• large-2
    Comportamento, Séries, TV

    As personagens femininas de Skam

    ver post
  • large
    Música

    Playlist: Junho

    ver post
  • large-2
    Culinária, Diversão

    Os melhores burgers de Florianópolis

    ver post
  • large-2
    Blogs

    O blog está de cara nova!

    ver post
  • April 10, 2017
    postado por
    large-2

    Abril está sendo um mês em que eu estou descobrindo várias playlists e músicas novas. 13 Reasons Why, além de ser uma ótima série, também é responsável por um soundtrack maravilhoso, cheio de canções que parecem antigas, mas na verdade são bem atuais. A minha banda favorita, The Maine, lançou o sexto álbum da carreira. A turnê do “Lovely, Little, Lonely” passa pelo Brasil em Julho (quem vai?) e eu tô super empolgada para ouvir algumas músicas ao vivo. Já a série que eu mais curto, Skam, voltou e com isso vem um monte de música boa em cada episódio (a playlist no Spotify é imperdível).

    April 8, 2017
    postado por
    imagem.aspx

    Título: A Rainha Vermelha

    Editora: Seguinte

    Autor(a): Victoria Aveyard

    Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

    Fazia um bom tempo em que eu não lia um livro com o tema de distopia. Esse gênero literário pode estar meio batido, mas The Red Queen foi uma surpresa agradável que me cativou bastante. Eu comecei a leitura com expectativas, afinal, ele havia ganhado o prêmio de melhor estréia de autor do Goodreads em 2015, e também ficou em primeiro lugar na lista do The New York Times.

    A protagonista desta história é Mare, uma garota de 17 anos que vive junto com a sua família – e mais milhares de pessoas – em extrema pobreza. Eles estão acostumados a lutar por suas vidas todos os dias, simplesmente porque possuem sangue vermelho, o que significa que eles fazem parte da população que é separada dos prateados, que possuem poderes e uma vida de luxo. Só o que essas pessoas conhecem é o medo, a fome e a impotência. Qualquer pessoa que se atreva a questionar esse sistema não sobrevive.

    Algumas pessoas são contra a segregação que impera nesta sociedade distópica, mas eles vivem às espreitas e poucos realmente sabem que esse grupo existe. A Guarda Escarlate é uma organização que luta contra a corte, e Mare toma conhecimento deles aos poucos. Ela vive momentos de conflito com a sua família. O seu irmão mais velho foi para a guerra – assim como todos os outros garotos jovens – e nunca mais retornou. Ela não sabe se ele está vivo ou morto.

    A sua vida muda de cabeça para baixo quando Mare é colocada em situações de perigo e descobre que ela não é quem imaginava ser. A personagem também possui poderes: ela pode controlar a eletricidade. Mas como isso é possível, se os vermelhos não tem poderes? Existem mais pessoas como ela? Mare, que sempre viveu com muito pouco, se vê de uma hora para a outra no meio da família real e dos prateados, tendo que esconder a sua identidade como uma peça no jogo da rainha Elara, e sendo noiva de Maven, o filho mais novo do rei Tiberias VI. Essas são as pessoas que ela mais odiou durante a sua vida inteira; sendo manipulada por eles e com todos os seus passos sendo observados, Mare não sabe como agir.

    O livro é repleto de ação e capítulos que nos deixam super curioso para saber o que vai acontecer em seguida. A autora sabe colocar diversos elementos surpresa ao longo da história, e por mais que o livro seja grande, a sua narrativa é rápida. Mare Barrow é super bem trabalhada durante cada parte do enredo, e temos uma heroína forte, corajosa e muito teimosa. A minha característica favorita das distopias são as protagonistas poderosas. Por mais que ela passe por milhares de dúvidas e momentos em que sua vida é colocada em jogo, Mare não deixa ninguém domina-la.

    O romance é desenvolvido aos poucos, e temos uma rivalidade acirrada entre dois irmãos que são muito diferentes: Maven tem todas as qualidades que um próximo rei precisa, mas quem realmente é o sucessor do trono é Cal, seu irmão mais velho. Mare se torna próxima de ambos, e cada um deles desperta um lado diferente nela. Apesar de incrementar a história e Maven e Cal serem ótimos personagens, o foco aqui não é o romance.

    O elemento sobrenatural é um dos pontos chave. Cada prateado possui um poder: há até mesmo uma hierarquia entre eles. Alguns poderes e algumas famílias são mais valorizadas do que outras, e entre este povo – que se acha tão melhor que os vermelhos – também existem disputas acirradas e muitas mentiras. É interessante ver como a autora trabalha com tudo isso. Temos muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas ela consegue equilibrar bem isso durante a leitura. Só resta ler a sequencia para saber quais focos serão mais explorados no segundo livro.

    O livro me conquistou muito, e eu me empolguei com a história rapidamente. É uma indicação certeira, e quem é fã de A Seleção e Jogos Vorazes, por exemplo, vai curtir.

    April 2, 2017
    postado por
    13reasonsposter

    13 Reasons Why, produzido pela Netflix, estreou nesta Sexta-Feira (31/03) no serviço de streaming. A série é uma adaptação do livro homônimo de Jay Asher, publicado em 2007. Eu li o livro em 2011, quando eu tinha 12 ou 13 anos. Eu me lembro até hoje de como ele me impactou profundamente. A história é sobre Hannah Baker, uma adolescente de 17 anos que comete suicido. Ela deixa treze fitas explicando os motivos que a levaram a tomar essa decisão, e cada fita é para uma pessoa, que cometeu algum ato – de propósito ou não – que a magoou profundamente, e influenciou a sua vida de alguma maneira.

    O tema principal do enredo é o bullying e o ensino médio. Com este último, muitos de nós estamos familiarizados, mas com o primeiro, talvez nem todos. Bullying, cyberbullying e slut shaming se tornaram mais presentes do que nunca nos últimos anos. Todo mundo conhece alguém que já sofreu bullying: talvez você mesmo, como eu, já tenha ter passado por isso. Porém, esses são temas que as pessoas muitas vezes se negam a discutir. Doenças mentais e suicídio também são um deles. A proposta da série é tratar sobre tudo isso, de maneira honesta e brutal. Sem delicadeza, sem papas na língua. É uma verdade nua, crua e muito dolorida, mas que expõe sem medo como é difícil ter que enfrentar estes problemas.

    13-reasons-crop

    O protagonista é Clay Jensen, um garoto tímido e nerd que nutria uma paixão quase platônica por Hannah. Os dois eram amigos, mas ele não sabia de tudo que se passava com ela, e também tinha medo de confessar seus sentimentos. Clay não entende porque ele está na fita, já que tecnicamente ele não faz nada de mal para Hannah. Mas posteriormente ele vai entender o porque está lá. A história mistura flashbacks e momentos atuais, que explicam o que cada pessoa fez. As situações são complicadas: Justin (Brandon Flynn) é um garoto bonito que chama Hannah para sair. Ela aceita, mas depois ele espalha mentiras sobre ela, contribuindo para que sua reputação fosse estragada na escola. Jessica (Alisha Boe) Alex (Miles Heizer), assim como a personagem, também eram alunos novos na escola. Eles se tornaram amigos, mas eles traem a confiança de Hannah, a deixando de lado e acreditando em rumores falsos sobre ela.

    13-reasons-why-season-1_poster_goldposter_com_5.jpeg@0o_0l_800w_80q

    Ela é alvo constante na escola: assim como Hannah, outros personagens também sofrem com humilhações e violências, verbais ou físicas. A série também faz um contraponto em como o ser humano pode ser hipócrita, e mostra a cultura do ensino médio, com a pressão e as ameaças que os jovens encaram todos os dias. Alunos brilhantes e que participam do grêmio estudantil também podem ser cruéis, sempre maquiando a sua personalidade real com notas altas, por exemplo. É o caso de Marcus (Steven Silver), Courtney (Michele Selene) e Tyler (Devin Druid).

    Cada episódio traz uma nova revelação, e além de te deixar com vontade de ver o próximo, eles também trazem uma carga psicológica pesada muito grande. O objetivo é cumprido com maestria, e é impossível ver a série sem se questionar e refletir de como a maneira que tratamos os outros pode impactar de maneira irreparável na vida de alguém. De como o jovem pode ser manipulador, mas os adultos também entram no pacote. E uma das lições mais importantes é que devemos reparar mais nos outros e nos sinais que eles demonstram. Muitas vezes as agressões são ignoradas em ambiente escolar, até mesmo pela própria instituição, outro tema abordado em 13 Reasons Why. A ignorância do ser humano muitas vezes pode sim, acabar com a vida de alguém.

    Os temas são bem explorados, e é difícil assistir esta série – com episódios que possuem em torno de 55 minutos – sem se deixar abalar. O estupro e o assédio sexual também ganham um espaço enorme. As cenas são as mais verdadeiras possíveis, e é algo desconfortável de assistir, mas esse foi exatamente o objetivo dos produtores da série ao fazerem as cenas. Dói e você sofre de verdade junto com o personagem. Acredito que isso é necessário, pois nos deixa uma mensagem que as pessoas precisam entender: a culpa nunca é da vítima.

    13-reasons-why

    Sobre o cast da série: só é possível dizer maravilhas sobre os atores que foram escolhidos. Eles deram vida aos personagens de maneira impecável, e o grande destaque fica para a australiana Katherine Langford, como Hannah, Dylan Minnette, como Clay, e Kate Walsh, como a mãe de Hannah. Kate é uma das melhores atrizes da série, e ela e Bryan D’Arcy James obtiveram a complicada tarefa de interpretar os pais de Hannah. Mas ambos fazem isso muito bem, e é possível enxergar o sofrimento que os pais dela sentem, e de como isso vai afetá-los para sempre. Todos os atores estão ótimos nos papéis.

    Confesso que assisti a série com uma dor enorme no coração em muitos momentos. A gente já sabia desde o inicio o que aconteceria com a Hannah, mas ver a morte da personagem foi horrível e realista, ao mesmo tempo. Horrível porque é péssimo ver algo assim acontecendo, e realista, porque isso infelizmente acontece com milhares de pessoas a todo momento no mundo. E é por isso que precisamos, urgentemente, falar mais sobre isso. E eu acredito que 13 Reasons Why pode incentivar debates importantes sobre o suicídio e a saúde mental. Durante o decorrer da série, a gente sente vontade de ajudar a personagem e dizer que tudo vai passar. Um dia o ensino médio acaba. Um dia coisas melhores aparecem na nossa vida. Mas nem sempre as pessoas tem a ajuda necessária para entender que vale a pena ficar.

    E se teve algo que essa série me ensinou (além de muitas outras) é que é preciso ser gentil. É preciso ser compreensivo. É necessário enxergar melhor as outras pessoas.

    March 27, 2017
    postado por
    Zara-Larsson-So-Good-2017-2480x2480

    Zara Larsson tem 19 anos: a cantora e compositora sueca já está no mundo da música faz um tempo, mas foi apenas em 2015 que ela estourou de vez com “Lush Life”, e posteriormente com as faixas “Never Forget You” e “Ain’t My Fault”. As cantoras pop européias normalmente trazem um frescor para o mundo da música comercial, com letras mais honestas (que estão presentes nas baladas que Zara escreveu para o seu álbum de estréia). Um exemplo é a Tove Lo, Shura e a MØ.

    O álbum, que foi super aguardado pelos fãs (já que ele havia sido prometido para 2016) traz alguns hits que já conhecemos e faixas novas que focam em mostrar a voz da cantora, que mesmo ainda estando na adolescência, tem um vocal digno de cantoras mais antigas do R&B. Zara explora bastante isso em faixas como “Only You”, um dos maiores destaques. Suas letras acompanham esses momentos (“No one has ever touched me like I touch myself, only you”). “One Mississippi”, que traz como temática um relacionamento tóxico, cheio de vai e voltas e momentos indefinidos, em que o eu lírico confessa não fazer nada para sair daquela situação, é a minha favorita de todo o disco.

    Até mesmo as músicas mais românticas possuem refrões chicletes que grudam na cabeça e que mostram para o que Zara Larsson veio: ela é ambiciosa sim e quer conquistar mais espaço no mercado, principalmente na América, onde ela ainda não é tão conhecida, apesar de ter uma fã base bem forte na Europa.

    2016_ZaraLarson_BellaHoward_07_220916-2

    E depois desse álbum, na minha opinião, Zara tem as ferramentas que precisa para conquistar mais público. Talento e boas composições não faltam: “Make That Money Girl” é sobre o empoderamento feminino. Ela sempre fala sobre o feminismo nas suas redes sociais e questões políticas. A letra da canção é inspiradora e transmite bem a mensagem que a Zara gosta de passar constantemente. “What They Say” segue a vibe de letras sobre ter atitude, e não se importar com a opinião alheia.

    I Can’t Fall In Love Without You” e “Funeral” são baladas românticas com letras poderosas, sensíveis e emocionantes. Essas faixas do álbum não carregam tanto o espirito radiofônico, super presente nas músicas da Zara, mas isso mostra que não é só de possíveis singles que ela vive, e sim que ela é uma compositora capaz de escrever letras incríveis e mais profundas.

    A minha favorita é “Symphony” em parceria com Clean Bandit (que aliás, tem um clipe maravilhoso!). Além da letra ser ótima, a música também é perfeita pra tocar em baladas (ou seja, é o conjunto completo).

    March 21, 2017
    postado por
    beauty-and-beast-2017-5

    Título: Beauty and the Beast (A Bela E A Fera)

    Diretor: Bill Condon

    Cast: Emma Watson, Luke Evans, Dan Stevens, Josh Gad, Kevin Kline, Ian McKellen, e mais.

    Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

    Sabe aquele filme que você sai do cinema apaixonado? Pois é assim com “A Bela e a Fera” um dos lançamentos mais aguardados do ano, e que não decepciona. A versão atual dessa história tão conhecida traz Emma Watson como Bela, uma garota que foi criada apenas pelo pai, ama ler e vive em uma aldeia pequena e monótona. Lá é tudo sempre igual, e Bela deseja mais. Ela quer conhecer outros lugares, e tem um pensamento mais a frente do seu tempo. A personagem é corajosa, inteligente e quer escrever a sua própria história.

    Esses é um dos motivos, por exemplo, de que ela não cai na lábia do Gastão (interpretado brilhantemente pelo Luke Evans), que quer se casar com Bela de qualquer jeito. Ele é egoísta, orgulhoso e e um dos vilões da história, mas mesmo sendo vilão, é impossível não rir com algumas das atitudes dos personagens, que é um retrato de muitos homens que a gente conhece no nosso dia-dia, que tem certeza que o mundo gira em torno de si mesmo.

    O pai de Bela é capturado pela fera (não vou dar spoilers) e acaba preso no castelo, que um dia foi de uma família real. Porém, atualmente o lugar é evitado por todos da aldeia e a fera não passa de uma lenda; ninguém tem certeza da sua existência, e quando Bela troca a sua segurança pela do seu pai, se tornando prisioneira, ele é ignorado quando busca ajuda, pois ninguém do vilarejo acredita na sua palavra.

    Beauty-Beast-2017-Movie-Posters

    No início, Bela e a Fera se odeiam com todas as forças. Um não aceita o outro; Bela está decidida a fugir do castelo, mas é convencida do contrário por Lumiére (Ewan McGregor), Cogsworth (Ian McKellen), Chip (Nathan Mack), Madame Garderobe (Audra McDonald) e os outros objetos falantes, que são um dos pontos altos da história. Essa sempre foi uma das minhas partes favoritas. Eles tentam reverter o feitiço que assolou a todos os moderadores do lugar, e para isso, a Bela precisa se aproximar da Fera, para que eles se apaixonem.

    O relacionamento dos dois é desenvolvido aos poucos e super bem explorado no filme, o que eu achei bem interessante. Nada acontece da noite para o dia: eles descobrem coisas em comum, como o fato de adorarem livros e serem curiosos sobre o mundo. Eles vivem momentos honestos juntos, e a Bela começa a vê-lo de uma maneira muito diferente. A Fera possui um lado sensível que ninguém nunca conheceu.

    3C92086000000578-4164482-image-a-19_1485532689763

    Um dos pontos altos do filme também é a trilha sonora, que ficou impecável e muito bem feita. Não dá para faltar os momentos musicais nos filmes da Disney, e aqui eles complementam a história. Os números musicais são bem especiais, e o grande destaque fica para “Beauty and The Beast”, a música principal, que aparece em versões diferentes.

    O romance entre os protagonistas é crível e deixa a gente emocionado e torcendo por ambos. No final do filme conhecemos o príncipe, mas rola até uma saudade da Fera. Eu também achei que todo o elenco fez um trabalho incrível, e a Emma Watson mais uma vez mostrou o quanto ela é uma atriz que mergulha nos seus personagens e também coloca um pouco dela mesma neles. Bela é muito destemida!

    subir
    elas disseram TODOS OS DIREITOS RESERVADOS © 2017 // DESIGN POR SARA SILVA