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  • Maio 2, 2018
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    2049e49be7b9a2756bf9d5d537046bb9Eu fiz de novo.

    Eu depositei tudo em cima de alguém que eu nem sabia se queria segurar todas as minhas dores ou as coisas bonitas que eu queria mostrar. E é injusto, eu sei. Ninguém vai nos consertar. Só nós mesmos podemos fazer isso, se é que prencher o nosso vazio seja algo possível de verdade.

    É uma história que se repete sempre. Eu nunca consigo sair dela.

    E dessa vez eu tenho esperanças de que vai dar certo. Por que não? Tudo começou bem. O pote de esperanças se enche até o final. Eu começo a rir de coisas bobas, eu vejo graça no que antes era invisível. As flores renascem, o futuro não parece algo tão assustador. Parece que eu realmente superei a fase ruim.

    Mas a ilusão não dura pra sempre.

    Em algum momento ou outro, a verdade aparece. E ela dói. É horrível ter que encará-la de frente, porque de repente tudo parece ruim de novo, e cinza, e irremediável, e eu só quero sumir e não aparecer nunca mais. E é a coisa mais difícil do mundo se reerguer quando você já caiu milhares de vezes, e ter que encarar todo mundo e fingir que você está bem. Que aquilo não te magoou. Que você não é tão sensível quanto parece.

    Mas eu sou.

    A verdade é que eu sinto tudo demais, quando deveria sentir de menos. Levo as coisas até o final, nunca paro até que acabe de vez, até que eu tenha certeza que isso não vai mais me levar a lugar nenhum. Me prendo ao que não vale a pena, finjo para mim mesma que essas coisas podem funcionar. Por mais que o resto do mundo esteja enxergando que está longe de dar certo. Eu me engano profundamente, e isso é amargo demais.

    Eu preciso ter os pés no chão.

    Eu necessito encarar as coisas como elas são de verdade. Nem tudo tem uma beleza escondida, nem tudo vai ser como eu quero ou as pessoas vão ser do jeito que eu imaginei. E eu sempre imagino uma versão mais bonita, mais inalcançável, do que elas realmente são; e isso é praticamente pedir para se machucar. Apostar tantas coisas em algo que não existe, é quase como pular no mar mesmo sabendo que você não sabe nadar. É ter a certeza de que você está repetindo aquele comportamento, só para ter certeza se dessa vez vai funcionar.

    É um ciclo vicioso.

    Abril 27, 2018
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    King Princess é uma artista do Brooklyn, em NYC, que apareceu de maneira tímida no mundo da música em Fevereiro, mas conquistou mais espaço em poucos meses. Ela lançou o seu primeiro single, “1950”, no início do ano, e chamou a atenção pelas suas letras saírem do comum e abordarem a visão do amor queer. A cantora escreve sobre amar outra mulher e na sua música de estréia, faz referência a época em que os LGBTQs+ não podiam demonstrar seus sentimentos em público (o que como nós sabemos, ainda é muito comum). A canção também descreve a insegurança que você sente quando está apaixonado, e que mesmo assim, ainda querer esperar por aquela pessoa.

    A artista foi contratada pela gravadora recém criada de Mark Ronson (que trabalhou com Lady Gaga no álbum Joanne e escreveu e produziu Uptown Funk com Bruno Mars). Ela é derivada da gravadora Columbia, que é a mesma de Harry Styles (fã assumido da cantora).

    A previsão é de que o seu primeiro EP saía ainda esse ano. O som dela é pop, delicioso de ouvir e tem letras com uma pegada honesta, que saem do clichê de pronomes e amor heterossexual. Todos os instrumentos usados em “1950” foram tocados por ela.

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    O segundo lançamento segue a vibe do primeiro, mas ambas as músicas possuem suas próprias identidades. “Talia” foi lançada em pouco menos de duas semanas e já possui dois milhões de execuções no Spotify. A letra narra o fim de um relacionamento; a pessoa não vai mais voltar, mas você ainda tem esperanças e queria que ela tivesse lá. E é exatamente esse o sentimento do refrão: “I can taste your lipstick, I can lay down next to you but it’s all in my head” (eu posso sentir o gosto do seu batom, eu posso deitar ao lado de você, mas está tudo na minha cabeça).

    Abril 22, 2018
    postado por
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    Recomeçar é parte da nossa natureza.

    Como espíritos livres que somos, corremos o máximo que podemos da mesmice, mas não é tão simples quanto parece. Existem coisas que precisamos fazer todos os dias e que acabam, de alguma forma, sufocando. Vai dizer que nunca foi dormir pensando em como queria que o dia seguinte simplesmente passasse direto, em branco? É uma sensação comum essa de achar que está perdendo tempo com coisas que, no fim, não agregarão em nada. Como seria bom se a vida fosse viajar e descobrir o mundo. Essa é a expectativa da população. A realidade é descobrir quem realmente somos enquanto lutamos para nos encaixar nas caixinhas impostas desde quando nascemos.

    É preciso recomeçar, então. Respirar fundo, derramar algumas lágrimas, tomar um sorvete e levantar da cama. Não tem problema não se conhecer de verdade. Digo, eu sei que eu odeio brócolis, mas não sei qual é o meu maior sonho. Deixa eu falar uma coisa: está tudo bem com isso. Minhas costas estão prontas para carregar uma mochila com os sonhos mais loucos e improváveis e mesmo assim eu não me importo de não saber quais são agora. Por enquanto, estou preocupada em seguir em frente. Quero dançar com os meus medos e tomá-los como coadjuvantes da minha história, não como protagonistas. O corpo é meu. Eu possuo controle sobre as confusões que incendeiam a minha mente.

    Se o tempo está passando muito rápido, é sinal de que estou cada dia mais perto de saber o meu propósito nesse lugar. Se ninguém tem tempo mais para ninguém, é sinal de que meu coração é da velha guarda e, por isso, raro. Nós não precisamos fingir que não temos olhos brilhantes e almas alucinadas por um mínimo de atenção. Se você sente a necessidade de correr para o mar mais próximo e navegar em águas desconhecidas, o que está esperando? É a sua chance de recomeçar. Imagine a sua vida como uma estrada de 200 km. Não faço a menor ideia de como fazer contas matemáticas, mas sei contar uma boa história.

    Você está no km 45. Também não sei se a sua jornada na Terra acaba nos duzentos ou antes, mas preste atenção: você está quase lá. De cinco em cinco, você chega lá. E se não sabe onde é o lá, outra novidade – não tem problema. Apenas continue caminhando e prepare-se para a visão mais bonita que você verá em toda a sua vida. É aquela luz de queimar os olhos de quem não sabe apreciar, só que, por você estar ali, não será prejudicada com tanta claridade. É o Sol do amanhã, é o recomeço tomando forma e se mostrando da maneira mais crua possível. Você está no km 60. Já se passaram 15 km e você ainda vê a luz.

    Esse é o fim do texto, mas também é o início dele. Não existe ordem cronológica aqui e nem na China.

    P.S Para leitores de outros planetas, a regra é a mesma. Você faz o seu tempo.

    Abril 21, 2018
    postado por
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    Quem já estava com saudades de Ariana Grande? A cantora de 24 anos não havia lançado novos singles faz algum tempo, desde o seu terceiro álbum. Mas a espera acabou, e com o lançamento do quarto disco de estúdio, Ariana volta com o seu pop delicioso, o vozeirão e as letras que marcam. “No Tears Left to Cry” é o primeiro single do novo trabalho, e apesar da batida animada, a letra faz referência ao momento de quando você está mal e precisa reagir, secar as lágrimas e mudar a sua mentalidade.

    Abril 18, 2018
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    Em Fevereiro eu entrevistei aqui no blog a Bruna Morgan, autora do Universo em Bolha de Tinta. Bati um papo bem legal com a Bruna, e se ela já era uma das minhas ilustradoras favoritas, a admiração só ficou ainda maior! Carioca, Bruna mantém o seu blog faz anos e também posta os seus desenhos no Instagram. 

    No início de Abril ela lançou a sua campanha para financiamento coletivo do seu primeiro livro no Catarse. O projeto vai até o dia 28, e a meta a ser alcançada é R$8,000 (estamos na metade, em torno de R$3,700). A proposta é que o livro contenha 30 tirinhas, três HQs e 12 tirinhas novas e exclusivas para a publicação. No total, serão 84 páginas, com previsão para lançamento em Junho de 2018.

    O orçamento ocorre da seguinte maneira: 10% em brindes, 17% em envio dos livros, 13% vai para o Catarse e 60% para a impressão. É importante nós apoiarmos os artistas independentes, que estão na internet batalhando pelo seu espaço e para divulgar a sua arte. Sabemos que arte ainda não é tão valorizada no Brasil, mas ela pode ganhar uma força e espaço imensos com a ajuda da internet. Se você não pode apoiar financeiramente, ajude a divulgar!

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    Vale lembrar que essa é uma campanha tudo ou nada: caso a meta não seja atingida, o valor retorna para quem doou.

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    Os temas que a Bruna aborda me tocam profundamente (e acredito que grande parte do sucesso das suas tirinhas seja justamente por isso: porque muitas pessoas conseguem se identificar!). É importante que desabafos e relatos sobre saúde mental ganhem forma e espaço na arte, afinal, eles são relevantes e devem ser discutidos.

    Você pode apoiar o livro acessando a página no Catarse. Cada valor doado possui suas respectivas recompensas!

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