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  • December 3, 2017
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    Atlanta é uma aclamada série de comédia (ou dramédia) que foi lançada em 2016 nos EUA pelo canal FX. Criada e produzida por Donald Glover (conhecido também pelo seu nome artístico Childish Gambino), que trabalhou como roteirista no clássico “30 Rock“, com a Tina Fey. O seriado possui 10 episódios com duração entre 20 e 25 minutos, que mesmo parecendo pouco tempo, conseguem abordar de maneira honesta e crível a jornada de Earn (Donald Glover), um cara que vive aos tropeços: ele não tem dinheiro, precisa ajudar a pagar o aluguel do local onde ele mora com a filha e a ex-mulher Vanessa (Zazie Beetz), e sofre uma rejeição da família por ter, no passado, abandonado uma faculdade de ponta.

    Os outros dois personagens que dividem a maioria das cenas com Earn são o seu primo, Alfred (Bryan Tyree Henry) e Darius (Lakeith Stanfield). Earl está completamente quebrado, ao contrário do seu outro membro da família, que está começando uma carreira promissora na cena de rap musical em Atlanta, capital da Georgia. A cidade, aliás, é o principal cenário que permeia os episódios, e o criador da série revelou que a ideia era mostrar o local de uma maneira que ainda não havia sido feita antes. Eu tive a oportunidade de conhecer a cidade este ano, e foi muito legal poder enxergá-la pelas lentes da série, com uma representação sincera. Apesar de muitos seriados serem gravados lá, poucos se preocupam em mostrar a cidade dessa maneira.

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    É na carreira em ascensão do primo que Earl encontra a oportunidade para ingressar no mundo da música, algo que ele sempre desejou, mas que nunca teve a chance. Mesmo sem nenhuma experiência prévia, ele se oferece para ser o empresário de Alfred – conhecido como Paper Boy -, e essa é a sua única ideia (ou “salvação”) para sair do seu péssimo estado financeiro, e de quebra, talvez realizar o seu sonho de trabalhar no meio. A série, além de ser inovadora e dar visibilidade aos negros, trabalha de maneira profunda e interessante os personagens. Eles possuem camadas e mais camadas, e suas complexidades vão se tornando mais visíveis a cada episódio, algo que nós estamos cansados de saber que raramente acontece em séries produzidas por homens brancos. Por isso é tão importante que o trabalho de Donald Glover esteja sendo reconhecido.

    Alfred, no início, pode parecer alguém superficial que só liga para o dinheiro ou drogas. Mas é pelo desenvolvimento com a sua amizade com Earl que notamos que, como todo mundo, ele tem defeitos e qualidades, e os primeiros apareciam mais nos episódios iniciais. O personagem é um amigo leal, cuidadoso e também o responsável pelas melhores tiradas da série. O episódio número 7, “B.A.N”, em que Paper Boy é convidado para participar de um talk show, é um dos mais engraçados e irônicos da série.

    O fortalecimento da amizade entre os três protagonistas é um dos pontos fortes de Atlanta, que mistura cenas de momentos hilários, outros chocantes e tristes (tudo ao mesmo tempo) entre Earn, Alfred e Darius (este último é o meu personagem favorito!).

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    Apesar da série ser produzida e dirigida em sua maioria por homens (todos os episódios são dirigidos pelo japonês Hiro Murai ou Donald Glover, com exceção do nono, dirigido por Janicza Bravo), a representação das mulheres no seriado não deixa a desejar. Não há muitas personagens femininas na história, e o foco central fica para Vanessa, que é mãe e trabalha duro para fornecer dinheiro à filha dela e de Earl. O relacionamento dos dois é completamente instável. Uma hora eles estão juntos, em outra não, mas o sentimento que fica é que quando um precisa do outro, eles sempre estão lá.

    Van ganha mais espaço no episódio 6, “Value“, em que encontra uma amiga de longa data, Joyce, em um restaurante. O contraponto entre as duas é enorme: enquanto Van trabalha o tempo inteiro e mal tem tempo para ela, Joyce vive uma vida de luxo, e insiste para que a amiga se divirta mais. As duas são diferentes, possuem rotinas completamente distintas, mas ainda assim, a amizade é mais forte que as divergências. Fica claro em muitos momentos também que, por mais que Earl se esforce para ajudar a família, ele não faz mais que a sua obrigação.

    A série coleciona prêmios: Donald Glover levou o prêmio de Melhor Ator em uma Série de Comédia no Emmy e no Globo de Ouro em 2016, além de o seriado ter vencido Melhor Série de Comédia.

    A primeira temporada está disponível na Netflix Brasil!

    November 30, 2017
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    Na Terça-Feira (28/11) os indicados do Grammy foram anunciados, e muitas categorias foram preenchidas por cantoras como SZA (com cinco nominações) e Alessia Cara (com três nominações), que foram algumas das surpresas mais legais do ano. Outros destaques ficam para Julia Michaels, nominada como revelação do ano, Kesha e Lady Gaga em Melhor Álbum Pop e Melhor Performance Pop. Cardi B marca presença como a única mulher indicada na categoria de Melhor Música de Rap. Muitas categorias ainda são preenchidas somente por homens, mas as mulheres (e principalmente as cantoras negras) estão ganhando o seu merecido espaço.

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    Alessia Cara ganhou destaque em 2015 ao postar covers no Youtube, e em 2016, estourou com o single “Here”, que apareceu nas paradas de R&B. Logo depois já ocorreu o lançamento do primeiro álbum solo, que leva o seu nome. As músicas falam sobre amadurecer, se apaixonar, e gostar de si mesma (como em “Scars to Your Beautiful“). Tanto sucesso rendeu parcerias valiosas, como a com Khalid ZeddIndicada em: Música do ano, Melhor artista revelação, Melhor performance pop de duo ou grupo.

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    Solána Imani Rowe, de nome artístico SZA, foi uma das maiores revelações do ano. A cantora de 28 anos lançou o primeiro CD de estúdio em Junho, conquistando a crítica e a terceiro posto na Billboard com “Ctrl“. Ela escreveu músicas para Beyoncé, Nicki Minaj e Rihanna no passado, e é a responsável por todas as canções do seu álbum (ela também compôs com outros artistas nele, como o Pharrell Williams). Com uma voz poderosa, SZA levou o R&B com vocais femininos para as rádios em 2017. Indicada em: Melhor artista revelação, Melhor performance de R&B, Melhor música de R&B, Melhor álbum urban contemporâneo e Melhor performance de rap/sung.

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    Essa é a primeira vez que Kesha é nominada ao Grammy, e ela recebeu duas indicações, logo na sua estreia! Esse é o resultado dos frutos do seu trabalho para o álbum Rainbow, terceiro lançamento da cantora, após não ter lançado nada desde 2012, pois ela estava enfrentando a batalha judicial com o seu ex produtor Dr. Luke. Nessa nova fase, a cantora mostrou um estilo mais maduro e letras profundas, que ela começou a escrever lá em 2012. Destaque para “Let It Go” e a faixa que dá nome ao disco, que são emocionantes. “Woman” também é um dos melhores momentos da cantora. Eu estou torcendo muito por ela, e vocês? Indicada em: Melhor Performance Pop Solo e Melhor Álbum Vocal Pop.

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    Eu sou suspeita para falar, mas para mim o Melodrama foi um dos melhores álbuns pop femininos do ano. Talvez essa fase da Lorde seja bem menos comercial que a do Pure Heroine, mas é agora que a cantora mostra a sua genialidade em potência máxima: os arranjos, as letras, a presença da sinestesia (capacidade gerada por uma doença rara que faz com que o indíviduo visualize uma cor para cada nota musical), e a parceria infálivel com Jack Atonoff, fazem com que seu segundo trabalho seja impecável. Nenhuma música destoa do conjunto completo. Minha aposta é que ela ou o Kendrick Lamar levem o prêmio. Indicada em: Álbum do Ano.

    November 24, 2017
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    26e14d287bd9c5f49b36990e398601d0O Instagram sempre foi uma das minhas redes sociais favoritas (depois do Twitter, que nunca perdeu o posto de primeiro lugar). Mas ultimamente, eu ando tendo uma relação de amor e ódio com esse aplicativo. Explico: no começo eu me divertia vendo inspiração de roupas, fotos de gatinhos ou qualquer coisa fofa e aleatória, e acompanhava o que os meus amigos estavam fazendo. Mas já faz alguns meses que eu (e outras milhares de pessoas) percebemos que a enxurrada de fotos perfeitas e milimetricamente “espontâneas” que rodeiam a rede social só nos trazem uma coisa: insegurança. Eu não me surpreendi ao saber que não era a única a ter esse sentimento. Em Maio, uma pesquisa que aponta o Instagram como uma das redes mais prejudiciais causou comoção na internet.

    É óbvio que uma baixa auto estima, sentimentos de ansiedade e a sensação de que os seus defeitos são enormes, não aparecem somente por causa de um aplicativo. Mesmo fazendo terapia há anos, eu ainda convivo com isso: o buraco é bem mais lá embaixo. Porém, as redes sociais influenciam sim, nisso tudo. Eu percebi que a diversão tinha virado vício quando eu passava mais de 30 minutos vendo feeds, admirando pessoas com as quais eu não me identifico, e desejando ser mais fotogênica, mais bonita, mais sociável, mais tudo. Esse tipo de comportamento é obsessivo e atinge várias pessoas. Eu tenho 19 anos e aprendi a lidar um pouco melhor com o bombardeamento de imagens e vídeos que te fazem acreditar que você precisa ser perfeito (e que todo mundo tem uma vida mais divertida), mas aos 15 anos, por exemplo, é quase impossível não ser atingido por tudo isso.

    Portanto, eu me lembro exatamente de quem eu era há alguns anos atrás. E de como eu costumava me espelhar em pessoas que nunca tinha conhecido, mas que pareciam incríveis pela internet. Na época em que vivemos, uma foto pode ter um impacto enorme em você; mesmo que tudo aquilo seja uma ilusão e uma farsa, nosso cérebro processa como se fosse uma verdade absoluta. Se você não escolher bem quem segue, o seu explorar te convence que todo mundo no planeta é branco, magro e de cabelo liso. E nós sabemos que isso está muito longe de ser verdade. Essa não é a realidade em que vivemos.

    A realidade, aliás, parece ser algo que perde a sua força nos tempos em que as mídias sociais são uma constante no nosso dia-dia. Eu não conheço os hábitos de todo mundo, mas quem nunca acordou e foi direto olhar as atualizações de algum aplicativo? Todos os dias, recebemos determinadas informações. E depois de algum tempo, já estamos convencidos de que elas são concretas. Essas práticas são perigosas, e o pior é que nem percebemos. É assim que se torna cada vez mais fácil se comparar com os outros. Achar que você nunca é o suficiente. Como mulher, sei que ainda é mais difícil para nós, não nos deixarmos afetar por tanta propaganda que nos dizem que o jeito que a gente é, não é o correto. Que podemos ser mais, que devemos querer ser mais. 

    Não é exagero dizer que esse é um comportamento tóxico. Eu tento, a cada dia, me desvencilhar um pouco dessa sensação de olhar para o que está na internet e sempre achar que o que o outro tem e possui, é melhor. Não é assim que funciona. Obviamente, na prática é bem mais complicado: eu exclui o app por um tempinho (durou 3 dias) e confesso que não senti tanta falta quanto achei que faria. Me senti até mais leve. Porque eu não ficava, o tempo todo, vendo um monte de imagens que fariam eu me sentir mal. “Mas é só você escolher o conteúdo que acessa”, alguém diria, de maneira óbvia. Mas nós sabemos muito bem que a internet não é baseada apenas nas nossas vontades. Quando você menos esperar, lá está uma foto que você nem queria ver. E os seus dedos clicam (nem parece que temos poder sobre eles).

    Não, eu ainda não estou totalmente desintoxicada. Acho que vai demorar para eu conseguir. Mas eu sigo tentando diminuir um pouquinho esse vício e essa ansiedade, que é praticamente uma sabotagem a mim mesma.

    November 22, 2017
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    space love xx Scott Brian Madeiras

    Arte: space love –  Scott Brian Madeiras

    Eu sinto raiva de você.
    Mas também sinto afeição.
    Eu acho que você não sente nada.
    Mas no dia seguinte, você parece sentir tudo.
    Ou seria só uma ilusão minha?
    Eu gosto de tudo em você
    Mas eu também odeio todas essas coisas
    Não quero sentir nada disso
    Mas ao mesmo tempo, quero sentir tudo
    Eu não quero te ver
    Mas sei que estou mentindo, porque só o que eu desejo é poder
    te ver no dia seguinte, e depois de amanhã, e talvez sempre
    Só para nos minutos seguintes desejar que você suma
    Que você exploda
    Que você nunca mais volte
    Eu prometo que vou desistir, esquecer
    E logo depois, eu sinto falta de você
    Mesmo que você nunca esteja presente de verdade
    Talvez seja só uma invenção da minha cabeça
    Querer afagar o seu cabelo
    Querer ver o seu sorriso
    Que nunca aparece
    Te enxergar de perto, te ouvir falar
    Enquanto quero fugir, correr
    Porque eu não sinto orgulho disso
    O meu orgulho está perdido em algum lugar por ai, temo dizer também que o meu amor próprio sumiu, se escondeu
    E eu repito para todo mundo que vou conseguir
    Eu repito para mim, para quem quiser ouvir
    Talvez seja uma mentira deslavada que eu insisto em contar
    Fingir que não te vejo, fingir que não quero cada pedacinho de você
    Até aqueles que são sem graça, que ninguém gosta, que ninguém vê
    Eu quero todos eles
    Mesmo que no meio desse querer, você esteja
    afagando outro cabelo e vendo outro sorriso
    que nunca será o meu.

    November 17, 2017
    postado por

    A proposta desse post é trazer ideias de roupas para o verão que sejam práticas e fáceis de se inspirar. A estação só começa oficialmente em Dezembro, mas na maioria do Brasil as temperaturas estão aumentando. Dá para confessar que nos dias mais quentes dá uma preguiça enorme de se arrumar (a vontade é de pegar a primeira roupa que achar e pronto!), mas é possível usar um look legal sem muito esforço!

    Design sem nomeNikki S, Joy Li, e Karina Vartanovy

    Design sem nome-3Vera Vonk, Melody Jacob e Carina Gonçalves

    Design sem nome-2Magdalena Scierska, Kareva Daria e Anna Jaroszewska

    Design sem nome Lavie Deboite, Claudia Hi e Pamela

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