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  • April 2, 2017
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    13 Reasons Why, produzido pela Netflix, estreou nesta Sexta-Feira (31/03) no serviço de streaming. A série é uma adaptação do livro homônimo de Jay Asher, publicado em 2007. Eu li o livro em 2011, quando eu tinha 12 ou 13 anos. Eu me lembro até hoje de como ele me impactou profundamente. A história é sobre Hannah Baker, uma adolescente de 17 anos que comete suicido. Ela deixa treze fitas explicando os motivos que a levaram a tomar essa decisão, e cada fita é para uma pessoa, que cometeu algum ato – de propósito ou não – que a magoou profundamente, e influenciou a sua vida de alguma maneira.

    O tema principal do enredo é o bullying e o ensino médio. Com este último, muitos de nós estamos familiarizados, mas com o primeiro, talvez nem todos. Bullying, cyberbullying e slut shaming se tornaram mais presentes do que nunca nos últimos anos. Todo mundo conhece alguém que já sofreu bullying: talvez você mesmo, como eu, já tenha ter passado por isso. Porém, esses são temas que as pessoas muitas vezes se negam a discutir. Doenças mentais e suicídio também são um deles. A proposta da série é tratar sobre tudo isso, de maneira honesta e brutal. Sem delicadeza, sem papas na língua. É uma verdade nua, crua e muito dolorida, mas que expõe sem medo como é difícil ter que enfrentar estes problemas.

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    O protagonista é Clay Jensen, um garoto tímido e nerd que nutria uma paixão quase platônica por Hannah. Os dois eram amigos, mas ele não sabia de tudo que se passava com ela, e também tinha medo de confessar seus sentimentos. Clay não entende porque ele está na fita, já que tecnicamente ele não faz nada de mal para Hannah. Mas posteriormente ele vai entender o porque está lá. A história mistura flashbacks e momentos atuais, que explicam o que cada pessoa fez. As situações são complicadas: Justin (Brandon Flynn) é um garoto bonito que chama Hannah para sair. Ela aceita, mas depois ele espalha mentiras sobre ela, contribuindo para que sua reputação fosse estragada na escola. Jessica (Alisha Boe) Alex (Miles Heizer), assim como a personagem, também eram alunos novos na escola. Eles se tornaram amigos, mas eles traem a confiança de Hannah, a deixando de lado e acreditando em rumores falsos sobre ela.

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    Ela é alvo constante na escola: assim como Hannah, outros personagens também sofrem com humilhações e violências, verbais ou físicas. A série também faz um contraponto em como o ser humano pode ser hipócrita, e mostra a cultura do ensino médio, com a pressão e as ameaças que os jovens encaram todos os dias. Alunos brilhantes e que participam do grêmio estudantil também podem ser cruéis, sempre maquiando a sua personalidade real com notas altas, por exemplo. É o caso de Marcus (Steven Silver), Courtney (Michele Selene) e Tyler (Devin Druid).

    Cada episódio traz uma nova revelação, e além de te deixar com vontade de ver o próximo, eles também trazem uma carga psicológica pesada muito grande. O objetivo é cumprido com maestria, e é impossível ver a série sem se questionar e refletir de como a maneira que tratamos os outros pode impactar de maneira irreparável na vida de alguém. De como o jovem pode ser manipulador, mas os adultos também entram no pacote. E uma das lições mais importantes é que devemos reparar mais nos outros e nos sinais que eles demonstram. Muitas vezes as agressões são ignoradas em ambiente escolar, até mesmo pela própria instituição, outro tema abordado em 13 Reasons Why. A ignorância do ser humano muitas vezes pode sim, acabar com a vida de alguém.

    Os temas são bem explorados, e é difícil assistir esta série – com episódios que possuem em torno de 55 minutos – sem se deixar abalar. O estupro e o assédio sexual também ganham um espaço enorme. As cenas são as mais verdadeiras possíveis, e é algo desconfortável de assistir, mas esse foi exatamente o objetivo dos produtores da série ao fazerem as cenas. Dói e você sofre de verdade junto com o personagem. Acredito que isso é necessário, pois nos deixa uma mensagem que as pessoas precisam entender: a culpa nunca é da vítima.

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    Sobre o cast da série: só é possível dizer maravilhas sobre os atores que foram escolhidos. Eles deram vida aos personagens de maneira impecável, e o grande destaque fica para a australiana Katherine Langford, como Hannah, Dylan Minnette, como Clay, e Kate Walsh, como a mãe de Hannah. Kate é uma das melhores atrizes da série, e ela e Bryan D’Arcy James obtiveram a complicada tarefa de interpretar os pais de Hannah. Mas ambos fazem isso muito bem, e é possível enxergar o sofrimento que os pais dela sentem, e de como isso vai afetá-los para sempre. Todos os atores estão ótimos nos papéis.

    Confesso que assisti a série com uma dor enorme no coração em muitos momentos. A gente já sabia desde o inicio o que aconteceria com a Hannah, mas ver a morte da personagem foi horrível e realista, ao mesmo tempo. Horrível porque é péssimo ver algo assim acontecendo, e realista, porque isso infelizmente acontece com milhares de pessoas a todo momento no mundo. E é por isso que precisamos, urgentemente, falar mais sobre isso. E eu acredito que 13 Reasons Why pode incentivar debates importantes sobre o suicídio e a saúde mental. Durante o decorrer da série, a gente sente vontade de ajudar a personagem e dizer que tudo vai passar. Um dia o ensino médio acaba. Um dia coisas melhores aparecem na nossa vida. Mas nem sempre as pessoas tem a ajuda necessária para entender que vale a pena ficar.

    E se teve algo que essa série me ensinou (além de muitas outras) é que é preciso ser gentil. É preciso ser compreensivo. É necessário enxergar melhor as outras pessoas.

    March 27, 2017
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    Zara Larsson tem 19 anos: a cantora e compositora sueca já está no mundo da música faz um tempo, mas foi apenas em 2015 que ela estourou de vez com “Lush Life”, e posteriormente com as faixas “Never Forget You” e “Ain’t My Fault”. As cantoras pop européias normalmente trazem um frescor para o mundo da música comercial, com letras mais honestas (que estão presentes nas baladas que Zara escreveu para o seu álbum de estréia). Um exemplo é a Tove Lo, Shura e a MØ.

    O álbum, que foi super aguardado pelos fãs (já que ele havia sido prometido para 2016) traz alguns hits que já conhecemos e faixas novas que focam em mostrar a voz da cantora, que mesmo ainda estando na adolescência, tem um vocal digno de cantoras mais antigas do R&B. Zara explora bastante isso em faixas como “Only You”, um dos maiores destaques. Suas letras acompanham esses momentos (“No one has ever touched me like I touch myself, only you”). “One Mississippi”, que traz como temática um relacionamento tóxico, cheio de vai e voltas e momentos indefinidos, em que o eu lírico confessa não fazer nada para sair daquela situação, é a minha favorita de todo o disco.

    Até mesmo as músicas mais românticas possuem refrões chicletes que grudam na cabeça e que mostram para o que Zara Larsson veio: ela é ambiciosa sim e quer conquistar mais espaço no mercado, principalmente na América, onde ela ainda não é tão conhecida, apesar de ter uma fã base bem forte na Europa.

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    E depois desse álbum, na minha opinião, Zara tem as ferramentas que precisa para conquistar mais público. Talento e boas composições não faltam: “Make That Money Girl” é sobre o empoderamento feminino. Ela sempre fala sobre o feminismo nas suas redes sociais e questões políticas. A letra da canção é inspiradora e transmite bem a mensagem que a Zara gosta de passar constantemente. “What They Say” segue a vibe de letras sobre ter atitude, e não se importar com a opinião alheia.

    I Can’t Fall In Love Without You” e “Funeral” são baladas românticas com letras poderosas, sensíveis e emocionantes. Essas faixas do álbum não carregam tanto o espirito radiofônico, super presente nas músicas da Zara, mas isso mostra que não é só de possíveis singles que ela vive, e sim que ela é uma compositora capaz de escrever letras incríveis e mais profundas.

    A minha favorita é “Symphony” em parceria com Clean Bandit (que aliás, tem um clipe maravilhoso!). Além da letra ser ótima, a música também é perfeita pra tocar em baladas (ou seja, é o conjunto completo).

    March 21, 2017
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    Título: Beauty and the Beast (A Bela E A Fera)

    Diretor: Bill Condon

    Cast: Emma Watson, Luke Evans, Dan Stevens, Josh Gad, Kevin Kline, Ian McKellen, e mais.

    Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

    Sabe aquele filme que você sai do cinema apaixonado? Pois é assim com “A Bela e a Fera” um dos lançamentos mais aguardados do ano, e que não decepciona. A versão atual dessa história tão conhecida traz Emma Watson como Bela, uma garota que foi criada apenas pelo pai, ama ler e vive em uma aldeia pequena e monótona. Lá é tudo sempre igual, e Bela deseja mais. Ela quer conhecer outros lugares, e tem um pensamento mais a frente do seu tempo. A personagem é corajosa, inteligente e quer escrever a sua própria história.

    Esses é um dos motivos, por exemplo, de que ela não cai na lábia do Gastão (interpretado brilhantemente pelo Luke Evans), que quer se casar com Bela de qualquer jeito. Ele é egoísta, orgulhoso e e um dos vilões da história, mas mesmo sendo vilão, é impossível não rir com algumas das atitudes dos personagens, que é um retrato de muitos homens que a gente conhece no nosso dia-dia, que tem certeza que o mundo gira em torno de si mesmo.

    O pai de Bela é capturado pela fera (não vou dar spoilers) e acaba preso no castelo, que um dia foi de uma família real. Porém, atualmente o lugar é evitado por todos da aldeia e a fera não passa de uma lenda; ninguém tem certeza da sua existência, e quando Bela troca a sua segurança pela do seu pai, se tornando prisioneira, ele é ignorado quando busca ajuda, pois ninguém do vilarejo acredita na sua palavra.

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    No início, Bela e a Fera se odeiam com todas as forças. Um não aceita o outro; Bela está decidida a fugir do castelo, mas é convencida do contrário por Lumiére (Ewan McGregor), Cogsworth (Ian McKellen), Chip (Nathan Mack), Madame Garderobe (Audra McDonald) e os outros objetos falantes, que são um dos pontos altos da história. Essa sempre foi uma das minhas partes favoritas. Eles tentam reverter o feitiço que assolou a todos os moderadores do lugar, e para isso, a Bela precisa se aproximar da Fera, para que eles se apaixonem.

    O relacionamento dos dois é desenvolvido aos poucos e super bem explorado no filme, o que eu achei bem interessante. Nada acontece da noite para o dia: eles descobrem coisas em comum, como o fato de adorarem livros e serem curiosos sobre o mundo. Eles vivem momentos honestos juntos, e a Bela começa a vê-lo de uma maneira muito diferente. A Fera possui um lado sensível que ninguém nunca conheceu.

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    Um dos pontos altos do filme também é a trilha sonora, que ficou impecável e muito bem feita. Não dá para faltar os momentos musicais nos filmes da Disney, e aqui eles complementam a história. Os números musicais são bem especiais, e o grande destaque fica para “Beauty and The Beast”, a música principal, que aparece em versões diferentes.

    O romance entre os protagonistas é crível e deixa a gente emocionado e torcendo por ambos. No final do filme conhecemos o príncipe, mas rola até uma saudade da Fera. Eu também achei que todo o elenco fez um trabalho incrível, e a Emma Watson mais uma vez mostrou o quanto ela é uma atriz que mergulha nos seus personagens e também coloca um pouco dela mesma neles. Bela é muito destemida!

    March 16, 2017
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    Blogs e sites comconteúdofeminista

    Quando eu conheci a palavra “feminismo”, eu sabia muito pouco sobre ela. Na verdade, eu quase não a ouvia na rua, e também não tinha ninguém próximo de mim que falasse: “eu sou feminista.” Eu não me lembro exatamente quando a ouvi pela primeira vez, mas eu tenho certeza que eu descobri sobre ela por meio da internet. Foi por meio de sites e blogs que eu aprendi sobre o que era a luta por igualdade de gênero, e de direitos das minorias, como as mulheres negras, trans, e a comunidade LGBTQ+.

    Eu li muitos textos, artigos, e matérias de revistas para poder me informar sobre o que era esse movimento. E nos primeiros momentos, eu já me identifiquei. Hoje, eu continuo sempre tentado me informar e saber mais sobre esse assunto e diversos outros que também estão incluídos na luta do feminismo, e os meus grandes aliados são esses sites que eu cito aqui no post, que além de falar sobre o movimento, também enaltecem e divulgam o trabalho de mulheres, de maneira diferente do que já foi feito antes.

    Arte da designer e ilustradora Amanda Gotsfritz

    Arte da designer e ilustradora Amanda Gotsfritz

    • THINK OLGAO site é um dos mais reconhecidos do Brasil quando se fala de campanhas feministas e informação para empoderar mulheres, que é um dos lemas do portal criado pela jornalista Juliana de Faria em 2013. Além dos posts que falam sobre mulheres inspiradoras, direitos da mulher negra e violência doméstica, a Olga é responsável pela campanha Chega de Fiu Fiu, que fez uma pesquisa extensa sobre o assédio no Brasil, e que em breve, vai virar filme. Leia: “Por Um Jornalismo Não Sexista”, e “Homens Famosos Não Pagam Por Seus Crimes“.

     

    • GIRLS WITH STYLEO GWS, comandado por Nuta Vasconcellos e Marie Victorino, fala sobre moda de uma maneira diferente. Além de conteúdo sobre auto estima, e de como usar tendências ao seu favor (e não de maneira que elas te deixem insegura), o site aposta nos movimentos do slow fashion e divulga produtos veganos e eco-friendly. O que eu mais gosto no blog é de como as autoras conseguem captar as novidades do mundo fashion, sem ser artificial, e sim incentivando as mulheres a amarem a si mesmas. Tem muito texto reflexivo também! Ah, e elas promovem oficinas e workshops no espaço GWS. Leia: O Que É Empreender?” e “Nem Gorda, Nem Magra.”

     

     

    • REVISTA CAPITOLINA: Uma revista independente feita para garotas jovens, a Capitolina tem como intuito principal abordar temas de interesse do público feminino, mas de uma forma que não é encontrada facilmente por aí. Tem espaço para colunas de games, tecnologia, cinema & tv, fotografia, dentre outros. Ela possui diversas edições, cada uma com um tema específico. A nova edição saiu neste mês, com o tema “luta.” A partir daí, os posts são baseados neste tema. Os textos, além de muito bem feitos, ainda trazem diversas informações interessantes (ótimo para aprender mais). Leia: “Quem foi Harriet Tubman?“, e “Sertanejo e sofrência: o que as mulheres estão cantando?”

    Sintam-se livres nos comentários para deixar sugestões de blogs que vocês conhecem, gostam e acompanhem também! E vai rolar outros posts como esse ainda!

    March 12, 2017
    postado por
    6

    Ela foi tendência em 2011 e passou algum tempo apagada, aparecendo mais quando as tendências apontavam a volta do grunge. Mas como tudo na moda é cíclico, as meias arrastão, tão características de looks mais rocker, apareceram novamente no final de 2016, mas dessa vez de uma maneira diferente. Elas são um detalhe a mais na roupa, como se fossem um acessório. Elas aparecem mais discretas com tênis ou oxford, e também nas combinações com blusas cropped e calça jeans.

    Um exemplo são os visuais da Luanna Perez, blogueira peruana que mora em Nova York, que apostou em diversas maneiras diferentes de usar a peça.

    Luanna

    A maneira mais fácil de usar é como meia, mas você também pode inovar e usar essa padronagem na blusa, como na segunda foto. Eu já vi algumas em lojas de departamento: elas ainda estão mais tímidas no street style, mas também ganham espaço. A minha maneira favorita é usá-la com sapatos mais pesados, como o coturno.

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    1. Paulla Gallagher (EUA) 2. Gabrielle Dominique (França) 3. Katie Van Daalen (EUA)

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