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    Eu renasço a cada extinção

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    Roteiro NYC: Chinatown e Soho

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    Roteiro NYC: Coney Island

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  • Janeiro 16, 2018
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    MEGHANN FAHY, KATIE STEVENS, AISHA DEE

    The Bold Type foi uma das minhas maiores surpresas no quesito séries em 2017. Após ler vários blogs indicando o seriado produzido pela Freeform (antiga ABC Family), eu resolvi dar uma chance. E sabe aqueles seriados que são classificados como guilty pleasure? Se você ler as críticas por cima, vai achar que The Bold Type é uma série bobinha, mas ela passa longe disso. Voltado para o público feminino e com um viés feminista, acompanhamos a vida de Jane Sloan (Katie Stevens), Kat Edison (Aisha Dee) e Sutton Brady (Meghann Fahy). Criada pela roteirista Sarah Watson, os episódios percorrem a vida no trabalho das três amigas que moram em Nova York.

    Elas possuem cargos diferentes na revista Scarlet (que é fictícia). Jane é escritora, Kat é diretora de mídias sociais e Sutton é assistente. Uma das personagens mais presentes é a editora-chefe da revista, Jacqueline (Melora Hardin). Em uma das primeiras cenas, é possível perceber que The Bold Type aposta em uma proposta diferente, sem cair nos milhares clichês de filmes e séries voltadas para as mulheres; Jacqueline não é uma chefe megera (como a Miranda de O Diabo Veste Prada). Pelo contrário: ela exige quando necessário das suas funcionárias, porque acredita no potencial delas. Aqui, o papel de que a chefe sempre é uma má pessoa é substituido por uma personagem poderosa e que quer dar o seu melhor como editora.

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    Cada uma das três protagonistas é super bem trabalhada, e podemos conhecê-las a fundo (você provavelmente vai se identificar mais com uma delas). Jane sempre sonhou em ser escritora e trabalhar na Scarlet. Quando é promovida, ela quer dar o seu melhor para escrever matérias que satisfaçam a sua chefe (e ganhem mais destaque na revista). Mas em muitos momentos, ela precisa desafiar a si mesma e sair da sua zona-de-conforto para fazer isso (o que nunca é fácil). Eu me enxerguei muito de mim na Jane.

    Kat cresceu em uma família com dois pais psicológos. Por isso, aparentemente, ela é a mais bem-resolvida… aparentemente. Ela sempre teve certeza que era heterossexual, até se apaixonar por Adena (Nikhol Boosheri), uma artista imigrante extremamente talentosa que vai para Nova York expor o seu trabalho. O relacionamento das duas cresce aos poucos. Enquanto Kat sempre teve uma vida privilegiada, Adena enfrenta todos os dias o preconceito por ser imigrante e muçulmana. Este tema, aliás, é bem recorrente nos episódios.

    Sutton é a que mais se envolve com o ambiente de trabalho. Quando ela se mudou para NYC não possuía uma faculdade no currículo; apenas o seu sonho de trabalhar com moda. Após três anos sendo assistente, ela quer subir de cargo. Acompanhamos a trajetória da personagem tentando lutar para provar o seu valor com o estilista que quer trabalhar, e também pedindo um salário justo. Apesar do seu romance com Richard (Sam Page) ganhar espaço, é muito legal vê-la batalhando no meio profissional.

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    A série aborda todos os temas possíveis que você possa imaginar, e que muitas vezes entram em pauta na editoria da revista. Imigração, feminismo, problemas na profissão, mulheres bissexuais, orgasmos, relacionamentos, política (e muitas alfinetadas ao Trump): tudo é tratado de maneira bem honesta e aberta. Um dos pontos chaves é a maneira como os roteiristas escolhem trabalhar cada tema. O toque de sororidade entre as protagonistas sempre está presente. Quando precisam, uma ajuda à outra. E quando a situação fica complicada, elas não deixam de dizer verdades, mas nunca se abandonam. É um exemplo de amizade feminina que ainda falta muito na televisão. Em The Bold Type, não há competição de mulheres com mulheres, e sim a união entre elas.

    Seja no ambiente de trabalho ou na vida pessoal, a mensagem que fica é que o apoio feminino pode sim, resolver muita coisa. Mesmo que a série tenha como pano de fundo o dia-dia no ambiente de quem trabalha com a moda e as mídias sociais e impressas, o foco aqui são os relacionamentos, os desafios e os problemas pessoais que muitas mulheres do século XXI enfrentam.

    A primeira temporada possui dez episódios, e uma segunda e terceira já foram confirmadas.

    Janeiro 12, 2018
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    california organic farming

    O meu interesse por maquiagem começou tímido, e nos últimos dois anos, ele só aumentou. O que eu mais gosto de procurar e usar é batom, então estou sempre pesquisando novidades e preços legais também. Como já comentei anteriormente, a minha marca favorita para batons é a MAC, seguido da Natura (que me conquistou totalmente com a última linha Faces), e a Sephora. Acessando os links do Cupom Válido, eu achei uma promo de 10% nos batons da coleção matte líquido da MAC, que foi uma das lançadas pela marca no primeiro semestre de 2017.

    Matte With Love: Minha última aquisição, e o batom que eu mais curti da coleção até agora. Ele é um pink bem aberto e que destaca super a make. Tem uma duração boa (achei melhor que a do Dance With Me, que é o vermelho) e se tornou realmente um dos meus tons favoritos que a MAC já lançou.

    Divinedivine: Um tom de rosa mais delicado e feminino. É uma boa opção para quem gosta de cores mais discretas (sem ser os nudes). Eu, como morena, sou mais adepta dos tons mais fortes, mas é questão de preferência mesmo. Segue o estilo dos tons pastéis.

    Simply Smoked: Esse é para quem curte aquele nude que chama a atenção. Eu ainda não descobri como utilizá-lo tanto na minha make (já que estou sempre de batom vermelho ou rosa). Na minha opinião ele é ideal para morenas, e dá a impressão de que aumenta os lábios. Não é um nude discreto!

    Promoção: Todos os três acima estão por R$89,00 com o 10% OFF, e as cores Slipper Orchird, Personal Statement, Recollection, Red Jade, Tailored to Tease e Quite the Standout estão R$59,00 no site.

    Sephora, como a maioria sabe, trás um monte de coleções de marcas diferentes na sua loja e no site. Mas eles também produzem suas próprias linhas e elas não deixam nada a desejar. Além do preço ser moderadamente mais em conta do que outras marcas, sempre rola algumas promoções no site. Confira os cupons aqui!

    #Lipstories Deep Water Bay: Essa é uma coleção nova, lançada antes das datas festivas nos EUA. As cores variam de matte, para cremosas e cetim. O mais legal é que cada cor tem uma embalagem totalmente diferente, representando viagens (cidades, restaurantes, etc). Ficou um charme! Custa $8, e o preço é muito em conta, justamente para que todo mundo pudesse comprar na época do holiday. Eu escolhi uma cor vermelha (novidade!).

    Rouge Cream: Todos os batons são cremosos e fáceis de aplicar. Essa é uma dica para quem não é fã dos mattes. Eles são aveludados e tem uma ótima duração. Os tons mais discretos são ideais para o dia dia (eu uso sempre!).

    Peace and Rock Rouge Matte: Outro favorito meu, só que na versão matte. É um rosa bem aceso e com uma duração super satisfatória. Na Sephora do Brasil está por R$65,00.

    Janeiro 11, 2018
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    Nashville, a capital do Tennessee, fica localizado à quatro horas de distância de Atlanta. Então nos perguntamos: porquê não aproveitar e já conhecer essa cidade? Essa brecha no roteiro foi uma das surpresas mais legais que eu tive na viagem. A cidade é charmosa, bem estruturada, e o centro da cidade é cheio de atrações legais para visitar, principalmente se você é fã de música. É lá que diversos artistas como Elvis e Bob Dylan fizeram os maiores sucessos da carreira.

    A cidade respira arte e música o tempo todo; isso é fato. Principalmente em downtown, você vai encontrar diversos artistas tocando nos bares localizados na Broadway, uma das avenidas mais conhecidas da cidade, que reúne bares e restaurantes bem diferentes, com bandas e cantores que se apresentam lá durante a tarde e noite. O local é um point imperdível para visitar especialmente quando anoitece.

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    Essa foto foi tirada em uma das nossas primeiras paradas: o Acme Feed & Seed, o restaurante mais legal que eu já conheci! Situado na Broadway, ele possui três andares; o segundo tem sushi bar e o terceiro, um rooftop e bar incrível (que eu imagino que deve ficar lotado no verão). Essa é uma característica da cidade. Quase todos os restaurantes e bares possuem mais de um andar. A decoração é criativa e sempre tem música country tocando.

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    A cidade é cortada pelo rio Cumberland, que pode ser admirado pela Cumberland Bridge, construída em 1913 e revitalizada em 2003. A ponte é impressionante: mesmo sendo tão antiga, ela é impecável e proporciona que você chegue no centro da cidade a pé, saindo do Nissan Stadium (nosso hotel ficava na frente do estádio). Leva no máximo 10 minutos para caminhar de uma ponta a outra.

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    A estação de trem é uma das vistas da Cumberland Bridge

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    Country Music Hall Of Fame and Museum está no coração da cidade, localizado na quinta avenida. A maioria das ruas próximas do museu compartilham construções focadas na área musical: tem a orquestra de Nashville, o Music City Center, a algumas quadras dali o Johnny Cash Museum, e por aí vai. O museu era a principal atração que eu já havia planejado visitar. O ingresso de adulto é $25.95. Pode parecer salgado, mas é válido para tudo que o Country Music oferece.

    Se você quiser expandir a sua visita e conhecer o RCA Studio B (o favorito de Elvis), o valor pula para $40.95 (esse é para os fãs mesmo!).

    O foco do museu é mostrar o início da música country, desde às raizes, até os artistas contemporâneos, tudo com exibições impecáveis e bem detalhadas de cada fase do gênero musical e seus principais correspondentes. Outros artistas de gêneros diversos ganham espaço aqui: tem os Beatles, a Taylor Swift (que nós sabemos, começou com o country!), e novas exposições acontecem todo semestre. Eu pude conferir a “Dylan, Cash, and the Nashville Cats: A New Music City”, que possui o intuito de narrar o impacto que Bob Dylan causou na música quando foi a Nashville em 1966 para gravar “Blonde on Blonde”, e a sua amizade com Cash, que o convidou para o seu programa da época, The Johnny Cash Show.

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    Uma das minhas partes favoritas foi a parede com os discos de ouro de vários artistas. Quem mais aparece nessa parede? Elvis, com certeza! Algumas fileiras são totalmente dominadas pelo cantor (inclusive, na exposição, podemos conhecer o seu famoso cadillac).

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    Depois, seguimos para a Broadway novamente. Os bares abrem em sua maioria às 10h e vão até as 3h da manhã. A música não pára um segundo, e é o destino ideal para quem quer conhecer o espírito da cidade. Alguns bares localizados lá são muito antigos e praticamente relíquias da cidade. A arquitetura possui um padrão, e os letreiros iluminam tudo a noite. É maravilhoso!

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    Ernest Tubb Record Shop é uma das lojas de discos e vinis mais antigas da cidade. Ela foi fundada em 1947 por Ernest Tubb, e é um dos símbolos da Broadway até hoje.

    IMG_0922Bridgestone Arena, em frente ao Country Music, é a casa dos Predators 

    IMG_0852Orquestra de Nashville

    IMG_0864Country Music ilimunado a noite

    Janeiro 5, 2018
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    Depois do sucesso de single Boys, lançado por Charli XCX e um dos lançamentos mais legais de 2017, a cantora britânica liberou um EP no final de Dezembro, em parceria com diversas cantoras pop que tem um som semelhante ao seu; produzido por Charli e pelo produtor musical A.G Cook, ela se uniu com MØ, Brooke Candy, Tove Lo, Carly Rae Jepsen, Cupcakke e Pabllo Vittar, e outros artistas para fazer 8 parcerias. Apenas duas músicas da mixtape possuem somente Charli no vocal. O resultado não poderia ter sido melhor: é aquele pop mais alternativo pra quem gosta de letras chicletes.

    Janeiro 1, 2018
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    Título: Lady Bird

    Diretor (a): Greta Gerwig

    Elenco: Saoiorse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, Timothée Chalamet, Beanie Feldstein

    Estreia no Brasil: 5 de Abril de 2018

    Sinopse: Uma jovem se muda para Sacramento, no estado da Califórnia, e lá vive durante um ano. Amigos, amores e aventuras fazem parte de sua jornada em sua nova cidade.

    Sabe quando você fica extremamente ansioso para ver um filme, contando os dias até a estreia? Foi assim que eu me senti quando assisti ao trailer de Lady Bird pela primeira vez em Setembro. O longa, dirigido pela ótima Greta Gerwig – no seu primeiro filme como diretora -, está indicado em quatro categorias no Globo de Ouro e conseguiu a proeza de ter aprovação 99% no Rotten Tomatoes, que faz um apanhado geral das críticas de um determinado filme, produzindo a nota final.

    A protagonista da história é a adolescente de 17 anos Christine, que se denomina Lady Bird. E ela não admite ser chamada pelo seu nome de nascença. Sua vida muda de trajetória quando ela e a família – que está passando por problemas financeiros -, vão morar em Sacramento, na Califórnia. Isso desagrada a menina, que quer se tornar artista e acha todo aquele clima de cidade pequena muito chato. Lady Bird é uma das personagens mais legais que eu já vi no cinema nos últimos tempos; sendo super bem trabalhada pelo roteiro, ela é autêntica, engraçada, e descontraída. E parte da identificação que temos com ela é dada pela atriz Saoiorse Ronan, que está sensacional no papel.

    O enredo se baseia no descobrimento e nas experiências de vida de Christine. Ela é matriculada pela família em um colégio católico, onde tem que rezar todos os dias. A sua mãe sonha que ela vá para a universidade Davis, que foi a mesma frequentada pelo seu pai. Lady Bird quer estudar em Nova York, mas os seus pais não tem dinheiro para pagar e ela não tem notas lá muito boas: sua experiência é com a arte, com a performance e com o teatro.

    Um dos principais temas que rodeiam o filme é a relação mãe e filha, que ganha pouco espaço na televisão e no cinema. Relações femíninas e suas complexidades, aliás, costumam ser jogadas para escanteio. Mas não é o que acontece no filme, que foca em Lady Bird e sua mãe, Marion (Laurie Metcalf). As duas possuem personalidade forte e tem opiniões sobre praticamente tudo. Por isso, o confronto acontece o tempo todo: uma não aceita à outra em diversos momentos. Ambas as personagens são críticas: com a próxima e consigo mesma. A última vez que vi uma amizade-relação parental ser tão bem explorada foi em Gilmore Girls.

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    Apesar de não ser o foco principal, os relacionamentos amorosos de Lady Bird também estão presentes, o que faz todo sentido, já que a trajetória de Christine é sobre amadurecimento e novas experiências (denominado no cinema como coming out age). Lady Bird passa pela primeira paixão (aquela mais ingênua e mágica da adolescência, que nós achamos que vai durar pra sempre), até a famosa cilada com o cara gato e bad boy da escola. Kyle (Timothée Chalamet) é quase uma sátira de personagens masculinos clichês que nós já vimos em milhares de séries e filmes, e não por isso, deixa de ser muito bem pensado por Greta Gerwig. Preste atenção nas falas do personagem.

    Esses momentos são engraçados e difíceis ao mesmo tempo para Christine: a perda da virgindade, a decepção, a frustração com os namoros. Tudo está ali, de maneira honesta e realista, bem como nós vemos acontecer também na nossa vida. Claro, tudo com um toque de drama à mais, mas nada exagerado. O filme claramente prefere dar mais atenção à outras questões na vida da personagem: o que é bem positivo, afinal, ela não é nenhuma garota esperando para ter sua vida alterada por causa de um romance (viu a diferença que faz o filme ser dirigido por uma mulher?).

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    A escolha da carreira e da faculdade, o futuro, também é bem trabalhado durante as cenas. O que escolher, que caminho seguir, e como não deixar a família de lado? Todos nós já passamos por isso ou ainda vamos enfrentar o assunto. E é na delicadeza e sinceridade que Greta trata desses temas, que deixa o longa ainda mais atrativo. As doenças mentais também ganham espaço, mesmo que de maneira sutil. Os sentimentos, o sofrimento e a dor são tratados em diálogos entre os personagens. O pai de Lady Bird, por exemplo, sofre de depressão durante anos e é demitido do trabalho, o que complica ainda mais as economias da família.

    Como o filme se passa em 2002, se prepare também para uma trilha sonora cheia de hits da década passada, com menções honrosas a Alanis Morisette (“Hand In My Pocket”) e Justin Timberlake (“Cry Me a River”).

    Lady Bird é uma história cheia de momentos hilários, sofridos e realistas. Leve sua amiga e o lencinho de papel (seja para chorar de rir ou de tristeza). Enquanto isso, eu fico na torcida para que ele ganhe uma nomeação ao Oscar e muitos prêmios no Globo de Ouro. Amém, Greta Gerwig!

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