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    A revolução de Rihanna com a Fenty

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    Para todos os quase momentos

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    Moda, Tendência

    O street style do NYFW

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    Livros

    Livro: 13 Segundos – Bel Rodrigues

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  • Março 21, 2018
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    Eu confesso que os últimos dias foram bem difíceis. Tanto pelo assassinato da vereadora negra, lésbica e feminista Marielle Franco no Rio de Janeiro, tanto por outros diversos motivos. O fato é que eu tive sinais suficientes e fortíssimos de que o feminismo é algo que além de importante, pode ser complicado. Lutar pelo que você acredita não é simples: você sofre, cai, precisa arranjar forças para começar de novo e coragem para colocar em prática tudo aquilo que você acredita. Eu sempre soube que a realidade era doída, mas quando ela bate na sua porta com tudo é preciso encarar de frente e bater o pé no chão com firmeza. Os nossos ideais são talvez a coisa mais importante que nós temos nessa vida.

    E é nos momentos mais complicados que eu corro o risco de me perder. De me deixar levar, de ficar confusa e sem saber o que fazer. E quem me ajudou foram justamente outras mulheres. Mulheres fortes, que apareceram há pouco em minha vida, mas me acolheram tão bem, que eu sinto que nos conhecemos há anos. Acho que essa é uma das maiores definições de sororidade, e eu pude senti-la com força na minha vida. Quando eu precisei muito, outras garotas estavam lá do meu lado, literalmente limpando as minhas lágrimas e dizendo que tudo ia ficar bem.

    O feminismo só pode ser completo se ele for interseccional. Nós mulheres estamos longe de ser iguais; cada uma de nós tem que lidar com um desafio ou com uma luta diferente. As mulheres negras possuem uma vivência completamente diferente da que eu, uma mulher branca, tenho. E é essencial aprender, respeitar e compreender isso. Afinal, se eu ficasse só na minha caixa, com os meus pensamentos, como poderia praticar o apoio ao feminismo de verdade? Ele não se resume às lutas do meu dia-dia. Eles são todas as nossas lutas.

    E esse processo de entender o outro é longo: você deve ouvir muito mais do que falar. É fundamental ter consciência do seu lugar de fala, de não querer que a sua opinião seja a verdade absoluta, principalmente sobre pautas que você nunca enfrentou na pele, e apenas conhece por relatos ou estatísticas. É importante notar que todas nós temos muitos objetivos diferentes, mas podemos encontrar algo em comum, que é a vontade de se unir.

    A união é uma das coisas mais bonitas que o feminismo já me ensinou. Ele me mostrou que na hora do vamos ver as mulheres ao meu lado foram aquelas que eu mais pude contar. E isso me deu uma sensação de que eu não estava sozinha, algo essencial quando parece que tudo ao seu redor está desmoronando (e que você vai cair junto também).

    O fato é que eu nunca vou saber tudo sobre feminismo. Sempre vai ter algo novo para aprender. Todo dia, em toda experiência nova (mesmo tendo que aprender na marra). Por isso eu quero ouvir mais, participar mais, e ler também. É praticamente um estudo: pesquisar com quem entende mais que você, com quem vivenciou outras coisas, e buscar referências. É um processo interno importante. É desta maneira que eu vou ter mais força pra resistir todos os dias.

    Março 9, 2018
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    Hoje é o dia internacional das mulheres, e isso me inspirou a fazer uma playlist só com músicas sobre empoderamento e que celebram mulheres. Esse dia é importantíssimo para que a gente se lembre de nossas lutas; comece outras e arranje forças para continuar de pé. Sem se esquecer de ajudar a mulher que está ao seu lado, ouvi-la e entendê-la. E principalmente, conhecer vivências diferentes das nossas. O feminismo pode representar algo diferente para todas nós. E é muito valioso entender porque ele é tão importante para as irmãs que estão ao seu lado, e aprender com elas.

    Março 5, 2018
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    Sempre quando chega a época das premiações de filmes eu me empolgo para assistir mais longas, e esse ano a emoção foi ainda maior (eu assisti a maioria dos indicados do Oscar desse ano das principais categorias). Já falei de Lady Bird (definitivamente um dos que eu mais amei), Call Me By Your Name e Loving Vincent.

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    Molly’s Game

    Dirigido por Aaron Sorkin (de “A Rede Social”) o filme protagonizado por Jessica Chastain levou uma indicação em Melhor Roteiro Adaptado. O enredo trata da história real de Molly Bloom, uma norte-americana que começou a vida na carreira esportiva, mas um acidente a forçou a parar de praticar o esporte, que era quase uma obrigação na sua família supostamente perfeita. Quando entra na fase de jovem adulta, Molly está sem emprego e sem muita dignidade. Ela acaba se tornando secretária de um homem – insuportável – que organiza jogos de poker. Com o tempo, ela se torna ainda melhor que o próprio chefe no ramo, e cria os seus próprios jogos, que são frequentados por celebridades de Hollywood e movimentam milhões.

    O roteiro foi baseado no livro autobiógrafico lançado pela própria Molly em meados de 2013, quando perdeu todo o dinheiro que tinha e começou a ser perseguida pelo FBI, principalmente por ter se envolvido – supostamente -, com a máfia russa. Os diálogos trazem a característica dos filmes que são dirigidos por Aaron: rápidos, engraçados e carregados de irônia, o que torna o filme de duas horas rápido de assistir. Destaque também para a atuação de Idris Elba, que interpreta Charlie, o advogado de Molly. Eu ainda acho que o filme merecia uma indicação para a principal categoria da noite.


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    The Big Sick

    O filme pode ser classificado como um romance, mas ele está longe de ser apenas isso. Com roteiro criado por Kumail Nanjiani (de Silicon Valley) e Emily V. GordonThe Big Sick aborda o relacionamento de Kumail e Emily (Zoe Kazan), que são duas pessoas com gostos em comum, mas com origens bem diferentes. Kumail vem de uma família paquistanesa bem tradicional, que espera que ele case com uma mulher do Paquistão (assim como ocorreu com o seu irmão). Porém, ele cresceu nos Estados Unidos e não se identifica com a cultura do país em que nasceu. Emily não sabe de toda essa história, e se decepciona quando descobre que os dois não teriam grandes chances de levar o relacionamento para a frente.

    O roteiro fala sobre culturas diferentes – e seus respectivos questionamentos -, e como desafiar os seus pais radicalmente, mesmo sem querer quebrar o forte laço familiar. Relações são o foco do filme, e não apenas a dos protagonistas. Também conhecemos a mãe e o pai de Emily, que são tão complicados quanto os de Kumail: mas tudo isso sem os personagem perderem a sua essência e humanização. As cenas dramáticas estão presentes, assim como as engraçadas. O que eu mais gostei no filme é que o namoro de Emily e Kumail não é um conto de fadas: é complicado, sincero, doído, apesar de ainda valer a pena. As cenas do casal são bem condizentes com a realidade do que nós passamos no dia-dia. A indicação é para Melhor Roteiro Original.

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    Eu, Tonya

    Colecionando três indicações ao Oscar (Melhor Atriz para Margot Robbie, Melhor Atriz Coadjuvante para Allison Janney e Melhor Montagem para Tatiana Riegel), Eu, Tonya é um dos mais fortes nessa temporada de premiações. O filme, que é cheio de momentos carregados de drama e até pitadas de comédia, trás como protagonista Tonya Harding, interpretado brilhantemente por Margot. Esse é um papel difícil, mas a atriz segura-o de maneira eficiente: ele é baseado na trajetória de uma patinadora no gelo dos anos 90 que foi a primeira mulher norte-americana a completar o difícil salto triple axel em 1991.

    Tonya poderia ter tido uma carreira memorável na patinação, se não fosse o acidente que ocorreu nas vésperas das Olímpiadas na Noruega. A personagem é complexa e tem uma vida difícil; ela sofre abuso verbal e físico da mãe, que sempre a bate e exige mais de Tonya do que ela pode fazer. Assim, ela cresce achando que a violência sempre deve fazer parte da sua vida. O abuso continua quando ela se casa e passa a sofrer de violência doméstica. Nada para Tonya era fácil: sua vida pessoal e muito menos a profissional. Ela tentava se provar constantemente, pois os juízes da patinação não a aprovavam, já que ela fugia dos padrões de garota com a família ideal (o que os EUA buscava na época para representá-los).

    Fevereiro 26, 2018
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    Bruna Morgan é artista, quadrinista, blogueira e dona do Universo em Bolha de Tinta, o seu projeto artístico que está no Facebook (com mais de 100 mil curtidas!), e no Instagram. Ela possui blog desde 2008, e foi assim que eu conheci o seu trabalho. Logo depois, eu me deparei com a página do Universo, e me apaixonei pelas ilustrações, principalmente porque elas me tocaram em assuntos que possuem um grande significado para mim. As tirinhas da Bruna abordam diversos temas: corações partidos, depressão, felicidade, tristeza e cultura pop (como filmes, em parceria com o canal Megapix).

    Eu me identifiquei de cara. O trabalho dela falou comigo em diferentes níveis, o que fez eu acompanhá-la em outras redes sociais além do blog. Eu bati um papo bem legal com a carioca de 22 anos, que já está nesse meio faz um bom tempo: Bruna participou de diversas zines, algumas exposições, e ilustrou para revistas como a Girls With Style.

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    1. Eu conheci o seu trabalho por meio do seu blog, intitulado de Bruna Morgan, e depois descobri o Universo em Bolha de Tinta no Facebook. Como surgiu a vontade de postar a sua arte na internet? Você tem blog desde 2008. Isso aconteceu de maneira natural?
    Eu sempre desenhei, e às vezes postava um desenho no meu perfil pessoal apenas para os meus amigos. Foi em 2013 que criei coragem para fazer a página no Facebook, meus amigos que me incentivaram, e comecei a postar meus desenhos e a divulgar também os posts do meu blog por lá. Antes do blog atual, eu tive diversos e em outras plataformas, além de desenhar , eu também gosto muito de escrever. Eu tinha uma agenda aos 11 anos, onde escrevia desabafos e poemas mórbidos! Daí aos 12 anos migrei para a internet, e trocava poemas com meus primeiros amigos virtuais. Acho que essa coisa de blog foi o que me ajudou no início, pois eu não tinha vida social e também não tinha ninguém para desabafar. O blog atual já é bem velhinho, e não pretendo abandoná-lo.

    2. Fale um pouco sobre como é trabalhar com arte no Brasil em 2018. Você já participou de várias zines e 4 exposições. Na sua opinião, a internet possui um papel importante no seu trabalho?
    Se não fosse pela internet, eu não sei qual seria a minha chance no meio das artes. Foi através dela que cresci, que conheci amigos artistas, que tive minhas influências, e onde consegui ter voz.
    A internet possibilitou e possibilita muitos artistas a se apoiar mutuamente e a conseguir um alcance melhor. Trabalhar com arte no Brasil, mesmo em 2018, ainda é complicado, pois o mercado não valoriza tanto assim. Muitos dos meus colegas conseguem freelas de fora, trabalhando para outras empresas através da internet, mesmo estando nos confins do interior do Brasil.

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    3. As suas ilustrações abordam diversos assuntos, desde transtornos mentais até corações partidos. Algum tema te chama mais a atenção na hora de produzir seu trabalho?
    O tema que eu mais sinto prazer em abordar é sobre a depressão, pois é uma condição que me encontro há anos, e desenhar é um dos meios que me tiram o peso diário. Porém eu tenho diminuído a publicação desse tema, e estou tentando não deixar muito pesado. Uma vez desenhei sobre suicídio, e por eu não ter abordado de uma maneira otimista, muitas pessoas se sentiram feridas e a tirinha foi censurada. Estou buscando uma maneira menos perigosa de desenhar sobre o assunto.

    4. Quais são os artistas que mais te inspiram atualmente? Até que ponto eles te influenciam?
    Eu digo que os artistas que mais me inspiram são as minhas amigas da área, desde o início da minha aventura por esse meio artístico, foram elas quem me ajudaram a não desistir e me ajudaram a construir esse caminho que estou seguindo, mesmo que nem saibam disso! Alguns nomes são Brendda Lima, Yasmin Ferreira, Samuel d’Saboia, Mariana Sales, Laura Athayde, Fefê Torquato, Lovelove6, Amanda Paschoal.

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    5. Você usa várias redes sociais: Youtube, Tumblr, Facebook, Instagram, Blogspot… alguma delas é considerada a sua favorita para divulgar o seu trabalho? Ou todas possuem uma importância diferente?
    Eu costumava usar mais o Facebook, pois é a rede social que tenho mais seguidores, porém com a mudança de algoritmos, estou postando e interagindo com mais frequência no Instagram, tanto no feed quanto nos stories.

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    6. Quem acompanha o seu blog sabe que cultura pop (músicas e séries) são um assunto pertinente nos seus posts. Você também adora quadrinhos. Pode nos indicar os seus favoritos e por quê?
    Essa é uma pergunta muito difícil! Eu leio muitos quadrinhos em livros físicos e também online, meu coração é grande o suficiente para ter mil favoritos! Mas vou listar pelo menos alguns que tenho aqui em casa e que estão no meu coração:

    • Bear, da Bianca Pinheiro, é sobre uma menina que se perde de seus pais, e encontra um urso marrom que a ajuda a procurar por seu lar. Era uma webcomic, mas a Bianca conseguiu publicar fisicamente. Eu achei tão doce e a acompanhei desde o início dessa história, é engraçada, tem suspense, easter eggs, e toca o coração!
    • Três Sombras, de Cyril Pedrosa, conta a história de um casal que vive longe de todo mundo, vivendo uma vida tranquila com seu filhinho, mas que precisam tomar uma decisão para enfrentar o destino que os assola, três sombras surgem para buscar a criança. É necessário ter um coração forte, é uma história que dói o peito e que fica grudada na sua mente por muito e muito tempo. Eu tinha pego emprestado em uma biblioteca anos atrás, mas ela fechou antes que pudesse devolvê-lo, então acho que sou a nova guardiã dele.
    • Macanudo, de Liniers, ele foi um dos primeiros quadrinistas a me encher os olhos, ele é engraçado, sarcástico, doce, inteligente, bobo. Todas as tirinhas e quadrinhos dele estão em meu coração, e a série Macanudo (o dois é o meu preferido) também.
    • Manual de Sobrevivência à Vida Adulta, da Brendda Lima, é um pouco do cotidiano da Brendda nesse desafio de ter que ser adulta e viver de ilustração. Ela usa muitas referências de desenhos animados e de animes dos anos 90, como por exemplo, Sailor Moon. Ela é uma pessoa e uma artista incrível.
    • A Antologia MÊS de 2015, não por eu estar nela hahaha, mas por ser composta por quadrinistas que amo, como: Laura Athayde, Diego Sanchez, Renata Rinaldi, 3m3, Desalineada, Amanda Paschoal. São 22 quadrinhos ao todo, contando com um meu e um do coletivo que eu participava, chamado Girl Gang Coletivo.
    • Cerulean, da Catharina Baltar, conta a história de uma sereia adolescente, que encontra um celular e se sente impulsionada à conhecer o mundo fora d’água. Ele foi feito todo em aquarela e nankin, acompanhei a Catharina montando essa história através das suas redes sociais.
    • Conjunto de histórias em quadrinhos e tirinhas dos Zines XXX, essa coletânea de 5 volumes foi criada a partir de um grupo no Facebook de mulheres quadrinistas, foi por lá que fiz minhas primeiras amizades nesse meio. Hoje em dia acredito que não tenha mais exemplares, então são raridade.

    Redes sociais da Bruna: BlogTumblrTwitterPágina no Facebook Instagram

    Não esqueça de apoiar os artistas que você curte!

    Fevereiro 23, 2018
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    Faz um tempinho que eu não trago indicações musicais, e essa é definitivamente um dos meus posts favoritos de fazer no blog. No final de 2017 eu conheci a voz do britânico Lewis Capaldi pelo twitter. Ele estava divulgando uma de suas músicas, e quando eu ouvi Bruises (o primeiro single dele lançado oficialmente), eu fiquei apaixonada. A sua voz é bem intensa e rouca, ou seja, fica na nossa memória de primeira. Me lembrou a vibe de cantores como o Sam Smith, famosos por terem um alcance vocal grande, e fazerem músicas intensas e com uma pegada mais romântica.

    E esse é o estilo do Lewis, que alcançou fama pela internet e já tem mais de 2 milhões de execuções mensais no Spotify. Em Dezembro ele liberou o seu EP, intitulado de Bloom, com quatro faixas no total e seguindo o estilo de Bruises: músicas feitas no piano e no violão. Suas letras são o principal de suas canções, e é interessante até mesmo procurá-las na internet (não perde em nada para a de artistas britânicos consolidados, como George Ezra e Hozier; aliàs, se você gosta destes dois, vai curtir o Lewis).

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    Com o reconhecimento que está alcançando recentemente, Lewis começou a fazer shows na Inglaterra, percorreu a Europa dando suporte para outros artistas, vai abrir os shows da turnê européia do Sam Smith, e também começará a sua primeira tour headliner, passando por cidades como Dublin, Londres, Manchester e Amsterdam. Além disso, ele está confirmado em diversos festivais de peso. Na minha opinião, uma das coisas mais legais é acompanhar um artista que está no início da carreira, e ver eles crescendo aos poucos!

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