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    Comportamento, feminismo

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  • Arte por Camila Rosa (@camixvx) no Instagram.
    Amor, Comportamento

    Ficar sozinha me torna confiante

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    Playlist: Junho

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  • Fevereiro 9, 2019
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    Uma das minhas metas para 2019 é ler mais do que o ano passado. Em 2018 consegui ler em torno de 23 livros, mas a minha média costumava ser muito maior há alguns anos atrás. Porém o cursinho, a faculdade e o trabalho apareceram, deixando minha rotina de leituras mais complicadas. Mas acredito que comecei o ano com o pé direito, e Janeiro foi um mês cheio de boas leituras (principalmente com uma pegada mais política, algo que eu tenho focado desde o ano anterior).

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    Título: Razão e Sensibilidade

    Autora (a): Jane Austen

    Sinopse: “A vida das irmãs Marianne e Elinor Dashwood se transforma radicalmente com a morte do pai, cuja herança vai parar nas mãos do filho do primeiro casamento. A história se passa numa época em que, sem dotes, as jovens não tinham a menor chance de conseguir um bom marido. Mas isso não as impede de conhecer o amor. Impulsiva, Marianne se entrega sem pensar à paixão por um homem sem caráter. Já Elinor esconde seus sentimentos, o que não significa que sejam menos intensos. Ao longo da história, as duas enfrentam diferentes provocações numa sociedade movida por dinheiro. A cada reviravolta do destino, o leitor se pergunta: Qual o melhor caminho para a felicidade: razão ou emoção?

    Jane Austen é indispensável para quem é fã de romances e clássicos. Esta é a minha segunda leitura (a primeira foi Persuasão). As protagonistas interessantes e complexas da autora inglesa são sua marca registrada. Em Razão e Sensibilidade, as personagens principais são as irmãs Dashwood. Marianne e Elinor são bem diferentes. Enquanto uma carrega o coração nas mãos  e não tem medo de se apaixonar, Elinor – a mais responsável, paciente e madura da família – não sabe expressar bem os seus sentimentos. Elas tem relacionamentos diferentes com os mesmos familiares e amigos; o livro carrega uma contradição entre as irmãs, mas que apesar das diferenças, são extremamente unidas.

    Apesar dos romances ocuparem uma parte importante dos enredos de Austen – ela critica de diversas maneiras à pressão para as mulheres jovens se casarem com homens ricos na época, praticamente uma exigência -, o foco é as relações das irmãs Elinor e Marianne, que são aprofundadas. No século 19, Jane Austen já criticava os modelos burgueses e patriarcais.

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    Título: O feminismo é para todo mundo – Políticas arrebatadoras

    Autora (a): Bell Hooks

    Sinopse: O feminismo sob a visão de uma das mais importantes feministas negras da atualidade. Eleita uma das principais intelectuais norte-americanas, pela revista Atlantic Monthly, e uma das 100 Pessoas Visionárias que Podem Mudar Sua Vida, pela revista Utne Reader, a aclamada feminista negra bell hooks nos apresenta, nesta acessível cartilha, a natureza do feminismo e seu compromisso contra sexismo, exploração sexista e qualquer forma de opressão.

    Uma das ativistas e escritoras mais importantes do século 21, Bell Hooks lançou originalmente “Feminism is For Everybody” em 2000. O selo Rosa dos Tempos, criado nos anos 90 e reproduzido pela Galera Record, publicou a obra no Brasil pelo selo feminista. Referência nos estudos de gênero, a obra de Hooks retrata o feminismo pela sua visão original: a luta que envolve classes, o combate ao racismo, sexismo e opressão. As mais de 150 páginas discutem em capítulos diversos temas do movimento, muitos deles pouco debatidos, como o direito das mulheres negras, a necessidade de incluir homens no movimento, e os privilégios das mulheres brancas, que muitas vezes perpetuam maneiras de opressão dentro do feminismo.

    É uma leitura essencial, pois faz o recorte de raça e sexualidade dentre do movimento contra o sexismo. Bell Hooks também aponta como o capitalismo e diversas atitudes opressoras podem enfraquecer o feminismo, algumas destas praticadas por mulheres; ela detalha e explora temas como religião, movimento LGBT, feminismo radical, direitos reprodutivos e emancipação das mulheres negras e indígenas. Com certeza, a minha leitura favorita de Janeiro.

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    Título: Sejamos Todos Feministas

    Autor (a): Chimamanda Ngozi Adichie

    Sinopse: O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo. “A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.”

    Esse é um dos livros mais famosos da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que despontou como uma das maiores autoras contemporâneas a falar sobre o sexismo nos últimos anos. Ela possui um currículo cheio de livros reconhecidos mundo afora, como “Hibisco Roxo”, “Americanah”, “Meio Sol Amarelo”, “No Seu Pescoço”, dentre outros títulos que chegaram no Brasil. Sejamos Todos Feministas é um livro curtinho, que transcreve uma palestra da autora para o TedX, falando sobre a sua experiência em como entrou no movimento, especialmente no contexto de uma mulher nigeriana.

    O mais incrível é que há algumas semanas o livro se tornou gratuito no Amazon pelo Kindle (você pode baixar o aplicativo pelo celular e acessá-lo sem custo). É uma ótima introdução para posteriormente conhecer as obras da autora de ficção, e também presentear pessoas que você conhece que sabem pouco sobre o feminismo.

    Janeiro 24, 2019
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    Título: Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name)

    Autor (a): André Aciman

    Editora: Intrínseca

    Sinopse: A casa onde Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o jovem está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas na villa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver. Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia impaciente que parece atravessar o convívio inicial dos dois surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido. Uma experiência inesquecível, que os marcará para o resto da vida. Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Uma narrativa magnética, inquieta e profundamente tocante.

    “Me Chame Pelo Seu Nome” conquistou milhares de pessoas no início de 2018. A estréia do filme – que recebeu indicações ao Oscar -, levou êxito também para o livro, publicado pelo egípcio André Aciman, que atualmente mora nos Estados Unidos e é professor universitário. Lançado originalmente em 2007 – dez anos antes de chegar às telas -, se tornou um fenômeno da literatura LGBTQ+ (inclusive ganhando prêmios importantes). Apesar de filme e livro serem muito parecidos, vale a pena embarcar na leitura profunda e emocionante que a versão literária nos trás do romance de Elio e Oliver.

    Narrado por Elio, um jovem de 17 anos que passa os verões em uma casa no Sul da Itália com a família todos os anos, o romance já começa direto ao ponto: o momento que o jovem conhece Oliver, um estudante norte-americano que está escrevendo sua tese de filosofia. Todos os anos, um graduando passa o verão na casa da família ajudando o pai de Oliver, professor reconhecido. O ambiente em que eles vivem ganha espaço na narração delicada e bem explorada de Aciman; não espere por diálogos rápidos ou capítulos instantâneos, como vemos muito nos romances atuais. O autor explora bem os cenários, os personagens no geral e o livro trás enormes referências à literatura, filosofia e sociologia, assuntos de importância para a família de Oliver.

    Elio é um personagem elaborado do início ao fim. Como ele é o narrador, entramos profundamente nos seus pensamentos, nas suas angústias e dúvidas, normais para um adolescente, mas que ganham uma pitada de intensidade. É possível se identificar, já que quando estamos nessa idade, tudo ganha uma dramaticidade ainda maior. E é assim que os sentimentos confusos de Elio sobre Oliver ganham as páginas: ele se interessa automaticamente pelo intelectual, – que é de Nova York -, pelas suas ideias e pensamentos. O desejo começa a nascer aos poucos, até ganhar plenitude e ele realmente se apaixonar pelo novo vizinho de quarto.

    Apesar de ganhar grande destaque, nós enxergamos Oliver apenas pela visão de Elio e dos outros moradores da casa. É fácil se afeiçoar por ele, que é charmoso e conquista diversos personagens ao longo da história. Mas Oliver também carrega uma aura de mistério, complexidade e dúvida, características que quase permeiam uma paixão platônica do protagonista por ele; o livro é repleto de momentos de romance, desejo e sexualidade entre os dois personagens. Em nenhum momento eles são rotulados; ambos se relacionam com homens e mulheres ao longo do enredo. Ao questionado, o autor afirmou que não colocou a palavra “gay” no livro e também não debateu sobre as violências que eles poderiam sofrer:

    Eu não queria aquelas típicas situações que sempre aparecem em livros sobre gays. Você sabe, a polícia atacando um casal gay, pessoas cruéis nas ruas batendo neles, alguém infectado com HIV. Eu não queria nada disso no meu romance. Eu queria imaginar: como seria a vida se um casal gay não tivesse de passar por nenhuma dessas coisas violentas e sem sentido?

    André Aciman em entrevista à Cult.

    É claro que podemos pensar a decisão do autor por outra ótica; Oliver e Elio são dois personagens brancos e de classe média alta que estão se descobrindo e vivendo o seu romance. Eles estão protegidos pela bolha em que vivem. A família de Oliver, além de de fazer parte de uma elite acadêmica, apoia a sexualidade do filho de diversas maneiras, sem questionamentos, inclusive o incentivando a aproveitar a vida e conhecer mais sobre si; sabemos que a realidade no Brasil e em diversas outras partes do mundo é muito diferente, ainda mais quando se fala de jovens negros da comunidade LGBTQ+.

    Não é também só o casal de protagonistas que ganha destaque. Marcia, amiga de infância de Oliver, também é um dos romances do jovem; o leitor também fica em dúvida se Oliver tem outros amores, o que de certa maneira quebra os padrões do amor romântico, tão presente nos livros de Young Adult (jovem adulto). A sensação é que eles estão apaixonados um pelo outro, mas também são livres.

    Como você vive a sua vida é da sua conta. Só se lembre: nossos corações e nossos corpos nos são dados uma única vez.

    Mais do que uma história sobre amor, paixão e primeiras vezesCall Me By Your Name nos relata o autoconhecimento de Oliver, sua história para descobrir quem ele realmente é, o que ele espera da vida. Conhecemos o personagem aos dezessete anos e quando o livro termina, ele já passou dos trinta; apesar da adaptação cinematográfica ser muito parecida, alguns capítulos não estão presentes. O ponto alto são as narrações, feitas com delicadeza. É um verdadeiro mergulho às sensações de se apaixonar por alguém.

    Janeiro 19, 2019
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    Já é metade de Janeiro, e parece que os dias quentes estão muito, mas muito longe de ainda se despedirem de nós aqui no Brasil. É difícil achar inspiração para usar looks diferentes quando os termômetros batem 30 graus (ou em algumas cidades, como aqui no Sul, quase 40!). Apesar do Pinterest ser um dos nossos amigos nessa hora, o Instagram tá cheio de musas brasileiras (e algumas internacionais) com roupas ideais para as nossas estações quentes!

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    Cris Paladino, Luciana Brasil e Ali Santos

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    Jeanne Damas, Marina Peixoto e Vic Hollo

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    Yasmim StevanLarissa Cunegundes e Angelica Bucci

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    Via Pinterest

    Janeiro 11, 2019
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    Como já citado no primeiro post da viagemBrasília é uma capital cheia de cafés e locais culturais para visitar; o meu café favorito foi definitivamente a Confeitaria Francesa. Eu ando nessa vibe de me atrair pelo que remete a cultura dos países de língua francesa depois de começar o curso. O lugar fica localizado na Asa Sul e é bem perto de onde eu estava hospedada.

    Inaugurada em 1976 pela Francesa Mimi Nicol e hoje comandada por uma família brasilienses, a Confeitaria Francesa é inspirada na pâtisserie francesa, mas com sabor e criatividade Brasileira. Nossa missão é deixar o seu momento mais especial. E tudo é feito artesanalmente com muito amor e carinho!

    O local agrada fácil já começando pela arquitetura e pelo design. Seguindo uma inspiração francesa, as cores são o rosa e o preto; elas casam muito bem entre si e deixam o ambiente super agradável e com um ar de sofisticado. A área para tomar o café de fato é externa; dentro do café você pode escolher os doces ou salgados.

    Jogo de pratos e louças

    Jogo de pratos e louças

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    Para quem é apaixonado por doces como eu, o local possui uma infinidade de opções muito gostosas. Eu provei o Red Velvet (R$14,00) e tomei uma xícara de latte (R$8,00). As porções são bem generosas. O bolo estava delicioso e sem ser exageradamente doce (o que para mim é um dos fatores principais). No menu dá para conferir todas as opções, variando de doces como mil folhas de creme, tartelete de morango, éclair de chocolate, naked de limão

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    Também há espaço para os salgados; sejam os clássicos franceses, como o croissant, até sanduíches especiais, como croque de monsieur. Não dá para esquecer dos waffles, que ganham toques com o blue berry, creme de avelã e geleia. O café também oferece especiais de café da manhã e clássicos franceses: quiches, crepe, saladas, ovos e omeletes.

    Opções de bolos e biscoitos artesanais

    Opções de bolos e biscoitos artesanais

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    O lugar foi um dos que eu mais curti durante a viagem, e quem estava comigo também amou. O serviço é bom, a localização é fácil e central, além do conjunto doces gostosos + decoração lindíssima. É imperdível para quem é de Brasília, ou quem vai visitar a cidade.


    Janeiro 7, 2019
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    Eu confesso que nas férias um dos meus lugares favoritos é o sofá. Eu aproveito pra ler um monte de livros, que eu não pude ler por falta de tempo durante o semestre, e assistir muitas séries e filmes na Netflix sem sentir culpa por precisar fazer trabalhos e artigos. Em Janeiro temos diversos lançamentos; é até dificil filtrar o que vale a pena ou não. Selecionei os meus favoritos que eu assisti neste mês e no final de Dezembro!

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    Plan Cœur – 1 Temporada (8 episódios)

    Essa é a segunda aposta da Netflix da França. O seriado, todo produzido no país francôfono, é uma comédia romântica bem gostosa de assistir, principalmente se você gosta de produções francesas, que costumam ter uma pegada diferente (eu fiquei ansiosa para acompanhar, pois também é legal para praticar a língua). A protagonista é Elsa (Zita Hanrot), que está na casa dos 30 anos e trabalha na prefeitura de Paris. Ela terminou um namoro longo e ainda tenta superar o ex, que a traiu e agora está noivo. Suas amigas, Charlotte (Sabrina Ouazani) e Emilie (Joséphine Drai) a acompanham nesta jornada; a série fala sobre relacionamentos numa perspectativa do mundo adulto, principalmente como as relações funcionam: seja com o casal que está esperando um bebê, a mulher que não quer assumir um namoro sério ou Elsa, que se vê apaixonada por Jules (Marc Ruchmann) um gigolô (!) que foi contratado para sair com ela.

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    YOU – 1 temporada (10 episódios)

    Se você gosta de suspenses como “Garota Exemplar”, considere YOU um dos melhores lançamentos de final de ano da Netflix. Sabe aquelas séries que são intrigantes e você não consegue parar de assistir? Baseado no livro homônimo da autora Caroline Kepnes, a série retrata a obsessão que o protagonista – e narrador da história -, Joe (Penn Badgley), desenvolve pelo seu interesse amoroso, Beck (Elizabeth Lail), uma aspirante a escritora em Nova York. Mas não espere por romantizações: tudo acontece pelo ponto de vista de Joe, mas é preciso ser um telespectador esperto para não cair na armadilha que o próprio personagem propõe, ao explicar os acontecimentos na sua versão. A série também faz críticas ao mundo das redes sociais, da exposição e dos namoros em que ciúmes e “preocupação excessiva”, passam despercebidos e justificados como “amor”.

    A verdade é que a série possui diversas camadas. Apesar de trabalhar com clichês em diversos episódios, é possível fazer uma análise profunda de muitos momentos, como o machismo que Beck sofre o tempo inteiro; ele parte de todos os lados, e não só do seu namorado possessivo e problemático, que sabe muito bem se passar pelo cara ideal, escondendo sua personalidade manipuladora. Vale muito a pena assistir.

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    Soltera Codiciada (Como Superar Um Fora)

    Na fase da Netflix em apostar em produções internacionais, fomos presenteados com o longa peruano Soltera Codiciada, um dos filmes mais legais que a plataforma já apostou. Com a cidade de Lima como pano de fundo, somos apresentados a María Fe (Gisele Ponce de Léon), que trabalha numa empresa de marketing e namora há seis anos com Matias; o casal chegou a morar junto, até Matias se mudar para a Espanha para fazer um mestrado. María Fe continua gostando dele, até o dia que o cara termina o namoro. Superar o término é a parte mais complicada; e o longa, dirigido por Bruno Ascenzo Joanna Lombardi, retrata todas as fases de tentativa de superação de um relacionamento que marcou muito. É bem fácil se identificar; quase todo mundo já passou por um fim de namoro complicado, e o destaque fica para a jornada de conhecimento que a protagonista passa.

    Os personagens secundários também ganham espaço. Natalia (Karina Jórdan) e Carolina (Jely Reátegui) são as amigas fieis que acompanham María Fe em todo o seu processo de descobrimento, de como é ficar sozinha. É interessante ver como a amizade feminina, tanto nas telas, tanto quanto na vida real, tem papel fundamental na reconstrução daquela mulher que precisa se encontrar novamente. São as melhores amigas que dizem as verdades que María Fe não quer ouvir, e as pessoas que a incentivam a buscar sua verdadeira paixão: a escrita.

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