes: mas elas estão sempre ali. O mundo é caótico e todo mundo está meio perdido, eu sei. Mas eu tento não deixar o meu lado sensível desaparecer. Por mais que o meu lado realista seja mais forte que o meu lado romântico, eu ainda quero manter a minha sensibilidade. Para mim, conseguir enxergar o outro é importante. Eu não quero ver só eu mesma, ou ter a minha visão limitada à minha rotina e aos meus problemas.

    Eu passei anos enxergando o mundo de uma maneira extremamente cinza. Eu não via graça em nada. Tudo era difícil, complicado e trabalhoso demais. E até as coisas leves me irritavam. A minha ansiedade tem uma boa parcela de culpa nisso tudo. E quando eu consegui me desamarrar dela, eu decidi que seria um pouco mais gentil. Eu só consegui fazer isso após aprender a ser gentil comigo mesma; e há mais de um ano, eu prometi que tentaria ver as coisas de outro modo. De uma maneira melhor. De vez em quando eu observo uma situação que faz o meu coração se sentir confortado. Até mesmo quando eu não estou tendo um dia bom.

    Eu não comecei a ter essa visão de um dia para o outro; demora um tempo até a gente se acostumar a ver os dias de uma maneira mais positiva. Pode ser complicado encontrar beleza em certos lugares. E de fato, existem momentos em que ela parece realmente não existir. É aí que eu me dou o direito de ficar no meu canto, sem exigir demais de mim mesma.

    Depois de algumas decepções e caras quebradas, eu achei que deveria ser mais realista. Que eu tinha que parar de idealizar as coisas na minha cabeça, vê-las de uma forma totalmente diferente do que elas eram. Eu achei que para ser forte eu não podia me apegar demais, deixar os meus sentimentos expostos. Parar de me doar tanto. E até hoje, eu confesso que ainda sou fechada. Demoro para me envolver e mais ainda para dizer o que eu sinto. Mas eu percebi que cultivar a sua sensibilidade não tem nada a ver com ser fraco. Decidir ir contra a maré e assumir o que você sente, chorar quando quiser e não ter medo de sentir, é a atitude mais forte que existe. É preciso coragem para bancar os seus sentimentos.

    E às vezes, não tem nada que demonstre mais a sua força que isso. E eu sinto orgulho de mim mesma por tentar, mesmo que aos poucos, ver as coisas que estão tão perto de nós, de um jeito um pouco mais belo.

    August 6, 2017
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    Título: Siga Os Balões – O Livro

    Autor (a): Daniel Duarte

    Editora: BestSeller

    Preço Sugerido: R$22,70 na Saraiva, R$27,07 no Submarino, e R$27,07 na Americanas

    Sinopse: Um projeto que espalha em pedaços de papel a vida cotidiana. Criado pelo carioca Daniel Duarte, o projeto “Siga os balões” tem um simples objetivo: compartilhar amor e boas vibrações pela Internet. Unindo as cores vibrantes de suas ilustrações com as doces mensagens de seus textos motivacionais, Daniel ensina como enxergar o lado bom de todos os aspectos da vida. Entre crônicas inéditas e ilustrações com um visual totalmente diferente, “Siga os balões” é o que você precisa para dar uma pausa na rotina, respirar e se inspirar.

    Eu conheci o projeto do carioca Daniel Duarte no Instagram há alguns meses atrás, e foi paixão à primeira vista. A página do Daniel, intitulada de “Siga Os Balões”, possui mais de 200 mil seguidores na rede social, e ele consegue levar para milhares de pessoas – por meio da internet – textos sinceros, emocionantes e que te confortam. Eu explico: juntamente com as ilustrações lindas, o autor coloca o que ele escreve na descrição. Podem ser pensamentos, confissões, conselhos ou experiências baseadas na sua própria vida: ele sempre consegue nos sensibilizar. E sensibilidade é algo que, muitas vezes, nós acabamos deixando de lado no dia dia tão atribulado. E é por isso mesmo que a página do Daniel representa para mim um local de conforto tão grande!

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    Criado em Julho de 2014, o sucesso na internet foi tanto que a inspiração logo virou livro, lançado no ano passado. Segundo Daniel, todo o processo levou em torno de um ano. O intuito do livro é de servir como um amigo para os leitores, e é essa a sensação que nós temos durante a leitura. São textos sobre amor, relacionamentos, sonhos, perdas, tristezas, e aquela fase que todo mundo passa em que temos que simplesmente levantar e seguir em frente. É aquela leitura ideal para quando você precisa de uma forcinha do universo, de uma palavra que te deixe pra cima.


    Ninguém sabe como vai viver depois de uma partida, seja ela qual for. Por mais que você se sinta metade novamente, eu te garanto que ninguém nasceu para ser metade de ninguém. Nascemos para nos amarmos e sermos completos para nós mesmos, e isso de longe é egoísmo ou arrogância, mas você simplesmente não pode prometer à alguém algo que nem você tem. Antes de qualquer novo clique no coração alheio, aviso aos novos navegantes e aos velhos de coração partido: primeiro a gente se ama… e depois também.

    – Manuais

    O ponto alto também são as ilustrações, que vão te deixar completamente apaixonado. Além de serem criativas e diferentes, as frases e palavras são colocadas de maneiras distintas. Várias páginas são compostas pelos desenhos. Você vai querer fotografar tudo, eu te garanto! Vale comentar que a edição do livro é muito bem trabalhada, e a folha é de um material mais sofisticado.


    Tem dias em que me pego repetindo em voz alta: ‘Aguenta firme. É só metade do caminho.’

    No meio da bagunça e no meio das partidas.

    No meio, amadurecemos, e tudo não é tão mágico; tudo se torna difícil demais para lidar.

    Essa é a vida te ensinando a ser forte.

    (…)

    As coisas não ficam fáceis, isso é fato, mas é possível que fiquem melhores.

    Então aguenta firme. A gente não acaba assim.

    Se nada der certo por agora, ainda teremos a sexta-feira.

    – Sexta-Feira

    É possível se identificar com a maioria dos textos, e se encantar também com a delicadeza em que o autor escreve sobre temas difíceis, sejam mágoas que a gente guarda, ou corações partidos. A escrita do Daniel faz o leitor se sentir próximo e acolhido. Sabe aquele livro que você presenteia para um amigo? “Siga Os Balões” é exatamente esse!


    Tenho preguiça dessa onda de conquista 007.  Não levanto nem para desligar o despertador, imagina ficar horas procurando o gosto musical do outro na linha do tempo.

    Não faço a mínima ideia de como flertar ou ser sexy ao mesmo tempo.

    Eu só consigo ser eu. Só eu mesmo.

    Gaguejando às vezes, mas com o peito aberto para mergulhar livre, porque, se eu der com a cara no concreto, vai ser só uma vez.

    – Não faça jogo

    August 4, 2017
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    Dona de um dos melhores álbuns pop do ano (na minha opinião), Lorde lançou nesta Quinta-Feira (03/08) o clipe do segundo single do disco Melodrama. A faixa escolhida foi “Perfect Places”, a última da tracklist, e que representa todo o conceito do último trabalho da cantora. Ao mesmo tempo que a letra mescla batidas animadas, a letra fala sobre o espírito de ser jovem: a procura do lugar perfeito, enquanto vive todas as noites de uma maneira intensa, mas sem perder o sentimento de solidão.

    Enquanto canta “now I can’t stand to be alone” (“agora eu não suporto ficar sozinha”), o ritmo da música narra o ambiente de uma festa, de uma procura incessante por algo. Isso também está presente no clipe: Lorde aparece em locações maravilhosas, porém sempre sozinha.

    July 31, 2017
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    Título: O Mínimo Para Viver (“To The Bone”)

    Diretor (a): Marti Noxon

    Lançamento: 14 de Julho (Disponível na Netflix)

    Elenco: Lily Collins, Liana Liberato, Keanu Reeves, Ziah Colon, Alex Sharp, Retta, e mais

    Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

    ATENÇÃO: SE OS TEMAS QUE ENVOLVEM DISTÚRBIOS ALIMENTARES SÃO UM GATILHO PARA VOCÊ, NÃO RECOMENDAMOS QUE ASSISTA AO FILME.

    Produzido pela Netflix, o “Mínimo para Viver” causou polêmica antes mesmo de sua estréia. Muitas pessoas criticaram a Netflix por lançar um filme que abordasse a anorexia de maneira gráfica, o que poderia gerar trigger warnings (os gatilhos). Sim, eles estão presentes no filme – do início ao fim – o que é avisado logo antes da primeira cena, mas o filme consegue abordar de maneira justa e fiel um distúrbio que atinge mais de 150 mil pessoas por ano, somente no Brasil. O longa é baseado em fatos que ocorreram na vida da própria diretora, Marti Noxon. A norte-americana de 52 anos lutou para desenvolver o filme, que foi negado por muitos produtores homens. O intuito, segundo ela, não era falar somente de anorexia e bulimia, mas sim abrir uma discussão sobre imagem corporal e transtornos alimentares.

    Ellen (Lily Collins) tem 20 anos e batalha contra a anorexia há muito tempo. A doença tomou grande parte da vida dela – e dos seus famíliares – e ela já passou por diversos tratamentos. Nenhum deles pareceu funcionar. É como se ela estivesse perdendo a esperança e não soubesse mais como virar o jogo. Do outro lado, também está uma complicada relação famíliar com a mãe, a madrasta, e o pai que nunca está presente. A pessoa que ela mais se dá bem é a sua irmã postiça, Kelly (Liana Liberato).

    Após ser mandada para casa no centro de treinamento que participava – por ser uma “má influência” para os outros pacientes -, a sua madrasta recorre a outra esperança de que Ellen consiga se tratar: Dr. Beckham (Keanu Reeves) representa um ponto de esperança para todos eles. Ele é conhecido por seus métodos diferentes, e por ser extremamente sincero com os seus pacientes. É assim que Ellen descobre que se ela não melhorar logo, a sua vida vai chegar ao fim.

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    É então com uma nova proposta de tratamento que Ellen vai parar em um casa – que é uma espécia de clínica – onde vai dividir o teto com outros seis pacientes, que também sofrem de transtornos alimentares. Eles não são muito explorados – a ótica principal do filme sempre foca na protagonista – mas também podemos entender um pouco mais sobre eles. Não sabemos os motivos que levaram os seis jovens a estar ali, mas todos eles possuem suas próprias batalhas diárias.

    Luke (Alex Sharp) é um ex dançarino de Londres que machucou o joelho. Ele está na clínica há seis meses, e está, aos poucos, superando a doença e carrega consigo um ar positivo e piadista, em que tenta, ao mesmo tempo, cuidar dos outros colegas. O seu sonho é ficar saudável novamente para voltar a dançar. Megan (Leslie Bibb) também ganha mais espaço na tela, pois a personagem – contra todas as possibilidades – desenvolve uma gravidez.

    Todos os personagens possuem uma carga dramática. Lily Collins consegue, de maneira célebre, nos emocionar com os constantes conflitos que Ellen tem que encarar. Ao mesmo tempo que ela quer sobreviver, a protagonista também quer achar um motivo para continuar vivendo. Afinal, ela precisa avançar no tratamento para garantir a sua própria vida. Ellen é sensível, mas guarda tudo para si mesma. Ela carrega uma aura de mistério consigo mesma, e é díficil para ela deixar que outras pessoas entrem na sua vida.

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    Apesar das dificuldades, Ellen e Luke desenvolvem uma amizade, e até mesmo um romance delicado, aos trancos e barrancos. Luke possui uma visão muito diferente da vida que a de Ellen. Ao mesmo tempo que ele quer seguir em frente, ela ainda não encontrou a força necessária para fazer isso. É em meio a reflexões e bons diálogos que Ellen questiona Dr. Beckham qual o motivo que ela teria para viver. E ele responde que não existem motivos específicos; mas se ela quiser, ela pode virar o jogo.

    Obviamente, a superação da doença está longe de ser fácil. E o tempo todo as cenas do longa nos mostram isso. São momentos de questionamento, tristeza e dúvidas que levam Ellen e alguns pacientes a quase desistir da superação da doença. Alguns fatores poderiam ter sido mais explorados. Senti falta de saber do passado dos personagens e o que levou cada um até ali; e de que maneira eles encontrariam uma forma de superar a doença, que é complexa, e precisa de muito mais que 1h35 para ser verdadeiramente explorada.

    O filme abre uma porta importante para os debates dos transtornos alimentares. Nós vemos muito pouco o tema sendo abordado na mídia: e quando isso acontece, é sempre de maneira discreta. A Netflix é uma plataforma com milhões de usuários, o que significa que muitas pessoas terão a oportunidade de ver o filme, e podem tentar compreender a doença – e por que tantas pessoas tem que enfrentá-la – e, posteriormente, discutir o assunto.

    July 29, 2017
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    Para os fãs de música pop, a semana nos trouxe muitas novidades e sons novos (apenas amo). Todo mundo resolveu lançar clipe nos mesmos dias, e as artistas que mais me agradaram foi a Kesha, que está fazendo um retorno incrível (depois de ter passado por uma batalha pessoal enorme, tanto na sua vida pessoal quanto na mídia), e a Julia Michaels, compositora que já escreveu muitas músicas que nós gostamos, e lançou o seu primeiro EP, intitulado de “Nervous System”. É pop de qualidade e com letras muito boas!

    Selena Gomez lançou o clipe de “Fetish” e causou bastante borburinho, porque até agora, poucas pessoas entenderam qual foi a inspiração do vídeo, dirigido pela talentosíssima Petra Collins, diretora de arte que já trabalhou com a Carly Rae Jepsen. Selena revelou, em entrevista, que a inspiração foi em filmes de terror. Mas as teorias rolando pela internet são muitas!

    O ep dela está incrível. Destaque para “Issues” e “Make It Up to You”.


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