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  • December 22, 2017
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    Então, parece que eu voltei antes do planejado! Hoje visitei aqui na Georgia, EUA, um café fofíssimo especializado em maccarons. Este doce francês é um dos meus favoritos, e além de ser extremamente fotogênico, ele também é muito gostoso. Apesar de dividir opiniões (algumas pessoas acham que ele é muito doce!), eu gosto bastante. No Brasil eu normalmente como os da Le Petit, que possuem quiosques espalhados por vários shoppings.

    Mac Lab Bakery foi fundado em 2015 em Duluth, e é chefiado por Lan Cheng Jack Cheng. Com mais de 15 sabores de maccarons, fica até difícil escolher o seu favorito: tem de oreo, blueberry, nutella, raspeberry lemonade, pistache, strawberry… e não só dos doces vive o local. Eles vendem uma infinidade de cafés (eu provei o capuccino) e as porções são bem grandes!

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    Os que eu provei foram: Oreo, Blueberry, Vanilla e Earl Grey. Eles são ótimos, saborosos, e bem doces. Portanto, se você não curte tanto áçucar, o ideal é provar apenas um ou dois (não faça como eu e exagere, que comi quatro e depois sai com açúcar até no cérebro).

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    Eu comprei o cappuccino ($3,25), mas quem estava comigo escolheu o latte (nosso café com leite), que custou $2,75, que é desse tamanho enorme! O café é uma pedida ideal para quem também gosta de apreciar a bebida, como eu.

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    A decoração do local é toda clean, cheia de quadros na parede e detalhes legais. A árvore de natal é charmosa e acompanha os outros acessórios natalinos que estavam espalhados pelo café. Eu adorei esse quadro com esse desenho na estante. Não posso afirmar, mas ele me parece uma ilustração dos donos do local e da sua família. O atendimento, aliás, foi impecável. As meninas que estavam no caixa eram umas fofas.

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    Esses maccarons são especiais para o Natal. Aliás, eles vivem fazendo versões diferentes para datas festivas. Tem até maccaron de unicórnio. No Halloween, rolou alguns de pokemon, caveira e gatinho! Estes custavam um pouco mais do que os outros, que estão na faixa de $2,50 a $3.

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    Eu adorei conhecer o local, e matei a minha vontade de comer maccarons nessa viagem. As opções de café também se destacam, e alguns deles também entravam na onda do Natal (tinha de pumpkin spice, que aparentemente é um sabor que faz sucesso aqui nesta época).

    Onde fica? 2131 Pleasent Hill Rd #135, Duluth (Georgia)

    Se você quer ver mais, vale a pena visitar a página deles no Instagram. Mas já alerto que vai bater a vontade!


    December 17, 2017
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    Foto: Paolo Raeli (coltre.tumblr.com)

    Foto: Paolo Raeli (coltre.tumblr.com)

    Sempre quando o ano chega ao fim, eu gosto de olhar para trás e refletir, pensando no que eu aprendi nos últimos 12 meses. Quem acompanha o blog faz um tempo provavelmente já percebeu que, no final do ano, eu sempre faço um post nesse estilo. Acho que é importante reconhecer o que foi bom, o que foi ruim, e o que a gente quer mudar para o próximo ano. Eu não sou de fazer listas de mudanças, mas coloco algumas metas que eu quero cumprir. Esse ano, cuidar da minha saúde mental era uma delas. E em 2018, vai continuar sendo. Esse é o bem mais valioso que eu possuo, e eu nunca posso esquecer da importância dele.

    Foi isso que me impulsionou no final de Março a começar a fazer aulas de yoga. Depois que eu encontrei essa prática, nunca mais vou conseguir abandoná-la. É incrível reservar um tempo pra gente – mesmo que seja uma hora, quarenta cinco minutos – para aprender coisas que são básicas, mas que esquecemos. Sentar, respirar, meditar, aliviar os seus pensamentos. É impressionante como isso afeta sua vida positivamente. E com certeza, é um dos pontos chaves na minha luta contra a ansiedade. Se eu puder dizer algo que sou grata à esse ano, seria a descoberta do yoga.

    Mesmo fazendo exercícios quase todos os dias, indo para a terapia e tomando toda a minha medicação certinha, alguns dias ainda foram complicados. Doídos. Ainda mais na tarefa árdua de prestar vestibular. Eu admito, não sei como encontrei forças para tentar outra vez; mas em alguns momentos eu sou obrigada a achar vontade em lugares inusitados. A esperança e a expectativa surgiram de novo com força total, o que me frustrou. Mas eu não me arrependo de tentar de novo. Sei lá, às vezes eu acho que vestibular é só um teste pra vida, pra nos ensinar que nós podemos querer muita coisa, mas nem tudo vai funcionar. E tudo bem. Não é o fim do mundo, né?

    Eu admito que não sei para que lado o meu futuro vai. Ele é incerto. Eu não sei que faculdade vou começar, se espero os resultados finais, se vou para uma privada… Eu não faço ideia. Eu admito, a inconstância me assusta, como sempre faz. E também  é doloroso ver que alguns dos meus planos não deram certo. Acho que se fosse colocar algo no meu caderno imaginário de objetivos para o ano que vem, seria: não idealizar demais uma coisa e achar que só ela funciona. Desde o último ano do colégio eu botei na minha cabeça que só poderia estudar na faculdade se fosse na pública, que eu tinha que passar na maldita prova. Mas hoje, agora, eu percebo que não. Eu não tenho que passar em nada. Eu não sou obrigada a nada disso. E o meu valor não deve ser medido por um pedaço de papel.

    Valor. Essa foi uma palavra tão presente nos meus últimos meses. Valorizar, auto confiança, segurança. Essas três estão intimamente ligadas na minha vida. São uma constante que me rodeiam. E que me lembram que antes de tudo, eu não posso me sabotar. Eu não posso procurar a felicidade nos outros, ou até mesmo a rejeição, a culpa, o último problema que falta para tudo desmoronar. Eu preciso buscar quem me faz bem. Mesmo que algumas coisas pareçam muito atraentes, às vezes elas simplesmente não funcionam. E eu sei disso. Só preciso entender, e aceitar.

    É possível que haja um pequeno sumiço meu aqui no blog até 2018. Eu não sei se vai ser possível fazer posts até o dia 13 de Janeiro, mas caso isso aconteça, quero agradecer todo mundo que me acompanhou por mais um ano por aqui. <3 E avisar que o meu desaparecimento vai ser positivo, pois vou estar viajando e preparando muitos posts legais de viagem para cá (e quem sabe, alguns vídeos!).

    December 16, 2017
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    Dark (2017) é a primeira série alemã produzida pela Netflix. Na pegada de dar carta branca para alguns países produzirem suas próprias séries, saindo do eixo EUA-UK (assim como o Brasil emplacou 3% no catálago, um dos melhores lançamentos de 2016), as boas surpresas com as produções estrangeiras continuam. O drama sci-fi, que mistura suspense, viagem no tempo e muitas teorias loucas, estreou no início de Dezembro e foi comparada constantemente com Stranger Things. Porém, é necessário dizer que as duas são muito diferentes! Enquanto a norte-americana aposta, além dos mistérios, em momentos engraçados e personagens cativantes, a alemã é muito mais obscura sem trocadilhos.

    Tudo em Dark nos leva ao mistério e aos questionamentos. A fotografia, a lentidão de algumas cenas, os detalhes (que são muito importantes!) e o clima de produção européia, em que os acontecimentos não são marcados por sequencias de ação impressionantes, característica comum das séries estadunidenses. Mas o seriado não perde em nada: pelo contrário, ele é inovador. O enredo nos leva até o ano de 2019 na pacata cidade de Winden, habitada por famílias que estão lá durante gerações. Cada um deles guarda segredos e intrigas. O número de personagens é bem grande, no estilo de Game of Thrones, por isso, fica difícil lembrar o nome de todo mundo.

    O protagonismo cabe à Jonas (Louis Hofman), um adolescente de 16 anos que perdeu o pai recentemente. Ele passou dois meses em uma instituição psiquiátrica tentando se recuperar, enquanto a mãe, Hanna (Maja Schöne), mantinha um caso com Ulrich (Oliver Masucci), policial da cidade e pai de Martha (Lisa Vicari) – o interesse amoroso de Jonas – Magnus (Moritz Jahn) Mikkel (Daan Lennard).

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    Aparentemente nada acontecia na pequena cidade, onde todos se conhecem. Cada personagem possui uma ligação entre si, mesmo que ela não seja óbvia. Os conflitos – que aconteciam por baixo dos panos – retornam com tudo quando alguns jovens começam a desaparecer misteriosamente, e seus corpos retornam com machucados e os tímpanos estourados. É o caso de Erik, que nunca foi encontrado. Quem também some é Mikkel, desencadeando acontecimentos que vão levar as famílias a desenterrarem brigas do passado, que atingem não só apenas eles, mas também os seus filhos adolescentes. E tudo isso ainda possui relação com o sumiço de Mads, irmão mais novo de Ulrich, que desapareceu no ano de 1986.

    A série, criada por Baran bo OdarJentje Friese mistura referências e muitas teorias físicas. Ou seja, se você gosta do assunto, vai curtir essa série, que é para aqueles que são fãs de montar mil teorias que explicam os acontecimentos. Os temas passam entre Teoria da Relatividade de Einsten, buraco negro de minhoca, o estudo de Stephen Hawking sobre buracos negros, e o longa “Interestelar.” Eu assisto pouco conteúdo de sci-fi, mas minha amiga que é fã do gênero comentou que o seriado segue bem esse estilo para quem se interessa pelos assuntos acima e clássicos como “De Volta para o Futuro.”

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    Se vale a pena apostar na série alemã? Não há dúvidas! A produção é impecável, com uma fotografia linda e escura, que acompanha os acontecimentos misteriosos durante os episódios, e as atuações são surpreendentes. Eu sinceramente já estou na espera da confirmação de uma segunda temporada.

    December 14, 2017
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    Título: Wonder (Extraordinário)

    Direção (a): Stephen Chbosky

    Elenco: Julia Roberts, Owen Wilson, Jacob Trembley, Izabela Vidovic, Noah Jupe, Daveed Diggs

    Sinopse: Auggie Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto que nasceu com uma deformação facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos, ele pela primeira vez frequentará uma escola regular, como qualquer outra criança. Lá, precisa lidar com a sensação constante de ser sempre observado e avaliado por todos à sua volta.

    Em 2014 eu tive a oportunidade de ler “Extraordinário”, um dos livros mais emocionantes e delicados que já estiveram na minha estante. Faz três anos que eu realizei essa leitura, e nesta semana pude assistir Wonder nos cinemas, adaptação da história escrita pela nova-iorquina R.J Palacio. O longa é dirigido por Stephen Chbosky, responsável por “As Vantagens de Ser Invisível.” Eu gosto muito do diretor, porque ele consegue trazer temas difíceis para a tela de uma maneira honesta. E não foi diferente desta vez.

    O protagonista Auggie (Jacob Tremblay) possui uma doença rara que faz com que ele tenha um rosto deformado. Aos 10 anos de idade, ele convive com a família, que inclui o pai, a mãe e a irmã mais velha. Diferente das outras crianças, Auggie nunca frequentou a escola. Mas mesmo que ele seja diferente dos outros fisicamente, no interior, ele é uma criança parecida com as outras. É apaixonado por Star Wars, tem um interesse enorme em ciências – sua matéria favorita – e uma das coisas que ele mais deseja ter é um melhor amigo. Após anos sendo educado em casa, sua mãe, Isabel (Julia Roberts) acredita que ele precisa ter a experiência escolar. E a oportunidade ideal seria a entrada no quinto ano em uma escola onde todos os alunos também serão novos.

    Mas é claro que essa não vai ser uma experiência fácil. Crianças sabem ser cruéis – assim como adolescentes e adultos -, mas os pais do Auggie, apesar de também estarem com medo do que vai acontecer, tentam pensar positivo. E é assim que começa a jornada do menino, que vai sair da sua concha direto para o mundo (o que pode ser, em muitos momentos, assustador). O período de adaptação de Auggie é complicado. Ele tem que enfrentar o bullying praticado por colegas que não o conhecem, mas também ganha o apoio de Jack Will (Noah Jupe) e Summer (Millie Davis) personagens com grande destaque no livro que também possuem seu espaço no filme.

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    Uma das coisas mais legais do livro e que também está presente aqui é o espaço que todos os outros personagens principais recebem. Nós conhecemos a história pela percepção de Via (Izabela Vidovic), Jack WillMiranda (Danielle Rose), todos aqueles que possuem uma importância significativa para Auggie, sejam como amigos ou familiares. A irmã de Auggie, por exemplo, se sente deslocada da família. Ela ama o irmão, porém sente falta da atenção para os pais, já que eles precisam dedicar boa parte do seu tempo ao caçula. E é numa tentativa de também sair da sua zona-de-conforto que ela se inscreve para o teatro da escola.

    Cada cena e cada diálogo traz uma delicadeza, uma sensação e um sentimento importante para o enredo. Seja quando Auggie começa a experimentar o que é uma nova amizade, sejam as frustrações e a tristeza de se sentir excluído pelos colegas. Os diálogos são poderosos e emocionam: uma das cenas mais significativas acontece quando Auggie questiona sua mãe do porquê ele ser “tão feio”, e ela responde que ele não é, e que mesmo sendo sua mãe, a opinião dela importa, pois ela é quem o conhece melhor no mundo.

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    A história por si só já é emocionante, mas um ponto forte foi a escolha do elenco. Todos os atores desempenham seu papel com maestria, tornando possível compreender todos os personagens (sem exceção), as atitudes de cada um, os seus sentimentos, e como isso tudo influencia a vida do Auggie. Julia Roberts ganha destaque e está incrível no papel, mostrando uma mulher que  apesar de dedicar boa parte da sua rotina para cuidar do filho, ainda encontra força para seguir seus objetivos (como concluir sua tese de mestrado).

    Jacob Trembley, que ganhou o coração de Hollywood em O Quarto de Jack mostra outra ótima performance. É muito difícil não se encantar por Auggie (e querer protegê-lo o tempo todo!) e acredito que a atuação de Jacob ajudou nisso. O protagonista só tem 10 anos, mas tem qualidades que o tornam uma criança madura e corajosa. Durante as cenas, vamos acompanhando a trajetória dele em conhecer um pouquinho mais do mundo lá fora, o que exige força e muita cara à tapa.

    Os preceitos ensinados pelo professor da turma de quinto ano, Sr. Browne (Daveed Diggs), também marcam uma presença importante no longa: “Quando você tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.”

    December 8, 2017
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    Camila Cabello começou a carreira solo oficialmente em 2016, e ela só trouxe boas surpresas: a cantora conseguiu emplacar diversos hits e fazer um pop de qualidade. Até mesmo aqueles que não curtiam muito a sua voz quando ela participava do Fifth Harmony não resistiram. Ela sabe fazer uma boa música chiclete com letras ótimas, e é um dos nomes que mais despontam na música. Após o sucesso de Crying in the Club e Havana, o seu aguardado primeiro disco foi anunciado e será lançado em 12 de Janeiro, levando o seu nome. Duas faixas foram liberadas: a balada “Real Friends”, e a minha favorita, “Never Be The Same.”

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