Conhecendo o estado da Georgia – 2
07/02/2017 | Categoria: Viagens

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No meu primeiro final de semana na Georgia nós fomos visitar Atlanta, principal cidade do estado. Era 21 de Janeiro e esse dia ficou super marcado na minha memória, pois estava ocorrendo a Womens March, uma marcha realizada em todos os Estados Unidos como um protesto contra as ações recentes do Trump, as suas declarações e a campanha política extremamente sexista, homofóbica e racista.

Poder presenciar essa marcha de perto foi incrível e emocionante. Eram milhares de pessoas unidas, segurando placas, com camisetas apoiando o feminismo e contra todos esses absurdos que andam acontecendo no mundo inteiro que nos deixam revoltados. Eu confesso que naquele momento me surgiu uma esperança de que a nossa geração seja mesmo uma mais politizada e que luta contra as injustiças sociais que as minorias são vítimas.

O movimento Black Lives Matter também foi citado diversas vezes na marcha

O movimento Black Lives Matter também foi citado diversas vezes na marcha

As ruas da cidade estavam lotadas, e o trânsito, paralisado. Eu vi muitos grupos de jovens indo juntos para a Marcha, animados, cheios de cartazes, e alguns com camisetas apoiando o ex candidato Bernie Sanders.

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Logo depois foi o momento de conhecer o Hard Rock Cafe, no centro de Atlanta. Eu já tinha visto o restaurante algumas vezes, mas não entrei. Eu queria conhecer a decoração, que é especial para quem ama música. Cheio de guitarras de artistas importantes do rock (e da música pop também), é difícil não se impressionar. O ponto forte com certeza é o ambiente.

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Os Beatles possuem uma parede só com fotos memoráveis da banda, um violão que já foi usado pelo John Lennon, um desenho feito à lápis pelo mesmo, e outras coisas que fariam qualquer fã surtar. O meu pai, que ama a banda, adorou tudo. E nada mais justo do que eles ganharem um espaço grande no Hard Rock Cafe, né?

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Dica: Os preços de alimentação do Hard Rock são bem mais salgados do que nos outros lugares. Então, se você quer economizar, dá para conhecer o local e ir almoçar/jantar em outro lugar. Ah, e sempre tem uma loja lá dentro (alguns preços são acessíveis) e dá para levar lembranças e camisetas para você ou para algum amigo.

De volta para os arredores de Duluth, eu visitei um shopping aberto bem interessante, o The Forum, na Peachtree Parkway. Na verdade, o que me fez entrar nele foi que eu enxerguei a placa da Barnes & Nobles, uma livraria que eu sempre quis visitar, e que é uma das mais famosas nos EUA. As minhas expectativas foram atendidas! Eu passei mais de uma hora no local olhando tudo e desejando os livros.

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Eu passei um tempão na seção Young Adult, olhando os lançamentos (sabe aquele livro que você espera há meses a continuação sair no Brasil?) decidindo o que eu poderia levar. Os livros com capa dura são mais caros, custando em torno de $19 dólares. Os com capa mole são bem mais em conta: eles são no máximo $10 dólares. Mas vamos confessar que a capa dura é quase irresistível.

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Os fãs de Harry Potter possuem um espaço especial na Barnes & Nobles, com promoções de livros e a série com capas e versões diferentes. Eu não fotografei tudo, e tem muita coisa legal, de acessórios ao livro em formato HQ de HP. Eu fiquei impressionada. Quero começar a ler a série novamente, só que gostaria de comprar com uma capa alternativa (tem várias!).

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Quem ai é fã da Nora Robers? Nessa parte da livraria eu encontrei todos os livros por preços incríveis (os de capa mole, que eu comentei a cima). Foi aqui que eu escolhi os dois que eu levaria: “The Summer I Turned Pretty”, da Jenny Han, e “That Summer”, da Sarah Dessen. Juntos eles custaram $20, e eu escolhi estes porque eu dificilmente achava aqui no Brasil (e eu sou fã das duas autoras).

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A seção de vinil é imperdível! Tem desde os discos mais clássicos até os atuais, passando por The Beatles, Pink Floyd, The Smiths, até chegar em Ed Sheeran. Eu achei até mesmo o primeiro CD da carreira da Taylor Swift, que nunca foi vendido aqui no país. Fiquei desejando muito os vinis.

Dentro da livraria também tem um Starbucks, e a galera toma um café ali enquanto lê os livros que comprou. Legal, né?


Conhecendo o estado da Georgia
05/02/2017 | Categoria: Viagens

Esse é o primeiro de muitos posts que eu planejei sobre a viagem que fiz recentemente. Desembarquei de volta hoje, e já quis escrever para compartilhar com vocês como foi incrível conhecer a Georgia, um estado que fica no Sudeste dos Estados Unidos. Com uma população de mais de 9 milhões de habitantes, o estado tem como cidade principal Atlanta. Atualmente é inverno nos EUA, e a temperatura era amena, chegando ao máximo de 22 graus durante o dia e podendo chegar a 3 graus durante a noite.

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A primeira parada foi em Duluth, uma cidade “pequena” que fica próximo de Marietta e Roswell. A estrada é ótima, e em 20 minutos você chega rapidamente na outra. Duluth é um dos lugares mais charmosos que eu já visitei. Aliás, todo o estado é assim: a vegetação é cheia de árvores enormes, muitas folhas no chão para dar o clima de inverno, e uma quantidade grande de verde. É tudo muito bem cuidado, limpo e organizado.

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Além das paisagens lindas – que me impressionaram muito – a cidade possui um centro bem interessante, com alguns monumentos históricos, como o teatro City Hall, construído em 1876, e que sofreu uma reforma em 2007. A praça também tem palco e atrações (rolam festivais em determinadas épocas do ano). O clima de small town é complementado com diversos cafés, lojas de doces e sorvetes. O que eu mais gostei é que a cultura também é super valorizada. São diversos os ateliês de arte, que ficam numa mesma rua no centro da cidade, e escola de música.

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Uma das lojas que eu mais gostei foi a Peace, Love & Decorating, que é uma boutique de roupas femininas e design de interiores. Os produtos são todos feitos por designers que fazem as peças manualmente e com muita delicadeza. É de ficar de queixo caído! E as roupas são maravilhosas, e trazem aquela vantagem da exclusividade. Cada coleção de um estilista traz algumas peças selecionadas, e marcas que destinam os seus lucros para ONGs também vendem seus produtos no local.

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Vale super a pena conferir o Facebook da loja para entender mais do que eu estou falando. Eles também tem blog e loja online!

Apaixonada por esse grafite

Apaixonada por esse grafite

O almoço neste dia foi na Dreamland Barbecue – ou simplesmente BBQ – que é um restaurante no estilo que os norte-americanos adoram (é semelhante ao Outback). Ele possui unidades na Georgia, Alabama, Tennessee e Florida. Para quem curte uma batata frita com queijo maravilhosa, carnes (no estilo costela) e uma comida com tempero, mas sem exageros (já que muitos restaurantes dos EUA exageram na pimenta) o local é uma ótima opção. Dá para conferir todo o menu.

Dica: se você está viajando com mais de três pessoas, a Dreamland é uma boa escolha, porque os preços são bons e os pratos vem em grande quantidade.

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Deu fome?

Deu fome?


Livro: Juntando Os Pedaços
15/01/2017 | Categoria: Livros

Título: Juntando Os Pedaços – Holding Up The Universe

Autor (a): Jennifer Niven

Editora: Seguinte

Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Uma das minhas primeiras leituras de 2017 é o livro da minha nova autora favorita, Jennifer Niven. Os temas escolhidos por ela fizeram eu me apaixonar pelas suas histórias, como aconteceu com “Por Lugares Incríveis.”  E dessa vez eu também consegui me identificar com os personagens. Os dois protagonistas possuem as suas próprias dificuldades: Jack tem 17 anos e sofre de uma doença que o faz não lembrar de nenhum rosto, inclusive o dos familiares e das pessoas que ele mais ama. Mas, apesar de sofrer com isso há um tempo, ele nunca revelou para ninguém, e acaba levando uma vida superficial no ensino médio, com a esperança de agradar a todos para que não descubram a sua doença e ele não seja excluído.

Libby recebeu o título de “a adolescente mais gorda dos Estados Unidos” quando, após a morte da mãe, atingiu o limite e descontou toda a sua raiva, frustração e tristeza na comida. Ela teve que ser retirada de casa com ajuda médica, pois precisava se tratar. Além dos problemas com ansiedade e depressão, ela sofreu bullying na infância, o que dificultou ainda mais a sua jornada. Mas depois de passar anos se recuperando em casa, ela decide ir para a escola novamente.

Os dois, mesmo sendo diferentes, tem os seus caminhos cruzados na escola. Jack faz parte do grupo de meninos que zoa Libby por causa do seu peso, e uma situação infeliz logo no primeiro dia de aula dela, faz com que os dois se conheçam, mas não de uma maneira favorável. Libby perde as esperanças de ter o ano letivo que ela esperava, ao ser vítima novamente de bullying.

Os dois personagens são profundamente trabalhados e dividem a narração do livro. Ao mesmo tempo que o leitor começa a entendê-los, eles também vão amadurecendo e encontrando a si mesmos. Jack e Libby são de mundos opostos, mas tem muito mais em comum do que eles imaginam. Os dois são muito solitários e tem medo de mostrar quem são – seja pela opinião alheia, ou porque não querem se magoar – e carregam questões importantes dentro de si. Libby precisa vencer a sua insegurança enorme, e Jack, o fato de que possui uma doença incurável e que modifica toda a sua vida.

A autora consegue mostrar de maneira honesta como os padrões sociais e os preconceitos que acompanham a vida dos jovens podem afetar alguém de maneira muito séria. Libby é rejeitada por muitos dos seus colegas, e pessoas enviam mensagens anônimas para ela a ofendendo, e questionando o motivo dela ser gorda. Achei importante a Jennifer Niven tocar no assunto da gordofobia – apesar de não ter utilizado a palavra –  e mostrar como a sociedade acha que é errado alguém ser acima do peso, ao invés de enxergá-la pelo que ela é. E não pela sua aparência. O tempo todo, os rótulos são questionados no decorrer dos capítulos.

O romance dos protagonistas serve de pano de fundo para problemas complexos que eles possuem em suas vidas. Eu também achei interessante conhecer mais sobre a prosopagnosia, uma doença que atinge milhares de pessoas no mundo todo: e muitas delas nem sabem disso. A narração acompanha a luta de dois jovens que precisam se encontrar, e se aceitarem pelo que eles são. E também se permitirem apaixonar-se e amar de verdade pela primeira vez.


Artes feministas
14/01/2017 | Categoria: Frases, Ilustração, Imagens

O ano de 2016 foi bem difícil para a política e o mundo em geral. E isso afetou milhares de pessoas, e também chegou até a mim. É impossível, na minha opinião, não se importar com tudo o que anda acontecendo. Uma das minhas maiores decepções no ano anterior foi quando eu soube da vitória do Donald Trump. Raiva e decepção não resumem o meu desgosto: foi uma sensação ainda pior. “Mas ele não tem nada a ver com o Brasil”, muita gente me disse. Mas é importante lembrar que as tendências mundiais influenciam diretamente o nosso país e o globo inteiro. E a vitória do Trump não irrita apenas norte-americanos, e sim todos aqueles que lutam contra a homofobia, o racismo, o sexismo e todos os tipos de preconceitos e repressão das minorias.

2017 começou com diversos crimes de feminicídio. Não se surpreenda se você viu pouca ou nenhuma notícia no jornal. A mídia muitas vezes não fala sobre isso, por isso cabe a nós, que temos algo poderoso nas mãos – como a internet – continuar debatendo, comentando e lutando contra, mesmo que nossas atitudes não sejam iguais. Foi pensando nisso que eu quis falar novamente sobre feminismo aqui no blog e mostrar artes que inspiram e foram criadas com o intuito de divulgar esse movimento.

Irritada, mas esperançosa. Ou tentando ser. (Ambivalently Yours)

Irritada, mas esperançosa. Ou tentando ser. (Ambivalently Yours)

Eu me visto para mim mesma (Tea Rose Wright)

Todos os corpos são bons (Hana, Frizz Kid).

Todos os corpos são bons (Hana, Frizz Kid).

Garotas podem fazer tudo (We Heart It)

Estupradores estupram pessoas, e não roupas (We Heart It)

As cantadas são uma reflexão sobre eles, e não sobre você (Hana, Frizz Kid)

As cantadas são uma reflexão sobre eles, e não sobre você (Hana, Frizz Kid)

Não estou interessada, me deixe em paz (We Heart It)

Carol Rosetti

Carol Rosetti

Chega de violência contra mulheres e garotas

Carol Rosetti

Carol Rosetti

Mulheres são perfeitas (Womens March on Washington 2017)


O Ed Sheeran está de volta!
08/01/2017 | Categoria: Música

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Depois de um ano sem atualizar nenhuma rede social e sem um álbum novo desde 2014, o britânico Ed Sheeran finalmente está de volta! Na madrugada do dia 6 de Janeiro ele lançou dois singles: “Castle on The Hill” e “Shape of You”, que são as primeiras músicas liberadas do álbum “Divide”, que ainda não tem previsão de lançamento, mas obviamente vai sair ainda em 2017.

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Castle on The Hill é sobre a cidade natal do cantor. Ele revelou que sua intenção na letra – que é muito pessoal e fala sobre a sua família – era fazer uma homenagem a cidade, que segundo ele, nunca é visitada pela maioria das pessoas.

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Shape of You é sobre a forma feminina, e é a única música do álbum que tem conotação sexual. Ela foi escrita há um mês e foi a última a ser incluída no disco. Essa é a minha favorita até agora e na minha opinião tem tudo para ser uma das canções de maior sucesso do Ed.

E apesar das músicas terem saído recentemente, o cantor já fez uma performance live de Castle on The Hill na BBC Radio 1, na Inglaterra. Vale a pena assistir!