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    Livro: Siga Os Balões

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  • May 30, 2017
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    A autora que eu quero apresentar para vocês essa semana é a Jennifer Niven. Norte-americana nascida em Charlotte, na Carolina do Norte, ela despontou de vez no mundo do gênero Young Adult em 2015, quando lançou “All The Bright Places” (Por Lugares Incríveis), o seu livro mais reconhecido até então, que ganhou diversos prêmios. A autora, além de ser muito talentosa, tem uma preferência por abordar temas difíceis. Jennifer escreve livros para jovens, mas eles não são romantizados. Os temas abordados passam entre depressão, suícidio, transtorno bipolar, gordofobia e prosopagnosia. Eles são retratados a partir dos seus personagens, que são na maioria das vezes adolescentes.

    Os protagonistas de Jennifer são complexos e bem trabalhados durante toda a leitura, e acima de tudo, são humanos. Uma das características dela é de realmente tocar o leitor: ela consegue te sensibilizar durante toda a leitura, nos fazendo refletir sobre tudo o que os personagens passam e nós realmente nos apegamos a eles, desenvolvendo a nossa empatia. Além de entender a importância de falar sobre os transtornos mentais, Jennifer já enfrentou muitos deles durante a sua vida. Alguns personagens tem inspiração em pessoas que ela conheceu na vida real, e isso fica claro na parte dos agradecimentos no final de cada livro.

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    O meu livro favorito (olha, é complicado escolher, mas esse está em primeiro lugar) se tornou Por Lugares Incríveis. Violet Theodore Finch são dois jovens muito diferentes. Porém, eles tem em comum o fato de estarem passando por um momento bem difícil em suas vidas. Eles se conhecem quando estão quase desistindo da própria vida, mas encontram um no outro uma maneira de continuar. No inicio, eles não se dão muito bem. Afinal, ambos tem poucas coisas em comum. Mas um trabalho da escola os une e eles descobrem diversos lugares novos juntos; e vão aprendendo a lidar mais com a vida. Finch ajuda Violet, que ainda não havia conseguido superar a morte da irmã.

    O livro aborda muito os transtornos psicológicos de Finch, que não tem consciência total sobre eles. Ele sofre de ansiedade, depressão e possívelmente transtorno bipolar. Mas ele não tem o apoio da família e possui poucos amigos na escola. Violet é a pessoa que tenta entendê-lo. Jennifer consegue trabalhar bem o personagem, apesar dele ter uma grande complexidade. Nós terminamos o livro sentindo que queríamos ter feito algo por ele, e a autora consegue nos ensinar a lição do quanto nós devemos prestar a atenção nas pessoas, mesmo que um ser humano, sozinho, não consiga salvar o outro.

    https://thatldiotfranklin.tumblr.com

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    “Juntando os Pedaços”, lançado em 2016, se tornou best seller do The New York Times e abordou um tema até então desconhecido do grande público: a prosopagnosia, uma doença rara que faz com que o cérebro não seja capaz de identificar rostos. Jack vive grande parte da sua vida baseado na mentira em que ele não reconhece ninguém, até mesmo a namorada, os familiares e os seus melhores amigos. Ele passa pelo ensino médio tentando não se destacar demais – ao mesmo tempo que tem um círculo grande de amigos -, porque o seu maior medo é que descubram a sua doença.

    Libby ganhou as manchetes dos jornais por ter que ser resgatada da sua casa após atingir um peso em que não conseguia fazer mais nada sozinha, e vivia em casa apenas com a companhia do pai. Depois de anos tentando se recuperar ela tenta voltar à escola, algo difícil, pois ela tem um medo constante do bullying e das críticas sobre o seu peso. A gordofobia que ela sofre no dia-dia e principalmente no ambiente escolar são intensos. O livro aborda muito esse assunto, que está extremamente presente na nossa sociedade, principalmente em locais ambientados pelos jovens.

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    “Por Lugares Incríveis” vai virar filme e a Violet será interpretada por ninguém menos que Elle Fanning. Eu amei a decisão e acho que ela pode ficar ótima no papel, já que a Elle atua muito bem. O roteiro do filme está sendo escrito pela própria Jennifer, e a direção ficará por conta do porto-riquenho Miguel Arteta. Porém, o Finch ainda não foi escolhido, e a autora está em busca do ator ideal para o papel. Toda semana, ela posta no Instagram uma lista de possíveis atores, e pede a opinião dos fãs. Estão presentes na lista o Freddie Highmore, Cole Sprouse, Asa Butterfield, Miles Heizer, e outros.

    Na minha opinião, o Freddie e o Asa se parecem muito fisicamente com o Finch e eu acho que os dois são ótimos atores (o Freddie simplesmente arrasa em Bates Motel). E vocês, o que acham?

    May 25, 2017
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    Um tema que vem passando bastante pela minha cabeça – principalmente após aprender mais sobre o Fashion Revolution – é o fator de como as mídias sociais e a internet nos fazem querer consumir mais. Ter mais, e desejar coisas que não são nossas (mas que nós sentimos que só seremos verdadeiramente felizes quando a tivermos). Eu percebo que as redes sociais exercem um papel enorme na nossa insegurança. Em um mundo em que nós estamos usando o celular o tempo todo, parece que 50% da nossa vida é virtual. E que tudo que está ali domina também a nossa vida fora das telas. É difícil não se comparar com a vida das outras pessoas no Instagram, quando tudo mundo parece estar vivendo os seus melhores dias.

    Mas na prática, é óbvio que não é bem assim. A internet te dá as ferramentas para que você crie e mostre o lifestyle que quiser. Aliás, “lifestyle” se tornou uma palavra bem popular nos últimos anos. Utilizada para definir um estilo de vida e práticas de comportamento, parece que as notícias, as fotos e o Instagram tentam te convencer o tempo todo que a sua vida sempre pode melhorar, que você sempre pode ter mais. É só viajar para a cidade X, ter o batom Y, ou estar na profissão Z. Mas ninguém fala sobre como é impossível alcançar a perfeição.

    E uma das coisas mais problemáticas sobre isso é que nós somos o público alvo de toda essa insistência para que a gente consuma mais todos os dias. Eu tenho 19 anos e sou super afetada por isso, porém, no meu trabalho eu convivo com pessoas mais novas que eu: adolescentes de 13, 14 e 15 anos, que eu percebo que são muito afetados pelas redes sociais. Todos os dias, eu os ouço dizendo: “eu queria ser bonita que nem essa menina do Instagram”, ou “eu não vou postar essa foto porque não vai ter likes”. Alguém pode os culpar? Não. Eles, e nós, fomos ensinados a acreditar que o nosso valor está em um número de curtidas, em uma foto, ou em um produto que a gente pode comprar.

    E isso afeta de maneira ainda pior as mulheres, que já são expostas o tempo todo a propagandas – principalmente na internet – que querem nos convencer de que precisamos ser de tal jeito e ter uma roupa, uma maquiagem ou o peso tal para realmente alcançar “a felicidade”. Quando eu tinha 14 anos eu era muito afetada por isso: eu achava que a minha vida era a mais sem graça do mundo, enquanto todo mundo da minha idade estava se divertindo. Eu me comparava demais com outras pessoas, e é claro, estava longe de estar feliz com a minha aparência.

    Não é de um dia para o outro que nós vamos aprender a lidar com isso, mas na minha opinião o primeiro passo é perceber que o tempo todo as marcas querem que a gente consuma mais. Isso faz parte da premissa do capitalismo: quanto mais insatisfeito você estiver, mais você vai querer comprar para mudar de vida. Mas a gente nunca chega em um ponto em que está realmente satisfeito. Outro dia, conversando com a minha psicóloga, ela afirmou que toda essa onda de informação excessiva e marketing contribui, e muito, para os transtornos psicológicos que muitos jovens enfrentam, como a ansiedade e depressão.

    Filtrar as informações que queremos receber é um bom primeiro passo, e tomar consciência disso também. Eu tento, aos poucos, ser mais cautelosa com o que eu estou consumindo, seguindo e prestando a atenção. Quando eu começo a me comparar demais com alguém, eu me forço a fechar o aplicativo. Por quê eu sei que as fotos e os vídeos vão tentar me convencer de que ainda tem algo que está faltando na minha vida, quando na verdade eu estou muito bem assim, obrigada.

    Pode ser complicado ir contra a maré, mas é um jeito diferente de pensar e agir, de escolher não ser bombardeado por um conteúdo que pode nos tornar infelizes com quem nós somos, e minar a nossa autoestima (algo perigoso, e que acontece muito).

    Quer saber mais sobre o assunto?

    May 21, 2017
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    Em Maio, o cantor britânico Harry Styles lançou o seu primeiro álbum solo, dando o passo para a carreira pós One Direction. Começo a resenha dizendo que eu não costumava ouvi-lo antes, e para quem não é famíliar ao trabalho dele, este disco veio para mudar totalmente a sua ideia (assim como fez com a minha!). Composto de 10 faixas, todas elas escritas pelo artista, o álbum traz um misto de rock com pop, influências dos anos 60 e 70, e algumas faixas que vão te lembrar a sua banda indie favorita, e alguns clássicos da música.

    É notável que agora Harry possui algo que ele não tinha antes: liberdade criativa. Em entrevista, ele revelou que todas as letras são muito honestas e não foram alteradas: “Fazer esse álbum foi um dos melhores momentos que já tive. Mas é um sentimento muito mais vulnerável, lança-lo, do que qualquer outro que já senti antes.”

    O álbum começa com “Meet Me in the Hallway”, já mostrando o tom do disco que segue por várias outras faixas. As letras falam sobre relacionamentos – e a falta de dialógo neles é um tema muito abordado -, paixão, sexo, tristeza, e as canções são bem detalhadas. Ou seja, ele realmente se expõe, tudo embalado em um som mais alternativo. “Sign Of The Times” é um dos maiores trunfos do disco. Com vários mínutos de duração, a música é grandiosa e a gente pode apostar que é uma das melhores lançadas nesse ano. Ela conta com notas altas, refrão empolgante e até um coral. É uma escolha perfeita para primeiro single, e as suas performances ao vivo mostram a voz incrível de Harry.

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    Representando os momentos mais rock do disco – o cantor sempre citou bandas como Rolling Stones e The Beatles como as suas favoritas -, temos “Carolina”. “She’s a good girl, she’s such a good girl, she feels so good”, é um dos exemplos de refrões bem trabalhados por Styles e da maneira de como ele consegue levar uma canção ao ápice. “Two Ghosts“, uma das minhas músicas favoritas, é uma balada sobre quando o casal não se reconhece mais; quando as coisas não se encaixam. A letra é muito boa, e aborda o tão presente tema da falta de comunicação:  “Telling those stories we already told, cause we don’t say what we really mean.”

    “Sweet Creature”, que agradou muito o público, é uma música romântica que você imagina sendo a trilha sonora do seu filme ou série favorita. Além de viciante, a letra é linda e lembra um pouco as músicas sobre amor do Ed Sheeran . Ela fala sobre o fato de não importa onde ele estiver, a pessoa amada vai fazê-lo se sentir em casa. É difícil não amar a música.

    Mas depois da balada, vem sequencias empolgantes em que Harry retoma de novo o seu lado mais rock’n’roll, que aparece de forma bem genuína no álbum, mostrando que ele se sai muito bem no gênero. “Only Angel” e “Kiwi” são as grandes representantes desta vibe no disco.

    “Ever Since New York”, que também é uma das faixas que eu mais gostei (fica complicado escolher apenas uma!), tem um pé em baladas dos anos 80 e traz a cidade de New York como pano de fundo para falar sobre um relacionamento que não possui mais nenhum futuro. Também não podemos deixar de destacar “Woman”, que nos leva novamente para o lado mais experimental do cantor.

    O disco termina com “From the Dining Table”, que tem um tom triste e melancólico, e apesar de não sabermos com certeza se as faixas falam sobre a mesma experiência amorosa, a canção final parece falar mais sobre o fim do relacionamento citado outras vezes, e a esperança de que o silêncio entre o casal seja quebrado. “Maybe one day you I’ll call me, and tell me that you’re sorry too”. A música possui a presença de violinos.

    Na minha opinião esse é um dos melhores álbuns lançados em 2017, mostrando que Harry Styles tem uma carreira brilhante pela frente, porque talento e letras sensacionais certamente não faltam no repertório dele. O disco alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas.

    May 16, 2017
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    O Instagram é uma das minhas redes sociais favoritas. O motivo? Ele nos possibilita conhecer verdadeiros artistas que podem expor o seu trabalho de maneira bem mais prática por meio da rede social, seguido também pelas páginas do Facebook. Mas eu percebo que o Insta é o local principal de encontro para conhecer ilustradores, designers, e escritores incríveis. Neste post eu quis listar alguns brasileiros que roubaram o meu coração com os seus desenhos. <3

    Siga Os Balões – Daniel Duarte

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    Criado pelo carioca Daniel Duarte, o “Siga Os Balões” surgiu em 2014. Ele mistura fotos com frases e textos que falam sobre sentimentos, frustrações, sonhos, e amor. É uma mistura de temas que encantam o leitor, e ao mesmo tempo, também te motivam quando só o que a gente precisa é de um empurrão para que o nosso dia seja mais positivo (sim, eu acredito muito nisso!). O projeto do Daniel deu tão certo, que no ano passado ele virou livro. Eu tô muito a fim de comprar. Ele também tem uma loja virtual – lançada na semana anterior – com adesivos, planner semanal, e bottons. Tudo com um preço amigável para quem curte itens de papelaria.

    NanathsNath Araújo

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    Nath Araújo é ilustradora e escritora. Ela mora em São Paulo e se tornou bem conhecida na internet pela sua série de desenhos inspiradas nos signos do zodíaco (quem nunca marcou todos os amigos?). Os seus desenhos são quase sempre de meninas, e eles são inspirados em garotas da vida real, como a própria artista já contou. As suas artes trazem alguns toques de humor e referências feministas. Eu sou apaixonada pelo calendário de 2017 que ela fez! Todo inicio do mês eu imprimo outro desenho. Ah, a Nath também tem um canal no Youtube, em que fala bastante sobre o seu trabalho.

    SublinhandoPatrícia Leda

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    Se você é viciado em livros, gosta muito de ler e se identifica com aquelas pessoas que passam horas debruçados sobre uma história diferente sempre que possível, os desenhos da Patrícia são feitos para nós. São frases, lembretes e desenhos fofos e inspiradores sobre um dos melhores vícios da humanidade (sim, é impossível viver sem livros!). Ela posta bastante no Instagram, mas também está presente no Facebook. Como toda boa leitora, sempre rolam indicações e resenhas de leituras, e algumas promoções também.

    May 14, 2017
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    Em Maio as novidades musicais estão sendo muitas (amém). Tem o primeiro álbum solo do Harry Styles, que foi lançado ontem (12/05) e está incrível – eu gostei muito! -, o novo disco do Paramore, após um hiatus de quatro anos, e o EP do Foster the People,  que conta com três faixas sensacionais, e o retorno da Miley Cyrus, com um som diferente. Fica difícil ouvir tudo o que está saindo, mas a nossa playlist pode te ajudar!

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