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    Comportamento, feminismo

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    Playlist: Fevereiro

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  • Agosto 4, 2018
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    Continuando o roteiro de Nova Iorque, hoje vou falar um pouco sobre dois bairros grandes que eu conheci: ChinatownSoho. Na minha primeira viagem para NYC – que rolou no inverno, em Fevereiro de 2017 -, eu fiz o roteiro baseado nos pontos turísticos. Dessa vez, todos os dias foram planejados por bairros. Ou seja, eu saía do hotel de manhã, pegava o metrô e partia para o bairro que estava na lista naquele dia.

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    O Chinatown fica localizado em Manhattan, no Lower East Side, e é um bairro que nasceu no século 19. Habitado desde o início por imigrantes, os orientais que chegavam em Nova York escolhiam esta área – de inicio também escolhida pelos italianos, a conhecida Little Italy -, para viver. O local é bem famoso e já apareceu em diversas séries e filmes. Sendo a mais recente delas “Punho de Ferro” da Netflix. Durante os anos 70 e 80 o Chinatown cresceu ainda mais, ocupando diversas ruas. Hoje, até mesmo a Little Italy é tomada pelo comércio.

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    Esse é um dos bairros mais lotados, é super turístico e a muvuca nele é enorme. Ou seja, se você não curte muita agitação, te indico visitar outros bairros mais tranquilos, como o Chelsea e o Soho (que eu fui depois). As calçadas são bem pequenas, então todo mundo anda no meio da rua mesmo. Sendo sincera, em vários posts de viagens que eu vi sobre o Chinatown, o pessoal deixava de lado a “realidade” do bairro: ele é mais focado no comércio e é praticamente a 25 de Março dos EUA. Como o meu foco não era comprar, eu passei rápido por lá: tomei um sorvete na Little Italy e conheci as ruas principais, apinhadas de gente.

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    Nos comércios tem muita comida, vegetais, algumas iguarias e também peixe (aliás, algumas ruas são tomadas pelo cheiro de peixe, rs!).

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    Mas por trás de um pouco de confusão e bastante sujeira nas ruas (confesso) o Chinatown também tem espaço para arte, prédios antigos e bem bonitos, parecidos com aqueles que nós já vimos várias vezes em filmes. Logo ao lado está a Little Italy, com vários restaurantes italianos e lugares para comer gelato. Os dois lugares se confundem pois são um ao lado do outro.

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    Depois de passar um tempo no bairro eu voltei para o metrô e parti para o próximo: Soho, que eu sempre quis visitar. Queridinho pelas celebridades e cheia de lojas de moda, restaurantes, cafés e algumas casas de show, ele é charmosíssimo e corresponde às expectativas e aos elogios. Minha dica é andar a pé por lá, tranquilamente – principalmente no final de tarde, em que as ruas tinham poucas pessoas -, e admirar as ruas.

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    Após sair da estação de metrô, estamos no Tribeca. O Soho fica a alguns minutos dali; o The Roxy Hotel estava na nossa cara. Ele é bem sofisticado, e eu só admirei a entrada. O preço para se hospedar lá é super salgado (até porquê, a localização é super privilegiada).

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    Apreciar as ruas desse bairro maravilhoso é uma das coisas mais legais que se pode fazer lá. Se você quer dar uma olhada nas lojas, existe uma lista extensa (muitas grifes estão localizadas no Soho, e até mesmo algumas marcas mais diferentes, como a Acne Studios). O meu objetivo era passear mesmo, então eu mal entrei em lojas – principalmente porque nesses bairros elas são carésimas -.

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    Os prédios são praticamente uma obra de arte, assim como os cafés que ficam nas ruas, e reúnem bastante gente no verão. O sol  só dava tchau às 20h30 da noite, ou seja, o dia rendia muito. O Soho é o local em que você vai encontrar muita gente estilosa, bem arrumada e que parece que acabou de sair daquele blog de moda.

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    Andando uns 25 minutos a pé, eu enxerguei o Empire State de longe e me lembrei do World Trade Center, memorial do 11 de Setembro que eu visitei no inverno de 2017. Naquele dia eu me lembro que fazia um frio enorme, e o clima do lugar era diferente dos outros da cidade (mais triste mesmo). Na época, muitas obras estavam sendo feitas: um shopping enorme foi inaugurado e uma estação de metrô própria do local estava em construção.

    Um ano e alguns meses depois, eu visitei o mesmo lugar e me deparei com um cenário bem diferente: podia ser o clima de verão e de sol, mas ele estava cheio de gente, com música tocando ao fundo e artes e grafites maravilhosos nos muros próximos do memorial. Tudo é pensado de maneira a respeitar o memorial e fazer uma homenagem bonita em respeito às vítimas e suas respectivas famílias. Diversos quiosques ficam espalhados pelo local, em que o dinheiro arrecado das vendas vai para estas famílias.

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    Eu sou eternamente apaixonada por arte de rua, então imaginem a minha emoção, né?

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    Esta arte foi, de longe, a minha favorita de todas.

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    O Soho é um bairro que te inspira e foi, sem dúvidas, provavelmente o meu favorito da viagem. Se eu pudesse escolher um lugar dos sonhos para morar, seria lá (e olha que a disputa fica acirrada com o Chelsea e o Dumbo, que fica no Brooklyn. Mas isso nós veremos em outro post!).

    Julho 28, 2018
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    Nas últimas duas semanas eu andei sumida do blog, mas foram por bons motivos: viajei para Nova York e preparei um roteiro legal contando todos os detalhes e os lugares interessantes que eu fui, e que valem a pena caso você também esteja planejando a sua viagem.

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    Coney Island fica localizado a 50 minutos de distância de Manhattan (de metrô), e faz parte do distrito do Brooklyn. Eu conheci o lugar por indicação de um amigo, que visitou no inverno e ficou apaixonado. A vibe de Coney Island é bem diferente daquela da ilha de Manhattan: pouca correria, praia, um clima enorme de verão e descanso. Enquanto na cidade todo mundo está com pressa, aqui as pessoas vem em família e com os amigos para se transportar para uma energia diferente mesmo!

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    Eu estava hospedada próximo da Times Square e peguei o metrô Coney Island – Stillwell Av, que te deixa próximo do Luna Park, o parque de diversões que abre no verão em Coney Island.

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    O local todo possui uma estrutura grande e é bem diferente das nossas praias brasileiras. Além dos restaurantes e várias lojas legais (de doces, de sorvete!), o píer da praia é enorme e você pode andar tranquilamente, enquanto bate algumas fotos incríveis e também tem acesso aos brinquedos típicos que a gente vê nos filmes norte-americanos que se passam na praia.

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    As atrações são pagas, e os preços variam; para acessar a praia, o píer e o Luna Park você não gasta nada. Eu não cheguei a ir nas montanhas-russas, mas a Thunderbold custava 10 dólares. É um preço mais salgado; dá para aproveitar muito mesmo sem ir nos brinquedos, mas eu acho que é válido pela experiência.

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    O parque de diversões é o grande postal de Coney Island. Ele existe desde a década de 60 e em Novembro de 2009 começaram os projetos para que ele fosse restaurado; após 100 dias de obras, elas foram finalizadas em 2010 e o parque abriu novamente em 2011. Mais de 450 mil visitantes conhecem o parque todos os anos; ele sobreviveu também ao furação Sandy, sendo reaberto novamente em 2013.

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    São diversas atrações, contando com mais de quatro montanhas-russas, jogos e restaurantes. É super legal para ir com a família ou até mesmo se você gosta de mais tranquilidade; eu adoro o agito da cidade, mas Coney Island é imperdível. Além das paisagens maravilhosas, é um daqueles lugares não tão turísticos. Eu fui de manhã cedo, e o píer estava vazio ainda.

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    O restaurante mais famoso da cidade é o Nathan’s, que foi criado pelo imigrante polônes Nathan Handwerker, que chegou aos Estados unidos em 1916. Foi neste ano que ele abriu o local, especializado em cachorro quente. Sim, ele existe há mais de 100 anos e o local original continua sendo em Coney Island, apesar de outras franquias terem sido abertas. Rola anualmente um concurso de cachorro quente promovido pelo Nathan’s no 4 de Julho, um evento clássico.

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    É imperdível que você dê uma passada lá, e coma o cachorro quente (há diversas versões, e os norte-americanos costumam comer ele sem tanto molho que nem a gente aqui no Brasil), e a batata frita, que eu juro, possui um gosto único. O preço é bem OK e passa longe de ser caro; eu pedi o world famous beef hot dog e a crinkle out french fries. Se não me engano, gastei em torno de 23 dólares (minha mãe e eu).

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    E ainda deu tempo de tomar um sorvete maravilhoso no Lunatics Ice Cream, pertinho do píer. O preço era bom (duas bolas no pote por $4), e os sabores eram muito gostosos. Foi difícil decidir, mas os meus foram rainbow pistachio.

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    Coney Island é charmoso, tranquilo, cheio de comidas gostosas e um dos lugares favoritos de Lana Del Rey (que inclusive o citou na música Off the Races).

    Onde fica? Sudoeste do Brooklyn

    Como ir? Pegue o metrô N, D ou F, intitulado de “Coney Island Stillwell Avenue”, onde você vai parar no último ponto, que fica perto do Luna Park.

    Julho 12, 2018
    postado por

    Por incrível que pareça, o primeiro semeste da faculdade me possibilitou mais tempo para ler livros. Os dois anos que fiz cursinho pré-vestibular me fizeram ter uma rotina mais agitada e eu mal tinha tempo pra leituras. Nesses últimos meses eu consegui explorar bastante outros gêneros (o meu favorito é o Young Adult, que sempre aparece nas resenhas aqui). Fiz um apanhado dos meus favoritos, e porque você deveria lê-los!

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    Zygmunt Bauman – Amor Líquido

    Sinopse: A modernidade líquida, ‘um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível’ em que vivemos, traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos, um amor líquido. Zygmunt Bauman, um dos mais originais e perspicazes sociólogos em atividade, investiga de que forma nossas relações tornam-se cada vez mais ‘flexíveis’, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em redes, as quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade – e frequentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual -, faz com que não saibamos mais manter laços a longo prazo. Mais que uma mera e triste constatação, esse livro é um alerta: não apenas as relações amorosas e os vínculos familiares são afetados, mas também a nossa capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada.

    Bauman faz parte da cultura pop. O socíologo polonês é um dos autores mais conhecidos na internet, nas ruas, nas mídias sociais e nas universidades. Sua escrita é fácil de ler e compreender e os questionamentos trazidos por ele se aplicam facilmente ao nosso dia-dia. “Amor Líquido” é a sua obra mais conhecida – e segundo minha professora de Sociologia, feita para alcançar um público maior -. Esse livro caiu nas minhas mãos exatamente quando eu precisava e ficava me perguntando um monte de coisas sobre os relacionamentos atuais. Por que eles duravam tão pouco, e principalmente, qual era o motivo de estarmos todos nos tratando como objetos, tão descartáveis quanto o nosso celular antigo quando sai um modelo novo.

    Esse livro faz mais perguntas do que respostas, mas abre nossa mente para questionar como os laços de amizade e amorosos estão tão fragilizados. Boa parte disso vem da nossa cultura da internet, de simplesmente deletar e largar algo quando cansamos; aprendemos desde o início a fazer isso com os nossos bens materiais, então, qual seria a diferença de fazer isso com seres humanos também? Durante a leitura, me lembrei bastante deste texto da Valéria que eu havia lido há algumas semanas antes.

    Motivos para ler: Se você gosta de sociologia – principalmente em um viés muito contemporâneo -, essa é uma boa sugestão de livro para começar.

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    Sobre o suicídio – Karl Marx

    Sinopse: ‘Sobre o Suicídio’ é uma peça ‘insólita’ em meio aos trabalhos já publicados por Marx, como coloca Michael Löwy na apresentação do livro. É um Marx que trata da esfera da vida privada, das angústias da existência mediada pela propriedade e pelas relações de classe, e que antecipa temas como o direito ao aborto, o feminismo e a opressão familiar na sociedade capitalista. Diferente também na sua origem, o texto tem por base uma tradução comentada de passagens de Du suicide et ses causes, um capítulo das memórias de Jacques Peuchet, que se torna uma espécie de ‘co-autor’ desta obra.

    É de conhecimento de poucas pessoas, mas Karl Marx escreveu um ensaio sobre suícidio, feminismo, e misognia (debatendo os três temas e suas ligações). Esse é um livro bem curto, prático para ler em um dia, e muito interessante para quem gosta de leituras feministas. O ensaio de Marx foi baseado numa análise de suícidios elaborada pelo filósofo francês Michel Pêcheux. Dessa maneira, o alemão se debruçou sobre os casos. Todos eles eram protagonizados por mulheres, com exceção de um. Essas mulheres eram burguesas que haviam sofrido por diversos motivos: casamentos infelizes, limitação de suas vidas e personalidades, humilhação pelas famílias, dentre outros, o que as levou à morte. O autor critica e expõe o machismo e ressalta que seria uma das prioridades desconstrui-lo.

    Em um dos trechos, Marx afirma que não é necessário ser socialista para criticar e lutar contra o status quo.

    Motivos pra ler: Esta é uma visão quase desconhecida do autor. Por isso, é inovador ver o lado engajado de Marx contra o machismo.

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    Mulheres, raça e classe – Angela Davis

    Sinopse: Mais importante obra de Angela Davis, “Mulheres, raça e classe” traça um poderoso panorama histórico e crítico das imbricações entre a luta anticapitalista, a luta feminista, a luta antirracista e a luta antiescravagista, passando pelos dilemas contemporâneos da mulher. O livro é considerado um clássico sobre a interseccionalidade de gênero, raça e classe. A perspectiva adotada por Davis realça o mérito do livro: desloca olhares viciados sobre o tema em tela e atribui centralidade ao papel das mulheres negras na luta contra as explorações que se perpetuam no presente, reelaborando-se. O reexame operado pela escrita dessa ativista mundialmente conhecida é indispensável para a compreensão da realidade do nosso país, pois reforça a práxis do feminismo negro brasileiro, segundo o qual a inobservância do lugar das mulheres negras nas ideias e projetos que pensaram e pensam o Brasil vem adiando diagnósticos mais precisos sobre desigualdade, discriminação, pobreza, entre outras variáveis.

    A vontade de ler Angela Davis (e querer devorar todas as suas obras!) surgiu quando fiz novas amizades na faculdade e estávamos debatendo o tema do feminismo interseccional. Eu já tinha lido e entendia um pouco sobre, mas queria realmente sentar e estudar. Afinal, se não pararmos para prestar a atenção ao nosso redor, vamos acabar na bolha do feminismo branco. É inegável que a vivência das mulheres negras é diferente das minhas; suas experiências, seus desafios. Eu queria compreender mais sobre isso. A ativista Angela Davis possui uma lista extensa de obras, mas esta é a sua mais famosa.

    Mulheres, raça e classe é dividido em diversos capítulos que abordam temas como o sufrágio feminino, a participação das mulheres negras no movimento – e suas principais ativistas -, e como diversos passos importantes na luta do feminismo simplesmente tentavam excluir as mulheres negras do processo. É uma leitura essencial, que eu indico para todxs.

    Motivos para ler: Considero este livro fundamental para qualquer mulher que se considere feminista. É importante estar sempre expandindo as suas ideias sobre a causa e enxergar outras visões.

    Julho 11, 2018
    postado por
    Arte: Henn Kim @henn_kim

    Arte: Henn Kim @henn_kim

    Ainda encontro você em um monte de lugares, por mais que não te veja há semanas.

    O seu doce favorito, está no café que eu sempre vou

    aquele de chocolate que leva o mesmo nome que o seu bicho de estimação,

    que casualmente, é parecido com o da minha melhor amiga

    e de repente, todos os gatos pretos do mundo me lembram você.

    Vejo de longe onde você está, mas a sua sombra aparece para mim até mesmo onde você não vai.

    Nas suas músicas favoritas, no cheiro do seu shampoo e naquele cachecol marrom

    que para ser sincera, eu nunca quis mesmo devolver.

    Te vejo até mesmo nas esquinas da minha faculdade, com medo de você aparecer

    eu gelo, porque eu não sei o que faria

    por fora, só me cabe fingir; por dentro, todas as moléculas do meu corpo tremem

    porque elas morrem de saudade de você.

    Eu queria que você desaparecesse dos meus pensamentos, como eu desapareci dos seus

    Queria que o seu rosto não caminhasse comigo todos os dias,

    queria que você não estivesse em todas as canções que eu ouço,

    ou nos bares, nas bebidas – que eu não tomo -, nas fotos

    naquelas fotos que eu ainda não tive coragem de apagar.

    De repente todas as pessoas que passam por mim carregam uma parte de você,

    como a criança no ônibus que tem o teu nome

    minha amiga de infância que pronuncia uma palavra do mesmo jeito que você fazia,

    e as suas manias se impregnam em todos os lugares,

    em todos os rostos, em todos os corpos

    Já faz mais de um mês, e você já foi para não voltar mais

    não há mais ninguém para esperar

    eu sou a única que permaneço aqui, por mais que tantas pessoas já tenham

    tentado me levar.

    Julho 1, 2018
    postado por
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    Título: #GIRLBOSS

    Autor (a): Sophia Amoruso

    Editora: Seoman

    Sinopse: Sophia Amoruso passou a adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo. Aos 22 anos ela havia se conformado em ter um emprego, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que Sophia decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade; o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso.

    Desde que #GIRLBOSS, escrito por Sophia Amoruso – criadora da Nasty Gal – foi lançado há dois anos atrás, eu fiquei empolgada para ler o livro. Como ele saiu de estoque rápido, acabei não comprando. Em Junho, finalmente pude lê-lo. É uma leitura que apareceu justamente quando eu estava precisando de inspiração e no final do meu primeiro semestre na faculdade de Administração Pública. Talvez se eu tivesse lido quando ele foi lançado, não teria compreendido alguns temas que Sophia debate, como o empreendedorismo, o que é complicado em montar o seu próprio negócio, os erros que ela cometeu em empregos anteriores, e até questões como demissão.

    São assuntos que se tornam comuns na nossa vida, principalmente na faixa etária dos 20 anos. Quando entramos na faculdade (ainda mais na área dos cursos de Administração) ouvimos as palavras empreender, marketing e liderança umas 20 vezes durante a semana. Sophia trata de tudo isso de maneira divertida, objetiva e sincera. Apesar de os capítulos carregarem frases inspiradoras que já ouvimos algumas vezes, elas realmente nos convencem: afinal, ela conseguiu se tornar CEO e alcançar o sucesso com a sua marca, tudo antes dos 30. Mas nada aconteceu milagrosamente, e ela conta em detalhes sua jornada (que começou no Ebay) até abrir a sua primeira loja física na California.

    Em meio aos capítulos, Sophia também encontra espaço para falar sobre moda. Onde nasceu sua inspiração para trabalhar no meio e como ela sempre gostou de criar suas próprias roupas, e como transitou entre diversos estilos, sendo o punk a sua grande paixão na adolescência.

    O livro não nos traz respostas exatas ou soluções mágicas, mas é uma boa leitura para quem gosta de falar, entender e compreender mais sobre moda e negócios por uma visão feminina (algo que nós sabemos que o mercado ainda carece). Atualmente, Sophia não é mais a CEO da Nasty Gal, e investe em outra marca: a Girl Boss Media.

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    Filme: Com Amor, Simon (Love Simon)

    Diretor (a): Greg Berlanti

    Elenco: Nick Robinson, Jennifer Garner, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Logan Miller, Jorge Lendeborg Jr, Josh Duhamel

    Sinopse: Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: nunca revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de escola, anônimo, com quem troca confidências diariamente via internet.

    Baseado no livro de Becky Albertalli, “Love, Simon” foi aguardado pelos fãs com muita expectativa, principalmente pela comunidade LGBTQ+. Apesar de vários progressos estarem sendo feitos, é fato que a juventude queer ganha pouco espaço na televisão e nos cinemas. Ter um filme que trás um personagem gay adolescente como protagonista sendo produzido por um grande estúdio e exibido em diversos países é um grande passo. Simon está no último ano do ensino médio. Ele tem uma família que o apoia e amigos fieis; mas se sente vazio porque ele ainda não assumiu que é gay, e essa é a questão mais complicada em sua vida: como se assumir? E quando? As pessoas vão o enxergar de maneira diferente?

    Ele começa a adentrar mais fundo nos seus próprios sentimentos quando conhece outro menino gay da escola – Blue -, e eles se correspondem anonimamente por e-mails. Aos poucos, criam uma relação especial e também são como uma rede de apoio um para o outro. Afinal, ambos ainda não se assumiram. O assunto é tratado de maneira honesta e delicada, e mostra também a visão dos amigos de Simon, que assim como no livro, ganham um espaço considerável na tela para desenvolver suas próprias histórias. Nick Robinson está ótimo no papel e ele incorporou o personagem e deu vida ao Simon, de uma maneira bem semelhante ao do livro.

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    Mikaela Straus – conhecida pelo nome artístico de King Princess – lançou o seu primeiro EP, “Make My Bed”, produzido por Mark Ronson, no início do mês. A cantora e produtora, que viveu no Brooklyn por boa parte da sua vida – e agora mora em Los Angeles -, tem 19 anos e conquistou o público ao cantar a sua verdade, trazendo a visão queer para o pop atual – algo que Troye Sivan, Hayley Kyoko e Kehlani também estão fazendo -. Com 19 anos, suas músicas falam sobre amor e coração partido, usando apenas pronomes femininos. 1950, seu primeiro single, faz referência a época em a comunidade LGBTQ+ ainda tinha que se esconder em público.

    O EP, que contém cinco faixas, trás canções que misturam guitarras com pegada radiofônica. Segundo a Pitchfork, King Princess acerta em cheio ao trazer para suas letras vulnerabilidade, e comparam 1950 com o impacto que “Royals”, da Lorde, teve no início da carreira da neozelandesa.

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