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    Ronda Virtual #2 – O que há de mais interessante na internet

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    Comportamento, Textos

    desculpe incomodar

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    Música

    Playlist: Outubro – Brasilidades

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    Séries, TV

    O que vale a pena assistir – Netflix

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  • Outubro 18, 2019
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    Finalmente coloco em prática aqui no blog a ideia de fazer uma pequena curadoria de links, textos, podcasts e conteúdos relevantes que eu acompanho na internet. Eu sempre consumi muito coisas oriundas das redes sociais, mas nós recebemos informações o tempo todo e é complicado filtrar o que realmente importa ou não. Confere as minhas sugestões e depois conta o que você achou!

    TEXTOS

    Angela Davis chega ao Brasil essa semana para participar do seminário promovido pela editora Boitempo, e outros eventos abertos ao público. A leitura da autobiografia de Angela foi, com certeza, um dos melhores livros que pude ler em 2019, e conhecer a trajetória da ativista – que é comunista e abolicionista penal assumida -, é quase obrigatório para todo mundo que se identifica com as pautas sociais. Essa matéria, publicada pela Universa (página do Uol), explícita características da ativista que muitas vezes a mídia “esquece”: Angela Davis era do Partido Comunista, próxima dos membros do Pantera Negra e anti-capitalista.

    Eu uso Melissa desde criança, quando os sapatos de plástico em cor transparente estavam bombando (lá no início dos anos 2000). Hoje, com 21, continuo consumindo Melissa pontualmente, mas a transparência sobre as cadeias de produção sempre me deixaram com a pulga atrás da orelha, principalmente após ler o Índice de Transparência do Fashion Revolution, que deixa dúvidas quanto as práticas da empresa. Nos últimos meses, a Melissa começou uma campanha sobre sustentabilidade no Instagram, o que me inquietou. Essa matéria do Modefica vem para esclarecer e informar sobre quais são os passos atuais da marca e sobre o que ela pretende – e está fazendo -, pela sustentabilidade.

     PODCASTS

    Meio Fio é um podcast comandado por quatro mulheres: Antonella Vanoni, Stephanie Noelle, Julia Ribeiro e Stella Spinola. Algumas delas eu já acompanhava pela internet antes (como a Stephanie, que é jornalista e também tinha um canal no Youtube). O episódio #14 aborda um assunto que é meio esquecido até mesmo nas rodas LGBTQI+: a bissexualidade. É quase um tema meio apagado, deixado de lado, mas essa conversa entre as meninas esclarece e compartilha experiências de mulheres bi.

    Nem Biscoito, nem Bagunça: no episódio de hoje falamos sobre Bissexualidade – o B da sigla LGBT+. Sim, ele existe, ainda que muita gente insista em não aceitar. Conversamos sobre o famoso ser ou não ser uma fase, sobre bifobia, se há regra pra você ser bissexual – precisa de sexo pra provar sua bissexualidade? Precisa provar, aliás? E como lidar com o famoso “ela só tá confusa”?

    Sabrina Fernandes, Debora Baldin e Gabi Nascimento: que trio! As três mulheres debatem política na internet como ninguém; a Sabrina, dona do Tese Onze, se tornou uma das pessoas que eu mais acompanho na internet. Fogo no Parquinho é um podcast para quem quer ouvir e refletir sobre luta de classes, marxismo, Governo Federal, e ouvir as ideias de Sabrina, Debora e Gabi, que sabem muito bem o que estão falando, com opiniões fundamentadas, aliadas à dados e muita pesquisa.

    Música

    A belga Angèle foi uma das convidadas do COLORS, canal alemão que tem o intuito de apresentar novas vozes. O primeiro álbum da cantora, Brol, marcou um ano de lançamento; em comemoração, em Novembro uma nova versão com sete músicas novas vai ser lançada. “Perdus” é uma delas, canção que fala sobre se sentir perdido e sem propósito; quase um reflexo do que muitos de nossa geração passam.

    Outubro 13, 2019
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    Ontem me afundei, e estou cansada de quase sempre me afogar

    entre remédios tomados na hora certa,

    e pílulas na carteira para situações de emergência, eu me pergunto

    se sempre vou ser assim.

    Ontem eu achei que estava bem,

    depois de ter visto o mar,

    depois de ter colocado minha roupa favorita.

    Achei que eu ia aguentar, não teria motivo para você me desajustar

    mas durou pouco tempo.

    Quando eu vi, as coisas já estavam desmoronando de novo.

    Entre abraços de estranhos, entre gritos abafados e corpos que eu não conheço

    pessoas que eu não sei quem são,

    digo que gosto de fazer tudo sozinha,

    talvez seja mentira. Eu odeio estar sozinha.

    Odeio estar sozinha quando não tenho a quem chamar,

    quando coloco meus sentimentos em cima de quem nunca vai nem ao menos me olhar,

    quando experimento a sensação das relações frias e desajustadas,

    que deixam o vazio ainda maior.

    Levanto da cama, enxugo qualquer lágrima, tento seguir o meu dia,

    “obrigada pela ajuda”,

    talvez você também me odeie, como poderia não odiar?

    Obrigada pelo abraço, eu não quis incomodar.

    Desculpe ter invadido o seu espaço, eu tenho essa mania abrupta de chegar

    e me instalar,

    de achar que aquele mínimo momento vai me ajudar a melhorar.

    Eu não sei o que fazer. Ontem os remédios pararam de funcionar.

    Agosto 27, 2019
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    Ultimamente eu ando pensando muito sobre as mulheres que me inspiram e aquelas que me dão força. Depois de longas jornadas de tentar me conhecer mais – que ainda estão em processo, vale dizer -, e sessões em que minha terapeuta dizia que eu precisava me amar urgentemente (não amanhã, não depois, mas começar o trabalho duro hoje) eu comecei a me cercar de livros que poderiam me ajudar, de ouvir mais as amigas que estavam do meu lado e de reparar como as mulheres que eu convivia me traziam algo de novo e de inspirador. É importante dizer que nenhuma delas é perfeita. Todas estão longe de serem. São cheias de defeitos como qualquer ser humano, como eu, e a ideia de você se inspirar em alguém que precisa ter tudo certo na sua vida é uma furada. Afinal, quem consegue ter tudo no seu lugar nos tempos de hoje? É uma tarefa quase impossível.

    Elas estavam lá nos pequenos detalhes. Desde a minha ex-chefe, que coordenava uma empresa todos os dias enquanto organizava eventos que ensinavam meninas pré-adolescentes e adolescentes a criar aplicativos que mudassem as suas comunidades, correndo atrás de suporte para que aquelas jovens tivessem alimentação durante os programas (algo difícil; em tese, todo mundo apoia o feminismo, mas na hora do vamos ver…), na minha amiga que se engaja com toda a força que tem nos projetos que acredita, por um mundo mais justo e igualitário para as mulheres negras, e que está envolvida em pautas de consciência ambiental.

    Nos meus dias mais complicados, quando parece que está difícil demais de construir a minha auto estima e o meu próprio caminho, eu tento olhar mais para o lado. Para quem eu vejo que também está na sua trajetória e no seu processo todos os dias. Trajetórias essas que podem ser duras; às vezes nós idealizamos demais as pessoas que estão ao nosso lado, que não conhecemos intimamente, e achamos que elas tem tudo acertado. Eu já tive essa ideia de muitas mulheres que trabalhavam comigo, que lideravam equipes enquanto enfrentavam um doutorado. Eu a via sendo uma profissional brilhante, mas não fazia ideia de que ela enfrentava desafios extremamente difíceis na sua vida pessoal. Que todos os dias era uma luta. E que mesmo assim ela estava lá, de pé, dando o seu melhor. E foi nesse momento que caiu a ficha pra mim que convivemos com mulheres fodas. Elas não precisam estar na internet, ou realizando uma viagem dos sonhos, ou tendo uma vida que parece incrível. Elas podem estar ali, do seu lado, lidando com os seus próprios demônios.

    Eu aprendi a tentar achar a força feminina dentro de mim. Tentar construir a minha intuição, o meu sexto sentido, a calma antes da tempestade. Me livrar do ideal romântico, que tanto me fez pensar que eu precisava doar o meu eu inteiro e perder a minha essência, quando ela é verdadeiramente a coisa mais importante que eu tenho. Sigo buscando o equilíbrio me inspirando em mulheres que estão na minha rotina, nas amigas corajosas, nos livros de Angela Davis e nos arquétipos escritos por Clarissa Pinkola Estés. Alguns dias são mais complicados que outros, mas sinto que estou no caminho certo. 

    Agosto 17, 2019
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    Finalmente coloco em prática aqui no blog a ideia de fazer uma pequena curadoria de links, textos, podcasts e conteúdos relevantes que eu acompanho na internet. Eu sempre consumi muito coisas oriundas das redes sociais, mas nós recebemos informações o tempo todo e é complicado filtrar o que realmente importa ou não. Confere as minhas sugestões e depois conta o que você achou!

    TEXTOS

    Publicado pelo Modefica, esse artigo conta por completo o histórico da Marcha das Margaridas, que recebeu a sua sexta edição em Brasília nos dias 13 e 14 deste mês: mesma semana em que ocorreu o Ato contra o programa Future-se do Governo Federal, que desestrutura universidades públicas.

    “A data escolhida para a ação faz referência ao assassinato de Margarida Maria Alves, trabalhadora rural, líder sindical e defensora dos direitos humanos, que foi brutalmente assassinada em 1983, na Paraíba.” Por Juliana Aguilera

     PODCASTS

    O podcast comandado pela roteirista Camila Fremder é um dos meus favoritos: além de debater assuntos atuais com convidados espertos e que sempre tem opiniões interessantes, ele é muito divertido (você vai gargalhar no ônibus/metrô). O episódio dessa semana é especial: “O Que Estamos Fazendo com o Planeta?” aborda um assunto que você já pode ter ouvido diversas vezes, mas talvez não seja engajado. Como utilizar a moda e o mundo da beleza de maneira sustentável? Eu acompanho essa pauta na moda faz alguns anos, mas a sustentabilidade na indústria dos cosméticos ainda é algo que eu estou tentando entender.

    O Bom Dia, Obvious debate como está a questão do amor próprio na era do Instagram: o fim dos likes chegaram, mas será que isso realmente mudou a maneira como as pessoas usam a plataforma? Eu me lembro que o aplicativo sempre me afetou, principalmente na época dos 18 e 19 anos. Às vezes eu excluía-o por alguns dias, porque sentia que a imagem alheia e a comparação me faziam infeliz. É difícil saber o que é verdade ou não é; nas redes sociais, tudo é apenas um fragmento da realidade.

    VÍDEOS

    As irmãs Thali e Gabi são do Paraná, de Curitiba, e são experts em criar conteúdos criativo em diversas plataformas (o Instagram é uma delas!). O destaque fica para os vídeos das meninas, com edições e fotografias sensacionais. O canal no Youtube é cheio de takes criativos sobre lifestyle e moda; recentemente elas trabalharam em parceria com a Melissa. Não perde tempo e assiste!

    MÚSICA

    • “Lover”, novo álbum de Taylor Swift em 23 de Agosto

    O novo álbum de Taylor Swift, Lover, tem uma pegada totalmente diferente do seu último disco. As cobras dão o lugar às borboletas e os tons pastéis, e um título apaixonado. Segundo a própria cantora o disco irá falar sobre amor – em todas as suas formas -, e não apenas em relacionamentos amorosos. Depois de “Me!”, e “You Need To Calm Down”, as faixas liberadas, The ArcherLover fazem um resgate as músicas mais antigas da cantora, com foco nas letras românticas (ambas as canções foram produzidas por Jack Antonoff).

    Julho 10, 2019
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    Escrevo esse post enquanto estou ouvindo o Donas da P@#$% Toda, um podcast que descobri recentemente e é feito por duas mulheres de Florianópolis, minha cidade natal. Como amante da internet e seus milhares de conteúdo, eu descobri nos podcasts uma maneira de receber, aprender e repensar sobre diversos temas diferentes. Sempre gostei de ouvir opiniões novas, e são diversos os programas que me fazem simplesmente passar o tempo (como o trânsito ou aquela hora no ônibus) ou ouvir informações importantes e que acrescentam na nossa jornada. Foi difícil escolher, mas vamos lá!

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    Backstage – Modefica com Marina Colerato e convidaxs

    O Modefica é um dos meus sites favoritos quando se fala de moda sustentável, de repensar os meios de consumo na prática e debater e se informar sobre a origem dos processos. Eles estão há alguns anos escrevendo artigos sobre os mais diversos temas que permeiam o olhar para a moda de outra maneira: seja sobre a cultura de influencers, das semanas de moda e até onde vai a iniciativa de marcas de abraçam o rótulo eco. O podcast é uma extensão desse ótimo trabalho que já é feito no site: o papo é feito por intermédio de Marina Colerato. Indico demais para quem também é apaixonado pelo mundo fashion como eu, mas não enxerga sentido na maneira da qual ele é vendido. Ouvir o Backstage é aprender a questionar e olhar de maneira crítica para a moda.

    Indico: “O que é moda?”

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    Long Distance Friendship – Conversations with Vic Hollo and Julia Levenstein

    Vic Hollo mora em São Paulo e é estilista da C&A; Julia Levenstein vive em Los Angeles e trabalha na indústria da música. As duas protagonizam o Long Distance Friendship, que é uma conversa entre amigas para ouvir naqueles momentos que você precisa refletir, dar boas risadas, ou sentir que está trocando confidências com uma parceira. Os episódios são longos e trazem temas desde carreira à vida amorosa. O meu episódio favorito é o último que foi ao ar, sobre autoestima, que quebra os estereótipos que muitas vezes criamos sobre pessoas que acompanhamos na internet. É uma conversa reflexiva e interessante sobre como é difícil a jornada de construir o seu amor próprio.

    Indico: “#04 – Sobre autoestima”

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    Durma Com Essa – Nexo Jornal

    O Nexo Jornal é uma das minhas fontes favoritas de jornalismo independente, e os pogramas apresentados por eles não deixam nada a desejar dos conteúdos do site. O Durma com Essa é um programa que vai o ar de segunda e quinta, e explica em alguns minutos (no máximo em torno de 10), fatos políticos importantes da semana de maneira clara, com a participação de especialistas. A gente sabe que no Brasil de hoje é difícil se manter atualizado em coisas importantes que acontecem – com o milhão de notícias sobre política que somos bombardeados 24h -, e esse podcast é uma boa pedida.

    Indico: “O ritmo acelerado na liberação de agrotóxicos no Brasil.”

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    Gurls Talk Podcast – Adwoa Aboah

    A modelo e ativista britânica Adwoa Aboah é a responsável por criar o projeto Gurls Talk, que se tornou enorme na internet, alcançando diversas plataformas. A ideia é discutir a saúde mental das mulheres, e o podcast possui diversos convidados que falam abertamente sobre transtorno de ansiedade, depressão, e a jornada de se recuperar do alcoolismo e das drogas. É interessante também ouvir a jornada de nomes famosos, como Serena Williams. Esse é com certeza um dos meus podcasts favoritos. Adwoa faz um trabalho incrível usando a sua plataforma para falar sobre transtornos mentais, principalmente na perspectiva feminina, algo que ainda é pouco abordado. Lembre-se de prestar atenção nos gatilhos, caso não seja bom para você ouvir sobre determinados temas. P.S: O programa é em inglês.

    Indico: “Adwoa talks to Serena Williams to find out how to win at life.”

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    Bom Dia, Obvious –  Com Marcela Ceribelli 

    Eu acompanho a Obvious Agency no Instagram já faz um bom tempo, e apesar do podcast deles ser novíssimo (só tem dois episódios!) já entrou para a lista dos meus favoritos. O primeiro episódio trás convidadas especiais para falar de monogamia, relacionamento aberto e políamor, temas que me interessam e eu queria saber mais. O segundo episódio aborda ansiedade, um tema que é algo sempre presente na minha vida, com a presença da Luiza Brasil do Mequetrefismos (tinha como ser melhor?). O interessante é que o viés trazido pelo programa fala sobre como as redes sociais só aumentam ainda mais esses sintomas.

    Indico: “Todo mundo ansioso”

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