Junho 24, 2018 por em Uncategorized

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Em dias como esse, chuvosos na alma e quentes no coração, eu me pergunto onde estou.

Mas não fisicamente.

Onde os meus pensamentos estão? Será que o meu corpo cansado ainda consegue caminhar mais alguns quilômetros até o auge da minha sensibilidade? Será que eu tenho coragem o suficiente para mergulhar dentro de mim e responder às minhas próprias perguntas?

A questão é que eu sei as perguntas e sei as respostas.

Eu sei o que se passa aqui e acolá. Eu não sei é admitir que sei.

É aterrorizante perceber que nas minhas mãos cabem o meu destino e parte do destino das pessoas ao meu redor.

E se eu não quiser mais a companhia de ninguém, o que devo fazer? Apenas jogar as memórias no fundo do oceano e tentar nadar para o raso?

Eu sou um oceano e eu não sei lidar com rasos.

Eu sou o fundo do oceano e só sei lidar com fundos.

Talvez, em dias como esse, eu deva apenas afundar no fundo das palavras e vomitar os sentimentos que engoli.

Se os meus olhos, sóbrios ou não, enxergam a abundância no lugar da escassez, isso significa que eu posso nadar contra a correnteza que grita dentro de mim?

Talvez.

  1. Millena Jun 28, 2018

    Amei seu artigo continue assim com esses belos posts.

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