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    Comportamento, feminismo

    Podcasts que eu amo e indico #1

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  • Arte por Camila Rosa (@camixvx) no Instagram.
    Amor, Comportamento

    Ficar sozinha me torna confiante

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    Playlist

    Playlist: Junho

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  • Março 28, 2019
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    kenrick-mills-709743-unsplashUma das coisas que eu mais amo fazer é escrever, principalmente poemas. Acredito de verdade que eles são uma forma de passar pelo processo de cura que é necessário quando vivemos experiências de uma vida inteira em apenas alguns segundos.

    Decidi, então, estrear um novo tipo de post aqui no blog chamado “#PoemaDeQuinta”. Os poeminhas sairão nas quinta-feiras e, sim, é um trocadilho, pois eles são humildes! haha

    Aqui vai, então, o primeiro poema. É um pedaço do meu coração para vocês! <3

     //

    Para as almas livres

    //

    Eu vejo você lutando para resistir

    Enxergo os seus olhos caírem

    em profunda inspiração

    quando observam os quatro cantos do mundo

    //

    Eu vejo a sua confusão

    em cada um dos passos que você toma

    Eu vejo os medos dançarem

    por cima do seu corpo

    mas nunca por cima da sua alma

    //

    Eu vejo o jeito que você olha para a lua

    e se pergunta quantas vidas já pisaram na Terra

    Eu vejo a câmera nas suas mãos

    te dizendo o que e quando focar

    //

    E você

    fruto de experiências de uma vida inteira

    escolhe focar em coisas que possuam a liberdade

    que você deseja

    alcançar um dia

    //

    As árvores te enchem os olhos, não é?

    Você adoraria florescer

    mas meu bem

    você ainda não percebeu

    que das suas cicatrizes nascem flores?

    //

    Olhe um pouco para si e perceba:

    a sua alma livre despeja infinito

    onde só existem finitos

    Não seja outra coisa além de eterno

    Março 16, 2019
    postado por

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    Batom vermelho.

    Restos, pensamentos, emoções, flor da pele.

    Choro, lágrima, sento, espero. Você não vem, será que você vem?

    Eu não devia esperar, devia trocar de caminho, de rua, de prédio, não querer te encontrar,

    eu odeio querer te encontrar,

    sei que você não pensa o mesmo. Eu deveria quebrar esses pensamentos, jogá-los no lixo,

    “ainda dá tempo”, afirmo para mim mesma. Ainda tem tempo. Dá para se esconder, fingir que não aconteceu

    fingir que não foi verdade, eu ergo a cabeça e sigo pelos próximos meses, é melhor assim

    vou estar segura, vou estar protegida, não vai doer, não vai despedaçar nada.

    Eu sei disso, meus amigos sabem disso,

    minha intuição sabe disso

    existe alguém que ainda não percebeu?

    Talvez eu esteja enganando a mim e a todos no processo,

    não seria a primeira vez.

    Não marco o seu cheiro. Não quero lembrar dele,

    faço o mesmo com o seu sorriso, com os seus gestos, finjo que não notei nenhum deles

    esquece-los talvez seja um processo longo e difícil no futuro.

    É melhor eu quebrar agora, cortar o mal pela raiz.

    É melhor eu não observar o jeito que você revira os olhos, ou a maneira que coloca as mãos nas minhas.

    O sentimento que você me causa quando vai embora, eu odeio

    e tenho que esperar por mais um dias, e um tempo que não passa nunca

    Não sei quando te vejo de novo, não sou sua prioridade, talvez semana que vem?

    Talvez quando não houver nada melhor no seu dia, quando você também lembrar do meu abraço

    dos minutos quietos com o seu cigarro,

    são os meus favoritos.

    Esses pequenos minutos são os que eu mais gosto,

    são os que eu mais anseio.

    As pequenas partes suas que eu posso ter são as minhas favoritas.

    Março 10, 2019
    postado por
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    Esse post é um pouco diferente dos que eu costumo fazer aqui no blog, mas vamos lá: há um ano eu entrei na faculdade no curso de Administração Pública. Durante meus anos de ensino médio ou cursinho eu não imaginei que essa seria a minha graduação (jornalismo, relações internacionais, direito, todos esses cursos passaram pela minha cabeça). Eu fiquei um bom tempo tentando tomar uma decisão; entrar na faculdade pública não era fácil e eu já havia me formado faz dois anos. O curso acabou caindo como uma luva, e aqui estou eu, tendo algumas disciplinas administrativas e outras com pegada política.

    Apesar de nunca ter me imaginado cursando Pública, eu descobri um caminho que me proporcionou muitas coisas diferentes, e várias delas relacionadas com uma área que eu sempre fui apaixonada: a Comunicação. Escrever sempre foi parte da minha vida. Eu escrevo no Elas Disseram desde 2011, e desde então engatei em outros projetos paralelos. Na faculdade, fui bolsista justamente nessa área. Aprendi muito com um chefe formado em Jornalismo (fotografia, técnicas de escrita), e também embarquei na área do marketing (outra que eu nunca havia imaginado trabalhar!).

    Todo esse contexto inicial é para chegar no ponto de contar um pouco sobre a minha experiência trabalhando em uma start up. Para quem não sabe, esses são modelos de empresas desenvolvidos para solucionar determinado problema de um consumidor; elas trazem a proposta de serem diferentes das empresas tradicionais (mais dinâmicas e muito mais tecnológicas). Após um bom tempo procurando estágio, eu encontrei a minha primeira experiência após a entrada na faculdade (real oficial, mesmo já tendo trabalhado em anos anteriores).


    Foi aí que eu dei de cara com a tecnologia, ao ser contratada na área de Marketing e Comunicação em uma empresa que fabrica placas eletrônicas PCB (é um assunto meio complexo, mas bem interessante!). Durante toda minha rotina eu ouço o vocabulário sobre programação, software, SEO, dentre outros. É um mundo novo, mas muito interessante. E o que mais me incentivou a mergulhar de cabeça em tudo isso é o envolvimento das mulheres na área da tecnologia. Sim, nós ainda somos minorias. Mas aos poucos, elas dominam diversas áreas. A programação, por exemplo, ainda é muito representada pelos homens, mas iniciativas incríveis como o PrograMaria, PyLadies, Anitas, Girls Who Code, dentre muitas outras, constroem uma comunidade forte e potente para que nós nos sintamos mais incluídas nesse mundo.

    Parte disso é também responsabilidade de trabalhar com mulheres esforçadas. A CEO da empresa é uma mulher, que nos incentiva todos dias (a aprender mais e fortalecer a rotina de quem está nessa área). Claro, não dá para romantizar: é muito trabalho duro o tempo todo. Além dos cinco dias na semana, os sábados da minha chefe e das outras coworkers são dedicados a projetos, palestras e eventos importantes. É suor e esforço. Nada vem fácil, e eu já percebi que somos mais testadas e cobradas do que os homens.


    O mercado de trabalho não é fácil pra quase ninguém. A faculdade também não. E o tempo todo alguns caras tentam nos explicar o nosso trabalho. Insistem que sabem mais que você, querem tentar te ensinar o que você sabe fazer de melhor. Aconteceu comigo, acontece com a minha discente de Teoria Econômica. E o tempo todo, eu vejo que os homens que estão na mesma posição não são questionados como nós somos. Manterrupting, mansplaining, os termos são muitos. A verdade é que vamos experienciar isso quase o tempo todo.

    A luta pela inclusão ainda é longa. Algumas empresas apostam nisso, outras só levam como aparência, mas ainda temos muito pela frente. Quantas mulheres negras programadoras você conhece? Ou criadoras de startups? A internet é um espaço incrível para podermos fazer uma conexão e entrar em contato com outras pessoas; temos muitos exemplos, como a Ana Paula Xongani. É preciso observar o nosso local de trabalho, nossas salas de aulas, os espaços de reuniões, e se questionar: quais mulheres não estão aqui e o que eu posso fazer para ajudá-las a também ocupar esse lugar?

    Com essas últimas experiências eu pude conhecer diversas mulheres incríveis, que empreenderam, criaram seus negócios a partir de ideias diferentes, que buscam alterar o sistema de onde trabalham, e outras que seguem na luta para tirar suas ideias do papel. Essas conexões são importantes e é muito legal fazer parte de iniciativas que querem mudar esse cenário (foi assim que eu passei o meu 8 de Março!).

    Março 5, 2019
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    Título: Period. End of Sentence (Absorvendo o Tabu) – Disponível na NETFLIX

    Diretor (a): Rayka Zehtabchi

    Sinopse: Na Índia Rural, onde o estigma da menstruação persiste, mulheres produzem absorventes de baixo custo em uma nova máquina e caminham para a independência financeira.

    É raro uma mulher que não lembre onde ela estava ou como aconteceu a sua primeira menstruação. O que ela sentiu naquele momento, a primeira compra de um absorvente, a maneira de aprender a lidar com o sangramento todo mês. O primeiro ano é o mais curioso, mas depois de um tempo nós nos acostumamos: absorvente interno, externo, coletor, são diversas as formas que usamos para lidar com esses dias do mês. É claro, nem toda mulher necessariamente menstrua. Mas em 2019, nós sabemos muito sobre o assunto e lidamos com ele com mais naturalidade. “Nós”. O Ocidente carrega essa mania opressora de achar que nossos hábitos são universais; mas eles estão longe de ser.

    “Absorvendo o Tabu“, curta-metragem de apenas 26 minutos dirigido pela irano-americana Raya Zehtabchi, que possui outro curta consagrado, “Madaran” lançado em 2016 no seu currículo, coloca como protagonista as crianças e mulheres indianas de uma cidade do interior a 60km de Nova Deli. O curta se inicia com cenas que mostram a vergonha e o desconforto das garotas ao serem questionadas sobre o que é menstruação. Elas sabem, mas nunca expressaram a sua compreensão ou opinião sobre o assunto, que é tratado como um mito, algo que não deve nunca ser abordado. Logo depois a mesma pergunta é feita aos garotos: alguns acreditam que a menstruação seja até mesmo uma doença.

    Elas não usam absorventes, e o sangramento todo mês provoca muito mais que uma cólica ou uma ida cancelada à piscina: na Índia, mais de três milhões de meninas já deixaram de ir à escola por causa disso. No curta, conhecemos uma garota que interrompeu seus estudos pela vergonha e a inconveniência da menstruação. Sem estruturas, elas precisam enrolar toalhas, pedaços de pano ou outros objetos que não são limpos, para esconderem o sangramento, correndo o risco de ficarem doentes. Dessa maneira, muitas desistem de estudar.

    As coisas começaram a mudar aos poucos quando uma máquina que faz absorventes biodegradáveis é instalado na região. É uma novidade, algo surpreendente, e não demora muito para que as mulheres aprendam o processo e comecem a fazer os seus próprios absorventes. Para muitas delas, esse é o primeiro emprego de suas vidas: a independência financeira, a chance de não precisar mais do salário do marido, de poder sair de casa, e trabalhar. Coisas que para nós podem soar simples, mas para essas mulheres são um passo importante no seu empoderamento: foi assim que surgiu a linha de absorventes Fly’s, criada em Harpur, na Índia, originada pela máquina inventada por Murugananthem; o objetivo é que as mulheres possam alcançar diversos lugares.

    O curta também mostra como essas mulheres começaram a vender os primeiros absorventes. Elas possuem o sonho de vendê-los em Nova Deli. De se sustentar, se tornarem donas do próprio destino e de se tornarem parte da polícia Indiana.

    O projeto é apoiado pela ONG californiana The Pad Project, que busca arrecadar fundos para implementar máquinas em outros lugares em países em desenvolvimento, e trazer absorventes para meninas no mundo todo que não possuem acesso à eles.

    Fevereiro 16, 2019
    postado por
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    A playlist de Fevereiro trás algumas descobertas musicais que foram a trilha sonora do meu mês de Janeiro e que eu não consigo parar de ouvir nesse mês! O EP do trio boygenius, formado por três artistas antigas na cena do indie rock – Julien Baker, Lucy Davos e Phoebe Bridgers -, foi considerado um dos melhores discos do ano pela Pitchfork, importante site de crítica musical. Cada uma possui sua carreira individual, mas de maneira espontânea elas se uniram, trocaram ideias pela internet e gravaram o EP com seis faixas, em apenas quatro dias em Los Angeles. As mulheres, aliás, dominaram com força a música alternativa em 2018: Lindsey Jordan, do Snail Mail, foi um dos maiores destaques, tendo apenas 19 anos.

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