Filme: Barry
21/12/2016 | Categoria: Filmes

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Título: Barry

Gênero: Drama, Biografia

Diretor (a): Vikram Gandhi

Roteiro: Adam Mansbach

Sinopse: Muito antes dele fazer história ao ser eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, ele era apenas “Barry”. Inspirado na vida real, este filme retrata Barack Obama durante a faculdade, quando começava a tentar entender questões raciais, culturais e pessoais.

O presidente Obama sempre atraiu atenção do público: seja dos norte-americanos ou de pessoas do mundo todo. E diferente da maioria dos ex presidentes dos Estados Unidos, ele conquistou isso por motivos positivos. Com todo esse clima de eleição nos EUA que aconteceu nos últimos meses, o Netflix lançou em um boa época um filme baseado na história real de Barack Obama, quando ele era apenas um estudante da Universidade da Columbia em Nova York.

Eu gosto muito de assuntos políticos, e isso atraiu a minha atenção para assistir ao filme e tentar conhecer mais um pouco sobre esse presidente. O enredo é focado na transição dele de jovem para adulto, quando Barack ainda possuía poucas aspirações na política e muitas dúvidas sobre em qual lugar ele se encaixava. Nos anos 80 em NY, ele era um dos poucos – se não o único – negro na maioria das suas aulas na faculdade. O filme trata o tempo todo das questões raciais e do preconceito – muitas vezes velado – que ele sofria, seja no campus (quando o policial pede identificação somente para ele), ao conhecer a família da namorada, e dos próprios amigos, que dizem que ele não deveria se preocupar tanto pois ele “não era tão negro”.

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Durante a sua trajetória tentando descobrir quem ele realmente era, o personagem enfrenta diversos conflitos. Barack foi criado pela mãe e nunca conheceu verdadeiramente o seu pai, que nasceu na Quênia. Os dois mantinham pouco contato e parte dele se sentia culpado por isso: ele queria descobrir mais sobre as suas raízes. Ele nasceu no Havaí, morou na Indonésia, passou um tempo na Califórnia, até por fim, fazer faculdade em Nova York.

O protagonista é interpretado pelo ator australiano de 24 anos, Devon Terrell. Ele se destaca e cumpre bem o seu papel, nos familiarizando até o final da história com o personagem. Charlotte, sua colega de sala e namorada, ganha destaque pela atuação de Anya Taylor-Joy, de 20 anos. 

Eu fiquei impressionada com a fotografia do filme, que é maravilhosa. Espere por muitas cenas e ângulos incríveis de NY. O filme mostra os locais bonitos da cidade e também a diferença entre os bairros de classe alta e baixa; ele faz críticas a marginalização dos negros na sociedade estadunidense de maneira clara.

O filme já está disponível na Netflix faz alguns dias, que aliás, fez pouca propaganda do longa (com exceção do trailer). Poucos amigos meus sabiam desse lançamento, que vale super a pena assistir, se você é interessado nos temas citados aqui na resenha, e também nas discussões sociais que andam tão presentes na mídia atualmente.


Skam, a melhor série norueguesa que você respeita
17/12/2016 | Categoria: Séries

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Sabe aquelas séries que te deixam completamente viciado e você assiste todas as temporadas em um final de semana? Foi isso que aconteceu comigo após assistir o primeiro episódio de SKAM, série da Noruega exibida desde 2015 e criada por Julie Andem. A premissa da série é básica: ela fala sobre a vida de jovens que entraram ou estão saindo do ensino médio, seus relacionamentos, e as experiências que praticamente todo mundo vive na adolescência. Mas o diferencial está na construção dos personagens: cada temporada é focada em um, ou seja, nós vemos a visão dele sobre os acontecimentos e os seus problemas.

A série também tem características inovadoras: antes do episódio completo ser liberado, as cenas que acontecem em “tempo real” são exibidas naquele exato horário no site do seriado, assim como mensagens de texto trocadas pelos protagonistas. Cada personagem também tem a sua conta no Instagram, que é atualizada constantemente. Os temas são atuais e recorrentes: islamofobia, feminismo, crise dos refugiados e doenças mentais ganham destaque em alguns episódios. 

Even e Isak, o casal foco da terceira temporada

Even e Isak, o casal foco da terceira temporada

Até agora, três temporadas já foram exibidas (a season 3 terminou ontem). A primeira protagonista é Eva, uma garota que tem poucos amigos: a sua única companhia é o namorado Jonas, e o melhor amigo dele, Isak. Acompanhamos-na em sua jornada tentando se descobrir, enquanto procura fazer novas amizades. A segunda é sobre a Noora (minha personagem favorita). Ela é independente, feminista e tem convicção das suas opiniões. Só que como nada é perfeito, ela acaba se apaixonando por William, o cara mais clichê que ela já conheceu na vida. E a última, que até agora já é a queridinha dos fãs, aborda o desenvolvimento de Isak, que passou anos fingindo ser heterossexual, até se arriscar de verdade e ter certeza que ele gostava de garotos, e se aproximar de Even.

Eles abordam temas com profundidade, e ao mesmo tempo, de maneira delicada. Dá para se identificar com os personagens: todos eles possuem diversos defeitos e qualidades, de maneira realista e bem próxima do que nós vemos todos os dias na escola ou na faculdade.

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A trilha sonora também não deixa nada a desejar. É possível ouvir artistas indies que você já conhece, e descobrir outras músicas e bandas maravilhosas (principalmente da música Norueguesa). Todas as músicas são disponibilizadas no Spotify nessa playlist, atualizada sempre que o episódio é liberado.

Não deixem de assistir! Eu me tornei fã da série e tenho certeza que vai acontecer o mesmo com vocês. É uma pedida ótima para as férias.

Assista aqui, aqui e aqui no grupo de fãs da série no Facebook, sem precisar fazer download.


Livro: Depois de Você
| Categoria: Livros

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Titulo: Depois de Você

Autor (a): Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Preço Sugerido:R$19,90 na Saraiva

Sinopse: Quando uma história termina, outra tem que começar. Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

O livro retoma a vida de Louisa Clark um tempo depois da morte de Will. Ela viajou por diversos lugares do mundo, conheceu novos países, e fez tudo aquilo que havia prometido para si mesma que iria fazer, após ler a carta deixada por Will. Mas mesmo tentando se arriscar, Lou ainda está com um sentimento de luto enorme no seu coração. Por mais que tente, ela sempre sente falta dele, em todos os momentos. E fica mais difícil ainda seguir em frente. Lou compra um apartamento em Londres, e agora ela vive sozinha. Apesar de ter dito para si mesma que sua vida não iria continuar pacata, ela se contenta com um trabalho em um bar no aeroporto, onde é importunada pelo chefe e observa, todos os dias, pessoas se encontrarem e se despedirem.

É aí que ela começa a frequentar um grupo de apoio para pessoas que perderam alguém que elas amavam. Lou conhece pessoas que ficaram viúvas, outras que tiveram que enfrentar a morte de um parente próximo de anos, ou no caso dela, um homem que ela conviveu por seis meses, mas que fez toda a diferença em sua vida. Ela conhece Jake, um adolescente que perdeu a mãe e tem que superar a perda ao mesmo tempo que lida com os romances frustrados do pai; e também se aproxima do suposto “pai” dele, Sam, um paramédico que acaba cruzando o seu caminho quando ela mais precisa.

Louisa também tem uma surpresa reveladora, e que resgata um pedaço enorme de Will para a sua vida: ele tem uma filha com uma mulher que era a sua namorada na época da faculdade, mas nunca teve contato com a garota – ou sabia que ela existia, já que a mãe preferiu esconder o fato que estava grávida por não confiar nele -, e então conhecemos Lily. Ela é uma adolescente rebelde, que não se dá bem com a família e odeia o padrasto. Lily tem poucos amigos e não sabe para onde ir, e quando conhece Louisa, as duas se aproximam logo de cara, mesmo que os conflitos entre ambas sejam enormes.

Nessa sequência vemos não só a evolução de Lou, mas sim a do pai e da mãe de Will. O Sr. e a Sra. Traynor estão em momentos diferentes da vida: ele vai ter o terceiro filho, após se casar novamente, e ela mora sozinha. Os dois tem interesse em conhecer Lily e poder se aproximar de uma parte da vida do filho que ninguém, até aquele momento, tinha conhecimento.

A protagonista continua a nos cativar, e Jojo Moyes não deixa de lado as suas características que os leitores amam tanto: o fato de nos fazer gostar dos personagens e as reviravoltas no enredo, que te deixam surpreso e emocionado ao mesmo tempo. Na minha opinião, o segundo livro é um amadurecimento ainda maior de Louisa, que é – e sempre foi – a grande protagonista desta história. Ela se apaixona novamente, se decepciona, mas aprende a reencontrar o seu caminho, levando consigo todas as coisas positivas que Will deixou.


Se apaixone pelo álbum do The Lumineers
22/11/2016 | Categoria: Música
A banda é formada por Wesley Schultz, Jeremiah Fraites e Neyla Pekarek.

A banda é formada por Wesley Schultz, Jeremiah Fraites e Neyla Pekarek.

O The Lumineers estourou em 2012, com “Ho Hey”, um dos singles que com certeza você já ouviu diversas vezes na rádio. A banda de Denver, Colorado, conquistou um espaço enorme na música e lançou em 2016 o seu segundo álbum, intitulado de “Cleopatra.” Sabe aqueles discos que você se apaixona e não consegue parar de ouvir de jeito nenhum? Foi isso que aconteceu comigo ao me deparar com um clipe de um dos singles, e procurar todo o álbum no Spotify. O estilo da banda é indie folk, e se você gosta de artistas como Vance Joy, Mumford & Sons e Of Monsters and Men, também vai se interessar.

O álbum estreou em #1 na Billboard 200.

O álbum estreou em #1 na Billboard 200.

O que mais me chamou a atenção, além da sonoridade das músicas – que contam com a presença de violão, piano e guitarra – (que se encaixariam muito bem na trilha sonora de alguns filmes e numa playlist de viagem), são as letras sensacionais. Esse é um dos pontos principais para mim na música. Ela são escritas pelos integrantes da banda e a intenção deles é contar histórias que aconteceram na sua vida e na de outras pessoas também.

Não deixe de ouvir: Ophelia, Gale Song, Long Way From Home, Sleep On The Floor, Angela, Cleopatra.

Os clipes lançados são maravilhosos e contam uma história. Os fãs da banda estão sempre compartilhando teorias na internet (e os integrantes respondem algumas) que explicam o sentido dos clipes; as músicas lançadas como single até agora são sobre a mesma pessoa, segundo o próprio vocalista Wesley já explicou. Porém, os vídeos não seguem a ordem cronológica da história (ou seja, tem que tentar compreender mesmo, mas essa é a graça!).


Eu quero conhecer você
20/11/2016 | Categoria: Amor, Textos

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Eu fiz esse texto curto para dizer que eu quero conhecer você. Eu sei, você nunca vai ler, mas eu queria colocar para fora. Eu quero conhecer as suas músicas favoritas. A banda que você mais ouve, o que você planeja para o futuro, o que te faz rir, o que você faz quando não está rodeado de livros, prestando atenção fixamente em um quadro branco. Sem piscar, sem olhar para o lado. Como se o mundo inteiro se resumisse em estar ali. Eu gostaria de poder te mostrar que ele não se resume: que isso é só um pedaço pequeno da terra e que, sinceramente, nem significa tanta coisa assim. Eu queria poder te perguntar coisas bobas, como qual é o grau do seu óculos e a série que você mais gosta. Queria poder conversar, saber o que tem por trás desse jeito quieto de quem guarda muita coisa e raramente compartilha algo. Talvez você seja uma daquelas pessoas difíceis de deixar alguém entrar no seu ambiente, mas que é também extremamente interessante. Ou talvez não. Pode ser que você simplesmente não tenha nada para dizer, e prefere manter tudo para si mesmo. Mas algo me diz que você não é assim: eu nunca fui muito de acreditar em sexto sentido, mas às vezes o meu insiste em falar mais alto do que tudo. Eu queria saber o que se passa por trás desses olhos azuis, que ficam o tempo inteiro contrastando com as suas roupas escuras e o cabelo preto. Você não sorri e nem gargalha muito. Mas quando faz isso, parece que poderia fazer tudo parar por alguns segundos, só para as pessoas te admirarem. Faz muito tempo que eu não via um sorriso tão bonito, que só aparece em pequenos momentos, tão rapidamente que se a gente não prestar a atenção, acaba perdendo-o. Eu quero chamar a sua atenção, mas é complicado. Eu quero falar sobre qualquer coisa aleatória, só para ouvir sua voz, sempre tão baixinha, inconstante, que eu tenho que me esforçar para não perder nada, porque qualquer palavra pode ser muito valiosa. Pode ser que eu esteja te imaginando demais. Eu sempre fui boa nisso. Eu sei que eu tenho pouco tempo e as chances de eu não te ver mais são grandes. Mas, quem sabe o que os próximos meses guardam? Essa cidade nem é tão grande assim. Talvez os nossos caminhos ainda se cruzem. Eu já achei que algumas histórias tinham acabado, quando elas ainda nem haviam começado de verdade. Talvez eu ainda tenha a chance de te conhecer.