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    Ronda Virtual #2 – O que há de mais interessante na internet

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    Comportamento, Textos

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    Playlist: Outubro – Brasilidades

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    O que vale a pena assistir – Netflix

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  • Agosto 17, 2019
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    Finalmente coloco em prática aqui no blog a ideia de fazer uma pequena curadoria de links, textos, podcasts e conteúdos relevantes que eu acompanho na internet. Eu sempre consumi muito coisas oriundas das redes sociais, mas nós recebemos informações o tempo todo e é complicado filtrar o que realmente importa ou não. Confere as minhas sugestões e depois conta o que você achou!

    TEXTOS

    Publicado pelo Modefica, esse artigo conta por completo o histórico da Marcha das Margaridas, que recebeu a sua sexta edição em Brasília nos dias 13 e 14 deste mês: mesma semana em que ocorreu o Ato contra o programa Future-se do Governo Federal, que desestrutura universidades públicas.

    “A data escolhida para a ação faz referência ao assassinato de Margarida Maria Alves, trabalhadora rural, líder sindical e defensora dos direitos humanos, que foi brutalmente assassinada em 1983, na Paraíba.” Por Juliana Aguilera

     PODCASTS

    O podcast comandado pela roteirista Camila Fremder é um dos meus favoritos: além de debater assuntos atuais com convidados espertos e que sempre tem opiniões interessantes, ele é muito divertido (você vai gargalhar no ônibus/metrô). O episódio dessa semana é especial: “O Que Estamos Fazendo com o Planeta?” aborda um assunto que você já pode ter ouvido diversas vezes, mas talvez não seja engajado. Como utilizar a moda e o mundo da beleza de maneira sustentável? Eu acompanho essa pauta na moda faz alguns anos, mas a sustentabilidade na indústria dos cosméticos ainda é algo que eu estou tentando entender.

    O Bom Dia, Obvious debate como está a questão do amor próprio na era do Instagram: o fim dos likes chegaram, mas será que isso realmente mudou a maneira como as pessoas usam a plataforma? Eu me lembro que o aplicativo sempre me afetou, principalmente na época dos 18 e 19 anos. Às vezes eu excluía-o por alguns dias, porque sentia que a imagem alheia e a comparação me faziam infeliz. É difícil saber o que é verdade ou não é; nas redes sociais, tudo é apenas um fragmento da realidade.

    VÍDEOS

    As irmãs Thali e Gabi são do Paraná, de Curitiba, e são experts em criar conteúdos criativo em diversas plataformas (o Instagram é uma delas!). O destaque fica para os vídeos das meninas, com edições e fotografias sensacionais. O canal no Youtube é cheio de takes criativos sobre lifestyle e moda; recentemente elas trabalharam em parceria com a Melissa. Não perde tempo e assiste!

    MÚSICA

    • “Lover”, novo álbum de Taylor Swift em 23 de Agosto

    O novo álbum de Taylor Swift, Lover, tem uma pegada totalmente diferente do seu último disco. As cobras dão o lugar às borboletas e os tons pastéis, e um título apaixonado. Segundo a própria cantora o disco irá falar sobre amor – em todas as suas formas -, e não apenas em relacionamentos amorosos. Depois de “Me!”, e “You Need To Calm Down”, as faixas liberadas, The ArcherLover fazem um resgate as músicas mais antigas da cantora, com foco nas letras românticas (ambas as canções foram produzidas por Jack Antonoff).

    Julho 10, 2019
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    Escrevo esse post enquanto estou ouvindo o Donas da P@#$% Toda, um podcast que descobri recentemente e é feito por duas mulheres de Florianópolis, minha cidade natal. Como amante da internet e seus milhares de conteúdo, eu descobri nos podcasts uma maneira de receber, aprender e repensar sobre diversos temas diferentes. Sempre gostei de ouvir opiniões novas, e são diversos os programas que me fazem simplesmente passar o tempo (como o trânsito ou aquela hora no ônibus) ou ouvir informações importantes e que acrescentam na nossa jornada. Foi difícil escolher, mas vamos lá!

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    Backstage – Modefica com Marina Colerato e convidaxs

    O Modefica é um dos meus sites favoritos quando se fala de moda sustentável, de repensar os meios de consumo na prática e debater e se informar sobre a origem dos processos. Eles estão há alguns anos escrevendo artigos sobre os mais diversos temas que permeiam o olhar para a moda de outra maneira: seja sobre a cultura de influencers, das semanas de moda e até onde vai a iniciativa de marcas de abraçam o rótulo eco. O podcast é uma extensão desse ótimo trabalho que já é feito no site: o papo é feito por intermédio de Marina Colerato. Indico demais para quem também é apaixonado pelo mundo fashion como eu, mas não enxerga sentido na maneira da qual ele é vendido. Ouvir o Backstage é aprender a questionar e olhar de maneira crítica para a moda.

    Indico: “O que é moda?”

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    Long Distance Friendship – Conversations with Vic Hollo and Julia Levenstein

    Vic Hollo mora em São Paulo e é estilista da C&A; Julia Levenstein vive em Los Angeles e trabalha na indústria da música. As duas protagonizam o Long Distance Friendship, que é uma conversa entre amigas para ouvir naqueles momentos que você precisa refletir, dar boas risadas, ou sentir que está trocando confidências com uma parceira. Os episódios são longos e trazem temas desde carreira à vida amorosa. O meu episódio favorito é o último que foi ao ar, sobre autoestima, que quebra os estereótipos que muitas vezes criamos sobre pessoas que acompanhamos na internet. É uma conversa reflexiva e interessante sobre como é difícil a jornada de construir o seu amor próprio.

    Indico: “#04 – Sobre autoestima”

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    Durma Com Essa – Nexo Jornal

    O Nexo Jornal é uma das minhas fontes favoritas de jornalismo independente, e os pogramas apresentados por eles não deixam nada a desejar dos conteúdos do site. O Durma com Essa é um programa que vai o ar de segunda e quinta, e explica em alguns minutos (no máximo em torno de 10), fatos políticos importantes da semana de maneira clara, com a participação de especialistas. A gente sabe que no Brasil de hoje é difícil se manter atualizado em coisas importantes que acontecem – com o milhão de notícias sobre política que somos bombardeados 24h -, e esse podcast é uma boa pedida.

    Indico: “O ritmo acelerado na liberação de agrotóxicos no Brasil.”

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    Gurls Talk Podcast – Adwoa Aboah

    A modelo e ativista britânica Adwoa Aboah é a responsável por criar o projeto Gurls Talk, que se tornou enorme na internet, alcançando diversas plataformas. A ideia é discutir a saúde mental das mulheres, e o podcast possui diversos convidados que falam abertamente sobre transtorno de ansiedade, depressão, e a jornada de se recuperar do alcoolismo e das drogas. É interessante também ouvir a jornada de nomes famosos, como Serena Williams. Esse é com certeza um dos meus podcasts favoritos. Adwoa faz um trabalho incrível usando a sua plataforma para falar sobre transtornos mentais, principalmente na perspectiva feminina, algo que ainda é pouco abordado. Lembre-se de prestar atenção nos gatilhos, caso não seja bom para você ouvir sobre determinados temas. P.S: O programa é em inglês.

    Indico: “Adwoa talks to Serena Williams to find out how to win at life.”

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    Bom Dia, Obvious –  Com Marcela Ceribelli 

    Eu acompanho a Obvious Agency no Instagram já faz um bom tempo, e apesar do podcast deles ser novíssimo (só tem dois episódios!) já entrou para a lista dos meus favoritos. O primeiro episódio trás convidadas especiais para falar de monogamia, relacionamento aberto e políamor, temas que me interessam e eu queria saber mais. O segundo episódio aborda ansiedade, um tema que é algo sempre presente na minha vida, com a presença da Luiza Brasil do Mequetrefismos (tinha como ser melhor?). O interessante é que o viés trazido pelo programa fala sobre como as redes sociais só aumentam ainda mais esses sintomas.

    Indico: “Todo mundo ansioso”

    Março 10, 2019
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    Esse post é um pouco diferente dos que eu costumo fazer aqui no blog, mas vamos lá: há um ano eu entrei na faculdade no curso de Administração Pública. Durante meus anos de ensino médio ou cursinho eu não imaginei que essa seria a minha graduação (jornalismo, relações internacionais, direito, todos esses cursos passaram pela minha cabeça). Eu fiquei um bom tempo tentando tomar uma decisão; entrar na faculdade pública não era fácil e eu já havia me formado faz dois anos. O curso acabou caindo como uma luva, e aqui estou eu, tendo algumas disciplinas administrativas e outras com pegada política.

    Apesar de nunca ter me imaginado cursando Pública, eu descobri um caminho que me proporcionou muitas coisas diferentes, e várias delas relacionadas com uma área que eu sempre fui apaixonada: a Comunicação. Escrever sempre foi parte da minha vida. Eu escrevo no Elas Disseram desde 2011, e desde então engatei em outros projetos paralelos. Na faculdade, fui bolsista justamente nessa área. Aprendi muito com um chefe formado em Jornalismo (fotografia, técnicas de escrita), e também embarquei na área do marketing (outra que eu nunca havia imaginado trabalhar!).

    Todo esse contexto inicial é para chegar no ponto de contar um pouco sobre a minha experiência trabalhando em uma start up. Para quem não sabe, esses são modelos de empresas desenvolvidos para solucionar determinado problema de um consumidor; elas trazem a proposta de serem diferentes das empresas tradicionais (mais dinâmicas e muito mais tecnológicas). Após um bom tempo procurando estágio, eu encontrei a minha primeira experiência após a entrada na faculdade (real oficial, mesmo já tendo trabalhado em anos anteriores).


    Foi aí que eu dei de cara com a tecnologia, ao ser contratada na área de Marketing e Comunicação em uma empresa que fabrica placas eletrônicas PCB (é um assunto meio complexo, mas bem interessante!). Durante toda minha rotina eu ouço o vocabulário sobre programação, software, SEO, dentre outros. É um mundo novo, mas muito interessante. E o que mais me incentivou a mergulhar de cabeça em tudo isso é o envolvimento das mulheres na área da tecnologia. Sim, nós ainda somos minorias. Mas aos poucos, elas dominam diversas áreas. A programação, por exemplo, ainda é muito representada pelos homens, mas iniciativas incríveis como o PrograMaria, PyLadies, Anitas, Girls Who Code, dentre muitas outras, constroem uma comunidade forte e potente para que nós nos sintamos mais incluídas nesse mundo.

    Parte disso é também responsabilidade de trabalhar com mulheres esforçadas. A CEO da empresa é uma mulher, que nos incentiva todos dias (a aprender mais e fortalecer a rotina de quem está nessa área). Claro, não dá para romantizar: é muito trabalho duro o tempo todo. Além dos cinco dias na semana, os sábados da minha chefe e das outras coworkers são dedicados a projetos, palestras e eventos importantes. É suor e esforço. Nada vem fácil, e eu já percebi que somos mais testadas e cobradas do que os homens.


    O mercado de trabalho não é fácil pra quase ninguém. A faculdade também não. E o tempo todo alguns caras tentam nos explicar o nosso trabalho. Insistem que sabem mais que você, querem tentar te ensinar o que você sabe fazer de melhor. Aconteceu comigo, acontece com a minha discente de Teoria Econômica. E o tempo todo, eu vejo que os homens que estão na mesma posição não são questionados como nós somos. Manterrupting, mansplaining, os termos são muitos. A verdade é que vamos experienciar isso quase o tempo todo.

    A luta pela inclusão ainda é longa. Algumas empresas apostam nisso, outras só levam como aparência, mas ainda temos muito pela frente. Quantas mulheres negras programadoras você conhece? Ou criadoras de startups? A internet é um espaço incrível para podermos fazer uma conexão e entrar em contato com outras pessoas; temos muitos exemplos, como a Ana Paula Xongani. É preciso observar o nosso local de trabalho, nossas salas de aulas, os espaços de reuniões, e se questionar: quais mulheres não estão aqui e o que eu posso fazer para ajudá-las a também ocupar esse lugar?

    Com essas últimas experiências eu pude conhecer diversas mulheres incríveis, que empreenderam, criaram seus negócios a partir de ideias diferentes, que buscam alterar o sistema de onde trabalham, e outras que seguem na luta para tirar suas ideias do papel. Essas conexões são importantes e é muito legal fazer parte de iniciativas que querem mudar esse cenário (foi assim que eu passei o meu 8 de Março!).

    Setembro 30, 2018
    postado por
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    Ontem (29/09) foi o dia escolhido por todas as mulheres e brasileiros que lutam contra o fascismo, machismo, racismo e homofobia irem às ruas contra o candidato Bolsonaro, que fere os Direitos Humanos e no momento, está com 28% nas pesquisas para presidente do Brasil. Esse foi um dia emocionante pra mim (e para milhares de pessoas), que se reúniram com amigos, famíliares e desconhecidos para ecoar #EleNão pelo Brasil inteiro. Mais de 12 capitais receberam a manifestação, assim como outras cidades menores.

    Essa primeira foto que ilustra o post foi tirada de mim na manifestação pelo meu amigo, e o trecho escrito no cartaz é de um poema do @Realismo.Poetico no Instagram! Com a repercussão da imagem ele acabou me achando pela internet.

    A previsão do número de pessoas em Floripa foi de 15 mil (segundo a PM), mas nós que estávamos lá podemos afirmar que provavelmente passou dos 20 mil. Milhares de pessoas preencheram as rodovias da cidade, até seguir para um dos pontos mais conhecidos, a Beira Mar. Foi uma sensação revigorante e de justiça gritar contra o fascismo, se unir com as pessoas que possuem os mesmos ideais que você. Caminhamos mais de 7km. O mais incrível foi ver uma diversidade enorme na manifestação. Pessoas de todas as etnias, idades, famílias inteiras, mães levando crianças, pai… Dá aquela sensação de alegria saber que você não está sozinho nessa luta.

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    Gritos de #MariellePresente também estiveram presentes na manifestação, em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada brutalmente em Março deste ano. Após mais de seis meses do crime, não temos respostas de quem matou Marielle e Anderson.

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    Foi inspirador, foi incrível. Também foi maravilhoso ver as manifestações em todo o país, lotado no Largo da Batata em SP, a multidão se encontrando no metrô do Rio; nos lembrando que se nós se unirmos, temos uma força poderosa para lutar contra a regressão, contra a perda dos nossos direitos, e  por aqueles que já resistiram por nós.


    Visualizar esta foto no Instagram.

    #EleNão em Vitória (ES) Fotos de Bárbara Bragato

    Uma publicação compartilhada por Mídia NINJA (@midianinja) em

    Também foi uma surpresa ver que o Quebrando o Tabu, uma das minhas páginas favoritas no Facebook, compartilhou a minha foto em um post no qual postou algumas imagens das Manifestações no Brasil todo!

    #EleNão #EleNunca!

    Março 21, 2018
    postado por
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    Eu confesso que os últimos dias foram bem difíceis. Tanto pelo assassinato da vereadora negra, lésbica e feminista Marielle Franco no Rio de Janeiro, tanto por outros diversos motivos. O fato é que eu tive sinais suficientes e fortíssimos de que o feminismo é algo que além de importante, pode ser complicado. Lutar pelo que você acredita não é simples: você sofre, cai, precisa arranjar forças para começar de novo e coragem para colocar em prática tudo aquilo que você acredita. Eu sempre soube que a realidade era doída, mas quando ela bate na sua porta com tudo é preciso encarar de frente e bater o pé no chão com firmeza. Os nossos ideais são talvez a coisa mais importante que nós temos nessa vida.

    E é nos momentos mais complicados que eu corro o risco de me perder. De me deixar levar, de ficar confusa e sem saber o que fazer. E quem me ajudou foram justamente outras mulheres. Mulheres fortes, que apareceram há pouco em minha vida, mas me acolheram tão bem, que eu sinto que nos conhecemos há anos. Acho que essa é uma das maiores definições de sororidade, e eu pude senti-la com força na minha vida. Quando eu precisei muito, outras garotas estavam lá do meu lado, literalmente limpando as minhas lágrimas e dizendo que tudo ia ficar bem.

    O feminismo só pode ser completo se ele for interseccional. Nós mulheres estamos longe de ser iguais; cada uma de nós tem que lidar com um desafio ou com uma luta diferente. As mulheres negras possuem uma vivência completamente diferente da que eu, uma mulher branca, tenho. E é essencial aprender, respeitar e compreender isso. Afinal, se eu ficasse só na minha caixa, com os meus pensamentos, como poderia praticar o apoio ao feminismo de verdade? Ele não se resume às lutas do meu dia-dia. Eles são todas as nossas lutas.

    E esse processo de entender o outro é longo: você deve ouvir muito mais do que falar. É fundamental ter consciência do seu lugar de fala, de não querer que a sua opinião seja a verdade absoluta, principalmente sobre pautas que você nunca enfrentou na pele, e apenas conhece por relatos ou estatísticas. É importante notar que todas nós temos muitos objetivos diferentes, mas podemos encontrar algo em comum, que é a vontade de se unir.

    A união é uma das coisas mais bonitas que o feminismo já me ensinou. Ele me mostrou que na hora do vamos ver as mulheres ao meu lado foram aquelas que eu mais pude contar. E isso me deu uma sensação de que eu não estava sozinha, algo essencial quando parece que tudo ao seu redor está desmoronando (e que você vai cair junto também).

    O fato é que eu nunca vou saber tudo sobre feminismo. Sempre vai ter algo novo para aprender. Todo dia, em toda experiência nova (mesmo tendo que aprender na marra). Por isso eu quero ouvir mais, participar mais, e ler também. É praticamente um estudo: pesquisar com quem entende mais que você, com quem vivenciou outras coisas, e buscar referências. É um processo interno importante. É desta maneira que eu vou ter mais força pra resistir todos os dias.

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