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    As particularidades do autocuidado

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    O que eu estou lendo? – Outubro

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    Ronda Virtual #2 – O que há de mais interessante na internet

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  • Novembro 13, 2019
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    Arte publicada no Instagram por @obviousagency

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    Autocuidado é um dos assuntos do momento. Tirar um tempo para você mesmo, fazer yoga, as famosas máscaras faciais; as opções são inúmeras, as dicas são várias. Quase todo mundo fala sobre e opina também. Eu levo o autocuidado muito a sério, especialmente depois de começar o meu tratamento – a três anos atrás – para o transtorno de ansiedade. Mas nessa jornada toda descobri que cuidar de você passa longe de ser uma linha reta ou um checklist que você precisa preencher. Pronto, será que depois de fazer tudo isso, eu já posso considerar que melhorei a minha saúde mental?

    Eu descobri como a jornada de cuidar de si mesmo pode ser complicada e um verdadeiro compromisso quando encarei que precisava de mim mesma, para superar meus dias difíceis com a ansiedade. Sim, o remédio ajudava. Mas eu precisava de terapia. Precisava rever minhas escolhas, as minhas amizades, o que eu fazia com o meu corpo. Eu não pude aprender tudo isso sozinha, e foi necessário muitas tentativas para entender o que fazia bem para mim, e talvez esse seja o grande ponto chave: o que funciona para uma pessoa, pode não gerar o mesmo efeito em outra. E nunca é algo que vai funcionar sempre. Alguns dias são bem mais complicados que outros, mas isso a gente já sabe.

    Penso que o autocuidado surge como tema em determinados nichos, e a maneira como ele é promovido também atinge as pessoas de maneira diferentes. Mulheres de raça e classes sociais diversas, assim como quem é da comunidade LGBT, enfrentam paradigmas distintos. Não é uma máscara de argila que vai resolver o mundo, e nem a ideia de comprar mais cosméticos que vai solucionar dificuldades e problemas complexos. Um hidratante da marca X ou aquele esporte que todo mundo está fazendo e custa uma mensalidade de 200 reais, não chega para todas as pessoas. Na verdade, chega para quase nenhuma delas.

    A indústria de cosméticos no mundo conseguiu lucrar $141,3 bilhões em 2019 (e o ano ainda nem acabou); o Mito da Beleza, como descrito pela jornalista Naomi Wolf em 1990, sempre foi uma das maneiras mais eficazes de tentar domar as mulheres. Não é extraordinário o fato do mercado tentar se apropriar de uma pauta e transformá-lo em venda: historicamente, isso sempre aconteceu. Marcas apostam em estéticas clean e propagandas de marketing voltadas para que o consumidor cuide mais de si mesmo. É difícil distinguir o que realmente é eficaz ou não. E talvez a essência do seu autocuidado esteja longe de se basear em um determinado produto.

    Pensando em como a prática do autocuidado se reflete de maneira diferente para todes as pessoas, pedi a opinião de algumas mulheres sobre como elas encaram esse processo. Maria Izabel Cardoso, estudante das fases finais de Ciências Econômicas (talvez um dos momentos mais cruciais na vida de quem encara o final da faculdade), percebe o cuidado como uma prática de respeito consigo mesma; “(…) autocuidado é me amar e entender que não sou uma máquina e preciso me respeitar.”

    “Para mim autocuidado está ligado ao teu bem estar, isso tanto físico como emocional. Aprendi a ter autocuidado quando passei por depressão/ansiedade. Foi um duro processo de respeitar o tempo, ainda estou aprendendo isso, meu corpo manda sinais que tenho que desacelerar e eu faço isso, me cuidando, dando tempo pra mim, e etc.”

    Enfrentar uma situação no qual você precisa lidar com alguma doença mental te ensina – aos poucos – a se manter atento ao que te faz bem ou não; sejam gatilhos, situações, pessoas ou lugares que você sabe que podem te afetar.

    Fatima Mohamed, graduanda em Administração Pública na Universidade do Estado de Santa Catarina, explora como o autocuidado possui camadas e facetas, principalmente em sua experiência como uma mulher negra.

    “Desde crianças somos sabotadas pela cultura de embranquecimento, não apenas as mulheres negras, mas homens também. Levando isso em consideração, nosso psicológico é afetado e violentado desde a infância, se recuperar destes traumas não é uma coisa fácil e muito menos rápida, leva tempo e dedicação, cuidado e acompanhamento.”

    É fácil observar como – diferente do que muitas vezes a mídia e os produtos nos vendem – cada pessoa possui suas particularidades e características a levar em conta no momento de centrar a atenção em si e colocar os seus esforços, nos processos de cuidado mental e físico; vale lembrar que todas essas práticas podem levar tempo. Maria Isabel afirma, que: “Aprendi como mulher negra que para eu prevenir minha saúde mental eu preciso evitar pessoas e alguns lugares. Tem alguns que são inevitáveis, e se algum momento eu me sinto mal eu procuro falar sem ser agressiva, buscando o diálogo que pra mim não está sendo confortável.”

    O autocuidado também ganha sua posição política. No livro “O Que É Empoderamento?”, da coleção Feminismos Plurais, a autora Joice Berth discorre sobre como o empoderamento é, na verdade, uma ferramenta muito mais potente quando se utilizada no coletivo. É possível utilizar essa perspectiva também para o autocuidado, como lembra Fatima: “Nossos corpos estão em constante agressão pela sociedade, trabalhar nossa mente para não nos autossabotar, mesmo sendo algo complicado, é um grande passo para o autocuidado, aceitar que precisamos de ajuda para resolver nossos anseios e bagagens emocionais juntamente com os nossos e nos libertar aos poucos dessa sociedade que quer a todo custo nos apagar, nossa resistência, saúde e união é essencial.”

    A prática do autocuidado pode ganhar um tom combativo e ser uma ferramenta poderosa para mulheres em risco: a pesquisa publicada na Revista Internacional de Direitos Humanos trás um estudo extenso, escrito pelas acadêmicas Ana María Hernández e Nalelly Guadalupe, sobre a experiência da casa La Serena, um local que acolhe ativistas latino-americanas que lutam exaustivamente pelos direitos humanos. O local propõe opções de segurança para ativistas da Guatemala e do México. Um diagnóstico realizado entre 2010 e 2012 afirma que oito de dez ativistas desenvolveram doenças durante sua militância.

    REFERÊNCIAS

    •  GAGLIONI, Cesar. Como o interesse no autocuidado cresce e movimenta mercados. Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/10/05/Como-o-interesse-no-autocuidado-cresce-e-movimenta-mercados>. Acesso em: 12 nov. 2019.
    • Ana María Hernández Cárdenas e Nallely Guadalupe Tello Méndez, “O autocuidado como estratégia política”SUR 26 (2017), acesso 9 Nov. 2019, https://sur.conectas.org/o-autocuidado-como-estrategia-politica/
    Outubro 29, 2019
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    Os livros fazem parte do meu dia-dia, e apesar da frequência de posts sobre esse tema ter diminuído, eles estão mais presentes do que nunca na minha rotina. Nos últimos dois anos eu tenho lido pouca ficção (diferente dos meus anos de adolescência, em que eu lia livros young adult toda semana), e feito uma imersão em livros sobre política, sociologia, filosofia, e principalmente, os de teoria feminista.

    O que eu andei lendo nos últimos meses, e principalmente, em Outubro? Depois de pegar o hábito de ler mais de um livro por vez, não consigo escolher apenas um. Todos esses vão ganhar resenha própria no site depois!

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    O Mito da Beleza (1991) – Naomi Wolf

    “Em O mito da beleza, a jornalista Naomi Wolf afirma que o culto à beleza e à juventude da mulher é estimulado pelo patriarcado e atua como mecanismo de controle social para evitar que sejam cumpridos os ideais feministas de emancipação intelectual, sexual e econômica conquistados a partir dos anos 1970. As leitoras e os leitores encontrarão exposta a tirania do mito da beleza ao longo dos tempos, sua função opressora e as manifestações atuais no lar e no trabalho, na literatura e na mídia, nas relações entre homens e mulheres e entre mulheres e mulheres.”

    Um clássico do feminismo, O Mito da Beleza é uma das referências literárias quando se fala no feminismo contemporâneo. A autora faz uma análise extensa sobre a relevância do mito da beleza; algo que toda mulher convive desde o seu nascimento, em graus e complexidades diferentes. Escrito em 1991, ele traça um contexto histórico desde o final da Segunda Guerra, quando as mulheres começam a trabalhar fora de casa. Após a queda da construção da norma de que as esposas serviam apenas para cuidar do lar, era necessário criar outra limitação que aprisionasse as mulheres. O livro também aborda a questão do trabalho e das diferenças salariais, e a origem dos desafios do sexo feminino durante a carreira. Naomi Wolf faz análises interessantes, baseadas em muitos dados. Ansiosa para ler até o final.

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    Uma Autobiografia (2019) – Angela Davis

    Lançada originalmente em 1974, a obra é um retrato contundente das lutas sociais nos Estados Unidos durante os anos 1960 e 1970 pelo olhar de uma das maiores ativistas de nosso tempo. Davis, à época com 28 anos, narra a sua trajetória, da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI. A falsidade das acusações contra Davis, sua fuga, a prisão e o apoio que recebeu de pessoas de todo o mundo são comentados em detalhes por essa mulher que marcou a história mundial com sua voz e sua luta.

    Depois de muitos anos, chega ao Brasil em 2019 a autobiografia da ativista marxista, vegana e abolicionista penal Angela Davis, que veio ao Brasil na semana passada, passando por diversos eventos (um deles, a conferência “Democracia em Colapso?”), promovido pela Boitempo, que publicou o livro no Brasil. Assim como outros livros da autora, Angela narra com maestria acontecimentos políticos e históricos sob a sua visão de resistência; ela reconta sua infância em Birmingham, no Alabama – uma das cidades mais conservadoras do Sul dos Estados Unidos -, sua entrada na Universidade e na militância, e sua prisão no início dos anos 1970, que originou o movimento Free Angela Davis. Apesar de mostrar o seu ponto de vista, a autobiografia não foca apenas na vida da ativista, e sim da importância das lutas que ela participou, como o movimento contra o encarceramento em massa da população negra, e o Comitê de Defesa dos Irmãos Soledad.

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    Léxico Familiar (1963) – Natalia Ginzburg

    “Neste livro, lugares, fatos e pessoas são reais. Não inventei nada”, escreve Natalia Ginzburg sobre sua obra mais célebre, Léxico familiar, de 1963. Nos anos 1930, como consequência da criação de leis raciais na Europa, inúmeras famílias foram obrigadas a deixar seu lar, tornando-se apátridas ou sendo literalmente destroçadas pela guerra que se seguiu. É nesse cenário que se inscrevem as memórias de Ginzburg. Nelas, o vocabulário afetivo de um clã de judeus antifascistas se contrapõe a um mundo sombrio, atravessado pelo autoritarismo. Trata-se de uma história de resistência, narrada em tom menor, e, sobretudo, da gênese de uma das escritoras mais poderosas do nosso tempo.

    Léxico Familiar é um daqueles livros imperdíveis para os apaixonados por História. Longe de ser uma ficção, a obra, descrita pela autora como um romance – mas que é realista da primeira à última página -, narra a Segunda Guerra Mundial, e a sua complexidade dentro do âmbito familiar, pelo olhar de uma menina jovem. Natalia era a mais nova de cinco irmãos. A família judia tenta sobreviver em meio ao fascismo da Itália. O pai, Giuseppe Levi, é um acadêmico e professor, com convicções políticas socialistas fortes – característica presente em todos os membros da casa -, para a surpresa até mesmo do próprio Giuseppe. Os irmãos de Natalia também se descobrem indivíduos políticos no decorrer dos anos da Guerra. A narração da menina jovem contrasta com as brigas familiares bobas no jantar e as prisões dos seus irmãos, exilados por serem descobertos como conspiradores pelos fascistas.

    Referências

    •  MENDES, Igor. George Jackson, teu nome é resistência. 2017. Disponível em: <https://anovademocracia.com.br/no-194/7295-george-jackson-teu-nome-e-resistencia>. Acesso em: 29 out. 2019.
    • ENGELKE, Paloma. MISTURAS POSSÍVEIS: PÚBLICO, PRIVADO E UM LÉXICO FAMILIAR. 2018. Disponível em: <http://valkirias.com.br/lexico-familiar-natalia-ginzburg/>. Acesso em: 29 out. 2019.
    Outubro 18, 2019
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    Finalmente coloco em prática aqui no blog a ideia de fazer uma pequena curadoria de links, textos, podcasts e conteúdos relevantes que eu acompanho na internet. Eu sempre consumi muito coisas oriundas das redes sociais, mas nós recebemos informações o tempo todo e é complicado filtrar o que realmente importa ou não. Confere as minhas sugestões e depois conta o que você achou!

    TEXTOS

    Angela Davis chega ao Brasil essa semana para participar do seminário promovido pela editora Boitempo, e outros eventos abertos ao público. A leitura da autobiografia de Angela foi, com certeza, um dos melhores livros que pude ler em 2019, e conhecer a trajetória da ativista – que é comunista e abolicionista penal assumida -, é quase obrigatório para todo mundo que se identifica com as pautas sociais. Essa matéria, publicada pela Universa (página do Uol), explícita características da ativista que muitas vezes a mídia “esquece”: Angela Davis era do Partido Comunista, próxima dos membros do Pantera Negra e anti-capitalista.

    Eu uso Melissa desde criança, quando os sapatos de plástico em cor transparente estavam bombando (lá no início dos anos 2000). Hoje, com 21, continuo consumindo Melissa pontualmente, mas a transparência sobre as cadeias de produção sempre me deixaram com a pulga atrás da orelha, principalmente após ler o Índice de Transparência do Fashion Revolution, que deixa dúvidas quanto as práticas da empresa. Nos últimos meses, a Melissa começou uma campanha sobre sustentabilidade no Instagram, o que me inquietou. Essa matéria do Modefica vem para esclarecer e informar sobre quais são os passos atuais da marca e sobre o que ela pretende – e está fazendo -, pela sustentabilidade.

     PODCASTS

    Meio Fio é um podcast comandado por quatro mulheres: Antonella Vanoni, Stephanie Noelle, Julia Ribeiro e Stella Spinola. Algumas delas eu já acompanhava pela internet antes (como a Stephanie, que é jornalista e também tinha um canal no Youtube). O episódio #14 aborda um assunto que é meio esquecido até mesmo nas rodas LGBTQI+: a bissexualidade. É quase um tema meio apagado, deixado de lado, mas essa conversa entre as meninas esclarece e compartilha experiências de mulheres bi.

    Nem Biscoito, nem Bagunça: no episódio de hoje falamos sobre Bissexualidade – o B da sigla LGBT+. Sim, ele existe, ainda que muita gente insista em não aceitar. Conversamos sobre o famoso ser ou não ser uma fase, sobre bifobia, se há regra pra você ser bissexual – precisa de sexo pra provar sua bissexualidade? Precisa provar, aliás? E como lidar com o famoso “ela só tá confusa”?

    Sabrina Fernandes, Debora Baldin e Gabi Nascimento: que trio! As três mulheres debatem política na internet como ninguém; a Sabrina, dona do Tese Onze, se tornou uma das pessoas que eu mais acompanho na internet. Fogo no Parquinho é um podcast para quem quer ouvir e refletir sobre luta de classes, marxismo, Governo Federal, e ouvir as ideias de Sabrina, Debora e Gabi, que sabem muito bem o que estão falando, com opiniões fundamentadas, aliadas à dados e muita pesquisa.

    Música

    A belga Angèle foi uma das convidadas do COLORS, canal alemão que tem o intuito de apresentar novas vozes. O primeiro álbum da cantora, Brol, marcou um ano de lançamento; em comemoração, em Novembro uma nova versão com sete músicas novas vai ser lançada. “Perdus” é uma delas, canção que fala sobre se sentir perdido e sem propósito; quase um reflexo do que muitos de nossa geração passam.

    Outubro 13, 2019
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    Ontem me afundei, e estou cansada de quase sempre me afogar

    entre remédios tomados na hora certa,

    e pílulas na carteira para situações de emergência, eu me pergunto

    se sempre vou ser assim.

    Ontem eu achei que estava bem,

    depois de ter visto o mar,

    depois de ter colocado minha roupa favorita.

    Achei que eu ia aguentar, não teria motivo para você me desajustar

    mas durou pouco tempo.

    Quando eu vi, as coisas já estavam desmoronando de novo.

    Entre abraços de estranhos, entre gritos abafados e corpos que eu não conheço

    pessoas que eu não sei quem são,

    digo que gosto de fazer tudo sozinha,

    talvez seja mentira. Eu odeio estar sozinha.

    Odeio estar sozinha quando não tenho a quem chamar,

    quando coloco meus sentimentos em cima de quem nunca vai nem ao menos me olhar,

    quando experimento a sensação das relações frias e desajustadas,

    que deixam o vazio ainda maior.

    Levanto da cama, enxugo qualquer lágrima, tento seguir o meu dia,

    “obrigada pela ajuda”,

    talvez você também me odeie, como poderia não odiar?

    Obrigada pelo abraço, eu não quis incomodar.

    Desculpe ter invadido o seu espaço, eu tenho essa mania abrupta de chegar

    e me instalar,

    de achar que aquele mínimo momento vai me ajudar a melhorar.

    Eu não sei o que fazer. Ontem os remédios pararam de funcionar.

    Outubro 7, 2019
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    Luedji Luna é uma das cantoras brasileiras mais incríveis do momento. Disso, não há duvidas. A baiana nascida em Salvador, em 1987, estudou na Escola Baiana de Canto Popular, e nos últimos anos se mudou para o Sudeste, em São Paulo. Com gêneros musicais que flertam com o R&B, jazz, samba, MPB e o blues, ela lançou o seu primeiro álbum em 2017, intitulado de Um Corpo no Mundo. Além da voz única, as letras da cantora são uma obra prima à parte. Suas composições refletem suas experiências como mulher negra; ela começou a compor aos 17 anos.

    Na música que leva o nome do título do álbum, por exemplo, Luedji canta: “Eu sou, um corpo, um ser, um corpo só. Tem história, tem cor, tem corte, e a história do meu lugar.” Banho de Folhas, um dos seus singles, alcançou mais de quatro milhões de execuções no Spotify. Atualmente, a cantora está em turnê pelo país.

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