O que 2016 me ensinou
29/12/2016 | Categoria: Textos

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Eu sempre gosto de fazer uma reflexão sobre como foi o ano que se passou. Acho importante para que eu possa encarar os próximos doze meses com uma perspectiva diferente. Eu gosto de ter a sensação de que eu aprendi muito e que eu amadureci. Eu sinto que me tornei uma pessoa diferente, e nesse ano, posso afirmar que foi para o melhor. Desde 2013 eu tenho tido anos bem caóticos (um mais doido que o outro, e não só em maneiras positivas). Eles foram super turbulentos. Um milhão de coisas aconteceram, e eu nem tive tempo para organizar tudo na minha cabeça. E 2016, apesar de ter trazido momentos instáveis, me ensinou a ter mais tranquilidade. Eu pude respirar com calma, algo estranho de se dizer, já que eu me preparei para o vestibular de novo e todo mundo sabe como é essa fase.

Depois de assistir ao vídeo da Stephanie, eu me peguei pensando no que aconteceu de legal comigo neste ano. Em 2015 eu tive experiências incríveis (como o show do The Maine e o Rock in Rio) e esse ano não trouxe tantas coisas marcantes, mas me fez superar problemas muito complicados que eu achei que ficariam comigo por mais tempo. Mas, a luz no fim do túnel existe sim, gente! Eu raramente falo sobre esse assunto, mas eu sofri muito com a ansiedade no ano anterior em níveis horríveis. Eu procurei ajuda médica e descobri – apesar de já desconfiar, claro – que eu tinha sim um problema sério com ansiedade. E eu decidi que queria enfrentar isso, que eu queria voltar a ser a pessoa que eu era. Doenças mentais podem tirar o melhor de quem nós somos. Essa é a verdade nua e crua. Mas por mais que pareça que elas não tem solução, sim, você pode superá-las. 

Eu não vou dizer que é a coisa mais fácil do mundo, porque esse foi o meu grande desafio este ano. Muito maior do que estudar para o vestibular, ou enfrentar um cursinho. Conseguir ter uma mente saudável de volta e entender que os problemas que eu tive no passado influenciaram em tudo isso, me ajudou a entender que nada importa mais do que a sua saúde mental. E que dá trabalho: você precisa se esforçar para melhorar, para começar a enxergar o mundo de uma maneira colorida de novo. Você precisa assumir um compromisso consigo mesmo. No inicio do ano, eu prometi que iria fazer exercícios físicos (eles ajudam muito!), que eu iria ser mais gentil com as pessoas ao meu redor e iria encarar tudo com mais positividade.

No começo, os dias ruins eram maiores que os bons. Mas as minhas atitudes começaram a dar resultado, e os dias legais se multiplicavam. Eu comecei a ver graça em coisas simples. A valorizar mais os momentos pequenos, como dar risada com um amigo, conhecer pessoas novas que combinavam comigo, dar um sorriso para aquela pessoa que eu via todos os dias de manhã. E aprendi algo muito importante, que eu vou levar para a vida toda: ser gentil é fácil, gratificante, e o mundo precisa de boas ações.

Eu compartilhei com as pessoas próximas de mim coisas que eu aprendi e que não quero esquecer mais. Os nossos sentimentos são válidos, e a gente tem que acreditar que é capaz de superar o que parece quase impossível. Nenhuma doença define quem você é. Nada que alguém do passado tenha te dito define quem você é. E mais importante, cuide de si mesmo, e daqueles do qual você se importa. Em 2016, eu quis vencer a ansiedade. E eu consegui. Tem dias que são complicados, tem dias que são ótimos. Mas eu consegui recuperar o sorriso no meu rosto, que tinha desaparecido faz muito tempo. E essa foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos.

Eu espero que o próximo ano me traga mais aprendizado, experiências boas, shows maravilhosos, muitas bandas legais e momentos com quem eu amo. E o que vier, eu vou encarar de frente. Vou tentar achar coisas boas. Mesmo que seja em um caminho que eu não havia planejado antes.


20 looks para usar no verão
27/12/2016 | Categoria: Inspire-se, Moda

O verão oficialmente chegou, e todo mundo sabe que no país em que vivemos fica praticamente impossível não vestir looks confortáveis para essa época do ano. Claro que nem todas as cidades tem temperaturas extremas (aqui em Santa Catarina, algumas ainda passam um pouco de frio nessa época do ano, mas são poucas!), mas a grande maioria sabe como é se vestir em uma temperatura de 30 graus. Mas isso não dispensa o fato de que dá para acrescentar acessórios (o chapéu é um dos principais) para que a sua produção não perca o charme, e as estampas estão aí para deixar o visual mais criativo.

Vestidos

Kayla J, Carissa G, Diana Schneider e Elzara Muslimova

Kayla J, Carissa G, Diana Schneider e Elzara Muslimova

Cropped

Daphne Blunt, Natalie Persson, Amanda Ikoma e Camila Damásio

Daphne Blunt, Natalie Persson, Amanda Ikoma e Camila Damásio

Jardineira

Franziska Elea, Candy Thorne, Malinina-ek e Melody Jacob

Franziska Elea, Candy Thorne, Malinina-ek e Melody Jacob

 Saia

Luciana Vieira, Kimberly Kong, Melanie P e Marta Ucler Ucler

Luciana Vieira, Kimberly Kong, Melanie P e Marta Ucler Ucler

Short

Diana Schneider, Carissa G, Ren Rong e Jacky

Diana Schneider, Carissa G, Ren Rong e Jacky


As 15 músicas que marcaram o meu 2016
25/12/2016 | Categoria: Música
Eu na balada

Eu na balada

2016 pode ter sido um ano que desagradou muitas pessoas, mas temos de admitir que foi um ótimo ano para a indústria da música. Ótimos álbuns foram lançados, tanto do pop quando de outros gêneros, e eu descobri várias bandas legais. Além disso, quase todos os artistas que eu gosto lançaram novos discos que me deixaram completamente viciada. Por isso, foi muito difícil escolher só quinze músicas que marcaram o meu ano (tem muito mais!). Como critério, eu escolhi somente músicas que lançaram este ano. Ah, e se vocês querem ouvir playlists variadas, me sigam lá no Spotify (@anabeatriz13).


Inspire-se: Franjas
21/12/2016 | Categoria: Inspire-se

Esqueça aquela ideia de franja certinha que você usou quando era criança (quem nunca?) as franjas voltaram com força total em 2016 e aparecem em versões modernas, repicadas e com inspirações em décadas anteriores (como os anos 70). As celebridades escolheram apostar de vez, e na internet também é possível achar milhares de inspirações legais de pessoas do mundo inteiro, que apostaram nesse corte. Eu também cedi e fiz franja nesse ano. Mesmo que dê trabalho, estou adorando o resultado. Se você quer uma mudança radical, elas fazem toda a diferença no formato do rosto.

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Quase todo mundo resolveu inovar e escolheu formatos de franjas diferentes. O da Arden Rose, da primeira foto, foi o que me inspirou de primeira para tomar a minha decisão. A franja dela é mais longa, mas você pode optar por opções um pouco mais curtas também (acredite: ela cresce muito rápido e em quinze dias você já vai perceber uma grande diferença!). Selena Gomez chamou a atenção com o seu novo corte, com pontas desconectadas no seu cabelo de ondas. E se você tem cabelos cacheados, não leve a sério esse mito de que a franja não combina com você. Ela dá certo sim, e a prova disso são esses 55 exemplos de franja em cabelos cheios de cachos.

Lucy Hale

Lucy Hale

Alexa Chung

Alexa Chung

Alessandra Ambrósio

Alessandra Ambrósio

Via We Heart It

Via We Heart It

Zooey Deschanel

Zooey Deschanel

Via We Heart It

Via We Heart It

Maddi Bragg

Maddi Bragg

Jane Birkin

Jane Birkin

Audrey Hepburn

Audrey Hepburn

Taylor Swift

Taylor Swift

Zoe Kravitz

Zoe Kravitz

Via We Heart It

Via We Heart It


Filme: Barry
| Categoria: Filmes

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Título: Barry

Gênero: Drama, Biografia

Diretor (a): Vikram Gandhi

Roteiro: Adam Mansbach

Sinopse: Muito antes dele fazer história ao ser eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, ele era apenas “Barry”. Inspirado na vida real, este filme retrata Barack Obama durante a faculdade, quando começava a tentar entender questões raciais, culturais e pessoais.

O presidente Obama sempre atraiu atenção do público: seja dos norte-americanos ou de pessoas do mundo todo. E diferente da maioria dos ex presidentes dos Estados Unidos, ele conquistou isso por motivos positivos. Com todo esse clima de eleição nos EUA que aconteceu nos últimos meses, o Netflix lançou em um boa época um filme baseado na história real de Barack Obama, quando ele era apenas um estudante da Universidade da Columbia em Nova York.

Eu gosto muito de assuntos políticos, e isso atraiu a minha atenção para assistir ao filme e tentar conhecer mais um pouco sobre esse presidente. O enredo é focado na transição dele de jovem para adulto, quando Barack ainda possuía poucas aspirações na política e muitas dúvidas sobre em qual lugar ele se encaixava. Nos anos 80 em NY, ele era um dos poucos – se não o único – negro na maioria das suas aulas na faculdade. O filme trata o tempo todo das questões raciais e do preconceito – muitas vezes velado – que ele sofria, seja no campus (quando o policial pede identificação somente para ele), ao conhecer a família da namorada, e dos próprios amigos, que dizem que ele não deveria se preocupar tanto pois ele “não era tão negro”.

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Durante a sua trajetória tentando descobrir quem ele realmente era, o personagem enfrenta diversos conflitos. Barack foi criado pela mãe e nunca conheceu verdadeiramente o seu pai, que nasceu na Quênia. Os dois mantinham pouco contato e parte dele se sentia culpado por isso: ele queria descobrir mais sobre as suas raízes. Ele nasceu no Havaí, morou na Indonésia, passou um tempo na Califórnia, até por fim, fazer faculdade em Nova York.

O protagonista é interpretado pelo ator australiano de 24 anos, Devon Terrell. Ele se destaca e cumpre bem o seu papel, nos familiarizando até o final da história com o personagem. Charlotte, sua colega de sala e namorada, ganha destaque pela atuação de Anya Taylor-Joy, de 20 anos. 

Eu fiquei impressionada com a fotografia do filme, que é maravilhosa. Espere por muitas cenas e ângulos incríveis de NY. O filme mostra os locais bonitos da cidade e também a diferença entre os bairros de classe alta e baixa; ele faz críticas a marginalização dos negros na sociedade estadunidense de maneira clara.

O filme já está disponível na Netflix faz alguns dias, que aliás, fez pouca propaganda do longa (com exceção do trailer). Poucos amigos meus sabiam desse lançamento, que vale super a pena assistir, se você é interessado nos temas citados aqui na resenha, e também nas discussões sociais que andam tão presentes na mídia atualmente.