• d66ce951f1e176b5424b87e2a6a84dec
    Comportamento, feminismo

    Podcasts que eu amo e indico #1

    ver post
  • Arte por Camila Rosa (@camixvx) no Instagram.
    Amor, Comportamento

    Ficar sozinha me torna confiante

    ver post
  • ee1bf6647f89d2b3cbd6c9d5643ead8d
    Textos

    Talvez

    ver post
  • ef5be07191f28d76d6fd874d513e286a
    Playlist

    Playlist: Junho

    ver post
  • Julho 10, 2019
    postado por

    Escrevo esse post enquanto estou ouvindo o Donas da P@#$% Toda, um podcast que descobri recentemente e é feito por duas mulheres de Florianópolis, minha cidade natal. Como amante da internet e seus milhares de conteúdo, eu descobri nos podcasts uma maneira de receber, aprender e repensar sobre diversos temas diferentes. Sempre gostei de ouvir opiniões novas, e são diversos os programas que me fazem simplesmente passar o tempo (como o trânsito ou aquela hora no ônibus) ou ouvir informações importantes e que acrescentam na nossa jornada. Foi difícil escolher, mas vamos lá!

    600x600bb

    Backstage – Modefica com Marina Colerato e convidaxs

    O Modefica é um dos meus sites favoritos quando se fala de moda sustentável, de repensar os meios de consumo na prática e debater e se informar sobre a origem dos processos. Eles estão há alguns anos escrevendo artigos sobre os mais diversos temas que permeiam o olhar para a moda de outra maneira: seja sobre a cultura de influencers, das semanas de moda e até onde vai a iniciativa de marcas de abraçam o rótulo eco. O podcast é uma extensão desse ótimo trabalho que já é feito no site: o papo é feito por intermédio de Marina Colerato. Indico demais para quem também é apaixonado pelo mundo fashion como eu, mas não enxerga sentido na maneira da qual ele é vendido. Ouvir o Backstage é aprender a questionar e olhar de maneira crítica para a moda.

    Indico: “O que é moda?”

    5ccc8c51c0e07

    Long Distance Friendship – Conversations with Vic Hollo and Julia Levenstein

    Vic Hollo mora em São Paulo e é estilista da C&A; Julia Levenstein vive em Los Angeles e trabalha na indústria da música. As duas protagonizam o Long Distance Friendship, que é uma conversa entre amigas para ouvir naqueles momentos que você precisa refletir, dar boas risadas, ou sentir que está trocando confidências com uma parceira. Os episódios são longos e trazem temas desde carreira à vida amorosa. O meu episódio favorito é o último que foi ao ar, sobre autoestima, que quebra os estereótipos que muitas vezes criamos sobre pessoas que acompanhamos na internet. É uma conversa reflexiva e interessante sobre como é difícil a jornada de construir o seu amor próprio.

    Indico: “#04 – Sobre autoestima”

    podcast-heading-durma-com-essa

    Durma Com Essa – Nexo Jornal

    O Nexo Jornal é uma das minhas fontes favoritas de jornalismo independente, e os pogramas apresentados por eles não deixam nada a desejar dos conteúdos do site. O Durma com Essa é um programa que vai o ar de segunda e quinta, e explica em alguns minutos (no máximo em torno de 10), fatos políticos importantes da semana de maneira clara, com a participação de especialistas. A gente sabe que no Brasil de hoje é difícil se manter atualizado em coisas importantes que acontecem – com o milhão de notícias sobre política que somos bombardeados 24h -, e esse podcast é uma boa pedida.

    Indico: “O ritmo acelerado na liberação de agrotóxicos no Brasil.”

    podcast_logo_final_061118

    Gurls Talk Podcast – Adwoa Aboah

    A modelo e ativista britânica Adwoa Aboah é a responsável por criar o projeto Gurls Talk, que se tornou enorme na internet, alcançando diversas plataformas. A ideia é discutir a saúde mental das mulheres, e o podcast possui diversos convidados que falam abertamente sobre transtorno de ansiedade, depressão, e a jornada de se recuperar do alcoolismo e das drogas. É interessante também ouvir a jornada de nomes famosos, como Serena Williams. Esse é com certeza um dos meus podcasts favoritos. Adwoa faz um trabalho incrível usando a sua plataforma para falar sobre transtornos mentais, principalmente na perspectiva feminina, algo que ainda é pouco abordado. Lembre-se de prestar atenção nos gatilhos, caso não seja bom para você ouvir sobre determinados temas. P.S: O programa é em inglês.

    Indico: “Adwoa talks to Serena Williams to find out how to win at life.”

     175530855027a3b0b498076092da87302032e71f

    Bom Dia, Obvious –  Com Marcela Ceribelli 

    Eu acompanho a Obvious Agency no Instagram já faz um bom tempo, e apesar do podcast deles ser novíssimo (só tem dois episódios!) já entrou para a lista dos meus favoritos. O primeiro episódio trás convidadas especiais para falar de monogamia, relacionamento aberto e políamor, temas que me interessam e eu queria saber mais. O segundo episódio aborda ansiedade, um tema que é algo sempre presente na minha vida, com a presença da Luiza Brasil do Mequetrefismos (tinha como ser melhor?). O interessante é que o viés trazido pelo programa fala sobre como as redes sociais só aumentam ainda mais esses sintomas.

    Indico: “Todo mundo ansioso”

    Junho 28, 2019
    postado por
    Arte por Camila Rosa (@camixvx) no Instagram.

    Arte por Camila Rosa (@camixvx) no Instagram.

    Eu sempre fui uma pessoa que lidava bem com a minha própria companhia. Teoricamente. Mas isso nunca foi uma verdade absoluta quando se tratava de relacionamentos, sejam eles amorosos ou amizades. Meu primeiro quase-relacionamento aconteceu quando eu tinha 20 anos, talvez mais tardiamente do que todos os meus amigos que já tinham se envolvido com alguém na adolescência; por isso, quando ocorreu, foi explosivo. Sabe quando você simplesmente mergulha sem pensar duas vezes, apostando todas as suas fichas? A verdade é que há um ano atrás, pouco depois do fim dos meus 19 anos, eu sabia zero coisas sobre como era se relacionar com alguém. Eu não sabia que pessoas eram profundamente complexas; você não só gosta de alguém e ponto final. Existe um pacote completo, e nele estão contidos o contexto social, a personalidade, a jornada, as características de alguém e como ela vê o mundo, que pode ser de uma maneira muito diferente da sua.

    E essa pessoa, de certa forma, era completamente diferente de mim. É claro que é possível crescer muito se relacionando com uma pessoa distinta de você em diversos âmbitos; eu aprendi coisas que definitivamente nunca vou esquecer. Mas essa primeira experiência era apenas uma prévia do que é deixar de lado quem você é, pelo outro. Esquecer da sua rotina, dos seus gostos, de quem deve ficar em primeiro lugar na sua vida (eu simplesmente esqueci que eu devia ser minha prioridade). Essas ações possuíam um porquê – que ainda são questões para mim até hoje -, e se originam de problemas de alto estima e outras coisas que eu sempre enfrentei. Alguns dizem que a chave de tudo isso é o amor próprio.

    Minha insegurança sempre me fez, usando uma analogia terapeuta, abandonar o meu barco pelo do outro sem nem saber onde ele ia parar. Eu tenho o costume de embarcar nas relações e na vida de outras pessoas sem nem ter certeza sobre o que elas querem. Para onde elas vão. Ou se elas realmente tem coisas em comum comigo. Às vezes eu sei que não vai funcionar, mas insisto mesmo assim. Parece obrigatório ter algo para preencher aquele espaço vazio; o que me leva sempre para o mesmo ponto inicial: decepcionada e frustrada quando aquilo não dá certo no final da história.

    Eu sei que a minha maneira de se relacionar pode não se adequar tão bem à como a sociedade caminha – ou melhor, corre -, na atualidade: é tudo muito instantâneo, rápido demais, quase nem sobra tempo pra respirar e pensar na coisa certa a fazer. É algo difícil e que pressiona as suas maiores inseguranças e medos, especialmente se você acha que outra pessoa vai te dar a resposta para os seus problemas.

    No meio de toda essa jornada sobre como sobreviver a esse turbilhão, eu me apoiei em livros e autoras que me deram alívio e respostas para coisas que eu queria muito saber. “Complexo Cinderela”, lançado por Colette Dawling em 1981 é um dos livros mais famosos sobre o tema, que aborda a construção social no qual nós mulheres somos levadas a acreditar que, por mais que tenhamos uma vida bem-sucedida, uma carreira promissora, sempre vamos precisar de uma força maior para nos proteger: o homem. É um sistema e uma filosofia aplicada em mulheres desde os seus primeiros passos. Nós crescemos ouvindo que precisamos de um parceiro, que todo mundo tem um espaço a ser preenchido – especificamente nós, seres que “precisam de ajuda” -, e essa busca frustrada nos leva a relacionamentos abusivos, tóxicos e situações infelizes.

    Arte por Amy (awfullyadorable.tumblr.com).

    Uma experiência mais recente – e um pouco mais madura, mas que também me fez cometer erros semelhantes do passado -, me fez embarcar na leitura de “Mulheres que Correm com Os Lobos”, um clássico escrito pela psicóloga Clarissa Pinkola Estés, que aborda os arquétipos da Mulher Selvagem, uma característica que está presente em todas as mulheres (por mais que algumas ainda não a tenham se conectado com ela). O livro é profundo e trás contos de séculos passados, com extrema relevância cultural que se aplicam facilmente com as situações da mulher moderna de hoje, e como nós precisamos recuperar nossa intuição. A minha, por exemplo, anda enterrada e a minha maior dificuldade é conseguir escuta-la.

    É por isso que eu acredito veemente que eu preciso de um tempo sozinha. Pra mim. Pra respirar, para descobrir mais sobre o que realmente importa e depositar minha energia no que tem futuro: em coisas que envolvem a minha personalidade, que me trazem experiências positivas. Se colocar no lugar do outro e ser calejado o tempo inteiro dói; se decepcionar por algo que você simplesmente não pode controlar é quase como uma auto punição. E eu ando cansada de me tropeçar por outras pessoas. É hora de abrir espaço para que eu seja o meu foco.

    Junho 24, 2019
    postado por

    ee1bf6647f89d2b3cbd6c9d5643ead8d

    Eu nunca gostei de incertezas,

    mas você sempre foi o meu maior talvez

    misturado de agora-vai-dar-certo, ou de mentiras que eu contava para mim mesma,

    dizendo que eu estava com os pés no chão.

    Sempre fui um talvez carregado de esperança,

    com a certeza que a semana que vem chegaria,

    talvez você tenha tempo para um café,

    para um filme

    talvez eu consiga convencer a mim e aos outros,

    talvez dessa vez eu não terminasse carregando os pedaços, colhendo-os do chão.

    Quem sabe Quinta-Feira que vem vai ser diferente,

    talvez com a luz da noite você me ache melhor, ou talvez depois de três copos de bebida

    a gente tenha chance de existir de novo.

    Ou no próximo mês, quando as coisas melhorarem

    quando os seus machucados sararem,

    quando você resolver voltar, quando a sua vida estiver resolvida.

    Mas a verdade é que as suas coisas já estão resolvidas faz tempo.

    O café nunca esteve nos planos, muito menos o filme,

    as Quintas eram só uma distração falha,

    não importa a luz, ou a bebida,

    ou a cor do batom.

    O talvez sempre foi muito frágil,

    negável e quebradiço,

    nunca se sabe até quando ele vai existir.

    Ele não tem força.

    Não há como o talvez tentar resistir.

    Junho 21, 2019
    postado por
    ef5be07191f28d76d6fd874d513e286a

    Junho trouxe diversos lançamentos do pop. Essa é a época do verão lá fora, e normalmente os artistas aproveitam esses meses para lançar novos projetos. Taylor Swift anunciou que o seu novo álbum, intitulado Lover – e bem diferente da última era, Reputation -, vai sair em Agosto. O novo single, You Need to Calm Down, trouxe a participação das drag queens de RuPaul e outros artistas, como Hayley Kyoko e até Katy Perry.

    Mas quem andou me chamando a atenção nas últimas semanas foi a Bea Miller. Ela surgiu em meados de 2014 no The X Factor, e desde então não parou a sua carreira musical, lançando EPs e um primeiro álbum, antes mesmo de sair da sua adolescência. Nessa nova fase, as suas músicas ficaram mais maduras e com letras que misturam o pop e o eletrônico (lembrando um pouco a Billie Eilish em alguns momentos). Sem falar na sua estética na nova fase: os clipes são sensacionais.

    Junho 10, 2019
    postado por

    imagem.jpeg

    Me sinto sempre o plano B

    nunca bom o suficiente

    sempre o talvez ou o quem sabe

    Me encontro na ilusão de ser prioridade, e no final me pergunto

    como eu vim parar aqui?

    Há um breve momento de achar a suficiência,

    sempre revestida de migalha,

    de dias marcados e do relógio correndo

    é sempre pouco, e eu vou embora esperando mais

    Exceto que o mais nunca vai chegar,

    pois ele não me pertence

    os sábados, os cafés, as risadas

    elas não são para mim

    eles nunca verdadeiramente foram para mim

    Por isso sempre me contentei com o incerto,

    com o mais ou menos,

    com o copo de leite meio aguado e o cigarro quase acabado,

    a declaração mal feita,

    o tempo esgotado, o adeus nunca verdadeiramente finalizado.

    Acordei de manhã querendo ser inteira

    mas eu nunca sei como

    pois deixo minhas metades em todos os lugares.

    Acordei querendo um alívio

    querendo não existir ou ser sugada pelo vazio.

    Não sei ser inteira

    não sei coletar todos os meus pedaços

    não aprendi a ser a primeira escolha.

    nem para mim,

    nem para mais alguém.

    subir
    elas disseram TODOS OS DIREITOS RESERVADOS © 2017 // DESIGN POR SARA SILVA